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Dua Lipa processa Samsung por uso indevido de imagem para vender televisões e pede US$ 15 milhões


Suposta campanha da Samsung com foto de Dua Lipa.
Reprodução / Redes Sociais
A cantora britânica Dua Lipa entrou com uma ação judicial contra a Samsung Electronics pedindo ao menos US$ 15 milhões em indenização por suposto uso indevido de sua imagem para promover televisores da marca.
Segundo o processo, protocolado na sexta-feira (8) em um tribunal federal da Califórnia, a empresa sul-coreana teria estampado uma foto da artista em caixas de TVs vendidas no varejo sem autorização, sugerindo falsamente um endosso da cantora aos produtos.
A imagem citada na ação se chama “Dua Lipa – Backstage at Austin City Limits, 2024”, e, segundo os advogados da cantora, todos os direitos da fotografia pertencem à artista.
Além de violação de direitos autorais e de marca, a ação acusa a Samsung de infringir direitos de imagem e publicidade.
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Os advogados anexaram ao processo capturas de publicações em redes sociais nas quais consumidores associavam a presença da cantora ao produto. Em um dos comentários citados, um fã escreveu que compraria a TV “só porque a Dua está nela”.
De acordo com o processo, Dua Lipa tomou conhecimento do suposto uso indevido em junho do ano passado e teria solicitado repetidamente que a empresa deixasse de utilizar sua imagem, mas a fabricante teria se recusado.
Em nota, um porta-voz da Samsung Electronics afirmou que a companhia não comentará o caso por se tratar de um litígio em andamento.
Cantora Dua Lipa em evento beneficente nos EUA.
Aude Guerrucci / Reuters

Fonte: G1 Entretenimento

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Ney Matogrosso reforça conexão com Projeto Caleidoscópio no quarto álbum do duo carioca, ‘Estrangeiros’


Ney Matogrosso e Analu Paredes, integrante do Projeto Caleidoscópio, na gravação da música-título do álbum ‘Estrangeiros’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Com lançamento agendado para 22 de maio, o quarto álbum do Projeto Caleidoscópio, “Estrangeiros”, traz a participação de Ney Matogrosso na música-título. O canto de Ney na música “Estrangeiros” reforça a conexão do artista com o duo carioca formado por Analu Paredes e Arthur Nogueira.
No álbum anterior do Caleidoscópio, “Luz e sombra” (2023), Ney figura na música “Valsa do mar”, faixa lançada em single em agosto de 2022.
O álbum “Estrangeiros” reúne 11 convidados em 12 canções. Isabella Taviani faz feat com o duo em “Aurora boreal”. Byafra aparece em “Diário de giz”. Leo Jaime reforça “Rabiscos”. Thomas Roth participa de “A mais linda sinfonia”. Rafael Portugal é o convidado de “Trilhos da cidade”. Já Zé Alexanddre participa de “Profética”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Black Pantera perpetua show em disco ao vivo enquanto aguarda a edição do quinto álbum de estúdio do trio mineiro


Capa do álbum ‘Resistência! – Ao vivo no Circo Voador’, do grupo Black Pantera
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ “Onze anos registrados em um show absurdo”. Com essa frase, o grupo mineiro Black Pantera sinteriza o sentimento da banda de thrash metal e hardcore punk em relação ao primeiro álbum ao vivo audiovisual oficial do trio formado por Chaene da Gama (baixo e vocal), Charles Gama (voz e guitarra) e Rodrigo Pancho (bateria e percussão).
No mercado fonográfico desde sexta-feira, 8 de maio, o álbum “Resistência! – Ao vivo no Circo Voador” perpetua o show gravado pelo grupo em 19 de novembro de 2025 no Circo Voador, um dos palcos mais roqueiros e efervescentes da cidade do Rio de Janeiro (RJ), com 24 músicas em roteiro que enfatiza o ativismo do trio formado em 2014 em Uberaba (MG).
Ainda em cena com a “Perpétuo tour”, show baseado no álbum de 2024 que ampliou a visibilidade do Black Pantera com repertório mais melódico e mais percussivo, o grupo já tem engatilhado o quinto álbum de estúdio – gravado desde 2025 – mas promove por ora o álbum “Resistência! – Ao vivo no Circo Voador” enquanto não desponta no horizonte o sucessor do álbum “Perpétuo” (2024) na discografia de estúdio da banda.
Ainda que já existam três registros de shows da banda – “Audio Arena originals” (2017), “Black Pantera ao vivo – Estúdio Showlivre” (2018) e “Ao vivo no palco Super Nova (Rock in Rio Brasil 2024)” (2025) – e que todos estejam disponíveis nos aplicativos de música, nenhum tem o peso de ter sido uma gravação ao vivo idealizada pelo trio, como é o caso do show perpetuado no álbum “Resistência! – Ao vivo no Circo Voador”.
Com repertório composto por músicas autorais como “Fogo nos racistas”, “Mosha” e “Provérbios”, o registro audiovisual oficial coroa a coerente ascensão do Black Pantera ao longo dos 12 anos de existência dessa banda que conseguiu migrar paulatinamente do circuito underground de shows para a rota dos festivais do mainstream.
Esse movimento ascendente foi feito pela banda sem diluição do ativismo exposto já nos títulos de composições como “Revolução é o caos” e “Sem anistia”, ambas presentes no roteiro do show captado no Rio. E tampouco sem amenizar o peso da batida metaleira, como atesta o álbum ao vivo gravado no mesmo Circo Voador onde Rafael Ramos, diretor artístico da gravadora do trio, Deck, assistiu pela primeira vez a um show do Black Pantera.

