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Protestos na Tailândia pedem renúncia do governo; manifestantes criticam condução do país durante a pandemia

Manifestantes foram às ruas para criticar a situação do país durante a pandemia, com pouca vacina contra a Covid-19, desemprego e queda na renda. Segundo o projeto “Our World in Data”, apenas 6,1% da população da Tailândia foram completamente imunizados contra a Covid-19. Protestos na Tailândia pedem renúncia do governo
Milhares de manifestantes contrários ao governo da Tailândia entraram em confronto com a polícia neste sábado (7) ao reclamarem da maneira como o governo lidou com surtos da Covid-19 e seu impacto sobre a economia.
Cerca de uma centena de policiais bloquearam com contêineres uma estrada perto do Monumento à Vitória, na capital Bangkok, e usaram canhões de água, gás lacrimogêneo e tiros de borracha contra uma marcha na direção do prédio do governo, escritório do primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha.
“Gás lacrimogêneo e balas de borracha foram usados para controle da multidão. Nosso objetivo é manter a ordem”, disse a repórteres Krisana Pattanacharoen, porta-voz da polícia. Os manifestantes usaram bombas, pedras e bolas de gude, acrescentou ele.
Dezenas de manifestantes foram vistos sendo carregados em motos e ambulâncias.
“Queremos que Prayuth renuncie porque as pessoas não estão sendo vacinadas”, disse um manifestante de 23 anos, que forneceu apenas seu primeiro nome, Aom. “Não temos empregos e renda, portanto não temos escolha a não ser protestar.”
Segundo dados deste sábado do projeto “Our World in Data”, ligado à Universidade de Oxford, apenas 6,1% da população da Tailândia foram completamente imunizados contra a Covid-19. Além disso, 15,6% receberam apenas uma dose da vacina da Covid-19 e, portanto, estão parcialmente vacinados.

Fonte: G1 Mundo

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Atos contra passaporte sanitário reúnem milhares de pessoas na França


Documento terá de ser apresentado pelos residentes na França para entrar em locais fechados, como bares e restaurantes. Passaporte sanitário entra em vigor na próxima segunda-feira. Franceses criticam exigência de documento por ‘morte das liberdades individuais’. Protesto em Paris, capital da França, reúne manifestantes contra passaporte sanitário
STEPHANE DE SAKUTIN / AFP
Manifestantes saíram às ruas de mais de 150 cidades francesas neste sábado (7) para protestar contra o passaporte sanitário. É o quarto fim de semana consecutivo com os protestos. Os participantes querem que o governo recue na aplicação da medida que virou lei na semana passada.
Apesar da resistência de parte da população ao passaporte sanitário, ele entrará definitivamente em vigor na próxima segunda-feira (9). O documento será exigido para o acesso aos espaços fechados de bares e restaurantes, salas de espetáculos, eventos com grandes aglomerações e para o acompanhamento de pacientes a qualquer hospital ou centro de saúde.
Além disso, o mecanismo continuará sendo obrigatório para embarcar em aviões, trens e ônibus que fazem trajetos de longa distância.
“Não à ditadura sanitária!”, “Passaporte sanitário: morte das liberdades individuais!”, “A nova onda somos nós: contra o passaporte sanitário!”, gritaram os manifestantes nas principais cidades francesas, a maioria deles sem máscara, neste sábado. Em todo o país, a mobilização reuniu 237 mil pessoas, segundo balanço divulgado pelo Ministério do Interior da França.
31 de julho: Em Paris, manifestantes fazem protesto contra passe que atesta a vacinação
Em Paris, cerca de 17 mil pessoas participaram de quatro marchas que saíram de diferentes pontos da capital. As pessoas entoaram slogans contra o governo e presidente francês, Emmanuel Macron. Uma das passeatas foi convocada por Florian Philippot, líder do partido de extrema direita Patriotas, que fez um apelo pela “renúncia integral” de todo o Executivo.
Manifestações ocorreram em diversas cidades da França, inclusive em Paris, capital do país
STEPHANE DE SAKUTIN / AFP
Nesta quarta rodada de mobilizações, os participantes dos protestos contestam principalmente a aprovação do projeto de lei pelo Conselho Constitucional francês, na quinta-feira passada (5), que oficializou o passaporte sanitário como um dos principais mecanismos na luta contra a Covid-19 na França. A obrigatoriedade da vacina aos profissionais de saúde e aos trabalhadores que têm contato direto com populações mais frágeis, como os bombeiros, também incomoda os manifestantes. 
O perfil dos integrantes do movimento é variado. Os atos reúnem simpatizantes da extrema direita e da extrema esquerda, cidadãos que se posicionam contra a imposição do passaporte sanitário, mas também antivacinas, além de integrantes dos coletes amarelos. 
“Estou completamente vacinado já faz um mês. Não é a vacinação o problema, mas a privação das liberdades. Acho que podemos convencer o governo a fazer meia-volta. Seremos cada vez mais numerosos a partir de setembro, quando as pessoas voltarem das férias de verão. Acredito que o movimento vai engrossar quando tivermos as consequências concretas desta lei que nos priva de nossas liberdades, deste controle permanente em relação à crise sanitária”, afirmou um participante da mobilização de Paris, que não quis se identificar, à RFI.
47 mil manifestantes no sul
A região que mais conseguiu reunir manifestantes é o sul da França. No total, 47 mil pessoas saíram às ruas em Provença-Côte d’Azur, especialmente nas cidades de Toulon (19 mil), Nice (10 mil) e Marselha (ao menos 6 mil). Na região da Bretanha, noroeste da França, o movimento conseguiu reunir 14.745 manifestantes, 3 mil a mais que no último sábado (31).
Em Toulon, o fisioterapeuta Olivier Lacombe, de 37 anos, disse à AFP que não compreende a necessidade da imposição da vacinação aos profissionais de saúde, alegando que “a doença atinge principalmente as pessoas idosas ou vulneráveis”. “A vacina tem que ser uma ferramenta entre outras. É preciso deixar que as pessoas sejam livres para escolher”, diz.
Em Marselha, o tom do discurso dos manifestantes foi mais austero. “Não estou vacinada e não quero me vacinar. Se querem me obrigar a fazê-lo, e podem até dizer que eu vou perder meu trabalho, mas continuarei firme”, explicou a secretária de direção do setor social Céline Polo, à AFP. “Não posso aceitar que pessoas que não conhecem a minha saúde decidam por mim”, reiterou. 
Apelo para a vacinação
Os protestos ocorrem um dia depois de Macron ter feito um novo apelo para que a população se vacine. O presidente investe na comunicação pelas redes sociais para tentar convencer os cidadãos a se imunizarem. Em toda a França, 54,6% da população estão completamente vacinados e pouco mais de 65% receberam ao menos uma dose do imunizante. 
A França enfrenta atualmente a quarta onda da Covid-19 e registra um aumento das contaminações e hospitalizações devido à rápida propagação da variante Delta. Dados divulgados na sexta-feira passada (6) apontam que, em um período 24 horas, 862 pessoas deram entrada em hospitais franceses e 60 morreram. Quase 90% dos pacientes nas UTIs do país não estão vacinados.

