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Imprensa internacional repercute ato militar que levou veículos blindados à Praça dos Três Poderes

‘República das bananas’ de Bolsonaro, desfile ‘intimidatório’ e ‘crise nas instituições’ foram as formas que jornais noticiaram o ato organizado para o mesmo dia em que a Câmara analisa o voto impresso. Bolsonaro recebe convite para exercício militar; tanques e blindados desfilam em Brasília
O desfile militar organizado pela Marinha nesta terça-feira (10) para levar um convite ao presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto teve repercussão em diversos meios internacionais.
O ato, realizado no mesmo dia em que a Câmara vai votar a proposta do voto impresso, levou veículos blindados de uso militar à Praça dos Três Poderes chegou a ser descrito como “intimidatório”.
Veja abaixo como foi a repercussão na imprensa internacional:
‘The Guardian’ (Reino Unido)
“Desfile militar de ‘república das bananas’ de Bolsonaro é condenado por críticos no Brasil”.
‘Clarín’ (Argentina)
“Jair Bolsonaro participou de um desfile militar no Brasil que a oposição classificou como ‘intimidatória'”
Taegesspiegel (Alemanha)
“Tanques de guerra rodam pelo centro da capital brasileira”
Le Monde (França)
“Bolsonaro fez desfile das forças armadas próximo ao parlamento em pela crise com as instituições judiciárias do Brasil”

Fonte: G1 Mundo

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Amazon vai reembolsar quem comprar produtos com defeitos no marketplace nos EUA


Nova estratégia pretende reduzir processos contra a companhia. Consumidores têm entrado na Justiça argumentando que a companhia também é responsável quanto um terceiro vende produtos defeituosos em seu site. Centro de distribuição da Amazon em Staten Island, em Nova York, nos EUA, em 25 de novembro de 2020
Brendan McDermid/Reuters
A Amazon.com anunciou nesta terça-feira (10) que vai reembolsar os clientes que sofreram prejuízos com produtos defeituosos vendidos em seu marketplace nos Estados Unidos. A nova estratégia pretende reduzir os processos contra a companhia.
Por anos, consumidores têm processado a Amazon, argumentando que a companhia também é responsável quanto um terceiro vende produtos defeituosos em seu site. Uma norte-americana no Estado da Pensilvânia, por exemplo, conseguiu em 2016 responsabilizar a companhia por uma guia retrátil de cachorro que a deixou cega de um olho.
A Amazon, porém, segue afirmando que os vendedores do marketplace é que são responsáveis e a maior parte dos tribunais dos EUA tem decidido a favor da empresa.
A partir de 1º de setembro, a Amazon vai reembolsar reclamações válidas envolvendo produtos de até US$ 1.000, que representam mais de 80% dos casos de problemas em sua plataforma.
A empresa também anunciou o Amazon Insurance Accelerator, uma rede de seguradoras que os vendedores de sua plataforma podem optar por usar, e uma nova política que exige que mais vendedores obtenham um seguro de responsabilidade. A Amazon por si só não está oferecendo o seguro, afirmou a companhia.
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Fonte: G1 Mundo

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Crocodilo de espécie considera extinta em Bangladesh é capturado no país


O animal deve ter chegado da Índia. Havia 50 anos que a espécie não era observada em Bangladesh. Imagem de crocodilo capturado em Bangladesh em 9 de agosto de 2021
AFP
Um crocodilo-persa em estado selvagem foi capturado em Bangladesh —acreditava-e que a espécie esteja extinta no país, anunciaram as autoridades nesta terça-feira (9).
O crocodilo é um macho de 2,3 metros e idade estimada entre 10 e 12 anos. Ele foi encontrado em um vilarejo no distrito de Faridpur, no centro de Bangladesh, no final de julho.
Veja abaixo um vídeo de um crocodilo encontrado em Sri Lanka.
VÍDEO: Jovem encontra crocodilo de quase 3 metros na porta de casa em Sri Lanka
Sua presença nas águas do afluente do rio Ganges, o Padma, fez com que muitos curiosos, cerca de 15 mil pessoas, se aproximassem da cidade para contemplá-lo, apesar do confinamento em vigor contra o coronavírus.
Ele foi capturado na segunda-feira, por moradores da região, quando estava na margem do rio.
O crocodilo será enviado para um zoológico, informaram as autoridades.
Acredita-se que esse animal de água doce pode ter chegado a Bangladesh pelo rio Ganges, de 2.500 quilômetros, que entra em Bangladesh vindo da Índia.
O Crocodylus palustris, havia sido visto pela última vez na natureza neste país há meio século.
A espécie ainda está presente na Índia, Irã, Nepal, Paquistão e Sri Lanka. Sua população mundial é estimada entre 5.400 e 7.100 indivíduos, de acordo com os pesquisadores.
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Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: Talibã conquista 7ª capital de província em 5 dias


