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Veja tragédias e fenômenos causados pelas mudanças climáticas


G1 selecionou casos recentes que cientistas acreditam ter relação com a mudança no clima. G1 selecionou casos recentes que cientistas acreditam ter relação com a mudança no clima.

Fonte: G1 Mundo

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Elefantes-asiáticos da China que caminharam 500 quilômetros estão voltando à reserva


Animais ainda estão a 200 quilômetros de distância da reserva, mas passaram para uma região já apropriada para animais selvagens. Elefantas-asiáticos atravessam uma ponte no caminho de volta para a reserva de onde saíram, em 8 de agosto de 2021
Centro de monitoramento de elegantes da província de Yunnan/via AP
Uma manada de 14 elefantes que fez uma jornada de um ano na região sudoeste da China urbanizada parece estar voltando para casa —no caso, um parque nacional.
Durante o tempo em que perambularam pelo país, os elefantes entraram em propriedades e fazendas para comer —inclusive um lar de idosos.
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Para monitorar os elefantes que atravessaram regiões urbanas foram usados drones e caminhões. Algumas estradas foram bloqueadas para carros para a segurança dos animais.
As autoridades usaram alimentos para tentar desviar os elefantes de regiões mais densas.
Nenhum animal ficou ferido.
No domingo (8) à noite, os animais atravessaram um rio e seguiram por uma trilha aberta para que eles cheguem a uma reserva natural.
Não se sabe por que os elefantes deixaram essa reserva há mais de um ano. Eles atravessaram mais de 500 quilômetros em direção ao norte. Perto de uma região onde há turismo e empresas, os animais voltaram a caminhar para o sul, mas ainda estão longe da reserva —ainda faltam cerca de 200 quilômetros. Mas mesmo longe da reserva, a manada já está em um local apropriado para animais selvagens, de acordo com a agência de florestas da China.
VÍDEO: Elefantes cruzam cidades na China após deixarem reserva
Um elefante macho que foi separado do grupo foi tranquilizado e o levaram de volta à reserva.
Os elefantes-asiáticos são protegidos no país. A população deles cresceu e, hoje, é de cerca de 300, mesmo que o habitat deles tenha diminuído por causa do crescimento da agricultura e da urbanização.
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Fonte: G1 Mundo

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Venezuelanos correm para gastar dinheiro antes do corte de seis zeros na moeda nacional


