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Simone Mendes junta ídolos sertanejos dos anos 1990 na gravação ao vivo do álbum audiovisual ‘Minhas memórias’


Simone Mendes grava o álbum audiovisual ‘Minhas memórias’ em show agendado para 7 de maio na casa Suhai Music Hall, em São Paulo (SP)
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Simone Mendes anuncia mais um registro audiovisual de show, o quinto da discografia solo da cantora sertaneja. Na noite de 7 de maio, a artista subirá ao palco da casa Suhai Music Hall, em São Paulo (SP), para a gravação ao vivo do álbum “Minhas memórias”.
Sob direção de Fernando Trevisan Catatau, Simone registrará repertório povoado por standards da música sertaneja em roteiro que prevê participações de ídolos do gênero nos anos 1990, como a dupla Chitãozinho & Xororó e os cantores Daniel, Leonardo e Zezé Di Camargo (sem Luciano).
A dupla Bruno & Marrone – já em cena na década de 1990, mas a rigor projetada nacionalmente nos anos 2000 – é outro nome anunciado por Simone Mendes na gravação ao vivo do álbum audiovisual “Minhas memórias”. A direção musical é de Eduardo Pepato.

Fonte: G1 Entretenimento

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Família que convivia com Michael Jackson acusa cantor de abuso sexual; entenda caso


O cantor norte-americano Michael Jackson é visto durante apresentação no Estádio do Morumbi, em São Paulo, outubro de 1993.
Célio Jr/Estadão Conteúdo/Arquivo
Na semana de estreia de “Michael”, cinebiografia de Michael Jackson, uma família próxima do cantor entrou com um processo acusando-o de abuso sexual. A informação é do New York Times.
A denúncia feita pela família Cascio, que se descrevia como “a segunda família” do Rei do Pop, marca uma reviravolta drástica. Eles defenderam publicamente a inocência do artista por mais de 25 anos, incluindo entrevistas televisivas em que os irmãos (à época, crianças) negavam qualquer interação imprópria com o cantor.
Agora, os irmãos Cascio afirmam que tudo foi “uma mentira” e que Jackson teria abusado de todos eles, que hoje são adultos. Os abusos teriam ocorrido em locais diversos, desde o rancho Neverland até shows e turnês.
Filme sobre Rei do Pop não retrata vida complexa do cantor; g1 já viu
Família tinha acordo com espólio
Ainda segundo o New York Times, anos antes de entrarem com o processo, os irmãos Cascio disseram ao espólio que haviam sido abusados ​​por Michael.
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Contudo, o espólio de Jackson teria mantido um “acordo secreto” com a família Cascio, determinando que eles receberiam cerca de 16 milhões de dólares ao longo de cinco anos. Na visão do espólio, esse acordo faria com que menos “alegações falsas” viessem à tona.
No entanto, em 2025, os pagamentos cessaram e as negociações fracassaram, levando à ação judicial atual.
Em resposta, o advogado do espólio, Marty Singer, classificou a movimentação como uma “tentativa desesperada de extorsão”, alegando que a família busca centenas de milhões de dólares e está utilizando táticas oportunistas após décadas de apoio ao cantor.
As acusações detalham um comportamento predatório severo, alegando que Jackson drogava e estuprava as vítimas, algumas iniciando aos sete ou oito anos de idade.
Segundo o documento, o cantor utilizava “lavagem cerebral”, presentes luxuosos e códigos específicos para os abusos, além de fornecer álcool e drogas pesadas aos menores.
A família afirma que o documentário “Leaving Neverland” (2019) foi fundamental para “desprogramá-los” e ajudá-los a processar os traumas vividos, que teriam sido facilitados e ocultados por funcionários e assessores do artista.
Enquanto o filme “Michael” caminha para quebrar recordes de bilheteria para cinebiografias musicais, o debate sobre o legado do Rei do Pop tem se intensificado. O filme retrata a vida de Michael até 1988, antes das primeiras denúncias de abuso sexual virem a público.

Fonte: G1 Entretenimento

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Simone, Seu Jorge, Silva, Zé Ibarra e Zélia Duncan cantam Henri Salvador em álbum agendado para fim de junho


