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Gigantes da tecnologia miram grupos supremacistas brancos e milícias em banco de dados antiterrorismo


Empresas esperam utilizar as informações para reprimir divulgação de conteúdos extremistas. Ícones de WhatsApp, Twitter, Facebook, Instagram e YouTube
Alessandro Feitosa Jr/G1
Uma organização de contraterrorismo formada por algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, incluindo Facebook e Microsoft, está expandindo significativamente os tipos de conteúdo extremista que serão armazenados em um banco de dados em comum.
Com isso, elas esperam utilizar as informações para reprimir divulgação de grupos supremacistas brancos e milícias de extrema direita, disse o grupo à Reuters.
Até agora, o banco de dados do Fórum Global da Internet para o Contraterrorismo (GIFCT, na sigla em inglês) se concentrava em vídeos e imagens de grupos terroristas em uma lista das Nações Unidas e, portanto, consistia principalmente em conteúdo de organizações extremistas islâmicas, como o Estado Islâmico, a Al Qaeda e o Talibã.
Nos próximos meses, o grupo adicionará manifestos de agressores – muitas vezes compartilhados por simpatizantes da violência da supremacia branca – e outras publicações e links sinalizados pela iniciativa da ONU, “Tecnologia Contra o Terrorismo”.
Ele usará listas do grupo de compartilhamento de inteligência Five Eyes (Cinco Olhos, em português), que envolve Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, adicionando URLs e PDFs de mais grupos, incluindo os Proud Boys, os Three Percenters e neonazistas.
As empresas, que incluem Twitter e YouTube, compartilham “hashes”, representações numéricas únicas de conteúdos originais que foram removidas de seus serviços. Outras plataformas usam isso para identificar o mesmo conteúdo em seus próprios sites, a fim de revisá-lo ou removê-lo.
Embora o projeto ajude a combater o conteúdo extremista em plataformas convencionais, os grupos ainda podem publicar imagens violentas e retórica em muitos outros sites e espaços na internet.
O grupo de tecnologia quer combater uma gama mais ampla de ameaças, disse o diretor executivo do GIFCT, Nicholas Rasmussen, em entrevista à Reuters.
“Qualquer pessoa que olhe para o cenário do terrorismo ou do extremismo tem que entender que há outras partes […] que estão exigindo atenção agora”, disse Rasmussen, citando as ameaças de extremismo violento de extrema direita ou motivado por questões raciais.
As plataformas de tecnologia há muito são criticadas por não policiarem conteúdo extremista violento, embora também enfrentam preocupações com censura.
LEIA MAIS: ‘O poder que as plataformas digitais têm sobre o discurso é também econômico’, diz pesquisadora
A questão do extremismo, incluindo supremacia branca e grupos de milícia, assumiu urgência renovada o ataque de 6 de janeiro contra o Capitólio, nos EUA.
O banco de dados do GIFCT pode ser acessado por 14 empresas, incluindo Reddit, Snap, Instagram, Verizon Media, LinkedIn e Dropbox.
O GIFCT, que agora é uma organização independente, foi criado em 2017 sob pressão dos governos dos EUA e da Europa após uma série de ataques em Paris e Bruxelas.
O banco de dados contém principalmente impressões digitais de vídeos e imagens relacionadas a grupos na lista consolidada de sanções do Conselho de Segurança da ONU e alguns ataques específicos transmitidos ao vivo, como o tiroteio em 2019 em uma mesquita em Christchurch, Nova Zelândia.
O GIFCT tem enfrentado críticas e preocupações de alguns grupos de direitos humanos e digitais em relação à censura.
“O excesso de realizações leva você na direção de violar os direitos de alguém na internet de se engajar na liberdade de expressão”, disse Rasmussen.
O grupo deseja continuar a ampliar seu banco de dados para incluir hashes de arquivos de áudio ou certos símbolos e aumentar seu número de membros. Recentemente, adicionou a o Airbnb e a Mailchimp como membros.
No YouTube, G1 explica o que é NFT:

Fonte: G1 Mundo

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Mídia estrangeira dá espaço a Rayssa e adolescentes do skate


Jornais de diferentes países do mundo fizeram reportagens sobre japonesa Momiji Nishiya e a brasileira Rayssa Leal, que ganharam ouro e prata, respectivamente. A japonesa Momiji Nishiya (ao lado de Rayssa Leal) se tornou a 2ª mais jovem medalhista de ouro da história dos Jogos Olímpicos
Reuters
Jornais de outros países publicaram reportagens nesta segunda-feira (26) sobre as vencedoras da modalidade de skate street nas Olimpíadas de Tóquio 2020 nas quais chamam a atenção para a juventude das duas primeiras colocadas: a japonesa Momiji Nishiya, de 13 anos, ganhou a medalha de ouro, e a brasileira Rayssa Leal, que também tem 13 anos, ganhou a medalha de prata.
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Reprodução do texto do Guardian sobre o pódio da modalidade de skate street feminino
Reprodução/Guardian
Em terceiro ficou outra japonesa, Funa Nakayama, de 16 anos.
O “Washignton Post”, um dos jornais mais importantes dos Estados Unidos, afirmou que a vitória das adolescentes é um argumento que meninas do mundo podem usar para tentar convencer seus pais que elas deveriam poder andar de skate também.
Texto do ‘Clarín’ sobre os resultados do skate feminino
Reprodução/Clarín
O “New York Times”descreveu Rayssa como “uma adolescente energética, com um cabelo esvoaçante e um grande sorriso que tentou ser a pessoa mais jovem a ganhar uma medalha de ouro na história dos Jogos Olímpicos”.
O “Clarín”, da Argentina, publicou um texto em que comparava o skate a um outro esporte olímpico: “Foram três adolescentes no pódio. Algo que, há algum tempo, parecia reservado para a ginástica artística”.
O “Guardian”, do Reino Unido, lembrou quem é a atleta mais jovem a levar uma medalha de ouro: Marjorie Gestring, que tinha 13 anos e 268 dias quando venceu o salto olímpico em 1936.
A ‘fadinha’ do skate
Rayssa Leal, de 13 anos, tornou-se a brasileira mais jovem a receber uma medalha olímpica — e a sétima medalhista mais jovem em toda a história dos Jogos Olímpicos de Verão.
Além disso, ela Rayssa é a atleta mais jovem da história do Brasil nas Olimpíadas. O recorde anterior era de Talita Rodrigues, nadadora que foi finalista no 4x100m livre em 1948, nos Jogos de Londres.
Rayssa, conhecida como Fadinha, é quatro meses mais jovem que a vencedora, Momiji Nishiya.
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Fonte: G1 Mundo

