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Vc viu? Bolsonaro internado, enchentes na Europa, prisão de DJ Ivis após agressão contra ex-mulher e CPI prorrogada por 90 dias


Uma seleção de reportagens publicadas no G1 com as notícias de 12 a 16 de julho. Jair Bolsonaro é internado após obstrução intestinal. Dias antes, a PF abriu inquérito para investigá-lo no caso Covaxin. A CPI da Covid entra em recesso e é prorrogada por mais 90 dias. Vídeo mostra que Pazuello negociou Coronavac com intermediários pelo triplo do preço. Enchentes matam mais de 120 na Europa. Em Cuba e na África do Sul, protestos tomam as ruas. Amazônia já emite mais gás carbônico do que absorve. Pela 1ª vez em 8 meses, a taxa de internação em UTIs de Covid fica abaixo de 90%. Congresso aprova Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022. Brasil tem alta de assassinatos em 2020 e o total de mortes causadas pela polícia tem recorde. Traficante Hello Kitty é morta em operação no RJ. Unidade do Burger King tem demissão em massa e viraliza. MJ Rodriguez faz história como 1ª atriz trans indicada ao Emmy. Bebê de 2 anos faz sucesso ‘falando difícil’. Saiba como funciona a faloplastia. Enem 2021 tem menor número de inscritos desde 2007.
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Bolsonaro internado
Jair Bolsonaro posta foto caminhando nos corredores do hospital Villa Nova Star, na Zona Sul de SP, nesta sexta (16).
Reprodução/Redes Sociais
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) precisou ser internado após exames apontarem quadro de obstrução intestinal. Ele foi levado para o hospital em Brasília na manhã de quarta-feira (14) devido a fortes dores abdominais, em meio a uma crise de soluços que persistia por dias. Bolsonaro foi transferido para um hospital particular em São Paulo, e médicos chegaram a avaliar a possibilidade de uma cirurgia de emergência, mas isso foi descartado inicialmente. Boletim médico do Hospital Vila Nova Star informou que ele receberia um “tratamento clínico conservador”, sem intervenção cirúrgica. Até a noite de quinta-feira, o presidente seguia sem previsão de alta, porém a evolução de seu estado de saúde era considerado “satisfatória”.
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Presidente virou alvo da PF
Dias antes de ser internado, Bolsonaro virou alvo de inquérito da Polícia Federal, que vai apurar se ele prevaricou no caso da vacina Covaxin. A investigação tem prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado, e foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após pedido da Procuradoria-Geral da União. De acordo com a legislação, prevaricar consiste em “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. O funcionário do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, chefe do setor de importação da pasta, e o irmão dele, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), afirmaram à CPI da Covid ter avisado a Bolsonaro, em março, sobre suspeitas de corrupção na negociação para a compra da vacina Covaxin.
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CPI prorrogada e em recesso
A CPI da Covid foi prorrogada nesta semana pelo prazo de mais 90 dias. Inicialmente, a comissão iria funcionar até 7 de agosto, em caso de recesso parlamentar, ou até 25 de julho se não houvesse interrupção dos trabalhos. Como o recesso no Legislativo foi confirmado, o colegiado criado para apurar falhas do governo federal na gestão da pandemia do novo coronavírus deverá ser retomado só em 3 de agosto. Nos últimos dias, foi ouvida a diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, além de Cristiano Carvalho, representante da Davati.
Relembre todos os depoimentos até agora
Foi necessário mais de um dia para que a diretora da Precisa Emanuela Medrades falasse à comissão, o que adiou para agosto o depoimento do sócio da empresa, Francisco Maximiano. Na terça-feira (13), Medrades abusou do direito ao silêncio e se negou a responder às perguntas dos senadores, alegando ‘exaustão’. Mas mudou de postura no dia seguinte e negou as supostas irregularidades nas negociações com o governo. Ela também contestou servidores da saúde, tentou desacreditar as denúncias dos irmãos Miranda e se apresentou como responsável pelas negociações. No entanto, recusou-se a mostrar o contrato da vacina investigado pela comissão.
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O último depoimento antes do recesso foi o de Cristiano Carvalho, representante da Davati que negociou vacinas da Astrazeneca com o governo. Carvalho apontou uma disputa interna na pasta entre os grupos do coronel Élcio Franco e o ex-diretor Roberto Dias, que foi acusado pelo policial Luiz Dominghetti de ter pedido propina de 1 dólar adicional por dose.
Cristiano Carvalho disse à CPI que foi avisado por Dominghetti sobre um pedido de “comissionamento” na negociação de 400 milhões de doses da vacina. Segundo ele, 8 autoridades participaram da negociação, sendo 6 militares. Ainda que a Davati tenha mantido tratativas oficiais com o governo, a AstraZeneca nega ter qualquer intermediária no Brasil.
Pazuello
Em 11 de março, quando ainda era ministro da Saúde, o general Pazuello se reuniu com intermediários de uma empresa chamada World Brands que tentavam vender 30 milhões de doses da CoronaVac pelo triplo do preço. O encontro ocorreu fora da agenda oficial do ministro, e um vídeo obtido pela CPI e revelado em primeira mão pela “Folha de S.Paulo” mostrou os momentos finais da conversa (assista abaixo).
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Vídeo registrou momentos finais da reunião entre Pazuello e intermediários de vacina
Nas imagens, Pazuello diz ter assinado um “memorando de entendimento” para fechar o negócio. Segundo o ex-ministro, seria uma compra direta do governo chinês. O Ministério da Saúde, hoje chefiado por Marcelo Queiroga, diz desconhecer esse documento. O governo comprou a CoronaVac do Instituto Butantan, em uma negociação que Bolsonaro tentou atrapalhar, por US$ 10 a dose. Já o grupo recebido por Pazuello pedia US$ 28.
Então…
O encontro com os intermediadores contradiz uma fala de Pazuello à CPI, dois meses depois. Aos senadores da comissão, o ministro disse que não negociava vacinas. “Eu sou o dirigente máximo, o decisor. Não posso negociar com a empresa.”
Queda nas internações por Covid
Uma notícia positiva sobre a pandemia no Brasil: pela primeira vez em oito meses, nenhum estado brasileiro tem UTI de Covid com ocupação maior que 90%. O dado do Boletim Observatório Covid-19, da Fiocruz, se refere aos leitos para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) e foi apresentado na quarta-feira (14). Pesquisadores veem uma nova fase da contaminação pelo novo coronavírus no país, com redução de mortes e internações entre grupos de risco e prioritários (como idosos e profissionais de saúde) após a vacinação. Segundo o estudo, o total de casos e de óbitos vem caindo há três semanas, cerca de 2% ao dia, mas ainda segue em patamar alto. A taxa de letalidade está em torno de 3%, percentual considerado elevado.
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💉 Vacinação melhora, mas sofre com falta de doses 💉
Mais de 15% da população brasileira já foi vacinada com as duas doses ou com a dose única da vacina contra a Covid-19. Ao todo, são quase 33 milhões de pessoas. Até esta quinta-feira (15), os que tomaram a primeira dose do imunizante contra a Covid chegavam a 87.060.421, o que corresponde a 41,11% da população. Apesar da melhora nos números, a vacinação ainda apresenta falhas. Nesta semana, 8 capitais suspenderam a aplicação da primeira dose do imunizante por falta de vacina. Também houve cidades com aplicação somente em grupos específicos ou apenas da segunda dose da vacina. Veja na reportagem as capitais que atrasaram a vacinação.
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MAPA DA VACINAÇÃO: veja o ritmo da aplicação das doses por estado
2ª dose da AstraZeneca: entenda por que os riscos de febre ou dor são menores
Orçamento 2022
O Congresso Nacional aprovou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022. O texto prevê a ampliação do fundo eleitoral para 5,7 bilhões, quase o triplo do registrado em 2018 e em 2020. Entre os pontos da LDO, destacam-se a manutenção das emendas parlamentares do relator, o reajuste salarial a servidores e a realização do Censo Demográfico em 2022. O texto segue para sanção. Veja aqui como votou cada senador.
