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Novo premiê do Haiti pede por ‘unidade nacional’ ao assumir governo após morte do presidente


Ariel Henry substitui o interino Claude Joseph, que anunciou sua saída na véspera. Político de 71 anos havia sido indicado para o cargo pelo presidente Jovenel Moïse dias antes de seu assassinato. Ariel Henry, primeiro-ministro do Haiti, em foto sem data
Gabinete do Primeiro-ministro do Haiti
O novo primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, pediu por “unidade nacional” nesta terça-feira (20) ao assumir o governo do país após a morte do presidente Jovenel Moïse, em 7 de julho.
Na segunda-feira (19), o premiê interino Claude Joseph havia anunciado sua saída, abrindo espaço para a posse do médico e político de 71 anos.
Jovenel Moïse: 4 incógnitas sobre o assassinato do presidente do Haiti
Henry foi indicado por Moïse dois dias antes de seu assassinato. Ele se tornou o sétimo primeiro-ministro a tomar posse que foi nomeado pelo político.
Além do cargo de primeiro-ministro, Henry assumirá a pasta de Assuntos Sociais e Trabalho. Joseph, o interino, passará a liderar o Ministério de Relações Exteriores.
Pressão internacional
O cabo de guerra entre Joseph e Henry pela liderança do Executivo terminou no fim de semana, após a pressão conjunta dos embaixadores de vários países, entre eles França e Estados Unidos, assim como de emissários da OEA e da ONU.
Henry, ex-cirurgião que foi várias vezes ministro, prometeu trabalhar pelo consenso no país caribenho, assolado pela pobreza, insegurança e pela corrupção.
Em um discurso transmitido pela TV, Henry disse querer “lançar um apelo solene à unidade nacional, à união de nossas forças e à cooperação de todos, para frear esta corrida do país para o abismo, para subir a encosta e proteger o nosso país dos múltiplos perigos que o ameaçam”.
Segundo o novo primeiro-ministro, “a própria existência da nação” do Haiti está atualmente “em perigo”.
Quanto ao assassinato de Moïse, cujo funeral nacional será na sexta-feira (23), Henry prometeu que “os culpados e seus mandantes responderão pelos atos na Justiça haitiana”.
Assassinato, gangues e instabilidade política: o que está acontecendo no Haiti
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Fonte: G1 Mundo

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Emmanuel Macron, da França, outros dois presidentes e três primeiros-ministros podem ter sido espionados com programa


