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Taiwan exige retificação do Festival de Veneza por usar ‘Taipé Chinesa’


A ilha onde fica Taiwan chama-se Taipé Chinesa. A China não reconhece a existência de Taiwan. Imagem da cidade de Taipei, em Taiwan
Tyrone Siu/ Reuters
O governo de Taiwan afirmou, nesta terça-feira (10), que exigiu uma retificação dos organizadores do Festival de Cinema de Veneza, que apresentaram dois filmes como obras de Taipé Chinesa, nome da capital da ilha.
O documentário “The Night”, do diretor Tsai Ming-liang, e o filme “The Falls”, do cineasta Chung Mong-hong, foram apresentados no festival como obras de Taiwan. Os organizadores mudaram o nome no site oficial do evento, porém, devido a protestos das autoridades chinesas, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan.
O escritório de representação de Taiwan na Itália pediu uma retificação, que até agora permanece sem resposta, disse Kendra Chen, uma das chefes do departamento de Assuntos Europeus do ministério.
“Continuaremos dialogando com os organizadores e exigiremos uma retificação para garantir que nossos filmes não sofram repressão excessiva e nossa soberania não seja aniquilada”, afirmou Chen, em uma declaração à imprensa.
China pede que EUA não interfiram em relações com Taiwan
A 78ª edição do Festival de Cinema de Veneza será realizada no início de setembro.
Tsai Ming-liang, de origem malaia, é um dos diretores taiwaneses mais reconhecidos internacionalmente. Seu longa-metragem “Vive L’Amour” (1994) ganhou o Leão de Ouro em Veneza, e “Stray Dogs” conquistou o Grande Prêmio do Júri em 2013.
Os artistas taiwaneses são, no entanto, frequentemente excluídos de competições internacionais, ou obrigados a entrar com nomes considerados aceitáveis pelas autoridades chinesas.
No esporte, por exemplo, os atletas taiwaneses devem competir pela equipe “Taipé Chinesa”, como aconteceu nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.
A China considera a ilha parte de seu território e ameaça usar a força, se houver uma declaração formal de independência por parte de Taiwan.
O governo chinês também incentiva o isolamento diplomático e combate o uso da palavra “Taiwan”, por temer que esse nome dê à ilha alguma legitimidade internacional.
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Fonte: G1 Mundo

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‘País de velhos e crianças’: migração em massa aprofunda crise na Venezuela


