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Encerramento das Olimpíadas: veja fotos da cerimônia em Tóquio


Japão se despediu dos Jogos neste domingo (8) em cerimônia no Estádio Olímpico. Evento teve show de luzes, música e prévia da edição de Paris, em 2024. Fogos de artifício explodem no Estádio Olímpico durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio
Yasuyoshi CHIBA / AFP
A bandeira olímpica é retirada e dobrada durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Estádio Olímpico
Adek BERRY / AFP
Os artistas acenam para a multidão na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Estádio Olímpico
Adek BERRY / AFP
O Caldeirão Olímpico fecha após o apagamento da chama durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Estádio Olímpico
Tauseef MUSTAFA / AFP
Mulher vibra com fogos de artifício iluminando o céu do Estádio Olímpico durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio
Philip FONG / AFP
Crianças se apresentam no palco durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Estádio Olímpico
Antonin THUILLIER / AFP
Crianças se apresentam durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Estádio Olímpico
Pedro PARDO / AFP
A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, participa da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Estádio Olímpico
Daniel LEAL-OLIVAS / AFP

Fonte: G1 Mundo

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Pandemia, fuga de atleta, música brasileira: veja como os Jogos Olímpicos de Tóquio ficarão marcados para além do esporte


Foram as Olimpíadas dos protocolos rígidos contra a Covid, das crises políticas que invadiram as arenas e dos protestos, das discussões sobre saúde mental e diversidade. Mas a melhor participação brasileira fora de casa também será lembrada pelos atletas que se mostraram nas redes sociais e pelos hits nacionais nos locais de competição. Resumão olímpico: veja os fatos que marcaram as Olimpíadas de Tóquio
Os Jogos Olímpicos de Tóquio terminaram neste domingo (8) em uma edição marcada por ineditismos antes mesmo de começar — foram os primeiros da história adiados em um ano, por causa da pandemia do coronavírus. Assista ao VÍDEO acima.
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Além da preocupação com os protocolos de segurança e do alerta dos casos de Covid-19 em Tóquio, as Olimpíadas serão lembradas por discussões importantes como a saúde mental dos atletas e a diversidade. Também ficarão marcadas pelas questões políticas que invadiram o esporte, como o caso da atleta de Belarus que temia voltar para casa.
E foram também os Jogos em que os atletas usaram as redes sociais para mostrarem mais do que apenas as competições: competidores viraram influencers e mostraram o cotidiano da cidade sede, inclusive o calorão de Tóquio.
O Brasil, por sua vez, teve um desempenho muito bom. Conseguiu atingir um recorde de medalhas, e surpresas foram mais notáveis do que resultados frustrantes. Fora de campo, os brasileiros também deram show: as músicas do país tocaram nas arenas de Tóquio mesmo quando nenhum atleta verde amarelo competia.
Veja abaixo os destaques dos Jogos Olímpicos de Tóquio
Covid-19: recorde de casos no Japão, controle na ‘bolha’
Rua de lojas em Tóquio, no Japão, nesta sexta-feira (30)
Kantaro Komiya/AP Photo
A pandemia se tornou a grande história que guiou estes Jogos Olímpicos muito antes da abertura, em março de 2020. Naquele momento, por causa do coronavírus que começava a assustar o mundo, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o governo japonês concordaram em adiar em um ano o evento — algo inédito na história das Olimpíadas.
OUTROS EVENTOS: 5 vezes em que epidemias afetaram grandes competições
Havia a expectativa de que a pandemia estivesse já sob controle em julho de 2021. Se é verdade que as vacinas trouxeram esperança e derrubaram os números de mortes no mundo, inclusive no Brasil, é verdade também a Covid-19 continua circulando no mundo com novas variantes mais transmissíveis.
Turista com máscara posa para foto em frente aos anéis olímpicos na Baía de Tóquio, no Japão, em 2020
Jae C. Hong, File/AP Photo
O Japão demorou para começar a vacinação: só em fevereiro os japoneses começaram a ser imunizados. Houve uma corrida para que a população local fosse vacinada e, assim, os Jogos pudessem ocorrer em um ambiente mais próximo do normal.
Mas não foi suficiente. Em abril, as autoridades japonesas decidiram barrar torcedores de outros países. Com a piora do quadro da Covid no Japão, em julho, a decisão foi de impedir a presença de público em Tóquio e na maioria das competições em outras cidades do país.
Paralelamente a isso, todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos— de atletas a jornalistas — tiveram de seguir uma série de protocolos e testagem para evitar o contágio. Cerca de 80% dos atletas chegaram já vacinados a Tóquio.
O COI controlou de perto os números de casos dentro da “bolha olímpica”: todos os dias um boletim era lançado com os novos registros do coronavírus entre os envolvidos com o evento, desde 1º de julho. Quase 400 casos foram reportados desde então. Desses, menos de um décimo eram atletas.
No entanto, foi durante os Jogos que Tóquio viu o número de casos disparar: perto do encerramento, em 8 de agosto, a cada dia a capital japonesa registrava mais de 5 mil pessoas com Covid. Números jamais vistos antes da pandemia.
Policial na entrada da Vila Olímpica em Tóquio, em 14 de julho de 2021
Behrouz Mehri / AFP
As autoridades garantem que o sistema de bolha ao qual atletas, dirigentes, técnicos, funcionários e jornalistas foram colocados foi suficiente para não piorar a situação da pandemia na cidade sede. Mesmo assim, protestos ocorreram ao longo dos Jogos, e o cenário da Covid-19 impediu que o COI desse um passo adiante na reabertura dos portões para o público.
A questão que fica é como ficarão os protocolos para as Paralimpíadas, que começam no fim de agosto, nos mesmos locais de competição.
A atleta de Belarus que temia voltar para casa
Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
Krystsina Tsimanouskaya viajou a Tóquio sonhando competir nos 100m e 200m rasos. Participou das eliminatórias da prova mais rápida do atletismo olímpico. Mas a velocista de Belarus se viu em um pesadelo nos dias seguintes: dirigentes a colocaram em um carro rumo ao aeroporto para que voltasse imediatamente ao país de origem.
4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país
No aeroporto, a atleta se recusou a embarcar no avião. Disse que temia ser punida no autoritário regime de Alexander Lukashenko e pediu proteção à polícia japonesa. Então, procurou ajuda na Embaixada da Polônia, país que deu a ela um visto humanitário, e enfim viajou ao país onde deve ficar abrigada por um tempo indeterminado.
Isso tudo aconteceu porque, dias antes, Tsimanouskaya fez postagens nas redes sociais criticando a escalação da atleta para o revezamento 4x400m, prova para a qual ela não estava inscrita inicialmente. Segundo a velocista, duas corredoras bielorrussas não passaram pelos testes antidoping e não puderam competir.
Krystsina Tsimanouskaya fala com policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021
Issei Kato/Reuters
As declarações irritaram os dirigentes de Belarus, que tentaram forçar o retorno da atleta alegando que ela passava por problemas de saúde mental. A justificativa não convenceu o COI, que abriu investigação.
LINHA DO TEMPO: Dia a dia do caso Tsimanouskaya
Ao fim, um técnico e um dirigente bielorrussos tiveram as credenciais cassadas e foram expulsos da Vila Olímpica. Ainda não está claro se haverá mais punição ao Comitê Olímpico Bielorrusso, mas o COI já adiantou que as investigações continuam.
Simone Biles põe saúde mental em debate
Simone Biles durante sua apresentação da final da trave da ginástica artística dos Jogos Olímpicos de Tóquio; ela ficou com o bronze
Athit Perawongmetha/Reuters
Sem Usain Bolt nem Michael Phelps, parte da imprensa esportiva colocou Simone Biles como favorita a ser o grande nome dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A americana aparecia como favorita ao ouro em mais de uma prova da ginástica artística.
Os problemas começaram a aparecer na final por equipes da modalidade. Biles errou um salto e se mostrou claramente nervosa. Depois, deixou o local de competição e desistiu de seguir. Conseguiu, com restante do time dos Estados Unidos, levar a medalha de prata.
Mas aí as surpresas vieram: Biles desistiu de participar das finais individual geral, do salto, do solo e das barras. Só competiu na trave, e ainda assim com uma série bem aquém do que costuma fazer.
Desistência de Simone Biles em Tóquio levanta a questão: quando é necessário saber dizer não?
A razão para as desistências: a saúde mental. Médicos perceberam que a atleta estava mal e que a continuidade nas provas poderia inclusive gerar problemas à saúde física de Simone Biles. Afinal, ela sentia “twisties” — uma condição em que ginastas perdem o controle sobre o corpo nos movimentos aéreos. Geralmente, dizem os especialistas médicos, isso ocorre justamente quando o atleta passa por problemas de saúde psíquica.