Mortes e destruição por chuvas na Europa
VÍDEO: Imagens de drone mostram destruição causada por enchentes na Alemanha
As fortes chuvas que atingiram a Europa nos últimos dias causaram mais de 120 mortes até a manhã desta sexta-feira (16). Só na Alemanha, eram 103 mortos e 1,3 mil pessoas desaparecidas. O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, culpou as mudanças climáticas pelos temporais. Na Bélgica, eram 18 pessoas mortas e 19 desaparecidas. Também houve chuva forte, mas de menor intensidade, em Luxemburgo, Holanda, França, Suíça e Luxemburgo.
ANTES E DEPOIS: veja área afetada por inundações na Alemanha
VÍDEO: drone registra imagens de ruas alagadas após temporal na Bélgica
FOTOS: ruas inundadas, carros submersos, entulho levado pela água
BRASILEIRA NA ALEMANHA: ‘Sirenes a madrugada toda’
ESPECIALISTAS: chuvas podem ter relação com aquecimento global
Na América do Norte, calor extremo
Enquanto europeus lidam com chuvas intensas, na América do Norte uma onda de calor que atinge parte dos Estados Unidos e do Canadá fez temperaturas ultrapassarem os 47 ºC. Estradas precisaram ser fechadas, o tráfego ferroviário foi limitado e houve ordens para que famílias se retirem de suas casas. No Canadá, o governo anunciou medidas emergenciais para prevenir o fogo que se espalhou por incêndios florestais na áreas mais quentes. Em uma praia canadense, moluscos foram “cozidos vivos” devido ao calor intenso.
Por que calor recorde no hemisfério norte indica que algo pior está por vir
Praia do Canadá com moluscos mortos após onda de calor no fim de junho de 2021
Chek News/Reuters
E Amazônia emite mais CO2 do que absorve
A floresta amazônica já emite mais gás carbônico do que consegue absorver. O fenômeno estudado pelo Inpe e publicado na Revista Nature é resultado do desmatamento e de outras formas de degradação do bioma. O efeito, segundo especialistas entrevistados por Renata Lo Prete no último episódio de O Assunto, pode custar muito caro ao Brasil no cenário internacional.
Protestos em Cuba
Os cubanos saíram às ruas na última semana com gritos por “liberdade” e “pátria livre”, na maior onda de manifestações da história recente do país. A ilha comunista, comandada por um único partido num regime autoritário há seis décadas, sofre com a disparada de contágios de Covid-19 e com a crise econômica gerada pela pandemia. O cenário é de queda no turismo, uma das principais atividades econômicas de Cuba, e falta de itens básicos de alimentação, escassez de vacina, inflação e apagões. (Veja vídeo abaixo.)
Após as mobilizações populares convocadas pela internet, o governo chegou a bloquear o acesso à rede e a cortar linhas telefônicas. Houve prisões de ativistas e jornalistas, e confronto entre manifestantes e policiais, com ao menos uma morte, segundo a imprensa oficial. A ONU pediu a libertação dos presos. O governo cubano, que atribuiu os protestos a setores ligados aos Estados Unidos interessados em desestabilizar o país, decidiu suspender taxas e restrições à importação de alimentos, remédios e produtos de higiene pessoal por viajantes que cheguem à ilha. Pressionado, o presidente Miguel Días-Canel admitiu que o governo tem que “aprender” com os protestos.
Youtuber cubana detida durante entrevista ao vivo é liberada
Por que parte dos cubanos continua a apoiar governo
VÍDEO: 3 pontos para entender os protestos em Cuba
Na África do Sul, mais protestos e violência
Na África do Sul, uma onda de protestos e violência se espalhou pelas ruas após a prisão do ex-presidente Jacob Zuma. Ele é considerado herói por ter lutado contra o apartheid junto com Nelson Mandela, mas foi preso após ser investigado por escândalos de corrupção e se negar a comparecer a uma comissão da Justiça. As manifestações foram marcadas por saques e incêndio a veículos. Houve confrontos com a polícia, e comércios fecharam as portas. Mais de 70 pessoas morreram e mais de 1 mil foram detidas. Há locais com falta de abastecimento em mercados e com transporte público sem circulação. Os atos prejudicam a campanha de vacinação contra a Covid-19 no país africano.
VÍDEO: por que a África do Sul vive onda de violência
Em incêndio, criança é jogada de prédio
Em meio à violência no país africano, uma imagem chamou a atenção nesta semana. Uma mãe precisou jogar seu bebê de um prédio em chamas na cidade de Durban. A mulher e a criança foram resgatada. O incêndio teria sido causado por saqueadores. Veja o vídeo abaixo:
VÍDEO: Mãe joga bebê de prédio em chamas na África do Sul
DJ Ivis preso
O produtor musical Iverson de Souza Araújo, conhecido como DJ Ivis, foi preso na quarta-feira (14), no Ceará, após serem divulgados os vídeos de câmeras de segurança que registraram agressões cometidas por ele contra a ex-mulher, Pamella Holanda. A própria vítima divulgou as filmagens, que mostram ela apanhando na frente da filha, de nove meses, da mãe dela, e de um funcionário do agressor. Segundo Pamella, Ivis a agrediu por amamentar a filha enquanto estava com Covid – o que ela contou ter feito com orientação médica.
‘Travei’, diz funcionário de DJ Ivis que presenciou agressões sem interferir
‘Convite ao valentão’: Lutadora Cris Cyborg desafia DJ Ivis para luta
Sertanejas lançam música sobre violência contra mulher após caso Ivis
Ex-mulher de DJ Ivis publica vídeo sendo agredida pelo artista em apartamento de Fortaleza
Ivis era produtor de Xand Avião, do grupo Aviões do Forró. Neste ano, ele se lançou como artista e conseguiu sucesso nacional com músicas como “Volta Bebê, Volta Neném” e “Esquema Preferido”. Depois dos vídeos com as agressões, o DJ foi demitido por sua produtora. Ele também teve suas músicas retiradas da programação de rádios cearenses e vídeos excluídos do YouTube. Cantores e gravadoras anunciaram o fim de parcerias com o DJ agressor.
Retrato da violência no Brasil
O Brasil teve em 2020 aumento das mortes violentas, que chegaram a 50 mil; crescimento das mortes provocadas por policiais, que bateram recorde ao atingir 6,4 mil; e alta de assassinatos e agressões contra população LGBTQIA+ e de feminicídios. Também houve aumento do número de registros de armas nas mãos de civis, que dobrou em três anos. Por outro lado, caíram os crimes patrimoniais, como roubos. Os dados são do 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Veja os dados completos.
Stalking: mulheres são maiorias das vítimas de perseguição eletrônica. Saiba como denunciar
Morte de Hello Kitty
Rayane Nazareth Cardozo canta em templo envangélico à esquerda. Atualmente, conhecida como Hello Kitty, gerencia o tráfico de drogas em comunidade de Sâo Gonçalo.
Reprodução
Uma das criminosas mais procuradas do Rio foi morta na sexta (16) em uma operação da PM. Rayane Nazareth Cardozo da Silveira, a Hello Kitty, de 20 anos, e outros três suspeitos morreram em confronto no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. A região era dominada pelo traficante Vinte Anos, o pai de Hello Kitty, que também morreu na operação.
Antes de gerenciar o tráfico de drogas em São Gonçalo, Rayane frequentava a igreja evangélica, onde chegou a cantar. Ela entrou na mira da polícia em 2018, depois de ser apontada por diferentes vítimas de roubos em Niterói. No ano seguinte, já chamava atenção da polícia pela atuação no tráfico. Hello Kitty gostava de ostentar o uso de armas em redes sociais.
Demissão no Burger King
Foto registrada no dia 13 de julho em frente a uma loja da rede Burguer King em Nebraska (EUA) mostra recado dos funcionários, que pediram demissão em massa: ‘todos nós desistimos’
Reprodução/Facebook
“Todos nós nos demitimos. Desculpe a inconveniência”. Foi com esse recado no letreiro do Burger King que funcionários da cidade de Lincoln, Nebraska, nos Estados Unidos, se despediram da rede de fast food e viralizaram na última semana. A sobrecarga e condições precárias de trabalho teriam levado os funcionários ao pedido de demissão em massa. Um porta-voz da rede se manifestou, afirmando que a loja em que ocorreu o incidente “não atua de acordo com os valores da marca”.
Atriz trans indicada ao Emmy
Mj Rodriguez em cena de ‘Pose’
Eric Liebowitz/FX via AP

