Categorias
MUNDO

‘Fui posta à venda na internet por ser muçulmana’


Aplicativo “Sulli Deals” pegou fotos públicas de mulheres e criou perfis, descrevendo-as como “ofertas do dia”. Hana Khan é piloto de uma companhia aérea comercial
Hana Khan/Arquivo Pessoal
Há uma semana, dezenas de mulheres muçulmanas na Índia descobriram que foram colocadas à venda na internet.
Hana Khan, uma piloto comercial cujo nome estava na lista, disse à BBC que foi alertada depois que um amigo mandou um tweet para ela.
O tweet a levou ao “Sulli Deals”, um aplicativo e site que pegou fotos públicas de mulheres e criou perfis, descrevendo-as como “ofertas do dia”.
Seis pessoas são presas em operação contra o tráfico internacional de mulheres
15% dos homicídios de mulheres cometidos por companheiros ou ex não foram classificados como feminicídio em 2020, diz Anuário
A página de destino do aplicativo tinha a foto de uma mulher desconhecida. Nas duas páginas seguintes, Khan viu fotos de amigas dela. Na página seguinte, ela encontrou a dela mesma.
“Contei 83 nomes. Poderia haver mais”, disse ela à BBC. “Eles tiraram minha foto do Twitter e ela tinha meu nome de usuário. Este aplicativo estava no ar há 20 dias e nós nem sabíamos sobre ele. Ele me causou arrepios na espinha”, diz.
O aplicativo pretendia oferecer aos usuários a chance de comprar uma “Sulli” — gíria depreciativa usada por trolls hindus de direita para falar das mulheres muçulmanas. Não houve venda real de qualquer tipo — o objetivo do aplicativo era apenas degradar e humilhar.
Khan disse que foi alvo dos agressores por causa da religião que ela segue. “Sou uma mulher muçulmana que é vista e ouvida”, disse ela. “E eles querem nos silenciar.”
GitHub — a plataforma na internet que hospedava o aplicativo de código aberto — fechou-o rapidamente após reclamações. “Suspendemos contas de usuários após a investigação de relatórios de tal atividade, todos os quais violam nossas políticas”, disse a empresa em um comunicado.
Mas a experiência deixou cicatrizes nas mulheres. Todas aquelas que apareceram no aplicativo eram muçulmanas com grande visibilidade, incluindo jornalistas, ativistas, artistas ou pesquisadoras. Desde então, algumas excluíram suas contas nas redes sociais e muitas outras disseram que temiam mais assédio.
Initial plugin text
“Não importa o quão forte você seja, mas se sua foto e outras informações pessoais forem tornadas públicas, isso te assusta, te perturba”, disse outra mulher ao serviço da BBC em Hindi.
Mas várias das mulheres cujas informações pessoais foram compartilhadas no aplicativo recorreram às redes sociais para responder aos “pervertidos” e juraram lutar. Uma dezena delas formou um grupo de WhatsApp para buscar — e oferecer — apoio e, algumas delas, incluindo Khan, prestaram queixas à polícia.
Artistas, ativistas e lideranças sociais também se manifestaram contra o assédio. A polícia disse que abriu uma investigação, mas não disse quem poderia estar por trás do aplicativo.
As pessoas que desenvolveram o aplicativo usaram identidades falsas, mas Hasiba Amin, um coordenador de redes sociais do partido de oposição do Congresso, culpou várias contas que atacam regularmente muçulmanos, especialmente mulheres muçulmanas, e afirmam apoiar a política de direita.
Esta não é a primeira vez, disse Amin, que mulheres muçulmanas foram atacadas dessa maneira. No dia 13 de maio, enquanto os muçulmanos celebravam o festival de Eid, um canal do YouTube exibia um “Eid Special” — um “leilão” ao vivo de mulheres muçulmanas da Índia e do Paquistão.
“As pessoas estavam dando lances de 5 rúpias (R$ 0,35) e 10 rúpias (R$ 0,70), eles estavam classificando as mulheres com base em suas partes do corpo e descrevendo atos sexuais, além de ameaças de estupro”, disse Khan.
Amin conta que mais tarde naquele dia, uma conta anônima tentou “leiloá-la” no Twitter. Várias outras — uma delas chamada @sullideals101, que desde então foi suspensa — aderiram, “abusando de mim, do meu corpo, me envergonhando e descrevendo atos sexuais grosseiros”, diz Khan.
Ela acredita que quem tentou leiloá-la no Twitter são as mesmas pessoas que estão por trás do aplicativo Sulli Deals e do canal do YouTube — que já foi retirado do ar pela plataforma.
Há duas semanas, o Twitter suspendeu contas que alegavam que estavam por trás do aplicativo.
Ativistas dizem que mulheres de minorias religiosas e castas desfavorecidas são mais assediadas na internet
AFP
Os ativistas dizem que o abuso online tem o poder de “depreciar, rebaixar, intimidar e, eventualmente, silenciar as mulheres”.
Na semana passada, mais de 200 atores, músicos, jornalistas e funcionários do governo de todo o mundo escreveram uma carta aberta, cobrando os CEOs do Facebook, Google, TikTok e Twitter a tratar da segurança das mulheres como “uma prioridade”.
“A internet é a praça da cidade do século 21”, escreveram eles. “É onde o debate acontece, as comunidades são construídas, os produtos são vendidos e as reputações são feitas. Mas a escala do abuso online significa que, para muitas mulheres, essas praças digitais são inseguras.”
Um relatório da Anistia Internacional sobre o assédio online na Índia em 2020 mostrou que quanto mais voz uma mulher tinha, mais ela se tornava um alvo. E, assim como as mulheres negras eram mais alvo de perseguições no Reino Unido e nos Estados Unidos, as mulheres de minorias religiosas e castas desfavorecidas eram mais perseguidas na Índia.
Nazia Erum, autora e ex-porta-voz da Anistia na Índia, disse que havia poucas mulheres muçulmanas nas redes sociais e que elas eram “caçadas e perseguidas”.
“Este ataque direcionado e planejado é uma tentativa de tirar o microfone das mulheres muçulmanas educadas que expressam sua opinião e falam contra a islamofobia. É uma tentativa de silenciá-las, envergonhá-las, tirar o espaço que ocupam”, ela diz.
Amin disse que os assediadores “não têm medo porque sabem que vão se safar”.
Ela listou vários casos recentes de atrocidades contra muçulmanos incentivados por membros do partido da situação BJP, como um ministro do governo que deu uma condecoração a oito hindus condenados por linchar um muçulmano. Já o novo ministro de radiodifusão do país foi visto no ano passado em um vídeo viral estimulando uma multidão hindu a “atirar contra muçulmanos”.
Para as mulheres cujas identidades foram obtidas e usadas pelo aplicativo “Sulli Deals”, a luta por justiça pode ser longa e difícil. Mas elas estão determinadas a alcançá-la.
“Se a polícia não encontrar quem nos colocou à venda, irei aos tribunais”, disse Khan. “Vou perseguir isso até o fim”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

