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Olimpíada de Tóquio 2021: as curiosidades de Tóquio 1964, a 1º Olimpíada sediada pelo Japão


Há 57 anos, um sobrevivente da bomba atômica acendeu a pira na cerimônia de abertura dos Jogos que serviram de vitrine da reconstrução do país e entraram para a história como os primeiros a serem televisionados. Milhares de espectadores presentes no Estádio Nacional de Tóquio se emocionaram ao ver o atleta Yoshinori Sakai (1945-2014) carregar a tocha na cerimônia de abertura dos Jogos
Getty Images via BBC
Os relógios em Hiroshima marcavam 8h15 quando, na manhã de 6 de agosto de 1945, o avião Enola Gay, pilotado por Paul Tibbets (1915-2007), lançou uma bomba atômica sobre a província japonesa.
O artefato bélico, apelidado de “Little Boy”, explodiu no ar, a 600 metros do solo, e matou, segundo estimativas, cerca de 140 mil pessoas. Dezenove minutos depois, nascia, na cidade de Miyoshi, distante 57 km de Hiroshima, o pequeno Yoshinori Sakai (1945-2014).
Dezenove anos depois do ataque, no dia 10 de outubro de 1964, os 75 mil espectadores presentes no Estádio Nacional de Tóquio se emocionaram ao ver o atleta carregar a tocha na cerimônia de abertura dos Jogos. A homenagem ao jovem mundialmente conhecido como “Bebê de Hiroshima” mereceu aplausos inclusive do imperador japonês Hirohito (1901-1989), sentado na tribuna de honra.
“A edição de Tóquio 1964 foi uma grande demonstração da reconstrução de um país arruinado pela guerra. A festa começou com um sobrevivente da bomba atômica acendendo a pira olímpica. Isso por si só já diz ao mundo que, mesmo diante de toda e qualquer catástrofe, é possível fazer a vida seguir adiante”, afirma Kátia Rubio, coordenadora do Grupo de Estudos Olímpicos (GEO) da USP e autora do livro Atletas Olímpicos Brasileiros (2015).
Era a primeira vez que um país do continente asiático sediava o mais importante evento esportivo do planeta. A princípio, os Jogos Olímpicos de Tóquio seriam realizados em 1940, mas foram cancelados por causa da Segunda Guerra Mundial (1939-45).
Em 1959, quando foi escolhida cidade-sede dos Jogos de 1964, Tóquio derrotou Detroit, Bruxelas e Viena. O Japão sediou a mais cara Olimpíada até então: foram investidos US$ 3 bilhões na construção de modernos complexos esportivos e na melhoria do sistema de transporte, com a inauguração do Shinkansen, o primeiro trem-bala do mundo, no dia 1º de outubro de 1964, nove dias antes da abertura dos Jogos.
Transmissão via satélite
Era a primeira vez, também, que uma Olimpíada era transmitida ao vivo, graças ao satélite Syncom 3, para outros continentes. “Em Roma 1960, as competições eram filmadas em película e, em seguida, os rolos eram despachados em aviões para a Europa Ocidental e Estados Unidos. O público assistia às competições com um dia de atraso”, explica o jornalista e historiador Adalberto Leister Filho, coautor de 2016 Histórias que Fizeram 120 Anos de Olimpíadas (2016).
Entre outras inovações, o piso sintético substituiu o solo de carvão nas pistas de atletismo e a vara de bambu, mais flexível que a de madeira, cedeu lugar à vara de fibra de vidro nas provas de salto. Tem mais: pela primeira vez, foi adotada a cronometragem eletrônica em substituição à manual.
“Com o novo instrumento, foi possível certificar a medalha de bronze do nadador alemão Hans-Joachim Klein nos 100m livre”, explica o jornalista Marcelo Duarte, de O Guia dos Curiosos – Jogos Olímpicos (2004). “Ele foi um centésimo mais rápido que o americano Gary Ilman.”
Na 18ª edição dos Jogos, 5.151 atletas de 93 países disputaram 163 provas. Deste total, 4.473 eram homens e 678, mulheres. Duas das 25 modalidades foram disputadas pela primeira vez: o vôlei e o judô.
Das 7h às 15h30, as jogadoras da seleção feminina de vôlei trabalhavam em uma fábrica e, das 16h à meia-noite, treinavam saques, passes e cortadas. “O método de trabalho do treinador era um tanto draconiano. Hirofumi Daimatsu insultava as atletas e, por vezes, batia nelas. Hoje em dia, seria processado [no mínimo] por assédio moral”, observa Adalberto Leister Filho.
“Depois de conquistarem o ouro olímpico, as atletas do vôlei foram recompensadas pelo imperador, que as ajudou a encontrar namorados”, completa o jornalista Armando Freitas, coautor de Almanaque Olímpico (2008).
O número de participantes de Tóquio só não foi maior porque três países não participaram da competição: África do Sul, Indonésia e Coreia do Norte.
