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O álbum ‘Branco’ de Douglas Germano, bamba dos terreiros paulistanos


Douglas Germano assina sambas com Alfredo Del-Penho, Luiz Antonio Simas e Roberto Didio no álbum ‘Branco’
Sofia Colucci / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Faz dez anos que Douglas Germano, bamba do samba de São Paulo, ganhou visibilidade nacional com a gravação do samba Maria da Vila Matilde (Porque se a da Penha é brava, imagina a da Vila Matilde) na voz de Elza Soares (1930 – 2022). O samba foi a primeira amostra de A mulher do fim do mundo (2015), álbum que recolocou a cantora carioca no topo da música brasileira.
Nascido em novembro de 1968, filho de pai percussionista, Germano já havia sido apresentado como compositor pelo Fundo de Quintal com a gravação de Vida alheia (parceria com Carica) no já longínquo ano de 1991, quando ainda adotava o nome artístico de Cuca, como foi creditado no disco do grupo carioca.
Contudo, foi somente depois da gravação contundente de Elza que Douglas Germano – compositor e multi-instrumentista lapidado nos terreiros (inclusive nos do Candomblé) e nas quadras das escolas de samba de São Paulo – alicerçou a carreira fonográfica.
O percurso fonográfico foi pavimentado com álbuns como Golpe de vista (2016), Escumalha (2019) e Partido alto (2021), este um disco colaborativo com o grupo Batuqueiros e sua Gente. Branco – álbum lançado em 19 de setembro de forma discreta, em edição independente do artista – amplia a coerente discografia do artista.
Gravado entre 19 de março de 2024 e 6 de junho de 2025 no Estúdio Eifel, em Santo André (SP), o álbum Branco de Douglas Germano é quase um flagrante do artista no bloco do eu sozinho.
O sambista assina direção artística, produção musical, arranjos e as 12 músicas do repertório inédito, além de cantar (com alguns feats com nomes como Loreta Colucci), de tocar todas as percussões (um vasto arsenal composto por ferros, atabaques, tamborins, pandeiros, triângulo, surdo, cuíca, caixa, zabumba, agogô e berimbau) e de pilotar cavaquinho – instrumento que aprendeu a manusear de forma autodidata – e violão. Já o toque do violoncelo é dividido com Thiago Faria, creditado na ficha técnica como “músico especialmente convidado”.
Outros músicos fazem intervenções pontuais ao longo das 12 faixas do álbum Branco e há, claro, os parceiros letristas. Luiz Antonio Simas assina os versos de Desbancando Gordon Banks, Xaxará e Tudo é samba (faixa que ecoa a pulsação rítmica da obra de João Bosco & Aldir Blanc). Alfredo Del-Penho é o parceiro de Ramo. Roberto Didio é o letrista de Zelite.
“O Xaxará chacoalha quando chama / A peste, a morte, a vida rara / E no chacoalhar ampara o drama / De quem mora entre o morro e a lama”, canta Germano no supracitado Xaxará, petardo de álbum que transita entre a fé afro-brasileira e a política com aguçada consciência social.
Em suma, Branco é mais um álbum com que pede (mais) passagem este bamba dos terreiros paulistanos.
Capa do álbum ‘Branco’, de Douglas Germano
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Personificava vida de liberdade’, diz Macron sobre morte de Brigitte Bardot


Brigitte Bardot morre aos 91 anos
A atriz francesa Brigitte Bardot “personificava uma vida de liberdade”, disse o presidente francês Emmanuel Macron sobre a morte do ícone do cinema aos 91 anos neste domingo (28).
“Seus filmes, sua voz, sua fama deslumbrante, suas iniciais, suas tristezas, sua generosa paixão pelos animais, seu rosto que se tornou Marianne — Brigitte Bardot personificava uma vida de liberdade. Uma existência francesa, um brilho universal. Ela nos tocou. Lamentamos a perda de uma lenda do século”, disse Macron em sua conta no X.
A líder da direita na França, Marine Le Pen, também se manifestou sobre a morte da atriz, e disse que é uma “perda profunda” para o país.
“A França perdeu uma mulher excepcional, notável por seu talento, coragem, franqueza e beleza. Uma mulher que escolheu encerrar uma carreira incrível para se dedicar aos animais, a quem defendeu até o último suspiro com energia e amor inesgotáveis. Ela era a quintessência da França: de espírito livre, indomável e intransigente. Sentiremos muito a sua falta”.
Brigitte Bardot em foto sem data
Arquivo Nacional/Fundo Correio da Manhã
História
Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, ela se tornou, ainda jovem, uma das figuras mais reconhecidas do cinema mundial.
Seu papel em E Deus Criou a Mulher (1956), dirigido por seu então marido Roger Vadim, a consagrou como um símbolo de sensualidade e liberdade que ajudou a moldar a cultura pop da década de 1960.
Ao longo de sua carreira, Bardot estrelou cerca de 50 filmes e também teve atuação como cantora e modelo, tornando-se uma das artistas mais fotografadas e comentadas de sua geração.

