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‘Michael’: veja quais são os principais trechos musicais da cinebiografia do Rei do Pop


Momentos do Rei do Pop no filme ‘Michael’
Divulgação
‘Michael’, a cinebiografia do Rei do Pop, Michael Jackson, vem recebendo críticas extremamente negativas pelo mundo, ao mesmo tempo que vem sendo aclamado pelos fãs.
No entanto, a obra tem um ponto de convergência entre críticos e admiradores do artista: os momentos de música no longa.
Ao longo das pouco mais de 2h, o filme se aproveita da trajetória musical de Michael Jackson (interpretado pelo seu sobrinho, Jaafar Jackson) para prender a atenção do público.
‘Michael’, cinebiografia do rei do pop, emociona com música, mas não explora o personagem
Contando sua história desde o nascimento do quinteto Jackson 5, formado por Michael e seus irmãos, até o início da turnê “Bad”, no final dos anos 1980, a obra dirigida por Antoine Fuqua deixa de lado momentos importantes da vida do Rei do Pop fora dos palcos para reproduzir momentos musicais icônicos.
O g1 separou os principais momentos musicais do filme ‘Michael’. Confira:
Gravação de “I Want You Back”
Mesmo passando de forma muito acelerada, a infância de Michael Jackson e sua presença no Jackson 5 têm um grande valor. Para além dos momentos na TV, cantando os clássicos “ABC” e “I’ll Be There”, o grande momento fica por parte da gravação de “I Want You Back”.
Na cena, Michael (que na infância é interpretado por Juliano Valdi) está nos estúdios da Motown sob os olhares do produtor Berry Gordy (Larenz Tate). Mesmo se mexendo sem parar, o astro deixa todos incrédulos com sua capacidade vocal.
A criação de ‘Off The Wall’
Já adulto, ele se prepara para lançar seu quinto álbum solo e o primeiro em parceria com o produtor Quincy Jones.
Michael entra no estúdio e pede para Quincy abaixar um pouco as luzes. Nesse momento, ele fecha os olhos, se concentra e fala frases positivas antes de iniciar a gravação de “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, faixa que abre o álbum e impulsiona a carreira do astro para um outro patamar.
Enquanto a música segue de fundo, imagens da sequência de prêmios e da gravação do videoclipe do single seguem. Aliás, para quem assistiu oa programa “Video Show”, que utilizava a canção como trilha, é difícil não arrepiar.
‘Beat It’ com gangues de rua
Michael Jackson talvez seja o maior performer que o planeta Terra já tenha visto. Dançava e se entregava como poucos. E numa das suas músicas mais icônicas, ele contou com uma ajuda “diferente”.
O filme retrata que, após ver uma reportagem sobre a série de crimes violentos em Los Angeles causados pela rivalidade entre as gangues Bloods e Cribs, o Rei do Pop decide reunir criminosos dos dois lados para ajudá-lo na coreografia.
A reunião aconteceu, mas a maneira como a união entre gangsters é tratada do filme fica boba. Porém, ter uma ideia (mesmo que fictícia) de como aquela dança se construiu emociona.
Gravação de ‘Thriller’
Ao criar o que se tornaria o disco mais vendido da história da música, Michael Jackson tinha uma ideia clara: faria “mini-filmes” das canções do álbum “Thriller”, com destaque para faixa-título.
O videoclipe (ou o curta de terror) virou um ícone audiovisual que vai muito além da música. O diretor Antoine Fuqua teve uma ótima sacada de mostrar como Michael era detalhista, interferindo nas tomadas e outros detalhes da gravação.
Esse, talvez, seja o momento onde a semelhança entre o Jaafar Jackson e seu tio mais impressiona o espectador.
O nascimento do moonwalK
O filme não mostra, mas Michael Jackson (e seus irmãos) deixaram a gravadora Motown em 1976 de forma pouco amigável após conflitos sobre a direção que queriam tomar para carreira.
Em 1983, com os ânimos mais calmos, Michael topou fazer uma apresentação com o Jackson 5 e mostrar um dos sucessos no momento: Billie Jean.
A apresentação que marcava os 25 anos da Motown se tornou um dos grandes momentos da história da música, com o clássico moonwalk “nascendo” para o mundo.
Show final da ‘Victory Tour’
Próximo do final, o filme apresenta a “Victory Tour”, turnê caça-níquel do Jackson 5 imposta pelo pai e antigo empresário de Michael, Joseph Jackson.
Com “Wanna Be Startin’ Somethin'” bombando nas caixas, Michael dá tudo de si na despedida e, no palco, anuncia que não cantará mais com os irmãos – quebrando a expectativa de Joseph em rodar o mundo com a turnê.
No filme, esse é o momento derradeiro onde Michael Jackson corta de vez a relação com seu pai.

