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Sony Music compra catálogo musical da Recognition, com sucessos de Beyoncé e Leonard Cohen


A cantora Beyoncé
AFP
A Sony Music comprará os direitos de canções icônicas de Beyoncé, Leonard Cohen e outros gigantes da música da gestora de investimentos Blackstone, em um acordo avaliado em cerca de 4 bilhões de dólares (R$ 19,6 bilhões).
A compra do catálogo da Recognition, com sede em Londres e um acervo de mais de 45 mil canções, faz parte da associação da Sony com a entidade de investimentos singapurense GIC, que anunciou o acordo nesta segunda-feira (11).
O Financial Times informou que o acordo está avaliado em cerca de 4 bilhões de dólares (R$ 19,6 bilhões), citando uma pessoa familiarizada com a operação.
Red Hot Chili Peppers vende catálogo musical por mais de R$ 1 bilhão à Warner Music
Sony e GIC não responderam imediatamente ao pedido de comentários da AFP sobre o valor da operação. A Recognition não quis comentar.
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A transação deixa a Sony em condições de receber pagamentos por reproduções em streaming de sucessos que vão de “Don’t Stop Believin'”, do Journey, e “Single Ladies (Put A Ring On It)”, de Beyoncé, a “Bad Romance”, de Lady Gaga, e “Hallelujah”, de Leonard Cohen.
A Recognition – originalmente Hipgnosis Songs Fund – abriu capital em 2018 antes de ser adquirida em 2024 por 1,6 bilhão de dólares (R$ 7,84 bilhões) pela gestora de ativos americana Blackstone, que lhe deu seu novo nome.
O acordo “gera um resultado sólido para a Blackstone e nossos investidores e representa um novo voto de confiança nos direitos musicais como uma classe de ativos consolidada”, declarou Qasim Abbas, diretor-gerente sênior da Blackstone.
O presidente da Sony Music, Rob Stringer, afirmou, por sua vez: “Estamos muito orgulhosos e entusiasmados de representar este incrível catálogo de algumas das melhores canções da história do pop por meio desta aquisição transcendental”.

Fonte: G1 Entretenimento

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O fenômeno Carla Madeira, que domina as redes e divide leitores com seus livros: ‘Literatura não é manual’