Mj Rodriguez, atriz que interpreta Blanca Evangelista na série “Pose”, se tornou a 1ª mulher trans indicada ao Emmy na categoria principal de atuação. O prêmio, principal da TV norte-americana, será disputado com Uzo Aduba, Olivia Colman e Emma Corrin, Elisabeth Moss e Jurnee Smollett. Veja a lista dos indicados.
A bebê que ‘fala difícil’
Conheça Alice, a menina de 2 anos que vive em Londres e ‘fala difícil’
Oftalmologista. Tiranossauro Rex. Proparoxítona. Propositalmente. É difícil acreditar que essas palavras possam ser pronunciadas por uma criança de 2 anos, mas foi por essa façanha que a pequena Alice viralizou nas redes sociais. A menina vive em Londres com a mãe Morgana Secco, que filmou o talento da filha. Na sexta-feira (16) Alice deu um show de fofura em entrevista à Globonews. Veja acima.
Cirurgia de aumento de pênis
Nesta semana o sertanejo Tiago, da dupla com Hugo, revelou ao G1 que se submeteu a uma faloplastia – cirurgia de aumento peniano – e despertou o interesse da web pelos detalhes da operação. 48 horas depois de acordar da anestesia geral, o cantor disse que percebeu “um resultado visível”. Veja, no vídeo abaixo, como é feito o procedimento.
Entenda o que é a faloplastia, cirurgia no pênis pela qual passou o cantor Tiago
Enem 2021
Desde 2007, o Exame Nacional do Ensino Médio não tinha um índice de inscritos tão baixo. Com um pouco mais de 4 milhões de candidatos, a quantidade de inscritos em 2021 é 34% menor em relação ao ano passado e pode cair ainda mais: sem a taxa de R$ 85 – que deve ser paga até segunda (19) por quem não conseguiu isenção – as inscrições não são concluídas. A dificuldade financeira e falta de adaptação às aulas online foram os motivos que pesaram na desistência de Arthur Carvalho, de 20 anos. Em entrevista ao G1, o jovem contou que adiou o sonho de prestar psicologia por se sentir menos preparado para a prova.

