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‘Não quero fazer nada que reforce estereótipos de latinos’, diz Wagner Moura ao ‘The New York Times’


“O Agente Secreto” concorre ao Globo de Ouro; TV Globo transmite premiação pela 1ª vez
Em entrevista ao jornal “The New York Times”, o ator Wagner Moura afirmou que recusou diversos papéis lucrativos em Hollywood e ouviu de um agente que ele deveria ser menos seletivo na sua carreira internacional.
“Especialmente depois de ‘Narcos’, eu não quero fazer nada que reforce estereótipos de latinos”, justificou o ator à reportagem. “Estou com quase 50 anos, então dane-se.”
Moura é a estrela de “O agente secreto”, filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e que concorre ao Globo de Ouro, uma das principais estatuetas da indústria cinematográfica. A cerimônia de premiação acontece neste domingo (11).
O brasileiro também foi indicado na categoria de Melhor Ator em Drama. Esta é a segunda indicação de Moura ao Globo de Ouro – a primeira foi em 2016 por sua atuação como o narcotraficante Pablo Escobar na série “Narcos”, mas ele perdeu.
O jornal americano ‘The New York Times’ publicou neste sábado uma longa entrevista com o ator brasileiro Wagner Moura, indicado ao Globo de Ouro
Reprodução/The New York Times
Wagner Moura durante cerimônia do Critics Choice Awards, na Califórnia
Mike Blake/Reuters
Ao “NYT”, Moura disse que nunca atuou por dinheiro ou pelo projeto se tratar de uma grande produção hollywoodiana. Por isso, segundo a reportagem, ele nunca se tornou o ator latino queridinho dos EUA.
“Eu quero os mesmos personagens que os norte-americanos brancos da minha idade interpretam. Quero interpretar pessoas chamadas Michael e que falam do jeito que falo”, completou Moura.
“O agente secreto”, inclusive, apareceu na lista dos 25 filmes mais notáveis de 2025 do “New York Times”.
O jornal destacou outros trabalhos de Moura, como o Capitão Nascimento de “Tropa de elite” e em novelas, e os desafios de conciliar a carreira em dois extremos do continente.
🎥 Ambientado nos anos 1970, “O agente secreto” conta a história de um professor universitário, interpretado por Moura, que volta para o Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.
O longa também foi indicado nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme de Língua Não-Inglesa no Globo de Ouro. “O agente secreto” ainda é o representante brasileiro na disputa por uma indicação ao Oscar, cujos finalistas serão anunciados em 22 de janeiro.
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CJ Rivera/Invision/AP

Fonte: G1 Entretenimento

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Grupo Gilsons lança o segundo álbum de estúdio em fevereiro e estreia turnê em abril na Bahia depois de ‘ano difícil’


O trio carioca Gilsons estreia em 25 de abril, em Salvador (BA), a turnê do segundo álbum de estúdio do grupo
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O grupo Gilsons vira o disco em 2026. Quatro anos após o lançamento de um primeiro álbum que consolidou a trajetória iniciada em abril de 2018 com a formação do trio carioca, Francisco Gil, João Gil e José Gil lançam em fevereiro o segundo álbum de estúdio.
O sucessor do álbum “Pra gente acordar” (2022) será seguido por turnê nacional que estreia em 25 de abril na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA). Foi nesse palco baiano, cabe lembrar, que o grupo apresentou e gravou em 26 de agosto de 2023 o show eternizado no álbum “Pra gente acordar – Ao vivo na Concha Acústica do TCA – SSA” (2025), lançado em abril do ano passado.
Anunciada com o teaser “Eu vejo luz em maior proporção que eu vejo a escuridão”, a segunda turnê nacional dos Gilsons já tem datas confirmadas nas cidades de Rio de Janeiro (RJ) – 1º de maio, na casa Vivo Rio – e São Paulo (SP), onde o trio se apresenta em 9 de maio no Espaço Unimed.
“Atravessamos por um ano que a gente não vai esquecer. Porque foi o mais difícil. E sorrimos. Fizemos também um disco. Nosso segundo álbum, nossas músicas, nossas histórias. Luz e sombra”, anunciou o grupo em rede social.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ator Timothy Busfield é acusado de abuso sexual infantil e tem mandado de prisão emitido nos EUA


