Categorias
MUNDO

Covid: Homem vê irmão e pais que recusaram vacina morrerem em 1 semana em Portugal

Francis Gonçalves está usando a dor de perder três familiares para alertar sobre riscos da desinformação: ‘Isso vai prejudicar nossas famílias’. Morador do País de Gales, no Reino Unido, Francis Gonçalves está usando a dor de perder a mãe, o pai e o irmão como impulso para alertar outras pessoas sobre os riscos de não se vacinar contra a covid-19.
Os três moravam em Portugal e decidiram não se vacinar, influenciados por notícias falsas sobre supostos riscos da imunização que não têm comprovação científica. Em julho, eles morreram no espaço de uma semana por complicações da doença, que parecem ter contraído durante um evento em família.
“Eles não aproveitaram a oportunidade de se vacinar porque ficaram com medo. Meus pais tinham problemas de saúde crônicos, mas deveriam ter tomado a vacina. Só que havia todo um alvoroço sobre isso.”
“Sei que muitas pessoas estão optando por não tomar a vacina. Elas não conseguem ver isso a partir de qualquer outra perspectiva — exemplo, por que alguém estaria distribuindo doses se elas fossem prejudiciais?”
“Tenho empatia por essas pessoas, elas estão se perguntando se estão fazendo a coisa certa. Mas isso vai prejudicar nossas famílias, então toda a propaganda (antivacina) tem que parar. ”
Para piorar a dor de Gonçalves, ele não conseguiu viajar para Portugal por causa de restrições de viagem para o país. Enquanto ele ficou retido no Reino Unido, seu pai Basil, 73, sua mãe Charmagne, 65, e seu irmão Shaul, 40, foram hospitalizados e enfrentaram uma piora rápida da saúde.
O irmão morreu em 17 de julho, seguido pelo pai três dias depois, até que mãe sucumbiu à covid-19 em 24 de julho.
Gonçalves diz que as mensagens de apoio de amigos e familiares estão ajudando a enfrentar este enorme luto.
“Acho que não vai ser fácil por muito tempo. Mas as pessoas estão me procurando e oferecendo condolências. Não teve um dia em que alguém deixasse de me contatar. Isso realmente tem ajudado.”

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Variante delta avança e ameaça ‘tolerância zero’ a Covid na China