Grupo jihadista começa a se aproximar de Mazar-i-Sharif, a maior cidade do norte do país. Ofensiva começou em maio, após os EUA e tropas aliadas anunciarem a saída do Afeganistão após 20 anos. Combatentes do Talibã são vistos dentro da cidade de Farah, capital da província de Farah, a sudoeste de Cabul, em 10 de agosto de 2021, no Afeganistão
Mohammad Asif Khan/AP
O Talibã assumiu nesta terça-feira (10) o controle de mais uma capital de província no Afeganistão, a sétima em cinco dias, ampliando seu domínio territorial no país e forçando milhares de civis a fugir.
O grupo jihadista tomou a cidade de Farah, no oeste, e começou a se aproximar de Mazar-i-Sharif, a maior cidade do norte do Afeganistão (veja mais abaixo).
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A ofensiva começou em maio, após os Estados Unidos e tropas aliadas anunciarem que deixariam o país 20 anos após o atentado do 11 de Setembro.
Os talibãs já dominam 5 das 9 capitais provinciais do norte e 7 das 34 capitais do país:
Sexta (6): Zaranj, capital da província de Nimroz, na fronteira com o Irã;
Sábado (7): Sibargan
Domingo (8): Kunduz, ponto estratégico entre Cabul e o Tadjiquistão, além de Taloqan e Sar-e-Pul
Segunda (9): Aibak
Talibã domina 65% do Afeganistão
A tomada de Kunduz, a segunda maior cidade do norte do Afeganistão, com 300 mil habitantes, é o principal sucesso militar dos talibãs desde o início da ofensiva, em maio.
Uma autoridade da União Europeia disse à agência de notícias Reuters que o Talibã já controla 65% do país.
Criança de família que fugiu da violência no norte do Afeganistão dorme em parque de Cabul em 10 de agosto de 2021
Reuters
Shahla Abubar, vereadora de Farah, afirmou à agência de notícias France Presse que o Talibã tomou a cidade “após um breve combate contra as forças de segurança”.
“Tomaram o gabinete do governador e a sede da polícia. As forças de segurança se retiraram para uma base militar”, disse Abubar.
Importância de Mazar-i-Sharif
Cidade histórica e centro comercial, Mazar-i-Sharif é o pilar sobre o qual o governo afegão sempre se apoiou para controlar o norte do país, uma zona habitualmente contrária aos talibãs.
Foi na região que o Talibã encontrou a resistência mais intensa durante sua ascensão ao poder, nos anos 90, e durante seu regime, entre 96 e 2001, quando governaram o país adotando uma versão extremamente rigorosa da lei islâmica.
O grupo também atacou bairros da periferia de Mazar-i-Sharif nesta nesta madrugada e iniciaram ofensivas em outras duas capitais do norte: Pul-e-Khomri e Faizabad.
O Ministério da Defesa afegão diz que os talibãs foram repelidos nas três cidades.

Fonte: G1 Mundo

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Conheça Kathy Hochul, a mulher que vai substituir o governador de Nova York acusado de assédio sexual