O debate sobre saúde mental dos atletas já havia começado antes dos Jogos, com a desistência da tenista Naomi Osaka — japonesa que acabou acendendo a pira olímpica na Abertura — de torneios importantes da modalidade. Além disso, uma jogadora de basquete da Austrália com problemas de ansiedade decidiu não viajar ao Japão faltando semanas para o início das competições.
A expressão da diversidade em Tóquio
Raven Saunders, dos Estados Unidos, protesta em pódio dos Jogos de Tóquio
Hannah Mckay/Reuters
Olimpíadas já são naturalmente marcadas pela diversidade — afinal, são mais de 10 mil atletas de mais de 200 países competindo. Em Tóquio, porém, o tema ganhou novos contornos, seja com protestos contra o racismo e o sexismo, seja pelos atletas cada vez menos receosos em se expressarem.
As manifestações, aliás, estavam no centro do debate porque o COI costuma proibir protestos durante os Jogos Olímpicos. Após grande pressão, principalmente por parte de atletas dos EUA, o comitê permitiu que esses registros acontecessem — mas não nas cerimônias de pódio.
Daniel Bibby, jogador de rúgbi da Grã-Bretanha, se ajoelha em protesto contra o racismo antes de iniciar partida válida pelas Olimpíadas de Tóquio nesta segunda (26)
Siphiwe Sibeko/Reuters
No início, como o COI pediu, as manifestações ficaram fora do pódio: jogadores de futebol e rúgbi se ajoelharam antes do apito inicial das partidas, e o mesmo gesto marcante dos protestos contra o racismo se repetiu por parte de uma ginasta da Costa Rica. E ginastas alemãs vestiram uniformes longos contra a sexualização do esporte feminino.
Depois, porém, apareceram os primeiros protestos no pódio: a americana Raven Saunders fez um X com os braços sobre a cabeça ao receber a medalha de prata no atletismo. O esgrimista Race Imboden, também dos EUA, desenhou um X na mão também no pódio. Segundo eles, era uma forma de se manifestar contra as diferentes formas de opressão às minorias.
O COI iniciou uma investigação contra esses atletas — no caso de Raven, acabou deixando de lado depois da notícia da morte da mãe da competidora. E o comitê também decidiu investigar o uso de broches com o rosto de Mao Tsé-Tung por duas atletas da China, por considerar a foto do líder chinês uma manifestação política.
Luciana Alvarado, ginasta da Costa Rica, ergue o punho no gesto que marcou os protestos “Black Lives Matter” ao terminar sua prova de solo das Olimpíadas neste domingo (25)
Natacha Pisarenko/AP Photo
Porém, para além dos protestos, a diversidade se mostrou de forma inédita nas Olimpíadas: nunca os jogos foram tão igualitários na divisão entre homens e mulheres participantes.
Além disso, foi a competição com o maior número de atletas declaradamente LGBTQIA+, algo visto com naturalidade nas entrevistas e na participação dos competidores nas redes sociais: O site OutSports fez um levantamento que indica que, neste ano, são, pelo menos, 160 atletas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer e não binários assumidos. Os dois últimos Jogos juntos somavam 79.
INÉDITO: Canadense é a primeira pessoa trans e não binária campeã olímpica
Rivais dentro e fora das arenas
O iraniano Mohammad Jamshidijafarabadi caminha ao lado do americano Javale McGee ao fim da partida entre EUA e Irã no basquete masculino das Olimpíadas de Tóquio, em 28 de julho
Charlie Neibergall/AP Photo
Com mais de 200 países, natural que países rivais e inimigos políticos se encontrassem em quadra, nos tatames ou nos campos. Na maioria das vezes, isso aconteceu tranquilamente, como na partida entre EUA e Irã no basquete masculino, em que todos os atletas se trataram bem e se elogiaram.
A nota triste foi a desistência de judocas da Argélia e do Sudão de competir nas Olimpíadas de Tóquio porque enfrentariam um atleta de Israel — país com o qual parte do mundo islâmico considera inimigo por causa da questão palestina.
Equipe do Azerbaijão de ginástica rítmica se apresenta nas Olimpíadas de Tóquio usando uniformes pretos neste sábado (7)
Lindsey Wasson/Reuters
As guerras também foram retratadas nas competições: na ginástica rítmica, as atletas do Azerbaijão usaram um collant preto para se apresentar como forma de homenagear os mortos nos conflitos com a Armênia na disputa pela região de Nagorno-Karabakh, que se intensificaram há um ano.
Calor, umidade e vento
Pessoas passam em frente aos anéis olímpicos em Tóquio, no Japão, no domingo (25)
Eugene Hoshiko/AP Photo
Quando os organizadores dos Jogos Olímpicos marcaram o evento para o verão japonês, especialistas já alertavam para os riscos associados à estação: faz muito calor na capital nesta época do ano, e o efeito da ilha de calor potencializa a sensação térmica. A umidade altíssima não ajuda.
Isso ficou evidente quando atletas começaram a reclamar das disputas debaixo do sol quente de Tóquio. O tenista russo Daniil Medvedev desabafou ao juiz: “Eu posso morrer aqui”, afirmou durante uma das partidas de simples do torneio de tênis.
Daniil Medvedev, atleta russo, pausa durante partida de tênis dos Jogos Olímpicos de Tóquio ocorrida sob forte calor nesta quarta (28)
Patrick Semansky/AP Photo
O vento forte que sopra em Tóquio — que deveria aliviar o calor — acabou se tornando também um empecilho para os atletas. Nas provas de skate, não era difícil ver os competidores pedindo para esperar antes de entrarem em ação por causa das rajadas na Baía de Tóquio.
Do lado de fora da cerca de segurança, pessoas tentam assistir às finais do surfe nas Olimpíadas de Tóquio na praia de Tsurigasaki, em 27 de julho
Francisco Seco/AP Photo
Quem se deu bem com o vento foi surfe. Uma forte tempestade, que chegou próximo de ser considerada um tufão, chegou a preocupar as autoridades japonesas.
Mas isso acabou sendo uma boa notícia para os surfistas devido às ondas. As finais da modalidade foram antecipadas por causa do tufão, e o brasileiro Ítalo Ferreira conquistou o primeiro ouro da história do surfe olímpico.
Os Jogos das redes sociais
Douglas Souza bomba nas redes com rotina na Vila Olímpica em Tóquio
Reprodução/Instagram
A presença das redes sociais nos Jogos Olímpicos vem crescendo pelo menos desde 2004, quando ainda havia plataformas bem rudimentares. Em Tóquio, com a distância do público, elas ganharam outro protagonismo — os atletas, além de astros nas competições, estrelaram vídeos no Instagram e no TikTok e marcaram presença no Twitter.
Um exemplo disso eram os atletas gravando stories para mostrar que a cama de papelão da Vila Olímpica era, sim, resistente. O ponteiro do vôlei brasileiro Douglas sambou e nada aconteceu. O skatista Pedro Barros manobrou o skate. Nada, também. O móvel só quebrou quando um grupo de atletas de Israel pularam sobre o colchão ao mesmo tempo. Virou meme.
Douglas, aliás, ganhou milhares de seguidores ao mostrar os bastidores da concentração do vôlei masculino antes mesmo de os Jogos começarem, com Pabllo Vittar na trilha sonora.
Pop brasileiro ganha destaque em Tóquio
DJ Stari, responsável pela trilha sonora em jogos de vôlei nas Olimpíadas de Tóquio
Arquivo pessoal/Facebook
Pelas transmissões na televisão, dá para ouvir que o pop brasileiro está nas Olimpíadas. Está, por exemplo, nas arenas do vôlei, com um DJ que escolhe hits de Anitta, Barões da Pisadinha, Israel & Rodolffo e Pabllo Vittar como trilha sonora entre um ponto e outro nos jogos do Brasil.
Pabllo Vittar, aliás, emplacou o que seria o hit da delegação brasileira em Tóquio: “Zap Zum”, a preferida do ponteiro Douglas Souza, craque do vôlei masculino que virou a sensação destas Olimpíadas com suas postagens nas redes sociais.
DJ austríaco anima jogos de vôlei do Brasil com pagode, funk e sertanejo nas Olimpíadas de Tóquio
Outra música de Pabllo a aparecer nas competições foi “Energia”, uma colaboração com o duo americano Sofi Tukker que tocou na apresentação de Laura Zeng, da ginástica rítmica dos Estados Unidos.
O funk brasileiro também ganhou lugar na apresentação oficial da ginasta Rebeca Andrade. A atleta fez sua entrada no solo ao som de “Baile de favela”, o funk que mudou a vida de MC João.
Como ‘Baile de Favela’ foi parar nas Olimpíadas de Tóquio com Rebeca Andrade
Teve espaço também para o funk “Não nasceu pra namorar”, parceria entre MC Zaquin e MC Rick, que embalou os passos de Rayssa Leal, medalhista de prata no skate street feminino aos 13 anos.
Outro a usar músicas para embalar sua participação foi Hebert Conceição, medalhista de ouro para o Brasil no boxe. Ele entrou no ringue ao som de “Nobre Guerreiro”, do Olodum, antes de se tornar campeão olímpico.
Brasil faz história em Tóquio
Hebert Conceição é ouro no boxe
Ueslei Marcelino / Reuters
Os Jogos Olímpicos de Tóquio também entram para a história como uma das melhores participações brasileiras. Em número de medalhas, nunca houve uma Olimpíada tão bem sucedida para o Brasil, que conseguiu ultrapassar os 19 pódios totais do Rio de Janeiro em 2016. No total de ouros, porém, já se sabia que o caminho seria mais difícil, mas ainda assim foi o melhor desempenho “fora de casa”.
Boxe e skate, com 3 medalhas cada, foram os grandes destaques da delegação brasileira, que também teve bons desempenhos no surfe, na ginástica, na natação e no atletismo. A decepção com o vôlei de praia, que saiu sem medalha pela primeira vez desde que a modalidade entrou no programa olímpico, foi compensada pelo bronze surpreendente no tênis.
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Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: os momentos mais inusitados das Olimpíadas de Tóquio