Conversão monetária entrará em vigor em outubro moeda nacional passará a ser chamada de bolívar digital. Desde 2008 até agora o governo bolivariano implementou três conversões monetárias e ao todo o bolívar já perdeu 14 zeros. Um homem faz a contagem das notas de Bolívar em mercado de Caracas, em 5 de agosto de 2021.
Federico Parra/AFP
Ansiosos, os venezuelanos correm para usar as atuais notas de bolívar antes da conversão monetária que entrará em vigor em primeiro de outubro. A movimentação é perceptível sobretudo no comércio de alimentos. Ela foi motivada após o Banco Central da Venezuela (BCV) anunciar na última quinta-feira (5) o corte de seis dígitos na moeda nacional, que passará a ser chamada de bolívar digital.
Também está prevista a impressão de cédulas com novos valores. Desde 2008 até agora o governo bolivariano implementou três conversões monetárias e ao todo o bolívar já perdeu 14 zeros.
De acordo com o BCV, o bolívar digital irá facilitar o uso de “uma versão moderna da moeda” em transações diárias para que os cidadãos tenham “maior conexão” com a moeda venezuelana.
Para o lançamento serão emitidas as notas de 5, 10, 20, 50 e 100 do bolívar digital.
A população, aflita, corre para usar as atuais notas da moeda venezuelana tendo em vista que em outubro o atual dinheiro, o bolívar soberano, perderá grande parte de seu valor.
A moeda nacional já teve diversos sobrenomes. Primeiro foi apenas bolívar, em seguida bolívar forte, mais recentemente, bolívar soberano, e agora passará a ser chamada de bolívar digital.
Com dezenas de notas da atual moeda venezuelana é possível comprar, por exemplo, um quilo de arroz, que custa cerca de cinco milhões de bolívares. O povo prefere usar o dinheiro para comprar comida em vez de depositá-lo no banco, temendo perder poder de compra após a conversão.
Pobres milionários
A Venezuela há tempos é um país de pobres milionários. Os preços da maioria dos produtos superam o valor de milhões de bolívares. O mesmo acontece com o salário mínimo, que atualmente vale sete milhões de bolívares, cerca de 1,75 dólares (ou 8,75 reais), porém os preços dos produtos superam em muito este valor.
Todos ganham milhões de bolívares, mas isso não quer dizer que a população tenha alto poder aquisitivo. Muito pelo contrário. Muitos venezuelanos sequer conseguem comprar a cesta básica. 
Cerca de 96,2% da população vive na pobreza e 79,3% estão em situação extrema, de acordo com levantamentos da Encovi, a Pesquisa Nacional de Condições de Vida, que mostra dados de 2019-2020.
Os serviços de eletricidade ou de fornecimento de água, sobretudo em estabelecimentos comerciais, apresentam valores em bilhões de bolívares.
Outro problema gerado por tantos zeros na moeda venezuelana é que o mostrador de calculadoras ou de caixas dos comércios já não comportam tantos dígitos. É complicado fazer contas no país comandado por Nicolás Maduro.
Há poucos meses entraram em circulação as notas de 500 mil, um milhão e de dois milhões de bolívares. O uso delas é quase exclusivo no transporte público.
Fachada do Banco Central da Venezuela, em Caracas.
Reuters/Marco Bello
Real brasileiro circula na Venezuela
Não há notas de bolívares o bastante para fazer pagamentos de tão alto valor no cotidiano. Em substituição, a moeda usada na maioria dos pagamentos, ainda que não seja a oficial, é o dólar. Também outras moedas estrangeiras são usadas em substituição ao bolívar. Na cidade de Santa Elena de Uairén, no sul da Venezuela, o real brasileiro substituiu a moeda venezuelana.
A população busca informações para evitar confusões por causa do corte de zeros atrelado à conversão monetária.
Em comunicado o BCV, anunciou que “todo valor monetário e aquele expressado em moeda nacional será dividido entre um milhão”.
Outro fator de desconfiança é se a reconversão resolverá o surgimento de novos zeros atrelados aos preços como consequência da galopante inflação.
A medida visa “facilitar o uso da moeda proporcionando uma escala monetária mais simples”, de acordo com o comunicado do BVC.
A população esperava o corte dos seis zeros para a segunda quinzena de agosto. Porém esse adiamento da entrada em vigor da nova moeda servirá para a emissão de novas cédulas com os valores atualizados com a conversão.
Moedas voltam a circular
Outra novidade será o retorno das moedas para uso na Venezuela. Há anos não circulam moedas no país. O valor delas ficou defasado ao não conseguir acompanhar o acelerado ritmo da hiperinflação. Entre janeiro e maio deste ano a inflação foi de 264,8%, segundo o BCV. Já a inflação acumulada chegou a 2.959,8% em 2020.
Para analistas econômicos, o corte dos zeros no bolívar já era esperado e vai facilitar na hora de fazer as contas, mas isso não significa que a hiperinflação chegará ao fim.
De acordo com José Guerra, economista e deputado da Assembleia Nacional eleita em 2015, a nova reconversão anunciada pelo Banco Central é “uma maquiagem” porque “não diminuirá a inflação”.
O opositor Omar González Moreno afirmou que o bolívar digital será uma “gigantesca fábrica de pobres”. Para ele, a nova moeda significa “a continuação de outro fiasco econômico”, em referência aos infrutíferos planos aplicados pelo governo na tentativa de recuperar a força da moeda venezuelana.
Outros economistas concordam, afirmando que deter a desvalorização do bolívar está mais atrelado a outras medidas econômicas que apenas cortar zeros da moeda nacional. Assim a implementação do bolívar digital, sem os seis dígitos, seria uma medida paliativa que não impediria o reaparecimento dos zeros na moeda em consequência da hiperinflação venezuelana, uma das mais longas do continente e da história moderna.