Como vice-governadora, um de seus projetos foi justamente combater violência sexual nas universidades do estado de Nova York. Kathy Hochul durante um evento em 4 de maio de 2021
Seth Wenig/AP
Com a renúncia de Andrew Cuomo do governo de Nova York, o estado vai ter uma mulher como líder pela primeira vez em seus 233 anos de história. Depois de uma transição de 14 dias, o cargo será ocupado por Kathy Hochul, de 62 anos.
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Hochul já foi deputada e era vice-governadora desde 2015. Como vice, ela ficou encarregada de uma campanha contra violência sexual em universidades do estado —e o chefe dela deixou o poder justamente por acusações de assédio sexual.
Ela vai ser a governadora até o fim de 2022.
Conheça algumas histórias dela.
O antigo companheiro de chapa de Cuomo, Robert Duffy, desistiu de ser vice em 2014. Cuomo então convidou Hochul para fazer dupla com ele nas eleições. Eles venceram em 2014 e foram reeleitos em 2018.
Como vice, ela lidera 10 conselhos de desenvolvimento econômico que investem em projetos no estado. Ela também é co-presidente de conselhos para combater o uso de heroína e de opióides.
Filha de pais da classe trabalhadora, ela tem cinco irmãos. Seu marido foi promotor de Justiça. O casal tem dois filhos.
Depois de se formar, no começo dos anos 1980, ela trabalhou como assessora parlamentar de um deputado e depois de um senador (ambos de Nova York). Ela contribuiu na formulação de leis sobre financiamento de campanhas e de imigração.
Durante 14 anos, ela foi vereadora da cidade de Hamburg. Depois disso, foi gerenciar uma região do estado a mando do ex-governador Eliot Spitzer.
Em 2011, Hochul foi eleita para o congresso —ela venceu em uma região do estado que não elegia um membro do Partido Democrata há 40 anos. Depois ela perdeu a reeleição para um republicano.
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Fonte: G1 Mundo

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Governador de Nova York, Andrew Cuomo, renuncia em meio a denúncias de assédio sexual


Ele será substituído pela vice-governadora após uma transição que vai durar 14 dias. Governador de Nova York, Andrew Cuomo
REUTERS/Mike Segar
O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou nesta terça-feira (10) que vai deixar o cargo em meio a várias denúncias de assédio sexual.
Ele confirmou que será substituído pela vice-governadora após uma transição que vai durar 14 dias.
Cuomo é acusado de assédio sexual e conduta imprópria por 11 mulheres pelo escritório da procuradora-geral do estado, Letitia James.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Casa Branca confirma que EUA pressionaram Brasil sobre Huawei na rede 5G


Governo norte-americano afirmou que o Brasil não se comprometeu em relação ao uso ou não de produtos da empresa chinesa. Loja da Huawei em Pequim em imagem de arquivo
Ng Han Guan/AP
O conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, levantou preocupações sobre os equipamentos da Huawei na rede de telecomunicações 5G do Brasil durante visita ao país na semana passada, disse uma autoridade da Casa Branca nesta segunda-feira (9)
O governo norte-americano afirmou que o Brasil não se comprometeu em relação ao uso ou não de produtos da empresa chinesa.
Sullivan também pressionou o presidente Jair Bolsonaro sobre as alegações feitas por ele a respeito da integridade do sistema eleitoral, e disse que os EUA confiam na capacidade do Brasil de realizar eleições livres, disse o diretor sênior do Conselho de Segurança Nacional para o Hemisfério Ocidental, Juan Gonzalez, a repórteres, por telefone.
5 mudanças do 5G na vida das pessoas
Gonzalez negou informações de que os Estados Unidos teriam oferecido apoio para uma parceria da Otan com o Brasil em troca de cooperação sobre equipamentos de 5G da chinesa Huawei Technologies Co Ltd, e disse que as duas questões não estão relacionadas e que não há “toma lá dá cá”.
“Nós apoiamos as aspirações do Brasil como um parceiro global da Otan, como uma maneira de aprofundar a cooperação na área de segurança entre o Brasil e os países da Otan ao longo do tempo”, disse Gonzalez.
“Nós continuamos tendo preocupações sobre o papel potencial da Huawei na infraestrutura de telecomunicações do Brasil”, disse Gonzales, acrescentando que a Huawei enfrenta “desafios enormes” na cadeia produtiva de seu semicondutor e que pode deixar seus clientes internacionais “na seca”.
O Brasil “não firmou compromissos conosco” em relação à Huawei, disse o diretor, acrescentando que autoridades norte-americanas haviam pedido que Brasil e Argentina construíssem indústrias nacionais.
EUA x Huawei
Os Estados Unidos são contrários ao uso de tecnologia da Huawei pelo Brasil em instalações de segurança, embora empresas brasileiras de telecomunicações já tenham construído redes utilizando amplamente componentes chineses.
A Huawei foi colocada em uma lista negra de exportações norte-americanas em 2019 e foi proibida de acessar tecnologias importantes de origem norte-americana, o que afetou sua capacidade de desenvolver seus próprios chips e de obter fontes de componentes de vendedores internacionais.
Na época da sanção, a empresa chinesa criticou duramente as ações do governo norte-americano.
Bolsonaro seguiu o ex-presidente norte-americano Donald Trump na oposição à Huawei, por conta de acusações de que a empresa compartilha dados confidenciais com o Partido Comunista chinês e seu governo. Mas, como a China é o maior parceiro comercial do Brasil, o presidente tem enfrentado resistência do setor e de dentro de seu próprio governo.
Gonzalez disse que autoridades norte-americanas foram “muito diretas” ao expressar confiança na capacidade das instituições brasileiras em conduzir eleições livres e justas no ano que vem, com as salvaguardas apropriadas contra fraudes.
“Nós ressaltamos a importância de não incentivar a desconfiança no processo, especialmente já que não há sinais de fraudes em eleições anteriores”, disse.
Bolsonaro tem defendido a necessidade do voto impresso para urnas eletrônicas, afirmando, sem apresentar provas, que houve fraudes em eleições anteriores. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem repetido que o sistema de votação brasileiro é confiável.