Simone em estúdio na gravação de ‘Jardim’, versão em português de ‘Jardins d’hiver’, para o álbum ‘Henri Salvador do Brasil’
Reprodução / Vídeo
♫ NOTÍCIA
♬ Orquestrado desde 2023 sob direção musical de Marcos Valle, também autor dos arranjos, o álbum “Henri Salvador do Brasil” está pronto e tem lançamento programado para 26 de junho em edição digital e nos formatos físicos de LP e CD.
Idealizado pelo produtor Emmanuel de Ryckel, o tributo fonográfico celebra – nas vozes de artistas brasileiros como Simone, Seu Jorge, Silva, Zé Ibarra e Zélia Duncan, entre outros nomes – a obra e o legado de Henri Salvador (18 de julho de 1917 – 13 de fevereiro de 2008), cantor, compositor e violonista nascido na Guiana Francesa.
Henri Salvador foi guitarrista de jazz, modernizador da biguine (estilo de música originária da Martinica) e artista frequentemente associado à bossa nova pela maciez do violão, do canto aveludado e da música mais famosa do compositor, “Dans mon íle” (1957).
Bem acolhido pelo Brasil desde que veio ao país pela primeira vez, em 1942, Henri Salvador tem canções transpostas para o universo musical brasileiro ao longo das 13 faixas do álbum, com direito a algumas letras em português, escritas por Lucas Santtana, autor da versão de “Jardins d’hiver”, intitulada “Jardim” e gravada por Simone na cadência de um mambo.
De acordo com o texto de apresentação do álbum “Henri Salvador do Brasil, Seu Jorge, por exemplo, transformou “Les voleurs d’eau” (Henri Salvador e Bernard Michel, 1989) em afrosamba. Silva se juntou ao Quarteto do Rio para imprimir o balanço da bossa em “Pauvre Jésus Christ” (Henri Salvador e Bernard Michel, 1972).
Já Zélia Duncan se uniu a Eddy Mitchell em registro orquestral de “À Cannes cet été” (Henri Salvador, Boris Vian, Quincy Jones e Eddy Barclay, 1959) enquanto Zé Ibarra celebra a França no canto de “Le wagon” (Henri Salvador e Bernard Latimier, 1972).
O elenco do álbum “Henri Salvador do Brasil” também inclui Dora Morelenbaum – convidada a pôr voz em “Et des mandolines” (Henri Salvador, 1974) – e Maria Luiza Jobim, intérprete da canção “Dans tes yeux” (Henri alvador e Maurice Pon, 2003).
O próprio Marcos Valle participa do álbum como intérprete, dividindo com Joyce Moreno o canto de “Rose” (1957), canção composta por Henri Salvador em parceria com Bernard Michel (1919 – 1992).
“Rose” é a faixa que encerra o tributo fonográfico que chega ao mercado fonográfico daqui a dois meses e que também traz Bebel Gilberto, Celso Fonseca, Moreno Veloso, Paula Morelenbaum e Rogê no elenco estelar reunido para celebrar a bossa brasileira de Henri Salvador.
Capa do álbum ‘Henri Salvador do Brasil’, programado para 26 de junho
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Filho de Rob Reiner publica carta sobre morte dos pais e julgamento do irmão: ‘É quase impossível de processar’


Rob Reiner e a mulher, Michele, ao lado dos filhos Jake, Romy e Nick, durante evento em Nova York, em 2014
REUTERS/Lucas Jackson/arquivo
Jake Reiner, filho mais velho do ator e diretor Rob Reiner, publicou uma carta relatando a perda dos pais às vésperas do julgamento do irmão, Nick Reiner, acusado pelo crime. O texto foi divulgado na plataforma Substack e traz um relato pessoal sobre o impacto da tragédia além de uma homenagem aos pais.
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Rob Reiner, de 78 anos, e sua esposa, Michele Singer, de 68, foram encontrados mortos dentro da residência da família em dezembro de 2025. Nick responde a duas acusações de homicídio em primeiro grau e se declarou inocente.
Na carta, Jake relembra o momento em que recebeu a notícia por meio de uma ligação da irmã, Romy. “Meu mundo, como eu o conhecia, tinha desmoronado. Eu estava em transe. A única coisa em que eu conseguia focar era que precisava chegar à minha casa de infância”, disse.
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Jake também reconhece o interesse público pelo caso, mas defende que parte da história permaneça restrita à família, como forma de preservar os pais.
“Perdemos mais da metade da nossa família naquela noite, da forma mais violenta que se possa imaginar. Claro, qualquer perda de um pai ou de uma mãe é devastadora, mas nada se compara a perder os dois ao mesmo tempo e, além disso, ter o seu próprio irmão no centro de tudo isso. É quase impossível de processar”, diz no texto.
Relembre o caso
Rob Reiner, ator e diretor, e esposa são encontrados mortos em casa
O ator e diretor de Hollywood Rob Reiner, de 78 anos, e sua esposa, Michele Singer, de 68, foram encontrados mortos em sua casa em Los Angeles, no dia 14 de dezembro. De acordo com uma fonte ouvida pela Associated Press (AP), os dois apresentavam ferimentos causados por facas.
A polícia de Los Angeles concluiu, mais tarde, que Nick Reiner matou seus pais. Aos 32 anos, ele era o filho meio do casal.
O réu responde por duas acusações de homicídio com agravantes. Caso seja condenado, a sentença pode variar entre pena de morte e prisão perpétua sem possibilidade de condicional. Sua audiência está marcada para 29 de abril.
Segundo a imprensa americana, há relatos de que Nick foi diagnosticado com esquizofrenia e estava em tratamento psiquiátrico na época do assassinato de seus pais.

Fonte: G1 Entretenimento

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YouTube lança ferramenta de detecção de deepfakes para celebridades de Hollywood