Ator Timothy Busfield é investigado apó denúncia de toques inapropriados contra uma criança no set da série The Cleaning Lady
Associated Press
As autoridades do estado do Novo México emitiram nesta sexta-feira (10) um mandado de prisão contra o ator e diretor Timothy Busfield, acusado de abuso sexual infantil.
Busfield é vencedor do Emmy e conhecido por atuações em séries como Thirtysomething, The West Wing e pelo filme Campo dos Sonhos (Field of Dreams).
Segundo documentos apresentados por um investigador do Departamento de Polícia de Albuquerque, a acusação se baseia no relato de uma criança que afirmou ter sido tocada de forma inapropriada por Busfield. De acordo com a queixa criminal, os episódios teriam ocorrido no set da série The Cleaning Lady, produção televisiva da qual o ator participou como diretor e integrante do elenco.
O depoimento indica que o primeiro episódio teria ocorrido quando a criança tinha 7 anos, com três ou quatro toques relatados. Em outra ocasião, aos 8 anos, o menino teria sido tocado cinco ou seis vezes. A mãe da criança informou aos serviços de proteção infantil que os abusos teriam acontecido entre novembro de 2022 e a primavera de 2024.
O mandado, assinado por um juiz, cita duas acusações de contato sexual criminoso com menor de idade. O documento judicial identifica a vítima apenas pelas iniciais e informa que a criança foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático e ansiedade.
Um assistente social relatou que o menino apresenta pesadelos recorrentes relacionados aos episódios e acorda assustado durante a noite.
Ainda segundo a investigação, a criança teria demorado a contar o que aconteceu por medo de represálias, já que Busfield ocupava uma posição de autoridade no ambiente de trabalho como diretor da série.
A apuração começou em novembro de 2024, após um médico do Hospital da Universidade do Novo México acionar as autoridades. Os pais da criança procuraram o hospital após orientação de um escritório de advocacia, segundo a queixa.
A série The Cleaning Lady foi exibida por quatro temporadas na emissora Fox e chegou ao fim em 2025. A produção é da Warner Bros., que informou às autoridades ter conduzido uma investigação interna sobre as acusações, mas afirmou não ter conseguido corroborar os relatos.
Até a última atualização desta reportagem, o advogado e o agente de Timothy Busfield não haviam respondido aos pedidos de comentário. Busfield é casado com a atriz Melissa Gilbert; a assessoria de imprensa dela também não se manifestou.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Guilherme Arantes completa 50 anos de carreira solo como um pai nem sempre compreendido do pop nacional