Fonte: G1 Mundo

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Portugal recomenda a vacinação de adolescentes contra a Covid-19 para a volta às aulas presenciais


Com 10 milhões de habitantes, país europeu já distribuiu ao menos uma dose da vacina para 70% da sua população. 18 de maio de 2020 – Alunos usam máscara em sala de aula no colégio D. Pedro V, em Lisboa, no dia em que parte dos estudantes volta a ter aula em meio à pandemia do novo coronavírus (COVID-19) em Portugal
Rafael Marchante/Reuters
A Direção Geral de Saúde de Portugal recomendou nesta terça-feira (10) a “vacinação universal” contra a Covid-19 de todos os adolescentes a partir dos 12 anos, como prevê o governo antes do próximo ano letivo.
“A Direção Geral de Saúde recomenda a vacinação de todos os adolescentes de 12 a 15 anos”, afirmou a titular da pasta, Graça Freitas, antes de recordar que a ampliação da campanha de vacinação deve avançar prioritariamente com as pessoas com mais de 16 anos.
Em seguida, receberão o imunizante com prioridade aqueles adolescentes com idades entre 12 e 15 anos com doenças de risco para, em seguida, liberar a vacinação para todos os jovens de 12 anos ou mais.
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99,4% das mortes por Covid-19 registradas em Portugal em 2021 foram em pessoas que não estavam totalmente imunizadas
Há três semanas, o primeiro-ministro Antonio Costa anunciou a intenção do governo de vacinar pessoas na faixa dos 12 a 17 anos para a volta às aulas em setembro.
Segundo ele, a medida serve para que o próximo ano letivo aconteça “sem o risco de interrupção”. No entanto, o governo português aguardava a decisão final das autoridades sanitárias.
Portugal celebrou na sexta-feira o fato de ter conseguido administrar ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19 a 70% de sua população de 10 milhões de habitantes.

Fonte: G1 Mundo

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Governo da Etiópia pede para que civis se alistem e lutem na guerra civil contra separatistas de Tigray