A África do Sul foi banida dos Jogos por 28 anos, 1964 a 1992, por causa do regime de segregação racial do Apartheid. Já Indonésia e Coreia do Norte foram impedidas porque, em 1963, participaram dos Jogos das Potências Emergentes, evento promovido pela Indonésia contra a vontade do Comitê Olímpico Internacional (COI), responsável pelos Jogos Olímpicos.
Terra de gigantes
Três atletas se destacaram em Tóquio: o maratonista etíope Abebe Bikila (1932-1973), o pugilista americano Joe Frazier (1944-2011) e a ginasta soviética Larisa Latynina, hoje com 86 anos.
Nos Jogos Olímpicos de 1960, Bikila chamou a atenção do mundo ao correr descalço pelas ruas de Roma. Em Tóquio, tornou-se o primeiro atleta a vencer duas maratonas olímpicas. “Dessa vez, usou tênis e meia”, diz o publicitário Marcos Abrucio, autor de Odisseia Olímpica: A História das Olimpíadas e Seus Heróis (2008).
“Apenas seis semanas antes da prova, ele tinha sido operado de apendicite”. Frazier conquistou o ouro olímpico lutando contra o pugilista alemão Hans Huber. Detalhe: o futuro campeão mundial de pesos-pesados entrou no ringue com o polegar esquerdo quebrado.
Um dos grandes nomes de Tóquio foi Larisa Latynina. Nascida na Ucrânia, a ginasta soviética ganhou, só em 1964, seis medalhas: dois ouros, duas pratas e dois bronzes. Ao longo de três Olimpíadas (Melbourne 1956, Roma 1960 e Tóquio 1964), totalizou 18 medalhas: nove de ouro, cinco de prata e quatro de bronze.
Seu recorde só foi quebrado 44 anos depois quando, em Pequim, Michael Phelps conquistou sua 19ª medalha de ouro. Em cinco edições dos Jogos (Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016), o nadador americano colecionou 28 medalhas: 23 ouros, três pratas e dois bronzes.
A história da nadadora australiana Dawn Fraser, de 83 anos, é daquelas que seria cômica se não fosse trágica. Única nadadora a ganhar a mesma prova — os 100m livres — em três Jogos consecutivos (Melbourne 1956, Roma 1960 e Tóquio 1964), Fraser teve a infeliz ideia de roubar uma bandeira do Palácio Imperial de Tóquio para guardar de lembrança.
Resultado: foi presa em flagrante. “O imperador japonês livrou-a da cadeia e deu-lhe a bandeira de presente”, relata Armando Freitas. Condenada a dez anos de suspensão, encerrou sua carreira em 1965.
Heroína solitária
Terminados os Jogos, os soviéticos somaram mais medalhas que os americanos: 96 contra 90. Mas, contabilizadas só as de ouro, os americanos levaram a melhor: 36 contra 30. No pódio dos mais premiados, o Japão ficou com o terceiro lugar: 29 medalhas – 16 de ouro, 5 de prata e 8 de bronze.
Na classificação geral, o Brasil terminou em 35º, empatado com Gana, Irlanda, Quênia, México, Nigéria e Uruguai. A delegação brasileira conseguiu uma única medalha de bronze. Na disputa pelo terceiro lugar, a seleção masculina de basquete venceu Porto Rico por 76 a 60.
Naquele ano, o Brasil mandou 68 atletas para Tóquio. A única mulher da delegação era a carioca Aída dos Santos, então com 27 anos. Primeira atleta do país a disputar uma final olímpica, terminou a prova de salto em altura em quarto lugar, com a marca de 1,74 m.
“Por 44 anos, foi o melhor desempenho de uma brasileira no atletismo”, destaca Adalberto Leister Filho. “Só foi superado em Pequim pela Maurren Maggi no salto em distância [quando ganhou uma medalha de ouro]”.
Mesmo assim, Aída não guarda boas recordações de Tóquio. Durante a competição, não teve técnico, massagista ou intérprete. No hotel, só conseguiu preencher a data de nascimento na ficha de inscrição porque o funcionário cantarolou um trecho de “Parabéns Pra Você”.
Na Vila Olímpica, recorria a mímicas para se comunicar com atletas de outros países. Não bastasse, ainda tinha que aturar o sarcasmo de atletas e dirigentes brasileiros: “E aí, turista, tá gostando do passeio?”, perguntavam, aos risos. “Vou mostrar a vocês quem é a turista aqui!”, respondia, baixinho.
A tristeza era tanta que, quando terminou de disputar suas provas, não quis nem esperar pela cerimônia de encerramento. “Aquilo lá foi um sofrimento só”, resume a ex-atleta, hoje com 83 anos.
“Eu me sentia invisível, sabe? Não tive apoio de ninguém. Na semana da competição, nem tênis para saltar eu tinha. Torci o pé e não tinha médico. Fui socorrida por um da delegação cubana. Eu só fazia chorar. ‘O que estou fazendo aqui?’, vivia me perguntando. Se eu não fosse ‘raçuda’ e gostasse de desafios, teria desistido há muito tempo.”
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Fonte: G1 Mundo