Logo do YouTube
REUTERS/Lucy Nicholson
O YouTube lançou uma ferramenta gratuita para celebridades de Hollywood conseguirem detectar deepfakes, reforçando o combate aos roubos de identidade geradas por inteligência artificial.
A plataforma lançou no mês passado uma função de proteção de imagem, que ajuda a identificar conteúdos em que um rosto aparece modificado ou gerado com tecnologias de IA para imitar o de uma pessoa real.
O projeto era inicialmente voltado a funcionários de governo, candidatos políticos e jornalistas. Mas, nesta semana, o YouTube ampliou o acesso à indústria do entretenimento, incluindo atores e músicos, por meio de agências de talentos e representantes de celebridades.
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A ferramenta permite “buscar conteúdos gerados por IA que reproduzam a aparência de uma pessoa inscrita, como um deepfake de seu rosto, e lhe dá a possibilidade de localizá-los e solicitar sua remoção”.
Celebridades e artistas podem acessá-la mesmo sem ter um canal no YouTube.
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“O fato de o YouTube abrir suas capacidades de detecção de deepfakes para personalidades públicas marca um ponto de inflexão na maneira como as plataformas abordam a proteção da identidade na era da IA generativa”, declarou à AFP Alon Yamin, diretor-executivo e cofundador da plataforma Copyleaks, de detecção de conteúdo de IA.
“A tecnologia que permite reproduzir o rosto, a voz e os gestos de uma pessoa avançou mais rápido do que as salvaguardas ao seu redor, criando uma brecha que agentes mal-intencionados já estão explorando”, afirmou.
Desafios importantes
A iniciativa chega em um momento em que se multiplicam os vídeos hiper-realistas de celebridades mortas, criados com aplicativos de uso geral como Sora, a ferramenta da OpenAI. O aplicativo desencadeou uma enxurrada de vídeos de Michael Jackson e Elvis Presley.
No mês passado, a OpenAI anunciou que encerraria o aplicativo.
Em fevereiro, o diretor irlandês Ruairí Robinson criou um clipe surpreendentemente realista que mostrava Brad Pitt lutando contra Tom Cruise em um terraço por meio de um comando de duas frases.
O clipe, que provocou grande inquietação em Hollywood, foi gerado com Seedance 2.0, ferramenta do grupo chinês ByteDance.
Robinson também criou outros vídeos: um em que Pitt luta contra um zumbi ninja armado com espada e outro em que ele se junta a Cruise para combater um robô.
Charles Rivkin, presidente da Motion Picture Association (MPA), que reúne os grandes estúdios de produção americanos, instou a ByteDance a “cessar imediatamente suas atividades de falsificação”, acusando-a de atropelar os direitos autorais.
Na ocasião, o YouTube disse que trabalhava com as principais agências de talentos para melhorar a detecção de imagens problemáticas e proteger melhor os artistas.
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‘Seu patrimônio’
O YouTube “faz a coisa certa ao fornecer essas ferramentas gratuitamente aos talentos, para que possam proteger seu patrimônio”, afirmou Jason Newman, da empresa de representação e produção Untitled Entertainment.
“Seu patrimônio é seu rosto, seu corpo, quem eles são, o que fazem, sua forma de se expressar”, acrescentou em entrevista à revista Hollywood Reporter.
O desenvolvimento da ferramenta ocorre após queixas de personalidades americanas de destaque que denunciavam a complexidade do procedimento no YouTube para sinalizar e retirar um deepfake.
“Os riscos são especialmente altos porque os deepfakes podem ser usados para difundir desinformação, manipular mercados, prejudicar reputações ou fazer acreditar em um apoio enganoso. Uma detecção robusta já não é opcional”, explicou o responsável da Copyleaks.
“Os sistemas de detecção devem ser extremamente precisos, atualizados continuamente e associados a normas claras e procedimentos rápidos de remoção para serem eficazes”, afirmou.
“Isso não eliminará por completo os deepfakes, mas pode reduzir consideravelmente seu alcance e seu impacto, ao dificultar a circulação de conteúdos manipulados sem serem detectados ou questionados”, argumentou Yamin.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Musical retrata Gal Costa entre as luzes dos palcos e as sombras dos bastidores