Fonte: G1 Entretenimento

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Moacyr Luz e Gabriel Moura se juntam na cadência da brasilidade que rege o álbum colaborativo ‘Moa + Moura’


Moacyr Luz (à esquerda) e Gabriel Moura abordam oito músicas no álbum ‘Moa + Moura’ no formato vozes e violões
Rafael Wainberg / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O samba volta e meia atravessa os corações de Moacyr Luz e Gabriel Moura na cadência da imaginação. Esse é o mote da letra de “Atravessado”, samba de Moacyr Luz, Fred Camacho e Pretinho da Serrinha que abre “Moa + Moura”, álbum que junta os dois bambas em oito músicas gravadas ao vivo no Estúdio Central, no Rio de Janeiro (RJ), com as vozes e os violões dos artistas, além da percussão criada por Rodrigo Pirituba a partir de toca-fitas e ouvida justamente no samba “Atravessado”.
Produzido por Gabriel Moura e Moacyr Luz com Rico Manzano, o álbum “Moa + Moura” foi lançado na quinta-feira, 23 de abril, dia de São Jorge e aniversário de nascimento de Pixinguinha (1897 – 1973).
Entre composições inéditas e regravações das obras dos artistas, o repertório segue no balanço da brasilidade, alinhando músicas como o samba “Brasis” (Moacyr Luz, Gabriel Moura e Jovi Joviniano), o xote “Chamego” (Gabriel Moura e Gabriel Rossi), “Chora Brasil” (Moacyr Luz, Gabriel Moura e Pierre Aderne), “Fala Brasil” (Gabriel Moura e Tata Spalla), “Luaê” (Gabriel Moura), “Mariazinha” (Moacyr Luz e Sereno) e “Banzo” (Gabriel Moura).
Capa do álbum ‘Moa + Moura’, de Moacyr Luz e Gabriel Moura
Rafael Weiberg / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Nedra Talley Ross, última membro original do grupo Ronettes, morre aos 80 anos


The Ronettes
Reprodução
Nedra Talley Ross, última integrante original do grupo Ronettes, morreu aos 80 anos. O anúncio foi feito na conta oficial do grupo em uma rede social, neste domingo (26).
“É com o coração pesado que compartilhamos a notícia do falecimento de Nedra Talley Ross. Ela era uma luz para todos que a conheciam e amavam”, diz a publicação.
“A voz, o estilo e o espírito de Nedra ajudaram a definir um som que mudaria a música. Sua contribuição para a história do grupo e sua influência marcante viverão para sempre”, continua o texto.
O grupo vocal americano foi formado em 1957 pelas irmãs Ronnie Spector e Estelle Bennett, e a prima Nedra Talley.
A causa oficial da morte de Nedra não foi informada.
Vídeos em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta garimpa o ouro da existência na ruptura espiritual de ‘Equilibrium’, sem renegar o funk em álbum corajoso