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Quiz das Olimpíadas de Tóquio: você sabe tudo sobre os países participantes e a organização dos Jogos?

Responda às perguntas e teste se você é medalha de ouro em curiosidades olímpicas! Olimpíadas de Tóquio: você sabe tudo sobre os países participantes e a organização dos Jogos?

Fonte: G1 Mundo

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Racismo é tema para atletas e torcedores durante as Olimpíadas de Tóquio


Naomi Osaka, tenista, negra e ativista acendeu a pira olímpica no início do evento. Seleções de futebol feminino se ajoelharam em campo, antes da partida, em protesto antirracista. Naomi Osaka carrega tocha olímpica em Tóquio
REUTERS/Lucy Nicholson
Ativista dentro e fora das quadras, a tenista Naomi Osaka foi a escolhida para acender a pira olímpica dos Jogos de Tóquio. Esse gesto traz à tona a importância da representatividade e de ações contra o racismo durante o evento.
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Naomi nasceu no Japão, filha de mãe japonesa e pai haitiano, mas migrou aos 3 anos para os Estados Unidos. Por ser negra e viver em outro país, ela tem sua identidade nipônica questionada muitas vezes. Apesar disso, escolheu representar seu país de origem durante os Jogos de Tóquio.
Naomi Osaka acende a pira olímpica em Tóquio
REUTERS/Mike Blake
“Antes de ser uma atleta, sou uma mulher negra”. Esse é um trecho de um post de Naomi em uma rede social em agosto 2020, quando forçou o adiamento da semifinal do campeonato Western & Southern Open. Na ocasião, ela deixou uma partida em protesto contra os policiais que atiraram em Jacob Blake, acompanhando a ação de jogadores da NBA.
Blake, um homem negro, foi baleado sete vezes por policiais no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. Ele ficou em estado grave e perdeu o movimento das pernas.
Os Jogos de Tóquio 2020 têm sido uma oportunidade para que mulheres e atletas não-brancos e seus aliados possam chamar a atenção para os temas do racismo e preconceito.
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Protesto antes da partida
Logo no início das Olimpíadas de Tóquio, houve uma manifestação de atletas: na primeira rodada de futebol feminino, cinco seleções fizeram seu protesto. Antes de começar as partidas, as jogadoras de Chile, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Nova Zelândia e Suécia se ajoelharam no campo.
Jogadoras de Suécia e Estados Unidos fazem protesto antirracismo durante os Jogos de Tóquio
AFP
O gesto ficou mais popularizado após o assassinato do norte-americano George Floyd, em maio de 2020. Ele morreu após ter o pescoço pressionado pelo joelho do policial branco Derek Chauvin, em Mineápolis, por 9 minutos e 29 segundos.
A morte de Floyd desencadeou protestos pelo mundo e colocar um joelho no chão tornou-se uma forma de mostrar respeito pelos pedidos por justiça e pelo fim do racismo policial.
No domingo, a ginasta Luciana Alvarado, da Costa Rica, ergueu o punho, ajoelhada — gesto símbolo do movimento “Black Lives Matter” ao concluir a prova eliminatória de solo.
Manifestações só fora do pódio
Em abril, o Comitê Olímpico Internacional (COI) ouviu a Comissão de Atletas e decidiu flexibilizar alguns pontos sobre protestos e manifestações políticas nas Olimpíadas de Tóquio.
A flexibilização permite alguns tipos de manifestações, mas nos momentos de maior atenção do público (as cerimônias de abertura ou encerramento, durante as disputas ou no pódio) não pode haver manifestação política.
“O COI está emitindo mensagens dúbias”, diz Helen Lenskyj, professora emérita da Universidade de Toronto e autora do livro “The Olympic Games: A Critical Approach” (Os Jogos Olímpidos: uma Abordagem Crítica). Ou seja, não se sabe ao certo se os atletas que fizeram protestos serão punidos.
Para ela, atletas mais corajosos vão protestar no pódio, sim, apesar da possibilidade de penas.
Histórico dos Jogos
O combate ao racismo já foi tema de outras Olimpíadas. Naqueles jogos, 18 atletas negros concorreram pelos Estados Unidos. Um deles, Jesse Owens, foi o esportista que ganhou mais medalhas de ouro nas Olimpíadas —foram quatro.
Só o desempenho dele na competição já o tornaria famoso e importante, mas a circunstância política faz com que Owens seja um dos atletas de pista mais conhecidos de todos os tempos —em 1936, a Alemanha já era governada pelos nazistas.
Adolf Hitler já era o líder alemão naqueles jogos, e presenciou as vitórias de Owens.
O atleta morreu de câncer em 1980, aos 66 anos. Ele é um dos esportistas mais conhecidos de todos os tempos.
O primeiro protesto de atletas negros que chamou a atenção foi em 1968, na Cidade do México. quando dois atletas dos Estados Unidos, Tommie Smith (ouro) e John Carlos (bronze), levantaram os punhos no pódio durante a execução do hino do país deles.
Protesto que marcou a história das Olimpíadas até hoje reverbera e provoca tensão