Walerie Gondim interpreta Gal Costa (1945 – 2022) no musical em cartaz em São Paulo (SP) até 10 de maio
Edgar Machado / Divulgação
♫ CRÍTICA DE MUSICAL DE TEATRO
Título: Gal – O musical
Dramaturgia: Marilia Toledo e Emílio Boechat
Direção: Marilia Toledo e Kleber Montanheiro
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Há passagens ritualísticas que atravessam os 150 minutos da encenação de “Gal – O musical”. Três entidades – Ereskigal, Gilgamesh e Inana, personificadas pelos atores Badu Morais, Marco França e Fernanda Ventura – expõem em cena a dualidade entre o masculino (representação do mal na vida de Gal) e o feminino (símbolo da potência artística da cantora).
Esse conflito de gêneros retrata a contradição que permeou os 77 anos de vida de Maria da Graça Costa Penna Burgos (26 de setembro de 1945 – 9 de novembro de 2022), cantora que o Brasil imortalizou como Gal Costa e que os dramaturgos Marilia Toledo e Emílio Boechat retratam em cena com todos os contrastes entre as luzes dos palcos – cenários da vida pública da artista – e as sombras dos bastidores de uma vida particular nem sempre harmoniosa.
Abandonada pelo pai Arnaldo Burgos (falecido em 1959) e criada pela mãe, Mariah Costa Penna (1905 – 1993), com quem desenvolveu relação umbilical, Gal vivenciou a dualidade existencial explicitada mais no segundo ato do espetáculo em cartaz de sexta-feira a domingo, até 10 de maio, no 033 Rooftop, espaço do Complexo JK Iguatemi, em São Paulo (SP).
Em cena, sob a direção de Marilia Toledo e Kleber Montanheiro, Gal é interpretada por Walerie Gondim, atriz que se destacou em recente musical sobre Djavan ao mimetizar a cantora baiana em número musical. Em “Gal – O musical”, auxiliada por caracterizações que roçam a perfeição, Gondim convence como Gal em todas as fases da vida da artista, da Gracinha introspectiva da cidade natal de Salvador (BA) à estrela que ganhou brilho crescente na medida em que se desenvolveu como cantora, a partir de 1965, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Ainda que a voz cristalina de Gal tenha sido única pelo timbre irreproduzível, Gondim se sai incrivelmente bem nos números musicais, sobretudo nos temas de maior vivacidade rítmica, casos da marcha “Balancê” (João de Barro e Alberto Ribeiro, 1937) e da marcha-frevo “Festa do interior” (Moraes Moreira e Abel Silva, 1981), e um pouco menos em composições mais complexas, como “O quereres” (Caetano Veloso, 1984), música ouvida ao fim do espetáculo como síntese da dualidade e da imprevisibilidade que moveram a vida de Gal Costa.
Walerie Gondim convence na pele de Gal Costa (1945 – 2022), artista de alma introspectiva que se agigantava no palco
Mauro Ferreira / g1
“Gal – O musical” procura se desviar dos formatos convencionais dos espetáculos biográficos, opção enfatizada pela disposição de algumas canções no roteiro musical iniciado com “Vaca profana” (Caetano Veloso, 1984), mas segue no primeiro ato uma linha cronológica que mostra a trajetória de Gal dos primeiros anos até a consolidação como cantora em plena efervescência tropicalista.
É nesse contexto que entram em cena personagens reais e fundamentais na vida da artista, como Caetano Veloso (pouco reconhecível no registro do ator Edu Coutinho), Gilberto Gil (vivido por Théo Charles), João Gilberto (1919 – 1931) – personificado por Vinicius Loyola, ator que sobressai mais na pele do cantor Tom Zé – e o empresário e produtor Guilherme Araújo (1936 – 2007), mentor da imagem tropicalista de Gal, bem representado por Ivan Parente.
Sem falar em Waly Salomão (1943 – 2003) (Roma Oliveira) e em Maria Bethânia (Calu Manhães), retratada no texto com caráter altruísta e – pela primeira vez em musicais de teatro – posta em cena sem tons caricaturais impostos em outros espetáculos para extrair o riso fácil do espectador.
Com a ação distribuída por três palcos, a encenação de “Gal – O musical” resiste à tentação de atiçar o canto da plateia no estilo karaokê adotado por muitos espetáculos do gênero. As músicas estão sempre a serviço da dramaturgia que enfatiza Gal como a voz feminina da resistência ao autoritarismo do regime militar instaurado no Brasil em 1974.
Sob esse prisma político, o samba “País tropical” (1969) é revivido com oportuno deboche, não como o manifesto ufanista imaginado pelo autor Jorge Ben Jor.
A relação artística entre Gal Costa (1945 – 2022) e Maria Bethânia nos anos 1960 e 1970 é retratada em cena em tons afetuosos
Edgar Machado / Divulgação
Se o primeiro ato culmina com a encenação de números do já mítico show “Fa-tal – Gal a todo vapor” (1971), com a canção “Como dois e dois” (Caetano Veloso, 1971) evocando a barra pesada daqueles anos rebeldes, o segundo ato abre com a figura também mítica da ialorixá Maria Escolástica da Conceição Nazaré (1894 – 1986), a Mãe Menininha, decantada por Dorival Caymmi (1914 – 2008) na música interpretada por Gal com Bethânia. Mãe Menininha simboliza em cena a busca de Gal por um norte espiritual.
Esse segundo ato aborda a formação do grupo Doces Bárbaros em 1976 – momento em que se ouve “Fé cega, faca amolada” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974) com Gal, Gil, Bethânia e Caetano – e a construção da imagem da “Gal tropical” com show e disco de 1979. A partir dai, a narrativa se desloca para a vida particular de Gal.
Vivido nos anos 1980, o romance da cantora com a atriz Lúcia Veríssimo ganha relevo na ação, com direito a duetos românticos nas canções “Lua de mel” (Lulu Santos, 1984) e “Sorte” (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, 1985), em detrimento do longo relacionamento posterior de Gal com Wilma Petrillo, ignorado pelo texto.
A partir do rompimento do namoro com Lúcia, as sombras da alma de Gal dominam a cena, com a cantora deprimida em Nova York (EUA) e insensível aos apelos da mãe Mariah (Dani Cury, excelente desde a primeira aparição) para voltar ao Brasil. É quando as canções “Vapor barato” (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) e “Recanto escuro” (Caetano Veloso, 2011) são ouvidas em cena, deslocadas do contexto original dessas músicas na trajetória de Gal, para enfatizar o momento dissonante da vida da artista.
Contudo, a voz tamanha citada em verso da letra “Força estranha” (Caetano Veloso, 1978) se fez ouvir mais alto. Como a ação do musical se encerra em 2007 com a adoção por Gal do filho, Gabriel, o público menos informado sai do teatro sem saber que as luzes do palco encobriram as sombras da vida de Gal a partir do renascimento artístico da cantora com o lançamento do álbum “Recanto” em dezembro de 2011.
Nem por isso “Gal – O musical” perde encanto. Mesmo com omissões, perdoáveis em dramaturgia criada para fugir do já repetitivo padrão biográfico, o espetáculo tem méritos para contentar os admiradores de Gal Costa, grande e imortal cantora do Brasil.
Gal Costa (1945 – 2022) tem parte da vida contada em musical de dramaturgia pontuada pelo embate ritualístico entre o masculino e o feminino
Edgar Machado / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Scooby-Doo’: veja a 1ª imagem de Fred, Daphne, Velma e Salsicha na nova série