Fonte: G1 Mundo

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Vila Olímpica de Tóquio registra primeiro caso de Covid

Os Jogos de Tóquio registraram o primeiro caso de covid-19 na Vila Olímpica a seis dias da abertura do evento, informaram os organizadores do evento neste sábado (17).
“Há uma pessoa dentro da Vila. É o primeiro caso registrado dentro da Vila e foi detectado ao chegar”, declarou Masa Takaya, porta-voz do comitê organizador dos Jogos, em coletiva de imprensa.
A pessoa infectada, que não teve a identidade revelada pelos organizadores, foi removida da Vila Olímpica, onde milhares de atletas e árbitros ficaram alojados durantes os Jogos.
“Neste momento, esta pessoa está confinada em um hotel”, informou Takaya.
Seiko Hashimoto, a presidente do comitê organizador dos Jogos de Tóquio, garantiu que “estamos fazendo de tudo para impedir um surto de covid. Se tivermos um surto, vamos ter certeza de que temos um plano para responder.”
Em uma Olimpíada que já foi adiada por um ano por causa da pandemia, os organizadores implementaram medidas rigorosas para evitar infecções por coronavírus na Vila.

Fonte: G1 Mundo

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‘Fim do mundo’: o relato de brasileira que vive em cidade inundada na Alemanha


Andrea Wiegmann mora em Altena, que foi arrasada pelas chuvas e enchentes que já deixaram uma centena de mortes no país. Fortes chuvas já deixaram cerca de 100 mortos na Alemanha; na foto, destroços na cidade de Schuld
EPA-SASCHA STEINBACH via BBC
A cada verão, a pequena cidade de Altena, na Alemanha, espera por fortes chuvas, uma pequena inundação do rio que passa pelo vilarejo, e até mesmo eventuais toques de recolher por conta dessas alterações. Mas esta semana, o cenário típico de verão se tornou tão mais drástico que os moradores dali ficaram “chocados”, segundo descreve a brasileira Andrea Wiegmann, de 47 anos, que vive na cidade.
“As pessoas falavam que era o fim do mundo, estavam desesperadas”, relata Andrea, que mora na Alemanha há mais de 18 anos e desde 2008 em Altena.
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Por que a ciência não conseguiu prever as inundações
A brasileira conseguiu escapar de transtornos e riscos por viver em uma área mais alta da cidade, cuja população é de cerca de 16 mil habitantes. Mas ela relata momentos de desespero ao buscar notícias da sogra e de primos do marido, que moram no centro de Altena, mais afetado pelas enchentes. Apesar do susto, todos da família estão bem.
VÍDEO: Imagens de drone mostram destruição causada por enchentes na Alemanha
Entretanto, esta e outras cidades da Alemanha ainda estão contando vítimas fatais e desaparecidos em decorrência das fortes chuvas e enchentes que deram os primeiros sinais no início da semana, culminando em um dia caótico na quarta-feira (14). No país, cerca de 100 mortes já foram confirmadas, e os números sobre desaparecidos ainda são incertos.
Apenas no distrito Ahrweiler, mais de 1,3 mil pessoas são consideradas desaparecidas.
A reportagem não encontrou dados de vítimas especificamente em Altena, que fica no distrito de Märkischer Kreis, no Estado de Renânia do Norte-Vestfália. Mas a cidade foi destaque no noticiário, entre outros motivos, por ter sido local de morte de um bombeiro que estava em serviço na contenção às enchentes.
Fortes chuvas já deixaram cerca de 100 mortos na Alemanha; na foto, destroços na cidade de Schuld
Getty Images via BBC
“Está todo mundo muito triste (com a morte do bombeiro), porque a cidade é pequena. Todo mundo conhece todo mundo.”
Falando com a BBC News Brasil na manhã de sexta-feira (16), a brasileira contou que parte da cidade ainda estava isolada, inclusive alguns de seus amigos; sem eletricidade; com estradas interditadas; e cheia de lama.
Moradores perderam casas e carros, e restaurantes e lojas ficaram inundados. Quem não foi tão afetado buscou ajudar na limpeza e cedendo abrigo.
“As pessoas estão colaborando, o governo também… Vieram pessoas de outros lugares para ajudar. Mas vai demorar meses (para recuperar os estragos).”
Andrea menciona que uma das barreiras encontradas pela vizinhança para ajudar quem foi afetado é a falta de eletricidade para mover os carros — lá, boa parte dos veículos são elétricos. Outra característica local, o uso e a moradia em sótãos, também se tornou uma vulnerabilidade às chuvas.
Mulher observa pilha de carros após enchentes em Bad Neuenahr-Ahrweiler, na Alemanha, em 16 de julho de 2021
Christof Stache / AFP
“Algumas pessoas fazem dos porões apartamento. Então, tinha gente dormindo na hora das enchentes. Vi um senhor na TV falando que a filha estava no sótão dormindo e ele a salvou quebrando a porta para tirá-la.”
“A correnteza era tão forte que os únicos carros que passavam era dos bombeiros.”
“Todo mundo foi pego de surpresa. Estava anunciada uma forte chuva, mas nunca pensamos que fosse acontecer o que aconteceu.”
A Alemanha mobilizou cerca de 15 mil policiais, militares e agentes de serviços de emergência para lidar com as consequências das chuvas.
Cientistas e autoridades, como a primeira-ministra Angela Merkel, estão destacando o papel das mudanças climáticas nas fortes chuvas, que afetaram também a Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Suíça.
Hannah Cloke, professora de Hidrologia da Universidade de Reading, Inglaterra, afirmou que “as mortes e a destruição em toda a Europa como consequência das enchentes são uma tragédia que deveria ter sido evitada.”
“O fato de que outras partes do hemisfério Norte estão atualmente sofrendo ondas de calor e incêndios recordistas devem servir como um lembrete de quão mais perigoso nosso clima pode se tornar em um mundo cada vez mais quente”, afirmou Cloke à BBC.