Fonte: G1 Mundo

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Uruguaios vislumbram o horizonte sem a Covid-19


País alcança 60% de vacinados e planeja empreender turismo de vacinas a partir de setembro. Sala de aula da Escola Nº 38, em Montevidéu, em foto de 1º de março de 2021
Cortesia ANEP
Com 60% da população vacinada com a segunda dose, os uruguaios já podem vislumbrar em setembro o horizonte sem a ameaça da Covid-19. O governo planeja abrir em dois meses suas fronteiras a não residentes, assim como empreender o turismo de vacinas.
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A ideia é imunizar primeiro 80% dos uruguaios para depois vacinar os estrangeiros. Para receber a primeira dose de Pfizer, Sinovac ou AstraZeneca, os turistas precisariam ficar no mínimo 21 dias no país, de acordo com os planos do governo.
A rede hoteleira, sobretudo em Punta del Este, aposta suas fichas no turismo vacinal, que já é aplicado com êxito em Miami, para recuperar os prejuízos impostos pela pandemia do novo coronavírus. Atualmente, os brasileiros estão proibidos de entrar no Uruguai, a menos que sejam residentes no país. Ainda assim, sem vacina, são submetidos a uma quarentena que varia de 7 a 14 dias.
Conforme antevê o ministro do Turismo, Germán Cardoso, em 60 dias a meta de vacinação dos uruguaios estará cumprida e ainda haverá sobra de imunizantes. Em alguns estados do Uruguai, como Flores, 68% já foram inoculados — índice superior ao do Chile, o país mais bem-sucedido do continente. No Brasil, a taxa de vacinados com duas doses ainda é de 17,2%.
O país de 3,5 milhões vem registrando um declínio acentuado em número de casos e mortes e, há uma semana, retornou à zona amarela do índice de Harvard, com 7,02 infectados para cada 100 mil habitantes.
A pandemia não impôs toque de recolher ou bloqueios rígidos no Uruguai, mas provocou picos de incertezas. Em março passado, o país figurava entre os de maior índice de mortes per capita no mundo, com hospitais lotados e falta de oxigênio e de pessoal. Dois meses depois, os resultados de uma ágil e bem planejada campanha de vacinação começaram a ser percebidos e podem ser comemorados.
O governo superou a ameaça de colapso em sua rede hospitalar e possibilitou que os uruguaios revivessem a rotina pré-pandemia com a retomada integral do ensino presencial e parcial de atividades culturais. O retorno aos antigos parâmetros da realidade tornou-se possível com a aplicação de uma fórmula já conhecida: a imunização em massa.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada Tóquio 2021: Rayssa Leal, a Fadinha, é medalhista mais jovem da história em 85 anos; conheça os prodígios