A trágica morte de menino ciclista cuja foto às lagrimas rodou o mundo


Julián Esteban Gómez, de 13 anos, morreu ao ser atropelado por caminhão no norte de Bogotá, na Colômbia. Foto de garoto às lágrimas teve grande repercussão em 2019
Getty Images/BBC
O sonho de ser um grande ciclista terminou de maneira trágica para Julián Esteban Gómez.
O rosto do garoto colombiano rodou o mundo em 2019, quando ele chorou de emoção ao ver Egan Bernal se tornar o primeiro colombiano a vencer o Tour de France, uma competição de ciclismo realizada na França.
“Foi uma grande emoção vê-lo. É o nosso ídolo”, disse Julián na época. “Foi uma emoção vê-lo porque também ando de bicicleta e quero ser como ele”, acrescentou o garoto.
Enquanto treinava com o tio no domingo (18), um caminhão de grande porte atropelou o adolescente, que estava com 13 anos, em uma estrada no norte de Bogotá, na Colômbia.
“Hoje você vai embora sem poder cumprir os sonhos que tinha”, tuitou o treinador Fabio Rodríguez, que era técnico da equipe que o jovem participava. “Me parte o coração a sua partida antecipada, só me resta dizer que vou sentir a sua falta para sempre, meu querido Julián”, completou Rodríguez.
O que aconteceu?
O tio de Gómez, Guillermo Caicedo, explicou à mídia colombiana que ele e o sobrinho estavam treinando em suas bicicletas quando ocorreu o acidente no departamento de Cundinamarca, ao norte de Bogotá.
Eles estavam rodando por uma estrada entre os municípios de Zipaquirá e Cajicá, e aparentemente um caminhão os seguia.
“O motorista era uma pessoa intolerante. (Estava) nos perseguindo com a buzina, se aproximando demais de nós, de tal forma que o menino ficou muito mais nervoso do que eu”, explicou Caicedo ao jornal El Tiempo.
“Ele perdeu o equilíbrio e caiu entre as rodas do veículo, morrendo instantaneamente”, acrescentou.
Ciclista Egan Bernal e Julián Gómez foram pintados em um mural em Zipaquirá
Luis Carlos Cifuentes/Twitter
Ao ver o ocorrido, o motorista — cuja identidade não foi divulgada — saiu do veículo e os repreendeu por dirigirem na estrada, em vez da ciclovia localizada na beira da estrada.
Caicedo explicou à imprensa que Julián era “um ciclista de alto rendimento”, por isso nos treinos tinha que circular a velocidades mais altas, que não poderiam ser alcançadas em ciclovias.
“As ciclovias não são adequadas para essas velocidades. As pessoas andam nas ciclovias levando o cachorro para passear, em bicicletas macias. Não se pode fazer ciclismo competitivo em ciclovias”, declarou.
“Temos que usar as estradas e sobre os motoristas… há muitos que ficam bravos ao ver os ciclistas e deixam o carro a 50 centímetros de uma bicicleta. Todos os dias corremos perigo andando de bicicleta”.
O motorista do caminhão foi detido por uma possível acusação de homicídio culposo, mas foi solto enquanto as investigações continuam.
‘Ele tinha o sonho de ser um grande esportista’
Caicedo disse que ele e o sobrinho se tornaram amigos muito próximos por meio do ciclismo.
“Queria que ele realizasse seus sonhos. Ele me perguntava coisas sobre o ciclismo, eu o ensinava. Nos divertimos muito. Assim estávamos ontem, quando ocorreu o acidente”, disse.
“Ele era uma criança que tinha o sonho de ser um grande esportista. E tinha tudo para ser”, declarou o parente do garoto.
No município natal de Egan Bernal, Zipaquirá, os artistas Emerson Cáceres “Cacerolo” e Luis Carlos Cifuentes pintaram um mural em 2019 após a vitória do ciclista colombiano. O pequeno Julián Esteban Gómez aparece ao lado, chorando de alegria.
“Voa alto, pequeno amigo”, escreveu Cifuentes ao compartilhar, no domingo, um vídeo da época em que concluíram o mural.
O presidente da Colômbia, Iván Duque, também lamentou a morte do garoto. “Acompanhamos os seus familiares em oração e enviamos uma mensagem de solidariedade”, escreveu em seu Twitter.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Príncipe Harry promete revelar ‘erros e lições aprendidas’ em livro de memórias


