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Simone Mendes faz ‘Foto feliz’ com Chitãozinho & Xororó em gravação de álbum ao vivo com ídolos sertanejos


Simone Mendes canta com a dupla Chitãozinho & Xororó no registro audiovisual do show ‘Minhas memórias’
Stephan Solon / Divulgação Suhai Music Hall
♫ NOTÍCIA
♬ Em que pese a aura retrospectiva do título do álbum audiovisual “Minhas memórias”, gravado por Simone Mendes em São Paulo (SP) na noite de ontem, 7 de maio, houve espaço para músicas inéditas no roteiro do inédito show apresentado pela cantora na casa Suhai Music Hall com as participações de ídolos da música sertaneja dos anos 1980, 1990 e 2000.
Com a dupla Chitãozinho & Xororó, Simone fez “Foto feliz”, uma das novidades do repertório do álbum ao vivo “Minhas memórias”, mas também os sucessos “Meu disfarce” (1986) e “Página de amigos” (1995).
Com Daniel, a cantora fez feat na música inédita “Frio de saudade”, em “Minha estrela perdida” e em “Só dá você na minha vida”. Com Bruno & Marrone, Simone Mendes formou trio para cantar outra música inédita, “Sinais”.
Com Luciano Camargo, a cantora fez feats nas músicas “Histórico de rua”, “Cada volta é um recomeço” e “Vivendo por viver”.
Simone Mendes (ao centro) reúne os convidados do show ‘Minhas memórias’ no palco da casa Suhai Music Hall, em São Paulo (SP)
Divulgação / Instagram Simone Mendes

Fonte: G1 Entretenimento

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O casal Joyce e Tutty Moreno lança em agosto álbum gravado em Los Angeles


Joyce Moreno e Tutty Moreno em fotos tiradas no estúdio de Los Angeles (EUA) em que gravaram o álbum do selo norte-americano Jazz Is Dead
Divulgação / Montagem g1
♫ NOTÍCIA
♬ Juntos desde 1977, a cantora, compositora e violonista carioca Joyce Moreno e o baterista baiano Tutty Moreno tinham até então somente um álbum assinado somente pelo casal, “Samba-jazz & outras bossas”, lançado em 2007 quando a parceria dos artistas na música e na vida já completava 30 anos.
Em 7 de agosto, o casal apresenta o segundo álbum conjunto em 49 anos de união, “Joyce & Tutty Moreno”, 27º título da série editada pelo selo fonográfico norte-americano Jazz Is Dead, criado pelo produtor e arranjador norte-americano Adrian Younge. Produzido, gravado e mixada por Younge no Linear Labs Studios, em Los Angeles, Califórnia (EUA), o álbum “Joyce & Tutty Moreno” chega na sequência do disco da dupla Antônio Carlos & Jocafi, lançado em abril pelo selo.
Pautado pelo samba, o repertório é composto por músicas em que Joyce Moreno sozinha assina melodia e/ou letras – casos de “Janeiro”, “Mandala” e “Uana Efé”, além do tema instrumental “Fingers” – e por duas parcerias da artista com Adrian Younge, “Flores vermelhas” e “Sorria de novo”, ambas com música de Younge e letra de Joyce.
Já a música “Círculo vicioso” foi composta por Adrian Younge a partir dos versos do homônimo poema do escritor Machado de Assis (1839 – 1908), criado por volta de 1880, mas publicado em 1901.
Além da bateria virtuosa de Tutty Moreno, protagonista da gravação ao lado de Joyce Moreno, o álbum tem os toques de músicos como o pianista Bryan Velasco, o percussionista Gibi dos Santos e o próprio Adrian Younge (na guitarra, no órgão Hammond e no vibrafone, entre outros instrumentos).
Capa do álbum ‘Joyce & Tutty Moreno’, 27º título da série Jazz is Dead
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Documentário do Oasis terá primeira entrevista dos irmãos Gallagher em mais de 25 anos