Com apenas 13 anos e 203 dias, a atleta brasileira tornou-se a sétima medalhista mais jovem em toda a história dos Jogos de Olímpicos de Verão. Com 13 anos e 203 dias de idade, Rayssa Leal ganhou a medalha de prata no skate street, na Olimpíada de Tóquio, em 26 de julho de 2021
Reuters
Com apenas 13 anos e 203 dias (seis meses e 22 dias), a maranhense Rayssa Leal tornou-se a brasileira mais jovem a receber uma medalha olímpica — e a sétima medalhista mais jovem em toda a história dos Jogos Olímpicos de Verão.
Rayssa (conhecida como Fadinha), que ganhou a prata na categoria street nesta segunda-feira (26/07), é quatro meses mais jovem que a vencedora da modalidade, a japonesa Momiji Nishiya. A skatista do Japão se tornou a segunda medalhista de ouro mais jovem da história — um recorde que permanece intacto desde 1936 (confira mais detalhes abaixo na reportagem).
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Tóquio 2020 marcou a estreia em Olimpíadas do skate, um esporte que costuma ter atletas bastante jovens competindo desde cedo. A idade das três medalhistas na categoria street chamou atenção: as duas primeiras têm 13 anos e a medalhista de bronze (a japonesa Funa Nakayama), 16. A idade somada das atletas do pódio é 42 anos.
Em 125 anos de olimpíadas na era moderna, foram poucos os atletas com menos de 14 anos que conseguiram subir ao pódio.
Nos últimos 85 anos, desde Berlim 1936, a brasileira é a mais jovem medalhista olímpica.
Antes de Rayssa, a atleta mais jovem do Brasil era Rosangela Santos, parte da equipe brasileira de corrida no revezamento 4x100m que ganhou bronze em Pequim 2008.
Ela tinha 17 anos na época, mas só ganhou a medalha nove anos depois da prova — o Brasil havia chegado em quarto lugar, mas a equipe campeã, a Rússia, foi eliminada anos depois, após uma revisão de doping. Antes de Rosângela Santos, todos os atletas medalhistas mais jovens do Brasil tinham 18 anos — entre eles o fenômeno do futebol feminino, Marta, que ganhou prata em Atenas 2004.
A japonesa Momiji Nishiya (ao lado de Rayssa Leal) se tornou a 2ª mais jovem medalhista de ouro da história dos Jogos Olímpicos
Reuters
Mistério
Há poucos dados sobre esportistas que participaram em alguns dos primeiros jogos da era moderna das Olimpíadas (que começaram em 1896 na Grécia).
Um dos grandes mistérios dos Jogos Olímpicos envolve a idade de um dos participantes da equipe holandesa de remo na Olimpíada de Paris de 1900. Na época, algumas equipes de remo coxswain em embarcações de quatro colocavam crianças para guiar — deixando o barco mais leve para os remadores.
A equipe holandesa teria recrutado uma criança francesa para sua embarcação (tornando os holandeses uma equipe de nacionalidade mista, algo permitido na época). A estratégia rendeu ouro para os holandeses, mas até hoje não se sabe o nome do menino que — especula-se — pode ter sido o mais jovem medalhista olímpico da história. Alguns dizem que, a julgar pelo peso das crianças recrutadas na época, o menino poderia ter entre 7 a 14 anos de idade.
Essa prática foi banida quando foram adotados limites de idade para se competir no remo.
Os mais jovens: atletas em equipes
Baseado somente em dados oficiais dos Jogos Olímpicos, são poucos os competidores que, como Rayssa Leal, conquistaram medalhas antes dos 14 anos.
O mais jovem medalhista olímpico da história (que se tem registro) é Dimitrios Loundras, que fez parte da equipe de ginastas das barras paralelas da Grécia na Olimpíada de 1896, a primeira da era moderna.
O recorde de Dimitrios Loundras dificilmente será batido: ele tinha apenas 10 anos e 218 dias de idade, segundo o site oficial das Olimpíadas. A equipe de Loundras levou a medalha de bronze naquele evento. Após sua precoce trajetória olímpica, ele seguiu carreira como militar e morreu em 1970, aos 84 anos.
A segunda medalhista mais jovem da história dos Jogos — e a mais jovem no feminino — é Luigina Giavotti, que aos 11 anos de idade e 302 dias ganhou prata como parte da equipe de ginastas das Itália na Olimpíada de Amsterdã de 1928.
Aquela mesma equipe italiana vice-campeã olímpica tinha outras duas medalhistas com 12 anos de idade: Ines Vercesi (12 anos e 217 dias) e Clara Marangoni (12 anos e 270 dias) — respectivamente a quarta e sexta atletas mais jovens da história dos Jogos.
Os relatórios oficiais sobre a Olimpíada de Amsterdã de 1928 registram detalhes apenas dos homens que disputaram as provas de ginástica — não está discriminado qual equipamento ou modalidade cada uma das ginastas mulheres desempenhou nos Jogos.
Nadadora prodígio
A nadadora dinamarquesa Inge Sorensen é a mais jovem medalhista da história dos Jogos Olímpicos em uma modalidade individual. Sorensen tinha 12 anos e 24 dias de idade quando conquistou a medalha de bronze nos 200 metros peito na Olimpíada de Berlim em 1936. Ela é a terceira mais jovem atleta olímpica a ganhar uma medalha (Marangoni e Vercesi, da equipe italiana de 1928, eram poucos dias mais velhas quando subiram ao pódio naquele ano).
Ao contrário dos atletas listados anteriormente, do qual se tem poucos dados, Sorensen foi uma atleta conhecida em seu tempo. Ela começou a competir aos oito anos de idade, foi nove vezes campeã dinamarquesa de nado e estabeleceu três recordes mundiais durante sua carreira (duas no nado peito 500m e outra no peito 400m). Sorensen se aposentou das competições durante a Segunda Guerra Mundial e virou treinadora. Ela morreu em 2011 aos 86 anos de idade.
Também nos Jogos de Berlim em 1936, o francês Noël Vandernotte conquistou duas medalhas de bronze no remo aos 12 anos e 233 dias de idade. Ele é o quinto mais jovem medalhista da história (mais velho que Marangoni, da equipe italiana de ginástica de 1928).
Nascido em uma família de remadores, ele competiu ao lado do pai e do tio na Olimpíada de Berlim, e toda a família saiu premiada com bronzes naqueles Jogos: nas modalidades coxed pair e coxed four. Vandernotte morreu no ano passado aos 96 anos de idade — até 2020 ele era o medalhista olímpico mais velho ainda vivo.
Rayssa aparece depois de Noël Vandernotte no sétimo lugar da lista dos mais jovens medalhista olímpicos da história dos jogos.
Ouro mais jovem
A nadadora americana Donna Elizabeth de Varona tinha apenas 13 anos e 129 dias (dois meses mais jovem que Rayssa) quando competiu na eliminatória do revezamento 4x100m feminino em Roma 1960. Sua performance ajudou a equipe americana a se classificar, mas a nadadora não competiu na final — quando a equipe americana acabou ganhando o ouro.
Varona não recebeu a medalha de ouro, apesar de aparecer em alguns registros como vencedora olímpica por fazer parte da equipe americana. Caso tivesse recebido a medalha, ela seria a mais jovem medalhista de ouro da história dos Jogos. Depois de Roma 1960, Varona teve uma brilhante carreira na natação, batendo diversos recordes. Em 1964, aos 17 anos, ela ganhou medalhas de ouro na Olimpíada de Tóquio daquele ano.
Na oitava posição da lista, aparece a mais jovem medalhista de ouro da história: a americana Marjorie Gestring, que competiu no trampolim na Olimpíada de 1936 em Berlim, com 13 anos e 267 dias de idade.
Gestring fez parte da geração de atletas que não teve oportunidade de competir em Olimpíadas ao longo dos próximos 12 anos, devido à interrupção dos Jogos causada pela Segunda Guerra Mundial. Quando os Jogos voltaram, em 1948 em Londres, a americana, com 25 anos na época, não conseguiu se classificar. Gestring morreu em 1992, aos 69 anos.
A skatista Momiji Nishiya, que derrotou Rayssa na final em Tóquio 2020, se tornou a segunda medalhista de ouro mais jovem da história, com 13 anos e 329 dias de idade — apenas dois meses mais velha que Gestring.
O mais jovem medalhista de ouro masculino da história foi Klaus Zerta, da Alemanha Ocidental, que fez parte da equipe de remo coxed pairs em Roma 1960. Ele tinha 13 anos e 283 dias quando venceu. Posteriormente ele virou tenista e hoje, aos 74 anos, está aposentado.
Nos últimos anos
Com seus 13 anos e 203 dias de idade, Rayssa é a mais jovem atleta a ganhar uma medalha olímpica nos últimos 85 anos.
Ela é um pouco mais jovem que algumas sensações olímpicas passadas — a saltadora chinesa Fu Mingxia (ouro em Barcelona 1992 na plataforma de 10 metros; aos 13 anos e 345 dias) e a ginasta americana Dominique Moceanu (medalhista de ouro em equipe em Atlanta 1996; aos 14 anos).
Rayssa tem apenas poucos meses a menos que a ginasta romena Nadia Comaneci em Montreal 1976, quando Comaneci fez sua estreia em Olimpíadas. Tida como uma das maiores atletas olímpicas de todos os tempos, a romena conquistou três ouros, uma prata e um bronze naqueles Jogos. Ela voltaria a conquistar mais medalhas na Olimpíada seguinte, em Moscou 1980.
Apesar da pouca idade, há atletas ainda mais jovens que Rayssa competindo em Tóquio 2020: a síria Hend Zaza no tênis de mesa e a japonesa Kokona Hiraki do skate park — ambas com 12 anos de idade.
Confira a lista dos medalhistas olímpicos mais jovens da história dos Jogos:
Dimitrios Loundras (Grécia): Ginástica em equipe – bronze em Atenas 1896 – 10 anos e 218 dias
Luigina Giavotti (Itália): Ginástica em equipe – prata em Amsterdã 1928 – 11 anos e 302 dias
Inge Sorensen (Dinamarca): Natação – bronze em Berlim 1936 – 12 anos e 24 dias
Ines Vercesi (Itália): Ginástica em equipe – prata em Amsterdã 1928 – 12 anos e 217 dias
Noël Vandernotte (França): Remo – dois bronzes em Berlim 1936 – 12 anos e 233 dias de idade
Clara Marangoni (Itália): Ginástica em equipe – Amsterdã 1928 – 12 anos e 270 dias
Rayssa Leal (Brasil): Skate street – Tóquio 2020 – 13 anos e 203 dias