Guilherme Arantes lança o álbum ‘Interdimensional’ em 15 de janeiro e estreia em março a turnê ’50 anos luz’ para celebrar o cinquentenário da carreira solo
Reprodução / Facebook Guilherme Arantes
♫ ANÁLISE
♬ Em texto publicado em rede social, Guilherme Arantes questionou o fato de ter sido excluído nos anos 1980 e 1990 de nichos e veículos voltados para o universo do pop rock brasileiro. E se posicionou como tendo sido “praticamente o pai de todo o movimento”. A colocação parece pretensiosa, mas tem fundo de verdade.
O cantor, compositor e músico paulistano de fato vislumbrou em meados dos anos 1970 um novo começo de era que se iniciou concretamente em 1982. E esse movimento foi feito pelo artista há 50 anos, em 1976, quando Arantes iniciou carreira solo após sair do Moto Perpétuo, grupo de rock progressivo que fundara em 1973.
E o fato é que Guilherme Arantes completa 50 anos de carreira solo em 2026 como um pai nem sempre compreendido do pop nacional, com um olho no passado de glória (a ser celebrado no show “50 anos luz”, em turnê que percorrerá o Brasil a partir de março) e outro no futuro, representado por “Interdimensional”, o álbum de músicas inéditas que o cantor lançará na próxima sexta-feira, 15 de janeiro.
Sim, entre muito mais altos do que baixos, assim se passaram 50 anos. Foi em 1976 que o Brasil conheceu Guilherme Arantes a reboque de balada melancólica, “Meu mundo e nada mais”, que ele compusera em 1969, aos 16 anos, em momento de desencanto com o universo.
Contratado pela gravadora Som Livre, Arantes lançou o primeiro álbum solo em 1976 e teve a tristonha canção incluída na trilha sonora da versão original da novela “Anjo mau”, trama blockbuster exibida pela TV Globo às 19h de fevereiro a agosto daquele ano de 1976.
No embalo do sucesso da novela, a canção emplacou nas rádios e virou hit nacional. Nascia ali um popstar, um compositor capaz de criar o pop perfeito. Só que Arantes nunca se limitou a esse pop aliciante, mesmo nos tempos de popularidade massiva.
Quando veio o novo começo de era anunciado por Lulu Santos (outro hitmaker de alto quilate) e o rock deu uma blitz na MPB, para lembrar a frase lapidar de Gilberto Gil, Guilherme Arantes já não era a novidade, ainda que emplacasse um sucesso atrás do outro nas paradas radiofônicas desde 1981.
É curioso notar que Lobão, Lulu Santos e Ritchie também tinham começado a trajetória profissional nos anos 1970, mas foram absorvidos pelo mercado como nomes da geração 80. Como Arantes tinha feito muito sucesso como músicas como “Meu mundo e nada mais”, “Cuide-se bem” (1976), “Amanhã” (1977 – pérola de arranjo prog cuja luminosidade reverberou em 1978 na trilha sonora de outra novela blockbuster, “Dancin’ days”) e “Êxtase” (1979), o cantor entrou nos anos 1980 já como um integrante da geração passada, embora paradoxalmente tenha o nome frequentemente associado ao pop da década de 1980.
Talvez essa dicotomia explique, mas jamais justifique, a exclusão de Guilherme Arantes de festivais como “Rock in Rio” e “Hollywood Rock”, assim como o fato de ele nunca ter recebido um convite da MTV para se sentar no banquinho da então influente emissora musical para gravar álbum acústico, recurso que reabilitou cantores e grupos já em declínio no mercado. Outro fator determinante para o apagamento do artista nesses canais jovens e elitistas é que a música de Arantes também ecoava entre o chamado povão, aquele que assiste a programas de auditório por vezes populistas.
Como Arantes nunca fez parte de turmas e do hype dos anos 1980, a exclusão foi se ampliando a partir da década de 1990. Até porque o mercado mudou e o artista deixou de produzir hits em sequência. O último, “Sob o efeito de um olhar”, dominou as rádios ao longo de 1991. As modas e modismos da década de 1990 – marcada pela explosão da axé music, do pagode de grupos paulistas e de padres cantores, entre outros fenômenos midiáticos – fizeram com que a indústria fonográfica jogasse Arantes para escanteio.
Contudo, modas passam e obras ficam. E obras garantem shows lotados. Guilherme Arantes chega aos 50 anos de carreira solo com um cancioneiro que lhe garante três horas de show somente com sucessos. Poucos artistas no mundo conseguem essa proeza.
A obra do artista é monumental e foi construída entre o rock progressivo, o synth-pop e as canções apaixonadas compostas no e para piano, alinhando no cancioneiro sonoridades e referências que vão da música clássica ao som celta embutido na obra do cantor e compositor irlandês Gilbert O’ Sullivan – este, sim, mais influente na criação de Guilherme Arantes do que Elton John, a quem o artista foi frequentemente comparado quando virou uma das sensações musicais de 1976.
Além das músicas já supracitadas, merecem menções “Aprendendo a jogar” (1980), “Deixa chover” (1981), “Planeta água” (1981), “O melhor vai começar” (1982), “Lance legal” (1982), “Lindo balão azul” (1982), “Brincar de viver” (Guilherme Arantes e Jon Lucien, 1983), “Pedacinhos (Bye bye so long)” (1983), “Cheia de charme” (1985), “Coisas do Brasil” (Guilherme Arantes e Nelson Motta, 1986), “Loucas horas” (1986), “Um dia, um adeus” (1987), “Muito diferente” (1989) e “Raça de heróis” (1989) – todas lançadas ao longo dos anos 1980, década áurea do pop rock brasileiro.
Ou seja, Guilherme Arantes é, sim, um pai do pop nativo pela construção de obra que soube ir além da genial MPB dominante na década de 1970. E que venha um outro começo de era com a turnê “50 anos luz” e com “Interdimensional”, álbum que o artista, imodesto, já caracteriza como “histórico” com orgulho indisfarçável do disco que ampliará cancioneiro de grande magnitude.
Na mente presumivelmente fervilhante de Guilherme Arantes, o melhor ainda vai começar…

Fonte: G1 Entretenimento

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Há dez anos morria David Bowie, um enigma que redefiniu a cultura pop