Fonte: G1 Entretenimento

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Brigitte Bardot: carreira, vida pessoal e polêmicas da atriz francesa


Brigitte Bardot morre aos 91 anos
A atriz e cantora francesa Brigitte Bardot morreu neste domingo (28), aos 91 anos. Mundialmente conhecida desde a década de 1950, ela se tornou um dos maiores símbolos do cinema francês e da cultura do pós-guerra, antes de abandonar as telas para se dedicar à defesa dos animais.
Ao longo da vida, construiu uma trajetória marcada tanto pelo estrelato internacional quanto por controvérsias e posicionamentos políticos que dividiram opiniões.
O fenômeno Bardot surgiu em 1956, quando, aos 22 anos, ela protagonizou “E Deus Criou a Mulher”, dirigido por seu então marido, Roger Vadim. O filme transformou a atriz em um ícone global de sensualidade e liberdade feminina, projetando sua imagem muito além do cinema francês.
Apesar de uma carreira relativamente curta — entre 1952 e 1972 —, Bardot marcou profundamente sua época.
Nos anos 1960, consolidou seu prestígio artístico com atuações em dois clássicos: “A Verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot, e “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard. T
ambém participou de produções como “Viva Maria!” (1965), de Louis Malle, ao lado de Jeanne Moreau, “O Repouso do Guerreiro” (1964), novamente com Vadim, e “As Petroleiras” (1971), em que contracenou com Claudia Cardinale.
Em 1967, Bardot iniciou uma carreira paralela como cantora, com relativo sucesso. Em parceria com Serge Gainsbourg, gravou músicas que se tornaram populares na França, como “Harley Davidson” e “Bonnie and Clyde”.
A imagem de liberdade que Brigitte Bardot projetava nas telas também se refletia fora delas. A atriz chamou atenção ao romper padrões de comportamento da época, como ao aparecer de biquíni no Festival de Cannes em 1953 ou ao comparecer ao Palácio do Eliseu usando calças, em um contexto em que mulheres eram esperadas em trajes formais tradicionais.
Paixão pelo Brasil
Em 1964, Brigitte Bardot passou uma temporada no Brasil em busca de anonimato. Após desembarcar no Rio de Janeiro e negociar com a imprensa alguns dias de tranquilidade, seguiu para Armação dos Búzios, então um vilarejo de pescadores sem infraestrutura.
Encantada com o isolamento, permaneceu no local por cerca de três meses e retornou no fim do mesmo ano.
Décadas depois, a atriz descreveu a experiência como um período de vida simples, longe dos holofotes. Sua passagem por Búzios teve impacto duradouro: o local ganhou projeção internacional e se transformou em destino turístico.
Em sua homenagem, a cidade criou a Orla Bardot e instalou uma estátua da atriz, que se tornou ponto turístico. Apesar disso, Bardot lamentava as transformações do balneário ao longo dos anos.
Afastamento do cinema e ativismo
Em 1973, aos 38 anos, Brigitte Bardot encerrou definitivamente a carreira no cinema após seu último filme, “Colinot Trousse-Chemise”. Desde então, passou a viver de forma reclusa em Saint-Tropez e se dedicou integralmente à defesa dos animais.
Criou a Fundação Brigitte Bardot e se engajou em campanhas contra a caça de focas, as touradas, o consumo de carne de cavalo e o uso de animais em testes laboratoriais. A militância se tornou o principal eixo de sua vida pública nas décadas seguintes.
Polêmicas e posições políticas
Os últimos anos da vida de Bardot foram marcados por declarações polêmicas e condenações judiciais.
Em 2021, ela foi condenada na França por insultos racistas contra moradores da ilha de Reunião, após enviar uma carta com declarações consideradas ofensivas, conforme divulgado pela agência de notícias France Presse.
O caso gerou forte reação de autoridades, entidades antirracistas e defensores dos direitos humanos.
Bardot também se aproximou da extrema direita francesa, manifestando apoio ao partido Reunião Nacional e a figuras como Jean-Marie e Marine Le Pen.
Embora afirmasse evitar debates políticos fora da causa animal, defendeu posições nacionalistas e fez críticas públicas a presidentes franceses, ambientalistas e ao movimento feminista #MeToo.
Brigitte Bardot em 1963 e 2001
Jack Guez/AFP e Screen prod./Photononstop/AFP