Carla Madeira se tornou fenômeno da literatura brasileira com os livros Tudo é Rio, A Natureza da Mordida e Véspera
Divulgação/Agência Riff via BBC
As primeiras páginas que deram origem a “Tudo é Rio”, o romance mais popular de Carla Madeira, foram escritas 14 anos antes de sua publicação.
Depois de criar uma cena especialmente violenta, o processo da autora entrou em hiato. Mais de uma década depois, no entanto, o livro foi concluído em apenas oito meses — “jorrando, em processo de transbordamento”, como ela descreve em entrevista à BBC News Brasil.
“Eu escrevia direto. Meus filhos eram pequenos, eu chegava em casa depois de uma jornada de trabalho pesada [Madeira era publicitária], botava os meninos para dormir e escrevia. Era só o que eu fazia nos finais de semana também. Em oito meses, eu escrevi o livro, na ordem que o leitor lê. Então é um jorro mesmo, é um transbordamento”, diz.
“Acabei o livro, acabei um casamento, então também foi muito catártico para mim. Eu sei que organizei muitas coisas, muita coisa inconsciente veio. Foi um livro sem contenção nenhuma.”
A mineira de Belo Horizonte afirma que não imaginava o alcance que a história teria — a primeira tiragem teve apenas 700 exemplares.
“Eu achava que eu ia ter que panfletar no sacolão, ia ter que sair dando meu livro na porta da academia”, brinca.
Hoje, com três romances publicados e um quarto “saindo do forno”, a autora já ultrapassou a marca de 1 milhão de livros vendidos no Brasil e aguarda o lançamento da adaptação de “Véspera” pela HBO, previsto para o segundo semestre de 2026.
Com personagens ambíguos e tramas que alimentam discussões polarizadas nas redes, o sucesso de Madeira também acompanha um movimento mais amplo: o interesse por autores brasileiros contemporâneos tem ganhado fôlego nos últimos anos, impulsionado por fenômenos digitais como o BookTok e pelo aumento da circulação de obras nacionais entre novos leitores.
Amor e ódio
No BookTok, o “lado literário” do TikTok, a obra de Carla Madeira virou terreno de reações intensas.
“Não dá para se encantar demais com o amor nem se magoar demais com a raiva”, diz.
Ela conta que evita acompanhar de perto as reações nas redes, sobretudo quando deixam de dialogar com a obra: “Tem pessoas que são agressivas, que não ficam na literatura, que querem agredir o autor.”
Há quem ame, quem rejeite — e quem tente enquadrar os personagens a partir de uma régua moral.
É verdade que os personagens criados por ela — e as circunstâncias em que são colocados — quase inevitavelmente despertam julgamentos no leitor. É difícil não reagir: achar absurdo que alguém tome determinada decisão, perdoe certos atos ou trate um filho daquela maneira.
Mas Madeira diz que a ideia não é concordar ou discordar com as ações dos personagens, ‘escolher um lado.’
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Ela defende que o papel da arte está em provocar deslocamentos — e não oferecer respostas fechadas. “Eu não quero simplificar, quero acolher. A grande experiência artística é acolher a subjetividade, acolher as possibilidades da existência humana, e não as certezas, não as verdades.”
Para Madeira, há uma tendência de confundir a experiência literária com julgamento moral: “Não é um manual. É uma imersão numa experiência particular.”
Nesse sentido, o incômodo também faz parte da leitura. “Acho que o barato é esse: a gente consegue se pôr em um lugar que, na vida, não consegue. A literatura não pode se colocar num lugar utilitário. Você não pode escrever um livro como se fosse um manual.”
Processo criativo: intuição, excesso e um ‘caderninho’
Quarto romance da autora mineira está previsto para agosto
Divulgação/Agência Riff via BBC
Se a recepção dos livros passa pela subjetividade de quem lê, a escrita, no caso de Carla Madeira, também nasce longe de fórmulas.
“Eu não tenho uma pauta. Nunca sentei para escrever pensando em tese, em provar alguma coisa. É uma imersão numa experiência particular.”
A autora conta que o primeiro romance foi construído de forma quase intuitiva — e que só depois, com a experiência, passou a reconhecer melhor seus próprios caminhos de criação. Ainda assim, resiste a organizar demais o processo.
Essa recusa ao maniqueísmo aparece diretamente nos personagens.
“Eu não queria nenhum personagem que fosse só legal, só bonzinho”, explica, citando o ‘elenco’ de “Tudo é Rio”.
“Você vai para a Lucy, fica com raiva dela, mas tem um momento em que ela se humaniza. Vai para o Venâncio, você sente ódio, quer se vingar, mas de repente entende um lado dele também. E a Dalva, que é vítima, também quer promover o castigo, a punição dela.”
Segundo Madeira, é esse movimento que prende o leitor — mesmo quando há rejeição. “Tem leitor que não gosta do final, mas fala: ‘não consegui parar de ler’. Eles são pegos por uma espécie de correnteza.”
Ela reconhece que, com o tempo, passou a ter mais consciência técnica do próprio trabalho, mas sem abrir mão do impulso inicial.
“Às vezes vem uma imagem, uma frase, alguma coisa que eu ainda não sei o que é, e eu guardo. Eu anoto muito. Tenho um caderninho. Quando estou no processo, brinco com quem convive comigo que é necessário ter cuidado, porque qualquer coisa falada pode ir parar nas minhas páginas.”
Véspera e a adaptação para a TV
“Véspera”, publicado em 2021, chegou com um teaser quase irresistível: Vedina, uma mulher adulta, decide, em um momento de descontrole, abandonar o filho, largá-lo em uma via pública.
Pessoalmente, foi o primeiro livro que me fez chorar em muitos anos — e um dos motivos pelos quais concordo com Carla Madeira quando ela diz que o papel da literatura é nos fazer sentir para além das possibilidades da nossa própria vida.
Nos colocar em contato com histórias, dilemas e emoções que talvez nunca experimentaríamos pelas circunstâncias da nossa existência e, assim, ampliar nosso repertório humano.
Agora, a trama fura a bolha literária e chega para o público que prefere esperar a história ganhar a versão visual — será lançada na HBO Max no segundo semestre de 2026, com um elenco de peso que inclui Bruna Marquezine, Gabriel Leone, Camila Márdila e Yara de Novaes.
Madeira acompanhou de perto o processo de adaptação — inicialmente como consultora, depois também participando do desenvolvimento do roteiro. A escolha da diretora, Joana Jabace, foi decisiva para que ela aceitasse mergulhar no projeto.
“Ela é mãe de gêmeos, o livro tem uma violência muito grande contra a mulher, e eu senti que ela teria maturidade, delicadeza e sensibilidade para conduzir aquilo”, diz.
A autora conta que uma de suas maiores preocupações durante a adaptação era preservar justamente a ambiguidade moral dos personagens, sem transformar a trama em uma divisão simplista entre “bons” e “maus”.
Ela conta que se emocionou ao acompanhar leituras de mesa e gravações. “Me impressionei muito com os atores. Com a pausa para dar um texto, com a sensibilidade de um fotógrafo, de uma atriz, de uma direção. Teve momentos em que eu chorei vendo cenas que eu mesma tinha escrito.”
Ao ver a história traduzida para outra linguagem, diz ter se confrontado novamente com a brutalidade da própria obra.
“Quando estou escrevendo, a violência é mediada pela linguagem. Eu sou uma pessoa muito da textura da linguagem. Mas, vendo aquilo no vídeo, teve hora que pensei: ‘Meu Deus, isso é muito violento. Como eu dei conta de escrever isso?'”
Ainda assim, para ela, é justamente a arte que permite encarar o horror humano sem desviar os olhos.
“É a linguagem que nos ajuda a olhar para esse lugar terrível. Sem a linguagem, a gente não daria conta de olhar para esse horror que a gente é capaz — e também para aquilo de extraordinário que a gente é capaz.”
“Tudo é Rio” teve edição em Portugal, foi traduzido para o italiano, chegou à França como L’Amour Fleuve e deve ser publicado em inglês nos Estados Unidos em 2026
Divulgação/Agência Riff via BBC
‘Quando’, o quarto romance de Carla Madeira
Depois de três romances e mais de 1 milhão de exemplares vendidos, o próximo romance de Madeira, intitulado “Quando”, uma trama ambientada na década de 1980, já está em fase avançada. A obra será publicada pela Editora Record e tem previsão para agosto de 2026.
A expectativa é que a trama mantenha as marcas que fizeram sua obra ganhar leitores: personagens ambíguos e dilemas humanos.
Recusando dar spoilers, Madeira compartilhou com a reportagem apenas que a história se trata de uma mãe que decide denunciar o próprio filho, menor de idade, por um crime.
“Esse quarto livro já está sendo escrito em um contexto diferente. Acho que amadureci como escritora nesses dez anos. Criei novos recursos, compreendo melhor a literatura, os recursos e as estratégias de escrita, e amadureci também nas minhas escolhas, no que eu quero.
“Mas, para mim, o mais importante continua sendo preservar esse lugar e essa alegria de escrever — essa sensação de estar entregue, de estar fazendo uma coisa com a qual eu tenho adesão, com coragem de fazer, sem racionalizar demais, sem querer julgar muito. São tantas opiniões, tantas controvérsias, esse ‘é bom’, ‘é ruim’. E eu quero preservar meu lugar de escrita. Quero gostar do processo, ter liberdade para sentir prazer nele e também para dar conta do sofrimento que ele traz.”
O cenário da leitura no Brasil
O sucesso de Carla Madeira acontece em um momento curioso do mercado editorial brasileiro: ao mesmo tempo em que pesquisas mostram um país que ainda lê pouco, a literatura nacional contemporânea parece atravessar um raro momento de efervescência.
Em 2024, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro em parceria com a Fundação Itaú e o Ministério da Cultura — com coleta realizada pelo Ipec — apontou que 47% da população com 5 anos ou mais se declarou leitora, o equivalente a cerca de 93,4 milhões de pessoas.
Leia também: Jovens brasileiros estão consumindo mais livros
O levantamento mostrou também que 53% não leram nem parte de um livro nos três meses anteriores e que o país perdeu 6,7 milhões de leitores em quatro anos. Em relação a 2019, houve queda de 5 pontos percentuais na proporção de leitores, e a série histórica indica recuo de 55% dos brasileiros em 2007 para 47% em 2024.
Ao mesmo tempo, o mercado editorial vê sinais de recuperação. O Panorama do Consumo de Livros no Brasil, da Câmara Brasileira do Livro com a Nielsen BookData, mostrou que, em 2025, 18% da população adulta comprou ao menos um livro — alta de 2 pontos percentuais em relação a 2024, o equivalente a cerca de 3 milhões de novos consumidores.
Nas redes sociais, em clubes de leitura e em festivais literários, autores brasileiros contemporâneos passaram a ocupar um espaço que parecia mais raro há alguns anos.
Em 2025, Ana Paula Maia se tornou a única representante do Brasil e da América Latina entre os finalistas do International Booker Prize, um dos mais prestigiosos prêmios da literatura mundial. Jeferson Tenório venceu o Prêmio Jabuti com “O Avesso da Pele” e ganhou projeção internacional; nomes como Aline Bei, Itamar Vieira Junior e Geovani Martins passaram a circular com mais força em traduções, festivais e listas internacionais.
Para Madeira, há uma sensação de movimento coletivo acontecendo.
“É muito bom quando a gente cria essa onda, esse volume. Muita gente escrevendo, sendo premiada, publicando fora, brilhando, ocupando espaço em clubes de leitura, em festivais, em programas de literatura. Todos os dias tem um convite para uma roda, uma entrevista, uma festa literária. Está muito interessante ver isso acontecer.”
Ela cita especialmente a recepção em Portugal, onde “Tudo é Rio” venceu o Prêmio Bertrand de Livro do Ano. “Alguns editores me disseram que o livro abriu uma atenção para a literatura contemporânea brasileira, porque eles publicavam muito pouco.”
A autora vê esse crescimento quase como um efeito em cadeia. “Uma autora falou do meu livro para um editor, ele me publicou, depois meu livro ajudou outro, e outro… É muito bonito entrar numa livraria e ver literatura brasileira ocupando aquelas mesas de destaque.”
Ainda assim, ela ressalta que o entusiasmo não apaga um problema estrutural. “No Brasil se lê muito pouco. A gente tem um déficit imenso. Mais gente tem que entrar, mais gente tem que ler.”
Na visão da escritora, uma das formas de ampliar esse alcance passa justamente pela recomendação espontânea entre leitores. “É muito difícil furar a bolha. Eu lembro dos meus 700 exemplares e pensava que ia ter que panfletar livro em porta de academia. Quando alguém lê e fala ‘isso aqui é maravilhoso’, muda tudo.”
A reportagem pediu para Carla Madeira indicar alguns títulos justamente para quem tem o objetivo de ler mais. Os títulos escolhidos por ela:
Para quem está de luto…
Diário de Luto, de Roland Barthes
Para quem terminou um relacionamento…
Poeta chileno, de Alejandro Zambra. “Justamente para não pensar no relacionamento (risos).”
Para quem está apaixonado…
Sobre a Terra Somos Belos por um Instante, de Ocean Vuong.
Para quem gosta de personagens ambíguos…
Primo Basílio, de Eça de Queiroz
Para quem quer chorar…
A vida pela frente, de Romain Gary
Para expandir horizontes….
Imortalidades, de Eduardo Giannetti e Quando Deixamos de Entender o Mundo, de Benjamín Labatut.
Carla Madeira é a convidada do podcast Frango com Quiabo
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Lily Allen posta que quer ‘dançar com gays’ e ‘conhecer a Patixa’ após confirmar show em SP