O astro do rock David Bowie participa de uma coletiva de imprensa em Los Angeles, Califórnia, em 1990
Marilyn Weiss/AP Photo
“David Bowie morreu em paz, cercado por sua família, após uma corajosa batalha de 18 meses contra o câncer”, dizia a postagem na página oficial do astro pop britânico no Facebook, um dia após a morte dele, em 10 de janeiro de 2016.
Os fãs reagiram com perplexidade, incredulidade e condolências. A postagem pedia respeito à “privacidade da família durante seu período de luto”, não fornecendo mais detalhes. Além da esposa, a modelo Iman Mohamed Abdulmajid, o músico deixa dois filhos, Alexandria e Duncan Jones.
Homem de muitas faces
O primeiro grande sucesso do artista, nascido em 8 de janeiro de 1947 no bairro londrino de Brixton, foi “Space Oddity”, em 1969. Depois de cultivar a androginia no início da carreira, uma de suas marcas registradas era a capacidade de mudar frequentemente de aparência e de estilo musical.
Durante a era do glam rock, na primeira metade da década de 70, Bowie, cujo nome verdadeiro era David Jones, adotou como seu alter ego um astro de rock extraterrestre, o bissexual Ziggy Stardust. A sexualidade do próprio músico permaneceu tema de especulações, que variavam de gay e bissexual a “hétero enrustido”, nas diferentes fases de sua vida.
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De 1976 a 1978, ele viveu em Berlim. Nessa época de dificuldades pessoais e artísticas, em que lutava contra a dependência das drogas, Bowie produziu três álbuns. Uma das principais canções foi uma colaboração com Brian Eno, a icônica “Heroes”.
Os primeiros anos da década de 1980, marcados pelo hit Let’s dance e uma grande turnê pelos Estados Unidos, foram uma fase áurea para Bowie. Calcula-se que, ao longo de mais de meio século de trajetória, ele tenha superado os 140 milhões de discos vendidos em todo o mundo.
‘Isolamento, abandono, medo, ansiedade’
Criador polivalente e irrequieto, Bowie também foi produtor, arranjador e pintor. Como ator cinematográfico, o alienígena de “O homem que caiu do céu” (1976), o vampiro de “Fome de viver” (1983), o oficial britânico transgressor de “Furyo – Em nome da honra” (1983) ou o inventor Nikola Tesla em “O grande truque” (2006) contam entre suas atuações notáveis.
Depois de Ziggy, ele também assumiu as personalidades fictícias do Major Tom e The Thin White Duke. Apesar de suas permanentes metamorfoses, em 2002 o londrino comentava, em entrevista à agência Associated Press, que na verdade só teria “trabalhado com a mesma temática”, ao longo de toda a carreira.
“As calças podem mudar, mas as palavras e temas em si, sobre que decidi escrever, têm a ver com isolamento, abandono, medo e ansiedade – todos os pontos altos da vida de uma pessoa.”
Na ocasião, ele também revelou que não sentia ser um intérprete por natureza. No entanto: “O que me deixa mais orgulhoso é que não consigo deixar de notar que influenciei o vocabulário da música pop.”
Despedida futurista
O 25º e último disco de David Bowie em estúdio, “Blackstar”, foi lançado em 8 de janeiro de 2016 – seu 69º aniversário e apenas dois dias antes de sua morte. A capa traz apenas uma estrela negra sobre fundo branco.
Como era de se esperar, nele o músico inglês dá mais uma guinada estilística. O álbum anterior, “The Next Day”, de 2013, foi percebido pela crítica como uma retrospectiva de toda a sua obra. O single “Where are we now” (“Onde estamos agora”), em especial, refletia sobre o período berlinense.
Em “Blackstar”, em contrapartida, ouve-se uma música futurista que se recusa a se curvar às leis do pop comercial. O jazz está no centro desse novo som, associado a elementos eletrônicos, batidas hip hop e muitos outros componentes do cosmo musical. Em parte, as sete canções contidas evitam o clássico esquema “verso e refrão”, algumas são muito mais longas do que um típico número pop.
Exemplo disso é a faixa-título, lançada já em novembro 2015. Com mais de dez minutos de duração, ela é tudo, menos easy listening. Uma melodia monótona sobre harmonias inusitadas cria um ambiente sombrio, quase místico. A certa altura, o ciclo claustrofóbico é rompido por um liberador interlúdio– para retornar, ainda mais desolador e estranhado, minutos depois. Essa concepção ganha significação especial ao se considerar que, durante a produção de “Blackstar”, o artista se encontrava em meio à batalha contra o câncer.
Como o produtor Tony Visconti contou à revista Rolling Stone, inspirado pelo álbum jazzístico “To Pimp a Butterfly”, do rapper Kendrick Lamar, Bowie queria evitar, a todo custo, fazer um disco de rock. Então contatou o saxofonista Donny McCaslin, que influenciaria de forma definitiva a sonoridade do novo álbum. Um saxofone de plástico foi, aliás, o primeiro instrumento que o músico tocou, aos 13 anos de idade.
Fã tira fotos de flores em um mural em homenagem a Bowie em Brixton, Londres, no aniversário de 10 anos da morte do cantor
Isabel Infantes/Reuters
Quem era David Bowie?
Antes de ser acometido pelo câncer, Bowie apresentara outros problemas sérios de saúde. Ao que tudo indica, a vida excessiva de ídolo do rock, inclusive o abuso de drogas, começava a cobrar seus efeitos. Em 2004, ele sofreu um ataque cardíaco, tendo que ser submetido a uma cirurgia. A isso se atribuem, pelo menos em parte, os dez anos de silêncio fonográfico entre “Reality” e “The Next Day”.
Mesmo assim, ele nunca esteve ausente do imaginário pop universal. Seu nome “está consagrado na história da música pop, e ele está sempre presente, pois as bandas jovens citam ou se referem à sua música”, afirmou o teórico de música popular Christoph Jacke, ainda antes da morte do cantor e compositor.
“Quem era David Bowie?” é uma questão que seguirá ocupando os fãs e estudiosos da cultura pop. Segundo Jacke, Bowie habilmente evitou responder a essa pergunta, durante décadas. Certa vez ele afirmou que Ziggy Stardust, Major Tom e The Thin White Duke haviam preenchido sua finalidade e podiam agora se aposentar.
O especialista alemão concorda que o astro não mais precisava dessas máscaras: ele criara David Bowie, uma personagem artificial forte, que funcionava excepcionalmente bem, e atrás da qual ele podia se esconder. Desse modo, consagrou-se como ícone da cultura pop contemporânea. E qualquer definição de sua identidade nunca passará do instantâneo de um determinado momento.
Autor: Ruben Kalus , Kate Müser, Augusto Valente