Fonte: G1 Entretenimento

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Brigitte Bardot: relembre a carreira da atriz em FOTOS


Brigitte Bardot morre aos 91 anos
Brigitte Bardot, atriz francesa e referência do cinema mundial, morreu neste domingo (28), aos 91 anos.
Ela foi um dos grandes ícones do cinema e da moda nas décadas de 1950 e 1960 e alcançou fama internacional com o filme “E Deus Criou a Mulher” (1956), que consolidou sua imagem como símbolo de liberdade, sensualidade e modernidade de sua geração.
Relembre a carreira da atriz em fotos:
Brigitte Bardot durante visita ao Rio de Janeiro em 1964
Estadão Conteúdo/Arquivo
Brigitte Bardot em foto sem data
Arquivo Nacional/Fundo Correio da Manhã
Brigitte Bardot durante visita ao Rio de Janeiro em janeiro de 1964
Arquivo Nacional/Fundo Correio da Manhã
Brigitte Bardot durante visita ao Brasil em 1964
Estadão Conteúdo/Arquivo
Brigitte Bardot durante visita ao Brasil em 1964
Estadão Conteúdo/Arquivo
Brigitte Bardot marcou era no cinema mundial e se tornou um símbolo de beleza
AP Photo/File
Brigitte Bardot durante visita ao Brasil em 1964
Estadão Conteúdo/Arquivo
Brigitte Bardot em foto de setembro de 2017 após encontro com presidente francês Emmanuel Macron
Eric Feferberg / AFP

Fonte: G1 Entretenimento

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Brigitte Bardot morre aos 91 anos, dizem agências francesas


Brigitte Bardot em 1963 e 2001
Jack Guez/AFP e Screen prod./Photononstop/AFP
A atriz francesa Brigitte Bardot morreu aos 91 anos, informaram agências de notícias francesas neste domingo (28).

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Dá um CPF pra ela’: brasileiros inundam Instagram de Anne Hathaway após menção a ‘Águas de Março’ e Gabriel Jesus


Anne Hathaway
Reprodução/Instagram
Mais uma vez, brasileiros fizeram jus à fama de emocionados nas redes sociais. Neste sábado (27), o Instagram da atriz norte-americana Anne Hathaway foi inundado por comentários após ela mencionar a música “Águas de Março” e o jogador de futebol “Gabriel Jesus” em uma lista de reflexões de fim de ano.
A estrela de filmes como “O Diário de uma Princesa” e “O Diabo Veste Prada” contou que a canção composta por Tom Jobim e interpretada Elis Regina foi a mais ouvida por ela em 2025. Ela também classificou como “leitura obrigatória” a carta publicada neste mês pelo atacante brasileiro do Arsenal na plataforma Players’ Tribune.
No texto, Gabriel Jesus fala sobre a lesão que enfrentou recentemente e relata como o apoio da família foi fundamental durante o processo de recuperação.
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No post, Hathaway ainda mencionou outros destaques do ano, “finalmente ter tempo para assar” e ter presenciado “a voz e a presença de palco do Sam Smith ao vivo no The Warsaw — meu Deus do céu”.
A publicação faz parte de um carrossel que reúne imagens da neve e um vídeo dos biscoitos preparados pela atriz. Veja abaixo.
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‘Como não amar essa mulher’
Cerca de três horas após a publicação, o post já somava mais de 143 mil curtidas e quase 2 mil comentários — a grande maioria de brasileiros.
“Alguém dá um CPF pra ela”, “diva”, “como não amar essa mulher”, “te amamos”, “vem para o Brasil” e “ela nos invocou” foram algumas das mensagens mais repetidas na seção de comentários.
Brasileiros inundam Instagram de Anne Hathaway após ela mencionar Gabriel Jesus e Águas de Março em retrospectiva do ano
Reprodução/Instagram
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Fonte: G1 Entretenimento