Anitta nunca soou tão brasileira como no álbum ‘Equilibrium’, disco repleto de atabaques e faixas impregnadas de espiritualidade
Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Equilibrium
Artista: Anitta
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Anitta nunca foi tão brasileira como no álbum “Equilibrium” – nem mesmo quando fazia álbuns para o mercado fonográfico nacional na primeira metade dos anos 2010 – e, até por isso, é surpreendente que “Equilibrium” tenha chegado ao topo do Spotify global.
Referências de brasilidade sempre estiveram presentes, em maior ou menor grau, nos discos gravados pela artista carioca para o mercado pop internacional. Basta lembrar o flerte com a bossa nova e a MPB em feat com Caetano Veloso em “Você mentiu”, faixa do álbum “Kisses” (2019).
Contudo, “Equilibrium” é álbum enraizado na espiritualidade afro-brasileira, se alimenta da força rítmica nacional e representa salutar ruptura na discografia da artista, cujo último álbum internacional, “Funk generation” (2024), reprocessou o batidão carioca para os gringos com os códigos do universo pop internacional.
A busca espiritual da artista rege o disco apresentado em 16 de abril com 15 faixas que totalizam 43 minutos. Mesmo os funks, como “Meia noite” e “Nanã”, estão impregnados de referências da umbanda e de atabaques.
Alocado na 14º faixa do álbum, o inebriante funk “Meia noite” – formatado com o trio Los Brasileros – faz baixar a Pomba Gira que aparece já na primeira música do disco, “Desgraça”, samba de batida lo-fi. Já “Nanã” se nutre do canto ancestral dos Tincoãs ao referenciar a música mais emblemática do repertório do trio baiano, “Cordeiro de Nanã” (Mateus Aleluia e Dadinho, 1977), misturando funk com o rap de Rincon Sapiência, convidado da faixa ao lado de King Saints.
Celeiro da espiritualidade afro-brasileira, a Bahia está entranhada no álbum, seja na arquitetura de “Bemba”, iguaria de Magary Lord e Samir Trindade degustada por Anitta com Luedji Luna, seja na versão em espanhol de “Várias queixas” (Germano Meneghel, Afro Jhow e Narcizinho, 2012), sucesso do grupo Olodum popularizado em clima mais pop romântico pelo trio Gilsons.
“Varias quejas” é o aceno de Anitta para o mercado pop latino de língua hispânica juntamente com a simples presença da cantora colombiana Shakira em “Choka choka”, potente funk bilíngue, em espanhol e em português, concebido pela Girl from Rio para celebrar as caboclas da cultura indígena brasileira.
Nesse mosaico de fé e festa montado por Anitta ao longo das 15 faixas do álbum “Equilibrium”, a energia feminina reina com as presenças de mulheres como Liniker em “Caminhador”, Marina Sena – convidada de Anitta em “Mandinga”, boa faixa calcada na energia do sample da gravação original de “Canto de Ossanha” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966) – e de Melly em “Ternura”.
Há excesso de feats neste álbum em que Anitta se desvia da fórmula do pop do maisntream. Mas é justo reconhecer que o suingue do trio Os Garotin se afina com o R&B romântico “Caso de amor” e que o grupo de reggae Ponto de Equilíbrio está em casa no balanço jamaicano de “Deus existe”.
Se há excesso de feats, há também excesso de músicas. No conjunto da obra, o samba “Pinterest” soa totalmente dispensável no álbum “Equilibrium”, até porque a música já tinha sido lançada em 5 de março em single que sinalizou a nova era de Anitta.
“Equilibrium” jamais renega o funk que deu nome e fama a Anitta, ainda que não seja dominado pelo gênero. “Vai dar caô”, faixa com Ebony e Papatinho direcionada para os bailes, poderia figurar em qualquer álbum anterior da cantora.
Na tentativa de harmonizar o passado da artista no funk com o presente de Anitta nessa busca espiritual, o álbum “Equilibrium” por vezes peca pelo excesso, mas sem jamais deixar de se impor como um bom disco. Até porque, quando o álbum se encerra no tempo sereno do mantra “Ouro”, faixa de cinco minutos que junta Anitta com o duo Emanazul e traz discurso falado que prega o equilíbrio buscado pela artista no dia-a-dia, fica a certeza de que o álbum “Equilibrium” é corajoso, honesto.
Acima de tudo,“Equilibrium” está em sintonia com o momento pessoal de Anitta, deixando em segundo plano a tentativa de encontrar o ouro falso e ilusório do mercado.
Capa do álbum ‘Equilibrium’, de Anitta
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Marina Lima valida assinatura moderna da obra autoral, entre perdas e ganhos, no show dos 70 anos