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Ginasta da Costa Rica faz gesto do ‘Black Lives Matter’ ao competir em Tóquio


Atleta de 18 anos concluiu sua apresentação no solo ajoelhada e com o punho erguido, símbolo dos movimentos contra o racismo nos EUA. Luciana Alvarado, ginasta da Costa Rica, ergue o punho no gesto que marcou os protestos “Black Lives Matter” ao terminar sua prova de solo das Olimpíadas neste domingo (25)
Natacha Pisarenko/AP Photo
A ginasta Luciana Alvarado, da Costa Rica, chamou atenção no domingo (25), ao concluir a prova eliminatória de solo nos Jogos Olímpicos de Tóquio: após terminar a série, a jovem ergueu o punho, ajoelhada — gesto símbolo do movimento “Black Lives Matter”.
A jovem de 18 anos, cuja mãe e treinadora, Sherli Reid, é negra, simulou a postura que ficou famosa em protestos em todo o mundo, principalmente no meio esportivo, depois do assassinato do afro-americano George Floyd no ano passado pelas mãos de um policial na cidade americana de Minnesota.
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“Sinto que se você faz algo que une a todos é como dizer, ‘Você é um dos meus, entende as coisas’, disse Alvarado ao site especializado GymCastic.
“É importante que todos sejam tratados com respeito e dignidade e todos devem ter os mesmos direitos porque somos iguais e todos somos belos e surpreendentes. Por isso adoro fazer isso na minha série.”
A costa-riquenha acumulou 51.306 pontos no evento geral, disputado no Ariake Arena e acabou em 51º lugar entre 85 ginastas. O resultado não foi suficiente para se situar entre as melhores 24, que disputarão a final.
Gesto de joelhos
Daniel Bibby, jogador de rúgbi da Grã-Bretanha, se ajoelha em protesto contra o racismo antes de iniciar partida válida pelas Olimpíadas de Tóquio nesta segunda (26)
Siphiwe Sibeko/Reuters
O sinal em protesto contra o racismo nos Jogos Olímpicos de Tóquio foi visto já na quarta-feira passada, na rodada preliminar de futebol: jogadoras de Chile, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Nova Zelândia e Suécia se ajoelharam no campo.
Protestos do tipo, então, se repetiram em outras modalidades ao logo destes primeiros dias de Jogos Olímpicos em Tóquio, como o rúgbi.
Em abril, em uma mudança de postura, o Comitê Olímpico Internacional (COI) ouviu a Comissão de Atletas e decidiu flexibilizar alguns pontos sobre protestos e manifestações políticas nas Olimpíadas de Tóquio. Elas seguem proibidas no pódio.
VÍDEO e PODCAST: as Olimpíadas de Tóquio
As Olimpíadas nunca foram assim