Os irmãos Liam e Neol Gallagher, do Oasis
Divulgação/Disney
A Disney confirmou oficialmente a produção de um documentário sobre o Oasis. Com lançamento previsto para setembro, o projeto contará com a primeira entrevista dos irmãos Noel e Liam Gallagher em mais de 25 anos.
Segundo o comunicado, o documentário foi criado por Steven Knight, que também foi responsável pela série “Peaky Blinders”, da Netflix.
“Estou ansioso para que o mundo veja este filme. Acredito que ele captura o espírito e a emoção de um momento cultural global e faz justiça a genialidade de duas pessoas excepcionais. Eu queria contar a história dos irmãos e da banda, mas, igualmente importante, a história dos fãs cujas vidas foram tocadas e, às vezes, transformadas para sempre pela música”, diz Knight.
O longa contará detalhes dos bastidores da turnê Oasis Live ’25, que marcou o retorno da banda aos palcos, 16 anos após a separação do grupo.
A turnê passou pelo Brasil em novembro de 2025, com dois shows no estádio do Morumbis.
Além do lançamento na plataforma de streaming Disney+, o documentário também será exibido nos cinemas no dia 11 de setembro.
Vídeos em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta, Katy Perry e Alanis Morissette devem se apresentar na Copa do Mundo, diz jornal


Anitta usa arte indígena de Oiapoque em novos clipes
Divulgação
Anitta, Katy Perry, Alanis Morissette, Michael Bublé, Lisa e outros artistas devem se apresentar na Copa do Mundo, segundo informações do The Athletic, divisão esportiva do jornal The New York Times.
Se acordo com a publicação, a FIFA fará três cerimônias de abertura e festa do Dia da Independência dos EUA, e selecionou uma série de artistas para estes eventos. O jogo de abertura Copa do Mundo 2026 acontece em 11 de junho.
A FIFA teria selecionado artistas de cada um dos países-sede [Canadá, México e Estados Unidos] para o pontapé inicial das partidas que estes países participam. Os cantores canadenses Michael Bublé, Alanis Morissette e Alessia Cara estariam convocados para a estreia do Canadá contra a Bósnia e Herzegovina, no dia 12 de junho, em Toronto.
Já Katy Perry seria a atração principal da estreia dos Estados Unidos contra o Paraguai. O rapper Future e o DJ americano Sanjoy também estariam confirmados no evento.
A banda mexicana de rock Maná e os cantores Alejandro Fernández e Belinda estariam na festa de estreia do México em partida contra a África do Sul, no dia 11 de junho. As informações ainda não foram confirmadas oficialmente pela FIFA.
A rapper tailandesa Lisa, a brasileira Anitta, o colombiano J Balvin, o venezuelano Danny Ocean, a artista palestino Elyanna e o cantor francês Vegedream são outros nomes citados pelo jornal para as celebrações da Copa.
Em março, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, já havia anunciado que o evento contaria com um show do intervalo na grande final. O show será organizado pela empresa Global Citizen e contará com a ajuda de Chris Martin e Phil Harvey, da banda Coldplay, para montar a “lista de artistas”.
A cantora Katy Perry
Reuters

Fonte: G1 Entretenimento

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Seu Jorge lança álbum à altura da voz, entre a leveza do balanço da bossa e a suntuosidade dos arranjos orquestrais