O livro deve ser publicado no próximo ano e será “preciso e totalmente verdadeiro”, segundo o príncipe. No Reino Unido, os tabloides destacaram que Harry teria escrito o livro de forma “secreta” e questionam os impactos da publicação dessas memórias para a família real. Príncipe Harry em Londres, em foto de 5 de março de 2020
Paul Edwards/Pool via REUTERS
O príncipe Harry vai compartilhar “erros e lições aprendidas” durante sua vida em um livro de memórias que está previsto para ser publicado no próximo ano.
Ao anunciar o acordo com a editora Penguin Random House, o duque de Sussex disse que ele refletiria “os altos e baixos” e seria “preciso e totalmente verdadeiro”.
Harry, que ao lado de sua esposa Meghan se afastou dos deveres reais no ano passado, vai doar os lucros para instituições de caridade.
Príncipe Harry e William voltam a se encontrar durante inauguração de estátua em homenagem a Lady Di
Meghan e Harry: as respostas sobre a realeza britânica para quem não é do Reino Unido
A BBC apurou que o duque conversou recentemente em particular com sua família sobre a produção do livro.
Um porta-voz do duque acrescentou que não se espera que ele obtenha permissão do Palácio de Buckingham para o projeto.
Eles não deram detalhes adicionais sobre a parcela dos lucros que seria doada para instituições de caridade. E a Penguin não divulgou os termos do acordo, que inclui um audiolivro e direitos internacionais.
“Não estou escrevendo isto como o príncipe que nasci, mas como o homem que me tornei”, disse o duque, de 36 anos, em um comunicado.
Ele acrescentou: “Usei muitos chapéus ao longo dos anos, tanto de forma literal quanto figurativa, e minha esperança é que, ao contar minha história — os altos e baixos, os erros, as lições aprendidas — eu possa ajudar a mostrar que não importa de onde a gente vem, temos mais em comum do que pensamos.”
“Estou profundamente grato pela oportunidade de compartilhar o que aprendi ao longo da minha vida até agora e animado para que as pessoas leiam um relato em primeira mão de minha vida que seja preciso e totalmente verdadeiro.”
Markus Dohle, da Penguin Random House, disse que o duque está entre “líderes mundiais, ícones e agentes de transformação que tivemos o privilégio de publicar ao longo dos anos”.
Um comunicado de imprensa descreveu o livro como “íntimo e sincero” e “honesto e comovente”. E acrescentou: “O príncipe Harry vai oferecer um retrato pessoal honesto e cativante, que mostra aos leitores que por trás de tudo que eles pensam que sabem está uma história humana inspiradora e corajosa”.
Príncipe Harry, Meghan Markle e Archie se encontram com o Nobel da Paz Desmond Tutu, na Cidade do Cabo, nesta quarta-feira (25)
Toby Melville/ Reuters
No Reino Unido, os tabloides destacaram que Harry teria escrito o livro de forma “secreta” e questionam os impactos da publicação dessas memórias para a família real.
O Daily Mail diz que assessores reais temem mais “bombas” e o The Sun publicou a avaliação de um especialista em família real de que, após o anúncio bombástico do livro de Harry, a filha do casal, Lilibet, não deve ser batizada no Castelo de Windsor.
O The Mirror diz que o livro de Harry despertou “tsunami de medo” nos círculos reais – informação atribuída a uma fonte interna. Também traz a avaliação de um analista de que o livro apenas “levará ao conflito” e pode ser “extremamente prejudicial” para a família real e a monarquia.
Harry e Meghan anunciaram, no início de 2020, que se afastariam de seus deveres como parte da família real britânica e hoje vivem nos Estados Unidos. Os tabloides, e a cobertura que eles fazem principalmente em relação a Meghan, são alvo de críticas do casal.
Relembre a trajetória do casal Príncipe Harry e Meghan Markle até deixar a Família Real
Meghan escreve livro infantil
O duque e a duquesa de Sussex criaram uma organização chamada Archewell, que possui um braço de produção junto a uma fundação sem fins lucrativos.
Em maio, foi anunciado que a duquesa de Sussex publicaria um livro infantil, com a mesma editora: The Bench (O Banco, em tradução livre), sobre as relações pai-filho, vistas pelos olhos de mães. Acredita-se que foi inspirado pelo vínculo entre Harry e seu filho.
Harry e Meghan, de 39 anos, agora moram nos Estados Unidos com seu filho Archie, de dois anos, e sua filha Lilibet, que nasceu na Califórnia, em 4 de junho.
No início deste mês, o duque se juntou a seu irmão mais velho, o duque de Cambridge, no Palácio de Kensington, em Londres, para inaugurar uma estátua de Diana, princesa de Gales, no que seria o 60º aniversário de sua mãe.
Harry havia falado anteriormente sobre o que ele descreveu como a relutância de sua família em falar sobre a morte de sua mãe e sobre uso de bebida para lidar com a dor de perdê-la.
Ele também disse que queria “quebrar o ciclo” de “dor e sofrimento” de sua educação com seus próprios filhos.
YouTube do G1: As tretas da família real