Não se pode dizer que os líderes de Estado foram efetivamente espionados pelo software invasor, mas os números deles aparecem na lista de vítimas em potencial. O presidente da França, Emmanuel Macron, durante teleconferência em agosto de 2020
Christophe Simon/Pool via Reuters
Entre as pessoas que podem ter sido espionadas pelo software Pegasus, que invade smartphones sem que o dono saiba, estão pelo menos três presidentes e três primeiros-ministros que estão atualmente no poder. A informação foi publicada pelo “Washington Post” nesta terça-feira (20).
Veja quem são os líderes que têm números de telefones encontrados na lista:
Três presidentes
Emmanuel Macron, da França;
Barham Salih, do Iraque;
Cyril Ramaphosa, da África do Sul;
Três primeiros-ministros que ainda estão no poder
Imran Khan, do Paquistão
Mostafa Madbouly, do Egito
Saad-Eddine El Othmani, do Marrocos;
Três primeiros-ministros que já deixaram o poder:
Saad Hariri, do Líbano;
Ruhakana Rugunda, de Uganda
Charles Michel, da Bélgica
Um rei:
Mohammed VI, do Marrocos
O fato de o telefone estar na lista não significa que o telefone foi de fato invadido pelo Pegasus. Segundo o “Washington Post”, nenhum dos líderes de Estado aceitou uma vistoria em seus aparelhos para saber se eles realmente foram vítimas de espionagem.
Escândalo Pegasus: Marcelo Lins analisa os limites do uso ético da tecnologia
No domingo, revelou-se que há uma lista de 50 mil números de telefones que podem ter sido invadidos pelo Pegasus, que foi desenvolvido por uma empresa de Israel chamada NSO Group.
Há centenas de dirigentes políticos na lista, segundo o jornal norte-americano.
O que é o Pegasus?
O Pegasus é uma ferramenta extremamente invasiva, que pode ligar a câmera e o microfone do celular, bem como acessar dados do dispositivo, convertendo-o em um espião de bolso.
Em alguns casos, ele pode ser instalado sem a necessidade de enganar o usuário para que ele faça um download, que é a maneira mais comum de invadir um aparelho.
Como surgiu a história?
A Forbidden Stories, uma organização sem fins lucrativos de Paris, e a Anistia Internacional conseguiram uma lista de 50 mil números de telefones que podem ter sido invadidos pelo malware israelense.
As duas entidades procuraram um grupo de 16 jornais internacionais para formar um consórcio que tenta descobrir quem são as vítimas da espionagem.
É esse consórcio que conseguiu identificar os mil primeiros nomes e tenta chegar aos 50 mil da lista.
Não foi revelado como a Forbidden Stories teve acesso aos 50 mil números de smartphones que foram invadidos.
O consórcio acredita que os números da lista são alvos em potencial dos clientes do NSO.
Resposta da empresa
O NSO Group disse que o relatório da Forbidden Stories elabora teorias sem comprovação e é cheio de suposições erradas. A empresa nega que tenha mantido uma lista de alvos em potencial.
A empresa afirma que o Pegasus é vendido apenas para agências governamentais que são aprovadas e que é usado apenas para perseguir terroristas e grandes criminosos. Além disso, o NSO Group diz que não tem acesso aos dados de seus clientes.
A lista de clientes não é revelada. O NSO Group afirma que vende sua tecnologia somente para governos que são aprovados por Israel para identificar terroristas e acabar com redes de pedofilia e tráfico de drogas ou pessoas.
Jornalistas vítimas do Pegasus
Entre os jornalistas que foram vítimas do programa israelense há pessoas que trabalham para as agências Associated Press e Reuters, para os jornais “The Wall Street Journal”, “The Financial Times” e “Le Monde” e para a rede CNN.
O “Washington Post” identificou 37 números de smartphones de seus funcionários na lista. O “Guardian” encontrou o número de 15 de seus jornalistas.
A agência Associated Press identificou os números de dois repórteres.
A Anistia Internacional afirmou que na lista também consta o número de telefone de Hatice Cengiz, a noiva do jornalista Jamal Khashoggi, assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul em 2018 (o smartphone dela foi incluído no rol quatro dias depois do assassinato).
Países mais afetados
Dos 50 mil smartphones da lista da Forbidden Stories e da Anistia Internacional, 15 mil são do México. Além do México, há muitos números da Arábia Saudita e de outros países do Oriente Médio.
Também há números da França, Hungria, Índia, Azerbaijão, Cazaquistão e Paquistão, entre outros.
O “Washington Post” informou que 15. mil números de telefone estavam no México e afetavam políticos, líderes sindicais, jornalistas e críticos do governo.
Há o número de um jornalista independente mexicano que foi assassinado semanas depois que seu smartphone foi adicionado à lista. Seu telefone nunca foi encontrado e não está claro se ele foi hackeado.
Os serviços de segurança marroquinos utilizaram o software espião para invadir o celular de quase 30 jornalistas e executivos de grupos de comunicação franceses, segundo a investigação.
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Fonte: G1 Mundo

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Autorização para menores de idade poderem viajar sozinhos passará a ser feita pela internet


A mudança começa a valer no dia 2 de agosto. Inicialmente, será só para voos domésticos. Passageiros circulando pelo Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista
RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A autorização para que menores de 16 anos possam viajar sozinhos vai mudar a partir de agosto, segundo o Colégio Notarial do Brasil.
Os documentos para a autorização poderão ser feitos pela internet.
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Os pais vão fazer uma vídeoconferência com o cartório, que vai reconhecer a firma (assinatura) do documento.
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O cartório então vai gerar um QR Code que atesta que os pais autorizaram o menor a viajar. Esse QR Code pode ser apresentado em uma impressão ou mesmo na tela do celular.
A pessoa menor de idade apresentará o código no guichê da companhia aérea.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou a mudança.
Hoje, a autorização é um documento em papel. O formulário precisa ser preenchido pelos pais, que depois devem reconhecer a firma (assinatura) em um cartório.
A nova autorização vai ser adotada em fases. No dia 2 de agosto, as viagens domésticas vão adotar esse modelo.
A expansão para voos internacionais,viagens rodoviárias e hidroviárias está prevista, mas ainda não tem data definida.
“O documento online responde às demandas por serviços digitais, facilidade e praticidade que se tornaram ainda mais proeminentes durante a pandemia e evita deslocamentos e gastos adicionais”, afirma a presidente do Colégio Notorial, Giselle Oliveira de Barros.
Os pais podem cancelar a autorização pela internet —mesmo que o menor de idade esteja com o QR Code, ele não será mais válido.
O modelo físico ainda seguirá disponível.
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Fonte: G1 Mundo