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‘Chorinho bom hein’: nasce Rosamaria, filha da ex-BBB Key Alves com Bruno Rosa


Key Alves com a filha Rosamaria
reprodução/Instagram
Rosamaria, primeira filha da ex-BBB e jogadora de vôlei Key Alves com Bruno Rosa, nasceu na última sexta-feira (26) em um hospital de São Paulo (SP), após a comemoração do Natal em Maresias (SP).
O parto ocorreu por volta das 21h, por cesariana, e o bebê nasceu com 2,9 quilos e 48 centímetros. A primeira foto, com a bebê enrolada em uma manta e no colo da mãe, foi divulgada por Key Alves às 22h27.
“Gente, tô doidinha pra mostrar pra vocês, ela é tão lindaaaaa. Parece uma boneca! Tão delicada o nariz, a boca, tudo”, disse a ex-BBB em uma rede social.
Entre o fim da noite de sexta-feira e a manhã deste sábado, Key Alves compartilhou os primeiros momentos de Rosamaria com a família, enquanto recebiam orientações da equipe médica.
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Família vê Rosamaria pela primeira vez
reprodução/Instagram
“Obrigada senhor meu Deus por ter essa família linda ao meu lado e esse companheiro. Ele foi forte demais comigo nessa noite e seremos fortes pela Rosamaria para o resto das nossas vidas”, disse Key.
O primeiro café da manhã de Key Alves foi leve, com uvas verdes, laranja em gomos, kiwi e mamão, além de suco e café. Em seguida, a ex-BBB publicou um vídeo em que recebe as orientações sobre as primeiras vacinas: hepatite B e BCG.
Rosamaria, primeira filha de Key Alves e Bruno Rosa

Fonte: G1 Entretenimento

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Retrospectiva 2025 – Show apoteótico no Rio coroa o ano consagrador de ‘Dominguinho’, projeto regido pelo afeto


Jota.Pê (à esquerda), João Gomes (ao centro) e Mestrinho dividem o palco da Brava Arena Jockey na última apresentação de ‘Dominguinho’ em 2025
Rodrigo Goffredo
♫ RETROSPECTIVA 2025
♬ João Gomes foi quem mais circulou pelos diversos segmentos da música brasileira ao longo de 2025. Projeto que conectou o artista pernambucano com o cantor paulista Jota.Pê e o sanfoneiro sergipano Mestrinho, Dominguinho contribuiu decisivamente para ampliar o alcance do canto de Gomes além do universo do piseiro.
Dominguinho nasceu de álbum acústico – gravado no Centro Histórico de Olinda (PE) e lançado em 18 de abril – que gerou show que percorreu o Brasil com casas lotadas. A turnê teve a rota de 2025 encerrada na noite de ontem, 26 de dezembro, com a última das três apresentações do trio na Brava Arena Jockey, no Rio de Janeiro (RJ).
Caloroso e receptivo, o público que lotou as duas pistas e os camarotes fez impressionante coro com os artistas em músicas como Beija-flor (Jota.Pê, 2015) e o xote Eu só quero um xodó (Dominguinhos e Anastácia, 1973).
No álbum Dominguinho, o trio canta repertório que inclui Flor de flamboyant (Estrela da manhã) – sucesso de Kara Veia, nome do cantor e vaqueiro Edvaldo José de Lima (1973 – 2004), morto aos 31 anos – e Pontes indestrutíveis (2007), reggae do repertório da banda Charlie Brown Jr.
Jota.Pê conta como nasceu o projeto ‘Dominguinho’ no g1 Ouviu ao vivo
No show, João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho extrapolam o repertório do disco e, não raro, recebem convidados. A temporada na Brava Arena Jockey começou com a imprevista entrada em cena de Marisa Monte no show de 20 de dezembro. Na derradeira apresentação, ontem, foi Maria Gadú quem dividiu com os cantores o palco adornado com telão de LED que projeta imagens que dão a impressão de que o trio está cantando ao ar livre em rua de Olinda (PE).
Gadú cantou Desde que o samba (Caetano Veloso, 1993) e Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1947), toada que simboliza o Nordeste entranhado na gênese do repertório do disco e show Dominguinho.
A rigor, o trio nem precisaria de convidados para manter o público fisgado por um cancioneiro composto com a afetividade que rege o encontro de João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho. O show é longo (a apresentação de ontem durou duas horas e meia), mas o público não arreda pé.
Houve momentos para brilhos individuais. Jota.Pê foi merecidamente ovacionado ao apresentar a canção autoral Ouro marrom (2023), joia de sensibilidade em que o artista expõe a relação com a negritude e se posiciona em relação ao racismo estrutural, enfatizando o orgulho de ser preto.
Solos à parte, a razão do sucesso de Dominguinho parece estar justamente no coletivo. É da união entre João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho que nasceu o poder de sedução desse show afetuoso que arrastou multidões ao longo do ano e se tornou um dos projetos musicais mais bem-sucedidos de 2025.