A China está lutando contra seu maior surto de coronavírus desde Wuhan. Nas últimas semanas, no auge da temporada de viagens de verão, a variante Delta foi detectada em pelo menos 16 províncias e municípios chineses. A cidade de Yangzhou, na província oriental de Jiangsu, promoveu várias rodadas de testes
Getty Images via BBC
Quando o voo CA910 da Air China pousou na cidade chinesa de Nanjing, em 10 de julho, estava transportando mais do que passageiros.
Uma dessas pessoas que chegavam de Moscou tinha a variante delta da Covid-19. Depois que eles deixaram o avião, funcionários do aeroporto de Nanjing Lukou se aproximaram para recolher o lixo na aeronave.
De acordo com as autoridades chinesas, quando esses funcionários saíram da aeronave, levaram com ele o vírus para o mundo exterior — desencadeando o que agora se tornou o maior surto na China desde Wuhan.
Nas últimas semanas, no auge da temporada de viagens de verão, a variante delta foi detectada em pelo menos 16 províncias e municípios chineses. Muitos dos casos estão ligados a Nanjing.
Embora existam algumas centenas de casos — relativamente baixos para um país de 1,4 bilhão de pessoas —, muitos estão nervosos com o aparecimento do vírus em grandes cidades, incluindo Pequim, Xangai e Wuhan.
Em resposta, a China recorreu a métodos já familiares: milhões foram testados, às vezes mais de uma vez; cidades ficaram em lockdown; e conexões de transporte em algumas áreas foram cortadas.
É o que os especialistas chamam de tolerância zero — ou estratégia de eliminação —, vista não apenas na China, mas também em outros lugares como Austrália, Nova Zelândia e Cingapura.
Mas a velocidade surpreendente de propagação da variante delta também levantou questões sobre se a abordagem é realmente sustentável na China diante de uma variante da Covid-19 mais transmissível.
‘Baixando a guarda’
Já havia sinais de pessoas baixando a guarda, observaram os especialistas.
Antes de Nanjing, ocorreram vários surtos menores em Guangdong e ao longo das fronteiras com a Rússia e Mianmar.
O uso de máscaras havia se tornado menos comum do que no início da pandemia, e as reuniões em massa voltaram a ser a norma.
Uma apresentação de teatro no destino turístico de Zhangjiajie, na província de Hunan, com a presença de cerca de 2.000 pessoas, foi identificada como um evento potencial de superespalhamento no surto atual.
A mídia estatal também apontou “brechas gritantes” no aeroporto de Nanjing.
Funcionários têm desinfetado muitas áreas de Nanjing, incluindo o porto
Getty Images via BBC
As autoridades acreditam que funcionários responsáveis pela limpeza do avião não seguiram os protocolos de proteção contra Covid-19 e admitiram que o voo teve permissão para pousar embora tenha sido impedido de voar várias vezes por transportar passageiros positivos para o vírus.
A rápida mudança de atitude — do relaxamento ao bloqueio rígido — ilustra um problema comum na governança chinesa, em que muitas vezes há pouco espaço para nuances, de acordo com o virologista Jin Dongyan, da Universidade de Hong Kong. “O estilo chinês é muito extremo”, disse ele à BBC.
Enquanto isso, algumas pessoas ficaram preocupadas sobre se as vacinas chinesas são eficazes contra a variante, depois que autoridades revelaram que muitos dos primeiros casos de Nanjing foram de pessoas completamente vacinadas.
As autoridades de saúde deram garantias públicas, ainda que considerem dar injeções de reforço. Shao Yiming, do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças, disse que, embora não houvesse vacina que pudesse prevenir a infecção pelo coronavírus, “atualmente [as vacinas] ainda podem controlar todas as variantes do vírus”.
A China já administrou mais de 1,7 bilhão de doses de vacina, embora não tenha dito quantas pessoas estão totalmente vacinadas.
Ao contrário de outros países, que se abriram após a vacinação em massa, a China não parece disposta a mudar o curso com a forma como reagiu ao último surto, dizem os especialistas.
“Parece haver essa falta de confiança em suas vacinas que justifica a continuação da estratégia”, disse o professor Yanzhong Huang, pesquisador sênior de saúde global do Conselho de Relações Exteriores, à BBC.
Um recente editorial do Global Times, publicado pelo Diário do Povo, do Partido Comunista chinês, rejeitou a ideia de uma reabertura ao estilo do Reino Unido, dizendo que era “quase politicamente inconcebível”, pois resultaria em “custos sociais e dor inimagináveis”. Em vez disso, pediu uma abordagem de “Covid zero” com “janelas controláveis” para o mundo exterior.
Em um comentário na publicação Caixin Global, o especialista médico Zhang Wenhong reconheceu que o último surto “mais uma vez nos lembra do vírus sempre presente”.
“Querendo ou não, sempre haverá riscos no futuro”, disse ele, acrescentando que, entre outras coisas, a China deve “promover um retorno à vida normal enquanto protege seus cidadãos do medo do vírus”.
Batalha
Pode não ser fácil mudar para o que os especialistas chamam de estratégia de mitigação, que se concentra na redução de mortes em vez de casos.
Um dos maiores desafios para as autoridades, como Zhang pareceu sugerir, é como convencer um público chinês avesso ao risco.
“Eles tiveram uma experiência extremamente traumática ao ver o que aconteceu em Wuhan, onde seus sistemas de saúde ficaram completamente sobrecarregados. Se eles reabrirem, temem que o sistema de saúde chinês não seja capaz de lidar com [outro surto], especialmente nas áreas rurais “, disse o professor Huang.
O professor Jin disse que a forma como a mídia estatal descreveu o vírus também alimentou esse medo, com alguns meios de comunicação “apresentando o surto indiano como se fosse o fim dos dias e a situação no Reino Unido e nos Estados Unidos foi mostrada como infernal”.
Há também a questão de perder prestígio.
Os sucessos da política de covid zero permitiram ao governo chinês “alegar que esta abordagem é superior à abordagem ocidental, que está associada ao fracasso geral na contenção do vírus, e até reivindicar a superioridade do sistema político chinês”, disse o professor Huang.
“Se eles começarem a abandonar essa política e recorrer à mitigação, eles basicamente estão endossando uma abordagem ocidental que destruíram.”
Divisão iminente
Com relativamente poucas mortes desde Wuhan e uma economia em recuperação, alguns na China podem não sentir necessidade de mudar.
Mas uma estratégia de covid zero de longo prazo também tem seus riscos. Os bloqueios em massa afetam as pessoas mais pobres muito mais do que outras, e também afetam a saúde mental da população a longo prazo, apontou Nancy Jecker, professora de bioética da Escola de Medicina da Universidade de Washington.
“Se a China não mudar rápido o suficiente, os efeitos serão mais graves em todos os níveis da sociedade”, disse. Ela pediu uma abordagem com mais nuances, como bloqueios mais localizados e priorização de certos grupos, como permitir que escolas permaneçam abertas enquanto academias e restaurantes permanecem fechados.
O professor Huang também alertou sobre um problema de imagem de longo prazo para a China, à medida que outros países se reabrem.
Outros países com política de covid zero, Austrália e Cingapura anunciaram recentemente planos atrelados a taxas de vacinação de 80%.
Eventualmente, o mundo seria dividido em dois tipos de países, disse Jecker: aqueles que continuam a buscar uma estratégia de covid zero e aqueles que mudaram para a mitigação.
“Mas, em última análise, podemos não ter escolha a não ser aceitar – em uma fase pós-pandemia, as mortes diminuirão, mas o vírus pode reaparecer anualmente como o resfriado”, disse ela. “Se isso acontecer, a China terá que conviver com isso.”