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Espanha concede residência a 2 imigrantes ilegais que tentaram salvar jovem brasileiro espancado por ser gay


Ibrahima e Makate, cidadãos senegaleses, viviam em situação irregular no país. Eles foram os dois únicos a tentar ajudar o jovem Samuel Luiz Muñiz, que foi espancado até a morte na Galícia. Protesto após a morte de Samuel Luiz Muñiz, em Barcelona, na Espanha, na segunda-feira
Reprodução Facebook; Reuters/Nacho Doce
O governo da Espanha concedeu uma autorização especial de residência a dois jovens senegaleses que tentaram salvar o jovem brasileiro Samuel Luiz Muñiz, morto por espancamento.
O crime, com motivações supostamente homofóbicas, gerou uma onda de protestos em todo o país contra a violência que atinge a população LGBTQIA+. Veja o VÍDEO abaixo.
A informação de que a Polícia Nacional entraria com um pedido para regularizar a situação dos dois foi antecipada na semana passada pelo “El País”, mas nesta segunda-feira (20) é que foi confirmada.
VÍDEO: Morte de jovem gay brasileiro na Espanha gera onda de protestos
O jornal espanhol “El Mundo” informou, citando fontes ministeriais, que foi aplicada a lei de imigrações do país que prevê – em casos excepcionais – a autorização temporária de residência.
Eles são considerados essenciais para as investigações e se apresentaram como testemunhas do assassinato mesmo sabendo que poderiam ser deportados.
José Miñones, representante do governo da Galícia, disse na semana passada que Ibrahima e Makate “tiveram papel ativo” para tentar frear as agressões contra Samuel.
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Não há informações sobre qual será a situação dos dois após o fim das investigações, mas segundo a lei espanhola, a residência temporária poderá ser renovada ou até se tornar permanente.
Samuel Luiz Muñiz, auxiliar de enfermagem de 24 anos que nasceu no Brasil, foi espancado até a morte ao sair para fumar em frente a uma balada em La Coruña, no noroeste da Espanha
Montagem G1/Reprodução Facebook
Samuel Luiz Muñiz era um auxiliar de enfermagem de 24 anos nascido no Brasil e que chegou à Espanha com um ano de idade.
O jovem foi encontrado inconsciente perto de uma boate em La Coruña, no noroeste do país, após ser espancado. Os serviços de resgate não conseguiram reanimá-lo e e ele morreu.
Segundo uma amiga que acompanhava Samuel no dia de sua morte, o jovem foi atacado inicialmente por um rapaz que estava com uma mulher e que deu um soco no brasileiro por pensar que estava sendo filmado.
Pouco depois, o mesmo homem voltou com um grupo de mais de dez pessoas, que o espancou até a morte. Os agressores fugiram antes de a equipe de socorristas chegar ao local.
A amiga diz que Samuel havia saído da boate para fumar e fazer um telefonema.
Manifestações pelo país
Protesto após a morte de Samuel Luiz Muñiz, em Barcelona, na Espanha, na segunda-feira (5)
Reuters/Nacho Doce
“Justiça para Samuel. Homofobia e fascismo são o mesmo”, dizia a gigantesca faixa carregada pelos manifestantes, que iniciaram uma marcha nesta segunda à noite na famosa Puerta del Sol, em Madrid.
Assassinato de jovem gay causa uma onda de protestos na Espanha.
Milhares de pessoas se reuniram para protestar, algumas com a bandeira do Orgulho, convocadas por grupos LGTBQIA +. Os participantes gritavam “Justiça para Samuel”.
“Não são espancamentos, são assassinatos”, gritava a multidão, que levava faixas com as frases: “Acabem com a homofobia”, “Tudo o que me importa é viver” ou “Eles estão nos matando”.
Também ocorreram marchas em outras cidades do país, como La Coruña, onde se reuniram várias centenas de pessoas, segundo fotos e vídeos postados nas redes sociais.