Dados da ONU apontam Venezuela como país do mundo que mais perdeu população nos últimos 5 anos. Dados da ONU apontam Venezuela como país do mundo que mais perdeu população nos últimos 5 anos
Getty Images via BBC
Este texto poderia começar com o relato de Leonor e Ricardo, que depois de 45 anos formando uma família na Venezuela, agora assistem os netos crescerem por meio de chamadas de vídeo enquanto seus filhos tentam ganhar a vida em quatro países espalhados por dois continentes.
Mas esta não é a história deles. Ou pelo menos não é só deles: são centenas de milhares de famílias em situação semelhante e por vezes pior, já que muitos avós venezuelanos não têm acesso à tecnologia para fazer chamadas de vídeo, não possuem passaportes ou recursos financeiros para visitar os netos a cada tantos anos, às vezes nem dinheiro para pagar pelos medicamentos.
Alguns conseguiram ficar ao lado dos netos, mas porque seus filhos, quando emigraram, não tinham dinheiro para levar os pequenos consigo e tiveram de deixá-los.
A onda migratória sem precedentes dos últimos anos, gerada pela crise econômica, social e política que atravessa a Venezuela, teve como consequência grandes mudanças demográficas que têm transformado o país.
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Getty Images via BBC
Para além dos dramas familiares particulares, esse novo cenário tem graves implicações para o presente e futuro.
Os habitantes perdidos
Em 2015, o Instituto Nacional de Estatística da Venezuela (INE) estimou que, até 2020, o país teria 32.605.423 habitantes.
As projeções mais recentes do Escritório de População da ONU (UNPOP) apontam que, no ano passado, a Venezuela contabilizava 28.436.000 habitantes: cerca de quatro milhões de pessoas a menos do que o esperado, um nível populacional semelhante ao registrado em 2010.
Segundo a ONU, a Venezuela é o país do mundo que mais perdeu população nos últimos cinco anos, mais ainda que a Síria, que está imersa em uma guerra civil. O país é o único da América Latina que chegou a perder habitantes na última década.
Dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) sinalizam que mais de 5,6 milhões de venezuelanos emigraram nos últimos anos.
Seria fácil atribuir essa perda populacional apenas à emigração. A situação, porém, é mais complexa.
“Temos perdido população por todos os lados”, afirma Anitza Freitez, diretora do Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade Católica Andrés Bello em Caracas, à BBC Mundo, serviço em língua espanhola da BBC.
Freitez, coordenadora do projeto Encovi, que retrata as condições de vida dos venezuelanos, explica que o encolhimento populacional se deve principalmente à emigração em massa, mas também à queda da natalidade e ao aumento da mortalidade.
“O menor número de nascimentos não é desprezível e está contribuindo para o envelhecimento da população”, ressalta.
Segundo ela, o aumento da mortalidade infantil significa uma perda de 30 anos de progresso, que se traduziu também em uma redução de três anos na expectativa de vida.
Um país de velhos e crianças
Todas essas mudanças impuseram um novo panorama demográfico à Venezuela.
Segundo dados do Encovi, hoje há mais domicílios habitados por apenas uma pessoa, além de maior número de domicílios chefiados por mulheres.
“Nossa migração é principalmente masculina. Isso fez com que as mulheres acabassem se tornando chefes de família — temos um percentual de famílias chefiadas por mulheres acima de 50%. Não há outro país na América Latina que tenha nível tão alto — a média da região é da ordem de 36%”, diz Freitez.
A especialista pontua que cerca de 60% dos migrantes venezuelanos são pessoas entre 15 e 50 anos, o que implica uma diminuição significativa da força de trabalho e um aumento do peso da população mais velha, que geralmente utiliza mais recursos do sistema de saúde e recebe aposentadorias, sobre as contas públicas.
Conforme os dados compilados pela Encovi, a Venezuela conta atualmente 65 dependentes (menores de 15 anos e maiores de 60 anos) para cada 100 pessoas em idade ativa, um fardo pesado que acabou chegando bem mais cedo do que o esperado.
“É um país de velhos e crianças”, resume Freitez.
“De acordo com as projeções do INE, esperava-se que em 2039 a proporção de pessoas com 60 anos ou mais atingisse 12%, 13% da população, mas esse quadro foi antecipado para 2020, de acordo com as atualizações das projeções populacionais para a Venezuela realizadas pelas Nações Unidas. O envelhecimento avançou quase 20 anos devido à seletividade da emigração, que significou o êxodo dos jovens “, explica.
Oportunidade perdida
Essas mudanças na composição da população venezuelana, impulsionadas pela grave crise social, econômica e política, significam a perda de uma oportunidade única para o desenvolvimento do país.
“Se tivéssemos continuado na tendência em que estávamos e não tivéssemos passado por esse período de empobrecimento geral, de contração econômica, de hiperinflação, era de se esperar que vivêssemos cerca de quatro décadas em que a carga demográfica registraria seus níveis mais baixos”, destaca Freitez.
“Isso significaria que, tanto pela população infantil quanto pelos idosos, as necessidades de investimentos para atender às necessidades básicas desses grupos populacionais não seriam tão prementes e, portanto, poderíamos concentrar mais recursos na formação de capital humano”, completa.
A especialista explica que países como a Coreia do Sul aproveitaram esses períodos de transição demográfica para fortalecer a educação e promover, com investimentos públicos e privados, o crescimento econômico que gerou riqueza suficiente para desenvolver programas de seguridade social para proteger os idosos.
No caso da Venezuela, as projeções indicavam que essa janela de oportunidade de desenvolvimento, conhecida como “bônus demográfico”, se estenderia de 2000 a 2040. Demógrafos como Freitez, contudo, alertam que ela já se fechou.
A crise venezuelana, diz ela, teve um impacto semelhante ao de um evento traumático.
“A atual situação pode ser classificada como uma emergência humanitária complexa, que equivale a um acontecimento traumático, como pode ser uma guerra. Sabemos que a guerra afeta mais a população jovem e a masculina”, compara.
Os efeitos da perda dessa oportunidade ainda podem pesar sobre o país por muitos anos.
Mais pobre, mais velho, mais dependente
As mudanças demográficas obrigam o país a se adaptar a uma nova realidade.
“Devemos aceitar que agora temos uma pirâmide populacional diferente daquela que imaginamos que teríamos”, diz Freitez.
“Devemos ter muito cuidado ao pensar nas medidas que temos que tomar para recuperar o capital humano, para recuperar setores produtivos que são estratégicos e que também têm efeitos multiplicadores em outros setores para ajudar nesse processo de recuperação”, diz.
O envelhecimento antecipado da população também traz novos desafios de adaptação, uma vez que, segundo ele, não existem instituições ou sistema de proteção social adequados para atender os idosos.
“A situação de risco em que vive a população idosa é muito elevada. Não temos um país que se conscientizou de que é preciso realizar adaptações na infraestrutura existente para que os idosos possam utilizá-las. Tem gente que não pode sair do apartamento porque não há elevador e pessoas que ficaram sozinhas porque seus parentes partiram e eles ficaram jogados à própria sorte.”
Luis Zambrano Sequín, professor de economia e pesquisador da Universidade Católica Andrés Bello, de Caracas, destaca que a onda migratória não só reduziu o número de pessoas em idade produtiva — as que estão empregadas são, de forma geral, menos produtivas.
“O fardo agora é muito maior porque não só houve perda de população, mas também perda de capital e de produtividade”, diz ele.
Menos trabalhadores significa menos consumidores, uma redução do mercado interno, um dos elementos que determinam a capacidade de crescimento da economia.
“Quanto menor for o seu mercado, menos atraente é para investimentos, porque dificulta o acesso à economia de escala. Muitos investidores preferem atender esses mercados a partir de fora, e não de dentro. Isso reduz as possibilidades e a competitividade do país”, avalia.