Fonte: G1 Entretenimento

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Djavan presenteia público com oceano de poesias em turnê comemorativa


Djavan presenteia público com oceano de poesias em turnê comemorativa
Marília Neves
Com 50 anos de carreira Djavan acertou muitos hits. E mais uma vez, o cantor acerta ao colocar em sua turnê comemorativa de cinco décadas não apenas suas faixas mais conhecidas e comerciais como também seu lado b. Afinal, nem tudo é auge, nem tudo é hit de milhões de vendas, plays ou views.
Mas no caso de Djavan, tudo quase sempre toca e emociona. Tanto que ele decidiu tocar só faixas próprias no show, além de optar por não ter participações especiais ou homenagens a outros artistas.
No show Djavanear 50 anos, que estreou na noite desta sexta-feira (8), em São Paulo, com estádio lotado, o artista empolgou o público com seus sucessos inquestionáveis, como “Sina”, “Se”, “Oceano” e “Samurai”, mas também emocionou com canções menos populares como :Quase de manhã”, “Cigano”, “O vento” e “Um brinde”.
O cantor fez duas apresentações na capital paulista para uma plateia de 45 mil pessoas por dia.
Djavan celebra 50 anos de carreira com turnê
Lotando o estádio, o público, em certos momentos, foi parte do espetaculo, cenografia e coro do show, levantados luzes de celulares e vozes para cantar hinos do artista. “Meu bem querer” seguida de “Oceano” foram alguns desses momentos.
As belas projeções nos telões ao longo das 2h30 de show também merecem menção ao completar a dança contínua de Djavan por todo o palco.
Para quem perdeu a apresentação em São Paulo, o cantor anunciou que retorna para a cidade com uma data extra, em dezembro, marcando o encerramento da turnê, que ainda roda o país e passa por países da Europa, África e América Latina.
Veja setlist completo do show:
Sina
Eu te devoro
Boa noite
Cigano
Nem um dia
Miragem
Linha do Equador
Outono
Um brinde
Meu bem querer
Oceano
Lambada de serpente
Mal de mim
Azul
Açaí
O vento
Se…
Me leve
Pétala
Serrado
Fato consumado / Flor de lis
Quase de manhã
Seduzir
Samurai
Lilás
Um amor puro
Sina
Djavan canta 27 músicas no show, incluindo ‘lados b’ como ‘Quase de manhã’, ‘Miragem’ e ‘Me leve’
Staff Images / Divulgação Allianz Parque

Fonte: G1 Entretenimento

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Djavan inclui alguns ‘lados B’ no roteiro (inteiramente autoral) de sucessos do show de 50 anos de carreira do artista