Fonte: G1 Entretenimento

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Do Oscar a Lady Gaga no Rio: os grandes marcos da cultura em 2025


Do cinema brasileiro aos artefatos do Egito Antigo, 2025 trouxe diversos frutos aos amantes da arte e da cultura. No Brasil, o ano ficará marcado na memória pelo primeiro Oscar levado para casa, depois de uma campanha intensa que contagiou multidões.
A nível internacional, também alguns dos escritores mais amados do público voltaram às livrarias, matando a ansiedade dos fãs, ou estrearam no formato dos romances.
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Houve também perdas, com pelo menos dois museus tendo valiosas obras de arte roubadas. E de emocionadas despedidas provocadas pela morte de grandes nomes conhecidos entre os brasileiros ou no mundo todo.
Relembre uma seleção de acontecimentos que marcaram a cultura neste ano.
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“Ainda Estou Aqui”
“Ainda Estou Aqui”, Walter Salles, levou primeiro Oscar para o cinema brasileiro
Jordan Strauss/Invision/AP/dpa via DW
Situado na ditadura militar brasileira, Ainda Estou Aqui ganhou Oscar de melhor filme internacional em março, um feito inédito para o país. O Brasil havia sido indicado cinco vezes, incluindo a edição de 2025.
A obra concorreu com o dinamarquês A Garota da Agulha, o francês Emilia Pérez, o alemão A Semente do Fruto Sagrado e a obra da Letônia Flow, que venceu por melhor filme de animação.
Também indicado a melhor filme, Ainda Estou Aqui não levou o prêmio, considerado o principal do Oscar. Nem Fernanda Torres, a protagonista do longa, ficou com a estatueta de melhor atriz.
Mais do cinema brasileiro
“O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, se destacou internacionalmente falar sobre etarismo numa produção com cara brasileira
Guillermo Garza / Desvia via DW
Outras produções brasileiras brilharam mundo afora. Dentre elas, destacou-se O Último Azul, filme brasileiro dirigido por Gabriel Mascaro, que conquistou em fevereiro o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, a segundo maior honraria do evento.
Já o Urso de Ouro, maior prêmio da competição, foi vencido pelo filme norueguês Drommer, de Dag Johan Haugerud. O festival destacou a diversidade do cinema nacional, com 13 produções brasileiras.
Em novembro, foi a vez de O Agente Secreto conquistar as telas, com estreia simultânea em Brasil, Alemanha e Portugal. O filme já foi indicado ao Globo de Ouro 2026, além de ser a aposta do Brasil no próximo Oscar.
Pré-lançamento de O Agente Secreto em Berlim, em outubro, teve direito a passistas de frevo
Martin Diepold/Port au Prince via DW
Lady Gaga no Rio
Show de Lady Gaga foi marco para brasileiros e também na carreira da cantora
Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images via DW
Depois da excitação com Ainda Estou Aqui, o Brasil se mobilizou com um histórico show de Lady Gaga na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Mais de 2 milhões de pessoas assistiram à cantora, segundo a prefeitura carioca. Foi o maior público da carreira de Lady Gaga, com a presença de pessoas de todas as partes do Brasil.
“Sinto-me sortuda, orgulhosa e profundamente grata. Nesta noite, nós estamos fazendo história”, disse a cantora. Os brasileiros esperavam pelos últimos oito anos por uma apresentação sua, depois que ela teve que cancelar sua participação no Rock in Rio de 2017 por problemas de saúde.
Academia Brasileira de Letras
Pela primeira vez em seus 128 anos, a Academia Brasileira de Letras incluiu uma mulher negra entre seus imortais. Ana Maria Gonçalves, autora do romance histórico Um defeito de cor, passou a ocupar uma cadeira na instituição fundada em 1897.
Ana Maria Gonçalves rompeu barreiras ao se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras
Tânia Rêgo/Agência Brasil via DW
No seu discurso de celebração, ela agradeceu à sua ancestralidade, “fonte inesgotável de conforto, fé, paciência e sabedoria.” A escritora disputou a posição com outros 11 intelectuais, tendo obtido 30 de 31 votos.
Também roteirista e dramaturga, a agora imortal levanta debates raciais pelas suas obras. Ela ocupa a cadeira de número 33, antes pertencente ao filólogo Evanildo Bechara.
A volta de gigantes