Fonte: G1 Mundo

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Imigração: quase 3 mil crianças brasileiras entraram ilegalmente nos EUA pelo México em apenas 2 meses


Dados inéditos obtidos pela BBC News Brasil revelam as características da migração recorde, que já levou quase 30 mil pessoas do Brasil ao território americano só em 2021. Agente do órgão americano de Alfândega e Controle de Fronteira patrulha área no Texas pela qual costumam passar imigrantes sem documentação
Paul Ratje/AFP via Getty Images
Apenas em maio e junho de 2021, 2.857 bebês e crianças brasileiros com até 6 anos de idade atravessaram irregularmente a fronteira dos Estados Unidos com o México e acabaram detidas pelo serviço de migração.
Esses dados inéditos do órgão americano de Alfândega e Controle de Fronteira, obtidos pela BBC News Brasil, apontam que o total de menores de 6 anos apreendidos por agentes americanos em apenas dois meses já supera todo o acumulado dos 7 meses anteriores.
Destas 2.857 crianças, 12 entraram no país sem a companhia dos pais ou de algum responsável legal por elas e, no momento do encontro com autoridades americanas, foram mantidas temporariamente sob custódia do governo do democrata Joe Biden.
Uma delas é o bebê João*, de um ano e meio, cuja história a BBC News Brasil contou em detalhes há uma semana. João passou mais de um mês em um lar temporário no Estado da Virgínia depois que foi encontrado na companhia dos avós, encaminhados para deportação. A mãe dele, que conseguiu acesso aos EUA depois de atravessar a fronteira com seu outro filho adolescente, precisou comprovar não ter antecedentes criminais no Brasil para poder se reunir ao bebê. Agora, eles esperarão em território americano pelo desfecho de seu processo na Justiça migratória.
Os números da imigração brasileira irregular têm crescido a cada mês, e atraído atenção crescente do serviço migratório americano. O país já é a sétima origem mais frequente de migrantes sem visto, à frente de Cuba, Haiti, Nicarágua, Colômbia e Venezuela, países que vivem intensas crises domésticas e com histórico de remeter grandes quantidades de população ao território americano. A cifra de brasileiros detidos em 2021 ao avançar pela fronteira dos EUA sem visto (29,5 mil) é o recorde registrado em toda a série histórica, que mede tais movimentos por nacionalidade desde 2007. Há 10 anos, em 2011, apenas 472 brasileiros foram detidos na mesma condição.
A esmagadora maioria das quase 4.867 crianças de até 6 anos que chegaram dessa forma aos EUA desde outubro passado estava acompanhada dos pais. O mesmo vale para as outras 1.297 crianças brasileiras entre 7 e 9 anos e os 2.585 pré-adolescentes e adolescentes entre 10 e 17 anos que, igualmente, fizeram o trajeto no período. É o que as autoridades americanas chamam de unidades familiares: ⅔ dos quase 30 mil brasileiros já detidos pela imigração em 2021 estavam em famílias nucleares, o que inclui pais e filhos.
Essa configuração tem a ver com uma estratégia estimulada pelos coiotes, como são chamados os operadores dessas rotas ilegais. Eles incentivam a prática do “cai-cai”: ou seja, a viagem de migrantes sem visto com seus filhos menores de idade para garantir que os adultos não sofram deportação imediata na chegada aos EUA, quando se apresentarem às autoridades locais.
“Acompanhei o caso recente de um homem que juntou os US$ 12 mil cobrados por um coiote e ficou furioso quando a mãe de sua filha, com quem não era casado, não aceitou que a menina de 15 anos o acompanhasse na jornada pelo México. Ele dizia que para fazer um ‘investimento’ tão alto, precisava ter a certeza de que não seria deportado. E isso só seria possível com a presença da adolescente, que não seria deportada nem separada de seu pai”, relata a socióloga Sueli Siqueira, especialista em migração de brasileiros para os EUA da Universidade do Vale do Rio Doce.
Estratégia ‘cai-cai’
Famílias latino-americanas continuam contratando ‘coiotes’ para chegar aos EUA, em viagens arriscadas
Getty Images via BBC
Tanto autoridades brasileiras quanto americanas ouvidas pela reportagem afirmam que a estratégia “cai-cai” havia sido praticamente abandonada durante a gestão Trump, quando o então presidente republicano adotou práticas como a separação entre pais e filhos, a deportação sumária de menores de idade e a obrigatoriedade de esperar pela resposta ao pedido de asilo em território mexicano.
Mas todas essas medidas restritivas foram revistas e, parcial ou totalmente, abolidas ainda na gestão Trump ou já no governo Biden, o que levou à retomada do “cai-cai”.
Eleito sob a promessa de tornar o sistema de migração “mais humano” e de criar um caminho de obtenção de cidadania para 11 milhões de migrantes que já vivem no país sem documentos, Biden tem encarado uma crise no assunto, com a chegada de quase 1,3 milhão de pessoas pela fronteira apenas em 2021. Dessas, 95 mil eram menores de idade sem os pais ou responsáveis.
O volume levou o atual presidente a designar a vice para gerir o problema. Em visita recente à Guatemala, Kamala Harris foi clara: “Não venham (aos Estados Unidos)”.
É improvável, no entanto, que o apelo tenha efeito sobre os latino-americanos que querem tentar a vida nos EUA agora. Afundada em um misto de crise econômica e descontrole pandêmico, a região vive uma espécie de nova década perdida, que lembra os anos 1980. Não por acaso, foi nesse período que a primeira grande onda de migrantes brasileiros chegou aos EUA, em fuga do desemprego e da inflação alta. Agora, de acordo com o IBGE, o desemprego no Brasil se aproxima dos 15% e a inflação tem mostrado força especialmente em itens básicos, como alimentos.
Para a socióloga Sueli Siqueira, a “desesperança com a política e a economia do Brasil” e a “crença de que Biden vá tornar mais fácil a vida de quem vem de fora” têm alimentado o fluxo de brasileiros, que deve se manter alto ainda por muitos meses.
Ela nota ainda que as características dessa migração – majoritariamente em família – também indicam que essas pessoas estão tentando uma mudança definitiva de país, um reassentamento e recomeço de vida, e não apenas trabalhar ganhando em dólares por algumas temporadas para depois regressar ao Brasil.