Fonte: G1 Mundo

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Veja momentos em que conflitos internos em países participantes deram as caras nas Olimpíadas de Tóquio


Jogos tiveram momentos tristes, como a desistência de judocas árabes-muçulmanos que enfrentariam um atleta de Israel e o caso da velocista que fugiu com medo de perseguição em Belarus. Porém, encontro pacífico entre os times de basquete de Estados Unidos e Irã deram um tom de esperança e respeito à Trégua Olímpica. Forças de segurança em frente aos anéis olímpicos no Estádio Nacional Yoyogi em Tóquio neste sábado (7)
Siphiwe Sibeko/Reuters
Com mais de 200 delegações, não surpreende que conflitos externos e internos envolvendo os países participantes se manifestem de alguma forma nos Jogos Olímpicos.
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O evento, que termina neste domingo (8), mostrou o lado triste dessa influência externa, como a desistência dos atletas muçulmanos em enfrentar um judoca israelense e a fuga da velocista Tsimanouskaya por medo de perseguição. Mas houve também a partida pacífica e cordial entre os times de basquete de Estados Unidos e Irã, países inimigos.
Veja abaixo momentos em que os conflitos no mundo foram retratados nos Jogos Olímpicos
Judocas se recusam a enfrentar israelense
Tohar Butbul, judoca de Israel, senta no tatame após derrota nas quartas dos Jogos Olímpicos de Tóquio para a categoria masculina até 73kg em 26 de julho
Sergio Perez/Reuters
O judoca Tohar Butbul, de Israel, viu dois rivais desistirem de lutar contra ele antes mesmo de iniciar a competição masculina para atletas de até 73 kg.
MAIS: O campeão olímpico israelense que não pode se casar por não ser judeu
O primeiro foi o argelino Fetih Nourine, que se retirou da competição ao saber do possível cruzamento da chave com o judoca israelense. O judoca desistente alegou que não enfrentaria um atleta de Israel em “respeito à causa palestina”. Ele já havia feito isso em 2019, contra o mesmo Tohar Butbul.
O exército de Israel e grupos palestinos como a milícia Hamas voltaram a se enfrentar neste ano, com conflitos graves na Faixa de Gaza que deixaram mais de 200 mortos, na pior série de confrontos na região desde 2014.
A desistência rendeu ao argelino Nourine uma suspensão pela Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês).
Com isso, o sudanês Mohamed Abdalrasool, adversário de Nourine na primeira luta, passaria diretamente para a fase seguinte e, portanto, avançou direto para enfrentar o atleta israelense. Porém, mais uma vez, houve desistência.
Tohar Butbul, judoca israelense, em foto de arquivo
Reuters
Oficialmente, Abdalrasool não citou motivos políticos, mas dirigentes se convenceram de que o judoca do Sudão também desistiu ao saber que teria um confronto contra um representante de Israel.
Sudão e Argélia, ambos na África, são países de maioria árabe-muçulmana. No caso do Sudão, o país iniciou em 2020 uma normalização das relações com Israel, em um movimento que teve apoio do governo dos Estados Unidos. A Argélia, por sua vez, segue sem reconhecer a existência de um estado israelense.
O judoca israelense seguiu em frente na disputa, mas acabou caindo nas quartas de final e na repescagem. Dias depois, na competição do judô por equipes, levou uma medalha de bronze junto com outros atletas de Israel.
Torcedores de Hong Kong vaiam hino chinês
Shopping de Hong Kong lotado nesta sexta-feira (30) durante transmissão da natação nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Tyrone Siu/Reuters
Centenas de torcedores assistiam a um shopping a vitória do atleta de Hong Kong na esgrima. O território participa das Olimpíadas separadamente da China, mas, durante as cerimônias de entrega da medalha de ouro, toca o hino chinês.
Uma sonora vaia acompanhada de gritos pró-independência de Hong Kong tomou a torcida local na hora em que o hino foi executado, o que foi transmitido pela televisão e viralizou nas redes sociais.
Os torcedores também cantaram “Somos Hong Kong”, uma canção comumente cantada pelos torcedores de futebol da cidade em cantonês — idioma majoritário no território e em outras partes do sul da China. Em Pequim, sede do poder chinês, fala-se o mandarim.
Por causa disso, a polícia de Hong Kong iniciou uma investigação com base na nova lei de segurança. No ano passado, as autoridades pró-Pequim promulgaram novas leis no ano passado proibindo qualquer insulto ao hino nacional e à bandeira chinesa.
O caso Krystsina Tsimanouskaya
4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país
Krystsina Tsimanouskaya viajou a Tóquio sonhando competir nos 100m e 200m rasos. Participou das eliminatórias da prova mais rápida do atletismo olímpico. Mas a velocista de Belarus se viu em um pesadelo nos dias seguintes: dirigentes a colocaram em um carro rumo ao aeroporto para que voltasse imediatamente ao país de origem. Saiba tudo sobre o caso no VÍDEO acima.
No aeroporto, a atleta se recusou a embarcar no avião. Disse que temia ser punida no autoritário regime de Alexander Lukashenko e pediu proteção à polícia japonesa. Então, procurou ajuda na Embaixada da Polônia, país que deu a ela um visto humanitário, e enfim viajou ao país onde deve ficar abrigada por um tempo indeterminado.
LINHA DO TEMPO do caso Tsimanouskaya
Isso tudo aconteceu porque, dias antes, Tsimanouskaya fez postagens nas redes sociais criticando a escalação da atleta para o revezamento 4x400m, prova para a qual ela não estava inscrita inicialmente. Segundo a velocista, duas corredoras bielorrussas não passaram pelos testes antidoping e não puderam competir.
Krystsina Tsimanouskaya é escoltada por policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021
Issei Kato/Reuters
As declarações irritaram os dirigentes de Belarus, que tentaram forçar o retorno da atleta alegando que ela passava por problemas de saúde mental. A justificativa não convenceu o COI, que abriu investigação.
Ao fim, um técnico e um dirigente bielorrussos tiveram as credenciais cassadas e foram expulsos da Vila Olímpica. Ainda não está claro se haverá mais punição ao Comitê Olímpico Bielorrusso, mas o COI já adiantou que as investigações continuam.
Ginastas do Azerbaijão usam preto por luto
Equipe do Azerbaijão de ginástica rítmica se apresenta nas Olimpíadas de Tóquio usando uniformes pretos neste sábado (7)
Lindsey Wasson/Reuters
As atletas da ginástica rítmica do Azerbaijão se apresentaram com um collant todo preto como sinal de luto pelas vítimas azeris nos recentes conflitos com a Armênia.
Os dois países do Cáucaso disputam o controle da região de Nagorno-Karabakh, também chamada de Artsakh, e os conflitos voltaram a se intensificar em setembro do ano passado. Estimativas apontam que mais de 2 mil pessoas morreram nos combates no segundo semestre de 2020. Embora as duas partes tenham chegado a um acordo, alguns enfrentamentos continuam.
O Azerbaijão tenta retomar o controle de Nagorno-Karabakh, que formalmente fica em território azeri, enquanto a Armênia quer manter o status autônomo da área acordado desde a década de 1990 pelos países do Grupo de Minsk: Rússia, Estados Unidos e França.
De um lado, armênios argumentam que são a maioria étnica e, por autodeterminação dos povos, têm direito ao controle de Nagorno-Karabakh. Do outro, os azeris entendem que também têm aquela região como parte do território histórico do Azerbaijão.
EUA x Irã fazem jogo pacífico no basquete
O iraniano Mohammad Jamshidijafarabadi caminha ao lado do americano Javale McGee ao fim da partida entre EUA e Irã no basquete masculino das Olimpíadas de Tóquio, em 28 de julho
Charlie Neibergall/AP Photo
Havia uma expectativa muito grande para o jogo de basquete entre as seleções de Estados Unidos e Irã na primeira fase do basquete masculino.
Os dois países, inimigos políticos desde 1979, vêm trocando hostilidades sobretudo após a saída dos EUA do pacto nuclear com o governo iraniano. Mais recentemente, novas sanções e operações militares americanas contra milícias pró-Irã no Oriente Médio pioraram o clima entre Washington e Teerã.
O que se viu em quadra, porém, foi uma partida pacífica e com trocas de sorrisos entre os jogadores. Técnicos e jogadores trocaram cumprimentos cordiais antes e depois da partida, sem que houvesse manifestações políticas.
“Acho que as pessoas e países diferentes, geralmente, se dão muito melhor do que seus governos”, disse o técnico dos EUA, Gregg Popovich.
“Estamos aqui apenas para jogar basquete”, afirmou o jogador iraniano Hamed Haddadi.
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Fonte: G1 Mundo