Fonte: G1 Mundo

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‘Corrupção mata’: o Exército acusado de enviar soldados à morte nas mãos de jihadistas


Mali está em guerra contra insurgentes islâmicos, mas acusações de corrupção colocam o Exército do país como parte do problema. Agressor que tentou esfaquear o Coronel Assimi Goita, líder de dois golpes militares e presidente interino do Mali, durante a oração do Eid Al Adha em uma mesquita na capital Bamako, é levado em um veículo do exército após ser preso em 20 de julho de 2021
Reuters
Desde janeiro de 2012, o Mali está em guerra contra insurgentes islâmicos, em um conflito que já matou cerca de 3.000 pessoas.
Missões de paz da ONU e tropas francesas estão no país para tentar conter o conflito, que ameaça a segurança regional.
Em meio à instabilidade política causada por dois golpes de Estado em menos de um ano, surgem acusações de corrupção dentro do Exército.
Clément Dembélé é um ativista e líder de oposição que já foi preso por forças de segurança do país. Ele acredita que o governo o persegue por ele ter denunciado supostas irregularidades dentro do Exército. Uma delas se refere à compra de coletes à prova de balas da China.
“Quando você abre, só acha papelão dentro deles. Pedaços de papelão!
Pedaços de papelão em coletes à prova de balas. E é isso que eles dão aos jovens militares quando eles saem para enfrentar os jihadistas. Eles ficam cheios de balas”, diz ele.
Viúvas de militares mortos em guerra também têm suas queixas. Elas afirmam que foram abandonadas pelo governo. “Enquanto ainda estava de luto, me pediram para deixar a casa”, diz uma das mulheres ouvidas pela reportagem, que mora na vila militar de Kati.
As más condições de trabalho e a corrupção entre os militares já fizeram alguns deles passarem para o lado inimigo.
“Percebi que os insurgentes têm armas melhores, são mais bem pagos e mais bem tratados que a gente. Eles estão em condições muito melhores que os militares do Mali”, lamenta um sargento que preferiu não se identificar. Ele conta que já recusou uma oferta para trocar de lado, mas não sabe até quando vai resistir.
Questionados sobre as acusações de corrupção e de abandono, o governo e o Exército do Mali se negaram a comentar os casos.
Neste documentário, o BBC African Eye investiga os efeitos da guerra e da corrupção no Exército do Mali. Será que irregularidades dentro do governo podem estar causando a morte de militares?