Fonte: G1 Mundo

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Varíola dos macacos: o que se sabe de doença rara identificada nos EUA


Trata-se do primeiro caso em quase duas décadas no país de doença tropical potencialmente fatal. Risco de contágio é baixo, explicam autoridades. Vírus da varíola dos macacos, identificado pela primeira vez em duas décadas nos EUA
Science Photo Library via BBC
Autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram na sexta-feira (16) que um passageiro que viajou da Nigéria para o Estado do Texas foi diagnosticado com “varíola dos macacos”, uma doença tropical rara e grave, que pode ser fatal.
Este é o primeiro caso da doença diagnosticado nos Estados Unidos em quase duas décadas.
Segundo o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência de pesquisa em saúde pública ligada ao Departamento de Saúde nacional, e o Departamento de Saúde estadual do Texas, o paciente, que é residente dos Estados Unidos e não foi identificado, está hospitalizado na cidade de Dallas, em isolamento e em condição estável.
“O CDC está trabalhando com a companhia aérea e com autoridades de saúde estaduais e locais para contactar os passageiros e outras pessoas que possam ter entrado em contato com o paciente”, disse a agência em nota.
O paciente viajou em dois voos. De Lagos (Nigéria) para Atlanta, no Estado da Geórgia, com embarque em 8 de julho e chegada em 9 de julho, e de Atlanta para Dallas no dia 9 de julho.
“Era exigido que os viajantes usassem máscaras nesses voos, assim como nos aeroportos americanos, devido à pandemia de covid-19. Assim, acredita-se que o risco de contágio da varíola dos macacos por meio de gotículas respiratórias nos aviões e nos aeroportos seja baixo”, ressaltou o CDC.
A agência informou que está avaliando os riscos potenciais para as pessoas que tenham tido contato próximo com o viajante nos aviões e em outros locais. Essas pessoas estão sendo entrevistadas por autoridades de saúde.
“Temos confiança nos profissionais médicos federais, estaduais e locais que estão trabalhando para garantir que esse vírus seja contido”, escreveu no Twitter o prefeito de Dallas, Eric Johnson.
Em nota, o diretor do Departamento de Saúde do Condado de Dallas, Philip Huang, disse que não há motivo para alarde. “Há um risco muito pequeno para o público em geral”, afirmou Huang.
Passageiro infectado esteve nos aeroportos de Atlanta (acima) e Dallas; por conta das medidas preventivas à Covid-19, acredita-se que risco de ele ter contagiado outras pessoas seja baixo
Reuters via BBC
A doença
Segundo o CDC, “a varíola dos macacos está na mesma família de vírus como o da varíola, mas causa uma infecção mais branda”.
A doença foi descoberta em 1958, quando dois surtos ocorreram em colônias de macacos usados em pesquisas. Foram esses surtos iniciais que deram o nome à doença.
“Especialistas ainda precisam identificar onde a varíola dos macacos se esconde na natureza, mas acredita-se que roedores pequenos mamíferos na África têm um papel na propagação do vírus para humanos e para outros animais florestais, como macacos”, diz o CDC.
O primeiro caso em humanos foi identificado mais de uma década depois, em 1970, na República Democrática do Congo.
O CDC lembra que, na época, havia um grande esforço para eliminar a varíola (cujo último caso natural ocorreu em 1977, e que foi oficialmente considerada erradicada pela Organização Mundial da Saúde em 1980).
Desde o primeiro paciente identificado em 1970, foram registrados casos em humanos em nove outros países do centro e do oeste da África.
Desde 2017, mais de 400 casos da doença foram diagnosticados em pessoas na Nigéria.
Casos fora da África
Em 2003, um surto da doença atingiu 47 pessoas nos Estados Unidos, das quais nenhuma morreu. Segundo o CDC, essa foi a primeira vez que a varíola dos macacos em humanos foi confirmada fora da África.
Na época, o vírus foi trazido por roedores importados da África, que transmitiram a doença a cães da pradaria (um tipo de roedor nativo da América do Norte) usados como animais de estimação.
Conforme o CDC, só houve outros cinco registros de casos em humanos fora da África. Em 2018, três pessoas no Reino Unido e uma pessoa em Israel foram contaminadas. Em 2019, houve um caso em Cingapura.
Neste ano, além do caso identificado no Texas, foram registrados três outros casos no Reino Unido. O CDC observa que esses casos não têm relação com o do paciente no Texas.
Sintomas e contágio
Os primeiros sintomas podem ser semelhantes aos da gripe e são acompanhados de inchaço dos gânglios linfáticos. Após esses sinais iniciais, os pacientes têm erupções cutâneas no rosto e no corpo. Na maioria dos casos, a infecção dura entre duas e quatro semanas.
“Neste caso específico (do Texas), testes de laboratório no CDC mostraram que o paciente está infectado com uma cepa mais comumente vista em partes da África Ocidental, incluindo a Nigéria”, diz o CDC.
“Infecções com essa cepa de varíola dos macacos são fatais em cerca de uma em cada cem pessoas. Mas as taxas podem ser mais altas em pessoas com sistema imune debilitado”, esclarece a agência.
Uma pessoa pode ser infectada com varíola dos macacos ao ser mordida ou arranhada por um animal contaminado, ao ingerir carne de animais selvagens de caça ou ao ter contato com um animal ou produtos animais infectados.
Entre humanos, os cientistas acreditam que o modo principal de transmissão é por meio de gotículas respiratórias. Como essas gotículas não são capazes de circular por mais do que poucos metros, os especialistas acreditam que o contágio nesses casos ocorre quando há contato próximo e prolongado com pessoas infectadas.
Veja no VÍDEO abaixo: em 2020, o mundo celebrou 40 anos da erradicação da varíola
Há 40 anos, humanidade vencia a varíola
Também é possível contágio por meio de contato com fluidos corporais e feridas ou por objetos contaminados.
O CDC diz que não há tratamento comprovado e seguro para a doença. Mas a agência lembra que a vacina contra a varíola já foi usada para controlar surtos anteriores, como o ocorrido nos Estados Unidos em 2003.

Fonte: G1 Mundo

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Por que a Ciência não conseguiu prever inundações na Alemanha?