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Euphoria’, ‘Heated Rivalry’, ‘Pablo & Luisão’ e mais: As séries que mais devem bombar em 2026


As séries que mais devem bombar em 2026
De franquias consagradas a apostas inéditas, 2026 promete ser um ano movimentado para quem ama séries. Entre despedidas aguardadas, novas temporadas e estreias que já chegam cercadas de expectativa, o calendário reúne produções com grande potencial de bombar nas redes.
Veja a seguir a lista das séries que mais devem ter destaque neste ano.
‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ – Estreia
Cena de ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’
Reprodução/YouTube
Com estreia em 18 de janeiro na HBO, a série “O Cavaleiro dos Sete Reinos” deve atrair os fãs de “Game of Thrones”, já que sua trama se passa no mesmo universo de “As Crônicas de Gelo e Fogo”.
A nova série, porém, tem uma pegada menos épica e sangrenta. Sua história se desenvolve a partir de uma amizade entre um cavaleiro e um escudeiro.
‘One Piece’ – 2ª temporada
Cena da 2ª temporada de ‘One Piece’
Reprodução/YouTube
A segunda temporada de “One Piece” chega em 10 de março, na Netflix. Agora, a série traz mais personagens do mangá que inspira o live-action, como Crocus (Clive Russell), Brogy (Brendan Murray) e Dorry (Werner Coetser).
Dessa vez, o bando do Chapéu de Palha sai em alto mar, em uma rota bastante perigosa, para novamente tentar encontrar o maior tesouro do mundo.
‘The Boys’ – 5ª temporada
Cena da 5ª temporada de ‘The Boys’
Divulgação
A quinta e última temporada de “The Boys” chega em 8 de abril, no Prime Video. Sátira política de super-heróis, a série entra em sua fase final em meio à ditadura do Capitão Pátria ( Antony Starr).
Dessa vez, o clima promete ser mais sombrio. O próprio criador da série já alertou que muitos personagens devem morrer ao longo dos episódios. Então, se prepare para grandes emoções.
‘Euphoria’ – 3ª temporada
Cena de ‘Euphoria’
Reprodução
Depois de quatro anos de espera, “Euphoria” também volta em abril, na HBO. Agora, os capítulos vão mostrar uma nova etapa na vida dos protagonistas. Os dilemas da geração Z continuam ali presentes, mas agora sob a perspectiva da vida adulta, com outros desejos, responsabilidades e conflitos.
Por exemplo, Rue (Zendaya) está na fronteira do México tentando se livrar de uma dívida de drogas, e Cassie (Sydney Sweeney) está totalmente viciada em redes sociais e com inveja da vida de seus ex-colegas do colégio.
‘Jogada de Risco’ – Estreia
Nova série do Globoplay, “Jogada de Risco” está prevista para este ano. Essa é a primeira série em que Cauã Reymond é não apenas como ator, mas também autor de uma produção.
A trama conta a história de Mauricio (Cauã Reymond), um ex-jogador de futebol que tenta se firmar como agente no milionário mercado da bola. Na nova trajetória, ele precisa lidar com o fracasso de sua antiga carreira e com a relação conturbada com o pai (Marcos Frota).
Cauã Reymond em ‘Jogada de Risco’, do Globoplay
Divulgação
‘Pablo & Luisão’ – 2ª temporada
O elenco da série ‘Pablo e Luisão’
Divulgação/Globoplay
A primeira temporada da divertida “Pablo & Luisão” foi um fenômeno em 2025. Agora, a série vai ganhar uma segunda temporada, e ela deve lançar neste ano no Globoplay.
Criada por Paulo Vieira, “Pablo & Luisão” resgata episódios reais da vida do comediante e transforma as memórias em comédia leve e afetiva. Ambientada em Palmas (TO), a trama gira em torno de dois personagens centrais: Luisão, pai de Paulo, e Pablo, o melhor amigo da família.
‘Cangaço Novo’ – 2ª temporada
Cena de ‘Cangaço Novo 2’
Reprodução/YouTube
Em abril, chega a segunda temporada de “Cangaço Novo”, do Prime Vídeo. Os novos episódios prometem maior tensão e mais cenas de ação.
Com um roteiro cheio de críticas sociais, a série é ambientada no sertão cearense a partir de uma trama que envolve o mundo do crime, rivalidades e conflitos familiares. Agora, a história ganha novos personagens, como o ex-militar Carioca (Xamã).