Marina Lima apresenta o show ‘Marina Lima 70’ no Rio de Janeiro (RJ) um mês após a estreia em Porto Alegre (RS)
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Marina Lima 70
Artista: Marina Lima
Data e local: 25 de abril de 2016 na Fundição Progresso (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Não, Marina Lima não evita as músicas do recém-lançado 18º álbum de estúdio da artista – “Ópera Grunkie” (2026), alvo de controvérsias nas redes sociais por conta de críticas negativas – no roteiro do show da turnê “Marina Lima 70”, estreado em Porto Alegre (RS) em 28 de março e apresentado no Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 25 de abril, para plateia calorosa que incluiu estrelas como os cantores Caetano Veloso e Ney Matogrosso.
O álbum está longe de ser a tônica do show, mas estão lá no roteiro músicas como “Só que não” (Marina Lima, Adriana Calcanhotto e Giovanni Bizzotto, 2026), “Olívia” (Marina Lima, Arthur Kunz e Renato Gonçalves, 2026) – tema que perde um pouco do clima de festa fora do contexto original do álbum – e o “Samba pra diversidade” (Marina Lima, 2026), cantado pela autora diante da exposição no telão de bandeira com todas as cores do amor.
Sem falar em “Meu poeta” (Marina Lima, 2026), emblema do luto que atravessa o álbum “Ópera Grunkie” pela morte recente do irmão e parceiro letrista da artista, Antonio Cicero (1945 – 2024), poeta de escrita moderna que, na década de 1980, ajudou a renovar a lírica do universo pop roqueiro nacional em sintonia com as letras de contemporâneos como Tavinho Paes (1955 – 2024), nome não por acaso também presente na discografia antenada de Marina Lima.
Marina Lima apresenta na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro (RJ), o show em que celebra 70 anos de vida
Rodrigo Goffredo
Contudo, o show “Marina Lima 70” representa sobretudo a afirmação e validação da assinatura singular da desde sempre moderna obra autoral desta cantora e compositora que também se impôs como instrumentista no universo historicamente masculino do rock. Simbolicamente, aliás, foi tocando uma guitarra que a artista apareceu no palco da Fundição Progresso, cantando o rock “Pra começar” (Marina Lima, 1986) na abertura do show.
A imagem desse início remeteu à foto de Marina empunhando uma guitarra na contracapa do primeiro álbum, “Simples como fogo” (1979), como sinal de coerência da artista ao longo dos 50 anos de carreira iniciada em 1976, então ainda somente como compositora, quando Maria Bethânia gravou a (censurada) música “Alma caiada”, composta por Marina a partir de poema de Cicero, musicado à revelia do poeta.
Gata todo dia aos 70 anos, completados em 17 de setembro de 2025, Marina Lima sensualizou (sem apelação) com a bailarina e coreógrafa Carol Rangel em determinado momento do show e alternou figurinos ao longo dos 90 minutos da apresentação. Tudo soou natural para uma cantora que pôs o sexo explicitamente em pauta no pop brasileiro dos anos 1980.
Por mais que as músicas do álbum “Ópera Grunkie” tenham sucumbido diante do cancioneiro pregresso de Marina Lima, inferioridade corroborada pela frieza momentânea da plateia na apresentação das músicas novas, mas também justificada pelo fato de as canções do álbum ainda serem pouco conhecidas, a disparidade se diluiu diante da cena charmosa do show “Marina Lima 70”.
Marina Lima canta músicas como ‘Criança’ (1991) no show ‘Marina Lima 70’
Rodrigo Goffredo
Maestra da banda formada pelos músicos Arthur Kunz (bateria e programações), Carol Mathias (baixo, teclados, sintetizadores e vocais), Giovanni Bizzotto (violão e vocal) e Gustavo Corsi (guitarra), Marina Lima celebrou a força de uma obra já atemporal.
Marina tem uma autoridade e uma autoralidade que a fazem parecer ser a compositora de músicas de lavras alheias como “À francesa” (Claudio Zoli e Antonio Cicero, 1989) – sucesso que salvou a pátria (sob prisma mercadológico) no tenso álbum “Próxima parada” (1989) – e “Pessoa” (Dalto e Claudio Rabello, 1983), sucesso de Dalto do qual Marina se apropriou com personalidade, dez anos depois do lançamento da canção, em gravação feita para o álbum “O chamado” (1993).
De novidades na voz de Marina Lima, o show dos 70 anos da artista apresentou a irresistível canção “Quem sabe isso quer dizer amor” (Lô Borges e Marcio Borges, 2002) – brevemente entoada pela artista após a banda começar a cantar a música – e “Condição” (Lulu Santos, 1986), funk lançado há 40 anos na voz do autor Lulu Santos e cantado na íntegra por Marina.
Marina Lima sempre gostou dessa música de Lulu e, no roteiro do show, a conectou sagazmente com “Criança” (1991), música de autoria da própria artista, composta com ecos da black music norte-americana. “Criança” foi apresentada pela autora no álbum mais coeso e mais refinado da artista, “Marina Lima” (1991), obra-prima cujo repertório também inclui “Acontecimentos” (Marina Lima e Antonio Cicero, 1991), música alocada no bis em que a cantora rebobinou três músicas do show anterior “Rota 69” (2024).
Marina Lima troca de figurino ao longo do show dos 70 anos
Rodrigo Goffredo
Para alegria da plateia ávida por hits, Marina encadeou nesse bis “Nada por mim” (Herbert Vianna e Paula Toller, 1985), “Nem luxo nem lixo” (Rita Lee e Antonio Cicero, 1980) e “Uma noite e 1/2” (Renato Rocket, 1987) com efeito catártico no público.
Antes do bis, o show foi encerrado em belíssimo anticlímax com a balada cool “Não sei dançar” (1991), música mais aclamada de Alvin L (1959 – 2026), compositor que saiu de cena no último dia 5 de abril. Momentos após aparecer no palco da Fundição Progresso, Marina Lima já disse que a estreia carioca do show dos 70 anos seria dedicada a Alvin L, de quem se tornou parceira a partir de 1993.
Alvin mereceu a dedicatória nessa bela estreia no Rio de Janeiro (RJ) em que Marina Lima, entre perdas e ganhos (inalienáveis em se tratando de artista que já nada precisa provar a ninguém), se confirmou antenada e em constante movimento, mesmo quando aciona em cena a máquina de sucessos impagáveis.
Marina Lima toca violão e guitarra no show ‘Marina Lima 70’
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Associar L7nnon a John Lennon para tentar alterar o nome artístico do rapper é ação que carece de sensatez…