Teve paquera, cenas que viralizaram, uso de camisinha para reparar caiaque, atropelo de ‘câmera’, manobras de skate em cama de papelão… Veja situações curiosas que aconteceram nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Veja 10 momentos inusitados sobre as Olimpíadas do Japão
Os Jogos Olímpicos de Tóquio serão marcados pelos recordes de medalhas do Brasil e pelas arenas de portões fechados para o público por causa da pandemia do coronavírus. Porém, o evento que termina neste domingo (8) também será lembrado por momentos inusitados e, por que não, emocionantes. Assista ao VÍDEO acima e veja alguns deles.

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada de Tóquio 2021: Mulheres brasileiras conquistam melhor resultado da história


As atletas brasileiras brilharam em Tóquio, fechando os Jogos com o melhor desempenho até agora em todas as Olimpíadas de que participaram. Elas subiram ao pódio em Tóquio nove vezes, ante cinco vezes no Rio, em 2016. Foram 3 ouros, 4 pratas e 2 bronzes. Kahena Kunze e Martine Grael ganharam ouro pela segunda vez
EPA via BBC
Rebeca Andrade sorrindo e fazendo sorrir com as duas medalhas que vai levar para a casa. Rayssa Leal com sua primeira, de prata, aos 13 anos. Ana Marcela Cunha com o ouro tão sonhado há tempos. Bia Ferreira conseguindo uma prata inédita no boxe.
As atletas brasileiras brilharam em Tóquio, fechando os Jogos com o melhor desempenho até agora em todas as Olimpíadas de que participaram. Elas subiram ao pódio em Tóquio nove vezes, ante cinco vezes no Rio, em 2016. O maior número até agora havia sido em Pequim, nos jogos de 2008, quando levaram sete medalhas para casa.
E também levaram a maior quantidade de medalhas de ouro para casa: três.
A ginasta Rebeca Andrade, de 22 anos, levou a medalha de ouro na disputa de salto. Martine Grael, de 30 anos, e Kahena Kunze, também de 30, conquistaram o bicampeonato olímpico na vela. A nadadora Ana Marcela Cunha, de 29 anos, finalmente colocou a medalha olímpica de ouro ao lado das várias medalhas de campeonatos mundiais que já tinha.
Colecionadora de medalhas em campeonatos mundiais, Ana Marcela levou ouro na maratona aquática na Olimpíada de Tóquio.
EPA via BBC
No Rio (2016), Londres (2012) e Pequim (2008), as atletas mulheres haviam conquistado sempre duas medalhas de ouro. Em Pequim, com Mauren Maggi no salto e o vôlei feminino, foram mais ouros que os homens, que levaram apenas um, com o nadador Cesar Cielo.
Em Atenas (2004) e Sidney (2000), as mulheres não viram uma medalha dourada. E em Atlanta (1996), primeira vez que subiram ao pódio, levaram uma medalha de ouro – foi no vôlei de praia feminino, com Jackie Silva e Sandra Pires.
O desempenho das mulheres brasileiras não foi excelente só em números absolutos.
Em relação ao total de ouros que o Brasil leva para casa, as mulheres também se saíram muito bem: 3 das 7 medalhas douradas obtidas pelo Brasil em Tóquio.
Com 13 anos e 203 dias de idade, Rayssa Leal ganhou prata no skate street olímpico
Reuters via BBC
E se considerarmos a proporção entre o total de medalhas que o Brasil leva para casa e o total amealhado por mulheres, o desempenho delas também foi o melhor até agora.
Das 21 medalhas com as quais o Brasil volta para casa, 9 foram conquistadas por mulheres ou equipes de mulheres. Esse número representa 41% do total.
As novas modalidades, como surfe e skate, engordaram o número total de medalhas que o Brasil conquistou. E Rayssa Leal, a skatista de apenas 13 anos, contribuiu para o ótimo desempenho das mulheres, subindo ao pódio em segundo lugar.
Rebeca Andrade levou também uma medalha de prata para casa. Luisa Stefani, de 23 anos, e Laura Pigossi, de 27 anos, fizeram história no tênis brasileiro olímpico, conquistando uma medalha de bronze inédita para o Brasil.
Mayra Aguiar, de 30 anos, também conquistou o bronze no judô, tornando-se a primeira brasileira a conquistar três medalhas olímpicas em um esporte individual.
No penúltimo dia de Olimpíada, a boxeadora Bia Ferreira se tornou a primeira brasileira a chegar a uma final da modalidade, obtendo uma medalha de prata. A seleção feminina de vôlei também ganhou uma prata, ao ser derrotada pela seleção americana na final.
Mayra Aguar ganhou bronze em Tóquio 2021, repetindo o que havia feito nas últimas duas olimpíadas.
Reuters via BBC
De uma mulher a mais de 100
A história das mulheres brasileiras nas Olimpíadas começa em 1932, 12 anos depois da estreia do Brasil nos Jogos. Os jogos aconteceram em Los Angeles, nos Estados Unidos. Na época, apenas uma mulher participou. Os homens eram 66.
Aos 17 anos, a paulista Maria Lenk foi a primeira mulher do continente sul-americano a disputar uma edição dos Jogos. Depois de um mês de viagem de navio com a delegação brasileira, ela nadou três provas: 100m livre, 100m costas e 200m peito.
O número de mulheres pulou para 6 nos jogos de Berlim, em 1936. Depois, foi para 11 em Londres, em 1948, mas apenas 5 em Helsinque, em 1952. Durante três Olimpíadas, de 1956 a 1964, novamente, apenas uma mulher participou.
O número só voltou para dois dígitos em 1980, na edição de Moscou, com 15 mulheres (ante 94 homens). E veio crescendo desde então.
Mas foi só em 1996, em Atlanta, quando 66 mulheres brasileiras foram disputar os Jogos, que elas subiram ao pódio pela primeira vez. Na época, representavam 29% do total de atletas. E levaram 4 das 15 medalhas, 26% do total.
Mulheres são 49% dos atletas nas Olimpíadas de Tóquio
Além do ouro no vôlei de praia, outra dupla, Adriana Samuel e Mônica Rodrigues conquistaram prata no vôlei de praia. O time de basquete feminino, com Hortência, também levou a medalha de prata. A equipe de vôlei de quadra levou o bronze.
Quatro anos depois, o número de mulheres brasileiras participantes das Olimpíadas aumentou consideravelmente. A partir das Olimpíadas de Sidney, em 2000, as mulheres sempre participariam representando mais de 40% do total.
Foram quase uma centena em Sidney. Naquele ano, viajaram para a Austrália 111 homens e 94 mulheres (46% do total). Elas abocanharam 4 das 12 medalhas vencidas pelo Brasil naquele ano, ou 33%.
Nos Jogos de Atenas em 2004, elas representaram quase metade dos atletas brasileiros: 125 homens e 122 mulheres (49%). Já no quadro de medalhas, conquistaram apenas 2 das 10 (20%).
Em Pequim, quatro anos depois, elas melhoraram o desempenho. Representando 48% do total (133 mulheres e 144 homens), conquistaram 7 de 17 medalhas, ou 41%.
Nos Jogos de Londres em 2012, tiveram desempenho semelhante. Ali, com 123 mulheres (47% do total), as atletas foram responsáveis por 6 das 17 medalhas (35%) do Brasil.
Até chegar no Rio em 2016, edição em que o Brasil teve o maior número de atletas participando dos jogos. Foram 209 mulheres, ou 45% do total de 465. As mulheres levaram 5 das 19 medalhas brasileiras, ou 26%.
Vídeos: série conta a história das conquistas brasileiras nas Olimpíadas