Fonte: G1 Mundo

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‘Ajudo pais indianos a conversar sobre sexo com seus filhos’


Uma das ‘coaches de sexualidade’ mais populares da Índia conta que pais a procuram em busca de conselhos, já que a educação sexual não é amplamente disponível nas escolas. Pallavi é uma das coaches de sexualidade mais populares da Índia
Divulgação/Pallavi Barnwal
Muitas escolas indianas não oferecem educação sexual, deixando para os pais a tarefa de conversar com os filhos sobre sexo e relacionamentos.
Mas, muitas vezes, eles não sabem ao certo o que dizer, revela a “coach de sexualidade” Pallavi Barnwal — e vários recorrem a ela em busca de conselhos.
Veja abaixo uma reportagem de 2018 sobre uma mudança de lei na Índia que descriminalizou sexo entre pessoas do mesmo gênero.
Índia decide pôr fim na lei que proibia ato sexual entre pessoas do mesmo sexo
A seguir, o relato dela à correspondente de identidade e gênero da BBC, Megha Mohan:
‘Fazendo uma retrospectiva, minha educação conservadora indiana foi, na verdade, a base perfeita para alguém que acabaria como coach de sexualidade.
Imagem sem data de Pallavi Barnwal
Divulgação/Pallavi Barnwal
A primeira influência sobre mim, embora eu não tenha percebido na época, foi o próprio relacionamento dos meus pais.
Por anos, houve rumores sobre o casamento deles. Quando eu tinha cerca de oito anos, comecei a ouvir perguntas a respeito também.
Nas festas, se eu estivesse sem minha família, um exército de tias esbaforidas me colocaria contra a parede para um interrogatório.
‘Seus pais ainda dividem o mesmo quarto?
‘Você ouviu alguma discussão?’
‘Já viu algum homem fazendo visita?’
Eu podia estar ao lado mesa de sobremesas, prestes a colocar uma colher de sorvete na tigela, ou vagando pelo jardim à procura de outras crianças para brincar, e quando menos esperava, estava cercada por mulheres que eu mal conhecia, fazendo perguntas para as quais eu definitivamente não sabia a resposta.
Imagem sem data de Pallavi Barnwal
Divulgação/Pallavi Barnwal/Via BBC
Anos depois, após meu próprio divórcio, minha mãe me contou toda a história. No início do casamento dos meus pais, antes de meu irmão e eu nascermos, minha mãe sentiu uma atração profunda por um homem, a qual se transformou em um caso amoroso físico.
Em questão de semanas, ela foi tomada pela culpa e acabou com o relacionamento. Mas nas comunidades indianas, há olhos e bocas em todos os lugares. Com o tempo, os rumores chegaram até meu pai.
Para meu pai demorou 10 anos, e dois filhos, para finalmente perguntar a minha mãe sobre isso.
E prometeu a ela que qualquer que fosse a resposta isso não afetaria o relacionamento deles —mas, depois de anos de murmúrios, ele precisava saber.
Ela contou tudo a ele. Era menos uma questão sexual e mais de intimidade, ela disse. Tinha acontecido antes de eles terem começado uma família, quando o casamento ainda não tinha encontrado seu eixo.
Assim que ela parou de falar, percebeu uma frieza instantânea no ar. Meu pai se retirou imediatamente da sala.
A confirmação de uma história que ele suspeitava por anos acabou na mesma hora com qualquer confiança que houvesse entre eles — e o relacionamento se deteriorou rapidamente.
Isso me mostrou muito claramente que nossa incapacidade de falar adequadamente sobre sexo e intimidade pode destruir famílias.
Minha família é do Estado de Bihar, no leste da Índia. É uma das maiores e mais populosas regiões do país, fazendo fronteira com o Nepal e com o rio Ganges cortando suas planícies.
Tive uma infância conservadora. Como acontece com muitas famílias, sexo não era um assunto discutido abertamente.
Meus pais não davam as mãos nem se abraçavam, mas também não me lembro de ter visto nenhum casal em nossa comunidade sendo afetuoso fisicamente.
Minha primeira exposição a qualquer coisa relacionada a sexo aconteceu quando eu tinha 14 anos.
Certa tarde, entediada, fui procurar um livro no armário de meu pai quando um livreto, que estava entre seus romances e livros de história, caiu.
Continha várias pequenas histórias detalhadas sobre um mundo secreto em que homens e mulheres exploravam os corpos uns dos outros.
Este livro definitivamente não era literatura, era mais atrevido do que isso.
Uma das histórias era sobre uma jovem curiosa que fez um buraco na parede para poder ver um casal que ela conhecia na cama.
Tive de pesquisar o significado de uma palavra em hindi que nunca tinha ouvido antes, chumban, que significa beijo de língua apaixonado.
Eu tinha tantas perguntas, mas não havia ninguém com quem conversar.
Minhas amigas e eu nunca tínhamos discutido nada parecido.
Absorta no livro, levei um tempo para voltar ao presente e ouvir a voz da minha mãe me chamando de outro cômodo.
Naquela época, no final dos anos 1990, eu não sabia que não tinha feito nada de errado, que muitas crianças pelo mundo haviam começado a aprender sobre intimidade nessa idade, em grande parte na escola.
Na Bélgica, as crianças aprendem sobre sexo desde os sete anos. Mas a Índia não é um lugar onde a educação sexual seja parte obrigatória do currículo escolar.
Na verdade, só em 2018 que o Ministério da Saúde e Bem-Estar da Família lançou as diretrizes de educação sexual para as escolas. Mais de uma dúzia dos 29 Estados indianos optaram por não implementá-las.
De acordo com o jornal “The Times of India”, mais da metade das meninas que vivem nas áreas rurais do país não têm conhecimento sobre menstruação ou de sua causa.
Ter achado o livreto não me levou a um período de descobertas. Na verdade, eu o sepultei na minha mente e, como muitas garotas que cresceram na Índia, continuei conservadora.
Eu tinha 25 anos quando perdi a virgindade e ainda era inexperiente na época do meu casamento arranjado, dois anos depois.
Minha noite de núpcias só pode ser descrita como um fiasco. Olhei para o nosso leito nupcial, na casa dos pais do meu noivo, coberta de pétalas de flores, e achei a situação cômica.
Pelas paredes finas do quarto, eu podia ouvir a família circulando pela casa — cerca de uma dúzia de pessoas, que haviam vindo de fora da cidade para o nosso casamento, estavam acampadas do lado de fora da nossa porta, já que não havia outro lugar para dormir.
Minha mãe me encorajou a dizer ao meu então marido que eu era virgem, então eu tive que fingir ser tímida e não saber muito bem o que fazer. Mal tínhamos nos falado e lá estávamos nós, de repente, em um quarto, e era esperado que eu cumprisse minhas obrigações de esposa.
Eu não era virgem, mas não estava preparada.
Até hoje recebo dezenas de mensagens por mês de pessoas me perguntando o que fazer na noite de núpcias: não apenas fisicamente, mas como agir — como não parecer muito tímido e nem muito experiente.
Meu marido e eu ficamos juntos por cinco anos. Estava claro desde o início que eu tinha me casado com a pessoa errada, então fazer sexo com ele se tornou algo que eu temia. Tivemos que negociar horários e datas.