Djavan estreia no estádio paulistano o show da turnê ‘Djavanear 50 anos – Só sucessos’
Staff Images / Divulgação Allianz Parque
♫ ANÁLISE DE ROTEIRO DE SHOW
♬ Djavan cumpriu o que prometeu no título do show “Djavanear 50 anos – Só sucessos”, cuja turnê nacional estreou ontem, 8 de maio, no estádio paulistano Allianz Parque e já ganhou data extra na cidade de São Paulo (SP) com apresentação programada para 12 de dezembro no Mercado Livre Arena Pacaembu.
Das 27 músicas do roteiro, pelos menos 20 são grandes sucessos do cantor, compositor e violonista alagoano projetado em 1975. Contudo, houve alguns lados B no roteiro inteiramente autoral do show cujo título alude ao fato de o primeiro álbum do artista, “A voz • O violão • A música de Djavan”, ter sido lançado em 1976, há 50 anos.
O mais surpreendente deles é “Quase de manhã”, música lançada pelo cantor há 40 anos no álbum “Meu lado” (1986) em gravação feita com o toque do saxofonista norte-americano David Sanborn (1945 – 2024). Nunca regravada desde então, a música “Quase de manhã” estava escondida na discografia do artista.
Outra surpresa do roteiro foi “Mal de mim”, música apresentada pelo cantor no álbum “Djavan” (1989) e ofuscada pela explosão da balada “Oceano” e pelo sucesso posterior da faixa “Cigano”, ambas presentes no roteiro.
“Me leve” (1987) e “Miragem” (1984) são outras duas músicas menos badaladas no cancioneiro autoral de Djavan, mas incluídas no roteiro do show “Djavanear 50 anos – Só sucessos”. Composição mais conhecida, mas não a ponto de ser considerada um sucesso, é “Lambada de serpente”, parceria de Djavan com o poeta Cacaso (1944 – 1987) lançada no álbum “Alumbramento” (1980).
Entre hits e lados B, há no roteiro sequência com três músicas – “Azul” (1982), “Açaí” (1981) e “O vento” (1987) – associadas na memória popular ao canto de Gal Costa (1945 – 2022), uma das principais intérpretes da obra de Djavan.
No show “Djavanear 50 anos – Só sucessos”, o cantor divide o palco com a banda formada pelos músicos Felipe Alves (bateria), Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Marcelo Mariano (baixo), Marcelo Martins (sax tenor e flauta). Paulo Calasans (piano e teclados), Rafael Rocha (trombone), (Renato Fonseca (teclado) e Torcuato Mariano (guitarra e violão), além das vocalistas Clara Carolina e Jenni Rocha.
Djavan canta 27 músicas no show, incluindo ‘lados b’ como ‘Quase de manhã’, ‘Miragem’ e ‘Me leve’ no roteiro de sucessos
Staff Images / Divulgação Allianz Parque
♪ Eis as 27 músicas do roteiro autoral seguido por Djavan em 8 de maio de 2026 na estreia nacional do show da turnê “Djavanear 50 anos – Só sucessos” no estádio Allianz Parque, na cidade de São Paulo (SP):
1. “Sina” (1982)
2. “Eu te devoro” (1998)
3. “Boa noite” (1992)
4. “Cigano” (1989)
5. “Nem um dia” (1996)
6. “Miragem” (1984)
7. “Linha do Equador” (1992)
8. “Outono” (1992)
9. “Um brinde” (2025)
10. “Meu bem querer” (1980)
11. “Oceano” (1989)
12. “Lambada de serpente” (Djavan e Cacaso, 1980)
13. “Mal de mim”
14. “Azul” (1982)
15. “Açaí” (1981)
16. “O vento” (1987)
17. “Se…” (1992)
18. “Me leve” (1987)
19. “Pétala” (1982)
20. “Serrado” (1978) /
21. “Fato consumado” (1975) /
22. “Flor de lis” (1976)
23. “Quase de manhã” (1986)
24. “Seduzir” (1981)
25. “Samurai” (1982)
26. “Lilás” (1984)
Bis:
27. “Um amor puro” (1999)
28. “Sina” (1982)

Fonte: G1 Entretenimento

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Bruno Berle lança em julho o terceiro álbum, ‘Sem fronteiras’, por selo inglês


Capa do álbum ‘Sem fronteiras’, de Bruno Berle
Divulgação / Far Out Recordings
♫ NOTÍCIA
♬ O terceiro álbum de Bruno Berle se chama “Sem fronteiras” e tem lançamento programado para 10 de julho em edição digital e nos formatos físicos de LP e CD. Cantor, compositor e multi-instrumentista alagoano projetado na cena indie há quatro anos com o álbum de estreia “No reino dos afetos” (2022), Berle alinha dez músicas no repertório do disco editado pelo selo inglês Far Out Recordings.
O título “Sem fronteiras” se afina com álbum de feitura intercontinental, gravado entre Londres (Inglaterra), Alemanha, São Paulo, Minas Gerais e Maceió (AL) – terra natal do artista – com produção musical do próprio Bruno Berle e coprodução de Batata Boy, habitual colaborador do cantor.
Faixa já lançada como primeiro single do álbum “Sem fronteiras”, “Manhã” é abordagem da composição de João Menezes e MarVin Vieira, lançada há oito anos pelos autores no álbum “Areia e mar” (2018).
Gravado por Berle com músicos como o baterista Pedro Lacerda, o álbum “Sem fronteiras” tem repertório composto pelas músicas “Você já sabe que eu te amo” (gravada com adesão de Nyron Higor), “Não posso viver sem você”, “Uma noite de estrelas”, “Outra noite”, “Amor inteiro”, “Ideias mágicas”, “Vim dizer”, “Tô assim” e a canção-título “Sem fronteiras”, além da já mencionada “Manhã”.
O álbum “Sem fronteiras” sucede “No reino dos afetos 2” na cronologia de álbuns da discografia de Bruno Berle.

Fonte: G1 Entretenimento

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Djavan anuncia data extra para show em São Paulo; veja detalhes


Djavan canta o samba ‘Cetim’ e dá voz a uma balada introspectiva, ‘Levei a noite’, na safra autoral do álbum ‘Improviso’
Mar + Vin / Divulgação
Djavan anunciou neste sábado (9) uma data extra para sua apresentação em São Paulo. Ele voltará para capital paulista no dia 12 de dezembro, para uma apresentação no Mercado Livre Arena Pacaembu.
O cantor está viajando o mundo com a turnê “Djavanear – 50 anos – só sucessos”. O título da sequência de apresentações faz referência ao primeiro álbum do artista, lançado há 50 anos: “A voz. O violão. A música de Djavan”.
Num primeiro momento, ele faz dois shows em São Paulo: uma apresentação aconteceu nesta sexta-feira (8) e outra será realizado na noite deste sábado.
A venda de ingressos para a data extra começa nesta segunda-feira (11), a partir das 10h, no esquema de pré-venda para clientes Banco do Brasil. O público geral poderá comprar ingressos a partir da quarta-feira (13), também às 10h.
Os ingressos online serão vendidos pela plataforma Ticketmaster.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Cantora Juçara Marçal e pianista Thais Nicodemo se afinam nos ruídos que (des)norteiam o álbum ‘Dessemelhantes’