Fonte: G1 Mundo

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Presidente da Tunísia suspende Parlamento e destitui primeiro-ministro


Kais Saied alegou que Constituição tunisiana permite medida em caso de “perigo iminente”. Principal partido do país classifica decisão como golpe contra revolução que deu início à Primavera Árabe. Kais Saied, presidente da Tunísia
Reuters
O presidente da Tunísia, Kais Saied, determinou na noite deste domingo (25) a suspensão por 30 dias das atividades do Parlamento e a destituição do primeiro-ministro, Hichem Mechichi.
A decisão, tomada após reunião no palácio presidencial, atribui para Saied plenos poderes executivos. O presidente tunisiano afirmou que a medida está prevista na Constituição do país.
“A Constituição não me permite dissolver o Parlamento, mas sim suspender a sua atividade”, disse Saied.
Ele afirmou que seguiu o artigo 80 da constituição da Tunísia, que permite que este tipo de medida seja adotada frente à um “perigo iminente”. Saied também usou o trecho para suspender a imunidade dos membros do Parlamento.
A Constituição também diz que o presidente tem responsabilidade direta somente por relações exteriores e pelas Forças Armadas.
A suspensão das atividades parlamentares aconteceu após protestos realizados neste domingo contra autoridades do país, em especial o partido governista Ennahda, de orientação islamita.
Segundo a agência Reuters, dezenas de milhares de pessoas permaneceram nas ruas da capital Túnis e de outras cidades para apoiar a decisão de Saied.
Manifestantes protestam contra governo da Tunísia
Reuters
‘Golpe contra a revolução’
O Ennahda, maior partido no Parlamento da Tunísia, se tornou a principal força políticas do país desde 2011, quando uma revolta popular deu início ao que ficou conhecido como Primavera Árabe.
O partido considerou a decisão de Saied, que atua como independente, um “golpe contra a revolução e a Constituição.
“Consideramos as instituições ainda de pé, e os partidários do Ennahda e o povo tunisiano defenderão a revolução”, afirmou o líder do partido, Rached Ghannouchi.
A Tunísia enfrenta uma forte onda da Covid-19. O país de 12 milhões de habitantes registra cerca de 18.000 mortes pela pandemia.
A população protesta contra a falta de resposta do governo à crise sanitária, que deixou o país sem abastecimento de oxigênio.
O país convive há mais de um ano uma disputa política entre Saied e Mechichi. Além disso, a economia tunisiana enfrenta uma forte crise econômica.
Após suspender o Parlamento, Saied anunciou que nomeará um novo primeiro-ministro.