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Justiça chinesa condena canadense a 11 anos de prisão por espionagem

O governo do Canadá considerou “inaceitável e injusta” a condenação a 11 anos de prisão por espionagem do consultor canadense Michael Spavor na China, o que agrava ainda mais as relações entre os dois países.
“O veredicto de hoje contra Spavor acontece após mais de dois anos e meio de detenção arbitrária, de falta de transparência no processo judicial e de um julgamento que não cumpriu nem sequer com as normas mínimas exigidas pelo direito internacional”, afirmou o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau em um comunicado.
Spavor foi detido em dezembro de 2018, um caso que o Canadá considera como uma represália pela prisão dias antes em Vancouver de Meng Wanzhou, a diretora financeira da gigante chinesa das telecomunicações Huawei, a pedido dos Estados Unidos.
Michael Spavor “foi declarado culpado de espionagem e de roubar segredos de Estado”, anunciou nesta quarta-feira o tribunal de Dandong (noroeste), na fronteira norte-coreana, onde o canadense foi julgado em março de 2021.
“Foi condenado a 11 anos de prisão e ao confisco de seus bens pessoais até a quantia de 50.000 yuans (6.600 euros) e à expulsão”, completou.
Não foi divulgado quando acontecerá a expulsão, mas provavelmente acontecerá após o cumprimento da pena.
O julgamento aconteceu a portas fechadas, o que é habitual na China em casos de espionagem.
Diante do centro de detenção de Dandong, o embaixador do Canadá na China, Dominic Barton, citou a “possibilidade apresentar recurso de apelação”.
– “Detenção arbitrária” -Outro canadense, o ex-diplomata Michael Kovarig, foi detido ao mesmo tempo que Spavor por acusações similares de espionagem.
Kovarig já foi julgado e aguarda o veredicto.
Justin Trudeau, denunciou uma “detenção arbitrária” dos dois canadenses e a “falta de transparência” das autoridades chinesas.
– “Motivos políticos” -Coincidência ou tentativa de pressionar Ottawa? A condenação de Spavor foi anunciada dias antes do comparecimento de Meng Wanzhou, em 20 de agosto, a um tribunal canadense para a série final de audiências dedicada a sua potencial extradição aos Estados Unidos.
A detenção de Meng Wanzhou, executiva da Huawei, aconteceu a pedido da justiça dos Estados Unidos, que suspeita que ela cometeu fraude bancária e pede sua extradição do Canadá.
Desde então, a China denuncia uma manobra “política” de Washington e exige de Ottawa a “libertação imediata” de Wanzhou.
Pequim rejeita a acusação de estar usando os dois cidadãos canadenses como moeda de troca.
O governo chinês denuncia desde o início as “motivações políticas” do governo dos Estados Unidos, acusado de querer derrubar uma empresa de tecnologia rival.
A Huawei é líder mundial em equipamentos e redes 5G, sem uma empresa similar nos Estados Unidos.
Uma decisão sobre os processos deve demorar meses. Em caso de recurso, o procedimento pode durar vários anos.
Michael Spavor, especialista em Coreia do Norte, se reuniu diversas vezes com o dirigente Kim Jong Un e organizou, por exemplo, as visitas a Pyongyang do ex-jogador de basquete americano Dennis Rodman.
Graças a seus contatos com a cúpula do poder norte-coreano, o canadense atuava como intermediário entre os interlocutores estrangeiros e as autoridades deste país isolado no cenário internacional.
Como demonstração da importância dos casos Spavor e Kovrig, vários países aliados do Canadá expressaram apoio e o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou em março que acompanhava com “preocupação” o destino dos dois canadenses.
A decisão contra Spavor foi anunciada um dia após a confirmação pelos tribunais chineses da sentença de morte de Robert Lloyd Schellenberg, outro canadense, condenado por tráfico de drogas