‘The Testaments’ – Estreia
Cena de ‘The Testaments’
Reprodução
Em abril, estreia “The Testaments” no Disney+. Baseada em um livro de Margaret Atwood, a série se desenvolve a partir de “O Conto da Aia” — outra série inspirada nas obras da canadense.
Dessa vez, a história traz novas personagens lutando contra distopias patriarcais. Na trama, acompanhamos três mulheres cujas trajetórias ajudam a revelar bastidores do regime fundamentalista da fictícia República de Gilead.
‘Heated Rivalry’ – Estreia
Hudson Williams e Connor Storrie na série ‘Heated Rivalry’
Divulgação
Antes de chegar ao Brasil, a série ganhou fãs brasileiros, após bombar nos Estados Unidos no finzinho de 2025. Mas a HBO já confirmou que a produção chegará ao Brasil em fevereiro.
“Heated Rivalry” é baseada no segundo livro da série “Game Changer”, da canadense Rachel Reid. A história gira entorno de um romance gay. De um lado da trama, há Shane Hollander (Hudson Williams), jogador que é revelação, tímido e disciplinado. Do outro, Ilya Rozanov (Connor Storrie), craque, bad boy, pegador e com pinta de vilão. Em público, eles trocam farpas. Entre quatro paredes, dividem camas de hotel.
‘Blade Runner 2099’ – Estreia
Sem data oficial anunciada, “Blade Runner 2099” chega neste ano no Prime Vídeo. A série expande o universo criado nos filmes de Ridley Scott e Denis Villeneuve e se passa décadas após “Blade Runner 2049”.
A série promete se aprofundar em dilemas éticos de um futuro ainda mais tecnológico e desigual, explorando temas como identidade, memória e controle social.
‘The Pitt’ – 2ª temporada
Cena da série ‘The Pitt’
Divulgação
Nesta quinta-feira (8), lançou a segunda temporada de “The Pitt”, na HBO. Vencedora do prêmio de melhor série de drama do Emmy 2025, a série ganha agora episódios que se passam durante o fim de semana de 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos.
“Como em qualquer feriado de 4 de julho, a gravidade dos casos [que chegam ao hospital] aumenta à medida que as pessoas ficam mais embriagadas, correm riscos maiores ou começam a lidar com mais fogos de artifício”, afirmou o ator Noah Wyle disse à Entertainment Weekly que
‘Wonder Man’
Cena de ‘Magnum’
Reprodução/YouTube
Nova série da Marvel, “Magnum” estreia no dia 27 de janeiro no Disney+. Na trama, Simon Williams (Yahya Abdul-Mateen II) é um aspirante a ator que tenta alavancar a carreira com a chance de atuar como o super-herói “Homem-Maravilha”. Enquanto isso, ele lida com seus próprios superpoderes.
A série mistura humor, ação e aventura, além de explorar bastidores da indústria cinematográfica.
‘Spider-Noir’ – Estreia
Cena de ‘Spider-Noir’
Divulgação
Com estreia neste ano no Prime Video, a série “Spider-Noir” deve atrair fãs de quadrinhos, super-heróis e, claro, “Homem-Aranha”. A trama se desenvolve a partir do personagem, mas aqui ele atua como detetive particular em meio a corrupção, violência e crime organizado.
Com clima sombrio, a história se passa na Nova York dos anos 1930. A filmagem tem uma estética noir, e o roteiro promete bastante suspense.
‘Treta’ – 2ª temporada
Cena da série ‘Treta’, da Netflix
Divulgação/Netflix
“Treta” volta dia 16 de abril, na Netflix. Dessa vez, a série tem outro enredo: um casal que trabalha em um campo de golfe e presencia uma briga entre seu chefe e a esposa dele. A partir disso, se iniciam jogos de favores e coerção em meio à bolha elitista dos personagens.
Em 2023, “Treta” foi uma das grandes vencedoras do Emmy.
‘Emergência 53’ – Estreia
Série ‘Emergência 53’, do Globoplay
Divulgação
“Emergência 53” explora dramas dos profissionais da saúde que estão na linha de frente de uma unidade especial do serviço móvel de urgência. A série estreia neste ano no Globoplay.
Entre os personagens, há Dona Laura (Fernanda Montenegro), uma senhora obcecada pela própria morte. Mas mesmo com a saúde debilitada, ela bebe e fuma cigarros — escondida de sua filha, com quem mora junto.