Após vários anos desde sua última obra, o popular escritor britânico Ken Follett voltou em setembro às livrarias com Círculo dos Dias. O romance épico, ambientado há 4,5 mil anos, gira em torno do enigmático caso de Stonehenge, sobre vidas humanas por trás da construção do icônico monumento neolítico localizado no sul da Inglaterra.
Poucos dias depois, Dan Brown também retornou às livrarias com O Segredo Final. A nova entrega de sua saga mais famosa, protagonizada por Robert Langdon, coloca o especialista em simbologia em uma trama repleta de enigmas e reviravoltas na cidade de Praga.
Roubos a museus
Num dos episódios mais sombrios da sua história, o Museu do Louvre foi assaltado em plena luz do dia. Em 19 de outubro, ladrões encapuzados roubaram oito peças que pertenceram à Coroa francesa, com valor estimado em 88 milhões de euros (cerca de R$ 582 milhões).
Roubo cinematográfico do Louvre gerou crise de imagem para o museu
Florian Poitout/ABACA/picture alliance via DW
O caso colocou a segurança do museu sob forte questionamento, gerando uma crise de imagem. Os itens roubados continuam desaparecidos.
Depois, em dezembro, dois homens roubaram treze obras de arte na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Foram alvo do crime oito gravuras do artista francês Henri Matisse e cinco do pintor brasileiro Candido Portinari.
As gravuras faziam parte de uma exposição iniciada em outubro deste ano e voltada à arte modernista das décadas de 1940 e 1950, uma parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
A Polícia Civil iniciou no mesmo dia as investigações, tendo divulgado o retrato dos dois suspeitos pelo mais recente assalto às instituições culturais de São Paulo. Três suspeitos já foram presos.
Grande Museu do Egito
Após vinte anos de obras e inúmeros atrasos, o Grande Museu Egípcio abriu suas portas em 2025. Trata-se de um enorme complexo de 500 mil metros quadrados que exibe mais de 100 mil peças. Por elas, contam-se 7 mil anos de história, desde o Egito pré-dinástico até o período greco-romano.
Aguardado há décadas, Grande Museu do Egito reúne vasta coleção em arquitetura suntuosa
Stefanie Schenker/Foto, Stefani/picture alliance via DW
O grande destaque da exposição permanente é a coleção completa do faraó Tutancâmon, que inclui mais de 5 mil artefatos recuperados de sua tumba que serão expostos pela primeira vez, além de sua lendária máscara funerária de ouro.
Outro item da coleção é o barco funerário de 42 metros de comprimento e mais de 4 mil anos do faraó Quéops, também conhecido como barco de Khufu, a maior e mais antiga embarcação de madeira encontrada no Egito.
Recordes nos leilões
O Retrato de Elisabeth Lederer, do pintor Gustav Klimt, foi leiloado em Nova York por 236 milhões de dólares (aproximadamente R$ 1,3 trilhão), tornando-se a mais cara obra de arte moderna.
A peça havia sido confiscada pelos nazistas antes de ser recuperada pela família da protagonista, que era cliente do pintor, e finalmente adquirida pelo filho da empresária Estée Lauder na década de 1980.
Já o autorretrato surrealista El Sueño (La cama), da pintora mexicana Frida Kahlo, tornou-se em novembro a obra mais cara de autoria de uma mulher. O quadro foi leiloado por 54,7 milhões de dólares na casa Sotheby’s de Nova York.
Quadro de Frida Kahlo fez história no mundo dos leilões em 2025
Nancy Kaszerman/ZUMA/IMAGO via DW
Kahlo superou assim a americana Georgia O’Keeffe, cuja obra Jimson Weed/White Flower No 1 havia sido vendida em 2014 por 44,4 milhões de dólares.
Despedidas
O ano que se fecha em breve foi de despedidas que tocaram no coração dos brasileiros.
Em 20 de julho, o país perdeu a cantora Preta Gil. Aos 50 anos, ela lutava contra um câncer no intestino ao longo dos dois anos anteriores. A sua morte foi recebida com grande comoção do público e da classe artística.
Morte de Preta Gil gerou comoção ao redor do Brasil em 2025
Leandro Chemalle/TheNEWS2/ZUMA/picture alliance via DW
Morreu também em maio o fotógrafo Sebastião Salgado, conhecido mundialmente por décadas de trabalho sensível em contextos altamente desafiadores.
Outros nomes da cultura brasileira que morreram neste ano incluem Angela Roro, Arlindo Cruz, Bira Presidente, Cacá Diegues, Francisco Cuoco, Hermeto Pascoal, Lô Borges, Luís Fernando Veríssimo e Nana Caymmi, entre outros.
Fora do país, o mundo perdeu, dentre vários nomes mais, o cineasta David Lynch, os atores Udo Kier, Diane Keaton e Robert Redford e o cantor e compositor Ozzy Osbourne.
“Ainda Estou Aqui” ganhou Oscar de melhor filme internacional
Capital Pictures/IMAGO via DW