Primeira foto do elenco de ‘Scooby Doo: Origins’ é divulgada
Divulgação/Netflix
A primeira foto da série “Scooby-Doo: Origins” foi divulgada, mostrando Fred (Maxwell Jenkins), Daphne (McKenna Grace), Velma (Abby Ryder Fortson) e Salsicha (Tanner Hagen). Ainda não há imagens de como será a versão live-action de Scooby.
A foto (acima) foi publicada pela revista americana “Variety” nesta sexta (24).
Com oito episódios confirmados, a produção da Netflix é descrita como uma “reimaginação moderna” do desenho clássico.
Segundo a sinopse oficial, a trama se passa durante o último verão dos protagonistas em um acampamento, onde Salsicha e Daphne se envolvem no mistério de um assassinato sobrenatural.
Quem é quem no novo elenco
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Maxwell Jenkins como Fred Jones
O ator retorna à Netflix após protagonizar as três temporadas do reboot de “Perdidos no Espaço” como Will Robinson. Com passagens por séries como “Sense8” e “Reacher”, Jenkins assume o papel do líder do grupo.
“Scooby-Doo”: Maxwell Jenkins como Fred.
Foto: Divulgação
Abby Ryder Fortson como Velma Dinkley
Conhecida pelo grande público como Cassie Lang, a filha do herói nos dois primeiros filmes de Homem-Formiga (Marvel), Abby dará vida à pragmática e científica Velma.
“Scooby-Doo”: Abby Ryder Fortson como Velma Dinkley.
Foto: Divulgação
Tanner Hagen como Salsicha Rogers
O papel do desleixado Norville “Salsicha” Rogers ficou com Tanner Hagen.
Com passagens por séries como “The Pitt” e “Lawmen: Bass Reeves”, o ator também tem carreira como cantor e dançarino.
“Scooby-Doo”: Tanner Hagen como Salsicha.
Foto: Divulgação
Mckenna Grace como Daphne Blake
A atriz é um dos nomes mais requisitados da nova geração em Hollywood, com participações em “Ghostbusters: Mais Além” e “The Handmaid’s Tale”.
“Scooby-Doo”: Mckenna Grace como Daphne.
Foto: Divulgação
Histórico da franquia
Esta não é a primeira incursão da franquia no mundo do live-action. Em 2002, o filme “Scooby-Doo” chegou aos cinemas com Freddie Prinze Jr. e Sarah Michelle Gellar, arrecadando mais de US$ 250 milhões em todo o mundo.
Protagonista do desenho ‘Scooby-Doo, Cadê Você?’
Divulgação
Uma sequência, “Scooby-Doo 2: Monstros à Solta”, foi lançada em 2004.
Desde sua estreia na TV no final dos anos 1960, a marca Scooby-Doo se consolidou como um pilar da cultura pop, atravessando gerações com diversas encarnações animadas e derivados.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sertanejos Clayton & Romário revelam desejo de parceria no trap: ‘Acho que daria certo’