Fonte: G1 Mundo

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Nicarágua chama a consultas embaixadores de Argentina, México, Colômbia e Costa Rica


O governo da Nicarágua persegue opositores políticos e inabilitou partidos. O presidente, Daniel Ortega, um ex-guerrilheiro de 75 anos, está no poder desde 2007, e pretende ser eleito novamente no dia 7 de novembro. Governo da Nicarágua prendeu 13 políticos da oposição nas últimas duas semanas
O governo da Nicarágua chamou para consultas embaixadores nicaraguenses que trabalhavam em quatro países de uma vez só. Essa é uma forma diplomática que os líderes de nações usam para sinalizar ao governo de um outro país que estão descontentes com a relação.
Na segunda-feira (9), a vice-presidente e primeira-dama da Nicarágua, Rosario Murillo, afirmou que seu país estava chamando a consultas os embaixadores da Argentina, Colômbia, México e Costa Rica “em reciprocidade a chamados similares dos governos citados”. Esses países criticaram a onda de prisões de líderes da oposição na Nicarágua (veja mais abaixo).
Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega (dir.), sua esposa e vice-presidente Rosario Murillo (esq.) e filha Camila Ortega (cen.) em celebração dos 40 anos da revolução sandinista, foto de junho de 2019
Inti Ocon/AFP
Argentina e México retiraram seus embaixadores de Manágua, a capital da Nicarágua, em meados de junho. Costa Rica e Colômbia suspenderam as nomeações de seus representantes no país no mês passado.
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Entenda a lei que fecha o cerco aos opositores de Ortega
Murillo, a primeira-dama, criticou “os constantes e indevidos apontamentos desrespeitosos, intrometidos e intervencionistas em nossos assuntos internos, por parte das máximas autoridades de cada um desses países” sobre questões que dizem respeito ao povo e ao governo da Nicarágua.
A Nicarágua expressou sua rejeição “categórica” ao que chamou de “imitação caricatural” daqueles que “assumiram funções que ninguém lhes atribuiu”.
Entenda o que acontece na Nicarágua
Há eleições marcadas na Nicarágua no dia 7 de novembro. O atual presidente, Daniel Ortega, um ex-guerrilheiro de 75 anos, está no poder desde 2007, após duas reeleições sucessivas. Para isso, precisou alterar as leis que o impediam de se perpetuar no poder.
Na liderança da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), o mandatário aspira permanecer no poder por mais cinco anos junto com Murillo, de 70 anos, na vice-presidência desde 2017.
Os adversários do presidente Ortega têm sido criminalizados e presos para que não possam participar do pleito. Sete aspirantes à presidência e outros opositores foram presos —foram pelo menos 32 líderes da oposição detidos desde junho. A maioria deles foi presa por “traição” contra a pátria, segundo leis aprovadas pelo Congresso controlado pela situação.
Uma das últimas medidas do sandinismo foi inabilitar do principal bloco opositor, liderado pelo partido Cidadãos pela Liberdade (CXL), que tinha conseguido inscrever candidatos para enfrentar Ortega.
Após a inabilitação do CxL, o bloco opositor denominado Coalizão Nacional, integrado por partidos e organizações da sociedade civil, tentará se reagrupar para “estabelecer uma posição clara” diante da comunidade internacional e dizer que não reconhece o processo eleitoral.
Como o bloco não é reconhecido legalmente, os seus membros são impedidos de apresentar candidatos.
Em um comunicado lido em conferência virtual, os líderes da coalizão afirmaram que as eleições são o caminho para resolver a crise no país, mas que eles não apoiam ˜a farsa eleitoral que só dará como resultado a perpetuação de Ortega e Murillo no poder”.
O líder da coalizão, Luis Fley, que está no exílio, afirmou que é hora de deixar de lado posições pessoais e pediu a unidade dos partidos que não pertencem a este bloco para “pôr a Nicarágua em primeiro lugar e pensar que neste país não vai haver vida para ninguém se Ortega se mantiver no poder”.
Críticas da União Europeia e dos EUA
A União Europeia sancionou com restrições migratórias e financeiras Murillo, seu filho Juan Carlos e seis outros funcionários do governo por sua responsabilidade nas “graves violações dos direitos humanos” na Nicarágua.
A medida se soma a outras tomadas pelos Estados Unidos e Canadá contra funcionários do governo Ortega, em protesto contra a repressão que o governo nicaraguense mantém contra seus oponentes desde o início das manifestações antigovernamentais em 2018.
O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, afirmou, em um comunicado, que “Ortega quer ganhar as eleições sem concorrência”.
A União Europeia considera que “a oposição foi eliminada” e que os nicaraguenses estão sendo privados do direito ao voto “em eleições confiáveis, inclusivas e transparentes”, afirmou Borrell.
Manifestantes mostram nomes de pessoas mortas durante protestos contra o presidente Daniel Ortega, da Nicarágua, em 2 de novembro de 2019
Oswaldo Rivas/Reuters
“A decisão, implementada pelo Conselho Supremo Eleitoral de destituir de personalidade jurídica o último partido político da oposição restante antes das eleições de novembro destroça as perspectivas de um processo eleitoral legítimo e confiável”, disse ele.
A Espanha, por sua vez, lamentou a inabilitação do CXL e pediu para que o governo da Nicarágua crie uma autoridade eleitoral independente, imparcial e que não seja controlada pelo partido de governo após considerar que “só um processo eleitoral confiável” pode oferecer uma saída para a crise social, política e econômica que a Nicarágua vive.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse no sábado que as eleições de novembro na Nicarágua “perderam toda a credibilidade” devido às manobras “autocráticas” de Ortega.
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Fonte: G1 Mundo