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Homem faz corda de lençóis e foge do 4º andar de hotel durante quarentena na Austrália


Homem de 39 anos tinha recebido ordem para deixar o estado de Western Australia em 48 horas, devido às restrições criadas durante a pandemia, e foi preso cerca de 8 horas depois. Homem faz corda de lençóis e foge do 4º andar de hotel durante quarentena na Austrália
Montagem G1/Polícia de Western Australia
Um homem de 39 anos fugiu de seu quarto de hotel em Western Australia, após ser orientado a retornar para Queensland, e acabou preso, segundo a polícia local. Sua identidade não foi divulgada.
Ele chegou a Western Australia em um voo na segunda-feira (19), mas não preenchia nenhuma exceção às restrições impostas devido à pandemia, então recebeu uma ordem para deixar o estado em 48 horas.
O homem foi encaminhado para quarentena temporária em um hotel, mas à 0h45 desta terça-feira (20) ele fez uma corda de lençóis e escapou pela janela do seu quarto, que ficava no quarto andar.
Ele foi localizado às 8h55, detido e acusado por descumprir a ordem de deixar o estado e por fornecer informações falsas e/ou enganosas, segundo a polícia.
Seu teste de Covid-19 deu negativo, e sua audiência de custódia será ainda hoje no Tribunal de Magistrados de Perth.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Chefe de Tóquio 2020 não descarta cancelamento de última hora dos Jogos