Juçara Marçal (à frente, à direita) e Thais Nicodemo lançam o álbum ‘Dessemelhantes’ com nove músicas de compositores afinados com a estética das artistas
Pablo Saborido / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Dessemelhantes
Artista: Juçara Marçal e Thais Nicodemo
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Cantora e compositora fluminense projetada há 12 anos com um dos mais impactantes álbuns da discografia brasileira do século XXI, “Encarnado” (2014), Juçara Marçal se confirma nome de ponta da cena indie paulistana com o lançamento de “Dessemelhantes”, álbum assinado pela artista com a pianista Thais Nicodemo.
Cantora e instrumentista se afinam na invenção que (des)norteia o álbum gravado em estúdio e originado do show apresentado pelas artistas há anos na cidade de São Paulo (SP) com músicas de compositores que orbitam em torno do mesmo universo musical habitado por Juçara Marçal.
No mercado fonográfico digital desde quinta-feira, 7 de maio, em edição da gravadora YB Music, com capa assinada por Gina Dinucci, o álbum “Dessemelhantes” se ambienta em atmosfera de vanguarda, perceptível desde a audição da primeira das nove músicas do repertório, “Isso é o que se diz, irmão” (Guilherme Held e Eduardo Climachauska, 2020).
Thais Nicodemo toca um piano preparado, ou seja, um piano de som turbinado pelos objetos inseridos pela musicista – latinhas, papéis, pregadores, placas de metal – entre as cordas do instrumento. Além de cantar, Juçara Marçal pilota sampler e synth bass.
O resultado é álbum que desmantela e remodela as estruturas das nove músicas de repertório selecionado sem hits. Composição de Maria Beraldo lançada no primeiro álbum da autora, “Cavala” (2018), a canção “Maria” mixa toques eruditos e vanguardistas, entre vocais e efeitos sonoros, enquanto Juçara reconta a saga autobiográfica, familiar e feminina da personagem-título.
A propósito, é sintomático que Maria Beraldo esteja presente no repertório do álbum – produzido por Juçara e Thais – ao lado de Negro Leo, de quem as artistas abordam “Eu lacrei”. É que tanto Maria Beraldo quanto Negro Leo transitam no espaço de invenção habitado décadas atrás por antecessores como Arrigo Barnabé no desvario da Pauliceia dos anos 1980.
Sob esse prisma, o álbum “Dessemelhantes” – cuja música-título é assinada por Juçara Marçal com Thiago França – vai soar como disco difícil, por vezes indigesto, mesmo que ofereça um respiro na delicadeza com que embala “Cavaquinho” (Rodrigo Campos, 2009), faixa em que o piano soa como caixinha de música.
No todo, no entanto, são tensões, ruídos percussivos, efeitos eletrônicos e dissonâncias que pautam cantora e pianista nas abordagens de músicas como “Eu não duro” (Romulo Fróes e Eduardo Climachauska, 2019) e “Merecedores” (Kauê Batista, 2022).
“Vai querer, querer, querer, querer / Zombar de mim”, canta Juçara Marçal, em verso do samba torto “É mesmo assim” (Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Romulo Fróes, 2011), como se provocasse o ouvinte.
No fim, a ironia mordaz e resignada de “A gente se fode bem pra caramba” (Kiko Dinucci, 2017) sublinha o destino de álbum desafiador como “Dessemelhantes” em um mercado que repudia tudo que não for fácil e/ou repetitivo.
“Dessemelhantes” é álbum feito para desnortear, para (des)apontar caminhos.
Capa do álbum ‘Dessemelhantes’, de Juçara Marçal e Thais Nicodemo
Arte de Gina Dinucci

Fonte: G1 Entretenimento

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O que as roupas e adereços usados pelo papa Leão 14 revelam sobre seu estilo e sua política