Seu Jorge em imagem do encarte da edição em LP do álbum ‘The other side’
Reprodução / Instagram Seu Jorge
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: The other side
Artista: Seu Jorge
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ “Eu sei que venho lutando / Com esta vida de desvalença / Eu sei que luto sozinho / Pois ninguém nunca me ajudou”, desabafa Jorge Mário da Silva, o artista conhecido como Seu Jorge, no canto de “Crença” (Milton Nascimento e Márcio Borges).
Esses versos de Márcio Borges – letrista da música apresentada em 1967 no primeiro álbum de Milton Nascimento – são as primeiras palavras cantadas por Jorge no álbum “The other side” e soam como manifesto de resiliência deste cantor, compositor e músico carioca que entrou em cena em 1998 como vocalista do grupo Farofa Carioca.
Lançado hoje, 8 de maio, oito anos após a conclusão das gravações em dezembro de 2018, “The other side” é o primeiro álbum solo de Seu Jorge com sonoridade e repertório à altura da voz grave e encorpada do intérprete.
Após sair da banda Farofa Carioca, o artista iniciou carreira solo há 25 anos com ótimo álbum, “Samba esporte fino”, arquitetado em torno do samba-rock. Contudo, de lá para cá, apresentou discos irregulares, alguns em linha populista, caso sobretudo de “América Brasil” (2007), álbum que amplificou a popularidade do cantor por conta dos hits autorais “Burguesinha” e “Mina do condomínio”.
Com grandiosa produção musical orquestrada por Jorge com o mesmo Mario Caldato Jr. que trabalhou na produção do supracitado “Samba esporte fino”, “The other side” é álbum valorizado pelos arranjos orquestrais de Miguel Atwood-Ferguson.
A maestria de Atwood-Ferguson é exemplificada pela profusão de cordas e sopros que embalam “Vento de maio” (Telo Borges e Marcio Borges, 1979), canção que ganha majestosa abordagem de Jorge em feat com Maria Rita. Ouve-se dois grandes cantores que levam “Vento de maio” para outras atmosferas em tons expansivos.
Em contrapartida, Jorge experimenta tons bem mais serenos no toque do violão e sobretudo no canto de “Girl you move me” (Frenchie Thompson, 1972), música do repertório da banda canadense de funk e soul Cane and Able. É como se, na faixa, Jorge reverenciasse a bossa e o canto e o violão decisivos de João Gilberto (1931 – 2019) – impressão reiterada na faixa seguinte, “Luz na escuridão”, samba inédito de Cezar Mendes com letra de José Carlos Capinan.
Outra parceria de Mendes e Capinan, “Flor de laranjeira” (2016) – samba-canção lançado há dez anos por Emanuelle Araújo no primeiro álbum solo da cantora – também desabrocha nessa leveza que, mesmo sem ser bossa nova, reverbera modernidades da revolução musical de 1958.
A pegada da abordagem de “Caboclo” (Arthur Verocai e Vitor Martins, 1972) – lembrança mais surpreendente dentre as sete músicas regravadas pelo cantor (as outras quatro são inéditas) – devolve suntuosidade ao álbum em ambiência rocker construída pelo toque atmosférico da guitarra de Michael Valeanu, destacada no arranjo.
O samba de cadência tradicional deita e rola no ritmo de “Folia de amor” (Mariana Bergel e William Pinto Magalhães) com o refinamento que caracteriza o álbum “The other side”, título de melhor acabamento da discografia solo de Seu Jorge. Outro samba, “Quando chego”, composto e cantado por Jorge com Marisa Monte, tem o já conhecido ar tribalista entranhado na obra da cantora (Arnaldo Antunes, não por acaso, também assina o samba com Jorge e Marisa).
Introduzida por sons de mar, a regravação de “Far from the sea” – música de Robertinho Brant e Emerson Penha lançada por Bebel Gilberto em álbum de 2009 – navega em calmaria, com vocais adicionais do quarteto belga Zap Mama, ilustrando bem o tom mais íntimo de boa parte do álbum.
É nesse leito sereno que flui o rio de “River man” (1969), música do cantor e compositor britânico Nick Drake (1948 – 1974) interpretada por Seu Jorge com o cantor britânico Beck em belo encontro de vozes graves.
Samba-canção bafejado pelos sopros do sax tocado pelo próprio Jorge e pelo clarinete de Pedro Dom, em inebriante gravação que roça os sete minutos e meio, “Beleza bárbara” (Leo Tomasini e Joey Altruda) encerra álbum situado entre a leveza do balanço da bossa e a suntuosidade dos arranjos orquestrais de Miguel Atwood-Ferguson.
Enfim, “The other side” é o melhor álbum de Seu Jorge pela combinação refinada de canto, repertório e arranjos. Valeu a pena esperar 17 anos desde a idealização do disco em 2009 até o lançamento do álbum neste mês de maio de 2026.
Capa do álbum ‘The other side’, de Seu Jorge
B+ / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Casa Branca chama Mark Hamill de ‘doente’ após ator publicar imagem de IA de Trump em túmulo; artista apagou post e se desculpou