Toshiro Muto afirmou que se for necessário os organizadores vão discutir. A abertura das Olimpíadas está marcada para a sexta-feira. Toshiro Muto, diretor-executivo de Tóquio 2020, durante entrevista coletiva em 20 de julho de 2021
Behrouz Mehri/Reuters
Toshiro Muto, o chefe do comitê organizador da Olimpíada Tóquio 2020 não descartou nesta terça-feira um cancelamento de última hora do evento, que começa na sexta-feira.
Indagado em entrevista coletiva se os Jogos ainda podem ser cancelados em meio à alta nos casos de Covid-19, Muto disse que se manterá atento ao número de infecções pelo coronavírus e manterá discussões com os organizadores se necessário.
“Nós concordamos que vamos convocar conversas entre cinco partes novamente. Nesse momento, os casos de coronavírus podem aumentar ou diminuir, então vamos pensar sobre o que devemos fazer quando a situação surgir”, disse ele.
No ano passado, os Jogos foram postergados por causa da pandemia.
No dia 1 de julho começaram a chegar atletas e dirigentes. Entre as pessoas que têm credenciais para os Jogos, houve 67 casos de coronavírus.
Na segunda-feira, dois atletas testaram positivo para a Covid-19 no Japão: Ondrej Perusic, da equipe do vôlei de praia da República Tcheca, e Kara Eaker, ginasta dos Estados Unidos.
São cinco casos confirmados de pessoas com o vírus na Vila Olímpica. Os primeiros dois casos de atletas com Covid-19 haviam sido revelados no domingo: dois sul-africanos se tornaram os primeiros atletas a testarem positivo. No sábado , uma pessoa não identificada, que não é atleta, foi o primeiro caso confirmado na Vila Olímpica.
VEJA TAMBÉM:
Olimpíadas na madrugada: veja dicas de como seguir os Jogos sem prejudicar as horas de descanso
Compositor de tema da abertura de Tóquio-2020 renuncia após polêmica
Veja todas as notícias sobre as Olimpíadas de Tóquio
Delegações apresentam 32 casos de Covid-19, diz Comitê Organizador das Olimpíadas de Tóquio
Os casos estão aumentando em Tóquio. Os eventos vão acontecer sem público, para minimizar os riscos de contaminações.
Na terça-feira, houve cerca de 1.400 notificações da doença em Tóquio
O programa de vacinação no Japão tem sido mais lento que o de outros países ricos. Até agora, foram cerca de 15 mil mortes no país e mais de 840 mil casos.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Inglaterra exigirá prova de vacinação para casas noturnas e eventos com muito público


Após anúncio de Boris Johnson, a executiva-chefe da associação comercial UKHospitality disse que decisão é um ‘duro golpe’ para uma indústria em dificuldades e que representa o risco de criar pontos de conflitos entre funcionários e clientes. Boris Johnson anunciou que o uso de máscaras e as regras de distanciamento não serão mais obrigatórios na Inglaterra
Reuters/BBC
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta segunda-feira (19) que todas as casas noturnas inglesas e outros estabelecimentos com grandes públicos exigirão que clientes apresentem prova de vacinação completa a partir do fim de setembro.
Os baladeiros se reuniram nesta segunda-feira para os primeiros eventos de música ao vivo sem restrições desde o começo da pandemia de Covid-19. O governo reabriu boates e retirou quase todas as medidas contra o coronavírus na Inglaterra, apostando que a vacinação em massa evitará uma nova onda letal de Covid-19.
Mas horas depois, Johnson anunciou que pessoas que não estiverem totalmente vacinadas, incluindo aquelas que não receberam as duas doses, seriam barradas das casas noturnas.
A decisão acontece após grandes surtos relacionados a casas noturnas em outros países, como Holanda e Israel, onde as autoridades foram forçadas a fechá-las novamente.
“Posso alertar agora que, até o fim de setembro, quando todos com mais de 18 anos tiverem a chance de receber as duas doses, estamos planejando tornar a vacinação completa uma condição para entrar em casas noturnas e outros estabelecimentos com reunião de grande público”, disse Johnson, em entrevista coletiva.
“Prova de um teste negativo não será mais suficiente”.
Kate Nicholls, executiva-chefe da associação comercial UKHospitality, disse que o anúncio é um “duro golpe” para uma indústria em dificuldades. Ela afirmou que a decisão representa o risco de criar pontos de conflitos entre funcionários e clientes.
“Ainda semana passada o governo pediu que trabalhássemos com eles de maneira voluntária, então essa nova política é devastadora”, disse.
O principal conselheiro científico do Reino Unido, Patrick Vallance, afirmou que casas noturnas e outros locais fechados podem ser “eventos potencialmente super-disseminadores” por causa do contato próximo entre a multidão.
“Eu prevejo que, com a abertura das casas noturnas, continuaremos a ver um aumento em casos, e também vamos ver surtos relacionados a específicas casas noturnas”, disse.
Johnson afirmou que o governo não planeja uma exigência similar para pubs. “Eu certamente não quero ver passaportes (de vacina) para pubs”, disse.
Inglaterra suspende quase todas as restrições contra a Covid-19

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Mortes por Covid na Índia são até 10 vezes superiores ao balanço oficial, afirma estudo