Fonte: G1 Mundo

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‘Adriana não é um número’, escreve jornal australiano sobre estudante brasileira que morreu de Covid no país

Adriana Midori Takara morreu na noite de sábado no Royal Prince Alfred Hospital. O corpo será cremado na Austrália. Uma estudante brasileira de 38 anos morreu sábado (24) vítima da Covid-19 em Sidney, na Austrália, de acordo com jornais australianos. O jornal The Sydney Morning Herald escreveu; “Adriana não é um número: estudante de contabilidade de Sydney, 38, a última morte por coronavírus.”
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Adriana Midori Takara morreu no Royal Prince Alfred Hospital. Ela estudava contabilidade na Kaplan Business School de Sydney, não tinha problemas de saúde, mas piorou rapidamente após contrair o vírus.
A raiva dos australianos com a volta ao lockdown
Marlene Coimbra, diretora da empresa Superstudent Headquarters, que assessorava Adriana, disse ao G1 que ela era de São Paulo. De acordo com Marlene, Adriana não tinha conseguido ainda se vacinar quando contraiu a doença. Ela foi internada no sábado (17). O corpo será cremado na Austrália.
“Espero que a morte da Adriana sirva para chamar atenção do governo para as condições dos over seas students não Austrália. São aqueles que continuam trabalhando durante essa pandemia em segmentos prioritários como aged care e hospitality sem nenhuma ajuda oficial do governo”, disse.
Ao mencionar a morte, a premier de Nova Gales do Sul Gladys Berejiklian alertou que os jovens podem ser vítimas da “doença cruel”. “Se alguém pensa que esta é uma doença que afeta apenas pessoas mais velhas, por favor, pense novamente”, disse ela.
A Austrália impõe novas medidas restritivas, cada vez mais impopulares, em um momento de alta no contágio por conta da variante Delta. Cerca de metade da população australiana — o equivalente a 13 milhões de pessoas — está sob lockdown.
O atual surto em Sydney, a cidade mais populosa do país, infectou mais de 1,5 mil pessoas. Mais 100 casos foram identificados na quarta-feira (21), apesar de Sydney estar em lockdown há quatro semanas

Fonte: G1 Mundo

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Estação de metrô fica inundada após forte chuva no Reino Unido


Vídeo mostra situação alagamento em parte de estação de Londres. Chuva afetou serviços de transporte e levou a alerta de órgão de meteorologia local. Estação de metrô Pudding Lane Mill, em Londres, ficou alagada.
Reprodução/Twitter
Uma forte chuva deixou Londres, no Reino Unido, com uma estação de metrô inundada neste domingo (25). A cidade também registrou alagamentos em várias ruas.
Um usuário publicou no Twitter um vídeo que mostra parte da estação Pudding Mill Lane no momento da inundação. Segundo ele, os trens continuaram operando, o que lhe permitiu seguir para a próxima estação e concluir o trajeto a pé.
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O prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou que os serviços de emergência locais estavam registrando “inundações significativas” na cidade. Ele indicou ainda que “vários serviços de ônibus, metrô e trem estão afetados”.
Outros usuários publicaram vídeos que mostram pedestres e carros atravessando por ruas alagadas.
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O serviço de meteorologia do Reino Unido informou que chuvas torrenciais devem continuar afetando partes do sudeste da Inglaterra neste domingo.
O órgão emitiu um alerta para riscos de interrupções no serviço de energia elétrica, quedas de árvores e alagamentos em casas e empresas.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Câmera flagra queda de meteoro na Noruega