Fonte: G1 Mundo

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Medalhas, IDH, Covid, PIB per capita: como o Brasil se compara aos outros países do mundo


País é o 2º em mortes por Covid e o 3º em casos confirmados. Já em outros indicadores, é só o 35º no quadro de medalhas olímpicas e fica ainda mais pra trás em índices de desenvolvimento. VALE ESTE – Medalhas, IDH, Covid, PIB per capita: como o Brasil se compara aos outros países do mundo
Editoria de Arte/G1
O Brasil já garantiu nos Jogos de Tóquio um novo recorde de medalhas em uma única edição das Olimpíadas, mas ainda está muito atrás dos países ricos e até de nações menos desenvolvidas, como Turquia, Ucrânia e Quênia, no ranking de medalhas conquistadas.
O Brasil também fica muito atrás em rankings de desenvolvimento e de riqueza, se levados em conta indicadores como IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), expectativa de vida e PIB per capita (Produto Interno Bruto proporcional à população).
Em todos esses indicadores estamos muito longe do pódio:
35º país no quadro de medalhas;
76º no ranking de expectativa de vida;
79º se considerado o PIB per capita;
84º em desenvolvimento humano (IDH).
Por outro lado, estamos no “pódio da pandemia”, com a medalha de prata no número de mortes por Covid-19 e a de bronze no número de casos. Estamos à frente também no número de vacinas aplicadas, mas muito atrás dos três primeiros:
2º país em mortes por Covid;
3º em casos confirmados;
4º em vacinas aplicadas.
Veja abaixo gráficos interativos e tabelas de como o Brasil se compara com o resto do mundo em diversos indicadores olímpicos, econômicos, de desenvolvimento e da pandemia:
Medalhas olímpicas
O Brasil é 35º país que mais conseguiu medalhas olímpicas, pelo critério do número de ouros, nos Jogos da Era Moderna (de Atenas 1896 até a Rio 2016).
Estamos atrás dos países mais ricos do mundo, mas também de nações como Romênia (16º), Cuba (18º), Bulgária (23º), Turquia (31º), Ucrânia (32º) e Quênia (34º).
Pódio das medalhas olímpicas: Estados Unidos (ouro), União Soviética* (prata) e Grã-Bretanha (bronze)
Quadro histórico de medalhas olímpicas
* O ranking inclui países que não existem mais, como a Tchecoslováquia e a Eslováquia, assim como divisões geopolíticas como a União Soviética, a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e as Alemanhas Oriental e Ocidental (como nações separadas).
No ranking total de medalhas (sem distinção entre ouros, pratas e bronzes), o Brasil sobe para 29º e fica à frente da Ucrânia (30º) e do Quênia (35º), mas ainda atrás de Romênia (14º), Cuba (20º) e Bulgária (21º), entre outros.
VEJA TAMBÉM:
O quadro histórico de medalhas olímpicas do ge
Veja o quadro de medalhas atualizado das Olimpíadas de Tóquio
Indicadores de desenvolvimento
O Brasil é apenas o 76º país no ranking de expectativa de vida, o 79º se considerado o PIB per capita e o 84º no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Expectativa de vida
A expectativa de vida é uma estimativa de quantos anos, em média, uma pessoa que nasce hoje deve viver. Ela é calculada a partir da quantidade óbitos de uma região ou país.
Pódio de expectativa de vida: Mônaco (ouro), San Marino (prata) e Japão (bronze)
O Brasil está em 76º (75,8 anos), atrás da Sérvia (76,0) e da Lituânia (75,9) e à frente de Brunei (75,8) e da Macedônia do Norte (75,8).
Na América do Sul, nossa expectativa de vida é menor do que a de 6 vizinhos: Chile (80,2), Uruguai (77,9), Colômbia (77,3), Equador (77,0) e Peru e Argentina (76,7).
Pesquisa da Universidade Harvard aponta que a alta mortalidade da Covid-19 no Brasil fez a nossa expectativa de vida cair quase 2 anos em 2020 — e o país voltar ao patamar de 2013.
Expectativa de vida
PIB per capita (por habitante)
O PIB (Produto Interno Bruto) mede a atividade econômica e o nível de riqueza de um país ou região. O PIB per capita (por pessoa) mede quanto cada habitante teria se a riqueza produzida fosse distribuída igualitariamente.
Pódio do PIB per capita: Catar (ouro), Luxemburgo (prata) e Singapura (bronze)
O Brasil está em 79º (US$ 14,1 mil), atrás das Ilhas Maldivas (US$ 15,1 mil) e da República Dominicana (US$ 14,6 mil) e à frente da Sérvia (US$ 14 mil) e da Argélia (US$ 13,9 mil).
Na América do Sul, nosso PIB per capita é menor do que o de 4 vizinhos: Chile (US$ 22,7 mil), Uruguai (US$ 22,5 mil), Argentina (US$ 18,9 mil) e Venezuela (US$ 16,7 mil).
VEJA TAMBÉM: PIB do Brasil despenca 4,1% em 2020; PIB per capita tem queda recorde de 4,8%
PIB per capita
Índice de Desenvolvimento Humano
O IDH é calculado anualmente pelo Pnud (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas) para comparar a qualidade de vida entre países. Ele usa três indicadores: expectativa de vida, PIB per capita e quantos anos as pessoas estudaram.
O índice vai de 0 a 1 e, quanto mais perto de 1. mais desenvolvido é o país. No último relatório, divulgado em dezembro, o Brasil caiu 5 posições, do 79º para o 84º lugar (entre 189 nações).
Pódio do IDH: Noruega (ouro), Suíça (prata) e Irlanda (bronze)
O Brasil está em 84º (0,765), atrás da Colômbia (0,767) e à frente da China (0,761) e do Equador (0,759).
Na América do Sul, nosso IDH é menor do que o de 5 vizinhos: Chile (0,851), Argentina (0,845), Uruguai (0,817), Peru (0,777) e Colômbia (0,767) (veja no vídeo abaixo).
Brasil perde posições no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano
Índice de Desenvolvimento Humano
Números da pandemia
O Brasil é o 2º com mais mortes por Covid-19 do mundo, o 3º com mais casos confirmados e o 4º com mais vacinas aplicadas.
Os países com mais mortes por Covid-19 são: Estados Unidos (613 mil), Brasil (557 mil) e Índia (425 mil). Juntos, os três concentram 29% de todos os 4,2 milhões de óbitos do mundo.
Mortes por Covid-19 no mundo
Os países com mais casos confirmados são: Estados Unidos (35,1 milhões), Índia (31,7 milhões) e Brasil (19,9 milhões). Juntos, os três concentram 44% dos 200 milhões de infectados do mundo.
Casos confirmados de Covid
Os países com mais vacinas contra a Covid-19 aplicadas são: China (1,6 bilhão), Índia (472 milhões) e Estados Unidos (346 milhões). Juntos, os três concentram 60% de todos os 4,2 bilhões de imunizantes administrados do mundo. O Brasil é o 4º do ranking (142 milhões).
Vacinas contra Covid aplicadas
População
O Brasil é o 6º país mais populoso do mundo (212 milhões de habitantes), atrás de Indonésia (273 milhões) e Paquistão (220 milhões) e à frente de Nigéria (206 milhões) e Bangladesh (164 milhões).
Os 3 primeiros são os mesmos do ranking de vacinas aplicadas: China (1,43 bilhão), Índia (1,38 bilhão) e Estados Unidos (331 milhões).
Os países mais populosos do mundo
Todos os dados desta reportagem foram coletados do “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford, em 3 de agosto de 2021. A exceção é o quadro de medalhas, que foi compilado pelo ge.globo.