L7nnon vence Yoko Ono na ação movida pela viúva de John Lennon (1940 –1980)
Reprodução / Facebook L7nnon
♫ OPINIÃO
♬ Ao ler reportagem da editoria Pop & Arte do g1, tomei conhecimento – com misto de espanto e surpresa – de que Yoko Ono tinha entrado com ação na Justiça para tentar mudar o nome artístico do rapper carioca L7nnon por entender que poderia haveria associação mercadológica entre o artista brasileiro e o cantor e compositor inglês John Lennon (1940 – 1980), do qual Yoko é viúva.
Felizmente, prevaleceu o bom senso e a Justiça deu ganho de causa a L7nnon, por ora, com o argumento, lógico e para mim irrefutável, de que inexiste real associação entre as marcas dos dois artistas simplesmente porque inexiste ligação entre os artistas.
Fez-se justiça, não somente porque o rapper – nascido Lennon dos Santos Barbosa Frassetti – adotou o nome artístico de L7nnon, com um 7 no lugar do e, mas também e principalmente porque o rapper habita outro universo musical, bem distante do cantor e compositor projetado mundialmente nos anos 1970 como integrante do grupo britânico The Beatles.
Não há a menor chance de alguém confundir os dois artistas ou as duas marcas artísticas. A ação movida por Yoko carece de sensatez. E, pelo visto, a 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) também teve esse entendimento, já que determinou que “deve prevalecer a solução que permite a coexistência pacífica das marcas, fundamentada na ausência de confusão real no mercado”.
Li na reportagem do g1 que Yoko ainda pode recorrer da decisão jurídica. Mas espera-se que a artista, em tomada de consciência, desista de prosseguir com o embate judicial. Falta fundamento a essa ação. Que prejuízo L7nnon pode causar aos herdeiros de John Lennon por simplesmente estar em cena com nome artístico parecido com o do sobrenome do cantor inglês?
Afinal, o sobrenome Lennon, de origem irlandesa, já existia antes de John. É fato que o Beatle popularizou o sobrenome em escala mundial a partir de 1962, mas, antes dele, já havia pessoas com o sobrenome Lennon em várias partes do mundo.
Enfim, fez-se justiça para L7nnon. Que prevaleça o bom senso de Yoko Ono ao não recorrer da justa decisão!…

Fonte: G1 Entretenimento

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Alice ‘puxa a rede’ da família Caymmi ao dar voz ao ‘Canto de Obá’ no álbum em que recria a obra do avô Dorival