O Papa Leão 14 durante seu primeiro Angelus em Castel Gandolfo
Getty Images
No dia 8 de janeiro, um usuário postou no Facebook uma imagem — deixando claro que se tratava de montagem — do papa Leão 14 vestindo uma pomposa e pesada coroa cravejada de pedras preciosas e pérolas.
A imagem mostrava a tiara papal, símbolo da nobreza que marcou os pontificados por séculos até o Concílio Vaticano 2º, realizado entre 1962 e 1965, que modernizou a Igreja Católica.
O adereço, como bem lembrou um comentário do post, está aposentado pela cúpula do Vaticano há mais de 60 anos — o último registro de seu uso foi na coroação de Paulo 6º (1897-1978), em 1963; na ocasião, em gesto interpretado como de humildade, ele retirou a coroa da cabeça e a colocou sobre o altar.
O post do usuário, originalmente publicado em um grupo no Facebook em inglês dedicado a debater vestes e adereços do clericalismo católico (sim, isto existe), viralizou de forma a furar as bolhas desses observadores de moda sacra.
Não à toa. Desde que foi eleito para comandar a Igreja Católica Apostólica Romana, em 8 de maio de 2025, portanto há exatamente um ano, o norte-americano Robert Francis Prevost, Papa Leão 14, tem sido objeto de observação atenta sobre o que veste e quais adereços utiliza.
Não por reles fashionismo. Mas porque, no âmbito da tradição católica, tudo ali é simbólico, cada detalhe e escolha transmite uma mensagem.
E o atual papa assume a responsabilidade de suceder o argentino Jorge Mario Bergoglio, papa Francisco, um verdadeiro iconoclasta no modo papal de se trajar.
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Há olhares muito atentos aos detalhes das vestes sacras. Em um post de semanas atrás, por exemplo, um usuário observava as estolas — o tecido longo utilizado ao redor do pescoço, pendendo sobre os ombros — de Leão 14 em uma missa e questionava se o adereço, vermelho com detalhes em dourado, havia sido feito exclusivamente para ele ou se tratava de uma herança prévia dos guarda-roupas papais de seus antecessores. No post, ele dizia que o estilo não lhe era familiar, se comparado “às estolas costumeiramente utilizadas por Bento 16 e João Paulo 2º”.
No dia 18 de dezembro, por exemplo, em uma comunidade brasileira na mesma rede social, uma usuária postou que o papa havia sido “eleito uma das pessoas mais bem-vestidas de 2025 pela Vogue”, famosa revista internacional de moda.
Não era fake news. A edição norte-americana da publicação realmente incluiu o sumo pontífice em um rol de 55 pessoas vistas como destaques por suas roupas ao longo do ano.
Segundo a revista, a inclusão de Leão se justifica porque ele rompeu “com o gosto modesto de seu antecessor”, manteve seu alfaiate e preserva “o legado papal de vestes litúrgicas impecáveis”.
A matéria da Vogue destaca que o melhor look do papa foi justamente o escolhido para sua estreia no cargo. Na sua aparição inaugural como papa, na sacada da Basílica de São Pedro, ele usava “uma capa de cetim musselina vermelha e uma estola vinho bordada a ouro, combinada com um pingente de cruz em um cordão de seda dourada”, pontuou a revista.
O cardeal americano Robert Prevost, agora conhecido como Leão 14, após ser eleito papa pelos cardeais no segundo dia do conclave
Getty Images
Professora na Universidade Lusófona de Portugal, a antropóloga e historiadora Lidice Meyer cita a lista da Vogue para definir o estilo de Leão como “visivelmente contrastante” ao de seu antecessor.
Mas se há um frisson a respeito do que usa o papa e do significado de suas escolhas, especialistas lembram que isso diz mais respeito ao que fez Francisco do que ao que faz Leão. Afinal, o estilo do norte-americano é semelhante — e até mais comedido — do que o dos seus predecessores anteriores ao argentino.
“Francisco foi o ponto fora da curva”, comenta o vaticanista Filipe Domingues, professor na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e diretor no Lay Centre, também em Roma.
Pesquisador na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o teólogo Raylson Araujo ressalta que o argentino “não aboliu nenhuma veste” — mas “optou por não utilizá-las”. “Usava apenas a batina, o solidéu e a faixa, chamando atenção principalmente por não utilizar o múleo, os sapatos vermelhos, e continuar com os seus sapatos dos tempos de arcebispo”.
Batina ou sotaina é a roupa eclesiástica básica de todo religioso católico. Solidéu é o nome do pequeno chapéu circular utilizado por bispos — na cor roxa —, cardeais — vermelho — e pelo papa — que usa um branco.
“Leão 14 também manteve os sapatos pretos, por exemplo”, lembra o teólogo.
Mas não são os sapatos ortopédicos simples e práticos que Francisco usava. Também foi destaque nas redes sociais, por exemplo, o fato de que Leão 14 usa sapatos pretos feitos à mão pelo famoso sapateiro italiano Adriano Stefanelli, o mesmo que se encarregava de calçar os pés de Bento 16. Seu nome é uma grife. Há 70 anos sapatos Stefanelli são os preferidos de muitas autoridades políticas, religiosas e empresariais do país.
Araujo ainda lembra que o atual pontífice veste a mozzetta, aquela pequena capa vermelha que Francisco não usava. Prevost o faz “seguindo o protocolo comum para as visitas e audiências”, ressalta o teólogo, enfatizando que Leão 14 é um “canonista, isto é, uma pessoa ligada aos protocolos da instituição”.
“Não é que ele esteja rompendo com o legado de Francisco, mas sim está seguindo protocolos que funcionam há muitos e muitos anos”, salienta o teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
O papa Francisco ficou conhecido pelo estilo simples que adotou em suas vestimentas
AFP via Getty Images
Guarda-roupa do Vaticano