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada de Tóquio 2021: o ultraje na China após pergunta sexista a uma campeã olímpica


Jornalista descreveu a atleta como uma ‘mulher viril’ e perguntou quando ela se casaria e se teria filhos. Gong Lijiao conquistou a medalha de ouro no arremesso de peso em Tóquio
GETTY IMAGES via BBC Brasil
A arremessadora de peso chinesa Gong Lijiao se tornou um dos assuntos mais discutidos nas redes sociais de seu país, não exatamente por causa de seu ouro olímpico em Tóquio.
Durante uma entrevista que concedeu à imprensa estatal chinesa, uma jornalista não apenas descreveu a atleta como uma “mulher viril”, como também perguntou quando ela se casaria e se teria filhos.
O episódio provocou reações furiosas nas redes sociais, entre aqueles que consideraram as questões como “sexistas” e “tacanhas”.
“O casamento é o único tema que se pode falar com as mulheres?”, alguns perguntaram.
Para muitos, a entrevista foi uma amostra dos preconceitos existentes em relação às mulheres na sociedade chinesa, bem como dos ideais obsoletos de beleza e feminilidade.
A entrevista começa com uma repórter da CCTV dizendo para a câmera: “Gong me deu a impressão de ser uma mulher viril.”
Então, a reportagem passa para uma conversa com a atleta:
Gong: Posso parecer uma mulher viril por fora, mas por dentro sou uma menina.
Repórter de CCTV: Você tem um plano de vida como mulher?
Gong: (surpresa) Vida como mulher?
Outra repórter: Já que você tinha de ser uma mulher viril para o arremesso de peso, sente que a partir de agora pode ser mais você mesma?
Gong: Hum… Talvez, veja meus planos: se eu não treinar, posso perder peso, me casar e ter filhos. Sim, é o caminho que se deve seguir na vida.
Gong é então questionada se tem um namorado, que tipo de homem está procurando e se brigaria com seu parceiro.
A entrevista termina com a atleta rindo e dizendo: “Eu não brigo. Sou muito gentil.”
Reações
Milhares de pessoas nas redes sociais criticaram as perguntas feitas a Gong, e a hashtag de casamento na rede social Weibo, uma espécie de Twitter chinês, teve mais de 300 milhões de visualizações.
“Ela ganhou uma medalha de ouro olímpica e ainda assim não consegue calar esse grupo de mulheres intrometidas”, reclamou um comentarista no site de resenhas de Douban.
Outros disseram que as perguntas eram discriminatórias e constrangeram Gong.
No Weibo, uma caricatura zombando das perguntas das jornalistas se tornou viral.
Muitos se solidarizaram a Gong, deixando centenas de mensagens de apoio em sua página do Weibo.
“Não é que você não possa se casar […] mas quando falamos de mulheres, não se trata apenas de casamento ou aparência, mas também de sonhos e conquistas”, diz um post na rede social.
A própria Gong respondeu ao post dizendo: “Isso expressa totalmente o que sinto! Obrigada!”
Os padrões de beleza chineses, que valorizam especialmente as mulheres magras, também têm sido tema de debate nos últimos anos, em um país que está passando por uma explosão no número de cirurgias plásticas.