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Príncipe Andrew é processado por abuso sexual de menor de idade no caso Epstein


Membro da realeza britânica, Andrew é o 2º filho da rainha Elizabeth II e do príncipe Phillip. Jeffrey Epstein, pivô do escândalo, cometeu suicídio em uma prisão de Manhattan em 2019. O príncipe Andrew, da Grã-Bretanha, comparece à Capela Real de Todos os Santos, em Royal Lodge, Windsor, após o anúncio da morte de seu pai, o Príncipe Philip, em 11 de abril de 2021
Steve Parsons/Pool via Reuters
Virginia Giuffre, que acusa o príncipe Andrew de ter abusado dela quando tinha 17 anos, por meio de uma rede de tráfico sexual de Jeffrey Epstein, entrou na segunda-feira (9) com um processo contra o filho da rainha Elizabeth II em Nova York, nos Estados Unidos.
Giuffre afirma no processo que o duque de York, segundo filho da rainha da Inglaterra e do príncipe Phillip, que morreu aos 99 anos em abril, é “um dos homens poderosos” a quem foi “entregue para fins sexuais”.
Os fatos ocorreram entre 2000 e 2002, quando ela era menor de idade, e aconteceram através da extensa rede de tráfico sexual pela qual Epstein foi preso. Em meio ao escândalo, o bilionário se matou em uma prisão de Manhattan em 2019 (veja no vídeo e mais abaixo).
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Ex-namorada de Epstein se declara inocente de tráfico sexual de menores
Milionário americano Jeffrey Epstein é encontrado morto na cadeia
“Responsabilizo o príncipe Andrew pelo que me fez. Os ricos e poderosos não estão isentos de prestar contas”, afirmou Giuffre. “Espero que outras vítimas vejam que é possível não viver no silêncio e no medo”.
Segundo as acusações das vítimas, Epstein atraía meninas para casas de luxo em Nova York e na Flórida e as pagava por atos sexuais. O bilionário tinha ligação com Donald Trump, ex-presidente dos EUA, e era amigo do príncipe Andrew.
Ele já havia sido investigado em 2005, na Flórida, após a polícia de Palm Beach receber denúncias de que Epstein havia abusado sexualmente de garotas menores em sua mansão.
Mas o bilionário fechou um acordo para se declarar culpado por uma acusação menor, de prostituição, e cumpriu uma pena de 13 meses de prisão em que foi autorizado a sair durante o dia para ir a seu escritório.
Virginia Giuffre, que diz ter sido traficada pelo criminoso sexual Jeffrey Epstein, durante entrevista coletiva do lado de fora de um tribunal de Manhattan, em Nova York, em 27 de agosto de 2019. Giuffre processou o príncipe Andrew em 9 de agosto de 2021 acusando-o de abuso sexualmente quando ela tinha 17 anos.
Bebeto Matthews/AP
O príncipe Andew negou as acusações em entrevista concedida à BBC em novembro de 2019.
O membro da realeza britânica chegou a expressar dúvidas sobre a autenticidade de uma foto na qual aparece com Giuffre e, ao fundo, Ghislaine Maxwell, que segue presa pelo caso Epstein.
Ghislaine Maxwell é ex-namorada de Jeffrey Epstein e foi detida e acusada de aliciar meninas.
Ghislaine Maxwell em uma coletiva nas Nações Unidas em 2013
UNTV via Reuters
Apesar de negar seu envolvimento na rede de tráfico sexual de Epstein, o príncipe Andrew se retirou da vida pública devido ao escândalo.