Fonte: G1 Entretenimento

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Felca: tímido e recluso, conheça o jovem por trás do fenômeno


Felca: conheça o jovem por trás do fenômeno
Natural de Londrina (PR), Felipe, conhecido como Felca e responsável pelo fenômeno da “adultização”, foi um dos destaques do Globo Repórter desta sexta-feira (26), dedicado a personalidades que fizeram a diferença em 2025. Veja no vídeo acima.
Ansiedade social na infância
Sandra Annenberg visitou Felca no apartamento onde ele está vivendo em São Paulo. A entrevista revelou que por trás do humor inteligente que conquistou milhões de seguidores, existe um jovem tímido, marcado pela ansiedade social na infância.
“Eu venho de um lugar de ansiedade social onde eu era uma pessoa muito calada, muito quieta, na minha infância, eu não falava nada. Não conversava com as pessoas, eu era um cara meio recluso. Então, colocar as minhas opiniões, falar o que eu penso, colocar minha personalidade, meu humor, acho que foi daí que eu concebi um nome para me comunicar com o mundo lá fora”, relata o produtor de conteúdo.
Felca fala sobre ansiedade social na infância
Reprodução/TV Globo
Vídeo viral e impacto
Ele começou na internet fazendo rir, mas neste ano se tornou protagonista de uma discussão muito séria no país: a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais. Tudo começou com um vídeo de quase 50 minutos, fruto de um ano de trabalho e sete meses de pesquisa. Nele, Felca expôs como algoritmos podem ser manipulados para entregar conteúdo infantil a perfis suspeitos.
“Quando eu comecei a pesquisar, aquela coisa estranha era só um iceberg que eu só via a camada superior, mas tinha uma camada de gelo imensa para dentro da terra e eu coloquei toda no vídeo”, disse em entrevista.
O impacto foi imediato: quase 30 milhões de visualizações, debates em todo o país e, três semanas depois, o Congresso aprovou uma lei para proteger menores nas plataformas digitais, com multas que podem chegar a R$ 50 milhões.
“Eu não imaginava que isso viraria lei. É um pouco difícil de cair a ficha. Fiz só um vídeo, mas espero que seja um efeito dominó para outras mudanças positivas”, afirma.
Felca fala sobre vídeo viral: ‘não imaginava’
Reprodução/TV Globo
Criação fora das redes
Por trás da coragem, há uma história de valores sólidos. Felca cresceu longe das redes sociais — decisão dos pais que ele só entendeu depois.
“Eu fui ter minha primeira rede social de contato direto, de poder conversar com as pessoas a partir de uns 16 anos. Então, minha adolescência foi toda fora das redes sociais. Achava que era paranoia, mas hoje vejo que era responsabilidade”.
Ele também afirmou acreditar ser resultado de uma família amorosa.
“Tudo que sei sobre empatia aprendi com minha mãe, e sobre honestidade, com meu pai”, conta.
Felca fala sobre criação
Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Entretenimento