Clayton e Romário
Globo/ Angélica Goudinho
“A correria me obriga a ir
E eu só queria um tempo pra poder ficar
A sua presença é o que me faz feliz”
Os versos acima são do trapper Matuê. Mas se dependesse da dupla Clayton e Romário, poderia até ser de um hit sertanejo.
Em entrevista ao g1, sem citar nomes de nenhum artista em específico, Romário revelou sua vontade em fazer uma parceria dentro do trap, subgênero do rap, e falou sobre a conexão entre os gêneros musicais.
“Tenho essa vontade porque a gente vai conseguir mesclar dois segmentos que são super queridos. Vamos pegar o sertanejo e levar um pouco para um outro lado. E vamos também pegar o trap ali, que é de uma moçada muito nova, e trazer para ouvir também o sertanejo. Acho que é importante essa renovação acontecer sempre em todos os segmentos”, afirma Romário.
O cantor revelou que já tentou achar a música certa para a parceria, mas não conseguiu chegar ao resultado ideal.
“Já pedi para uns compositores, mas até então não conseguimos achar uma música onde a gente conseguisse produzir e tentar levar para frente.”
Mas será que a turma do trap aceitaria bem esse feat?
“Não sei por que eu não conheço muitas pessoas. Mas nas poucas músicas que eu escuto, eles falam muito de superação. Então tomara que eles tenham esse coração aberto do jeito que falam nas músicas, porque eu acho que daria certo.”
Dupla Clayton e Romário, dona do hit “Água no zói”, se apresentou no palco principal da Festa do Peão de Barretos
Ricardo Nasi/g1
Enquanto o feat com o trap não vem, eles seguem com as parcerias entre sertanejos mesmo.
A dupla lançou nesta quinta-feira (23) o álbum “Por Vocês Vol. 1”, primeira parte do novo DVD dos artistas. A faixa de estreia (“Não namora”) já estava no mercado desde 6 de março de 2026 e é uma parceria com Zé Neto e Cristiano.
O álbum completo, que conta com 23 faixas inéditas, também tem um feat com Jorge e Mateus. As duplas já uniram vozes em 2022 na música “Água nos Zói”, um dos maiores hits da carreira de Clayton & Romário.
“São duas participações de peso que eu tenho certeza que vão somar bastante”, afirma Romário.
Da farra ao romantismo
Os irmãos Clayton, de 40 anos, e Romário, de 35, soltam a voz juntos desde a infância. Em 2008, os goianos iniciaram uma carreira profissional entre bares e churrascarias da cidade de Barretos, no interior de São Paulo.
Mas foi só na pandemia, em 2020, que eles estouraram com a música “Pingaiada”, pinçada do álbum “No Churrasco”.
O projeto, em clima de farra e festa, ganhou o segundo volume. Mas a dupla também garantiu espaço no sertanejo romântico com “Namorando ou não”, em parceria com Luan Santana.
Clayton e Romário
Divulgação
Agora, Clayton & Romário mergulham um pouco mais nessa seara do romantismo e da sofrência, na tentativa de colocar a dupla em um novo patamar.
Referências para isso não faltam. Além de crescerem ouvindo artistas como Zezé Di Camargo e Luciano, Leonardo, Milionário & José Rico, Chitãozinho e Xororó e Chrystian & Ralf, eles também são fãs do cantor mexicano Luis Miguel e do espanhol Alejandro Sanz. A paixão pela música latina nasceu em 2003, ano em que moraram na Espanha ao longo de 8 meses.
“A gente sabe que as músicas animadas, que têm as letras mais fáceis e que são mais fáceis de chegar no público ou de acontecer, tomam uma proporção muito grande. Mas a gente sabe também que elas passam mais rápido.”
“Então a gente tentou trazer coisas mais conceituais [para este álbum], com alguns ritmos que a gente não tinha feito ainda”, afirma Clayton. “A gente espera que elas deem um respeito maior para o Clayton e Romário, e mude um pouco essa coisa de ser só da farra também.”
Para a dupla, as músicas conceituais são faixas com uma melodia que conta mais histórias.
“Elas têm uma dificuldade maior de ser trabalhada e de criar o pertencimento, só que quando se cria o pertencimento com uma música dessa magnitude, ela também permanece por muito mais tempo”, explica Romário.
Para chegar ao resultado final do disco, a dupla levou oito meses escolhendo o repertório.
Sertanejo de volta ao topo?
Clayton e Romário
Divulgação
Para Clayton, esse repertório mais conceitual pode ajudar a colocar o sertanejo de volta à predominância do Top 10 do Spotify.
Nos últimos meses, boa parte das primeiras posições do ranking da plataforma é dominada pelo funk. Há alguns anos, quem ocupava essa posição de quase hegemonia era o sertanejo.
“Eu acho que pelo menos uma ali no álbum vai ter esse trabalho maior de impactar as pessoas. E se acontecer, nós vamos não só estar sendo abençoados com o sucesso que vai durar mais, mas também trazendo o Top 10 mais para o sertanejo”, deseja Romário.
Músicas mais curtas
Como funk desbancou sertanejo e se tornou maioria no Top 10 do Spotify
Um dos pontos que ajudaram a colocar o funk nas primeiras posições é o fato de os artistas apostarem em faixas mais curtas, com cerca de dois minutos.
Clayton explica que, ao longo dos anos, a música sertaneja já foi reduzindo seu tempo – principalmente para se encaixar no tempo disponível das rádios. Mas ele afirma que não pensam sobre isso na hora de produzir uma faixa.
“É difícil a gente mensurar essas coisas. Mas quando a gente foi produzir, a gente produz de acordo com o que a música pede”, afirma.
“E a coisa do primeiro lugar, de estar ali…isso é números, né? A gente vê que o sertanejo começa a ficar mais no topo de sexta-feira para frente. Porque o público que escuta sertanejo, na maioria das vezes, está trabalhando, não fica escutando música o tempo inteiro. Quem escuta o funk, o trap, é a galera mais nova, que vai para escola com fone na orelha escutando.”
Clayton & Romário anima público no palco arena em Barretos (SP)
Ricardo Nasi/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Operação Narco Fluxo: como indústria musical era usada no esquema de lavagem de dinheiro envolvendo MC Ryan SP