Fonte: G1 Mundo

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Conheça os vencedores do Sósias das Olimpíadas G1


Escolhidos pelos leitores, três participantes foram eleitos os mais parecidos com atletas que disputaram as Olimpíadas de Tóquio; Douglas Souza emplacou dois sósias, e Wallace, também da seleção brasileira de vôlei, achou uma cópia perdida. Pódio dos Sósias das Olimpíadas G1
Arte/G1
Douglas Souza e Wallace, da seleção brasileira de vôlei masculino, foram responsáveis pelos três primeiros lugares no pódio do Sósias das Olimpíadas do G1. Foram “cópias” suas os mais votados do concurso pelos leitores.
Veja aqui todos os participantes.
Danízia Menezes, de Recife (PE) que já tinha até rendido uma matéria por sua semelhança com Douglas, ficou com a medalha de ouro ao receber 11.505 votos até as 22 horas de sexta-feira (6), quando a votação foi encerrada.
A prata foi para João Allan, de Santarém (PA), que com 8.777 votos foi considerado o mais parecido com Wallace Souza.
Mais uma vez para o Pará foi o bronze: Antonio Felipe da Silva Nascimento também convenceu muita gente de sua semelhança com Douglas Souza, e recebeu 8.286 votos.
Brasil
Entre as inscrições válidas no concurso, a maioria trazia pessoas apontando semelhanças com atletas brasileiros que disputaram as Olimpíadas de Tóquio. Os mais lembrados foram Wallace Souza e o surfista Gabriel Medina, com quatro candidatos a sósia cada um.
O também surfista Ítalo Ferreira e o jogador de vôlei Lucarelli tiveram três sósias tentando a sorte, e Isaquias Queiroz, do remo, também foi lembrado mais de uma vez. Já Douglas Souza teve 100% de aproveitamento: seus dois “gêmeos” inscritos foram justamente a primeira e o terceiro no pódio.
Ouro
“Eu me sinto feliz e surpresa em ter vencido, porque foi uma coisa bem repentina na minha vida. Eu imaginei que eu pudesse ganhar, mas não levei tanto em consideração a possibilidade, porque existiam muitas pessoas que podiam se inscrever e ser muito parecidas com tantas centenas de atletas nas olimpíadas”, diz Danízia Menezes, escolhida como a sósia mais parecida pelos leitores do G1.
“Mas, pra ser sincera, no fundo eu acho que não teria alguém mais parecido que eu e Douglas, porque a semelhança é tanta. Por isso, estou feliz. Principalmente por ser parecida logo com ele”, acrescenta.
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“Eu já acompanhava o vôlei em alguns jogos, mas depois desse boom da minha semelhança com Douglas me despertou muito mais interesse. Agora, eu fico muito envolvida, comento muito no Twitter, as pessoas interagem comigo. Inclusive, passei um nervoso com o último jogo”, conta.
“Eu já me sinto superíntima dele… não conhecia ele antes das olimpíadas, depois que comecei a acompanhar. Quando bombou minha foto, ele comentou dizendo que eu era mais bonita, foi o auge da minha vida. Eu espero que ele atinja muito sucesso, ganhe todos os jogos. Principalmente porque vejo muita representatividade numa pessoa como ele estar onde está, principalmente no vôlei, que é um esporte muito estereotipado. Desejo muito sucesso inclusive na vida gamer dele”, conclui.
Prata
João Allan, de 30 anos, diz que amigas da universidade, onde cursa Farmácia, começaram a apontar sua semelhança com Wallace depois que ele cortou o cabelo e deixou a barba crescer. “A partir daí, entrei na brincadeira, inclusive parentes próximos também começaram a notar”. Ao receber fotos do atleta, ele diz que passou a dizer que “sou a versão da Deep Web dele e nunca reneguei”, brinca.
João Allan, sósia de Wallace Souza, da seleção brasileira de vôlei
João Allan/Acervo pessoal
“Na verdade, sempre assisti os jogos da seleção pois – em casa – somos fãs do esporte há bastante tempo. Porém, hoje, ficamos mais atentos aos jogos, torcemos a cada ponto e, inclusive, brincamos com isso do tipo: ‘Allan vai jogar hoje’, ‘Dorme cedo que você tem jogo daqui a pouco’, ‘O estagiário atenderá após o jogo da seleção, torçam por ele’”, conta.
João diz que se inscreveu no Sósias das Olimpíadas porque, “em meio a tantas coisas negativas, um pouco de diversão ajuda”.
“Porém nunca poderia imaginar que seria um dos mais votados devido à semelhança dos demais candidatos a outros esportistas e incluindo o próprio Wallace. Fico feliz em subir ao pódio”, afirma.
Bronze
Felipe, como prefere ser chamado Antonio Felipe da Silva Nascimento, um engenheiro de produção de 23 anos, diz que inicialmente não via tantas semelhanças com Douglas Silva, apesar das comparações de alguns amigos. Até que a insistência fez com que começasse a prestar mais atenção nos jogos da seleção brasileira de vôlei e a seguir o atleta no Instagram.
Felipe da Silva, sósia de Douglas Souza, da seleção brasileira de vôlei
Antonio Felipe da Silva/Acervo pessoal
“Confesso que gosto muito dos stories que ele posta porque me identifico muito com a personalidade dele. Eu cheguei a mandar uma mensagem pra ele dizendo que eu era muito parecido com ele, a essa altura já tinha me tocado disso, mas acredito que devido a imensa popularidade, minha mensagem provavelmente passou despercebida (risos)”, admite.
Felipe conta inclusive uma situação divertida provocada pela semelhança com o jogador: “Em uma saída com amigos – e nesse dia eu estava com uma mochila da seleção brasileira de futebol – me pararam achando que era ele e eu expliquei que não era e que várias pessoas já tinham me falado sobre a semelhança. Mas, mesmo assim, a pessoa desconhecida pediu pra tirar uma foto comigo, fiquei meio sem jeito mas foi uma sensação legal”.
Felipe diz ainda ter ficado feliz por ser um dos mais votados, e espera que isso o ajude a chegar ao seu sósia famoso. “Meu user no Instagram é @felipeadsilva e, se puderem, mostrem isso aqui pro Douglas e digam que eu admiro muito ele e, que, mesmo não tendo ouro nessa olimpíada, eu vou sempre torcer por ele!”, pede.
“Eu fiquei bastante animado com a minha posição [no concurso], porque eu passei a admirar o Douglas grandemente, pela personalidade e talentos únicos que ele tem, ser parecido com alguém assim me inspira”, justifica.
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Fonte: G1 Mundo

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Por que o problema de abusos sexuais no Exército dos EUA é tão difícil de solucionar