Fonte: G1 Mundo

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Roma inaugura sua 1ª máquina automática para servir pizzas; assista


Equipamento promete preparar e servir pizzas quentinhas em até 3 minutos, mas os italianos parecem torcer o nariz para a novidade. VÍDEO: Roma inaugura 1ª máquina automática para servir pizzas
A cidade de Roma, capital da Itália, recebeu sua primeira máquina automática para servir pizzas, mas a novidade não pareceu agradar muito os italianos (veja no vídeo acima).
Por cerca de 5 euros (aproximadamente R$ 30), o equipamento – que lembra uma máquina de refrigerantes, ou de salgadinhos – promete preparar e servir pizzas quentinhas em até 3 minutos.
As combinações são variadas, e ela monta todas sozinha, sem a ajuda de um humano. A tradicional Margherita, quatro queijos, picante ou com presunto – e ainda pode acompanhar uma bebida.
“É terrível”, disse a aposentada Gina em entrevista à agência Reuters após provar o produto. “De verdade, a pizza tem que ser comida quente, saindo do forno. Pra mim, não serve.”
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Mulher compra pizza em máquina automática em Roma
Reuters
O italiano Claudio Zampiga arriscou. Ao receber sua pizza, na caixa, reclamou do tamanho.
“É muito pequena se comparada a um restaurante”, afirmou Zampiga. “Bem pequena e com menos ingredientes por cima”.
Mas a prova de fogo veio de Fabrizia Pugliese, que assim como a pizza, nasceu em Nápoles.
“Não quero fazer um pré-julgamento. Vamos tentar”, disse a napolitana. “Então, está tudo bem. Mas não é uma pizza, é uma piadina [pão achatado].”
A máquina é uma invenção do italiano Massimo Bucolo, vendedor de equipamentos médicos que se arriscou no ramo alimentício.
Ele instalou a primeira pizzaria sem humanos de Roma em um bairro bastante movimentado a poucos minutos da principal universidade da capital.
“Não estou tentando competir com as pizzarias, estou propondo uma alternativa”, disse Bucolo em entrevista ao jornal americano “The New York Times”.
Renzo Panattoni, dono de uma das pizzarias mais antigas da cidade – a Ai Marmi – não gostou: “não tem nada a ver com pizza tradicional”.
Ainda é cedo para dizer se a máquina será um sucesso em Roma, mas uma coisa é certa: ela vai precisar de muito fermento para arrancar uma fatia maior do mercado de pizza na cidade eterna.

Fonte: G1 Mundo

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Variante delta é responsável por 83% dos casos de Covid nos EUA


Variante delta já é responsável por 83% dos casos de Covid nos EUA
Jose Fernando Ogura/AEN
A variante delta do novo coronavírus continua a se espalhar pelos Estados Unidos e já é responsável por cerca de 83% dos casos confirmados de Covid-19 no país, segundo o CDC.
A porcentagem representa uma forte alta desde o começo do mês. Na semana de 3 de julho, a variante era responsável por cerca de 50% dos casos sequenciados geneticamente.
Rochelle Walensky, diretora do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), afirmou durante audiência nesta terça-feira (20) no Senado que ‘”a melhor maneira de prevenir a propagação das variantes da Covid-19 é prevenir a propagação da doença”.
“E a vacinação é a ferramenta mais poderosa que temos”, destacou Walensky.

Fonte: G1 Mundo

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Banco Mundial sugere ao Brasil ampliar políticas para informais e reformular seguro-desemprego