Lily Allen no Cultura Inglesa Festival, em São Paulo
Celso Tavares/G1
Lily Allen postou no X nesta segunda (11), após a confirmação do show no Primavera Sound São Paulo. A cantora foi anunciada como uma das principais atrações do festival, que acontece nos dias 5 e 6 de dezembro de 2026.
“São Paulo, finalmente estaremos juntos depois de tanto tempo. Quando eu chegar quero fazer tudo que tem direito. Quero dançar com os gays na [boate] Zig, visitar a casa da Vita [cantora, ex-Irmãs de Pau] e conhecer a Patixa, alguém tem o telefone dela? Vejo vocês em dezembro!”
Lily Allen posta no X após ser confirmada no Primavera Sound São Paulo
Reprodução/X
Show será focado no ‘West End Girl’
Capa do álbum “West End Girl”, de Lily Allen
Divulgação
Segundo o cartaz do festival, o show de Lily será focado no “West End Girl”, seu álbum de estúdio mais recente.
O disco veio após o divórcio da cantora com David Harbour, ator de “Stranger Things”. Eles se casaram em 2020, e a informação do divórcio veio a público no início de 2025.
Segundo Lily falou à “Vogue” britânica, o disco foi gravado em 16 dias, no fim de 2024, para “processar o que estava acontecendo” durante a separação. No álbum, há letras bem diretas sobre infidelidade, mentiras e não monogamia. Veja as principais histórias contadas no disco.