Mark Hamill comparece à cerimônia do Film Independent Spirit Awards no Hollywood Palladium em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 15 de fevereiro de 2026.
REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo
A Casa Branca chamou o ator Mark Hamill de “doente” nesta quinta-feira (8), após a publicação de uma imagem gerada por inteligência artificial mostrando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma cova rasa.
A imagem foi publicada em uma conta verificada de Hamill na rede social Bluesky. Nela, Trump aparece deitado de olhos fechados ao lado de uma lápide com a inscrição “Donald J. Trump 1946-2024”, cercado por margaridas. A frase “If Only” (“Se ao menos”, em tradução livre) também aparecia na publicação.
Hamill, conhecido por interpretar Luke Skywalker na franquia Star Wars, escreveu que Trump “deveria viver o suficiente para testemunhar sua inevitável derrota devastadora nas eleições de meio de mandato, ser responsabilizado por sua corrupção sem precedentes, sofrer impeachment, ser condenado e humilhado por seus inúmeros crimes”.
“Tempo suficiente para perceber que será desonrado para sempre nos livros de história”, acrescentou o ator.
A resposta da Casa Branca veio por meio de uma publicação na rede social X. A equipe de imprensa classificou Hamill como “um indivíduo doente”.
“Esses lunáticos da esquerda radical simplesmente não conseguem se controlar”, afirmou a publicação. “Esse tipo de retórica é exatamente o que inspirou três tentativas de assassinato em dois anos contra nosso presidente.”
Casa Branca chama Mark Hamill de ‘doente’ após ator publicar imagem de Trump em túmulo
Reprodução/X
Horas depois, Hamill apagou a imagem e tentou esclarecer a publicação.
“Na verdade, eu estava desejando exatamente o oposto da morte dele, mas peço desculpas se a imagem pareceu inapropriada”, escreveu o ator no Bluesky.
Em abril, um homem ultrapassou um posto de segurança e disparou tiros do lado de fora do jantar da White House Correspondents’ Association, em um caso que autoridades classificaram como uma tentativa de assassinar Trump.
Em 2024, Trump foi atingido de raspão na orelha durante um comício na Pensilvânia. O atirador foi morto pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos.
Também em 2024, outro homem foi encontrado escondido em arbustos com armas próximas ao campo de golfe onde Trump estava. Segundo autoridades, ele foi condenado por tentativa de assassinato em fevereiro.
(Reportagem de Lisa Richwine)
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Fonte: G1 Entretenimento

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Luiz Carlini, lendário herói da guitarra do rock brasileiro, deixa músicas e solos antológicos ao morrer aos 73 anos