Mas para compreender melhor esse fenômeno, é preciso se voltar para quais são as vestes papais. De modo sucinto: um papa se veste de forma muito semelhante a um bispo, afinal ele é o bispo de Roma. E, como explica Domingues, ele tem três situações diferentes no dia a dia que refletem no modo como se apresenta: os momentos mais cotidianos, os eventos formais no geral — inclusive quando o papa está na posição de chefe de Estado — e as cerimônias litúrgicas, com todo o aparato relativo à religião.
Aqui está o ponto-chave. Francisco representou uma ruptura porque ele passou a usar a roupa que seria do dia a dia, ou seja, ao hábito branco, em praticamente todas as situações. Foi assim, vestido com uma batina sem adereços, que ele se apresentou ao mundo como papa, quando foi eleito naquele conclave de 2013.
Leão resgatou a prática anterior, embora o faça sem exageros.
“Embora resgate peças tradicionais, ele não quer ser visto como um restauracionista radical”, pontua o pesquisador de arte Jack Brandão.
Diretor do Centro de Estudos Logo-imagéticos Condes-Fotós e editor da revista acadêmica Lumen et Virtus, Brandão conta que a tradição do papa usando branco no dia a dia remonta ao século 16, no pontificado de Pio 5º (1504-1572). “Desde então o branco se tornou a marca visual exclusiva do sumo pontífice”, explica. O código cromático se repete no solidéu: se tem chapeuzinho branco na cabeça, é o papa.
No caso dos acessórios e das insígnias, o papa e os demais bispos usam a cruz peitoral — não os padres comuns. “O báculo, o cajado que lembra o de um pastor, é usado por bispos em cerimônias solenes”, diz Brandão. “O papa, no entanto, usa uma versão específica, a férula, que tem um crucifixo no topo”.
“A mitra, aquele chapéu pontudo, é usada por bispos, cardeais e pelo papa, mas a deste é sempre branca. Há ainda o pálio, uma faixa circular de lã branca com cruzes pretas, usada sobre a casula, a capa da missa, que simboliza a ovelha que o pastor carrega nos ombros e é um privilégio do papa e dos arcebispos metropolitanos”, acrescenta Brandão. “O anel do pescador, com a imagem de São Pedro, é exclusivo do Papa e serve como seu selo oficial.”
No caso dos sapatos, há tradição da cor vermelha remete ao sangue derramado pelos mártires cristãos. O último a usar foi Bento 16 (1927-2022).
Fato é que um papa é, em última instância, um monarca absolutista teocrático. Então cada qual pode decidir como, quando e de que forma seguir os protocolos.
Leão 14 tem usado as vestes do cargo de três formas. Liturgicamente, ele se veste de modo muito similar ao de um bispo, com os adereços básicos que o identificam como papa. “Se colocar um cardeal ali ao lado, quase não se diferencia muito”, compara Domingues.
“Quando o papa se apresenta como chefe de Estado, digamos em uma solenidade civil, fora do contexto litúrgico, Leão 14 tem aparecido com uma batina branca como base, coberta por uma sobrepeliz, que é aquela primeira túnica branca e, em cima, o manto vermelho, a mozzetta”, comenta Domingues.
Segundo o vaticanista, essa diferença é protocolar, demonstrando o aspecto da missão do papa que está em evidência em cada caso.
Foi com a mozzetta vermelha, que ele apareceu na sacada da basílica quando foi anunciado como papa, há um ano — assim como o fizeram os sumo pontífices anteriores a Francisco, aliás.
Por último, a roupa básica do papa é a veste branca. “Uma batina, como a dos padres, mas toda branca”, diz Domingues. “É a roupa pública do dia a dia. Normalmente é assim que ele está quando vai visitar uma escola ou encontrar uma comunidade religiosa, por exemplo.”
Papa Francisco
Getty Images
Estilos de cada um
Dentro dos protocolos, há variantes que têm a ver com a personalidade de cada papa. “Essa liberdade de escolha que permite que cada papa imprima sua própria personalidade e ênfase teológica no modo como se veste”, diz Brandão.
“Diferentemente do que muitos imaginam, não existe um uniforme papal rígido com regras escritas sobre o que deve ser usado em cada ocasião. Há tradições, há precedentes históricos, há um senso de decoro, mas a decisão final é sempre pessoal.”
Por isso mesmo em eventos semelhantes, há diferenças visíveis entre Bento, Francisco e Leão. Com o argentino destoando mais, com um aspecto de simplicidade extrema.
“Acho que isso diz mais sobre o papa Francisco do que sobre o papa Leão. Francisco escolheu ser o diferente dos outros nessa questão das vestes”, comenta Domingues. “Leão voltou a seguir os protocolos.”
“Essa liberdade não é vista como capricho pessoal, mas como parte do caráter pastoral do papado. Cada papa, ao escolher como se apresentar publicamente, está comunicando algo sobre seu entendimento do ministério petrino. A roupa, nesse contexto, veste a mensagem”, analisa Brandão.
O pesquisador lembra que Bento 16, o alemão Joseph Ratzinger, era um teólogo liturgista de formação profunda. “Para ele, a beleza e a solenidade da liturgia eram caminhos privilegiados para encontrar Deus. Isso se refletiu em suas escolhas de vestuário: resgate do uso tradicional dos múleos vermelhos utilizados por papas anteriores”, pontua.
Bento 16 também usou o camauro, tradicional gorro cuja tradição remonta à Idade Média, em alguns eventos de inverno. Lançava mão da mozzetta com frequência — inclusive gostava de versões mais ornamentadas. “Não era ostentação”, afirma Brandão. “Era a continuidade da tradição, a ideia de que o sagrado merece ser revestido de beleza.”
O argentino que o sucedeu, por sua vez, “fez escolhas deliberadamente opostas”, salienta o pesquisador. Ele sinalizou “mudança de estilo”. Para ele, a roupa era sempre a batina branca de corte reto, sem os bordados. Na primeira aparição, quando foi anunciado papa, ressalta Brandão, Francisco dispensou até a estola sobre os ombros.