Fonte: G1 Entretenimento

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Michael Jackson é o artista mais ouvido do Spotify global, quase 17 anos após sua morte


Capa de ‘Thriller’, de Michael Jackson
Reprodução
Michael Jackson se tornou o artista mais ouvido do Spotify global neste domingo (10), quase 17 anos após sua morte. Além disso, “Billie Jean” é a segunda faixa mais reproduzida no streaming no mundo.
Ao todo, Michael emplacou quatro músicas no top 20 global. No Brasil, ele está em 23º lugar na lista dos artistas mais ouvidos, atrás de João Gomes.
A volta do Rei do Pop às paradas globais foi impulsionada por “Michael”, cinebiografia do músico lançada em abril. O filme conta a vida do cantor da infância até meados da carreira, em 1988, passando por discos como “Off The Wall”, “Thriller” e “Bad”.
Com o sucesso do filme, as músicas desses álbuns foram as que mais ganharam streams no último mês.
‘Michael’, cinebiografia do rei do pop, emociona com música, mas não explora o personagem

Fonte: G1 Entretenimento

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Red Hot Chili Peppers vende catálogo musical por mais de R$ 1 bilhão à Warner Music


Red Hot Chili Peppers durante encerramento do palco Mundo no quarta dia de Rock in Rio 2019
Marcelo Brandt/G1
O grupo americano Red Hot Chili Peppers vendeu os direitos de seu catálogo gravado para a Warner Music Group (WMG) em um negócio avaliado em mais de US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,4 bilhão na cotação atual, segundo informações do The Hollywood Reporter. A WMG adquiriu o catálogo por meio de uma joint venture com a Bain Capital.
A WMG anunciou pela primeira vez sua joint venture de US$ 1,2 bilhão para aquisição de catálogos com a Bain em julho passado e informou, em seu relatório de resultados de 7 de maio, que havia gasto US$ 650 milhões em catálogos desde o lançamento da parceria, embora a empresa não tenha especificado quais foram essas aquisições. O acordo com o Red Hot Chili Peppers representa quase metade dos gastos relatados pela joint venture, embora ainda não esteja claro para onde foi destinado o restante do valor.
Vídeos em alta no g1
Em 2021, o grupo vendeu seu catálogo editorial para a Hipgnosis (agora conhecida como Recognition Music Group) em um negócio de US$ 140 milhões. Esses direitos editoriais podem mudar de mãos novamente em breve, já que a Sony Music Group está em negociações para adquirir a Recognition em um acordo que pode valer bilhões de dólares. Entre os outros catálogos de propriedade da Recognition estão os direitos editoriais de artistas como Justin Bieber, Justin Timberlake e Neil Young.
Segundo o The Hollywood Reporter, a Warner é uma escolha natural para a venda do catálogo, já que a banda mantém contrato com a gravadora principal do grupo, a Warner Records, desde o início dos anos 1990. Foi pelo selo que o grupo lançou todos os seus álbuns desde Blood Sugar Sex Magik, de 1991.

Fonte: G1 Entretenimento

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Primavera Sound 2026 anuncia line-up, com Gorillaz, Strokes e Lily Allen


Gorillaz, Strokes e Lily Allen são anunciados no Primavera Sound São Paulo 2026
Divulgação
Gorillaz, The Strokes, FKA Twigs e Lily Allen estão entre as atrações do Primavera Sound São Paulo 2026. O line-up completo foi anunciado nesta segunda (11).
Essa será a terceira edição do festival em São Paulo. O evento será nos dias 5 e 6 de dezembro, no Autódromo de Interlagos. Os ingressos serão vendidos pela Ingresse.
De acordo com a organização do festival, ainda serão revelados novos nomes com participações na agenda da cidade.
Veja, abaixo, a lista completa de atrações anunciadas:
Gorillaz
The Strokes
FKA Twigs
Lily Allen canta “West End Girl”
Yung Lean
Courtney Barnett
Duquesa
CMAT
Underscores
Model/Actriz
Danny L Harle
Nation of Language
Gaby Amarantos
Cara Delevingne
Smerz
Zé Ibarra
Atarashii Gakko
Ebony
Ecco2k
John Talabot
Los Thuthanaka
Machine Girl
Manequin Pussy
This is Lorelei
Nick Leon
Sophia Stel
Ana Frango Elétrico
Black Pantera
DJ Ramon Sucesso
Gab Ferreira
Josyara
Juana Molina
Julia Mestre
Melly
Metrika
Paulete Lindacelva
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Fonte: G1 Entretenimento

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Juliana Linhares se firma com grande álbum que capta e enfrenta o estado de exaustão da humanidade no suor da lira