Luiz Carlini (1952 – 2026) criou o antológico solo de guitarra ouvido ao fim da gravação original da canção ‘Ovelha negra’
Divulgação
♫ OBITUÁRIO
♬ Bastaria somente o antológico solo de guitarra ouvido ao fim da gravação original da balada “Ovelha negra” (Rita Lee, 1975) para imortalizar o músico e compositor paulistano Luiz Sérgio Martins Carlini (31 de agosto de 1952 – 7 de maio de 1956) na história da música brasileira. Mas Luiz Carlini – como era conhecido o grande guitarrista – fez muito mais, a ponto de ganhar o justo status de lenda do rock. E por isso a notícia da morte do artista abala o universo pop brasileiro.
Luiz Carlini morreu na noite de ontem, 7 de maio, aos 73 anos, em hospital da cidade natal de São Paulo (SP). de causa não revelada pela família no comunicado postado em rede social com a noticia do falecimento do artista.
Guitar hero do rock brasileiro, Carlini sai de cena em plena atividade. Integrava atualmente a banda arregimentada pelo cantor Guilherme Arantes para o show da turnê “50 anos luz”.
A propósito, o título da atual turnê de Arantes bem poderia sintetizar a trajetória luminosa de Carlini ao longo de 50 e poucos anos de contribuição fundamental para a construção da identidade nacional do rock made in Brasil. Assistente de palco do grupo Os Mutantes, Luiz Carlini começou a fazer história quando fundou em 1973 a banda Tutti Frutti.
O grupo paulistano ancorou Rita Lee (1947 – 2023) após a turbulenta saída da cantora dos Mutantes. Lançado em 1975, com a canção “Ovelha negra” no repertório, o segundo dos quatro álbuns da banda com Rita, “Fruto proibido”, é o marco dessa fase.
Um dos sucessos do álbum, o rock “Agora só falta você” (1975) é a música mais conhecida da parceria de Carlini com Rita, com quem o guitarrista também compôs “Lá vou eu” (canção feita em 1975 para a trilha sonora da novela “O grito”), “Com a boca no mundo” e “Corista de rock”, entre outras músicas.
Mestre de guitarristas como Roberto Frejat, Carlini criou um toque particular no manejo do instrumento, delineando com sua guitarra Gibson Les Paul a sonoridade do grupo Tutti Frutti e criando assinatura própria calcada no mix de blues-rock com hard rock. Admirador tanto do rock progressivo quanto da Jovem Guarda, Carlini foi guitarrista gigante que nunca apelou para exibicionismo técnico.
Longe de querer mostrar virtuosismo com riff furiosos, Carlini sabia ser agressivo, mas preferia imprimir sentimento ao toque da guitarra e dava preferência aos solos melódicos e aos fraseados que grudavam na mente do ouvinte. Defendia que um solo de guitarra era parte da música, não um organismo independente.
Com a saída de Rita do Tutti Frutti, Carlini saiu dos holofotes, mas manteve o grupo e, com o tempo, se espraiou na música brasileira, tocando com vários artistas, entre eles Erasmo Carlos (1941 – 2022), que gravou música de Carlini, “Rádio patroa”, no álbum “Abra seus olhos” (1986). Na década de 1990, Carlini atuou como guitarrista convidado da banda Camisa de Vênus, de Marcelo Nova.
Todo o imenso legado de Luiiz Carlini no rock brasileiro foi historiado pelo cineasta Luiz Carlos Lucena no documentário “Luiz Carlini – Guitarrista de rock” (2022). Grande nome do rock nativo, Luiz Sérgio Martins Carlini foi herói da guitarra quando roqueiro brasileiro ainda tinha cara de bandido.

Fonte: G1 Entretenimento

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Morre Luiz Carlini, guitarrista brasileiro, aos 73 anos

Morreu, nesta quinta-feira (7), Luiz Carlini, aos 73 anos. Guitarrista, compositor e diretor musical, fez parte da banda Tutti Frutti, e trabalhou com grandes nomes da música brasileira, como a Rita Lee.
A informação foi divulgada no perfil do músico nas redes sociais. A causa da morte não foi informada.
O velório e enterro de Luiz Carlini acontecerão no Cemitério da Lapa, Zona Oeste de Sao Paulo, a partir das 12h desta sexta-feira (8).