Brandão explica que a mensagem era de um “papado diferente: menos corte, mais rua; menos pompa, mais serviço”.
Bento 16 resgatou tradição do uso de múleos, sapatos vermelhos, de papas anteriores
BBC
O estilo de Leão
Então vem o papa norte-americano. “Como situá-lo nesse espectro? Ele está navegando em um meio-termo consciente e equilibrado, já que suas escolhas sugerem que ele busca, de certa maneira, resgatar a solenidade litúrgica, como demonstrou já em sua eleição ao utilizar a mozzetta, a estola cerimonial, mas sem cair no excesso”, diz Brandão.
No ano passado, Leão usou até um chapéu conhecido como saturno, a versão de verão do camauro — branco, para os papas. A peça não vinha sendo utilizado há décadas: o último sumo pontífice que costumava lançar mão do adereço foi João 23 (1881-1963). No caso atual, o norte-americano ganhou de presente. “Ele colocou para alguns registros [fotográficos], mas desde então não o utilizou mais. Foi mais por educação do que um resgate”, comenta o teólogo Araujo.
Leão honra a tradição. “Mas, diferentemente do que se diz, não ignora os gestos de simplicidade que Francisco popularizou”, comenta o pesquisador.
“Tem-se a impressão de que Leão 14 parece estar transmitindo a seguinte mensagem: é possível ser solene sem ser opulento, bem como é possível ser tradicional sem ser radical”, avalia Brandão. “É provável que ele queira devolver à liturgia e às cerimônias papais a dignidade visual que alguns sentiam que havia se perdido, mas sem romper com o gesto fundamental de Francisco de que o papa é, antes de tudo, um pastor e não um príncipe.”
Para Araujo, o atual pontífice não faz o resgate dos símbolos, apenas “faz uso do seu direito, como papa”. “Usar a mozzetta significa, por exemplo, que aquela audiência ou encontro estavam marcados. Faz parte do protocolo do Vaticano. É diferente de quando ele aparece com alguém apenas de batina branca”, pontua. “A veste também é uma forma de comunicar.”
O teólogo define o estilo de Leão como o de alguém que usa os símbolos, respeita os ritos e protocolos, mas o faz no “espírito pós-conciliar”.
“A escolhas das indumentárias papais de Leão 14 não é simplesmente uma escolha fashionista”, analisa a antropóloga Meyer. “É uma escolha política.”
Para ela, é assim que o papa marca a posição do Vaticano enquanto Estado e a sua própria posição como líder estabelecido. “A humildade e simplicidade de Francisco contrasta fortemente com o personalismo hierárquico mostrado por Leão 14 nas roupas e em suas mais recentes manifestações públicas”, afirma.
Enquanto isso, as redes sociais são claque e plateia. Brandão reconhece que tradicionalistas comemoram cada aparição de Leão como “uma pequena vitória, uma confirmação de que o papa da tradição está de volta”. Mas os progressistas se voltam para “o fato de ele manter os sapatos pretos e discurso humilde”.
Domingues acredita que o tema ganha engajamento nas redes sociais porque hoje “muitas vezes a religião é usada como elemento de identidade”. “A gente vê esse fenômeno associado muito ao espectro político. Essa preocupação aparece na extrema-direita como se as vestes não fossem apenas uma parte da fé católica, como se fossem a definição total da fé católica”, contextualiza.
“Leão 14 está fazendo escolhas estéticas e pastorais conscientes”, diz Brandão. “Ele respeita o antecessor, mas tem uma própria visão sobre o que é ser papa, uma visão que envolve usar as vestes da tradição, ainda que não todas e nem as mais extremas.”
E embora as vestimentas também comuniquem, também passem uma mensagem, o consenso entre os especialistas é que há questões mais importantes do que essas opções.
“Leão 14 está muito bem no seu papado, em defesa da vida lutando para um mundo sem guerras”, afirma o teólogo e filósofo Fernando Altemeyer Junior, professor na PUC-SP. “Mais do que veste e adereços, sua simbologia está na força contra o mal, contra as guerras e aqueles que as querem.”
Para Moraes, Leão é estratégico ao emitir sinais pelas vestimentas que escolhe. Com isso, acaba ganhando a simpatia também dos católicos conservadores e consegue avançar nos debates que lhe interessam — e estes seriam mais semelhantes às preocupações de Francisco, embora num ritmo menos intenso.
Para professor, escolha de vestimentas do papa pode angariar simpatia de católicos conservadores
Getty Images
Antiguidade
A antropóloga e historiadora Meyer explica que os trajes papais começaram a ser instituídos no século 4º, à medida que o cristianismo se tornava religião oficial do Império Romano. Naquele contexto, ensina ela, a liderança religiosa passou a ser hierarquizada, espelhando-se no senado romano. E isto se refletiu nas vestes, que comunicavam a hierarquia.
E aí o vermelho teria outra explicação — com a leitura atual, em alusão ao sangue dos mártires, possivelmente sendo resultante de uma ressignificação.
“As cores púrpura, vermelho e dourado eram associadas no império romano ao poder, nobreza e divindade”, conta ela. “A púrpura era reservada exclusivamente ao imperador, pois era um pigmento muito caro obtido de moluscos Murex. Seu uso era restrito aos imperadores e aos senadores de alto escalão, em ocasiões especiais e oficiais.”
“O vermelho, associado ao poder militar e à alta patente, como o paludamentum, a capa usada por generais e imperadores romanos, foi concedido ao uso também dos bispos”, acrescenta Meyer — a professora afirma que há documentos do século 13 atestando essa história.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Bonnie Tyler é reanimada após parada cardiorrespiratória, diz jornal