Juliana Linhares lança o segundo álbum solo, ‘Até cansar o cansaço’, produzido por Elisio Freitas com direção artística de Marcus Preto
Elisa Mendes / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Até cansar o cansaço
Artista: Juliana Linhares
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ “Vamos dançar / Até cansar o cansaço / Até que vire do avesso / Até um novo começo“, propõe Juliana Linhares em versos da música-titulo do segundo álbum solo da artista, “Até cansar o cansaço”. Cantora, compositora e atriz potiguar, Juliana Barbosa de Araújo se firma como um dos grandes nomes da música brasileira no século XXI com este álbum conceitual que bisa o brilhantismo e a coesão absoluta do primeiro álbum solo da artista revelada nos anos 2010 como vocalista da banda carioca Pietá, “Nordeste ficção” (2021).
Como já sinaliza a música-título “Até cansar o cansaço” (Juliana Linhares e Jeff Lyrio) na abertura do álbum, gravado com produção musical do multi-instrumentista Elisio Freitas e direção artística de Marcus Preto, Juliana Linhares apresenta disco que capta o estado permanente de exaustão da humanidade em um mundo cada vez mais hi-tech em que corpos e almas ansiosas e depressivas adoecem no suor da lira.
Inspirada por vivências com o neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro, durante residência artística na Cia Brasileira de Teatro, a artista aponta saídas para escapar da sina do cansaço ao longo das 11 faixas do álbum, sem perder o fio da meada. “Puxa pela mão / Chama pra dançar / Rasga pelo céu / Derretendo o chão / Faz tempo parar / E tudo flutuar”, vislumbra a artista no clima onírico de “Depois do breu” (Juliana Linhares e Rafael Barbosa), música introduzida pela doçura do toque da sanfona de Zé Hilton.
Faixa que anunciou o álbum em single apresentado em 9 de abril, “Depois do breu” sublinha o fato de Juliana Linhares descender da linhagem feminina de cantoras e/ou compositoras nordestinas como a paraibana Elba Ramalho e as pioneiras pernambucanas Marinês (1935 – 2007) – criada na Paraíba – e Anastácia.
Essa dinastia reveste de simbologia o feat de Juliana Linhares com Anastácia no baião “Vida virada” (Juliana Linhares, Josyara e Elisio Freitas), sopro de vida bafejado no toque da zabumba e do triângulo percutidos por Gabriel Silva. “Eu quero a vida virada / A vida na estrada / Poeira nos ói / Quero que a noite me veja / E acenda a fogueira no canto que dói / … / Ah, eu me cansei / Dе trabalhar pra conquistar o tal descanso que nunca se paga / Ah, preciso ir / Antes que a dívida do tempo cobre as horas em que fiquei sentada”, cantam Anastácia e Juliana, se alternando nos versos pautados pela urgência.
Nessa busca para cansar o cansaço, o amor e o afeto do outro são alternativas viáveis. “Deixei de lado a solidão / Chorei e vi brotar do chão / Um gosto bom de futuro”, narra Juliana Linhares no xote “Tanto buliço” (Juliana Linhares e Khrystal Saraiva), gravado pela artista com Agnes Nunes, cantora baiana nascida na Paraíba.
Tem tanto (re)buliço na nação musical nordestina que cai bem no álbum a lembrança inusitada de “O rabo do jumento” (Elino Julião, 2000), instante de leveza de repertório que toca em questões essenciais e profundas, mesmo que por vezes dilua o peso dos temas na vivacidade rítmica de um forró contemporâneo como “Mistério do óbvio” (Luiz Gabriel Lopes) em feat com Ney Matogrosso.
“Olho pro alto e não vejo a cidade e o fim do mundo / Olho pro lado, será que é milagre? / A caravana mais velha da terra terá lugar ao sol / Sobrevivendo ao naufrágio e à toda escuridão / Inaugurando uma era / Todos as flores do mundo / O grande mistério do óbvio / Na velocidade de um míssil”, disparam Juliana e Ney enquanto xaxam na pegada roqueira impressa pelas guitarras de Elisio Freitas na faixa.
Se a vida é sonho, a realidade dura se impõe no cotidiano, como sublinham os versos ácidos da grande canção “Emaranhada”, composta por Juliano Holanda, gravada pelo autor com Juliana há dois anos no álbum “A verdade não existe” (2024) e ora abordada pela cantora em registro à altura da música.
A voz da cantora se afina com versos como “Me empreste seu arquipélago, juro que te devolvo / Nem tudo que a onda leva merece voltar de novo / Tem sal que talvеz adoce, açúcar que as vezes salga / Palavra que é feito língua, tem língua que é feito faca / Comida que não enjoa, viagem que não tem mala / Tem grito que não ecoa, silêncio que as vezes fala / No emaranhado da rede medida deveras drástica / Alguém que matasse a sede com um gole de soda cáustica / Lá no emaranhado antenas por sobre os prédios / Pessoas nos formigueiros doentes dos seus remédios / Há fios desencapados fagulhas nos seus palheiros / Os sonhos ficam guardados na fronha dos travesseiros”.
A firmeza do canto agudo da intérprete também fica exposta na intepretação de outra canção de Holanda, “Tempos temporais”, esta em parceria com a própria Juliana Linhares. A melancolia de versos como “Se eu disser que ainda dá pro gás / Que vou contigo ainda um pouco mais / E que existe um sol na solidão /Algo entre o ir e vir, o céu e o chão” é sublinhada pelo toque da sanfona de Bebê Kramer em arranjo alicerçado pelo violão de Elísio Freitas e temperado com o lirismo do violoncelo de Federico Puppi e do violino de Renata Neves. Interpretação e arranjo valorizam a canção.
Música do compositor Alexandre Manuel Thiago de Mello (1952 – 2004), o Manduka, “Conseguiram, parabéns” – apresentada postumamente por Ilessi e Diogo Silli em 2020 em songbook do compositor – radiografa com pesar o estado calamitoso de mundo dominado pelos que (se) matam no poder. A faixa tem a mesma atmosfera rocker que ambienta a regravação de “A palo seco” (Belchior, 1973).
Contudo, no aconchegou da faixa final, “Futuro (Novos erros) + Oração pro sonho” – parceria de Juliana com Carlos Posada – a artista amacia o canto torto feito faca com a delicadeza e o lirismo dessa canção que prepara o clima para sonhar mais um sonho impossível em que o cansaço seja vencido pelo cansaço de quem, no suor da lira, insiste em querer a vida virada, pagando para ver a liberdade de virar do avesso em busca de novo começo.
No todo, o álbum “Até cansar o cansaço” é obra-prima que se impõe como clássico imediato da discografia brasileira por retratar a humanidade à beira de um ataque de nervos com sopro de esperança em dias melhores.
Capa do álbum ‘Até cansar o cansaço’, de Juliana Linhares
Elisa Mendes com design de Vitor Bezerra