Fonte: G1 Entretenimento

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X, de Elon Musk, acusa grandes gravadoras de conspiração por cobrarem pelo uso de músicas


Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter
Dado Ruvic/Reuters
O X, rede social de Elon Musk, processou nesta sexta-feira (9) 18 grandes gravadoras e uma das principais associações do setor musical dos Estados Unidos.
A empresa acusa grupos como Universal e Warner de conspirarem para dificultar a concorrência e pressionar a plataforma a comprar licenças musicais por preços elevados.
A ação foi apresentada em um tribunal federal do Texas.
No processo, o X afirma que a National Music Publishers’ Association (NMPA), além de empresas como Sony Music, Universal Music e Warner Chappell, que representam mais de 90% das músicas protegidas por direitos autorais nos EUA, violaram a lei antitruste ao se recusarem a negociar acordos de licenciamento de forma individual com a rede social.
“Foi negada à X a possibilidade de adquirir uma licença de composição musical nos EUA de qualquer editora musical individual em termos competitivos”, diz o processo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
David Israelite, presidente e diretor-executivo da National Music Publishers’ Association, disse em um comunicado que a X é a única grande empresa de mídia social que não licencia as músicas em sua plataforma.
“Alegamos que a X está envolvida em violação de direitos autorais há anos, e seu processo sem mérito é um esforço de má-fé para desviar a atenção do direito legítimo das editoras e dos compositores de se defenderem contra o uso ilegal de suas músicas pela X”, disse Israelite.
A Sony Music se referiu à declaração da associação e não quis fazer mais comentários. Universal Music e Warner Chappell não responderam. Representantes da X não se manifestaram ao serem procurados pela Reuters.
O processo alega que as gravadorasuniram forças por meio da National Music Publishers’ Association para conspirar contra a X.
A X disse que as editoras inundaram a plataforma com avisos semanais de remoção, visando milhares de publicações contendo músicas protegidas por direitos autorais — incluindo conteúdo de contas populares — para pressionar a plataforma a aceitar termos de licenciamento em todo o setor.
A queixa diz que a X removeu milhares de publicações e suspendeu mais de 50 mil usuários, prejudicando sua base de usuários e sua receita de publicidade. A empresa pede ao tribunal que restabeleça as condições de concorrência no licenciamento de músicas e compense a X pela perda de receita publicitária.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Emílio Dantas diz que recebeu pote de azeite em vez de Playstation comprado na Amazon