Só quando comecei a fantasiar sobre um colega de trabalho que eu soube que não tinha mais jeito.
Não fiz nada em relação à fantasia, mas não queria um relacionamento em que houvesse a possibilidade de isso (traição) acontecer. Nosso casamento acabou.
Aos 32 anos e mãe solteira, de repente não havia pressão sobre mim. Eu era divorciada e já era uma mulher fracassada aos olhos da sociedade.
Morando na capital da Índia, Nova Déli, tive uma série de relações sexuais sem futuro. Experimentei, dormi com homens mais velhos, homens casados.
Conforme me tornei mais aberta, o tipo de conversa que eu estava tendo começou a mudar. Amigas casadas ​​vinham me pedir conselhos.
Inspirada pela minha independência, minha mãe, que sempre teve um lado rebelde, veio morar comigo e com meu filho em Déli.
À minha volta, havia muitas discussões feministas sobre sexo e direitos das mulheres.
O estupro de uma jovem em um ônibus em Déli, em 2012, chocou a cidade.
Mas para mim era preocupante a maneira como essas conversas estavam enquadrando o sexo como algo violento, e não como algo a ser apreciado.
Na verdade, muitas vezes as mulheres indianas não pensam na intimidade como algo prazeroso, que deveria estar sob seu controle.
Há tanto silêncio e tabu em torno do assunto, que as jovens às vezes são incapazes de reconhecer o abuso quando acontece com elas.
Os dados mais recentes do governo indiano, divulgados em setembro do ano passado, mostram que a Índia registrou uma média de 87 casos de estupro por dia em 2019 e um total de 405.861 casos de crimes contra mulheres durante o ano, um aumento de mais de 7% em relação a 2018.
Mais de 100 crianças, meninos e meninas, foram abusadas sexualmente todos os dias.
De acordo com o Relatório da População Mundial de 2020, isso não acontece apenas porque a Índia é um país grande; o número de crimes sexuais per capita da população é um dos piores do mundo.
Embora estivesse trabalhando com vendas, comecei a pensar em mudar de carreira.
Me ocorreu que havia uma oportunidade para abrir um espaço sem julgamento para falar abertamente sobre sexo e criar uma plataforma em que as pessoas pudessem me fazer perguntas.
Me formei para ser coach de programação neurolinguística e sexualidade e montei uma página no Instagram em que convidei as pessoas a me perguntarem qualquer coisa sobre sexo sem julgamento.
Para encorajar a conversa, postei detalhes sobre minhas próprias experiências sexuais. Funcionou.
As pessoas começaram a entrar em contato para buscar conselhos sobre questões como fantasias sexuais, estigma em torno da masturbação, casamento sem sexo e muitos outros assuntos, incluindo abuso.
Mas várias mensagens eram de pais.
Depois, dois anos atrás, fui convidada a fazer uma palestra no TED sobre a importância de os pais conversarem com seus filhos sobre sexo e consentimento.
Usei um sári no palco para mostrar que não são apenas as mulheres indianas ocidentalizadas que fazem sexo, e mostrei ao público dados divulgados pelo site Pornhub, em 2019, que diziam que os indianos estavam transmitindo a maior parte da pornografia do mundo, apesar de vários sites serem proibidos no país.
Estávamos fazendo sexo em segredo, e isso não estava ajudando ninguém.
Depois dessa palestra, comecei a receber mais de 30 perguntas e pedidos de terapia por dia — desde questionamentos sobre como usar um brinquedo erótico até como fingir ser virgem na noite de núpcias.
Recentemente, após a última onda avassaladora de Covid-19 na Índia, um homem me perguntou quando era seguro para ele começar a se masturbar de novo após se recuperar do vírus.
(Minha resposta: durante a Covid, a masturbação pode levar à exaustão física, mas após a recuperação é completamente ok voltar ao normal.)
Muitos dos questionamentos me lembraram que algumas das partes mais dolorosas de nossas vidas estão ligadas à falta de discussão que nós, como cultura, temos em relação ao sexo.
Sexo nem sequer é a questão na maioria das vezes.
Os casos dos meus pais aconteceram em parte porque eles não conseguiam se comunicar sobre uma parte muito natural da vida humana.
A falta de sexo no meu casamento era porque não conseguíamos falar um com o outro também.
Meu filho está com quase oito anos agora e sei que dentro de alguns anos ele ficará curioso.
Quando deixei de amamentá-lo, disse a ele que agora ele estava na idade de não tocar em certas partes do corpo de uma mulher.
Ele era muito novo, mas entendeu.
Quando chegar a hora de ele ser sexualmente ativo, espero tê-lo criado em um ambiente em que esteja bem informado e seguro, e saiba que não haverá julgamento da minha parte.”
Dicas de Pallavi Barnwal para os pais
Comece entendendo por que seus filhos precisam saber sobre sexo
Falar sobre sexo e sexualidade pode proteger seus filhos de uma série de problemas mais tarde na vida.
Baixa autoestima, ansiedade em relação à imagem corporal, abuso sexual, relacionamentos que não são saudáveis e consumismo sexual são apenas alguns dos problemas de longo prazo que muitos jovens adultos enfrentam.
Conte a eles sobre suas próprias experiências
As crianças se conectam incrivelmente com as histórias dos pais. Elas têm curiosidade de saber como foi quando você estava crescendo.
Elas querem ver vocês como seres humanos reais e autênticos que cometeram sua parcela de erros.
Você vai estabelecer uma conexão melhor com seu filho se falar sobre os desafios, as incertezas e as concepções erradas sobre sexo que tinha na idade dele.
Compartilhe suas opiniões
Converse com seus filhos sobre seus valores sexuais.
O que você pensa sobre nudez, atividade sexual de adolescentes, LGBT, casamento gay, aborto, contracepção, sexo extraconjugal, relacionamentos saudáveis.
Lembre-se de que você está ajudando seus filhos a construir uma estrutura de valores, não impondo nada rigidamente.
Apresente fatos a eles
Obtenha dados sobre o que eles precisam saber em diferentes faixas etárias.
As informações que seus filhos devem saber quando tiverem entre 10 e 14 anos incluem:
Suas expectativas e valores em relação à sexualidade;
Os nomes corretos e a função dos órgãos sexuais masculinos e femininos;
O que é relação sexual e como a gravidez acontece;
As mudanças físicas e emocionais que acontecem durante a puberdade;
A natureza e função do ciclo menstrual;
Relações LGBT, gênero, masturbação e aborto;
O que é controle de natalidade;
Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e como se propagam;
O que é abuso sexual, como prevenir o abuso sexual e o que fazer se o abuso acontecer;
Todas essas informações são específicas para a faixa etária, você deve decidir quando compartilhá-las e em que grau.
Relato feito à correspondente de identidade e gênero da BBC, Megha Mohan.
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Fonte: G1 Mundo