Benefício a desempregados tem custo fiscal elevado, avalia entidade. Demanda de informais por assistência social e programas de emprego foi ampliada na pandemia, aponta relatório. Relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (20) recomenda que o Brasil promova reformulações no seguro-desemprego – auxílio pago a trabalhadores que foram demitidos – e dê maior foco a políticas de inclusão de trabalhadores informais no mercado de trabalho, principalmente no cenário pós-pandemia.
As sugestões compõem o relatório “Emprego em Crise: Trajetória para Melhores Empregos na América Latina Pós-Covid-19”. O texto também aponta que a crise causada pela pandemia deve afetar empregos e salários no país por nove anos.
Não é a primeira vez que o Banco Mundial aponta problemas na política nacional de seguro-desemprego.
Economista sênior da entidade, Matteo Morgandi afirma que o seguro-desemprego no Brasil tem um custo muito elevado e uma duração curta, se comparado aos benefícios similares pagos em outras economias.
“Brasil conta com seguro-desemprego bem estabelecido, mas está fora de padrões internacionais, com parcelas mais altas e duração mais curta. Tem também um custo fiscal que poderia ser menor”, descreve.
O governo separou R$ 40,9 bilhões neste ano para o seguro-desemprego. O trabalhador recebe entre uma e cinco parcelas, a depender do tempo trabalhado.
Para efeito de comparação, o Bolsa Família – considerado pelo Banco Mundial um programa bem-sucedido – tem orçamento de R$ 34,1 bilhões em 2021.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no Brasil ficou em 14,7% no trimestre encerrado em abril e se manteve em patamar recorde, atingindo 14,8 milhões de pessoas (veja detalhes no vídeo abaixo).
Desemprego manteve recorde de 14,7% no trimestre encerrado em abril
Morgandi sugere que o país coordene melhor a política de seguro-desemprego com a do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Em países com as melhores práticas, primeiro se paga o fundo de garantia e, depois, o seguro-desemprego. Isso pode diminuir a rotatividade no mercado de trabalho”, afirma.
O economista sênior do Banco Mundial também sugere mudança dos critérios de elegibilidade, sem detalhar quais. Pelas regras vigentes, tem direito ao seguro-desemprego o trabalhador que:
atuou em regime CLT e foi dispensado sem justa causa;
teve o contrato suspenso em virtude de participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador;
seja pescador profissional durante o período defeso (não pesca, para reprodução das espécies); e
foi resgatado da condição semelhante à de escravo.
Agropecuária gerou 89% das vagas de emprego criadas de janeiro a maio
Informais
Para o Banco Mundial, um dos desafios do Brasil é o combate à informalidade – situação que foi agravada com a pandemia de Covid. Por isso, a instituição recomenda ao governo brasileiro a ampliação de políticas de transferência de renda e de inclusão do trabalhador informal no mercado de trabalho.
“A ampliação dos programas de transferência voltados para as necessidades das famílias – e não se o emprego perdido era formal ou informal – pode ter uma função ‘estabilizadora’ complementar e fundamental para apoiar a demanda local”, diz o Banco Mundial no relatório.
A economista sênior do Banco Mundial Joana Silva destaca a importância das políticas de emprego. “Não só políticas de assistência social, mas de qualificação e de ajuda à procura de emprego. É muito importante para que ele [trabalhador menos qualificado] possa voltar ao trabalho.”
Governo
Sobre as recomendações do Banco Central, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco Leal, afirma que o foco do governo para o pós-pandemia é a inclusão dos trabalhadores informais no mercado de trabalho.
Para isso, diz Bianco, o governo aposta nos programas:
Priore (Programa Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego), voltado a jovens de 18 a 29 anos no primeiro trabalho com carteira assinada e para pessoas com mais de 55 anos que estejam desempregadas há mais de 12 meses; e
Requip (Regime Especial de Trabalho Incentivado, Qualificação e Inclusão Produtiva), voltado para jovens de 18 a 29 anos desempregados há mais de dois anos ou pessoas de baixa renda vindas de programas federais de transferência de renda.
Esses programas estão previstos no relatório da medida provisória que permitiu uma nova rodada do programa de redução de jornadas e salários ou a suspensão de contratos de trabalho. O texto ainda não tem data para ser votado na Câmara dos Deputados.
“Políticas públicas têm que ser flexíveis o suficiente para atingir esse contingente de pessoas [os informais]. Esse é o grande desafio que se impõe, ainda mais após a Covid, para que a gente não perca gerações”, diz Bruno Dalcolmo, secretário de Trabalho do Ministério da Economia.
Já as reformulações no seguro-desemprego, segundo Bruno Bianco, devem ficar para um segundo momento.
“Nossa preocupação agora é fazer a inclusão dessas pessoas [informais] no mercado de trabalho, gerar oportunidades. Mas óbvio, estamos pensando em melhora de políticas de emprego, seguro-desemprego”, afirma. ​
Número de trabalhadores informais é o menor em 5 anos, mostra levantamento

Fonte: G1 Mundo

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Os benefícios e riscos do ‘gaman’, a arte da perseverança que define o Japão