Fonte: G1 Mundo

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Acusado de predador sexual, Andrew Cuomo se isola e perde apoio de importantes aliados democratas


Processo de impeachment torna insustentável permanência do governador de Nova York no cargo. Andrew Cuomo, governador de Nova York, assediou várias mulheres sexualmente e violou leis, conclui investigação
Em menos de um ano o governador de Nova York viu sua popularidade oscilar entre o apogeu e a decadência. Antes cotado como promessa democrata para as eleições presidenciais de 2024, Andrew Cuomo tem sobre a cabeça a espada do impeachment e a ameaça de não terminar o terceiro mandato.
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O governador que fez as vezes de estadista durante a pandemia, desbancando o então presidente Donald Trump na firmeza para combater o avanço do vírus, caiu em desgraça. Os 70% que respaldaram sua gestão na crise sanitária agora defendem a renúncia.
A queda livre de Cuomo se acentuou após a divulgação de um relatório de 165 páginas, baseado em denúncias de pelo menos 11 mulheres, dando conta da conduta abusiva no cargo.
Governador de Nova York, Andrew Cuomo
REUTERS/Mike Segar
Sabe-se agora que o mesmo governador que esteve ao lado das vítimas do movimento #MeToo abraçou, beijou e apalpou suas funcionárias no ambiente de trabalho. Foi rotulado de assediador sexual em série. “O que esta investigação revelou foi um padrão perturbador de comportamentos do governador de Nova York”, resumiu a procuradora-geral do Estado, Letitia James.
Cuomo nega as acusações, tenta dar um tom de normalidade aos gestos relatados como abusivos, mas a pressão para que renuncie ao governo partiu de importantes aliados democratas: o presidente Joe Biden, o presidente do partido, Jay Jacobs, e a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.
Biden defende renúncia de Cuomo após denúncia de assédio
Na Assembleia estadual, controlada pelos democratas, o apoio partidário pela destituição do governador vem crescendo desde que o explosivo relatório veio à tona e tornou insustentável a sua permanência no cargo. Dos 150 deputados, 107 são democratas e 43 republicanos.
A aprovação do impeachment requer o apoio da maioria simples de 76 congressistas. Se passar, o governador deve se afastar do cargo enquanto aguarda o julgamento, que caberá ao Senado, juntamente com sete juízes do Tribunal de Apelações do estado. É preciso o aval da maioria de dois terços — ou seja, 46 senadores — para que o governador seja condenado e destituído do cargo.
As chances de Cuomo se safar do impeachment parecem reduzidas. Além das acusações de assédio sexual, pesam contra ele denúncias de que seus assessores tentaram esconder as mortes causadas pelo novo coronavírus em asilos de idosos.
O único caso de impeachment em Nova York ocorreu há 108 anos: o então governador democrata William Sulzer deu as costas ao partido e recebeu como troco a destituição, acusado de incorporar fundos de campanha à sua fortuna pessoal. A sólida máquina democrata no estado não o perdoou e tende a atuar da mesma forma em relação a Andrew Cuomo.
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Fonte: G1 Mundo

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Mudanças do clima: as previsões do IPCC para a América do Sul


Mudanças do clima: as previsões do IPCC para a América do Sul
Reprodução/IPCC
Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) publicado nesta segunda-feira (9) conclui que os seres humanos são responsáveis por um aumento de 1,07°C na temperatura do planeta.
É a primeira vez que o IPCC – um órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) – quantifica a responsabilidade das ações humanas no aumento da temperatura na Terra, no documento “Climate Change 2021: The Physical Science Basis”.
Os pesquisadores também fizeram previsões regionais, de qual será o impacto das mudanças no clima, inclusive para a América Central e do Sul. Veja as principais conclusões sobre quais serão as mudanças na região:
Alta confiança de que ocorrerá:
As temperaturas médias provavelmente aumentaram em todas as sub-regiões (veja mais abaixo) e continuarão a aumentar a taxas maiores do que a média global;
Mudança na precipitação média: aumento das chuvas no noroeste da América do Sul (Colômbia, Peru e Equador) e no sudeste da região (Uruguai, Paraguai e parte de Argentina e Brasil – região Sul e partes do Sudeste e Centro-Oeste).
O nível relativo do mar cresceu nas últimas três décadas a uma taxa mais alta do que a média global no Atlântico Sul e no Atlântico Norte. No Pacífico Leste, o crescimento ficou abaixo da média global.
É extremamente provável que o aumento relativo do nível do mar continue nos oceanos ao redor da América Central e do Sul, contribuindo para o aumento das inundações costeiras em áreas baixas e recuo da costa em partes arenosas;
As ondas de calor marítimas também devem aumentar em toda a região ao longo do século 21.
Média confiança de que ocorrerá:
Mudança na precipitação média: redução nas chuvas no nordeste da América do Sul (nordeste do Brasil) e sudoeste da região (Chile e sul do Peru).