Pesquisadores argumentam que modelos climáticos atuais são insuficientes para dar conta de eventos climáticos extremos e defendem a necessidade de se investir em um supercomputador que seja compartilhado por governos. Enchentes estão tendo um impacto devastador na Alemanha e em outras partes da Europa
EPA/BBC
Alguns dos principais cientistas climáticos do mundo admitiram terem fracassado em prever a intensidade das devastadoras enchentes na Alemanha e da onda de calor em partes do hemisfério Norte.
Esses cientistas corretamente advertiram, ao longo de décadas, que um clima em rápido processo de aquecimento provocaria chuvas mais fortes e ondas de calor mais danosas.
Mas eles argumentam que seus computadores ainda não são capazes de prever, de modo preciso, a intensidade desses eventos climáticos mais drásticos.
Por isso, eles estão pleiteando que governos invistam pesado em um supercomputador climático compartilhado.
Computadores são uma ferramenta essencial para a previsão climática e para o monitoramento das mudanças climáticas, e é a informática que vai escorar o novo relatório — espécie de “bíblia” da ciência climática — do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), a ser lançado em agosto.
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Tempestade na Alemanha tem padrão consistente com eventos ligados ao aquecimento global, dizem especialistas
“Devemos ficar em alerta porque os modelos (do computador climático) do IPCC simplesmente não são bons o suficiente”, diz à BBC News a professora Julia Slingo, ex-cientista-chefe do serviço meteorológico britânico.
“Precisamos de um centro internacional que ofereça o salto quântico a modelos climáticos que registrem a física fundamental por trás de (eventos climáticos) extremos”, agrega. “Sem isso, continuaremos a subestimar a intensidade e frequência dos eventos extremos e da natureza cada vez mais sem precedentes deles.”
Ela diz que os custos de um supercomputador do tipo, que ficaria na casa das centenas de milhões de dólares, “acabaria sendo insignificante” em comparação com as despesas resultantes de eventos climáticos extremos — para os quais nossas sociedades não estão preparadas.
Slingo defenderá essa iniciativa durante a cúpula climática CPO26, agendada para novembro.
Ela e outros especialistas concordam que as mudanças climáticas constituem uma emergência. Mas, na opinião do professor de Oxford Tim Palmer, “é impossível dizer o quanto estamos em (fase de) emergência porque não temos as ferramentas para responder isso”.
“Precisamos de compromisso e visão da mesma magnitude que o CERN (centro compartilhado europeu de estudo da física) se queremos construir modelos climáticos capazes de simular com precisão os extremos climáticos, como a atual onda de calor canadense”, diz Palmer.
Onda extrema de calor no Canadá veio acompanhada de incêndios
Copernicus/Sentinel-2/Sentinel Hub/Pierre Markuse/BBC
O mais importante para os pesquisadores é investigar se os eventos extremos como os que acometem Alemanha e Canadá neste momento se repetirão a cada 20 anos, 10 anos ou 5 anos — ou mesmo anualmente. No momento, é impossível saber isso com precisão.
Alguns cientistas argumentam que é inútil esperar que o IPCC diga o quão piores ficarão as mudanças climáticas. Isso porque o relatório do órgão, que supostamente reunirá todo o conhecimento acumulado em torno das mudanças climáticas, já estará desatualizado quando for lançado — um dos motivos é que foi finalizado antes desses eventos extremos em curso neste momento.
“A óbvia aceleração da quebra de nossa estabilidade climática acaba confirmando que, quando se trata de emergência climática, estamos profundamente na m…”, diz à BBC o pesquisador Bill McGuire, da Universidade College London.
“Muitos da comunidade da ciência climática concordam com isso, mesmo que não em público. Os relatórios do IPCC tendem a ser tanto conservadores quanto a buscar consenso. São conservadores porque houve dada uma atenção insuficiente à importância dos pontos de virada (pontos em que as mudanças climáticas não poderão mais ser revertidas) e de previsões de eventos fora do padrão; e consensual porque cenários mais extremos tendem a ser marginalizados”, prossegue McGuire.
“Muitos estudos revisados por pares não citados por documentos do IPCC apresentam cenários muito mais pessimistas. Não há motivo pelo qual uma visão de consenso estaria correta, e precisamos nos preparar para o pior mesmo que torcendo pelo melhor.”
Vacas se refrescam em lago em meio a onda de calor no Paquistão; cientistas se dizem incapazes de prever eventos climáticos extremos com precisão no momento
EPA/BBC
Já o professor de Cambridge Mike Hulme aponta que “o IPCC age em um ritmo mais lento e por bons motivos: a ciência leva tempo para maturar, e para que incertezas sejam corretamente contextualizadas”.
“Acho perigoso que as pessoas comecem a deslegitimar o relatório do IPCC antes mesmo de ser publicado”, critica. “Sim, há extremos climáticos, e alguns — como ondas de calor e intensidade de furacões — estão se tornando mais extremos, mas isso é previsível segundo modelos do IPCC. Acho perigoso começar a reforçar mais e mais sobre emergências. Vimos o dano que as emergências causaram com a pandemia, alimentadas pela psicologia do medo. (…) É um perigoso jogo político.”
Enquanto isso, o ex-cientista-chefe do governo britânico, David King, recentemente criou o Grupo de Aconselhamento sobre Mudanças Climáticas, na tentativa de preencher as lacunas deixadas pelo IPCC.
Um dos membros do grupo, Mark Maslin, também da Universidade College London, disse a respeito do IPCC que “o sumário executivo tem de obter a concordância e a assinatura de 193 países; seus relatórios saem a cada seis ou sete anos, e por causa do tempo que levam para serem escritos acabam ficando um ou dois anos atrasados perante a literatura (mais recente)”.
“Se eles ainda servem seu propósito? Sim, porque provém um serviço essencial de conectar cientistas, cientistas sociais e economias ao redor do mundo e oferecer estimativas-base sobre o que vai acontecer com governos e empresas. Mas se eles estão aptos a lidar com um cenário climático e político em rápida mutação? Não.”
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Fonte: G1 Mundo

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Enchentes nos EUA: família tem carro arrastado e é resgatada no Arizona; trem descarrilha em Utah