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Filhote de urso é filmado passeando em supermercado nos EUA; assista

Animal saiu sozinho pela porta da frente e foi encontrado escondido embaixo de trailer. Após ser sedado com tranquilizante, ele foi transportado até floresta de Los Angeles, onde foi libertado em segurança. VÍDEO: Filhote de urso é filmado passeando em supermercado nos EUA
Frequentadores de um supermercado em Los Angeles ficaram surpresos ao encontrarem um filhote de urso passeando pelos corredores, na manhã de sábado (7).
Imagens compartilhadas em redes sociais (assista acima) mostram o animal dentro de uma filial da rede Ralphs, em Porter Ranch, na região de San Fernando Valley.
Após farejar diversos produtos, e sem interajir diretamente com ninguém, o animal correu pela porta da frente – aparentemente mais assustado do que os próprios clientes humanos -, e se escondeu debaixo de um trailer que estava estacionado em uma construção perto do local.
Funcionários do Departamento de Vida Selvagem e Aquática da Califórnia usaram um tranquilizante para imobilizar o filhote, que pesava pouco mais de 50 quilos, e depois o transportaram até a Floresta Nacional de Angeles, onde ele foi solto em segurança.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Letitia James, promotora e algoz de Andrew Cuomo


Procuradora-geral de Nova York que acusou o governador por assédio sexual é cotada para concorrer às eleições para o estado. Letitia James, procuradora geral do estado de Nova York, em foto de 3 de agosto
Eduardo Munoz/Reuters
O apoio do governador Andrew Cuomo foi essencial para que Letitia James saísse vitoriosa há três anos na eleição para a Procuradoria-Geral de Nova York. Primeira mulher negra a ocupar o cargo, ela trilhou o caminho da independência, demarcando distância do governador democrata, até transformar-se em seu principal algoz.
O ex-aliado de campanha foi acusado de assédio sexual e má conduta por pelo menos 11 mulheres, numa investigação conduzida por Letitia James. O relatório demolidor de 165 páginas encerrou o terceiro mandato do governador, que, diante do inevitável risco de ser cassado, anunciou nesta terça-feira a decisão de renunciar ao cargo.
Governador de Nova York, Andrew Cuomo, do partido Democrata, renuncia
Cuomo sai como assediador sexual em série, como a própria procuradora o definiu, ao tornar insustentável a permanência, após uma década, no comando do estado. Letitia James, por sua vez, consolida sua posição como nome forte para concorrer ao governo estadual, nas eleições do próximo ano.
Aos 62 anos e conhecida como Tish, ela se habituou a comprar boas brigas e resistir às pressões para enfrentá-las. Começou a investigar os negócios de Donald Trump antes de ele tornar-se presidente. Em maio, a procuradora-geral e Cyrus Vance, o promotor distrital de Manhattan, entraram com ações criminais contra a Trump Organization e seu ex-diretor financeiro Alan Weisselberg, por suspeita de fraude fiscal.
A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, durante entrevista coletiva em seu escritório em 21 de maio de 2021
Richard Drew/AP
Foi ela quem liderou a ação, com outros 47 procuradores estaduais, para processar o Facebook por monopólio. Voltou-se também contra a Amazon, acusando-a de não proteger seus funcionários durante a pandemia do novo coronavírus. “Está claro que a Amazon deu mais valor aos lucros do que às pessoas e fracassou em garantir a saúde e a segurança de seus trabalhadores”, alegou, em fevereiro, ao iniciar uma ação contra a multinacional.
Sem entrar no mérito da Segunda Emenda ou da violência armada, ela entrou com um processo para dissolver a poderosa Associação Nacional de Rifles (NRA na sigla em inglês), sob o argumento de que seus executivos usaram fundos de caridade em benefício pessoal. Cooptou, assim, o apoio de grupos de defesa do controle de armas e de vítimas de tiroteios em massa.
Quando surgiram as primeiras denúncias de má conduta contra Cuomo, no início do ano, o próprio governador insistiu que Letitia James as investigasse, certo de que se livraria facilmente. “Peço ao povo deste estado que espere pela conclusão do relatório antes de formar uma opinião”, recomendou em tom desafiador. Os nova-iorquinos acharam por bem obedecê-lo.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Olimpíadas de Tóquio: o quadro ‘alternativo’ de medalhas que deixa Brasil em 8º e EUA em 15º