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Flórida vive surto de novos casos da Covid-19


Nos EUA, governador da Flórida se recusa a incentivar o uso de máscara. Tomar as duas doses da vacina contra a Covid-19, usar máscara de qualidade (como PFF2/N95), evitar locais mal ventilados e manter o distanciamento social são algumas das medidas recomendadas por autoridades para combater a doença. Flórida vive surto de novos casos da Covid-19
O estado da Flórida, nos Estados Unidos, vive um surto de novos casos da Covid-19. Foram 46 mil novos diagnósticos apenas nesta sexta-feira (6), segundo o jornal “The New York Times”. A Flórida é o epicentro da Covid-19 nos EUA e vive o pior momento desde o início da pandemia, com altos números de novos casos e também de internações.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, se recusa a criar medidas para estimular o uso de máscara. Nesta sexta, ele chegou até a assinar um documento em que proíbe escolas de determinarem o uso de máscara para alunos e professores.
Ron DeSantis é do Partido Republicano e tem criticado a condução do presidente americano, Joe Biden, do Partido Democrata, durante a pandemia.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, em foto de 8 de abril de 2021
Joe Raedle/Getty Images North America/AFP
As internações pela Covid-19 na Flórida atingem até crianças. A vacina contra a Covid-19, porém, só está liberada nos EUA para quem tem mais de 12 anos. Isso reforça a importância do uso da máscara.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês), todos os 50 estados dos EUA registram uma alta de novos casos da Covid-19 atualmente.
Nos últimos dias, a média diária de vacinação também subiu. Metade da população já tomou todas as doses necessárias da vacina. A previsão da Casa Branca era isso acontecesse até 4 de julho, mas essa meta foi atingida com um pouco de atraso.
Empresas e universidades estão cobrando que seus funcionários e alunos estejam vacinados. Servidores públicos também devem ser obrigados a se vacinar. A variante Delta, que é mais transmissível, tem causado grandes preocupações.
Medidas contra a Covid-19
Uma das principais formas de contaminação pelo novo coronavírus é a transmissão aérea. Por isso, algumas medidas são necessárias para evitar o risco de inalar pequenas partículas que estão no ar.
As autoridades de saúde recomendam:
Usar máscaras de qualidade e bem ajustadas ao rosto (como as do modelo PFF2/N95)
Evitar lugares fechados ou pouco ventilados
Fazer o distanciamento social
Tomar as duas doses da vacina contra a Covid-19

Fonte: G1 Mundo

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Sede da final do futebol nas Olimpíadas, Yokohama foi um dos primeiros focos da Covid-19 com o caso do navio Diamond Princess