Alice Caymmi com um ano de idade no colo do avô, Dorival Caymmi (1914 – 2008)
Acervo pessoal Alice Caymmi / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Construída ao longo da década de 1940, a parceria musical do compositor baiano Dorival Caymmi (30 de abril de 1914 – 16 de agosto de 2008) com o escritor conterrâneo Jorge Amado (10 de agosto de 1912 – 6 de agosto de 2001) gerou em 1947 uma música em feitio de oração, “Canto de Obá”, em que o patriarca da família Caymmi pede ao orixá Xangô proteção para toda a família.
“É meu pai Xangô, é meu pai / Protege teu filho / Teu filho Caymmi / Dorival Obá, Onikoyi / E Stella Caymmi / A mãe de Dori / De Nana e Danilo / Que é musa e mulher /Que é amor e amiga / Stella estrela / Da minha cantiga. amor recebi, ai / Por ser teu Obá Onikoyi / Por não merecer ser merecedor / De tanta Stella, estrela de amor, ai”, rogou Dorival nos versos da composição que gravou no álbum “Caymmi”, lançado em 1972, ano em que o Quarteto em Cy também registrou “Canto de Obá” em disco em gravação feita com o próprio Dorival Caymmi.
Decorridos 54 anos da gravação original, “Canto de Obá” reaparece na voz da neta de Dorival, Alice Caymmi, no álbum – curiosamente também intitulado “Caymmi” – que a cantora e compositora carioca lançará na próxima quinta-feira, 30 de abril, dia do 112º aniversário de nascimento do avô da artista.
Puxando a rede da família Caymmi, “Canto de Obá” é a surpresa dentre as 12 músicas de Dorival Caymmi selecionadas por Alice para o repertório do álbum gravado com produção musical de Iuri Rio Branco.
A intenção de Alice Caymmi foi trazer o cancioneiro de Dorival para o universo musical do século XXI, com toques de rap, reggae, salsa e batidas eletrônicas na abordagem do repertório do avô.
Capa do álbum ‘Caymmi’, de Alice Caymmi
Luqdias / Divulgação
♪ Eis, na ordem das faixas do álbum “Caymmi”, as 12 músicas de Dorival Caymmi selecionadas por Alice Caymmi para o disco gravado pela artista em 2025 no estúdio DaLuz, em São Paulo (SP), com os toques dos músicos Doug Bone (trombone e trompete), Theo Silva (guitarra) e Iuri Rio Branco (baixo, bateria, guitarra, percussão, programação e produção musical).
1. “O que é que a baiana tem?” (1939)
2. “Acalanto” (1957)
3. “Modinha para Gabriela” (1975)
4. “Canção da partida” (1957)
5. “Canto de Obá” (Dorival Caymmi e Jorge Amado, 1972)
6. “Maracangalha” (1956)
7. “Dora” (1945)
8. “Dois de fevereiro” (1957)
9. “Adeus” (1948)
10. “Eu não tenho onde morar” (1960)
11. “Morena do mar” (1967)
12. “Promessa de pescador” (1939)

Fonte: G1 Entretenimento

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Aline Paes e Pedro Franco brincam a sério no ritmo dos afrosambas em show que festeja os 60 anos do disco de 1966


♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: 60 anos de Afro samba
Artistas: Aline Paes e Pedro Franco
Data e local: 24 de abril de 2026 no Acaso Cultural (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
Aline Paes e Pedro Franco abordam o repertório do álbum ‘Os afro sambas de Baden e Vinicius’ em show no Acaso Cultural, teatro do Rio de Janeiro (RJ)
Mauro Ferreira / g1
♬ Houve significativo momento solo de Aline Paes no show que a cantora apresentou em duo com o violonista Pedro Franco na noite de ontem, 24 de abril, para celebrar os 60 anos do álbum “Os afro-sambas de Baden e Vinicius” (1966), uma das pedras fundamentais da discografia brasileira.
Foi quando Aline acionou um pedal, criou base rítmica e, sobre a batida sintética, soltou a voz elástica no canto de “Lamento de Exu”, uma das oito músicas autorais do álbum gravado por Baden Powell (1937 – 2000) com Vinicius de Moraes (1913 – 1980), com arranjos e regências do maestro César Guerra-Peixe (1914 – 1993).
Ali, naquele momento solo, transpareceu no palco do teatro do Acaso Cultural – casa carioca que vem seduzindo artistas pela acústica exemplar – a afinação, a habilidade rítmica e a segurança absolutas dessa cantora carioca que, desde que entrou em cena em 2009, vem atuando nas brechas de um mercado refratário a artistas independentes que evocam tradições da MPB na contramão do pastelão pop-funk-sertanejo-pagodeiro-forrozeiro dominante no mainstream.
Paralelamente à carreira solo, Aline Paes faz desde 2019 duo com Pedro Franco, excepcional músico nascido em Porto Alegre (RS) e residente no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal da cantora. Pedro se iniciou no cavaquinho aos sete anos. Aos 13 anos, passou para o bandolim. Aos 16, começou a tocar violão, instrumento no qual se firmou, já tendo dividido palcos e estúdios com cantoras como Maria Bethânia, Soraya Ravenle (com quem fez o show “Caminho” em 2022) e Zélia Duncan (com quem gravou assinou o álbum “Minha voz fica” em 2021 com músicas do cancioneiro de Alzira E).
O violão exuberante de Pedro Franco tem toque percussivo evidenciado ao longo da segunda apresentação do show “60 anos de afro samba” com Aline Paes (a estreia do show aconteceu em 20 de janeiro, na casa Blue Note Rio).
Exceto por ligeira falta de organicidade nas falas dos artistas, o show transcorreu com alto poder de sedução desde o primeiro número, “Canto de Iemanjá”, com Aline evocando nos vocalizes o canto da orixá rainha das águas, tal como a cantora Dulce Nunes (1929 – 2020) fez no álbum de 1966. Após o “Canto de Iemanjá”, cantora e violonista mergulharam nas águas de “Bocochê” sem a preocupação de reproduzir com fidelidade as gravações do disco.
Com seriedade e respeito por esse repertório embebido em negritude afro-brasileira, até por ter sido composto com inspiração em batuques e harmonias dos temas das religiões de matriz africana, Aline Paes e Pedro Franco brincaram sobre os ritmos de músicas como “Tempo de amor”, “Canto do caboclo Pedra Preta” – número incrementado com a percussão vocal da cantora – e “Canto de Ossanha”, composição sobre a qual sempre paira a sombra de gravações antológicas como a de Elis Regina (1945 – 1982).
Indo além do repertório do álbum, mas sem sair do universo do afrosamba, cantora e violonista deram a devida intensidade à inevitável “Consolação” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963), reacenderam a chama de “Labareda” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1962) e celebraram o centenário maestro e compositor pernambucano Moacir Santos (1926 – 2006) – cuja obra, puro ouro negro, apontou caminhos para Baden Powell – com a lembrança de “Oduduá” (Moacir Santos com letra posterior de Nei Lopes, 2001).
Se Moacir inspirou o violonista fluminense, Baden norteou o caminho de Pedro Franco, que foi às lágrimas ao mencionar o antecessor, homenageado por Franco no samba “Black Powell” no momento solo do violonista. Cantora de apuradíssimo senso rítmico, Aline Paes mostrou, ao dar forma de afro-samba-canção a “Tristeza e solidão”, em número belíssimo, que pode (e deve) explorar os caminhos mais melódicos.
Encerrado com “Berimbau” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963), standard guardado para o bis pela força dessa composição ausente do álbum de 1966, o show de Aline Paes e Pedro Franco honrou o antológico disco, também celebrado em 2026 pelo cantor Marcos Sacramento e o violinista Zé Paulo Becker em show (estreado em março) e em ainda inédito álbum gravado com convidados como Ney Matogrosso e Roberta Sá.
É tempo de amor redobrado por esses afrosambas que, após 60 anos, ainda movem moinhos na música brasileira, seduzindo intérpretes do porte majestoso de Aline Paes e violonistas do naipe excepcional de Pedro Franco.
O canto de Aline Paes mostra total sintonia com o toque do violão de Pedro Franco no show ’60 anos de Afro samba’
Mauro Ferreira / g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Milton Hatoum toma posse na ABL