Como ficaria o quadro de medalhas se a população e a riqueza de um país fossem levadas em consideração? Isaquias Queiroz recebe a medalha de ouro
Maxim Shemetov / Reuters
O quadro de medalhas das Olimpíadas de Tóquio, no Japão, foi novamente dominado pelos maiores países, como os Estados Unidos, que terminaram em primeiro lugar. Mas como ficaria o ranking se a população e a riqueza fossem levadas em consideração?
Quando se trata dos Jogos Olímpicos, há uma forte sensação de déjà vu. A cada quatro anos, os mesmos poucos países conquistam medalha após medalha — Estados Unidos, China, Rússia — e em Tóquio não foi diferente.
Os EUA conquistaram 113 medalhas no total, incluindo 39 de ouro, mais do que qualquer outro país.
Então, o que faz países como os EUA dominarem o ranking, enquanto outros ficam para trás? Economistas e nerds de dados têm algumas teorias.
“Ainda está claro pelos padrões que o que importa é a população, o nível de renda e o sistema político”, diz David Forrest, economista da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, que pesquisa previsões para as Olimpíadas.
A população é importante, diz Forrest, porque quanto maior o pool de atletas, maior a probabilidade de um país produzir verdadeiros competidores.
“É claro que muito poucas pessoas que nascem têm potencial para ser um atleta de classe mundial”, diz ele.
Considere um país como Luxemburgo, que tem uma população de 633.622 habitantes. Essa pequena nação, encravada entre Bélgica, França e Alemanha, enviou 12 atletas para competir em sete esportes e não conquistou medalhas. Enquanto isso, os EUA, que têm a terceira maior população do mundo (328 milhões), depois da China e da Índia, enviaram 613 atletas para competir em 35 esportes e levaram para casa mais medalhas do que qualquer outro país.
Alguns países apresentam desempenho superior, devido ao tamanho de sua população.
No entanto, um ranking alternativo, que analisa o número de medalhas conquistadas por milhão de pessoas, mostra um resultado distinto.
Nesse cenário, a minúscula nação europeia de San Marino, com uma população de pouco mais de 33 mil habitantes, sai vitoriosa, embora tenha conquistado apenas três medalhas (uma de prata e duas de bronze). Os EUA nem chegaram ao top 20, ficando em 60º lugar.
Mas a população, por si só, não é suficiente para garantir que um país chegue ao pódio.
“Se um país for muito pobre, não terá os recursos para converter esse potencial em capacidade real de competir no cenário mundial”, diz Forrest.
“Eles precisam ter a habilidade de participar de esportes em primeiro lugar. Por exemplo, eles podem ter uma grande habilidade natural na natação que está esperando para ser desenvolvida — mas de nada adianta se não houver piscinas.”
Quando os países mais pobres ganham, eles tendem a vencer em esportes de custo mais baixo, como luta livre, por exemplo, assinala Forrest, enquanto os mais ricos têm desempenho superior em esportes caros, como equitação e vela.
Quando se leva em consideração o PIB per capita (soma das riquezas de um país dividida por sua população), a China e a Rússia (números dois e três no quadro geral de medalhas), na verdade, se saíram melhor do que os Estados Unidos. Sob esses parâmetros alternativos, a China vem em primeiro lugar e a Rússia em segundo, com o Quênia em terceiro.
Os EUA, normalmente o líder, ficaram para trás na 15ª posição.
Fatores culturais e políticos
Existem fatores culturais e políticos também. Forrest argumenta que os países que pertenciam à União Soviética (URSS) tendem a ter uma vantagem, por causa da forte infraestrutura esportiva que foi estabelecida pelos regimes comunistas.
Os países da Commonwealth (organização formada por 53 países, a maioria dos quais ex-colônias britânicas) também tendem a se sair melhor do que o esperado em comparação com seu tamanho e riqueza.
Forrest diz acreditar que se deve ao fato de a Grã-Bretanha ter sido pioneira no desenvolvimento do esporte como o conhecemos hoje, e levou esse entusiasmo pela competição com eles ao redor do mundo.
A Austrália, que fica muitas vezes entre os 10 primeiros no quadro geral de medalhas, é um excelente exemplo.
Na Índia, o críquete é o esporte nacional, mas não é disputado nas Olimpíadas. A Índia também tende a se destacar no hóquei, que é disputado nas Olimpíadas, mas que só rende no máximo duas medalhas, uma para homens e outra para mulheres. Já os esportes disputados por um indivíduo, como ginástica, natação e atletismo, podem render várias por atleta.
“Em geral, não é muito bom investir em esportes coletivos”, diz Forrest.
Simon Gleave, chefe de análise esportiva da empresa de dados Neilsen Gracenote, diz que são esses inúmeros fatores que tornam complicado prever a contagem de medalhas olímpicas.
Se usarmos apenas variáveis ​​como população e PIB per capita, tenderemos a subestimar alguns dos melhores desempenhos do país.
O desempenho anterior, diz ele, é um indicador muito melhor de quem se sairá bem — mas ainda é apenas uma estimativa aproximada.
VÍDEOS: Brasil nas Olimpíadas de Tóquio