Fonte: G1 Entretenimento

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Prédio do último show dos Beatles será transformado em museu de sete andares em Londres


Antiga sede da Apple Corps vira museu: Beatles abrirão telhado de último show ao público.
Divulgação
O número 3 da Savile Row, em Londres, deixará de ser apenas um endereço histórico para se tornar um museu oficial dedicado aos Beatles.
A Apple Corps, gravadora da banda, confirmou nesta segunda-feira (11) que transformará a antiga sede do grupo em um espaço cultural com abertura prevista para o próximo ano.
O local é mundialmente famoso por ter abrigado o estúdio de gravação do disco “Let It Be” (1970) e por ter sido o palco da última apresentação pública dos “Fab Four”, realizada no telhado do edifício em 30 de janeiro de 1969.
O projeto
Vídeos em alta no g1
De acordo com o jornal americano The New York Times, o projeto prevê a ocupação de sete andares com materiais inéditos provenientes dos arquivos da empresa.
Além da exposição de itens históricos, o museu contará com uma recriação fiel do estúdio de gravação e permitirá que os visitantes acessem o terraço onde ocorreu o icônico “Rooftop Concert”.
“Até os corrimãos permanecem os mesmos”, afirmou Tom Greene, diretor executivo da Apple Corps, em comunicado oficial.
Beatles: prédio do último show da banda será transformado em museu em Londres.
Divulgação
O prédio é considerado um dos principais pontos de peregrinação de fãs na capital inglesa, ao lado da faixa de pedestres de Abbey Road.
Apoio de Paul McCartney
A iniciativa conta com o apoio de Paul McCartney, que revelou ter visitado o imóvel recentemente para acompanhar os preparativos. “Há tantas lembranças especiais entre essas paredes, sem falar do terraço”, declarou o músico.
O cantor britânico Paul McCartney afirmou que o sucesso Yesterday surgiu enquanto ele despertava certa manhã
Ricardo Rubio/Europa Press via Getty Images
O anúncio ocorre em um momento de renovado interesse pela trajetória do grupo, impulsionado pela série documental “Get Back”, de Peter Jackson, e pela expectativa em torno da cinebiografia quádrupla dirigida por Sam Mendes, prevista para chegar aos cinemas em 2028.
Fachada do prédio na Savile Row.
Divulgação
Embora o endereço seja um marco da história da música, ele também simboliza o período de desgaste que culminou na separação do quarteto em 1970.
Para especialistas em turismo musical, como Holly Tessler, da Universidade de Liverpool, a abertura do prédio resolve uma demanda antiga de admiradores que, até então, só podiam observar a fachada do local.
Diferente de outros museus dedicados à banda na Inglaterra, o espaço da Savile Row será o primeiro licenciado oficialmente pela Apple Corps em Londres.

Fonte: G1 Entretenimento

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Iza, Anitta, Marina Sena e mais estrelas do pop fortalecem bom momento do reggae no Brasil