Entre 3,4 milhões e 4,9 milhões de pessoas foram vítimas do vírus no país, do início da pandemia até junho deste ano. Pesquisa usou ‘excesso de mortes’ para calcular a subnotificação indiana. Ramananda Sarkar, de 43 anos, cremou mais de 450 vítimas da Covid-19 em piras funerárias em Guwahati, na Índia, em foto de 14 de setembro de 2020
Anupam Nath/AP
O número real de mortes provocadas pela Covid-19 na Índia pode ser até 10 vezes superior às mais de 414 mil vítimas registradas no balanço oficial, aponta um estudo de um grupo de pesquisas americano.
Entre 3,4 milhões e 4,9 milhões de pessoas morreram vítimas do vírus na Índia, do início da pandemia até junho deste ano, segundo o “Center for Global Development” (Centro para o Desenvolvimento Global, em tradução livre).
“As mortes reais provavelmente estão em vários milhões, não em centenas de milhares, o que transformaria esta na maior tragédia humanitária da Índia desde a independência”, afirmaram os pesquisadores. Veja aqui o estudo.
Segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes de habitantes, a Índia registrou uma violenta segunda onda em abril e maio, provocada pela falta de ação do governo, pela proliferação da variante delta e pelo desrespeito às medidas para frear o contágio do vírus.
O balanço oficial do país registra 414 mil mortes por Covid-19, o terceiro pior do mundo depois dos EUA (609 mil) e do Brasil (542 mil). Em número de casos confirmados, a Índia tem 31,1 milhões e está atrás apenas dos EUA (34,1 milhões).
Vários estados indianos revisaram seus balanços nas últimas semanas e adicionaram milhares de óbitos que não haviam sido contabilizados, e analistas que questionam os números oficiais atribuem os erros mais ao colapso sanitário e de saúde do que a uma manipulação deliberada.
‘Excesso de mortalidade’
O estudo do centro de pesquisas americano se baseou na análise do “excesso de mortalidade”, o número de mortes registradas a mais no país em relação ao período pré-pandemia.
Os autores reconhecem que calcular a mortalidade com uma confiabilidade estatística é difícil, mas apontam que todas as estimativas sugerem que o balanço de mortes da pandemia é de uma magnitude muito maior do que a contagem oficial.
“Nós nos concentramos na mortalidade por todas as causas e estimamos o excesso de mortalidade em relação a uma linha de base pré-pandêmica, ajustando para a sazonalidade”, disseram os autores.
O governo indiano não se manifestou sobre o estudo até o momento. Em junho, o Ministério da Saúde criticou a revista “The Economist”, que afirmou em um artigo que o excesso de mortalidade era entre cinco e sete vezes superior ao balanço oficial, e disse que o texto era “especulativo” e “desinformado”.
Alguns especialistas afirmam que o “excesso de mortes” é a melhor maneira de medir o número real de vítimas da Covid-19. Em maio, um relatório da OMS apontou que o número de mortes na pandemia pode ser até três vezes maior do que o registrado oficialmente no mundo todo.
“Para cada país, é importante capturar o excesso de mortalidade, pois é a única maneira de preparar o sistema de saúde para choques futuros e evitar mais mortes”, afirmou Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde, no Twitter

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Jornalista cubana relata o que passou em quatro dias de prisão por cobrir protestos contra o regime