MC Ryan desceu do palco e tirou foto com fãs na grade da Festa Junina de Votorantim (SP)
@danylomarttins-25/Festa Junina de Votorantim/Divulgação
O relatório da Polícia Federal que resultou na Operação Narco Fluxo aponta que MC Ryan SP utilizava a indústria da música (cachês, despesas de shows e pagamento de royalties) para lavar dinheiro proveniente de rifas e casas de apostas ilegais.
De acordo com o relatório da PF ao qual o g1 teve acesso, a indústria fonográfica ocupa um papel central no esquema. Segundo as investigações, é por meio dela que MC Ryan SP consegue misturar valores lícitos e ilícitos. Em suma, a operação seria:
Parte dos valores que entra nas contas das empresas do artista têm origem ilegal, como bets e rifas ilegais, e são responsáveis por custear despesas de equipe;
Também há valores de produtoras do funk, como a GR6, que realizou depósitos sem lastro contratual
Os valores ilegais se misturam no fluxo de quantias legais, como pagamentos feitos pela gravadora Sony, dando “credibilidade” para as movimentações;
Com as quantias lícitas e ilícitas misturadas, a última etapa da lavagem é a aquisição de bens de luxo para o patrimônio pessoal do cantor
No dia 15 de abril, a Operação Narco Fluxo cumpriu 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos.
Na quinta-feira (23), após idas e vindas, a Justiça converteu as prisões de Ryan, Poze e outros investigados em temporária — ou seja, sem prazo fixo para terminar.
🔍A prisão temporária é usada no começo das investigações, quando a polícia ainda está reunindo provas. Ela tem prazo definido, geralmente de 5 ou 30 dias, e pode ser prorrogada em alguns casos. Já a preventiva não tem um prazo fixo. Ela é determinada por um juiz quando há risco, por exemplo, de a pessoa atrapalhar as investigações, fugir ou continuar cometendo crimes.
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Operação Narco Fluxo e a relação com a música
De acordo com as investigações da PF, o dinheiro sujo vem de rifas e bets ilegais. Esses valores, segundo a PF, estão entrando no ecossistema do MC Ryan SP e sendo direcionados para o pagamento de despesas corriqueiras de um artista, como fretamento de ônibus, diárias e alimentação da equipe.
Além disso, produtoras como a GR6 repassam dinheiro direto para a pessoa jurídica de MC Ryan. A polícia aponta que os valores, um deles na casa de R$ 1,5 milhão, não possuem lastro contratual verificável, sendo pagamentos fictícios ou, como diz a investigação, “simulação de despesas”.
Entre as quantias lícitas que entram no fluxo de movimentações de Ryan SP, estão os pagamentos de gravadoras. A polícia aponta, por exemplo, o repasse de R$ 114.243 da gravadora Sony para a produtora do cantor.
O funkeiro MC Ryan SP
Divulgação
Para a Polícia Federal, esses pagamentos da indústria fonográfica servem para dar “credibilidade” à conta, dissimulando os outros milhões ilícitos que passam por esse ecossistema.
Ainda segundo o relatório, a última etapa do processo de lavagem se dava com a compra de bens de alto luxo, como imóveis em condomínios fechados, veículos esportivos e joias. Depois de percorrer todo o fluxo, o dinheiro era diretamente destinado a esses bens.
Entenda a Operação Narco Fluxo
O MC Ryan SP, o MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil ‘Choquei’, das Redes Sociais.
Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais
A Operação Narco Fluxo foi resultado de uma investigação que começou muito antes dos mandados de busca e prisão.
Segundo a Polícia Federal, o ponto de partida foi a análise de arquivos armazenados no iCloud, sistema de armazenamento em nuvem da Apple, do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos durante uma operação anterior, a Narco Bet, que já era derivada da Operação Narco Vela, ambas deflagradas em 2025.
O g1 reuniu o que se sabe sobre o caso até agora.
Como a investigação começou?
O que dizem as defesas?
O que foi apreendido?
Qual era o papel dos influenciadores?
Quem eram os operadores do esquema?
Qual seria o papel de MC Poze do Rodo no esquema?
Qual seria o papel de MC Ryan SP no esquema?
Por que o iCloud foi importante?
Como a investigação começou?
Da esquerda para direita, MC Ryan SP, Poze do Rodo e Rodrigo Morgado
Reprodução/YouTube e Instagram
A investigação atual nasceu de provas reunidas durante a Operação Narco Bet, de outubro de 2025, instaurada após a Narco Vela, de abril do mesmo ano. As operações apuravam lavagem de dinheiro ligada a apostas, tráfico internacional de drogas, grandes quantias em espécie, transferências bancárias e criptoativos.
Segundo a decisão judicial, o núcleo de inteligência da PF analisou arquivos do iCloud de Rodrigo de Paula Morgado, identificado como contador e operador financeiro do grupo.
A partir disso, os investigadores encontraram indícios de uma organização criminosa voltada à lavagem de capitais, com agentes responsáveis pela captação, internalização, custódia e redistribuição de dinheiro em espécie.
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Como um backup no iCloud derrubou o esquema que levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
Por que o iCloud foi importante?
Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros.
Na prática, o backup do iCloud virou uma espécie de “mapa” da organização criminosa. Foi a partir dele que a PF conseguiu identificar a relação entre operadores financeiros, empresas de fachada, influenciadores e artistas. Rodrigo depositava grande confiança na segurança digital do iCloud, o que acabou permitindo à Polícia Federal mapear a organização
O próprio Rodrigo de Paula Morgado é apontado pela PF como peça-chave do grupo. Segundo a decisão, ele articulava transferências bancárias, auxiliava na proteção patrimonial de MC Ryan SP e fazia repasses em nome de terceiros, além de prestar serviços de gerenciamento financeiro, ocultação patrimonial e evasão fiscal.
A Justiça autorizou, inclusive, novas apreensões de dados armazenados em nuvem, como iCloud e Google Drive, além de celulares, HDs, notebooks e smartphones, com acesso imediato aos conteúdos durante as buscas.
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Funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo; e influencers Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira foram presos pela PF
Reprodução/Redes sociais
Operação da PF prende Mc Ryan SP e Poze do Rodo
Qual seria o papel de MC Ryan SP no esquema?
Segundo a decisão judicial, Ryan Santana dos Santos, nome de MC Ryan SP, foi identificado como líder e principal beneficiário econômico da engrenagem.
A PF afirma que ele usava empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais e rifas digitais.
Ainda segundo a investigação, Ryan teria montado mecanismos de blindagem patrimonial, transferindo participações societárias para familiares e terceiros, além de usar operadores financeiros para afastar o dinheiro ilícito de sua pessoa física antes de reinseri-lo na economia formal.
Segundo a PF, os recursos eram reinvestidos em imóveis, carros de luxo, joias e outros ativos de alto valor. A Justiça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de R$ 10 mil, joias, relógios, carros, motos, embarcações, aeronaves e outros itens de luxo encontrados com os investigados.
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Qual seria o papel de MC Poze do Rodo no esquema?
Segundo a decisão judicial, Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, nome de registro de MC Poze do Rodo, aparece vinculado a empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos oriundos de rifas digitais e apostas ilegais.
A investigação aponta que ele integrava a engrenagem financeira da organização ao lado de outros operadores e empresas usadas para captar, fragmentar e redistribuir dinheiro. Uma das empresas ligadas ao funkeiro e incluídas na lista de bloqueios judiciais é a EMPOZE – Editora, Gravadora e Prestação de Serviços Ltda.
Segundo a PF, Poze do Rodo foi preso em casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, e pode responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.
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Colar com imagem de Pablo Escobar e armas foram apreendidos pela PF contra MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
Divulgação/PF
Quem eram os operadores do esquema?
A investigação descreve uma estrutura com funções bem definidas.
Tiago de Oliveira é apontado como braço-direito de MC Ryan SP, atuando como procurador e gestor financeiro do artista. Segundo a PF, ele centralizava recursos, redistribuía dinheiro a operadores e participava de negociações imobiliárias em favor do cantor.
Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga ou Xandex, teria feito a ponte entre plataformas de apostas e empresas ligadas a Ryan, recebendo dinheiro de processadoras de pagamento e repassando os valores para o núcleo do grupo. A PF afirma que ele realizava centenas de transferências fracionadas, prática conhecida como “smurfing”.
Outros investigados, como Arlindma Gomes dos Santos, Lucas Felipe Silva Martins e Sydney Wendemacher Junior, aparecem como operadores logísticos, “testas de ferro” e titulares formais de bens ligados ao cantor.
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Como funcionava o esquema?
Segundo a PF, o dinheiro tinha origem em bets ilegais, rifas clandestinas, estelionato digital e tráfico internacional de drogas.
Os recursos eram pulverizados em várias contas bancárias para dificultar o rastreamento. Depois, passavam por operadores financeiros, empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e criptomoedas.
A investigação aponta que o grupo usava técnicas típicas de lavagem de dinheiro, como fracionamento de depósitos, contas de passagem, empresas de fachada, laranjas, holdings, triangulação de receitas, criptoativos e evasão de divisas.
Segundo a Justiça, a organização operava com características de uma instituição financeira clandestina, usando mecanismos próprios de compensação, controle e registro.
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À esquerda, MC Ryan SP, apontado como líder da organização criminosa; à dir., Raphael Sousa Oliveira, dono da ‘Choquei’
Reprodução/ Redes sociais
Qual era o papel dos influenciadores?
A PF afirma que influenciadores e páginas de grande alcance eram usados para divulgar apostas, rifas e melhorar a imagem pública do grupo.
O influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, é apontado na decisão como operador de mídia da organização. Segundo a PF, ele recebia valores diretamente de Ryan, Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior para divulgar conteúdos favoráveis ao cantor, promover plataformas de apostas e rifas e atuar na mitigação de crises de imagem.
Já a influenciadora Chrys Dias e outros nomes ligados a marketing digital aparecem na investigação como financiadores, divulgadores ou intermediários de valores oriundos de rifas digitais.
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O que foi apreendido?
Durante a operação, a PF apreendeu carros de luxo, relógios, joias, armas, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
Um dos itens que mais chamou atenção foi um colar com a imagem de Pablo Escobar dentro do mapa do estado de São Paulo, encontrado na casa de MC Ryan SP.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores até R$ 1,63 bilhão, além do bloqueio de criptomoedas em corretoras como Foxbit, Mercado Bitcoin, Binance e Coinbase.
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O que dizem as defesas?
A defesa de MC Ryan SP afirmou que ainda não teve acesso aos autos, que correm sob sigilo, mas declarou que todas as transações financeiras do cantor são lícitas e possuem origem comprovada.
Já a defesa de MC Poze do Rodo disse desconhecer o teor do mandado de prisão e afirmou que vai se manifestar na Justiça assim que tiver acesso ao processo.
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Familiares de MC Ryan vão à porta de presídio pedir liberdade para funkeiro após habeas corpus