Iza, Anitta, Marina Sena e mais estrelas do pop fortalecem bom momento do reggae no Brasil
Mar + Vin / Divulgação – Divulgação – Gabriela Schmidt / Divulgação
“Caos e sal / Tão bonito”, de Iza; “Deus existe”, de Anitta em parceria com Ponto de Equilíbrio; e “Combo da Sorte”, de Marina Sena, têm algo em comum. As três são músicas de grandes estrelas brasileiras da música pop atual e que apontam para um novo bom momento do reggae no Brasil.
Nesta segunda-feira (11) é celebrado o Dia Nacional do Reggae. O gênero musical aparece como o penúltimo tipo de música preferida dos brasileiro segundo dados de um estudo inédito da Globo em parceria com a Quaest. De acordo com o ranking, ele só perde para o pop internacional.
Mas as músicas citadas acima comprovam que o estilo pode estar voltando a ficar em evidência.
Claro que o uso da influência jamaicana em outros gêneros musicais não é uma novidade no país. Mas o fato de diversos artistas de estilos mais populares usarem o reggae como referência em suas músicas em uma mesma época aponta para uma tendência.
As três artistas não são as únicas a usarem as batidas jamaicanas em seus projetos. Em 2025 MC Cabelinho lançou a faixa “Rastafari”. E canções do bem-sucedido projeto “Dominguinho” (como “Ligação estranha” e “Dois Mundos”, que integram o segundo volume do trio) são mais alguns exemplos.
“Estou achando isso muito louco. Às vezes a gente se pergunta se os conteúdos que estamos vendo estão ali por causa da nossa bolha. Mas não. Está todo mundo se voltando para essa história maravilhosa que é o reggae no nosso país, que se veste de outras formas, como o Olodum, como o xote e várias outras vertentes. Fico muito feliz que está todo mundo muito ligado no reggae”, afirmou Iza em recente entrevista ao g1 ao falar sobre o momento de valorização do reggae nacional. A artista planeja um álbum todo voltado para o gênero.
“A música é cíclica. As coisas vêm em ondas, desaparecem por um tempo e, aí, ressurgem. O reggae e toda a música jamaicana têm uma influência enorme na música brasileira. Porque da cultura jamaicana, vem o lance dos paredões, que é muito forte aqui no Brasil. E tem uma série de gêneros e subgêneros da música eletrônica que hoje estão muito em voga, que também têm uma influência direta da cultura jamaicana”, analisa Guilherme Guedes, jornalista e apresentador do Multishow.
“E acho que a gente tem vivido esse momento também da música que busca uma conexão, uma sonoridade mais orgânica ou uma conexão mais espiritual em alguns casos, e que tem uma conexão direta com o reggae”, completa Guilherme.
Produtora executiva da banda Tribo de Jah, que celebra 40 anos de carreira, Juliana Beydoun encara de forma positiva o flerte de grandes artistas do pop com o reggae.
“Isso mostra a força e a relevância que o reggae continua tendo dentro da música brasileira e como ele segue alcançando novas gerações e públicos diferentes.”
Banda maranhense Tribo de Jah celebra 40 anos de carreira com turnê nacional
Divulgação/Assessoria
“Também é muito importante ver uma nova geração de artistas surgindo dentro do reggae e artistas de outros segmentos dialogando com essa sonoridade. Isso reforça que o reggae continua vivo, relevante e com um público muito fiel consumindo o ritmo”, completa Juliana.
E por falar em público fiel, muitos fãs do gênero protestaram nas redes sociais da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, na última semana, após a divulgação de um cartaz com o anúncio de algumas das atrações da Virada Cultural 2026. No texto, não havia nenhum nome do reggae, o que fez o público questionar a presença do gênero na festa que acontece nos dias 23 e 24 de maio, em São Paulo.
A secretaria se manifestou e informou que, no site do evento, é possível encontrar a programação completa, que conta com nomes do gênero como Mato Seco, Quinta Rasta, Radiola Reggae, além do artista franco-espanhol Manu Chao.
Falta um grande hit?
Para Guilherme Guedes, o que talvez falte para consolidar este atual bom momento do reggae no Brasil seja um hit ou uma música que marque essa geração.
“[Falta] uma música que estoure. Um reggae feito aqui no Brasil, seja por quem for, que entre para as paradas e de fato consolide esse momento.”
“Mas acho que, da mesma forma que a gente viu nos anos 1990, vários artistas despontando, como Edson Gomes, Cidade Negra e Natiruts, — ou até outros artistas com influência do reggae, como o Rappa — a gente tá vendo agora um novo momento entre artistas já consolidados explorando a sonoridade do reggae”, analisa Guedes.
Reggae no mainstream
Natiruts se apresenta no João Rock 2025, em Ribeirão Preto (SP)
Érico Andrade/g1
A presença de um hit seria importante para selar a nova fase, pois ajudaria a dar visibilidade ao gênero que está longe de aparecer entre as músicas mais tocadas nas rádios e plataformas digitais. Antes dominado pelo sertanejo, os rankings, atualmente, estão com o funk compondo as primeiras posições.
Na última semana, a faixa mais tocada de reggae aparecia somente na 134ª posição. A música era “Tudo vai dar certo”, do Natiruts, banda que surpreendeu muita gente ao lotar estádios e arenas por todo o Brasil em sua turnê de despedida entre 2024 e 2025.
Mas a ausência do estilo no mainstream não diminuiu a força e a influência do reggae na música brasileira.
E inclusive vai de encontro com uma das frases de uma das maiores estrelas do gênero. Quando comparado a Mick Jagger, Bob Marley dizia que “reggae não é twist”, para defender que o gênero não é focado em ser dançante, mas em trazer uma mensagem. Faixas que falam sobre paz, amor, liberdade, resistência, justiça social e união estão no cancioneiro do artista.
Claro que, com o tempo, ao atingir o sucesso comercial, o gênero acaba ganhando outros desenhos e perdendo um pouco de suas características. Assim como já aconteceu com outros gêneros ou bandas de natureza mais questionadora.
“Foi o que aconteceu, por exemplo, com o Nirvana, que era algo que fazia o Kurt Cobain sofrer muito. Porque quando o Nirvana fez o sucesso comercial lá com o álbum de 1991, o Kurt começou a ver na plateia dos shows justamente as pessoas e os comportamentos que ele mais desprezava e criticava nas músicas. Mas as pessoas estavam ali só pelo som”, relembra Guilherme Guedes.
“E o reggae acaba causando isso também. Porque às vezes tem uma mensagem política, uma mensagem social mais impactante, mais forte nas letras. Mas a partir do momento que o som se massifica e as pessoas estão ali mais pela vibe, pelo som tranquilo, pela harmonia entre os instrumentos, isso acaba perdendo a essência.”
“Quando um gênero qualquer se massifica, ele perde muito da sua essência e muitas vezes ele vira apenas uma estética.”
Nomes consolidados ampliam espaço
Edson Gomes se apresenta no Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
A boa fase ainda fortalece os nomes já consolidados do gênero e que não perderam essa essência citada por Guilherme. Um dos maiores marcos deste momento foi o convite para Edson Gomes se apresentar no Lollapalooza 2026. O show do cantor foi ofuscado pelo de Sabrina Carpenter, que se apresentou no mesmo horário do artista brasileiro.
Com isso, a atração teve a presença fraca de fãs – porém claramente fiéis. Mas o barulho gerado com o anúncio do nome do artista no festival mostrou que os olhos estão se abrindo novamente para o gênero. E que esse intercâmbio era esperado há anos.
Se a expectativa do público de Edson no Lolla era enorme, o Natiruts foi na linha inversa e surpreendeu muita gente ao lotar estádios e arenas com seus shows de despedida. A demanda foi tão alta que fez com que o grupo abrisse novas datas da “Leve com você”, ampliando o tempo de estrada da turnê, que foi anunciada em 2024. O último show aconteceu em agosto de 2025.
Provando o atual interesse no gênero, “Sorri, sou rei”, um dos maiores sucessos da banda, virou MTG. Conhecido pela técnica de colagem musical de grandes hits, DJ Topo fez uma versão da faixa da banda em janeiro de 2026.
Com 40 anos de carreira, o Tribo de Jah viu a demanda de shows crescer com a nova fase. “A banda sempre teve uma agenda forte de shows durante todo o ano, circulando de norte a sul do país, em grandes palcos e festivais, mas percebemos um interesse cada vez maior pelo reggae nos últimos tempos, inclusive em eventos e espaços que antes não costumavam abrir tanto espaço para o gênero”, afirma Juliana Beydoun.
A produtora executiva do grupo destaca, ainda, que a banda, atualmente, está presente não somente em festivais ligados ao reggae, mas também em grandes festas populares e tradicionais do calendário brasileiro, como o Carnaval e o São João. “Isso mostra que o reggae deixou de ser visto como um estilo sazonal ou de nicho e passou a ocupar espaços cada vez mais amplos dentro da cultura e do entretenimento no país”, afirma.
Ainda este ano, a banda Maneva vai rodar o país com sua turnê comemorativa de 20 anos. O grupo tem o projeto “Tudo vira reggae”, no qual transforma músicas de diversos gêneros musicais [como sertanejo, rock, mpb e pop] em reggae.
A ideia do projeto surgiu de uma live que aconteceu na pandemia de coronavírus. “A gente não imaginou que a repercussão ia ser tão grande, que a gente ia ter um acolhimento do público tão grande. E a gente não teve outra opção senão transformar essa live num registro”, contou Tales de Polli, vocalista do Maneva, ao g1, na época.
Seis anos após a criação do álbum, o “Tudo vira reggae” acaba se conectando com o atual bom momento do gênero e, talvez, batizando essa nova era.
Maneva se apresenta no João Rock 2025, em Ribeirão Preto (SP)
Érico Andrade/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Saiba quem é o brasileiro dublê de Pedro Pascal no novo filme da saga ‘Star Wars’