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China registra maior nº de novos casos de Covid desde janeiro


Surto na província de Jiangsu, no leste do país, foi responsável por 40 dos 76 infectados das últimas 24 horas. Chinês faz teste de Covid-19 em Nanjing, na província oriental de Jiangsu, em 21 de julho de 2021
AFP
A China registrou 76 novos casos confirmados de Covid-19 nesta segunda-feira (26), o maior número em apenas um dia desde janeiro, em meio a um surto na província de Jiangsu, no leste do país (responsável por 40 infectados).
O governo chinês tem adotado uma política de tolerância zero na pandemia: quando um surto é registrado, a população local é colocada em confinamento e testes em massa são realizados para rastrear todos os possíveis infectados.
Dezenas de milhares de pessoas estão confinadas em Nanjing, a capital de Jiangsu, e as autoridades ordenaram testes para os 9,2 milhões de habitantes da cidade após a descoberta de um surto vinculado ao aeroporto na semana passada.
“Dos 40 casos locais, 39 correspondem à província de Jiangsu e um a Liaoning”, informou a Comissão Nacional de Saúde chinesa em um comunicado, que indica que não foram registradas novas mortes.
O governo chinês diz ter registrado apenas dois óbitos por Covid-19 em 2021: um no dia 13 e outro no dia 25 de janeiro. Desde o início da pandemia, são 4.636 vítimas do vírus.
Já o recorde de novos casos deste ano também foi registrado em janeiro: 144 infectados nos dias 14 e 20. Desde a origem do novo coronavírus, em Wuhan, o país tem 92.664 casos confirmados.
Enquanto Jiangsu fica ao norte de Xangai, Liaoning se encontra na região nordeste do país, perto da fronteira com a Coreia do Norte, e desde quinta-feira registrou cinco casos.
A China também observa com preocupação um surto de contágios em Yunnan, no sudoeste, vinculado com a vizinha Mianmar, onde a junta militar que assumiu o poder em fevereiro enfrenta grandes dificuldades para conter a propagação de covid-19.
A província informou 79 casos desde 20 de junho, metade deles vinculados com Mianmar.
A cidade de Ruili, na fronteira, aplica um sistema de reconhecimento facial para monitorar os deslocamentos dos habitantes.
A China contabiliza 92.605 casos de coronavírus e 4.636 mortes desde o início da pandemia.
O país, que tem 1,4 bilhão de habitantes, deseja vacinar por completo 64% de sua população até o fim do ano.
“Até domingo, a China administrou mais de 1,5 bilhão de doses de vacinas anticovid”, informou a Comissão Nacional de Saúde, sem revelar quantas pessoas receberam as duas doses necessárias para a imunização completa.