Fonte: G1 Mundo

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Tribunal chinês confirma pena de morte para canadense por tráfico de drogas


O canadense Robert Lloyd Schellenberg durante julgamento por tráfico de drogas no tribunal de Dalian, na província de Liaoning, no nordeste da China, em 14 de janeiro de 2019. Pena de morte foi mantida em caso que desencadeou grave crise nas relações entre Ottawa e Pequim
Tribunal Popular Intermediário de Dalian via AFP
Um tribunal chinês confirmou em segunda instância nesta terça-feira (10) a pena de morte do canadense Robert Lloyd Schellenberg por tráfico de drogas, com a grave crise diplomática entre Pequim e Ottawa como pano de fundo.
A decisão foi anunciada um dia antes de a justiça chinesa divulgar o veredicto sobre o caso de outro cidadão canadense, Michael Spavor, acusado de espionagem.
Sua detenção na China, assim como a do ex-diplomata Michael Kovrig, também canadense, aumentou a tensão no fim de 2018 das relações bilaterais já complicadas pela detenção poucos dias antes no Canadá de Meng Wanzhou, executiva do grupo chinês de telecomunicações Huawei, a pedido de Washington.
Robert Lloyd Schellenberg foi condenado em janeiro de 2019 à pena de morte. O tribunal o acusou de ter introduzido, junto com outros acusados, mais de 220 quilos de metanfetaminas na China.
Considerado culpado no passado por tráfico de drogas no Canadá, Schellenberg se declarou inocente e afirmou que viajou à China por turismo. Ele apresentou recurso contra a condenação.
O Tribunal Popular Supremo da província de Liaoning (nordeste), a província onde o canadense foi julgado, “decidiu rejeitar a apelação e confirmar a decisão inicial”, afirma um comunicado.
O tribunal “considerou que os fatos constatados em primeira instância eram claros, as provas confiáveis e suficientes” e que l pena de morte é “apropriada”, completa a nota.
“Condenamos o veredicto nos termos mais fortes e apelamos à clemência da China”, declarou Dominic Barton, embaixador do Canadá no país.
“Transmitimos em várias ocasiões à China a nossa firme oposição a esta pena cruel e desumana e continuaremos fazendo isto”, completou.
A decisão coincide com o comparecimento de Meng Wanzhou, diretora financeira da Huawei, a um tribunal canadense para a última série de audiências que devem definir sua eventual extradição aos Estados Unidos.
O processo de apelação de Robert Lloyd Schellenberg aconteceu em maio de 2019, o que significa que a justiça chinesa demorou mais de dois anos para pronunciar seu veredicto.
Detido em 2014, ele foi condenado a 15 anos de prisão em primeira instância.
Mas pouco depois da detenção da executiva da Huawei, a justiça considerou o veredicto “muito indulgente” e anunciou a abertura de um novo processo.
Meng Wanzhou, de 49 anos, foi detida em 1º de dezembro de 2018 no aeroporto de Vancouver a pedido da justiça dos Estados Unidos, que deseja julgá-la por fraude bancária.
Poucos dias depois da detenção de Meng, a China prendeu dois canadenses: o ex-diplomata Michael Kovrig e o empresário Michael Spavor. Detenções que o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau considera represálias, o que Pequim nega.
Os dois homens foram julgados por “espionagem” em um processo a portas fechadas.
Em 2015, a China reduziu de 55 para 46 o número de crimes que podem ser punidos com a pena de morte. O número de execuções no país é um segredo de Estado.
A mais recente de um ocidental foi a de Akmal Shaikh, um britânico executado em 2009 por tráfico de heroína, segundo a agência oficial Xinhua.
ehl/bar/ybl/af/dga/dbh/zm/fp

Fonte: G1 Mundo

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Incêndios na Grécia: ‘Parece cena de filme, mas é a vida real’


Milhares de pessoas precisaram fugir dos incêndios florestais na segunda maior ilha da Grécia, Evia. Incêndios na Grécia: ‘Parece cena de filme, mas é a vida real’
Reprodução/BBC
Milhares de pessoas precisaram fugir dos incêndios florestais na segunda maior ilha da Grécia, Evia.
Turistas e moradores relatam situação após alerta do governo para evacuar regiões afetadas pelo incêndio.
Grécia e Turquia enfrentam situação crítica pelos incêndios
Incêndios destroem 1.200 hectares de mata e esvaziam 5 cidades perto de Atenas
Grécia e Itália sofrem com incêndios florestais e temperaturas acima de 40°C; veja vídeo do combate ao fogo
“É como uma cena de um filme apocalíptico, definitivamente, porque não há céu. O sol está vermelho, esteve vermelho o dia todo, então é bastante assustador”, descreve a turista Isidora.
Mina, gestante e com filho pequeno, diz que não se sentia segura em casa.
“É como um filme de terror, mas não é filme, é vida real. É o horror que vivemos na última semana. E você não sabe se esse horror vai parar hoje à noite, ou amanhã, ou daqui cinco dias.”
Confira no vídeo.