Fortes chuvas no sudoeste do país são responsáveis pelos incidentes. Previsão do serviço nacional de meteorologia dos EUA é de que haja ainda mais inundações durante o fim de semana. VÍDEO: Família é resgatada de carro preso em enchente nos Estados Unidos
Fortes chuvas tomaram o sudoeste dos Estados Unidos e provocaram enchentes que poderão seguir pelo fim de semana, segundo boletim desta sexta-feira (16) do serviço americano de meteorologia.
No estado do Arizona, uma família precisou ser resgatada de cima de um carro arrastado por cerca de 20 metros para dentro de uma enchente. Imagens de drone mostram toda a ação (veja no vídeo acima).
A família foi pega de surpresa pela inundação enquanto viajava por uma estrada pequena próxima a um rio, informou o Corpo de Bombeiros.
Apesar do susto, todos foram levados em segurança para terra firme.
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Trem descarrilhado
Um trem descarrilhou e deixou ao menos três pessoas feridas em meio a uma enchente que cobriu os trilhos de uma ferrovia em Utah, informaram as autoridades locais.
O incidente ocorreu durante a madrugada. O veículo de carga não levava passageiros, e os três funcionários da locomotiva precisaram ser retirados pelas equipes de resgate.
Por conta do mau tempo, eles tiveram que esperar cerca de três horas em cima dos vagões enquanto a água não baixava. Todos foram levados para o hospital com ferimentos leves.
Mais chuvas para o fim de semana
O serviço nacional de meteorologia emitiu alerta para o aumento na intensidade das chuvas durante o fim de semana, com risco de novas enchentes na região sudoeste – onde ficam Utah e Arizona.
O boletim do National Weather Service destaca a umidade das monções [regime de ventos que tornam o verão chuvoso e o inverno seco] como responsável pelas fortes chuvas nesta parte do país.
“No entanto, casos de enchentes continuarão sendo uma preocupação em partes do Arizona e Novo México até o fim de semana”, diz o serviço meteorológico.

Fonte: G1 Mundo

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Biden diz que redes sociais que espalham desinformação estão ‘matando gente’ na pandemia


A Casa Branca vem criticando empresas como o Facebook por manterem conteúdos que levam à desinformação em suas plataformas. Presidente dos EUA, Joe Biden, fala com jornalistas ao sair da Casa Branca em 16 de julho de 2021
Reprodução/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta sexta-feira (16) que redes sociais que espalham desinformação estão “matando gente” durante a pandemia da Covid-19.
“Eles estão matando gente. Eu digo de verdade, veja só: a única pandemia que temos agora é entre quem não foi vacinado. Eles estão matando gente”, disse Biden a repórteres quando perguntado sobre desinformação e qual seria sua mensagem a plataformas como o Facebook.
A Casa Branca vem criticando abertamente as grandes empresas de redes sociais por manterem em suas plataformas conteúdos que levam à desinformação sobre a vacinação contra o coronavírus.
É #FAKE que teste de anticorpos comprova que vacinas contra Covid-19 não funcionam
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEOS: chuvas causam destruição e morte pela Europa

Fonte: G1 Mundo

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Cuba: EUA estudam formas de restaurar acesso a internet na ilha

Presidente Joe Biden qualificou Cuba como um ‘estado falido’ e declarou que seu governo poderá buscar maneiras de romper bloqueio à rede na ilha. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse na quinta-feira (15/07) que estuda maneiras de restaurar o acesso à internet em Cuba, país que ele classificou como um “estado falido”.
“O comunismo é um sistema fracassado, um sistema universalmente fracassado. E não vejo o socialismo como um substituto muito útil, mas isso é outra história”, declarou Biden, em coletiva de imprensa durante a visita da chanceler alemã Angela Merkel a Washington.
No último domingo (11/7), Cuba teve os maiores protestos contra o governo dos últimos 60 anos.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que o país sofre um “terrorismo midiático”. Para ele, existe uma campanha nas redes sociais contra o seu governo.
VÍDEO: 3 pontos para entender os protestos em Cuba
O acesso à internet
Biden explicou que os Estados Unidos estão avaliando como ajudar os cubanos a contornar as restrições à internet impostas pelo governo de Miguel Díaz-Canel.
“Cuba é, infelizmente, um estado falido e está reprimindo seus cidadãos”, declarou o presidente dos Estados Unidos.
“Eles cortaram o acesso à internet. Estamos avaliando se temos capacidade tecnológica para restaurar esse acesso”, acrescentou
Há muito tempo, os Estados Unidos criticam as restrições à internet em todo o mundo, em especial na China. Mas suas operações cibernéticas geralmente têm mais a ver com ameaças à segurança do que com a garantia de acesso.
Uma ideia levantada por especialistas é enviar balões com wi-fi móvel, semelhante ao que é feito em desastres naturais.
Segundo jornalistas da agência AFP em Havana, Cuba aliviou as restrições à internet na quarta-feira (14/7). Porém, redes sociais como Facebook e Twitter e serviços de mensagens, como o WhatsApp, permaneciam bloqueados, ao menos até quinta-feira.
O acesso à rede tem sido possível somente em parques públicos que oferecem conexão wi-fi ou nas residências por meio dos serviços Nauta-Hogar e ADSL, que muitos cubanos não podem pagar por ter um alto custo.
“Terrorismo midiático”
O governo cubano atacou duramente a campanha #SOSCuba que tomou conta das redes sociais. Segundo o presidente Días-Canel, é um “terrorismo midiático”.
“As redes sociais são totalmente agressivas, convocando assassinatos, linchamentos, ataques a pessoas, principalmente aquelas que se identificam como revolucionárias”, criticou.
A maioria dos relatos que chegaram da ilha descreve os protestos como pacíficos e espontâneos. Até quinta-feira, as autoridades cubanas confirmaram a morte de uma pessoa, um homem de 36 anos, nos arredores de Havana, após um confronto com agentes em frente a um posto policial.
Oferta de vacinas
Os protestos de domingo, que seguiram na segunda-feira em menor proporção e com uma forte presença policial nas ruas, ocorreram em um contexto de grave crise econômica que se soma à crise sanitária da pandemia do coronavírus.
Cuba está desenvolvendo sua própria vacina contra a covid-19, a Soberana 2, em meio a um aumento de infecções, com cortes de energia e escassez de alimentos e remédios.
“Há um problema com a covid em Cuba”, disse Biden.
“Eu estaria pronto para doar quantidades significativas de vacinas se, de fato, garantissem que uma organização internacional iria administrá-las, para que o cidadão médio tivesse acesso a essas vacinas”, acrescentou.
Relação entre EUA e Cuba
Biden foi o vice-presidente de Barack Obama, que liderou uma abertura histórica em direção a Cuba e visitou Havana.
O sucessor de Obama, Donald Trump, reverteu algumas medidas importantes, como a autorização para envio de remessas de dinheiro e viagens turísticas de cidadãos norte-americanos.
Em sua campanha pela Casa Branca, Biden disse que queria diminuir as restrições em relação a Cuba.
Mas, na quinta-feira, o presidente norte-americano sinalizou que não permitirá o envio de remessas neste momento. “É muito provável que o regime confisque essas remessas ou grande parte delas”, disse.
Mesmo que Biden queira mudar de rumo, ele encontraria obstáculos políticos, inclusive dentro do próprio partido. Os democratas controlam o Congresso por margens estreitas e o senador democrata Bob Menendez, que lidera o Comitê de Relações Exteriores do Senado, é um cubano-americano que defende uma ação firme contra Havana.
Apoio ao governo cubano
Enquanto apelam ao governo cubano para liberar os detidos nos protestos e para que o acesso à internet seja totalmente restaurado, vários ex-líderes da esquerda latino-americana manifestaram apoio a Havana em uma reunião virtual na quinta-feira.
O chanceler cubano Bruno Rodríguez realizou uma teleconferência na qual participaram, entre outros, os ex-presidentes Dilma Rousseff (Brasil), Evo Morales (Bolívia) e Ernesto Samper (Colômbia). Também estiveram presentes o subsecretário de Relações Exteriores do México, Maximiliano Reyes, e a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcenas.
Antes de conversar com eles, Rodríguez reiterou a tese de seu governo de que os protestos de domingo foram gerados a partir de uma operação “político-midática” dos Estados Unidos.
O governo Biden nega categoricamente essas acusações.