Fonte: G1 Mundo

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França amplia exigência de passaporte sanitário apesar de protestos


A partir desta segunda-feira (9), documento deverá ser apresentado para entrar em bares, restaurantes, cinemas, teatros, hospitais, assim como para viagens longas de avião, trem ou ônibus. Franceses protestaram contra a medida, mas o presidente do país não recuou. A França exigirá a partir de segunda-feira (9) o passaporte sanitário (comprovante de vacinação, teste negativo ou documento que comprove a recuperação da doença) em vários estabelecimentos e transportes de longas distâncias. Esta é uma medida para tentar controlar a pandemia da Covid-19.
A partir de segunda-feira será necessário apresentar o passaporte sanitário em bares, restaurantes, cinemas, teatros, hospitais, assim como para viagens longas de avião, trem ou ônibus.
O presidente francês, Emmanuel Macron, propôs essa medida assim como a vacinação obrigatória contra a Covid-19 para os profissionais da saúde com o objetivo de acelerar a campanha de imunização. No sábado, o país alcançou a marca de 44 milhões de franceses com pelo menos uma dose (quase 66% da população).
“O certificado e o avanço da vacinação deveriam evitar outros toques de recolher e o lockdown”, afirmou o ministro da Saúde, Olivier Véran, ao jornal Le Parisien.
Pessoa mostra o código QR do passaporte sanitário antes do início da partida de futebol no Estádio Roazhon Park em Rennes, noroeste da França, em 8 de agosto de 2021.
JEAN-FRANCOIS MONIER / AFP
O passaporte sanitário, que já é exigido em locais culturais desde 21 de julho, consiste no comprovante da vacinação completa, um documento de que a pessoa superou a doença com um teste positivo de entre 11 dias e seis meses ou um teste negativo de menos de 72 horas.
Não será necessário apresentá-lo para visitar o médico da família, mas será necessário para entrar nos hospitais, “embora em nenhum caso deva representar um freio” para o atendimento de urgência, lembrou Véran.
O uso do passaporte sanitário de outra pessoa pode ser punido com até 750 euros de multa (o equivalente a cerca de R$ 4,5 mil), informou o governo.
As medidas entrarão em vigor apesar das manifestações contrárias organizadas no sábado em cidades de todo o país, pelo quarto fim de semana consecutivo, em um momento de propagação da epidemia.
Manifestantes protestam contra passe sanitário de Covid na França

Fonte: G1 Mundo

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Incêndios devastam ilha grega, mas perdem força na Turquia