De acordo com uma pesquisa anônima feita pelo Pentágono, quase 20 mil militares ou seus familiares afirmam ter sido vítimas de violência sexual todos os anos. Amy Marsh apresentou seu caso no Congresso, pedindo uma reforma no sistema de justiça militar para denúncias de abuso sexual
C-SPAN2 via BBC Brasil
Naquele dia de dezembro de 2018, Amy Marsh comemorou o fim de mais um ano e, com ele, seu primeiro aniversário na Base Aérea de Travis, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos. Ela tinha ido morar ali em 2017, quando o marido, um oficial de origem porto-riquenha, foi enviado para a base, que logo se tornou seu novo lar.
“Até aquele dia, foi uma experiência muito interessante porque essas bases são como pequenas cidades e lá você tem a oportunidade de fazer muitas coisas pela comunidade e se conectar com outras mulheres, esposas de militares, que também se separaram de suas famílias porque se casaram com um militar”, conta.
No entanto, o que Amy não imaginava era que, naquela noite, a vida dela estava prestes a mudar. O que estava para acontecer quase destruiria seu casamento, encerraria a carreira militar do marido e deixaria em ambos sequelas que, três anos depois, ainda não foram totalmente superadas.
Algumas memórias daquela noite estão borradas. Ela se lembra de ter bebido muito, sabe que houve uma festa, e que seu marido a deixou sozinha com o oficial que ele considerava o mentor dele, um militar de mais alta patente.
“Aquele homem abusou da confiança que meu marido tinha nele e, naquela festa, me violentou. Não houve consentimento e eu estava bêbada demais para reagir”, lembra.
Amy conta que, depois daquela noite, o trauma foi tão grande que ela decidiu esconder o que havia acontecido. Quando o peso da situação começou a afetar seu casamento, ela decidiu contar ao marido, dois meses depois.
“Foi muito difícil para nós dois. Conversando com o capelão da base, entendemos que não deveríamos ficar calados. E, finalmente, resolvemos denunciar. A investigação durou cerca de dois anos. Lutamos de todas as formas que podíamos. Mas nada aconteceu”, diz ela.
Uma entre milhares
A história de Amy é apenas uma das milhares de denúncias recebidas todos os anos pelas Forças Armadas dos Estados Unidos: casos de homens e mulheres que afirmam ter sofrido abusos e agressões sexuais em bases militares do país.
Sua voz é uma das que chegaram ao Congresso americano para exigir que sejam tomadas medidas diante do que muitos veem como um “sistema falido” dentro do comando militar, para que seja feita justiça em casos como esse.
“É um problema antigo para o qual uma solução mais eficaz ainda não foi encontrada”, diz o coronel Don Christensen, que foi procurador-geral da Força Aérea, mas deixou o cargo para defender estas vítimas de abuso sexual.
“Há anos, nas Forças Armadas, os militares se preocupam mais em proteger os comandantes do que fazer justiça e condenar os possíveis agressores. Por isso, deixei meu posto e me aliei às vítimas”, diz ele, que é presidente da ONG Proteja Nossos Defensores (POD, na sigla em inglês).
Pentágono investiu milhões de dólares na luta contra o abuso sexual em suas bases, mas não teve resultados significativos
AFP via BBC Brasil
Um problema generalizado
Relatos de abuso sexual no Exército dos Estados Unidos têm aumentado ano a ano desde 2006.
De acordo com uma pesquisa anônima feita pelo Pentágono, cerca de 20 mil militares ou seus familiares afirmam ter sido vítimas de violência sexual a cada ano.
No entanto, a média de quem se atreve a relatar os abusos é muito pequena. Em 2020, só 7.816 denúncias de agressões sexuais foram registradas nas instalações militares do país, das quais 6.290 envolveram oficiais da ativa.
Andrew Morral, que há décadas estuda o assunto para a Rand Corporation (uma instituição que assessora o Pentágono), esse é um fenômeno amplamente difundido em quase todas as instalações militares do país.
“Há locais, porém, onde o risco é alto — e maior do que seria de se esperar em função das características das pessoas que vivem ali. Verificamos, por exemplo, que 34% dos casos de violência sexual contra mulheres ocorreram em apenas cinco bases do Exército”, diz ele.
Porém, de acordo com o especialista, as militares, as mulheres de militares e outras mulheres que atuam nas Forças Armadas não são as únicas vítimas dessa situação.
“Em quase todos os casos, o risco de ser agredido sexualmente está relacionado com a idade e a posição social da vítima. Desta maneira, além das mulheres, os membros mais jovens do serviço militar, os solteiros e as minorias sexuais correm alto risco.”
Nesse sentido, um dos últimos estudos realizados por Morral sugere que quase metade de todas as agressões sexuais em bases militares são cometidas contra pessoas que não se autodenominam heterossexuais. “Este grupo parece correr um risco particularmente elevado, já que representa apenas cerca de 12% da população militar. É contra ele que ocorrem 50% das agressões sexuais”, explica.
Segundo o especialista, isso sugere que, em grande parte, os abusos podem ser considerados “fatos relacionados a crimes de ódio”. “É o caso, por exemplo, das agressões sexuais contra homens, em que 50% dos casos parecem ter como objetivo humilhar ou causar algum dano moral.”
Muitos abusos sexuais nas Forças Armadas dos Estados Unidos parecem resultar de crimes de ódio
GETTY IMAGES via BBC Brasil
Causas e efeitos
Os especialistas que estudam este tipo de agressão sexual ainda não conseguiram compreender totalmente as suas causas. Segundo Morral, podem se tratar de questões relacionadas à disciplina e à boa ordem nas bases militares, ou até a fatores culturais.
“Uma das coisas que sabemos é que o risco de agressão sexual está intimamente ligado ao assédio sexual, que é algo muito mais comum e muito mais visível. Assim, em unidades onde as pessoas fazem muitos comentários sexuais entre si ou dizem coisas como ‘os meninos de lá não se comportam como homens’, são os ambientes em que vemos mais as agressões sexuais”, diz.
Uma pesquisa publicada em 2020 sugeriu que o consumo de álcool em bases militares era um fator importante: estava por trás de 62% dos ataques a mulheres.
Segundo Christensen, outra causa possível é que, na opinião dele, “há um problema cultural com a misoginia no Exército”. “Nas Forças Armadas, cerca de 80% são homens, e muitos deles não acreditam que as mulheres devam estar ali”, afirma.
Um relatório publicado em janeiro de 2021 indica que o número de agressões sexuais relatadas nas academias militares do país aumentou 50% desde 2016, causando espanto ao sugerir que é algo tão comum entre os futuros líderes militares, quanto entre os atuais.
Estudos realizados sobre o fenômeno sugerem que seu impacto pode ser negativo não só para as Forças Armadas, como também pode se tornar potencialmente um problema de segurança nacional em um país que gastou mais de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) na última década em ações de prevenção, programas de educação e recursos para vítimas de agressão sexual.
“Além do impacto psicológico que isso pode causar na vida dos militares ou das famílias que sofreram essas agressões, há também a repercussão nas próprias Forças Armadas como instituição”, diz Morral.
“Não é surpreendente que os oficiais estejam deixando as Forças Armadas mais cedo do que fariam normalmente. E, de acordo com nossos estudos, as Forças Armadas estão perdendo em média cerca de 8 mil pessoas por ano devido às agressões sexuais”, acrescenta.
Mulheres e minorias sexuais são as principais vítimas de abusos nas forças armadas americanas
AFP via BBC Brasil
Problemas para a Justiça
Apesar de ser um problema generalizado nas Forças Armadas, os mecanismos para levar justiça às vítimas são limitados. Apenas em 350 casos, de quase 8 mil denúncias apresentadas em 2020, os supostos abusadores eram acusados de algum crime.
De acordo com a POD, isso levou as vítimas — e os próprios oficiais — a perder a confiança na Justiça militar. “É um sistema arcaico que a maioria de nossos aliados têm abandonado há anos”, explica Christensen.
De acordo com ele, o sistema atual confere aos comandantes a possibilidade de um “processamento rápido” de casos de agressões sexuais.
“É o comandante militar, não um advogado, que decide como uma pessoa será acusada, se as acusações irão a julgamento e uma série de outras decisões que promotores e juízes tomam no sistema civil americano”, diz.
O poder dos comandantes chegou ao ponto de derrubar uma condenação do júri, embora, após os esforços de Christensen, o Congresso tenha removido essa autoridade deles em 2013. No entanto, ainda cabe aos comandantes da pessoa acusada de agressão sexual decidir se há provas para levá-la a um julgamento.
Esta não é a única barreira enfrentada por pessoas que são abusadas sexualmente em instalações militares nos Estados Unidos. Segundo o coronel, as vítimas também são frequentemente desencorajadas a informar ou denunciar os abusos, por medo de sofrer represálias ou retaliações.
“Os dados mostram que mais de 60% dos homens e mulheres que denunciam uma agressão sexual nas forças armadas podem enfrentar represálias. Essa retaliação costuma marcar o fim da carreira. Uma em cada três mulheres que denunciam agressões sexuais nas Forças Armadas são forçadas a abandonar a carreira um ano após a denúncia”, afirma Christensen.
Amy diz que aconteceu algo parecido com o marido dela, logo depois que ambos fizeram a denúncia.
“Eles não acreditaram em mim e tentaram me culpar pelo que aconteceu. E a carreira do meu marido foi destruída. Amávamos a vida militar e sonhávamos com coisas incríveis”, lamenta.
A história é diferente para os agressores, o que, na opinião de Christensen, pode contribuir para as bases do problema.
“Tradicionalmente, os comandantes não conseguem responsabilizar os superiores que assediam sexualmente os subordinados, e isso envia uma mensagem às pessoas de escalão inferior de que a agressão sexual realmente não é um grande problema”, diz ele.
“Portanto, quando um general assedia sexualmente um subordinado ou a esposa de um dos seus subordinados, muitas vezes é permitido que eles simplesmente se afastem. E isso passa uma mensagem ruim.”
Amy lembra que esse foi o caso do oficial que ela afirma tê-la agredido. “Sabemos que ele perdeu uma promoção, por isso deixou de ser o militar de maior patente e teve que se aposentar. Mesmo assim, ele deixou o Exército com honras”, lembra.
De acordo com pesquisa anônima do Pentágono, quase 20 mil militares ou seus familiares afirmam ser vítimas de violência sexual todos os anos
AFP via BBC Brasil
Em busca de respostas
Em 2020, a Casa Branca ordenou uma investigação sobre abusos sexuais nas Forças Armadas e, em 2021, o presidente Joe Biden criou uma comissão independente que deu 90 dias para propor mudanças.
No início de agosto de 2021, a comissão recomendou formalmente ao secretário de Defesa, Lloyd J. Austin, que as alegações de agressão sexual e assédio ficassem a cargo de promotores especiais fora da cadeia de comando do Exército. Austin deu sinal verde para a medida — um passo sem precedentes — e, na semana anterior, ela também foi aprovada por Biden.
Porém, apesar de contar com o apoio do Pentágono e da Casa Branca, caberá ao Congresso mudar a lei militar.
Durante anos, a senadora Kirsten Gillibrand, uma democrata de Nova York, tem defendido uma reforma que permitiria não apenas o julgamento de agressões sexuais fora da cadeia de comando militar, mas também de outros crimes graves internos. No entanto, a legislação enfrentou forte oposição no Parlamento.
O presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, Jack Reed, democrata de Rhode Island, e o maior aliado dele, James Inhofe, republicano de Oklahoma, têm bloqueado sistematicamente a possibilidade de o projeto ser discutido. Eles afirmam que a retirada do poder dos comandantes nesses casos prejudica a ordem e a disciplina militar nas bases.
“Há uma tremenda hesitação em fazer o oposto do que os chefes querem. Mas os dados mostram, ano após ano, que a liderança militar não está lidando com esse problema de forma adequada”, disse Christensen.
“Os militares passaram mais tempo lutando para manter os comandantes no controle do que lutando contra os abusos sexuais em suas fileiras. Enquanto isso, o número de ataques continua crescendo.”
Para vítimas de abuso como Amy, uma solução para esse problema é cada vez mais urgente.
“Eles me marcaram para sempre. Meu marido encerrou a carreira nas Forças Armadas e não sentimos que a Justiça esteve do nosso lado. Amava minha vida de esposa de militar e sentia que era uma grande honra que nossos filhos deveriam seguir. Mas, agora, acho que nem meu marido, nem eu, permitiríamos que nosso pequeno se aliste no Exército quando crescer. Não queremos que ele passe pelo que passamos.”