Embarcação de cruzeiro ficou quase um mês de quarentena na cidade portuária em fevereiro de 2020. Em um momento de muitas dúvidas sobre o coronavírus, surto no navio trouxe importantes lições sobre o comportamento da doença. Mulher de máscara no Japão em frente ao cruzeiro Diamond Princess, em 21 de fevereiro de 2020
Philip Fong / AFP
A cidade de Yokohama, na grande Tóquio, recebe neste sábado (7) a final entre Brasil e Espanha pelo futebol masculino dos Jogos Olímpicos. Para os brasileiros, o estádio guarda boas lembranças: foi lá onde a seleção brasileira conquistou o pentacampeonato na Copa do Mundo de 2002.
Fora do esporte, Yokohama também marcou por mostrar ao mundo um dos primeiros episódios preocupantes da pandemia de Covid-19: o surto no navio Diamond Princess, que deixou mais de 3 mil pessoas em quarentena. Foram 712 casos de coronavírus e 13 mortes.
Novo coronavírus nos EUA: passageiros e tripulantes de cruzeiro deixam navio nesta segunda
O navio de cruzeiro foi colocado em quarentena em 4 de fevereiro — mais de um mês antes de a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar pandemia. A embarcação de passageiros havia passado pela China, o primeiro epicentro da Covid-19.
Naquele momento, o Japão tinha apenas 20 casos confirmados de coronavírus e havia barrado a entrada de pessoas que tivessem passado pela China nos 14 dias anteriores ao desembarque. Esses primeiros casos não eram relacionados ao navio Diamond Princess.
Quando as suspeitas da doença começaram, as autoridades japonesas correram para impedir que os passageiros e tripulantes desembarcassem. Então, o navio ficou parado no porto de Yokohama, o principal do Japão.
Passageiras do Diamond Princess, o cruzeiro em quarentena no Japão, acenam para os fotógrafos, em 16 de janeiro de 2020
Athtit Perawongmetha/Reuters
Navio Diamond Princess está atracado em Yokohama, no Japão, com infectados pelo novo coronavírus em quarentena
Kim Kyung-Hoon/Reuters
No começo, os casos não passavam de 10, e acreditava-se que o surto seria controlado com a manutenção dos infectados em quarentena dentro do próprio navio. No entanto, o coronavírus se espalhou e afetou centenas de pessoas — matando inclusive alguns dos infectados.
Somente em 1º de março de 2020, todos os passageiros e tripulantes do Diamond Princess puderam deixar o navio, que ainda ficou um tempo no porto de Yokohama por questões de segurança.
Menos de um mês depois, as Olimpíadas de Tóquio — programadas para julho de 2020 — acabaram adiadas em um ano justamente por causa do agravamento da pandemia. Com a crise sanitária persistindo no Japão, a maioria das competições ocorre sem público. Além do futebol, Yokohama recebeu o beisebol e o softbol.
Navio cruzeiro Diamond Princess
Guilherme Pinheiro/ G1
Aprendizados sobre o vírus
O lamentável surto de Covid-19 no Diamond Princess trouxe alguns aprendizados sobre o comportamento do coronavírus SARS-CoV-2 em um momento em que a nova doença trazia mais perguntas do que respostas. Veja algumas das lições:
Transmissão pelo ar — Embora muitas das autoridades tenham demorado a admitir, o rápido espalhamento do coronavírus deu pistas de que ele pudesse ser transmitido pelo ar, e não apenas por contato direto ou por gotas de espirros ou tosses. Isso acabaria demonstrando a importância da boa ventilação dos ambientes e do uso de filtros em caso de locais confinados.
Transmissão por assintomáticos e pré-sintomáticos — O fato de o surto se espalhar mesmo com os ocupantes infectados isolados deu indícios de que o vírus podia ser transmitido por pessoas que não estivessem apresentando sintomas.
O comportamento da doença — Pacientes demonstraram sintomas em um “arco” diferente da gripe, que geralmente ataca já com sintomas mais fortes. No caso da Covid, a progressão é mais lenta, e casos podem se agravar por volta do 7º dia da doença.
Letalidade da Covid-19 — O navio era um ambiente de grande testagem e controle por ser um ambiente fechado, uma quarentena verdadeira. Assim, foi possível estimar uma letalidade em torno de 1% ou 2% dos casos. Embora os percentuais pareçam baixos, ao extrapolar para milhões de infectados torna-se um número inaceitável — como acabou se provando com o passar do tempo.
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Fonte: G1 Mundo

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Você viu? Bolsonaro no inquérito das fake news, volta da CPI, Tandara suspensa das Olimpíadas e ouro de Ana Marcela