Registros mostram meteoro se deslocando a 16m3 km por segundo. Parte dele pode ter atingido a Terra, em um local próximo à capital Oslo. Um meteoro iluminou o céu no sul da Noruega neste domingo
A Noruega registrou neste domingo (25) a queda de um meteoro que iluminou o céu brevemente e causou um forte ruído. Não há relatos imediatos de ferimentos ou danos.
Uma câmera em Holmestrand, ao sul da capital Oslo, registrou o momento em que uma bola de fogo cai do céu e explode em um flash brilhante, iluminando uma marina. A BBC informa que o meteoro se deslocou a 16,3 km por segundo.
Os primeiros relatos começaram a ser enviados a 1h da manhã, no horário local. O fenômeno chegou a ser visto a cerca de 393 km de Oslo, em Trondheim, cidade mais ao norte da Noruega.
Redemoinho de poeira interrompe jogo de futebol na Bolívia
Segundo especialistas ouvidos pela agência Reuters, parte do meteoro pode ter atingido a Terra, em um local não muito longe da capital.
A rede norueguesa Meteor afirma que os dados preliminares sugerem que ele pode ter caído em uma área arborizada conhecida como Finnemarka, 60km a oeste da capital.
Os vídeos e outros dados estão sendo utilizados para tentar definir locais de origem e destino do meteoro. “Isso foi uma loucura”, disse Morten Bilet, da Meteor.
“O que tivemos na noite passada foi uma grande rocha viajando provavelmente entre Marte e Júpiter, que é nosso cinturão de asteróides. E quando isso acontece, cria um estrondo, luz e muita empolgação entre nós (especialistas) e talvez algum medo entre outros”, disse Bilet.

Fonte: G1 Mundo

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Itália pede ajuda de países europeus para combater incêndios na Sardenha


Cerca de 400 pessoas foram retiradas de suas casas neste domingo (25). Os incêndios assolaram a província de Oristano, na região centro-oeste da ilha italiana Os incêndios assolaram a província de Oristano, na região centro-oeste da ilha italiana
Vigili del Fuoco/Divulgação via REUTERS
A Itália pediu a Estados da União Europeia, neste domingo (25), que enviem aviões de combate a incêndios para ajudar a controlar o fogo que atingiu partes da ilha da Sardenha, causando a retirada de centenas de pessoas.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, disse no Facebook que a Defesa Civil do país emitiu o pedido, e disse estar grato pela ajuda que já estava sendo enviada.
“Dois (aviões) vêm de França, a quem agradeço oficialmente”, disse Di Maio.
Os incêndios assolaram a província de Oristano, na região centro-oeste da ilha italiana, queimando milhares de hectares de terra, matando animais e danificando propriedades.
Não houve relatos de mortes ou ferimentos graves, mas a agência de notícias italiana Ansa disse que 400 pessoas foram retiradas de suas casas neste domingo (25), depois que um número semelhante também foi removido durante a noite.
VÍDEOS: Veja mais notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Influencer de 23 anos morre após cair de guindaste ao fazer vídeo, diz jornal


Ela era uma estrela do Douyin, a versão chinesa do Tik Tok. Ela tinha mais de 100 mil seguidores. Mãe de duas crianças, costumava fazer vídeos contando sua rotina no trabalho. Influencer chinesa tinha 23 anos e caiu do guindaste enquanto fazia um vídeo
Reprodução
Uma influencer chinesa de 23 anos morreu na terça-feira (20) após cair dezenas de metros de um guindaste enquanto fazia um vídeo em seu local de trabalho na cidade de Quzhou, no oeste da província de Zhejiang, no oeste da China, de acordo com o jornal The Sun, citando jornais locais. O vídeo da queda viralizou.
Xiao Qiumei era uma estrela do Douyin, a versão chinesa do Tik Tok. Ela tinha mais de 100 mil seguidores. Mãe de duas crianças, costumava fazer vídeos contando sua rotina no trabalho.
De acordo com o The Sun, a família confirmou sua morte. Afirmou que ela caiu após dar um passo em falso, mas negou que ela estivesse usando o celular durante o expediente.
O funeral e cremação da vítima já ocorreram.