Fonte: G1 Entretenimento

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‘La Testa Gira’: música com Anitta é a 5ª mais ouvida na Itália e marca segundo hit dela no país


‘La Testa Gira’, de Fred de Palma, Anitta e Emis Killa
Divulgação
Enquanto Anitta promove seu disco “Equilibrivm” por aqui, ela também está fazendo sucesso… na Itália. “La Testa Gira”, dos italianos Fred de Palma e Emis Killa com a brasileira, é a quinta música mais ouvida no país, segundo a “Billboard” italiana.
Com pegada latina, “La Testa Gira” é um merengue com refrão acelerado, feito para dançar. A música fala sobre uma noitada com direito a bebedeira, passeio de carrão e festa — e nesse clima, virou a segunda música mais ouvida no YouTube italiano e chegou ao top 5 do Spotify de lá.
A cabeça gira
“A cabeça gira, a noite voa, é uma roubada com o coração na garganta”, diz o refrão, cantado por Anitta.
No TikTok, a música vem sendo usada para mostrar situações que fazem “a cabeça girar”. Por exemplo, roupas ou visuais que a pessoa considera atraentes — ao ver alguém usando aquilo, a cabeça gira.
Além disso, mesmo sem ter clipe, “La Testa Gira” ganhou uma coreografia reproduzida em aulas de dança e vídeos nas redes sociais e no YouTube. A música até virou trilha do programa “Affari Tuoi”, da rede televisiva Rai, nesta semana.
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Anitta e seus hits italianos
Esse é o segundo hit de Anitta na Itália. “Paloma”, que também é uma colaboração dela com Fred de Palma, chegou ao quarto lugar das paradas em 2020. Para o italiano, a brasileira é a “rainha mundial” do pop latino.
Na época, Anitta sentiu na pele o reconhecimento dos italianos. Ela fez uma participação em um show do cantor e foi recebida aos gritos. “Eu nunca imaginei que eu viria para a Itália e chegaria neste nível. Estou me sentindo no Brasil”, disse nos stories.
Assim como “Paloma”, “La Testa Gira” é uma aposta para o verão italiano — para a estação quente, artistas europeus costumam preparar músicas que combinam com festas, praias e calor.
VÍDEO: Anitta e Shakira cantam ‘Choka Choka’ em Copacabana
Anitta e Shakira apresentam “Choka Choka” nas areias de Copacabana

Fonte: G1 Entretenimento

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Por que Seu Jorge demorou mais de 15 anos para lançar o álbum que ele diz ser a sua cara