Fonte: G1 Mundo

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Tempestade na Alemanha tem padrão consistente com eventos ligados ao aquecimento global, dizem especialistas

Cientistas dizem que as chuvas na Europa Central têm característica dos eventos climáticos extremos que se tornam cada vez mais frequentes com as alterações provocadas pela mudança do clima. VÍDEO: Imagens de drone mostram destruição causada por enchentes na Alemanha
A tempestade que matou mais de 100 pessoas na Alemanha e afetou outros países na Europa Central tem características consistentes com os eventos climáticos graves que os cientistas do clima associam ao aquecimento global.
Nesta reportagem, entenda em cinco pontos o que ocorreu na Alemanha e como os cientistas apontam padrões que permitem associar o evento ao quadro de emergência climática global.
Como a meteorologia explica as chuvas intensas na região?
Quais as perspectivas para os próximos dias?
Tempestades são comuns na região?
Além da chuva, outra condição colaborou para o desastre?
Por que a tempestade pode estar ligada ao aquecimento global?
Veja abaixo as respostas:
1. Como a meteorologia explica as chuvas intensas na região?
O cientista Shaun Harrigan, pesquisador do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês), explica que basicamente o que houve na região foi a passagem de uma “tempestade lenta”, com origem no norte da Europa e que se estendeu por terra pelo oeste da Alemanha.
O meteorologista Marcelo Enrique Seluchi, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), explica que essa tempestade lenta teve origem em um sistema de baixa pressão “muito intenso”.
Os sistemas de baixa pressão são eventos causados pela elevação do ar quente, que transporta muita umidade e pode levar a chuvas intensas.
2. Quais as perspectivas para os próximos dias?
Seluchi aponta que o sistema de baixa pressão está se deslocando em direção à Itália e a países do leste da Europa. “Talvez vá provocar chuva na Turquia, um lugar onde chove muito pouco. O sistema está perdendo força, então acredito que o pior já passou, mas o que já passou é mais do que suficiente”, analisa o meteorologista.
3. Tempestades são comuns na região?
O pesquisador Shaun Harrigan explica que tempestades não são incomuns no verão nessa parte da Europa. “Elas não são tão prováveis, mas tempestades de verão podem definitivamente ocorrer. Naquela parte da Europa – Alemanha, Bélgica – as grandes inundações em geral tendem a ocorrer no inverno e outono: de outubro, novembro a fevereiro no Hemisfério Norte. Mas as inundações de verão não são incomuns”, explica Harrigan.
4. Além da chuva, outra condição colaborou para o desastre?
Shaun Harrigan afirma que, como ocorre em muitos eventos nesta parte da Europa, não apenas a chuva no dia do desastre é importante, mas também as condições do solo antes do evento. “O que é importante aqui é que o solo antes da inundação também estava úmido. Isso significa que, quando a chuva cair, o solo terá menos chance de absorvê-la”, explica o pesquisador do centro europeu de previsões meteorológicas.
5. Por que a tempestade pode estar ligada ao aquecimento global?
Os especialistas ouvidos pelo G1 apontam que não há conclusão definitiva, mas que as caraterísticas desta tempestade permitem que ela seja classificada como um “evento climático extremo”. E que as mudanças do clima tornam esses eventos extremos mais comuns.
“O que sabemos é o contexto desse evento: a atmosfera está mais quente do que costumava ser. Sabemos com certeza que a atmosfera mais quente pode reter mais água e, portanto, quando essa água cai no solo, está caindo com muito mais intensidade do que estaríamos preparados. Outra característica é a maneira como a tempestade se moveu: é lenta – na verdade, há pesquisas recentes mostrando que a mudança climática deve reduzir a velocidade das tempestades”, afirma Shaun Harrigan.
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Harrigan destaca que o que foi visto na Alemanha é “inteiramente consistente com o corpo de evidências científicas que temos sugerido há algum tempo” sobre as mudanças climáticas.
“No momento, o que não posso comentar é até que ponto esse evento específico é natural ou causado pelo homem. Vai haver muitos estudos sobre isso, mas sabemos por todas as pesquisas que isso é exatamente consistente com o que temos visto”, define o cientista.
O pesquisador e meteorologista Lincoln Muniz Alves, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), explica que a mudança do clima provoca o aquecimento na atmosfera, que aumenta a capacidade da atmosfera de absorver umidade. “Com isso, está associado o aumento dos eventos extremos – em particular, nesse caso, com as chuvas intensas”, diz Alves.
“A maior parte dos estudos indicam o aumento da frequência e da intensidade desses eventos extremos. A gente não pode associar diretamente um evento em particular à mudança do clima, mas podemos dizer que a mudança do clima já está aumentando a frequência desses eventos climáticos extremos e muitos deles já foram agravados pelo aquecimento global”, afirma Lincoln Alves.

Fonte: G1 Mundo