O conceito da paciência resignada pode parecer uma característica intrínseca da sociedade japonesa, mas começa a ser questionado pelas novas gerações. Metrô de Tóquio cheio em foto de 23 de abril de 2021
Philip Fong/AFP
O dia de trabalho em Tóquio geralmente começa com uma viagem pelo sistema de metrô mais movimentado do mundo.
Grande parte da população de 37 milhões de habitantes da região metropolitana toma os trens que cortam a capital do Japão todos os dias.
É uma tarefa estressante. Nas estações, passageiros apressados correm em todas as direções. Na plataforma, eles se agrupam em bloco nas laterais de cada uma das portas — para evitar obstruir a passagem dos que vão desembarcar — e, na sequência, tentam entrar o mais rápido possível no vagão, embora a multidão diminua a velocidade do processo.
Aqueles que conseguem embarcar se espremem a um ponto que dificulta qualquer movimento. Os pés às vezes não tocam o chão.
Mesmo nesses trens lotados, contudo, reina o silêncio resignado. O comportamento calmo e ordeiro é uma marca das multidões no Japão.
Quem vem de fora muitas vezes se surpreende com a paciência das pessoas em esperar pelo transporte. Mas não só: chama atenção também a forma como essa resiliência se manifesta em momentos de crise, como após o devastador terremoto e tsunami de Fukushima.
Todo esse esforço para manter a ordem externa tem nome no Japão: trata-se do “gaman”.
Terremoto e tsunami arrasaram a região de Fukushima em 2011
Getty Images via BBC
Perseverança na dificuldade
De forma simplificada, é a ideia de que os indivíduos devem exercitar a paciência e a perseverança ao enfrentarem situações inesperadas ou difíceis pelo bem do coletivo.
O conceito implica um certo grau de autocontrole: você freia seus sentimentos para evitar o confronto. É um dever esperado da sociedade japonesa e visto como um sinal de maturidade.
David Slater, professor de antropologia e diretor do Instituto de Cultura Comparada da Universidade Sophia de Tóquio, descreve “gaman” como um conjunto de estratégias para lidar com eventos fora de nosso controle.
“Os indivíduos desenvolvem dentro de si a capacidade de perseverar e tolerar coisas inesperadas ou ruins, difíceis de superar”, diz ele.
Na raiz desse conceito, explica Noriko Odagiri, professora de psicologia clínica da Universidade Internacional de Tóquio, está o fato de que os japoneses valorizam que não se fale muito e a supressão de sentimentos negativos em relação aos outros.
O treinamento começa cedo. As crianças aprendem pelo exemplo dos pais e, desde o ensino fundamental, também têm contato com os conceitos de paciência e perseverança, que faz parte do currículo escolar.
“Especialmente para as mulheres, nós somos educadas para praticar o ‘gaman’ o máximo possível”, diz Odagiri.
O “gaman” pode se manifestar no longo prazo, como a resiliência para permanecer em um trabalho desagradável ou tolerar um colega chato, ou no curto prazo, como ignorar um passageiro barulhento ou alguém que fura a fila.
Yoshie Takabayashi, 33, era ourives em Tóquio antes de se casar, se mudar para Kanazawa e ter filhos.
Questionada sobre quando usa “gaman”, ela cita sua vida após a maternidade e o fato de que não pode mais fazer algumas das coisas que costumavam lhe dar prazer. Ela também se lembra de um colega de no trabalho desagradável que teve de bajular para conseguir fazer um treinamento importante, evitar problemas e manter seu emprego.
“Quando olho para trás, vejo que meu chefe não fez nada para ajudar. Eu deveria ter me demitido. Mas meus pais e os colegas que, assim como eu, tinham acabado de começar em um emprego novo, continuaram me incentivando a perseguir o sucesso. Não tinha percebido quanto ‘gaman’ eu tinha colocado nisso”, relata.
Embelezar o ‘gaman’
O “gaman” tem origem nos ensinamentos budistas sobre perseverança. Foi aprimorado durante o boom econômico do pós-guerra no Japão, quando o trabalho passou a ser visto como elemento de construção da nação — significando sacrificar o tempo com a família por longas horas no escritório.
Alguns veem a perseverança no estilo “gaman” como a característica definidora do Japão.