Emílio Dantas faz post criticando a Amazon
Reprodução/ Globo/Victor Pollak
O ator Emílio Dantas diz ter sofrido um golpe em uma compra feita no site da Amazon. Em um post no Instagram feito nesta sexta-feira (9), ele critica a varejista e reclama da situação.
“Comprei um Playstation 5 numa promoção da Amazon Brasil e recebi um garrafão de azeite”, afirma a legenda da foto, que mostra uma caixa com um pote de azeite. “A Amazon diz que não pode fazer nada. Detalhe: a entrega não foi feita nem por terceiros.”
Em nota enviada ao g1, a assessoria da Amazon Brasil diz que “lamenta o ocorrido e afirma que ele não reflete os padrões de atendimento da empresa”.
A nota também diz: “Estamos investigando o caso e entraremos em contato o consumidor para resolver a situação da melhor maneira possível”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Chitãozinho & Xororó cantam uma das músicas inéditas da trilha sonora da novela sertaneja ‘Coração acelerado’


Chitãozinho & Xororó são os intérpretes de ‘Seu amor é minha estrada’, uma das músicas inéditas compostas para a trilha sonora da novela ‘Coração acelerado’
Brunno Rangel / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Dupla paranaense que simbolizou a renovação da música sertaneja ao longo dos anos 1970, década marcada por movimento de urbanização do gênero, Chitãozinho & Xororó seguem em atividade nos palcos e nos estúdios. A dupla gravou música inédita para a trilha sonora de “Coração acelerado”, novela ambientada no universo sertanejo de Goiás e programada pela Globo para estrear na segunda-feira, 12 de janeiro, no horário das 19h.
A música gravada por Chitãozinho & Xororó se chama “Seu amor é minha estrada” e faz parte da safra de composições criadas nos song camps produzidos para a novela pelos Estúdios Globo, em parceria com a Warner Chappell, em Goiânia (GO) e no Rio de Janeiro (RJ).
Nestes encontros criativos com mais de 40 compositores de todas as regiões do Brasil, foram feitas mais de 90 músicas a partir de um dados e informações transmitidos aos autores com base no universo da história criada e escrita pelas novelistas Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento.
Algumas músicas dessa safra foram selecionadas para serem os temas dos repertórios dos personagens cantores da novela, Agrado Garcia (Isadora Cruz), João Raul (Filipe Bragança) e Eduarda (Gabz). Outras músicas serão ouvidas na trilha sonora nas vozes das duplas Bruno & Marrone (“Potência do motor”), Clayton & Romário (“Alô Goiás”) e Julia & Raffaela (“Medo”), além dos já mencionados Chitãozinho e Xororó, intérpretes de “Seu amor é minha estrada”.
A trilha sonora de “Coração acelerado” foi orquestrada pelo diretor artístico da novela, Carlos Araújo, em parceria com Juliana Costantini (profissional responsável pela produção musical da Globo) e com a dupla Daniel Musy e Victor Pozas, produtores musicais da novela.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sindicato dos Produtores de Hollywood anuncia indicados a premiação de 2026; veja lista


Leonardo DiCaprio em cena de ‘Uma batalha após a outra’
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O Sindicato dos Produtores da América (PGA, na sigla original) anunciou nesta quinta-feira (16) os indicados à sua premiação anual.
Na categoria principal, de melhor produção do ano, foram indicados “Bugonia”, “F1”, “Frankenstein”, “Hamnet”, “Marty Supreme”, “Uma Batalha Após a Outra”, “Valor Sentimental”, “Pecadores”, “Sonhos de Trem” e “A Hora do Mal”.
O PGA Awards acontece em 9 de fevereiro. O evento é considerado um dos grandes indicadores da categoria de melhores filmes do Oscar, que acontece em 15 de março.

Fonte: G1 Entretenimento