Fonte: G1 Mundo

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Sobe o número de vítimas das chuvas torrenciais na Índia


País é atingido por fortes chuvas desde quinta-feira (22). Equipes buscam desaparecidos. Membros da Força Nacional de Resposta a Desastres (NDRF) conduzem operação de busca e resgate depois de um deslizamento de terra causado por fortes chuvas no distrito de Ratnagiri, estado de Maharashtra, na Índia, neste domingo (25).
Força Nacional de Resposta a Desastres / Handout via Reuters
O número de mortes nas inundações e deslizamentos de terra provocados pelas chuvas de monção se aproxima de 160 neste domingo (25) na Índia, onde equipes de resgate buscam dezenas de desaparecidos.
A costa oeste do país foi afetada por chuvas torrenciais desde quinta-feira (22) e, segundo o serviço meteorológico da Índia, mais tempestades são aguardadas para os próximos dias.
No estado de Maharasthra, 149 pessoas morreram, incluindo mais de 40 em um deslizamento de terra na quinta-feira (22) na localidade de Taliye, ao sul de Mumbai.
Jayram Mahaske contou à AFP que “muitas pessoas foram arrastadas enquanto tentavam fugir” quando aconteceu o deslizamento de terra. Entre as vítimas estão alguns de seus parentes.
Em poucos minutos, dezenas de casas desabaram e apenas duas estruturas permaneceram de pé. A área também sofreu um corte de energia elétrica.
As equipes de emergência retiravam neste domingo a lama e os escombros em busca de 99 pessoas desaparecidas.
Outdoor com a imagem de Narendra Modi parcialmente submersa nas águas da enchente em Kolhapur, no oeste do estado de Maharashtra, Índia, sábado, 24 de julho de 2021.
AP
“Toda minha equipe está envolvida nas operações de resgate”, declarou à AFP o diretor da Força Nacional de Resposta às Catástrofes, Rajesh Yawale, que coordena a intervenção na localidade.
Muitos corpos foram arrastados e alguns foram encontrados presos entre as árvores, rio abaixo.
Dez pessoas morreram em outros deslizamentos de terra, também ao sul de Mumbai.
Em algumas áreas de Chiplun, o nível da água subiu na quinta-feira a quase seis metros após 24 horas de chuva ininterrupta, que inundou estradas e casas.
Oito pacientes de um hospital local para pacientes com covid-19 morreram depois que as inundações provocaram cortes de energia elétrica, necessária para os respiradores.
Na vizinha Goa, teme-se que uma mulher tenha se afogado, informou o governo local. O ministro chefe do estado), Pramod Sawant, classificou a tragédia como “as piores inundações desde 1982”.
Na região que engloba Maharashtra e Goa, os níveis das águas permanecem elevados devido à cheia dos rios.
Moradores aterrorizados subiram nos telhados de suas casas e aos andares mais elevados dos prédios para escapar das cheias.
Mais ao sul, no estado de Karnataka, o número de mortes subiu de três para nove durante a noite, com outros quatro desaparecidos, informaram as autoridades.
O fornecimento de energia foi cortado nos 11 distritos afetados e as autoridades anunciaram perdas de plantações.
As inundações, os deslizamentos de terra e desabamentos de edifícios mal construídos são frequentes durante a temporada de chuvas de monção na Índia.
Quatro pessoas morreram na sexta-feira quando um edifício desabou em um bairro pobre de Mumbai, informaram as autoridades. Na semana passada, 34 faleceram na queda de um muro e em um deslizamento de terra na mesma cidade.
Nos últimos anos, os fenômenos climáticos extremos aumentaram em consequência, segundo os cientistas, do aquecimento global que afeta esta região do mundo.
A mudança climática intensifica os fenômenos de monção na Índia, segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa sobre o Impacto Climático de Potsdam (PIK). O informe alerta para possíveis consequências na alimentação, agricultura e economia em um país que abriga 20% da população mundial.
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Fonte: G1 Mundo