Após ser libertada, Camila Acosta está impedida de sair de casa, vigiada por agentes de segurança. Imagem sem data da jornalista cubana Camila Acosta
Reprodução/Twitter
Desde sexta-feira, a jornalista cubana Camila Acosta está em prisão domiciliar, sob vigilância de seis agentes. Ela passou quatro dias encerrada numa cela de delegacia em Havana, após os protestos contra o regime que varreram o país no último dia 11. Repórter do portal de notícias Cubanet e do jornal espanhol “ABC”, Camila, de 28 anos, recebeu a acusação de desordem pública, após cobrir as manifestações.
VÍDEO: 3 pontos para entender os protestos em Cuba
LEIA TAMBÉM
Youtuber cubana detida durante entrevista ao vivo é liberada
‘O que o mundo está vendo de Cuba é uma mentira’, diz Díaz-Canel sobre protestos no país
Sandra Cohen: Entrevista com o escritor Ernesto Pérez Chang
Além da prisão, ela foi despejada da casa alugada, por ordem da Segurança do Estado. Seu equipamento de trabalho — dois telefones e dois notebooks — estão apreendidos. Da casa de um amigo, onde está vivendo, ela conversou com o G1 por telefone sobre a prisão e as pressões que os jornalistas independentes enfrentam para desempenhar seu trabalho em Cuba.
Como você foi presa?
Camila Acosta – No domingo, 11 de julho, cobri os protestos que ocorreram em Havana, e me prenderam no dia seguinte, quando saía de casa. Disseram que eu estava acusada de desordem pública e me mantiveram quatro dias numa cela com interrogatórios diários. E me soltaram com uma medida de prisão domiciliar. Ainda tenho a vigilância da segurança do Estado, estou impedida de sair de casa por seis agentes que ficam 24 horas por dia do lado de fora. Confiscaram todo o meu equipamento de trabalho. Estou tentando retomar a vida, mas é difícil, me sinto muito cansada. Foram dias de extrema tensão.
O que significa a acusação de desordem pública, que você enfrenta?
Camila Acosta – Não tem nada a ver com o que eu fiz, estava desempenhando meu trabalho de jornalista. Todos que participaram das manifestações foram acusados deste delito e punidos por isso. Com multa ou privação de liberdade, de três meses a um ano.
O que aconteceu nos quatro dias em que você ficou presa?
Camila Acosta – No primeiro dia, me disseram que eu não estava acusada de nada. No segundo, me disseram que era acusada de desordem pública e me levaram para uma delegacia onde supostamente prosseguiriam as investigações. Eles me interrogavam duas vezes por dia por mais de uma hora. A cela era horrível, sem janelas ou luz de sol. A única ventilação vinha de uma porta de ferro. Éramos seis mulheres, um calor insuportável, que atraía mosquitos. Não havia privacidade alguma. Banho ou necessidades ocorriam diante das demais. Entravam e saíam reclusas sem fazer testes para detectar o novo coronavírus.
Você sofreu algum tipo de tortura?
Camila Acosta – Tortura física não, mas psicológica sim. Os interrogatórios eram numa sala com ar-condicionado, em contraste com o calor insuportável da cela. Diziam que minha família não me dava apoio, que o portal Cubanet e o jornal espanhol ABC, onde trabalho, haviam me abandonado, alegando que eu não trabalhava para eles. A manipulação e a chantagem emocional são típicas do aparelho de segurança de Estado para nos intimidar.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, pressionaram por sua libertação. Você esperava a reação na Espanha em torno da sua prisão?
Camila Acosta – Agradeço toda a mobilização e toda a cobertura do meu caso. Mas admito que fiquei surpresa com a reação do atual governo espanhol, que tem sido muito condescendente com o regime.
Que pressões os jornalistas independentes enfrentam para realizar seu trabalho em Cuba?
Camila Acosta – Prisões frequentes. Esta não foi a primeira vez que fui presa, mas foi a primeira vez que me mantiveram tantos dias na prisão. Antes eu passava algumas horas detida, confiscavam meu celular, mas era liberada. Agora estou em prisão domiciliar enquanto durarem as investigações. Segundo me disseram, por seis meses ou mais. Fui despejada por ordem do governo e acolhida por um amigo, pois não pude mais entrar na minha casa.
Na sua opinião, o que significam os protestos de 11 de julho para o regime?
Camila Acosta – Foi inédito, algo único na história da ditadura castrista. Uma manifestação desta magnitude só demonstra o declínio do sistema. A população não está com eles, necessita de mudanças e anseia por liberdade. O regime respondeu com muita repressão, há milhares de pessoas desaparecidas ou detidas, incluindo menores de idade. Não há transparência sobre as prisões, o regime esconde as cifras, difunde o terror e intimida a população para que não volte a sair às ruas.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Presidente do Mali é vítima de tentativa de ataque com faca


Uma pessoa tentou esfaquear o coronel Assimi Goita dentro de uma mesquita na capital do Mali. Aparentemente, o presidente não foi ferido e foi retirado do local. Assimi Goita, presidente interino do Mali, em imagem de 19 de agosto de 2020
Malik Konate / AFP
O presidente interino do Mali, o coronel Assimi Goita, foi vítima de uma tentativa de um ataque com faca nesta terça-feira (20), de acordo com a agência AFP. Segundo o relato de um repórter da agência que presenciou a cena, aparentemente o presidente não foi ferido.
Duas pessoas tentaram apunhalar Goita durante a celebração de um ritual islâmico, o Eid al Adha, em uma mesquita de Bamako, a capital do país.
Goita foi retirado da mesquita depois da tentativa de facada.
“Foi depois a reza e o sermão do sacerdote, no momento em que ele ia sacrificar um cordeiro, que um jovem tentou apunhalar Assimi (Goita) pelas costas, mas no fim outra pessoa foi ferida”, disse o responsável pela mesquita, Lautus Touré.
Dois golpes de Estado em nove meses
Goita foi nomeado como presidente de transição em junho, e apontou um civil, Choguel Kokalla Maiga, como seu primeiro-ministro.
Em agosto do ano passado, Goita deu um primeiro golpe quando, junto com outras autoridades, demitiu o presidente eleito Ibrahim Boubacar Keita, após semanas de protestos contra a corrupção. O Mali vive efeitos do conflito jihadista que dura anos no país.
Depois do golpe de 2020, foi nomeado um governo de transição presidido por Bah Ndaw. Não durou muito, porque Goita em maio de 2021 deu um segundo golpe de Estado e derrubou o presidente. O coronel ficou descontente com uma reforma ministerial que deixou de fora alguns oficiais que haviam participado do golpe de agosto.
Foi um segundo golpe em nove meses e gerou indignação no exterior. A União Africana e a CEDEAO, composta por 15 países, suspenderam o Mali das suas instituições e a França, que tem milhares de militares destacados naquele país, suspendeu a cooperação militar com Bamako.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Ataque com foguetes perto do palácio presidencial afegão