Fonte: G1 Mundo

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Grande incêndio florestal deixa oito desaparecidos na Califórnia


Pessoas desaparecidas já foram identificadas. Incêndio florestal Dixie é o terceiro maior da história da Califórnia e atinge o norte do estado. Bombeiro do Serviço Florestal dos EUA tenta retardar a propagação do Fogo Dixie, um incêndio florestal perto da cidade de Greenville, Califórnia, EUA, em 6 de agosto de 2021
REUTERS/Fred Greaves
A polícia identificou oito desaparecidos neste sábado (7) no enorme incêndio florestal Dixie no norte da Califórnia, o terceiro maior da história do estado americano, ainda que as condições climáticas estejam favoráveis aos bombeiros.
No início da semana, o Dixie Fire deixou a pequena e histórica cidade mineradora de Greenville carbonizada e em ruínas, mas nenhuma morte foi relatada.
No entanto, o gabinete do xerife do condado de Plumas, ao qual a cidade pertence, recebeu “relatos de oito indivíduos desaparecidos”, escreveu no Facebook. Também citou essas pessoas por nome e pediu à comunidade “qualquer ajuda que puderem fornecer” para encontrá-las.
O chefe do batalhão, Sergio Mora, observa as chamas na cidade de Greenville, na Califórnia, em 5 de agosto de 2021
Noah Berger/AP
Apesar das repetidas ordens de evacuação das autoridades, alguns residentes insistem em combater o incêndio por conta própria, pois não se sentem confortáveis em confiar sua proteção a estranhos.
As chamas do incêndio florestal Dixie consomem uma casa na Rodovia 89 ao sul de Greenville, na Califórnia, em 5 de agosto de 2021
Noah Berger/AP
As chamas do incêndio florestal Dixie consomem uma casa na Rodovia 89 ao sul de Greenville, na Califórnia, em 5 de agosto de 2021
Noah Berger/AP
O incêndio Dixie já devastou mais de 180 mil hectares em quatro condados, contra quase 176 mil no dia anterior, uma área maior do que a cidade de Los Angeles.
Este incêndio excedeu o alcance do grande Bootleg Fire no sul do Oregon.
Mas a área apresentou temperaturas mais amenas e ventos mais suaves durante a noite, dando uma folga aos bombeiros, já bastante cansados, disse a agência estatal Calfire. Essas condições devem continuar até domingo.
O fogo, agora 21% contido, também arrasou a pequena cidade de Canyondam, segundo o jornal “Los Angeles Times”.
O jornal também noticiou que moradores armados se recusaram a cumprir a ordem das autoridades locais de evacuar o local. Nesses casos, a polícia pede aos residentes os nomes dos parentes mais próximos, para avisá-los caso o incêndio acabe os matando.
Ironicamente, o movimento do Dixie Fire em direção ao nordeste diminuiu em parte porque ele alcançou o que o site CalFire chama de “cicatriz” de um incêndio anterior, o Moonlight Fire, de 2007.
Mais de 5 mil pessoas lutam atualmente contra o incêndio Dixie, que está expelindo enormes nuvens de fumaça que são facilmente visíveis do espaço.
O número de hectares queimados na Califórnia aumentou mais de 250% desde 2020, o pior ano de incêndios florestais na história moderna do estado.
Uma seca prolongada que, segundo os cientistas, é causada pela mudança climática, deixou grande parte do oeste dos Estados Unidos ressecado e vulnerável a incêndios altamente devastadores.

Fonte: G1 Mundo

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Milhares de argentinos vão às ruas protestar contra a falta de trabalho

‘Meu irmão não tem [emprego], meus vizinhos ficaram sem trabalho e muita gente que vemos que está mal de todas as formas”, disse um dos manifestantes. Milhares de argentinos saíram às ruas de Buenos Aires, capital do país, neste sábado (7) em protesto contra a falta de empregos e a pobreza. O país sofre com a crise econômica há anos, mas a situação foi agravada durante a pandemia da Covid-19.
Organizações de desempregados e grupos de esquerda encabeçaram o protesto que começou em uma igreja do oeste da capital argentina, para onde peregrinam anualmente milhares de pessoas para pedir por emprego no santuário de San Cayetano — patrono local do trabalho –, terminando na Praça de Maio, em frente à sede do governo.
“Venho pedir pelas pessoas que não têm trabalho: meu irmão não tem, meus vizinhos ficaram sem trabalho e muita gente que vemos que está mal de todas as formas”, disse Néstor Pluis, auxiliar escolar de 41 anos.
A Argentina busca crescer 7% em 2021 para deixar para trás uma recessão com inflação alta iniciada em 2018, que foi agravada pela quarentena decretada com a pandemia da Covid-19. A crise deixou 42% da população na pobreza, com uma taxa de desemprego de 10,2%.

Fonte: G1 Mundo