Uma seleção de reportagens publicadas no G1 com as notícias de 2 a 6 de agosto. Os ataques e ameaças de Bolsonaro à Constituição após ter seu nome incluído no inquérito do STF que investiga fake news. O depoimento do reverendo que negociou vacinas pelo governo na volta da CPI da Covid. Brasileiros no pódio das Olímpiadas de Tóquio e as comemorações das famílias pelo Brasil. A suspeita de doping no time de vôlei feminino.
Bolsonaro X STF
Atendendo a um pedido feito pelo TSE, que solicitou investigação sobre os constantes ataques às urnas eletrônicas promovidos por Jair Bolsonaro, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a inclusão do presidente no inquérito das fake news. Os 11 possíveis crimes que teriam sido cometidos por Bolsonaro, segundo a decisão de Moraes, incluem calúnia, difamação, injúria e incitação ao crime. Bolsonaro é defensor do voto impresso, que já foi julgado inconstitucional pelo STF, e promove constantes ataques ao sistema eleitoral do país.
Moraes inclui Bolsonaro como investigado no inquérito das fake news por ataques ao sistema eleitoral
Bolsonaro, então, intensificou seus ataques à Suprema Corte e ameaçou agir fora da Constituição. Em resposta, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, cancelou a reunião que haveria entre os chefes de poderes. “Quando se atinge um dos integrantes, se atinge a Corte por inteiro”, disse Fux.
Veja como votou cada deputado na Comissão Especial da Câmara que rejeitou PEC do voto impresso
OCTAVIO GUEDES: Por que o voto impresso será a alegria da milícia
CPI da Covid
Após recesso, a CPI da Covid voltou ouvindo o reverendo Amilton Gomes, considerado peça-chave na apuração sobre as supostas negociações irregulares do governo para compra de vacinas. Seu depoimento foi considerado confuso e teve momentos constrangedores: ele chorou ao dizer que a instituição que comanda tinha “interesse humanitário” na negociação. O reverendo, que falou de si na 3ª pessoa (e foi ironizado por isso), afirmou não conhecer “ninguém do governo federal”, embora tenha participado de tratativas para uma suposta venda de 400 milhões de doses da AstraZeneca.
VÍDEO: ‘Tenho culpa, sim, e peço desculpa ao Brasil’, diz Reverendo Amilton ao se emocionar na CPI
Quem também depôs foi o empresário e ex-deputado Airton Soligo, que virou alvo da CPI por ter atuado por 2 meses no Ministério da Saúde sem nenhuma função oficial. Conhecido como Airton Cascavel, ele disse à comissão ter atuado como “colaborador eventual” e negou ter obtido qualquer “vantagem pessoal”.
Outro depoente da semana foi um ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, o tenente-coronel da reserva Marcelo Blanco. O militar entrou na mira da comissão porque esteve no jantar em que houve o suposto pedido de propina de US$ 1 por dose na negociação de vacinas da AstraZeneca. Em 7 horas de sessão, Blanco negou ter pedido dinheiro por fora na transação de imunizantes e disse que, na verdade, a sua intenção ao entrar em contato com intermediários era tratar com o mercado privado — mas não convenceu os senadores.
Diário de Tóquio
🏊‍♀️ Ana Marcela só trouxe alegrias ao Brasil ao conquistar o ouro na maratona aquática. A comemoração da namorada é que assustou um pouco a vizinhança. “Com a gritaria, os vizinhos chamaram a polícia”, contou Maria Clara. Perdoada, né?
⛵ Em Niterói, moradores brincaram nas redes sociais pedindo feriado após o ouro da dupla Martine Grael e Kahena Kunze na vela. É que Martine é sobrinha do prefeito, Axel Grael.
🥊 O pódio ainda não aconteceu, mas Beatriz Ferreira já garantiu um lugarzinho nele pelo menos com o bronze (no boxe, não há disputa pelo terceiro lugar). Mas, claro, o objetivo é o ouro. “Estou me sentindo muito orgulhoso por ela. Nosso objetivo é ir atrás da dourada”, disse o pai, Raimundo Ferreira.
🛹 Missão cumprida após longa caminhada, como definiu o pai de Pedro Barros após prata do filho no skate street. 🏊‍♀️ Bruno Fratus conquistou o bronze na natação, mas um feito tão dourado quanto o ouro foi fazer o mundo todo suspirar ao celebrar com um beijo na mulher, que também é sua técnica.
Impulsionado por “Chamo teu vulgo malvadão”, um dos seus hits favoritos, Alison Santos levou o bronze no atletismo. Não deu pódio para Darlan Romani no arremesso de peso, mas ele conquistou o coração dos brasileiros com carisma, sensibilidade e força de vontade. Comparado ao personagem de desenho “Sr. Incrível”, o atleta fazia um sinal sempre que disputava alguma prova (era um combinado com a filha de 6 anos). E antes de chegar a Tóquio, superou a Covid e treinou em um terreno baldio. Missão cumprida, Darlan!
🏐 A seleção masculina de vôlei perdeu para os donos da casa na tentativa de chegar à final. ⚽ Mas os meninos do futebol garantiram lugar na final após vencer o Egito nos pênaltis.
“Aqui não, Coreia do Sul”, como diria o narrador Luís Roberto, que imortalizou o bordão nessas Olimpíadas. A classificação para a final veio horas após uma notícia que abalou todos: Tandara Caixeta foi suspensa por “potencial violação da regra antidopagem”. No vídeo abaixo, entenda o que é a ostarina, substância encontrada no exame da atleta:
Ostarina: o que é a substância encontrada no teste antidoping de Tandara
‘Cachorrada’ nas Olimpíadas
Nas redes sociais, a pergunta que fica é: seria a vila olímpica o lugar com a maior concentração de desejo no planeta? Isso porque atletas que foram a Tóquio querendo “cachorrada” surpreendeu. Eles postam vídeos babando em colegas e adversários; deixam claro as orientações sexuais de cada um do time e se divertem com maneiras criativas de extravasar os desejos. Assista ao vídeo abaixo:
Atletas olímpicos enchem TikTok com vídeos de paquera
Medalha em dia e o tricô também
Tom Daley, britânico que conquistou ouro nos saltos ornamentais em Tóquio, cumpriu o dever com seu país e ainda deixou a avó orgulhosa, como brincaram internautas nas redes sociais. É que ele tricotou um casaco inteiro enquanto não estava competindo e assistia as apresentações de seus colegas de equipe da arquibancada. Daley também é conhecido pelo seu ativismo LGBTQIA+ e foi eleito “o homem mais sexy do mundo” pela revista Attitude por dois anos consecutivos (2013 e 2014).
O atleta britânico Tom Daley, do salto ornamental, mostra cardigã que tricotou no Centro Aquático de Tóquio, durante os Jogos Olímpicos
Montagem G1 com fotos do Instagram
Covid e a variante delta
A variante delta já é responsável por quase a metade dos casos de Covid no Município do Rio, segundo o secretário de saúde do Rio, Daniel Soranz. Um estudo divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde do RJ (SES-RJ) detectou que 45% das amostras de pacientes cariocas tinham a cepa delta. O alerta fez o prefeito Eduardo Paes se desculpar sobre declarações acerca dos planos de reabertura da cidade, anunciado nesta semana. “Não tem liberou geral, desculpa se passei essa impressão”, disse Paes.
Por falar em Rio… A prefeitura anunciou que planeja espalhar 13 palcos pela cidade, três deles em Copacabana, no próximo réveillon.
E por falar em variante delta… A cepa que ameaça o fim da pandemia foi tema de “O Assunto”. Ouça:
Homenagem merecida
“Representatividade não só para a ciência, mas para padrões que a gente conhece”. A frase é de Jaqueline Góes, cientista que fez parte da equipe responsável pelo sequenciamento genético do novo coronavírus dos primeiros casos de Covid-19 na América Latina. É que ela foi homenageada com uma versão sua da boneca Barbie.
‘Representatividade não só para a ciência’, diz biomédica homenageada com uma Barbie
Caso Sérgio Hondjakoff
Nas palavras do próprio Sérgio Hondjakoff, ele está (e sempre esteve) seguro, são e salvo com a família, em Resende (RJ). “To curtindo aqui com a minha mãe e espero ver vocês em breve, nas telinhas e nos telões”, disse o Cabeção de “Malhação”, em vídeo feito por ele para, nas suas palavras, “desmentir um boato”. Pouco antes, o nome do ator e dados corretos sobre sua filiação apareceram no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil sobre uma clínica de reabilitação que mantinha pacientes em cárcere privado, em Pindamonhangaba (SP). A informação confirmada pela polícia é que ele era um dos 46 internos do local encontrados nessas condições.
Sergio Hondjakoff nega que estava em cárcere privado em clínica de reabilitação
À polícia, os pacientes contaram que eram obrigados a assinar termos em que diziam estar no local por vontade própria. Eles disseram também que tinham as ligações com a família restritas e monitoradas pelos responsáveis do estabelecimento. Entenda o caso.
AGU
Bruno Bianco será o novo advogado Geral da União (AGU). Ele ocupa ocupará o lugar de André Mendonça, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Bianco foi secretário especial da Previdência Social e do Trabalho no Ministério da Economia e virou secretário-executivo do novo Ministério do Trabalho, recriado nos últimos dias pelo governo. O anúncio foi feito pelo presidente em redes sociais.
Bruno Bianco terá a responsabilidade de defender Bolsonaro em três inquéritos no STF
Adiós, Barcelona
“Obstáculos econômicos e estruturais”. Essa foi a justificativa apresentada em nota pelo Barcelona para não renovar o contrato com o argentino Lionel Messi. Antes, o jogador chegou a aceitar redução salarial para renovar com o time por mais 5 temporadas, mas o acordo não foi fechado. Entre os interessados no craque, estão o Manchester City, da Inglaterra, e o Paris Saint-Germain, da França.
‘Fala covarde’
“Em uma fala covarde hoje durante a tarde, ele atacou quem não está mais aqui conosco, não dando o direito de resposta ao meu pai”. Quem disse isso foi Tomás Covas, filho de Bruno Covas, prefeito de São Paulo que morreu no exercício do caso, em maio. Tomás se referia à fala de Bolsonaro sobre seu pai: “O outro, que morreu, fecha São Paulo e vai assistir a Palmeiras e Santos no Maracanã”. Em janeiro, o então prefeito de São Paulo foi ao Rio de Janeiro assistir à final da Libertadores entre Santos e Palmeiras no Maracanã com Tomás. A fala de Bolsonaro também condenada por políticos de diversos partidos.
Tomás Covas: ‘Isso é amor. Bolsonaro nunca entenderia esse sentimento’
Meninos desaparecidos em Belford Roxo
A ossada encontrada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, não é de nenhum dos três meninos desaparecidos na região em dezembro do ano passado. O resultado do laudo apontou que o material achado é de algum animal. Lucas Matheus, Alexandre e Fernando Henrique foram vistos pela última vez quando saíram para brincar. Uma das principais hipóteses da investigação é que as crianças tenham sido vítimas de traficantes da região; entenda.
Ossos encontrados em Belford Roxo não são de meninos desaparecidos
Boi wagy
O Japão é o principal produtor da carne mais cara do mundo: o wagyu, que, por lá, chega a custar, em média, US$ 1.000 o quilo. Uma das variedades mais famosa do wagyu é o Kobe Beef, mas, para garantir a autenticidade dela, o gado precisa nascer e crescer na província de Hyogo. O boi japonês também ficou famoso por conta das “mordomias” que recebia antigamente, como beber cerveja e receber massagem.
Conheça o boi wagyu, que tem a carne mais cara do mundo
Dinossauros gaúchos
O Guinness World Records reconheceu que os dinossauros mais antigos do mundo podem ter habitado o Rio Grande do Sul. De acordo com a publicação, embora não seja possível precisar a idade exata de fósseis de animais que viveram há milhões de anos, as rochas onde eles foram encontrados são.
VÍDEO: Livro dos recordes reconhece que dinossauros mais antigos foram achados no RS
Enquanto isso, na Sibéria… O corpo de uma filhote de leão-das-cavernas de cerca de 28 mil anos foi encontrado mumificado, mas em ótimo estado para ser estudado na região da Rússia. O corpo de cerca de 28 mil anos foi encontrado mumificado, mas em ótimo estado para ser estudado na Sibéria, uma região da Rússia.
Imagem de Sparta, a filhote de leão-das-cavernas de 28 mil anos que foi encontrada na Sibéria
Reprodução/@Centre for Palaeogenetics
‘Devo, não nego…’
“Pagarei assim que puder”, disse Paulo Guedes, ministro da economia, sobre precatórios.
Precatórios são dívidas da União decorrentes de decisões judiciais definitivas, ou seja, que não são mais passíveis de recursos. O governo vai apresentar a PEC para ampliar a possibilidade de parcelamento desses créditos que pessoas físicas e jurídicas têm a receber do governo federal.
Privatização dos Correios
Uma das prioridades do Ministério da Economia, o texto que abre caminho para a privatização dos Correios foi aprovado na Câmara dos Deputados. Agora, o projeto seguirá para análise dos senadores. Entenda a proposta.
Crueldade
A criança de 7 anos que foi assassinada pela mãe, segundo a polícia, em Imbé (RS), era obrigada a copiar frases como “eu sou um idiota”, “não mereço a mamãe que eu tenho”, “eu sou ladrão, “eu sou ruim” e “eu sou um filho horrível” em um caderno. Miguel dos Santos Rodrigues vivia com a mãe, Yasmin Rodrigues, e a companheira dela, Bruna Nathieli Porto da Rosa. As duas foram presas.
Polícia divulga imagens de conversa entre madrasta e menino morto pela mãe em Imbé
Em Valinhos (SP), o adolescente que matou o próprio pai a tiros em casa afirmou à Polícia Civil que agiu em legítima defesa. O pai, um empresário de 42 anos, andava armado na residência e era violento com o filho e a mulher.
VÍDEO: Adolescente mata o pai em condomínio de luxo em Valinhos, SP; entenda
‘A internet está doente’
Após a morte do filho de 16 anos, a cantora Walkyria Santos, ex-vocalista da banda Magníficos, gravou um vídeo para alertar dos perigos das redes sociais. Ela lamentou o “ódio destilado na internet” e disse que precisava deixar um sinal de alerta para outras famílias.
“Ele postou um vídeo no TikTok, uma brincadeira de adolescente com os amigos, e achou que as pessoas iriam achar engraçado, mas as pessoas não acharam. […] Meu filho acabou tirando a vida. Eu estou desolada, eu estou acabada, eu estou sem chão.”
Após morte do filho, cantora Walkyria faz alerta: ‘Vigiem. A internet está doente’
Repercutindo o caso, a ex-BBB Lumena, que é psicóloga, gravou um vídeo sobre “o que aprendeu com o cancelamento”. Ela relatou ter tido crises de ansiedade e perda de memória.