Fonte: G1 Entretenimento

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Francis Hime e Simone navegam juntos pelas águas do show ‘Embarcação’, atração do Rio nas terças-feiras de maio


Francis Hime e Simone fazem show juntos, pela primeira vez, no projeto ‘Terças no Ipanema’
Cláudia Brandão / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Como sinalizado nas redes sociais de Francis Hime no início de março, o compositor, pianista e maestro carioca se junta a Simone em show inédito, “Embarcação”, atração do mês de maio do projeto “Terças no Ipanema”, idealizado por Flávia Souza Lima para o Teatro Ipanema, palco tradicional da cidade do Rio de Janeiro (RJ) desde a década de 1970.
Serão somente quatro apresentações agendadas para 5, 12, 19 e 26 de maio. Dirigido por Olivia Hime, o show reproduz no título “Embarcação” o nome do samba de Francis Hime e Chico Buarque gravado por Simone no álbum “Corpo e alma” (1982).
Com Francis ao piano e os toques eventuais dos músicos Chico Lira nos teclados e Hugo Pilger no violoncelo, os cantores abordarão músicas do magistral cancioneiro de Francis – “Minha” (Francis Hime e Ruy Guerra, 1966), “Trocando em miúdos” (Francis Hime e Chico Buarque, 1975), “Gente carioca” (Francis Hime, 1997) e “Samba para Martinho” (Francis Hime, Geraldo Azevedo e Olivia Hime, 2025) – entre composições eternizadas na voz de Simone, casos de “O que será (À flor da terra)” (Chico Buarque, 1976), “Jura Secreta” (Sueli Costa e Abel Silva, 1977) e “Começar de novo” (Ivan Lns e Vitor Martins, 1979).
Idealizado para o projeto “Terças no Ipanema”, o show “Embarcação” reforça a conexão profissional de Simone com Francis Hime, iniciada em 1977, ano em que a cantora gravou pela primeira vez uma música do compositor – “Valsa rancho”, parceria de Francis com Chico Buarque. – no álbum “Face a face”.

Fonte: G1 Entretenimento