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Incêndios no norte da Argélia deixam dezenas de mortos


Ao menos 42 pessoas, entre elas 25 militares, morreram nos incêndios alimentados pelo calor que devastam o norte do país. Ministro do Interior cogitou ‘origem criminosa’ ao dizer que 50 incêndios ao mesmo tempo ‘é impossível’; três supostos incendiários foram presos. Fumaça e chamas ameaçam vila perto de Tizi Ouzou, a cerca de 100 km de Algiers, na Argélia, nesta terça-feira (10)
AP Photo/Fateh Guidoum
Ao menos 42 pessoas, entre elas 25 militares, morreram nos incêndios que devastam o norte da Argélia, principalmente em Cabília, informaram as autoridades nesta terça-feira (10), mencionando incêndios “de origem criminosa” alimentados por um episódio de onda de calor.
O presidente Abdelmadjid lamentou no Twitter a morte de 25 militares que tentavam apagar o fogo e apresentou suas condolências às famílias das vítimas.
“Com grande tristeza recebi a notícia da morte como mártires de 25 militares, depois de terem conseguido resgatar mais de 100 cidadãos das chamas, nas montanhas de Bejaia e Tizi Ouzou”, afirmou o presidente. A televisão pública apresentou um saldo semelhante.
Os incêndios declarados na região de Cabília, uma área arborizada e montanhosa densamente povoada, são agravados pela onda de calor na região, com temperaturas de até 46 ºC.
O vento, junto à seca que afeta a região, dificulta as operações de extinção, afirmou Youcef Ould Mohamed, guarda florestal local, citado pela APS.
“Cinquenta incêndios ao mesmo tempo, é impossível. Esses incêndios são de origem criminosa”, afirmou o ministro do Interior, Kamel Beldjoud.
A rádio pública argelina anunciou nesta terça-feira a prisão de três “incendiários” em Médéa (norte), onde também eclodiu um incêndio.
Esses incêndios ocorrem enquanto a Argélia vive um verão escaldante marcado por uma escassez de água.
Imagens impressionantes dos incêndios estão circulando nas redes sociais.
Incêndios na Grécia: ‘Parece cena de filme, mas é a vida real’
Incêndio na Califórnia é o segundo pior da história do estado
VÍDEO: Fumaça de incêndio florestal expulsa banhistas de praia na Itália
Incêndios florestais deixam oito mortos na Turquia; UE envia reforços para combater as chamas
Incêndios castigam sul da Europa e forçam retirada de centenas de pessoas de suas casas
Durante um conselho de ministros realizado em 25 de julho, o presidente Abdelamdjid Tebboune ordenou a elaboração de um projeto de lei para punir severamente os responsáveis por incêndios criminosos em florestas, com penas de até 30 anos de prisão ou até prisão perpétua se o incêndio causar a morte de indivíduos.
No início de julho, três pessoas suspeitas de envolvimento em incêndios que devastaram 1.500 hectares de florestas no maciço de Aurès (nordeste da Argélia) foram presas.
Maior país da África, a Argélia tem apenas 4,1 milhões de hectares de florestas, com um índice de reflorestamento de 1,76%.
Árvores queimadas perto de Tizi Ouzou, a cerca de 100 km de Algiers, na Argélia, em foto desta terça-feira (10)
AP Photo/Fateh Guidoum
Todos os anos, o país é afetado por incêndios florestais. Em 2020, quase 44 mil hectares de talhadia viraram fumaça.
As autoridades anunciaram que prenderam vários autores de incêndios criminosos.
Os incêndios que estão aumentando em todo o globo estão associados a vários fenômenos previstos pelos cientistas devido ao aquecimento global.
O aumento da temperatura global, o aumento das ondas de calor e a queda da precipitação em alguns lugares são uma combinação ideal para o desenvolvimento de incêndios.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Incêndios florestais deixam mortos na Argélia; governo investiga possível ação criminosa