Três foguetes caíram nesta terça-feira (20) perto do palácio presidencial em Cabul, capital do Afeganistão, onde várias autoridades estavam reunidas com o presidente Ashraf Ghani devido ao início do Eid al Adha, festa sagrada dos muçulmanos.
Dois dos três foguetes explodiram e não provocou vítimas, segundo o porta-voz do Ministério do Interior, Mirwais Stanikzai. Ninguém reivindicou a autoria do ataque, que ocorreu às 8h (horário local, 0h30 em Brasília), até o momento.
As explosões foram nas imediações da zona verde, área da cidade onde a segurança é reforçada e ficam o palácio presidencial, as embaixadas e a missão da ONU.
Pouco após o ataque, o presidente Ghani começou o discurso à nação na presença dos principais funcionários do governo.
Em um vídeo publicado na página oficial da presidência no Facebook é possível ouvir as explosões de ao menos dois foguetes no momento em que Ghani e outras autoridades rezam de joelhos no jardim do palácio.
O presidente e a maioria dos participantes permaneceram impassíveis com o som das explosões e prosseguiram com as orações, no primeiro dia do Eit al Adha.
“Hoje, os inimigos do Afeganistão lançaram foguetes em várias partes da cidade de Cabul. Um foguete caiu atrás da mesquita Eid Gah, o segundo atrás do centro (comercial) Gulbahar e o terceiro perto (do parque) de Chaman e Huzori”, afirmou Stanikzai.
“Os foguetes atingiram três locais diferentes. De acordo com nossas informações, não há vítimas. Nossa equipe está investigando”, completou.
Os três pontos estão situados em um raio de quase um quilômetro ao redor do palácio presidencial, que já foi alvo de foguetes em várias oportunidades, a última delas em dezembro de 2020.
– Sem cessar-fogo à vista -Em março de 2020, um ataque com foguete foi executado durante a posse de Ghani, na presença de centenas de pessoas. O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado.
“Os talibãs mostraram que não têm a vontade nem a intenção de fazer a paz”, declarou Ghani em seu discurso nesta terça-feira, sem uma referência direta ao ataque.
“Até agora os talibãs não mostraram o menor interesse em negociações significativas e sérias”, completou, após um novo fim de semana de negociações estéreis entre o governo e os insurgentes em Doha.
No domingo, ao final de uma nova sessão de negociações no Catar, os dois lados afirmaram em um comunicado que concordam com a necessidade de encontrar uma “solução justa” e com um novo encontro na próxima semana.
O diretor do conselho governamental afegão que supervisiona o processo de paz, Abdullah Abdullah, admitiu nesta segunda-feira que “o povo afegão evidentemente esperava mais”. “Mas a porta das negociações continua aberta”, disse à AFP, antes de destacar que espera progresso “dentro de algumas semanas”.
As negociações no Catar, que começaram em setembro, não registraram avanços e os talibãs iniciaram em maio uma ofensiva total contra as forças afegãs, aproveitando a começo do processo de retirada definitiva das forças internacionais do Afeganistão, que deve terminar em agosto.
As tropas governamentais, sem o crucial apoio aéreo das tropas estrangeiras, controlam apenas as capitais de província e algumas estradas importantes.
O ataque desta terça-feira parece reduzir por completo as esperanças de um cessar-fogo por ocasião do Eid, o que marca uma ruptura com os últimos anos, quando os talibãs adotaram tréguas para as festas muçulmanas.
Na segunda-feira, várias representações diplomáticas no Afeganistão pediram aos talibãs para interromper a ofensiva, que contradiz, na sua opinião, “o apoio que expressaram a uma solução negociada” do conflito.
No poder de 1996 a 2001, os talibãs adotaram uma interpretação muito rigorosa da lei islâmica, até que foram derrotados pela invasão da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro.

Fonte: G1 Mundo