Fonte: G1 Mundo

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Pacientes de Covid-19 morrem após rompimento de tubo de oxigênio na Rússia


Vítimas respiravam com auxílio de ventiladores mecânicos e morreram sem ar. Caso é mais um incidente envolvendo internados com coronavírus em hospitais russos neste ano. MAPA – Hospital na Rússia
G1 Mundo
Nove pacientes de Covid-19 morreram nesta segunda-feira (9) após a ruptura de um tubo de oxigênio em um hospital em Vladikavkaz, na Rússia, informaram as autoridades.
O ministro da Saúde, Sergei Minyaylo, afirmou que 71 pacientes estavam na UTI no momento do acidente, 13 deles com um suporte de ventilação mecânica. Os nove pacientes que morreram estavam conectados a respiradores.
Minyaylo explicou que os pulmões dos falecidos já estavam cerca de 90% comprometidos antes da ruptura do tubo.
Segundo o ministro russo, o problema foi detectado rapidamente e solucionado em 30 a 40 minutos. Os outros pacientes foram assistidos com “cilindros de oxigênio e suportes de apoio”. As causas ainda estão sob investigação.
Outros incidentes na Rússia
A Rússia viveu outros incidentes em hospitais que tratam pacientes de coronavírus desde o início da pandemia.
Em junho, três pessoas morreram em um incêndio em um hospital de Riazan, ao sudeste de Moscou. Um mês antes, dois incêndios causados por falhas em respiradores artificiais deixaram seis mortos em hospitais de São Petersburgo e Moscou.
A Rússia é o quarto país do mundo em números de casos de coronavírus, com cerca de 6 milhões e meio de infectados e 165.650 mortos, segundo a contagem da AFP.
VÍDEO: saiba mais sobre a variante delta
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Fonte: G1 Mundo

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Clínicas na Bolívia ‘sequestram’ cadáveres de vítimas de Covid enquanto familiares não pagam a conta