Bonnie Tyler
Tina Korhonen/Divulgação
Bonnie Tyler sofreu uma parada cardiorrespiratória nesta sexta-feira (8) e precisou ser reanimada. As informações são do “Jornal de Notícias”.
Ainda de acordo com o periódico português, o estado de saúde da cantora é considerado muito grave.
Aos 74 anos, Tyler é mais conhecida por hits dos anos 1980, como “Total Eclipse of the heart” e “Holding out for a hero”.
A cantora britânica foi colocada em coma induzido após uma cirurgia de emergência realizada nesta quarta-feira (7).
Médicos induziram o coma na cantora para ajudar na sua recuperação, segundo um porta-voz da artista.
“Sabemos que todos vocês desejam o melhor para ela e pedimos privacidade neste período difícil, por favor.”
Tyler foi internada às pressas em um hospital em Portugal, país onde mora, para passar por uma cirurgia intestinal de emergência.
Quem é Bonnie Tyler
Bonnie Tyler é o nome artístico de Gaynor Hopkins. Nascida no no País de Gales, ela se tornou uma das cantoras de maior sucesso comercial da década de 1980. Reconhecida pelo timbre rouco e por performances dramáticas, ela ficou conhecida por transitar entre o country rock e o rock operático, estilo que se tornou sua marca registrada em colaborações com o produtor Jim Steinman.
O diferencial de sua voz foi resultado de uma intervenção médica em 1977. Após passar por uma cirurgia para a retirada de nódulos nas cordas vocais, Tyler não seguiu as recomendações de repouso absoluto, o que resultou em uma rouquidão permanente.
O novo timbre, frequentemente comparado ao de Rod Stewart, tornou-se seu principal recurso artístico e impulsionou o sucesso internacional de “It’s a Heartache” ainda no fim dos anos 1970.
A virada definitiva na trajetória da cantora ocorreu em 1982, quando assinou com a CBS (Sony) e buscou uma mudança de direção musical ao trabalhar com o compositor e produtor Jim Steinman, conhecido pelas produções teatrais e grandiosas para Meat Loaf.
A cantora galesa Bonnie Tyler nos anos 80 e em foto recente
Divulgação/Site Oficial
O resultado da parceria foi o álbum “Faster Than the Speed of Night” (1983), que rendeu à artista números históricos nas paradas britânica e americana.
O principal destaque é “Total Eclipse of the Heart”, canção que se tornou o maior sucesso da carreira de Tyler. Com quase sete minutos em sua versão original, a música é uma “power ballad” operática. Apesar de fugir dos padrões radiofônicos da época, o hit alcançou o primeiro lugar na Billboard Hot.
O impacto da faixa foi amplificado por um videoclipe de estética surrealista, hoje considerado um clássico da era MTV. Filmado em um antigo asilo, o vídeo conta com crianças com olhos brilhantes em um coral, dançarinos de tanga dando mortais e lutadores de esgrima.
Graças ao desempenho do álbum e do single, Tyler tornou-se a primeira artista feminina britânica a estrear um disco diretamente no topo da parada do Reino Unido. Ela também permanece como a única artista galesa a ter um single no número um da UK Singles Chart.
Além do sucesso de 1983, a carreira de Tyler é marcada pela faixa “Holding Out for a Hero” (1984), que fez parte da trilha de “Footloose”, mas que é mais conhecida de gerações mais jovens pela presença marcante em “Shrek 2”.
Em 2023, a trajetória da artista foi oficialmente reconhecida pela coroa britânica, quando recebeu o título de membro da Ordem do Império Britânico (MBE).
A cantora galesa Bonnie Tyler em 1984
Divulgação/Facebook da artista

Fonte: G1 Entretenimento