Os separatistas tomaram controle da capital regional de Tigray. Forças federais decretaram um cessar-fogo unilateral, mas agora pedem para que civis se alistem até mesmo em milícias. Rebeldes da região de Tigray, no norte da Etiópia, assumiram o controle da cidade de Lalibela, um patrimônio mundial da UNESCO
O governo da Etiópia, liderado pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed, pediu nesta terça-feira (10) a todos os etíopes capazes que sirvam nas forças armadas ou milícias para o confronto com os separatistas da região de Tigray.
Ahmed venceu o Nobel da Paz em 2019 por ter negociado um outro conflito, mas já no ano seguinte, mesmo tendo recebido o prêmio, seu país entrou em uma guerra civil.
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Vítima de ataque em Tigray, na Etiópia, é atendida em Meleke em junho de 2021
AP Photo
Há cerca de seis semanas, o governo da Etiópia declarou um cessar-fogo unilateral no Tigray.
“Agora, pela primeira vez para todos os etíopes que podem se alistar nas Forças de Defesa, nas Forças Especiais ou nas milícias para mostrar seu patriotismo”, afirma o governo.
A guerra entre as tropas federais e a Frente de Liberação do Povo de Tigray começou em novembro. Políticos de Tigray controlaram o país durante três décadas.
O governo decretou um cessar-fogo unilateral no dia 28 de junho, depois que as forças de Tigray recapturaram a capital regional, Mekele.
Para justificar o cessar-fogo, o governo federal afirmou que era preciso interromper a disputa por razões humanitárias, até o fim da estação para a plantação.
“Ficou aparente que os fazendeiros de Tigray não poderão ter segurança a não ser que o povo de Tigray seja separado do grupo terrorista para sempre”, afirmou o governo da Etiópia.
Cerca de 4 milhões de pessoas em Tigray e em outras regiões da Etiópia vivem em estado de insegurança alimentar, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
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Fonte: G1 Mundo

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A ‘bomba-relógio’ que ameaça vilarejo idílico nas montanhas da Suíça