Jon Favreau dá detalhes sobre novo ‘Star Wars’ e relata sonho de dirigir filme da saga
O novo filme da saga Star Wars, “O Mandaloriano e Grogu”, contará com um brasileiro no elenco de dublês. Lateef Crowder dos Santos auxiliará o personagem principal da saga, Din Djarin, interpretado por Pedro Pascal.
“Star Wars: O Mandaloriano e Grogu” é a volta da saga aos cinemas após sete anos, quando “Star Wars: A ascensão Skywalker” estreou.
Nascido em 1977 em Salvador, Bahia, Lateef se mudou para os Estados Unidos ainda na infância. Sua família sempre teve contato com a capoeira, mas seu primeiro contato com a arte marcial veio já adulto, com o professor Wagner Bueno.
“Eu treinava com a minha família, mas não era nada muito especial. Mas em 1991, eu comecei a treinar com o mestre Vaguinho, em San Jose, Califórnia. Ele redefiniu a maneira como pratico capoeira, que é o que as pessoas veem hoje”, contou o ator em entrevista a Scott Adkins.
Lateef Crowder dos Santos, brasileiro que participará do novo Star Wars
Reprodução/Instagram e Divulgação/Disney
Sua entrada no mundo do cinema se deu de forma inesperada. Ele conta que, após um período no Brasil, voltou aos EUA no início dos anos 2000 precisando de trabalho. A solução foi participar de um grupo de dublês que participava de trabalhos menores na Costa Leste norte-americana.
“Na época, os filmes de que eu participava eram publicados na internet. Um dia, um produtor da Tailândia me ligou, falando que viu meu trabalho e perguntando se eu estava disponível para um filme com Tony Jaa. Era ‘O Protetor’.”
Tony Jaa é um dos maiores atores tailandeses, tendo participado de filmes como “Velozes e Furiosos 7” e “Triplo X”.
Entre os filmes que Lateef participa como dublê estão: “Os Mercenários”, “Jogos Vorazes”, “300” e “Capitão América: Guerra Civil”.
Presença no novo “Star Wars”
Pedro Pascal no novo ‘Star Wars’
Divulgação/Disney
“Star Wars: O Mandaloriano e Grogu” é o desenvolvimento da série “O Mandaloriano”, que estreou em 2019 no Disney+ e tem três temporadas disponíveis. Ela conta a história de Din Djarin (ou Mandaloriano), interpretado por Pedro Pascal, um caçador de recompensas que, durante suas aventuras, acaba encontrando e se tornando protetor do Grogu (o Baby Yoda).
A série, criada por Jon Favreau, agora vai ganhar um filme que funcionará de forma independente. Ou seja: se você não assistiu à série, pode ir ao cinema que não vai ficar perdido no rolê.
Na série, Lateef é responsável pelas cenas de luta do personagem de Pascal. Quem deu o spoiler que o brasileiro também estará no filme foi o próprio Jon Favreau, que dirige o longa.
Em entrevista ao g1, ele falou das diferenças entre a série e o filme. “Na série, tínhamos que entregar oito episódios em um ano, por exemplo. Aqui tivemos duas horas e três anos”, disse. “Tínhamos um estúdio inteiro cheio de palcos onde podíamos construir grandes cenários. Conseguimos fazer uma coreografia excelente, muito complicada, com Lateef Crowder, que é o artista marcial de capoeira do Brasil”.
“Eu disse pra ele: ‘O que você nunca conseguiu fazer na série de TV?’. E então você verá que há uma luta sem cortes, é como se fosse o momento John Wick dele. Ele conseguiu fazer todas as coisas que nunca conseguiu fazer na série”.
“Star Wars: O Mandaloriano e Grogu” estreia nos cinemas dia 21 de maio.
Jon Favreau durante as gravações de ‘Star Wars: O Mandaloriano e Grgou’
Divulgação/Disney

Fonte: G1 Entretenimento