Um homem usa um galho de árvore para tentar diminuir um incêndio na aldeia de Pefki, na ilha de Evia, Grécia, em 8 de agosto de 2021.
REUTERS/Nikolas Economou
Milhares de habitantes desesperados da ilha grega de Eubeia observavam neste domingo (8) o fogo devorar suas localidades, suas terras e suas vidas, no 12º dia de incêndios que devastam várias regiões da Grécia e Turquia.
“A batalha continua”, disse o vice-ministro grego da Proteção Civil, Nikos Hardalias, anunciando “mais uma noite difícil” para os bombeiros.
Enquanto na Turquia a maioria dos incêndios estava controlada neste domingo, o incêndio declarado na ilha de Eubeia, a segunda maior da Grécia, continua a gerar sérias preocupações.
“Nos próximos 40 anos não teremos trabalho e no inverno nos afogaremos nas águas, sem florestas para nos proteger”, declarou desesperado Yannis Selimis, um morador de Gouves, no norte de Eubeia, cujos habitantes tiveram que ser evacuados.
“Estamos nas mãos de Deus. O Estado está ausente. Se as pessoas forem embora, as cidades com certeza vão queimar”, acrescentou o homem de 26 anos.
Um bombeiro puxa uma mangueira, enquanto um incêndio ocorre na aldeia de Pefki, na ilha de Evia, na Grécia, em 8 de agosto de 2021.
REUTERS/Nikolas Economou
O fogo também queima no Peloponeso, no sudoeste, mas às portas de Atenas, por outro lado, o incêndio que destruiu dezenas de casas perdeu intensidade neste domingo, segundo os bombeiros gregos.
Um helicóptero evacuou um bombeiro ferido no norte de Atenas que tentava apagar um foco reavivado, enquanto na ilha jônica de Zakynthos, um avião hidrante caiu enquanto apagava um pequeno incêndio, mas seu piloto conseguiu escapar em segurança.
Grécia e Turquia, dois países vizinhos atingidos pela pior onda de calor em décadas, lutam contra incêndios há quase duas semanas. Os especialistas relacionam as altas temperaturas às mudanças climáticas.
Até o momento, duas pessoas morreram na Grécia e oito na Turquia, e dezenas tiveram que ser hospitalizadas.
Os incêndios na Turquia estão em sua maioria sob controle, embora o fogo ainda queime neste domingo na turística província de Mugla, no sudoeste.
Na Grécia, os bombeiros continuam a combater o fogo no norte da ilha de Eubeia, que acordou neste domingo envolta em uma densa nuvem de fumaça e sob uma chuva de cinzas, confirmou uma equipe da AFP.
‘Terminaremos no mar’
Em chamas há seis dias, essa faixa de terra entre Ática e o Mar Egeu apresentava um panorama apocalíptico. Nas estradas, os moradores pulverizavam suas terras com água, enquanto as chamas continuavam a consumir as áreas arborizadas.
Milhares de hectares de florestas de pinheiros foram destruídos por um incêndio em Eubeia, a segunda maior ilha da Grécia, localizada cerca de 200 km a leste de Atenas.
A frente do incêndio cobriria cerca de 30 km, estimou no sábado o governador da região, Fanis Spanos.
“A frente é muito grande. Estamos tentando salvar a cidade, mas os meios são insuficientes”, disse Nikos Papaioannou, morador de Gouves, à AFP neste domingo.
“A situação é dramática. Vamos todos acabar no mar”, acrescentou.
Mais de 1.300 pessoas da ilha foram resgatadas por mar na sexta-feira e no sábado.
Balsas e navios militares estão em alerta na costa, em caso de necessidade de novas evacuações.
Uma dezena de moradores foi resgatada em uma praia cercada por chamas na madrugada deste domingo, segundo a agência grega ANA.
Mortos-vivos
A imensa ilha montanhosa, coberta de pinheiros, que costuma atrair turistas nacionais e estrangeiros, tornou-se um pesadelo para os bombeiros, devido ao seu relevo acidentado.
“Depois do que vimos, não parece que estamos próximos de controlar o fogo”, disse o prefeito de Mantoudi, um município de Eubeia.
“Não tenho mais voz para exigir mais meios aéreos”, reclamou à Skai TV.
Cerca de 260 bombeiros gregos, auxiliados por 100 veículos e apoiados por mais de 200 colegas da Ucrânia e da Romênia, foram destacados para o norte da ilha na manhã deste domingo e apoiados por sete aviões e helicópteros, informaram os bombeiros.
As chamas também se aproximavam das casas das aldeias de Ellinka, Vasilika e Psaropouli, tendo destruído centenas de casas da região.
“Quarenta mil pessoas vão viver como mortos-vivos nos próximos anos por causa da destruição da região”, comentou Iraklis, um vizinho de Istiaia, à Open TV.
No sábado, cerca de 2 mil pessoas que foram socorridas da ilha de Eubeia receberam alojamento temporário, disse o vice-ministro da Proteção Civil, Nikos Hardalias.
No sábado, havia 55 focos ativos em todo o país, cinco deles importantes.
As chamas devastaram mais de 56 mil hectares nos últimos dez dias na Grécia, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS). Cerca de 1.700 hectares queimados, em média, no mesmo período de 2008 a 2020.

Fonte: G1 Mundo

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Incêndio na Califórnia é o segundo pior da história do estado