Mais de 60 anos depois de uma explosão que causou destruição total, passado trágico de Mitholz volta a assombrá-lo. Mais de 60 anos depois de uma explosão que causou destruição total, passado trágico de Mitholz volta a assombrá-lo.
BBC
O vilarejo de Mitholz, com apenas 170 habitantes, é à primeira vista um lugar idílico no belo Vale Kander, na Suíça. Mas seu passado trágico voltou para assombrá-lo.
As casas cobertas de gerânio são tradicionais chalés de madeira, muitas ainda divididas em dois andares, na parte debaixo, ficam os animais da fazenda.
É um estilo comum em construções por todos os Alpes — alguns desses imóveis têm 200 ou 300 anos. Mas não em Mitholz. Aqui todas as casas têm a mesma data: 1948.
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Em algumas delas, inscrições como “do horror, fui reconstruída” ou “o que foi destruído em um momento não pode voltar. Agora olhamos para a frente com esperança” refrescam a memória sobre o que ali aconteceu.
Mas o que há de tão especial nesse pacato vilarejo?
No meio da rua única de Mitholz, Ida Steiner, de 87 anos, se lembra.
“Tinha 12 anos”, diz ela. “Eu, minha mãe e minha avó estávamos dormindo. Houve uma grande explosão, vimos fogo por toda parte e mamãe disse: ‘Temos que sair!’
“Corremos noite adentro, nevava muito. Minha mãe carregou minha avó nas costas.”
A explosão veio de um vasto depósito de munições do Exército suíço da Segunda Guerra Mundial enterrado na montanha acima de Mitholz.
Era para ser um local seguro, mas, em dezembro de 1947, 3 mil toneladas de munição explodiram no que foi, na época, a maior explosão não nuclear do mundo.
Vista aérea de Mitholz após a explosão – a montanha destruída está no canto superior direito
Departamento Federal de Defesa da Suíça
A explosão foi ouvida a 160 km de distância em Zurique, as casas em Mitholz foram destruídas, a neve escureceu. Nove pessoas morreram, muitas mais ficaram feridas.
As fotos do dia seguinte mostram a escola local, paredes e janelas quebradas, projéteis de artilharia sobre as carteiras dos estudantes.
Mitholz imediatamente após explosão
Departamento Federal de Defesa da Suíça
Vilarejo ficou inteiramente destruído após explosão
Departamento Federal de Defesa da Suíça
Hoje, a montanha acima de Mitholz permanece com uma enorme cicatriz, uma vez que parte dela foi destruída pela força da explosão. O vilarejo ainda se encontra abaixo dela; as casas destruídas foram cuidadosamente reconstruídas no estilo alpino tradicional dentro de um ano.
Casa de Claudia Schmid fica de frente para a montanha onde munições foram armazenadas
BBC
Calmaria enganosa
Tudo voltou, aparentemente, ao normal. A maioria das famílias que vive em Mitholz hoje está aqui há gerações. Mas Sven Meier, que passou a primeira parte de sua vida na agitada Zurique, mudou-se para cá em busca de paz e tranquilidade.
“A vida é diferente aqui, mais relaxada, sem estresse”, explica. “Sento-me no meu jardim e posso ver as belas montanhas, o pequeno rio — natureza, sem edifícios, sem ruas.”
Infelizmente, tudo isso está prestes a mudar. Três mil toneladas de munição podem ter explodido em 1947, mas outras 3,5 mil toneladas ainda permanecem guardadas no depósito. “Eles nos dizem que precisam removê-las da montanha, então todos temos que ir embora”, diz Sven.
A notícia chocante veio depois que uma nova pesquisa geológica realizada pelo Ministério da Defesa da Suíça revelou que a munição restante, afinal, representava um risco. Funcionários do ministério viajaram para Mitholz para dar a má notícia aos moradores.
Milhares de bombas e projéteis teriam que ser removidos individualmente.
E, por questões de segurança, os moradores vão ter que se mudar — por pelo menos 10 anos.
Ou seja, Mitholz se tornará uma cidade fantasma.
Então o que acontece agora? Ninguém parece ter certeza. As casas estão sendo avaliadas para compra compulsória, enquanto as autoridades locais estão em busca de terrenos seguros para construir alojamentos.
Casas em Mitholz têm estilo tradicional alpino
BBC
Mas ninguém recebeu qualquer centavo por seu imóvel, ou mesmo, um novo lugar para morar.
Claudia Schmid, outra moradora, tenta se manter otimista, mas perder a casa que ela descreve como “seu sonho” é, sem dúvida, difícil.
“Investimos muito dinheiro aqui”, diz ela. “Pouco antes de nos dizerem que teríamos de sair, instalamos uma cozinha totalmente nova.”
Mas enquanto Claudia aceita a justificativa das autoridades com certa resignação — “eles (Exército) não tinham a tecnologia para retirar o armamento com segurança antes” — nem todos pensam como ela.
A cidade fantasma criada pelo carvão
“As pessoas ficaram furiosas quando descobriram”, diz Sven. “Pensamos, ‘isso é horrível, não pode ser verdade’.”
“Eles nos disseram que era seguro”, lembra Ida. “Achávamos que todas as munições tinham acabado. Agora sabemos que não. Não prestamos atenção suficiente.”
A casa de Claudia Schmid fica de frente para a montanha onde as munições foram armazenadas
Montanha explodida
Não é a primeira vez que a Suíça tem que remover explosivos perigosos de espaços públicos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o país dinamitou muitos túneis importantes, passagens alpinas e pontes, em uma tentativa de impedir a invasão. A prática continuou durante a Guerra Fria, e por décadas os explosivos permaneceram onde estavam, aparentemente esquecidos.
Em 2001, 11 pessoas morreram no Túnel de base de São Gotardo quando um incêndio começou após uma colisão entre dois caminhões. Descobriu-se mais tarde que grandes quantidades de explosivos armazenados anos atrás ainda estavam em um depósito próximo à entrada do túnel.
Há boatos de que os bombeiros locais, tendo ouvido falar sobre o material guardado ali, relutaram em entrar no túnel para combater o incêndio. Depois de terem apagado o fogo com sucesso, o Exército chegou, com equipamentos de eliminação de bombas.
Decisões difíceis
O Ministério da Defesa diz estar fazendo o possível para tranquilizar os moradores de Mitholz de que eles terão voz ativa no que acontecer daqui para frente na medida do possível. Mas isso não é uma grande compensação por perder sua casa.
Mãe de duas crianças de seis e quatro anos, Claudia Schmid diz ter esperança de que, depois de 10 anos, possa voltar para a casa dos seus sonhos.
Mas ela ainda não sabe se o Exército cuidará das propriedades vazias durante a década que levará para descartar as munições.
Sven Meier está determinado a aproveitar ao máximo cada dia em Mitholz enquanto pode.
“Tenho mais alguns anos antes de ter que me mudar”, diz ele. “Estou relaxado, tento não pensar nisso todos os dias.”
Mas para Ida Steiner, de 87 anos, é mais difícil. Ela viveu em Mitholz toda a sua vida.
“Vou ter que ir embora. Em 2025, todos nós teremos que sair. Terei que ir para um asilo de idosos. Prefiro não estar mais aqui, do que ter que ir embora.”
VÍDEOS com notícias internacionais
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Fonte: G1 Mundo