“É o traço representativo do povo japonês, mas tem pontos positivos e negativos”, diz Nobuo Komiya, criminologista da Universidade Rissho, em Tóquio.
Komiya acredita que a vigilância mútua, o automonitoramento e as expectativas coletivas associadas ao “gaman” são um fator que contribui para a baixa taxa de criminalidade no Japão. Nos locais em que as pessoas cuidam umas das outras e evitam conflitos, a tendência é que a maioria seja mais cuidadosa com suas ações.
Mas não se trata apenas da dinâmica coletiva.
“O ‘gaman’, também tem benefícios a nível individual”, ressalta Komiya.
“Significa não ser demitido ou colher os frutos por manter relações com as pessoas em seu entorno.”
Em paralelo, contudo, também pode ser um elemento de pressão sobre o indivíduo.
“Nós embelezamos o ‘gaman'”, pontua Odagiri. Muitas pessoas no Japão esperam que os outros adivinhem como elas se sentem em vez de expressar seus sentimentos de forma direta, o que pode ter consequências negativas importantes.
“‘Gaman’ demais tem um impacto negativo na nossa saúde mental”, diz ela.
“Às vezes, quando as pessoas retêm muita negatividade, o ‘gaman’ pode se converter em uma doença psicossomática.”
E procurar ajuda para melhorar a saúde mental é muitas vezes visto como fracasso, diz Odagiri, já que a sociedade muitas vezes espera que as pessoas resolvam por si mesmas. Nem todos conseguem fazer isso, entretanto, e o resultado pode levar a uma explosão de fúria que culmine em violência doméstica ou no ambiente de trabalho.
O “gaman” também pode acabar deixando as mulheres presas em casamentos infelizes.
“Nossa sociedade espera que as mulheres sejam caladas, humildes. Assim, muitas vezes as mulheres se esforçam para não demonstrar sentimentos negativos”, explica Odagiri. E, quando decidem se divorciar, muitas descobrem que não conseguem, porque abriram mão de suas carreiras profissionais e não têm mais independência financeira.
Para Komiya, existe uma conexão entre o aumento recente de denúncias de assédio sexual e moral e o colapso de estruturas sociais ocasionado pela priorização do coletivo em detrimento do indivíduo.
“Os japoneses dizem que o ‘gaman’ é uma virtude nacional, mas na verdade é uma maneira de resguardar o coletivo”, ele afirma.
Novas gerações
Hoje em dia, contudo, cada vez mais as pessoas se sentem menos propensas a serem censuradas por expressarem seus sentimentos.
A sociedade, de fato, tem passado por mudanças. Há 30 anos, um emprego no Japão era para a vida inteira.
Tradicionalmente, os homens faziam longas jornadas para ganhar experiência na empresa em que trabalhariam por toda a carreira, enquanto as mulheres normalmente eram colocadas em posições longe dos cargos de liderança, para que, em teoria, saíssem do mercado de trabalho em algum momento para criar os filhos.
Esse sistema, contudo, hoje está em xeque pelas próprias mudanças na sociedade: as pessoas se casam mais tarde, mais mulheres estão trabalhando e a taxa de natalidade está no nível mais baixo da história.
Muitos jovens trabalham com contratos temporários ou em empregos de meio período, onde o “gaman” tem pouca serventia.
“Eles não estão olhando para você como um membro intrínseco do grupo. Você é admitido e demitido, tem um contrato, é pago por hora”, diz Slater.
“Toda a ideia de ‘gaman’ aqui é completamente fora de lugar. Você manterá seu emprego se souber ficar calado, mas todos os valores do ‘gaman’ que regem a relações sociais duradouras não fazem mais sentido.”
É o que muitos jovens têm percebido, afastando-se, assim, dos caminhos trilhados pelas gerações anteriores.
Mami Matsunaga, 39, trabalhou na imprensa de moda antes de trocar Tóquio pela praia. Ela agora surfa todos os dias e ensina mindfulness, técnicas de respiração e ioga em retiros e workshops pelo Japão.
“Na cultura japonesa, a expectativa do ‘gaman’ pressiona todos a fazerem a mesma coisa e deixa pouco espaço para diferenças”, afirma.
Questionada se alguma vez perseverou no trabalho, responde: “Não, não perseverei. Sempre deixei o emprego se sentisse que precisava”.