Até o início deste domingo, o fogo havia destruído 187.562 hectares. Incêndio cobre uma área maior do que Los Angeles. Milhares de pessoas estão em acomodações temporárias para fugir do fogo. Um bombeiro apaga o fogo em uma árvore para evitar a propagação do fogo do incêndio Dixie perto de Chester, no estado da Califórnia, em 7 de agosto de 2021
REUTERS/Fred Greaves
O monstruoso incêndio Dixie, no norte da Califórnia, cresceu ainda mais durante a noite e se tornou o segundo maior incêndio florestal na história do estado neste domingo (8), segundo autoridades locais. Milhares de pessoas fogem do avanço das chamas.
No início da manhã, o fogo havia destruído 187.562 hectares, um aumento em relação ao dia anterior, em que 181.187 hectares haviam sido devastados.
O fogo agora cobre uma área maior do que Los Angeles e aproximadamente do tamanho da ilha havaiana de Maui.
Grande incêndio florestal deixa oito desaparecidos na Califórnia
Incêndio florestal transforma cidade histórica da Califórnia em cinzas
O Dixie é o maior incêndio florestal ativo nos Estados Unidos, mas também um dos 11 grandes incêndios florestais na Califórnia.
No fim de semana, superou o Mendocino Complex, de 2018, e se tornou o segundo pior da história do estado, de acordo com as autoridades.
Foto mostra a Rodovia 89 com árvores queimadas de um lado e árvores não queimadas do outro no local do incêndio Dixie, um incêndio florestal perto da cidade de Greenville, no estado da Califórnia, EUA, em 7 de agosto de 2021
REUTERS/Fred Greaves
O incêndio, que deixou três bombeiros feridos no sábado, permanecia 21% contido neste domingo, sem mudanças em relação ao dia anterior, informou o site CalFire.
As equipes estimam que o fogo, iniciado em 13 de julho, não será extinto antes de 20 de agosto.
Os ventos fracos e o aumento da umidade ajudaram os bombeiros, que ainda assim se preparam para as altas temperaturas, que devem ultrapassar os 38 graus Celsius no meio da semana.
Milhares de residentes fugiram da área e muitos encontraram acomodações temporárias – vivendo até em barracas – na região, muitas vezes sem saber se suas casas se salvaram.
No sábado, o gabinete do xerife do condado de Plumas disse ter recebido relatos de cinco pessoas consideradas desaparecidas em Greenville e que estavam realizando buscas. Mais tarde, foi confirmada a descoberta de outros cinco desaparecidos.
O incêndio Dixie já destruiu 404 estruturas e devastou a histórica cidade de Greenville.
A CalFire afirmou que enviou equipes em um esforço para salvar casas nas cidades de Crescent Mills e Hunt Valley. Mais de 5 mil pessoas lutam contra o Dixie.
No fim de julho, o número de hectares queimados na Califórnia aumentou mais de 250% desde 2020, que já havia sido o pior ano de incêndios florestais na história moderna do estado.
Os oito maiores incêndios florestais da Califórnia ocorreram desde dezembro de 2017.
Uma seca prolongada que, segundo os cientistas, é causada pela mudança climática, deixou grande parte do oeste dos Estados Unidos ressecado e vulnerável a incêndios altamente destrutivos.

Fonte: G1 Mundo

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Covid-19: Empresas punem funcionários sem vacina nos EUA, onde 99% dos mortos por covid não se vacinaram