Por que Seu Jorge demorou 15 anos para lançar álbum que ele chama de ‘melhor trabalho’
O novo trabalho do cantor Seu Jorge, “The Other Side”, nasceu em 2009, há 16 anos, ficou pronto em 2019 e foi lançado nesta sexta-feira (8). Uma pandemia, a vida nos EUA e outros projetos tornaram esse trabalho mais maduro e, segundo o próprio cantor, é o disco tem mais a sua cara.
Com 11 faixas, incluindo regravações de Milton Nascimento e Arthur Verocai e participações de Marisa Monte e Maria Rita, o disco foi gestado todo em Los Angeles (EUA). Esse é um fato interessante, já que o álbum espelha um Brasil dos anos 1960 e 1970. Tem um pouco da MPB do João Gilberto, com umas influências do samba-rock de Jorge Ben Jor.
“O ‘The Other Side’ é um disco que nasce da motivação de investigar uma sonoridade minha, mas também uma sonoridade brasileira”.
Ele conta que foi trabalhando o álbum com muita calma, construindo a identidade durante as conversas com os músicos que participaram do trabalho, olhando cada detalhe dos arranjos.
Isso tudo acontecia em paralelo a outros projetos do próprio Seu Jorge, que ia mexendo em “The Other Side” conforme a inspiração aparecia. Em 2019, o álbum estava pronto para ser lançado. Porém, veio a pandemia.
“Eu, que fui tão criterioso com esse trabalho, não ia simplesmente publicar sem avisar as pessoas, sem falar para o público. É uma grande oportunidade de mostrar algo diferente do que eu tenho feito sucessivamente.”
Seu Jorge, então, esperou mais seis anos até que ele sentisse que estava na hora.
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O cantor conversou com o g1 no estúdio localizado na sua casa em Alphaville, condomínio de casas de alto padrão .
Mas foi a cerca de 10 mil kms de distância, lá em Los Angeles, que o álbum nasceu. À época, ele tinha se mudado com a família para os EUA.
“Lembro como se fosse hoje: a foto da capa é exatamente o momento em que estou sentado, fumando um cigarro, tomando um sol porque na sombra fazia frio. Naquela hora, eu pensava: ‘Tenho que ficar aqui um pouco’.”
A presença da família foi muito importante para o músico. Isso, somado a um ambiente musical e uma troca frequente com Mario Caldato Jr., produtor musical e dono do estúdio onde o disco foi feito, são os segredos de “The Other Side”.
Capa do álbum ‘The other side’, de Seu Jorge
B+ / Divulgação
A música e a diplomacia
Enquanto “Baile à la Baiana”, seu último trabalho lançado em 2025 é um disco com muitos elementos eletrônicos, para cima, para dançar, “The Other Side” é bem mais calmo, com canções de voz e violão, tranquilo.
Das 11 faixas, apenas uma tem composição do cantor. “É um álbum no qual sou intérprete, uso minha voz como instrumento”, explica. Seu foco maior ficou nas conversas trocas com produtores e musicistas sobre os arranjos. Conversas de bons anos;
Focando no público internacional, misturando canções em português e inglês, Seu Jorge diz que fazer um álbum com a cara do seu país de origem nos EUA tem potencial para criar uma conexão com brasileiros residentes no país.
“Vejo a cultura como um instrumento de expansão diplomática e geopolítica. O disco é um expansionismo do Brasil: fiz música brasileira nos EUA, com formatação americana, almejando ser percebido no mundo inteiro.”
“Em termos de música, de cuidado, de tempo dedicado… eu tenho certeza de que é o melhor trabalho que já fiz”, diz Seu Jorge no release do trabalho. Na entrevista, ele reforça que esse conceito de “melhor trabalho” está ligado ao apego aos detalhes e à sinceridade.
Sinceridade porque, segundo o próprio, esse não é um trabalho para o mercado. São músicas que fogem do compasso tradicional, que não devem viralizar ou tocar nas rádios.
“Estamos trabalhando para a beleza, não pelo custo. Passamos a vida toda trabalhando para a indústria; uma vez na vida, a gente tem que poder fazer diferente. Eu disse para o Mario: ‘Nossa música tem começo, meio e fim. Fade out é coisa de rádio para entrar o anunciante’.”
Como deu para perceber, Seu Jorge não se mostra muito preocupado com números. Seu grande apego é com uma recepção aberta do público. “Quero que seja um álbum que as pessoas ouçam com atenção”.
E futuro ‘de volta’ às origens
O cantor Seu Jorge, durante ensaio no seu estúdio em São Paulo
Divulgação
Depois de entregar para o mundo um trabalho tão maturado, ele não deixa de pensar no futuro: Seu Jorge quer lançar um álbum de samba, o que seria inédito na carreira dele. É o que ele diz.
Daí, você pode pensar: mas e “Músicas Para Churrasco” volume 1 e 2? E até mesmo o clássico do Farofa Carioca, “Moro no Brasil”, com “Timbó”, “Jacaré”, “Babel”…?
“Não, esses são álbuns que, em algum momento, dialogam com samba. Mas não são na essência”, justifica.
“Eu estou falando de fazer uma audição com compositores, que tenha um grande produtor, um álbum que todos os elementos soem como um álbum de samba. Eu quero ter um álbum de samba porque sou um bom cantor de samba e me sinto confortável nessa área.”
Ao falar de samba, Seu Jorge se empolga. Cita os produtores que sonha trabalhar (de Rildo Hora a Wilson Prateado), contemplando sonoridades que vão dos anos 1960 ao final dos anos 1990, estúdios onde gostaria de cantar, compositores e instrumentistas que não podem ficar de fora.
Sobrinho de Jovelina Pérola Negra e primo de Dudu Nobre, o samba é algo que, definitivamente, corre nas suas veias.

Fonte: G1 Entretenimento