Fonte: G1 Mundo

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Policial é ‘nocauteado’ após inalar droga acidentalmente durante apreensão nos EUA; assista

Agente do condado de San Diego, na Califórnia, ficou desacordado por alguns minutos após ter sido exposto a uma alta concentração do opioide fentanil e precisou ser levado para o hospital. VÍDEO: Policial é ‘nocauteado’ após inalar droga acidentalmente durante apreensão nos EUA
Um policial da Califórnia, nos Estados Unidos, foi “nocauteado” após inalar acidentalmente o opioide fentanil durante uma apreensão de drogas na semana passada.
As imagens da ação foram divulgadas nesta quinta-feira (5) pela polícia do condado de San Diego para alertar para os riscos do consumo desta substância (veja no vídeo acima).
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David Faiivae ficou desacordado por alguns minutos e precisou ser levado para o hospital. Ele estava acompanhado de outro policial, Scott Crane, quem prestou primeiros socorros.
“Eu não acho que as pessoas sabem quão perigosa e mortal essa droga realmente é”, disse Faiivae em um vídeo após deixar o hospital.
Normalmente usado como anestésico, o fentanil é um opioide sintético que é 50 vezes mais potente que a heroína e que, em muitos casos, é consumido misturado com outras drogas.
No vídeo gravado pela câmera presa no uniforme do agente Crane, é possível ver que Faiivae chega a recuperar a consciência após receber um antídoto, mas continuou com dificuldades para respirar.
“Os bombeiros chegaram, colocaram ele em uma maca, e ele voltou a ter uma reação típica de overdose”, afirmou Crane. “E foi assim até o hospital.”
O policial disse que o fentanil é um “assassino invisível” e que Faiivae poderia ter morrido se estivesse sozinho.

Fonte: G1 Mundo

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Tribunal eleitoral da Nicarágua inabilita principal partido opositor a Daniel Ortega


Na véspera, a candidata à vice do Cidadãos pela Liberdade foi presa sob a acusação de terrorismo. Ela se tornou a oitava adversária presa e impossibilitada de concorrer às eleições de novembro. Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, em foto no dia da Independência do país, 15 de setembro
Presidência da Nicarágua/Cesar Perez/Handout via Reuters
O tribunal eleitoral da Nicarágua inabilitou nesta sexta-feira (6) o partido Cidadãos pela Liberdade (CxL, de direita) que liderava uma aliança da oposição contra a reeleição do presidente Daniel Ortega nas eleições de 7 de novembro.
A decisão do Conselho Supremo Eleitoral (CSE), divulgada em meios oficiais, anulou a pessoa jurídica do partido político, o impossibilitando de concorrer.
Na véspera, a candidata à vice do CxL, a ex-miss Berenice Quezada, foi presa sob a acusação de terrorismo e foi considerada inabilitada para concorrer às eleições.
Ela se tornou a oitava adversária presa e impossibilitada de concorrer às eleições de novembro.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Para barrar Covid, Alemanha quer impor restrições a não vacinados mesmo com teste negativo


O governo de Berlim teme uma nova onda de coronavírus, que seria a quarta na Alemanha, impulsionada pela variante delta e pela resistência de parte da população em se imunizar. Pessoa anda sozinha em frente ao Portão de Brandemburgo, em Berlim, em ruas vazias por causa das restrições contra a Covid-19, no dia 19 de janeiro.
Stefanie Loos/AFP
O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, quer que as limitações aqueles que não quiserem se vacinar sejam ainda mais rígidas do que as adotadas nos vizinhos europeus.
A ideia é que o acesso a lugares como restaurantes, casas noturnas e estádios passe a ser permitido somente a quem se vacinou ou se recuperou da Covid-19.
Já os não vacinados teriam que mostrar um teste negativo para o coronavírus se quiserem entrar nos estabelecimentos. Em casos de incidência alta do vírus, eles poderiam ser completamente barrados nesses lugares, não bastando nem mesmo um teste negativo para o coronavírus.
A proposta do ministro ainda terá que ser aprovada em reunião realizada na semana que vem entre representantes de governos estaduais e federal.
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Ideia controversa
A ideia é controversa até mesmo dentro do governo alemão. A própria chanceler Angela Merkel disse diversas vezes ser contra qualquer tipo de obrigatoriedade para vacinação, estimulando o convencimento da população através de campanhas de esclarecimento sobre imunização.
Os críticos temem que as restrições propostas pelo ministro da Saúde prejudiquem a campanha governamental, levando os céticos da imunização a aprofundarem sua rejeição à vacina.
Apesar disso, a maioria dos alemães parece ser a favor de restrições aos não-vacinados. Uma sondagem do instituto Forsa aponta que 69% da população alemã apoiam as ideias do ministro da Saúde, enquanto 28% são contra. 
Para 55% dos respondentes, é correto impedir os não vacinados de entrar em restaurantes, cinemas, teatros e outros estabelecimentos de lazer, enquanto 41% não acham a proibição correta.
Vacinação como “ato patriótico”
Em entrevista publicada pela imprensa alemã na quinta-feira, Spahn defendeu suas propostas e apelou para que os alemães se vacinem. “Vacinação é um ato patriótico”, afirmou o ministro ao jornal “Münchener Merkur”, argumentando que a imunização é para proteger a sociedade, mais do que somente o indivíduo. Ele disse que se vacinar é uma decisão pessoal mas que tem importantes reflexos sociais e que a sociedade alemã deve evitar a necessidade de um novo lockdown nos próximos meses.
A preocupação vem crescendo no país à medida que a época mais fria do ano se aproxima e em meio a uma campanha de vacinação que não tem avançado como esperado por causa daqueles que não querem tomar a vacina. Nas últimas 24 horas, o país de 83 milhões de habitantes registrou 3.448 novos casos e 24 mortes.
Pouco mais de 62% da população alemã tomaram pelo menos a primeira dose e quase 54% estão totalmente imunizados. Isso ainda está longe da meta do governo de imunizar pelo menos em torno de 75% a 80% da população.
Testes para quem entra no país
Berlim já começou a aumentar a pressão sobre o rastreamento de casos. Agora, quem chega na Alemanha voltando de férias, por exemplo, tem que apresentar certificado de vacinação ou teste negativo para o coronavírus ou um atestado de que está curado da Covid-19.
Antes, essa era uma exigência só para quem vinha de regiões de alta incidência do vírus e que chegava de avião. Agora, todos os não vacinados têm que apresentar um teste negativo, não importa de onde estejam vindo. E isso se aplica também a quem chega de carro, ônibus, navio ou trem.
Além disso, nesta sexta (6) o país anunciou que, a partir do próximo domingo, quem tentar entrar na Alemanha vindo do sul da França, da Martinica, de Saint-Martin ou da Reunião, entre outros locais, deverá ficar isolado durante dez dias ou durante cinco dias e apresentar um teste negativo. A restrição também vale para quem esteve na Espanha, outro país com alta incidência de casos de Covid-19.