Pandemia agravou a situação no país, exacerbando a falta de remédios, de especialistas e de vagas nos hospitais públicos. Desesperadas, algumas famílias acabam optando pelo sistema privado, com o risco de se endividarem durante anos ou até de não poderem retirar o corpo de seus entes em caso de óbito. Médico aplica vacina em homem na Universidad Mayor de San Andres, em La Paz, Bolivia, em foto de 3 de agosto
AP Photo/Juan Karita
Com menos de 500 leitos de UTI para cerca de 11 milhões de habitantes, o sistema de saúde da Bolívia já apresentava seus limites antes da Covid-19. Mas a pandemia agravou a situação, exacerbando a falta de remédios, de especialistas e de vagas nos hospitais públicos.
Desesperadas, algumas famílias acabam optando pelo sistema privado, com o risco de se endividarem durante anos ou até de não poderem retirar o corpo de seus entes em caso de óbito.
Com um salário médio equivalente a R$ 2 mil, a Bolívia é um dos países mais pobres da América do Sul. No entanto, na hora da doença muitos não hesitam em levar seus familiares para o sistema de saúde privado, mesmo sabendo que, por algumas semanas de hospitalização, a conta pode ultrapassar R$ 400 mil.
“Não tínhamos escolha. Hospitalizei meu irmão onde havia vaga”, conta Irma. “Ligamos para amigos, conhecidos, para ver se alguém podia ajudar. Quando conseguimos um leito disponível, não pensamos duas vezes”, se lembra. 
Apesar de ter um salário modesto, ela decidiu internar seu irmão em uma clínica privada, mesmo sabendo que a diária ultrapassava o equivalente a R$ 5 mil. A solução foi vender um carro para pagar a fatura.
Mas nem todos tem bens disponíveis como Irma. Foi o caso de Wilma, que perdeu o pai após 36 dias de hospitalização e uma conta de cerca de R$ 400 mil para pagar.
“A clínica me ligou para avisar que ele tinha falecido no sábado, às 21h. Quando cheguei lá, ninguém queria me atender. A única coisa que queriam era que pagássemos US$ 75 mil”, relata Wilma que, com os cinco irmãos, só conseguiu reunir 20% da soma. Resultado: o hospital não liberou o corpo durante quatro dias. “Tivemos que esperar até quarta-feira”, se recorda, ainda traumatizada.
A “retenção de cadáveres” não é uma novidade na Bolívia para as famílias que não podem pagar a conta das clínicas ou hospitais privados.
“Há alguns anos isso acontecia com frequência. Mas agora é mais raro, pois essa prática é proibida e há sanções”, explica Nadia Cruz, da Defensoria Pública. “No entanto, com a Covid-19 e os valores elevados que representam as [longas] hospitalizações, algumas clínicas voltaram a fazer isso”, relata.
Honorários tabelados, mas nem sempre respeitados
Para tentar evitar os abusos, uma lei, votada em fevereiro deste ano, limita os honorários das clínicas privadas a cerca de R$ 2.600 por dia na UTI. Mas nem todos respeitam a regra.
“Com a nova lei, conseguimos verificar se as tarifas ultrapassam o limite imposto pelo governo. Mas não temos como verificar quais medicamentos foram usados na terapia intensiva”, conta Nadia Cruz.
O que explicaria as faturas exorbitantes apresentadas na hora da alta ou, pior, no momento de liberar o corpo de um familiar em caso de óbito. “Quando temos acesso aos dossiês completos, recebemos 10 páginas de tratamentos que não temos como avaliar se eram realmente necessários”, afirma Nadia. 
Os estabelecimentos privados, que representam mais da metade dos leitos de UTI na Bolívia, alegam que as tarifas impostas pelo governo não correspondem à realidade do mercado. “Um especialista não vai querer trabalhar por 20, 30 ou 50 bolivianos por dia (entre R$ 15 e R$ 40)”, explica o doutor Suxo, da Clínica del Sur, em La Paz.
Para evitar os calotes ou o “sequestro de cadáveres”, algumas clínicas pedem aos familiares o pagamento de um sinal antes da hospitalização, mesmo em caso de urgência. Ou então que uma garantia seja apresentada como, por exemplo, a escritura de uma casa própria. 
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Fonte: G1 Mundo

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Mulher vestida de sereia é fotografada em meio a enchente na Escócia


País do Reino Unido tem enfrentado fortes chuvas e diversos focos de inundações desde o fim de semana. Autoridades escocesas acionaram alerta para mais tempestades nesta segunda-feira (9). Mulher e fotografada vestida de sereia em Glasgow durante enchente no domingo (8)
Reprodução/Facebook/Alex Gannon
Uma mulher vestida de sereia foi fotografada em meio a uma enchente em Glasgow, na Escócia, no domingo (8).
Nas imagens, é possível ver a “sereia” de cauda azul e camiseta preta posando na inundação com alguns surpresos moradores que pararam para observá-la com a água na altura do joelho.
“Não há nada como o verão escocês”, escreveu Alex Gannon, um dos vizinhos. “Tem uma sereia do lado de fora de casa”.
Gavin Millar foi outro dos vizinhos que ficou surpreso com a “visita” e registrou as imagens do seu apartamento (veja abaixo).
Mulher vestida de sereia deita em meio a carros em enchente na Escócia em 8 de agosto de 2021
Reprodução/Facebook/Gavin Millar
A mulher, que vem sendo chamada pela imprensa britânica de “sereia de Glasgow” não havia sido identificada até a última atualização desta reportagem.
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A Escócia tem enfrentado fortes chuvas e teve diversos focos de inundações desde o fim de semana. Autoridades britânicas alertam para mais tempestades nesta segunda-feira (9).
Toda a região de Glasgow está sob alerta amarelo, segundo o Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido. Isso significa que há risco de tempestades e inundações repentinas.
Mulher se veste de sereia em meio a enchentes em Glasgow, foto de 8 de agosto de 2021
Reprodução/Facebook/Gavin Millar
VÍDEO: Cachorro ‘ajuda’ dona a empurrar carro em enchente
VÍDEO: Cachorro ‘ajuda’ dona a empurrar carro em enchente na Escócia

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Fonte: G1 Mundo