Fonte: G1 Mundo

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Alpinista escocês morre no K2, 2º pico mais alto do mundo, no Paquistão


Rick Allen, um montanhista de 68 anos, foi arrastado por uma avalanche quando tentava abrir uma nova rota na encosta sudeste do K2. Imagem sem data de Rick Allen publicada em uma rede social
Reprodução/Partners Relief & Development UK/Facebook
O alpinista Rick Allen, da Escócia, morreu neste fim de semana ao tentar chegar ao topo do K2, o segundo pico mais alto do mundo (8.611 metros de altitude), localizado no Paquistão. A morte foi anunciada por sua equipe nesta segunda-feira (26).
Allen era um renomado montanhista de 68 anos. Ele foi arrastado por uma avalanche quando tentava abrir uma nova rota na encosta sudeste do K2 junto com outros dois alpinistas, que saíram ilesos.
Veja abaixo um vídeo de 2012 sobre uma avalanche que deixou 12 mortos no Irã.
Avalanche e nevascas deixam 12 mortos no Irã
A Karakorum Expeditions, agência de viagens paquistanesa responsável pela logística da expedição, afirmou que o corpo de Allen será enterrado ao pé do K2. A decisão foi acatada pela família do alpinista.
A ONG Partners Relief & Development, para a qual Allen queria arrecadar fundos, confirmou sua morte.
Incidente em 2018
Em 2018, Allen foi dado como morto durante um tempo, depois de se perder durante a descida do Broad Peak (8.047 m de altitude), localizado próximo ao K2, no norte do Paquistão. No final, sua mochila foi encontrada, e ele pôde ser resgatado.
Morte de alpinista com deficiência
Na semana passada, um outro alpinista, o sul-coreano Kim Hong-bin, morreu no Broad Peak. Ele caiu em uma fenda na montanha. Kim foi o primeiro alpinista com deficiência que escalou as 14 montanhas de mais de 8.000 metros de altitude do mundo.
Pelo menos seis alpinistas perderam a vida neste inverno nas montanhas do Paquistão, cinco deles no K2, onde foram registrados ventos de até 200 km/h e temperaturas de até -60°C.
Em janeiro, dez montanhistas nepaleses causaram sensação ao completarem a primeira subida de inverno do K2.
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Fonte: G1 Mundo

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Religioso que zombava de vacinas nas redes morre por covid-19 nos EUA


Stephen Harmon, que se opunha à vacinação, morreu após uma luta de um mês contra o vírus. Profissional de saúde prepara vacina em Los Angeles, Califórnia
Valerie Macon/AFP
Um homem da Califórnia que zombava das vacinas contra a Covid-19 em redes sociais morreu após uma batalha de um mês contra o vírus.
Stephen Harmon, membro da igreja Hillsong, era um oponente vocal das vacinas, e publicava uma série de piadas sobre não não tomá-las.
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“Tenho 99 problemas, mas a vacina não é um deles”, tuitou o jovem de 34 anos para seus 7.000 seguidores em junho.
Presidente dos EUA, Joe Biden, diz que pandemia agora está entre as pessoas que não tomaram vacina
Ele recebeu tratamento para pneumonia e Covid-19 em um hospital nos arredores de Los Angeles, onde morreu na quarta-feira (21).
Nos dias que antecederam a morte, Harmon documentou sua luta para permanecer vivo, postando fotos de si mesmo em sua cama de hospital.
“Por favor, orem todos vocês, eles realmente querem me entubar e me colocar em um respirador”, disse ele.
Em seu último tuíte, na quarta-feira, Harmon disse que seria intubado.
“Não sei quando vou acordar, por favor, orem”, escreveu ele.
Apesar de sua luta contra o vírus, Harmon ainda dizia que rejeitaria ser vacinado, afirmando que sua fé religiosa o protegeria.
Antes de sua morte, ele brincou sobre a pandemia e as vacinas, compartilhando memes dizendo que confiava na Bíblia, e não no mais conhecido especialista em doenças dos EUA, o médico Anthony Fauci.
Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergologia e Infecções dos EUA, em foto de 22 de dezembro de 2020
Patrick Semansky/Pool/Reuters
O fundador da igreja Hillsong, Brian Houston, confirmou a notícia de sua morte em um tuíte.
“Ben acaba de nos transmitir a notícia devastadora de que nosso querido amigo, Stephen Harmon, faleceu da Covid. É de partir o coração”, disse Houston.
Pelo Instagram, ele prestou homenagem a Harmon.
“Ele era uma das pessoas mais generosas que conheço e tinha muito pela frente”, escreveu Houston.
“Ele sempre comparecia aos jogos de futebol de nossos netos e fará falta para muitos. Descanse em paz.”
Ele acrescentou que a igreja incentiva seus membros “a seguirem as orientações de seus médicos”.
A Califórnia viu um aumento nos casos de Covid-19 nas últimas semanas, sendo a maioria dos casos levados a hospitais de não vacinados.
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Fonte: G1 Mundo