Fonte: G1 Mundo

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Os peixes que estão se viciando em drogas ilegais


Drogas transportadas pelos sistemas urbanos de esgoto estariam contaminando peixes como a truta-marrom. Drogas transportadas pelos sistemas urbanos de esgoto estariam contaminando peixes como a truta-marrom
LivingFlyLegacy/Creative Commons
Cerca de 269 milhões de pessoas em todo o mundo usam drogas a cada ano. E uma questão básica de biologia acaba, muitas vezes, sendo esquecida nesta história: tudo o que entra precisa sair.
Os esgotos estão inundados com drogas que são excretadas do corpo, junto aos componentes químicos fragmentados que têm efeitos semelhantes aos das próprias drogas.
As estações de tratamento não filtram essas coisas — elas nunca foram projetadas para isso.
Uma grande quantidade de esgoto também chega aos rios e águas costeiras sem tratamento. Uma vez no meio ambiente, as drogas e seus subprodutos podem afetar a vida selvagem.
Em um estudo recente publicado no Journal of Experimental Biology, pesquisadores da República Tcheca investigaram como a metanfetamina — um estimulante com cada vez mais usuários em todo o mundo — pode estar afetando a truta-marrom selvagem.
Eles examinaram se as concentrações de metanfetamina e um de seus subprodutos, a anfetamina, que foram estimadas a partir de outros estudos que mediram as concentrações de drogas ilícitas nos cursos de água, poderiam ser detectadas no cérebro da truta-marrom.
Eles também analisaram se essas concentrações eram suficientes para causar dependência nos animais.
As trutas foram expostas à droga em grandes tanques durante oito semanas e, em seguida, colocadas em abstinência, ficando por 10 dias em tanques que não continham a droga.
Durante esse tempo, os pesquisadores testaram a preferência dos peixes por água limpa ou contendo metanfetamina — e compararam com as respostas de peixes que nunca haviam sido expostos à droga.
As descobertas foram intrigantes. Os peixes expostos à metanfetamina preferiram a água contendo a droga, enquanto tal preferência não foi demonstrada pelos peixes do grupo de controle.
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Os pesquisadores também descobriram que, durante o período de abstinência, as trutas expostas à metanfetamina se moviam menos.
Eles interpretaram isso como um sinal de ansiedade ou estresse — típicos de abstinência de drogas em humanos.
A química cerebral dos peixes expostos também diferia dos não expostos — foram detectadas várias mudanças nas substâncias químicas do cérebro que correspondem ao que é visto em casos de dependência em humanos.
Mesmo depois que os efeitos comportamentais diminuíram após 10 dias de abstinência, esses marcadores no cérebro ainda estavam presentes.
Isso sugere que a exposição à metanfetamina pode ter efeitos duradouros, semelhantes aos que são observados nas pessoas.
Por que devemos nos importar se as trutas estão ficando viciadas em drogas? Há vários motivos.
Se as trutas estão “curtindo” as drogas, como parecem estar no estudo recente, podem ficar inclinadas a rondar tubulações por onde o efluente é descarregado.
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Os peixes podem se comportar de forma parecida com a que observamos em humanos que sofrem de dependência, não apenas a partir deste experimento, mas de vários estudos com diferentes espécies de peixes.
Uma das características do vício em drogas é a perda de interesse por outras atividades — mesmo aquelas que geralmente são altamente motivadas, como comer ou se reproduzir.
É possível que os peixes comecem a mudar seu comportamento natural, causando problemas na sua alimentação, reprodução e, em última instância, na sua sobrevivência.
Eles podem, por exemplo, ser menos propensos a escapar de predadores.
A exposição às drogas não afeta apenas os peixes em si, mas também seus descendentes. Nos peixes, o vício pode ser herdado ao longo de várias gerações.
Isso poderia ter implicações duradouras para os ecossistemas, mesmo se o problema fosse resolvido agora.
Este não é o primeiro estudo a descobrir drogas ilícitas na vida selvagem. Em 2019, cientistas do Reino Unido encontraram cocaína em camarões de água doce em todos os 15 rios em que coletaram amostras.
Curiosamente, eles detectaram drogas ilícitas com mais frequência do que alguns produtos farmacêuticos comuns.
Mas os efeitos mais amplos dessas drogas permanecem em grande parte desconhecidos.
Há, no entanto, estudos abrangentes sobre os efeitos dos produtos farmacêuticos nos rios.
Os medicamentos também não se fragmentam totalmente em nossos corpos e chegam às estações de tratamento de esgoto pelas fezes e a urina.
A maior parte é eliminada com efluentes residuais, mas outra parte entra nos rios ao escoar de aterros sanitários ou campos agrícolas em que o esgoto humano é usado como fertilizante.
A vida selvagem presente em rios e águas costeiras, onde o efluente é despejado, está exposta a coquetéis de medicamentos — de analgésicos a antidepressivos.
Peixes que viviam rio abaixo de algumas estações de tratamento de esgoto “mudaram” do sexo masculino para feminino em poucas semanas devido à exposição a produtos químicos desreguladores de hormônios encontrados em pílulas anticoncepcionais.
Estudos recentes mostram que os antidepressivos podem causar uma ampla variedade de mudanças comportamentais em organismos aquáticos, desde agressão, atração pela luz e ousadia crescente.
O vício em drogas é um problema de saúde global que pode devastar comunidades, e lidar com suas consequências ambientais vai sair caro.
Um estudo estimou que custaria mais de US$ 50 bilhões para modernizar as estações de tratamento de esgoto da Inglaterra e do País de Gales para que sejam capazes de remover essas substâncias químicas.
Pode parecer óbvio que drogas receitadas e ilegais destinadas a mudar o comportamento humano também mudem o comportamento da vida selvagem.
Mas esse problema é potencialmente muito mais difundido e complexo.
Nem sequer sabemos se substâncias químicas sintéticas presentes em artigos domésticos de uso diário, como cosméticos, roupas e produtos de limpeza, podem afetar o comportamento das pessoas e de outras espécies.
Um grupo internacional de cientistas fez um apelo às empresas e órgãos reguladores para verificar seus efeitos tóxicos no comportamento, como parte das avaliações de risco de novos produtos químicos.
Se quisermos controlar a quantidade de produtos farmacêuticos em nossos cursos de água, é preciso fazer mais para melhorar a filtragem nas estações de tratamento de esgoto, e forçar as empresas de água a assumir mais responsabilidade para garantir que o efluente não afete a vida selvagem.
* Matt Parker é professor de neurociência e psicofarmacologia na Universidade de Portsmouth, no Reino Unido. Alex Ford é professor de biologia na mesma instituição.
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Fonte: G1 Mundo