Atualmente, quase 70% das pessoas com 12 anos ou mais nos EUA receberam pelo menos uma dose da vacina, de acordo com os últimos dados do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC). Mas as taxas de vacinação variam ao redor do país. As regiões Sul e Meio-Oeste, que agora estão enfrentando aumentos de casos de covid-19, têm taxas muito mais baixas. Empresas punem funcionários sem vacina contra a Covid-19 nos EUA.
Getty Images via BBC
O avanço de mais uma onda de infecções por covid-19 nos Estados Unidos tem levado governos, empresas e universidades a obrigarem funcionários e estudantes a se vacinar contra doença, sob o risco de demissão ou expulsão.
Atualmente, quase 70% das pessoas com 12 anos ou mais nos EUA receberam pelo menos uma dose da vacina, de acordo com os últimos dados do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC). Mas as taxas de vacinação variam ao redor do país. As regiões Sul e Meio-Oeste, que agora estão enfrentando aumentos de casos de covid-19, têm taxas muito mais baixas.
O impacto também é bastante desigual entre quem foi imunizado e quem não foi. Segundo dados divulgados por autoridades americanas, 97% dos hospitalizados por covid e mais de 99% das mortes pela doença são de pessoas que não foram vacinadas.
‘Pandemia dos não-vacinados’: como EUA podem estar perdendo de novo controle sobre o coronavírus
O avanço da variante delta, que é mais contagiosa e agressiva que outras versões do coronavírus Sars-CoV-2, fez com que o governo dos EUA voltasse atrás em sua recomendação sobre máscaras. Dados apontam que, com a delta, vacinados tendem a transmitir mais o vírus.
Diante desse cenário, mais de 500 faculdades e universidades impuseram exigências de vacinas, assim como governos (a exemplo da administração federal) e grandes empresas, entre elas Walmart, Google, Netflix, Uber, McDonalds, Disney, United Airlines, Facebook, Twitter, Apple, Ford e General Motors.
O Google anunciou que a medida iniciada nos EUA será estendida para seus 144 mil funcionários ao redor do mundo.
A Netflix implementou a mudança depois que novos protocolos de segurança foram firmados entre os sindicatos e estúdios de Hollywood, a fim de permitir que empresas adotem políticas de vacinação obrigatória para membros do elenco e equipe.
Mas o ator Sean Penn defende que a nova política seja estendida para todos os integrantes da produção, não apenas aqueles classificados como “zona A” (atores e membros da produção que tenham contato próximo com eles).
Ator Sean Penn exige que todos os integrantes da série Gaslit sejam vacinados
Getty Images via BBC
Ele disse recentemente que não voltaria a trabalhar na série dramática Gaslit a menos que todo o elenco e equipe estivessem vacinados.
Em maio, o governo dos EUA afirmou que não havia impedimentos legais para empregadores que exigissem que seus funcionários fossem vacinados contra a covid-19.
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O próprio presidente Joe Biden, inclusive, determinou que os 2 milhões de funcionários federais apresentem comprovante de vacinação ou sejam submetidos a testes obrigatórios e uso de máscara.
Para advogados especialistas ouvidos pela agência de notícia Reuters, um dos fundamento legais desse tipo de medida é que exigir vacinas contra covid-19 seria uma forma de o empregador cumprir seu dever de reduzir os riscos no local de trabalho.
A estratégia tem levado a batalhas jurídicas. Em uma delas, 117 funcionários do Hospital Metodista de Houston, no Estado do Texas, afirmam que foram demitidos injustamente por terem recusado vacina contra covid-19.
A ação foi rejeitada pelo juiz Lynn Hughes, nomeado pelo ex-presidente republicano Ronald Reagan, do mesmo partido de Donald Trump. Segundo o magistrado, o hospital não violou nenhuma lei estadual.
Outro caso que atraiu holofotes em torno dessa disputa envolveu a rede de televisão CNN.
A empresa demitiu três funcionários por entrarem em um escritório sem terem sido vacinados contra a covid.
O chefe da CNN, Jeff Zucker, citou a demissão em um comunicado da empresa. A vacinação é obrigatória para qualquer pessoa que atue em campo, trabalhe com qualquer outro funcionário ou frequente um escritório.
“Deixe-me ser claro: temos uma política de tolerância zero sobre isso”, disse Zucker, presidente de notícias e esportes da WarnerMedia.
Último recurso?
As medidas que obrigam estudantes e funcionários a se vacinarem contra a covid-19 surgem como a mais recente tentativa de fazer com que os cidadãos dos EUA recebam doses do imunizante.
Os EUA estão entre os poucos países no mundo onde as vacinas estão disponíveis para quem quiser. Mas, como algumas nações, têm enfrentado dificuldade para avançar com seu programa de imunização.
Por isso, há meses são adotadas iniciativas para incentivar as pessoas, incluindo brindes como ingressos grátis, sorteios milionários, vale-compras, comida, passagens e até maconha.
Além da obrigatoriedade da vacina, Biden passou a defender e incentivar nos Estados o pagamento de US$ 100 (cerca de R$ 525) para quem for se vacinar atualmente.
Mas isso funciona?
Vacinação será obrigatória para servidores da prefeitura de SP
Biden cita os Estados do Novo México, de Ohio e do Colorado como argumento para incentivar o pagamento de US$ 100, alegando que essa medida ajudou a aumentar as taxas de vacinação nessas localidades.
No Novo México, pessoas que foram totalmente vacinadas entre 14 e 17 de junho receberam US$ 100. A quantidade de aplicações da vacina da Janssen nesse período quadruplicou, e por ser dose única era também a via mais rápida de receber o dinheiro. Mais de 20 mil pessoas foram beneficiadas.
Em Ohio, o governador está oferecendo aos funcionários estaduais US$ 100 para serem vacinados e US$ 25 (R$ 130) para seus cônjuges, se eles fizerem o mesmo. Mas ainda não é possível aferir o impacto da medida porque ela foi adotada nos últimos dias de julho.
No entanto, uma iniciativa semelhante adotada na capital do Estado, Columbus, no início de julho, levou a triplicar a taxa de vacinação semanal.
Por fim, desde 22 de julho no Colorado pessoas vacinadas recebem um cartão-presente de US$ 100 para gastar em lojas da Walmart. Mas ainda não foi percebido nenhum aumento significativo na taxa de vacinação local.
Sobre o impacto da obrigatoriedade da vacina nas taxas de imunização, o principal exemplo recente é a França. O atestado de vacinação completa, chamado “passe sanitário”, se tornou um documento vital para ter acesso à maioria dos lugares na França.
Depois que o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a medida, houve uma corrida na internet para marcar a vacinação contra a covid-19 (2 milhões de agendamentos nas primeiras 48 horas) e o ritmo vem se mantendo elevado.
A medida também gerou reação. Protestos contra o atestado de vacinação também vêm crescendo no país, apesar do período de férias de verão em que muitas pessoas viajam.
Essas manifestações, aos gritos de “liberdade”, atraem um público heterogêneo. Há pessoas que se vacinaram, mas são contra as restrições impostas pelo governo, mas há principalmente céticos em relação à vacina contra a covid-19, o que inclui profissionais de saúde, e antivacinas em geral, adeptos de teorias conspiratórias.
Especialistas dizem que alguns jovens saudáveis ​​nos EUA sentem que falta urgência para serem imunizados e que não haveria pressa deles para se vacinar. Alguns também manifestam preocupação com a segurança das vacinas.
Jennifer Kates, vice-presidente da Kaiser Family Foundation, que faz pesquisas que monitoram o sentimento do público em relação à vacina, diz: “Algumas pessoas manifestam preocupações com a segurança das vacinas e dizem que há maior probabilidade de se vacinarem quando uma vacina é totalmente aprovada em vez de apenas autorizada.”
E acrescenta: “Uma parte persistente de cerca de 20% são contra se vacinar e dizem que não serão vacinados de forma alguma, ou apenas o farão se exigido pelo seu empregador”.