Fogo matou 42 pessoas, incluindo 25 militares que tentavam combater as chamas. Pessoas tentam apagar fogo em incêndio florestal em Tizi Ouzou, na Argélia
Abdelaziz Boumzar/Reuters
O governo da Argélia afirmou nesta terça-feira (10) que criminosos são os responsáveis por dezenas de incêndios florestais que já mataram 42 pessoas, incluindo 25 soldados destacados para combater o fogo, que também destruiu moradias ao leste de Algiers, capital do país. 
Colunas de fumaça subiam dos focos do incêndio na floresta na região de Tizi Ouzou na terça-feira, enquanto moradores utilizavam galhos de árvores e jogavam água de vasilhas e garrafas plásticas tentando apagar as chamas da maneira que fosse possível. 
Várias casas ficaram queimadas e famílias tiveram que ir para hotéis, albergues e alojamentos estudantis, segundo disseram testemunhas, enquanto a fumaça densa prejudica a visibilidade para as equipes dos bombeiros. 
“Tivemos uma noite de terror. Minha casa está completamente queimada”, disse Mohamed Kaci, que deixou a vila de Azazga com sua família e foi para um hotel. 
Origem criminosa
O ministro do Interior, Kamel Beldjoud, disse que uma investigação será iniciada para identificar os responsáveis pelos incêndios. “Apenas mãos criminosas podem estar por trás desses incêndios simultâneos com cerca de 50 focos em várias localidades da província”, disse. 
Ao discursar no canal estatal de televisão na noite de terça-feira, o primeiro-ministro Ayman Benabderrahmane disse que o número de mortos havia subido para 42, incluindo 25 membros das Forças Armadas. O governo está em “conversas avançadas com parceiros (internacionais) para alugar aviões para ajudar a acelerar o processo de extinção dos incêndios”, acrescentou. 
Bombeiros e o Exército ainda estão tentando conter os focos de incêndio, e o ministro do interior afirmou que a prioridade é evitar novas vítimas. Ele prometeu uma compensação financeira para os afetados pelos incêndios. 

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Professor suspeito de canibalismo é julgado em Berlim

Professor de matemática e ciências físicas de uma escola secundária teria matado homem de 43 anos há cerca de um ano em seu apartamento ‘de forma desconhecida’ e, em seguida, comido partes da vítima. Fatos foram descobertos em novembro, depois que restos mortais humanos foram encontrados por transeuntes em um parque. O julgamento de um professor de 41 anos, suspeito de assassinato e canibalismo, começou nesta terça-feira (10) em Berlim.
Stefan R. não se comoveu com as acusações nem se manifestou.
O Ministério Público o considera suspeito de “homicídio sexual com circunstâncias agravantes”.
Ele teria matado um homem de 43 anos há cerca de um ano em seu apartamento “de forma desconhecida” e, em seguida, comido partes da vítima.
Os dois teriam se conhecido pouco antes em um site de namoro online.
A audiência foi interrompida a pedido da defesa, que censurou a acusação por não ter apresentado todo o processo ao tribunal. O juiz adiou a audiência por uma semana.
Os fatos foram descobertos em novembro, depois que restos mortais humanos foram encontrados por transeuntes em um parque no norte de Berlim.
A investigação confirmou que os restos mortais eram do homem desaparecido.
Ao analisar o telefone da vítima, os investigadores conseguiram identificar um motorista de táxi que a levou até a casa do réu.
A polícia encontrou vestígios de sangue, outras partes do corpo e vários instrumentos, especialmente uma serra de osso, no apartamento do suspeito. Segundo a mídia alemã, trata-se de um professor de matemática e ciências físicas de uma escola secundária do bairro de Pankow, a nordeste da capital.
Sua suposta vítima, um funcionário da construção civil de 43 anos, estava desaparecido desde o início de setembro.
O caso lembra o de Detlev Günzel, ex-comissário da polícia, considerado culpado de ter matado e esquartejado, a pedido da vítima, um homem que conheceu em um site de fetichistas da antropofagia.
Ainda não há nenhuma prova de que a vítima foi comida.
Outro caso que chocou a Alemanha no início dos anos 2000 é o de Armin Meiwes, apelidado de “o canibal de Rotenburg”, condenado à prisão perpétua em 2006 por um assassinato seguido de canibalismo.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Vírus de Marburg: entenda a ‘febre hemorrágica’ que teve caso detectado na Guiné e ainda não tem vacina