Fonte: G1 Mundo

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Sósias das Olimpíadas


Você se acha a cara de um atleta das Olimpíadas de Tóquio? Sósias das Olimpíadas
Elcio Horiuchi/G1
Se você se acha parecido com algum dos atletas que vão participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, envie uma foto sua, junto com seus dados, e participe da competição que irá escolher o melhor sósia das Olimpíadas 2021.
Basta preencher o formulário do VC no G1, neste link, lembrando de colocar “Sósias das Olimpíadas” no título e anexar ao menos uma foto na qual você se pareça com o atleta.
No campo da mensagem, explique com quem se parece, qual modalidade ele ou ela disputa e por qual país.
No final da competição será eleito o verdadeiro sósia das Olimpíadas 2021.
Participe!

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada em Tóquio tem covid em alta, escândalo e atleta que sumiu em busca de trabalho


Organização tenta conter coronavírus — que já infectou mais de 60 pessoas credenciadas — e outros percalços. Já há casos confirmados de atletas com covid-19 na vila olímpica — mas organização defende que a taxa é muito baixa considerando o total de participantes
EPA/BBC
Diversos participantes e organizadores da Olimpíada de Tóquio, que começa nessa sexta-feira (23), já classificaram esta edição do evento como particularmente difícil e desafiadora.
Um dos motivos é óbvio: ela acontece em meio à pandemia de coronavírus, que causou o adiamento do evento em 2020 e já tirou a vida de mais de 4 milhões de pessoas em todo o mundo.
Mas, como toda edição, esta Olimpíada já tem em seus bastidores confusões que não necessariamente têm a ver com a prática de esportes em si — como o sumiço de um atleta ugandês e acusações contra um artista que participaria da cerimônia de abertura.
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A poucos dias do evento, vamos a alguns percalços com os quais a organização da Olimpíada já precisou lidar.
Covid-19 na vila olímpica
O porta-voz do comitê organizador do evento Masa Takaya afirmou nesta segunda-feira (19) que há 61 casos confirmados de covid-19 de pessoas credenciadas ao evento.
Takaya especificou que, destas, 28 eram pessoas vindas do exterior, e 33 de residentes no Japão.
“Sobre os 28 casos, precisamos considerar as 22 mil pessoas chegando ao Japão. Olhando para a taxa de casos positivos, ela é próxima a 0,1%”, apontou, defendendo que o número é relativamente baixo.
Os primeiros casos de atletas com covid-19 na vila olímpica foram confirmados no fim de semana: Thabiso Monyane e Kamohelo Mahlatsi, jogadores de futebol da África do Sul. Mario Masha, analista de vídeo da equipe, também testou positivo.
Eles e outros membros da equipe com quem tiveram contato estão confinados em seus quartos, tendo alimentação entregue na porta e a rotina diária de testagem por meio do método PCR.
Controle sanitário contra a covid-19 no centro de imprensa da Olimpíada
EPA/BBC
Na segunda-feira (19), o comitê tcheco também confirmou que o atleta Ondrej Perusic, do vôlei de praia, testou positivo na vila olímpica. Depois, o comitê dos Estados Unidos afirmou que uma ginasta da equipe reserva testou positivo em um centro de treinamento na cidade de Inzai.
Há preocupação também com a situação de Tóquio, sede do evento, cidade em que a média diária de novos casos ficou acima de 1.000 por quatro dias consecutivos. Especialistas estimam que o controle sanitário do evento ocorreria apenas em um cenário com este número abaixo de 100.
Diversas pesquisas de opinião mostraram que os japoneses se opõem à realização do evento durante a pandemia, e marcas patrocinadoras estão sofrendo os efeitos disso.
Uma delas, a Toyota, anunciou que seus executivos não irão à cerimônia de abertura na sexta-feira — que já não teria público, apenas poucos convidados — e que a publicidade relacionada ao evento não será veiculada no Japão.
Entretanto, para Brian McCloskey, que fez a consultoria das medidas de controle sanitário desta Olimpíada, os casos positivos são poucos e mostram que os riscos de transmissão do vírus no evento são mínimos.
“O que estamos vendo é o que esperávamos”, diz McCloskey, especialista em planos de emergência e líder da operação na Olimpíada de Londres de 2012.
“Se achássemos que todos os testes realizados dariam negativo, simplesmente não nos importaríamos em fazer os testes. Realizamos os testes porque eles são uma forma de filtrar as pessoas que podem estar desenvolvendo uma infecção e que podem se tornar um risco mais tarde.”
Sumiço de atleta e saída de compositor
Keigo Oyamada, conhecido como Cornelius, pediu para se retirar de equipe artística que conduzirá cerimônia de abertura
Getty Images/BBC
Enquanto há dúvidas sobre a presença de atletas infectados nos jogos, a organização está lidando com um desfalque inusitado: a do atleta de Uganda Julius Sekitoleko, que sumiu na semana passada.
Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo News, Sekitoleko deixou um bilhete no seu hotel afirmando querer “trabalhar no Japão” pois a vida no seu país é muito difícil, e depois desapareceu.
Atleta de levantamento de peso, Sekitoleko estava treinando desde junho em Izumisano, mas não conseguiu se qualificar — e por isso, deveria voltar para Uganda em 20 de julho.
O sumiço foi confirmado pelo comitê olímpico ugandês: “Durante nossas instruções rotineiras à equipe em Uganda e no Japão enfatizamos a necessidade de respeitar as regras de imigração do Japão e de não deixar o local de treinamento sem autorização.”
“Nossa equipe em Izumisano está cooperando com as autoridades de Osaka para tentar localizar Sekitoleko.”
Outro desfalque será a de uma composição musical de cerca de quatro minutos que seria apresentada na cerimônia de abertura dos jogos. Seu autor, o artista Keigo Oyamada, 52 anos, renunciou ao seu cargo na equipe criativa do evento após emergirem acusações de que ele fazia bullying com colegas da escola que tinham deficiências.
Antigas entrevistas em que Oyamada se gabava do bullying e dizia não se arrepender causaram revolta nas redes sociais.
“Fiquei ciente, de forma dolorosa, de que o convite para minha participação musical na Olimpíada e Paraolimpíada de Tóquio carecia de respeito por muitas pessoas”, disse Oyamada, também conhecido como Cornelius, em nota anunciando seu afastamento.

Fonte: G1 Mundo