Fonte: G1 Mundo

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Irã tem mais de 500 mortes por Covid em 24 horas, recorde no país desde o início da pandemia


O maior número de mortes anterior havia sido o de 496 óbitos, registrado em 26 de abril. Dr. Fattah Ghazi, do hospital Imam Khomeini, recebe dose da vacina russa Sputnik V em Teerã, durante o primeiro dia de vacinação contra a Covid-19 no Irã, na terça-feira (9)
AP Photo/Vahid Salemi
O Irã registrou mais de 542 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, um recorde no país desde o início da pandemia, segundo a agência France Presse com informações do ministério da Saúde iraniano.
Antes deste domingo (8), o maior número de mortes anterior havia sido o de 496 óbitos, registrado em 26 de abril. No total, o Irã tem 94.015 vítimas fatais da Covid.
Os números de novos casos também mostram uma tendência de alta: na semana passada, o país registrou três recordes consecutivos nos números de casos diários. Neste domingo foram mais 39.619 novos casos em 24 horas, chegando ao total de 4.158.729 infectados desde o início da pandemia
As próprias autoridades, no entanto, consideram que as estatísticas oficiais estão subnotificadas, segundo a AFP.
Desde o fim de junho, o Irã enfrenta dificuldades para conter o que o governo apresenta como a “quinta onda” da doença, propagada pela variante Delta, mais contagiosa.
Vacinação lenta
A campanha de vacinação iniciada em fevereiro no Irã, com a vacina Sputnik V, não avança de maneira rápida. Até a quarta-feira (4), apenas 3,7 milhões de pessoas, de uma população de 83 milhões de habitantes, receberam as duas doses da vacina contra a Covid, e cerca de 12,5 milhões receberam a primeira dose.
Que vacina é essa? Sputnik V
O governo justifica que, ainda de acordo com a AFP, as sanções americanas impostas fazem com que o Irã tenha dificuldades para transferir fundos ao exterior para comprar vacinas.
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Além da vacina Sputnik V, o país também utiliza a vacina da AstraZeneca graças ao mecanismo Covax, administrado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Fonte: G1 Mundo