Um homem contaminado pelo vírus morreu no dia 2 de agosto após o aparecimento dos sintomas em 25 de julho. Caso foi registrado em uma cidade no sul da Guiné, na fronteira com Serra Leoa e Libéria. Imagem de detalhe do vírus de Marburg
Arquivo/Dr. Fredrick Murphy/Sylvia Whitfield/CDC
O vírus de Marburg é um primo um pouco menos mortal do Ebola, para o qual não existem vacinas nem tratamento. Em 2 de agosto, um homem morreu na Guiné contaminado pelo vírus e agora mais de 150 pessoas são monitoradas no país. A doença causada pelo vírus se manifesta em febre alta acompanhada de hemorragia externa e interna, com mortalidade média de 50%.
OMS declara o fim da segunda epidemia de ebola na Guiné
Abaixo, veja perguntas e respostas sobre o tema:
Onde surgiu o vírus?
Esse vírus, antes conhecido como febre hemorrágica de Marburg, foi batizado pela cidade alemã onde foi detectado pela primeira vez, em 1967, em um laboratório cuja equipe estava em contato com macacos com a doença, importados de Uganda.
No mesmo ano, dois outros surtos foram detectados em laboratórios em Frankfurt, Alemanha e em Belgrado (Iugoslávia, hoje Sérvia). Sete pessoas morreram da doença.
Como é transmitido?
O vírus faz parte da família dos filoviridae (filovírus), como o Ebola (com o qual compartilha muitas características), e é transmitido ao homem por meio de morcegos frugívoros (rousettus), geralmente considerados hospedeiros naturais desse vírus.
É transmitido entre humanos por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, ou com superfícies ou materiais, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Quais são os sintomas?
Os primeiros sintomas da doença do vírus de Marburg são dores musculares, dor de cabeça e conjuntivite, seguidos por dor de garganta, vômitos, diarreia, erupções cutâneas e sangramento.
Isso torna difícil distinguir essa doença de outras condições, como malária, febre tifoide, cólera ou outras febres hemorrágicas virais.
A doença tem um período de incubação de 2 a 21 dias, segundo a OMS, e depois se manifesta repentinamente, com febre forte, dores de cabeça intensas e grande mal-estar.
Que tratamentos existem?
Não há vacina ou qualquer tratamento aprovado até o momento. De acordo com a OMS, vários tratamentos baseados em hemoderivados, imunoterapia e tratamentos com medicamentos estão sendo desenvolvidos.
A reidratação oral ou intravenosa e o tratamento de sintomas específicos melhoram a taxa de sobrevivência.
Mas é um vírus particularmente mortal, com uma média de uma morte em cada dois casos.
A taxa de mortalidade variou de 24% a 88% durante epidemias anteriores, dependendo da fonte viral e do manejo do caso.
Como frear uma eventual pandemia?
“Para prevenir a propagação massiva do vírus Marburg, deve-se agir agora”, disse Matshidiso Moeti, diretora regional da OMS para a África.
Para isso, o pesquisador e chefe do departamento de virologia do Instituto Pasteur de Dakar, Ousmane Faye, considera que “a vigilância deve ser reforçada, identificando todos os contatos próximos para poder isolá-los caso desenvolvam a doença, evitando assim a transmissão”.
Epidemias anteriores
Na África, epidemias anteriores e casos esporádicos ocorreram na África do Sul, Angola, Quênia, Uganda e República Democrática do Congo.
A epidemia mais grave registada até agora ocorreu em 2005, no norte de Angola, e deixou 329 mortos entre 374 pessoas infectadas.
Primeiro caso na África ocidental
O caso registrado em uma cidade no sul da Guiné, na fronteira com Serra Leoa e Libéria, é de um homem que morreu no dia 2 de agosto após o aparecimento dos sintomas em 25 de julho, informou a OMS. As autoridades monitoram cerca de 155 contatos próximos.
Destes, três membros da família do paciente falecido e um profissional de saúde foram determinados como contatos de alto risco e sua saúde é acompanhada de perto.
O caso da doença pelo vírus de Marburg foi detectado apenas dois meses depois que a Guiné, um dos países mais pobres do mundo, declarou o fim da epidemia de Ebola que eclodiu no país no início do ano, deixando doze mortos. A vigilância nas fronteiras foi reforçada.
G1 no YouTube

Fonte: G1 Mundo