Escritor Milton Hatoum discursa em sua posse na ABL
Reprodução
O escritor Milton Hatoum tomou posse na Academia Brasileira de Letras (ABL) nesta sexta-feira (24), em cerimônia na sede da instituição, no Petit Trianon, no Centro do Rio.
Ele passa a ocupar a cadeira 6, na sucessão do jornalista Cícero Sandroni, que morreu em junho do ano passado. Eleito em agosto do ano passado, Hatoum é o primeiro autor nascido no Amazonas a integrar a ABL.
A escritora Ana Maria Machado deu boas-vindas ao escritor:
“Milton Hatoum realmente tem uma relação muito pessoal com o tempo. Flerta com eternidades, invoca perenidades, submerge em águas de permanência. Por isso, às vezes chega a causar estranheza numa época como a nossa, que se caracteriza por uma certa preferência por fenômenos passageiros. Milton Hatoum destoa disso e é assim há muito tempo. Desde bem antes deste momento agora, o instante em que tenho a alegria de saudá-lo com admiração e carinho, quando chega oficialmente à imortalidade literária ao se tornar membro da Academia Brasileira de Letras”.
Em seu discurso, Hatoum lembrou a obra do jornalista Cícero Sandroni e de antigos ocupantes da cadeira que passa a ocupar como Barbosa Lima Sobrinho e Raymundo Faoro, por exemplo. O autor também falou de Vidas Secas, obra de Graciliano Ramos, escritor que não entrou para a ABL.
Três prêmios Jabuti
Escritor Milton Hatoum
Divulgação
Com uma carreira consolidada, Hatoum é autor de romances, contos e crônicas que ganharam reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre suas obras mais conhecidas estão “Relato de um certo Oriente”, “Dois irmãos” e “Cinzas do Norte”, livros premiados com o Jabuti — um dos principais prêmios da literatura brasileira (relembre aqui as obras).
Seus títulos foram traduzidos para diversos idiomas e publicados em países da Europa, América e Ásia. “Dois irmãos”, por exemplo, teve adaptação para a televisão em minissérie exibida pela TV Globo.
Ao longo da carreira, o escritor também atuou como professor universitário e colunista em veículos de imprensa, além de participar de programas acadêmicos e residências literárias em instituições internacionais.
Formação e carreira
Nascido em Manaus, em 1952, Hatoum viveu em diferentes cidades do Brasil e do exterior. Formou-se em arquitetura pela Universidade de São Paulo (USP) e cursou pós-graduação em literatura em Paris. Também lecionou na Universidade Federal do Amazonas e foi professor visitante em universidades como Berkeley e Sorbonne.
Além da produção ficcional, o autor publicou ensaios, traduções e artigos sobre literatura brasileira e latino-americana. Sua obra ultrapassa meio milhão de exemplares vendidos e reúne uma ampla recepção crítica dentro e fora do país.
Com a posse, Hatoum passa a integrar o grupo de 40 “imortais” da Academia, instituição criada no fim do século 19 e considerada uma das principais referências culturais do Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rapper L7nnon vence Yoko Ono na Justiça e pode manter nome artístico; entenda o caso


L7nnon interpreta Ryan, rapper que busca segunda chance na vida
Manoella Mello / Divulgação Globo
A Justiça brasileira rejeitou um novo pedido de Yoko Ono, viúva de John Lennon (1940-1980), para que o rapper brasileiro L7NNON mudasse seu nome artístico.
Segundo Yoko Ono, o nome artístico de Lennon dos Santos Barbosa Frassetti poderia gerar confusão com o integrante dos Beatles.
A viúva do ex-Beatle entrou com um pedido de oposição ao registro do nome artístico do cantor no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que acatou o pedido de Yoko Ono.
O caso, então, foi parar na Justiça.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A defesa do artista brasileiro apontou que o nome artístico troca a letra “E” pelo número “7”, criando uma identidade visual única.
Além disso, o nome de batismo do rapper, Lennon, faz referência não ao cantor, mas a um personagem da novela Top Model, de 1990.
Por maioria, a 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) entendeu que “deve prevalecer a solução que permite a coexistência pacífica das marcas, fundamentada na ausência de confusão real no mercado”.
“Considera-se que o sinal ‘L7NNON’ apresenta estilização gráfica relevante com a substituição da vogal ‘e’ pelo numeral ‘7″‘, criando identidade própria que se comunica com o público jovem e urbano, consumidor de rap e trap, diferenciando-o do público associado a John Lennon e ao rock. A distância temporal e cultural entre as propostas artísticas reduz a possibilidade de associação com o espólio de John Lennon”, diz trecho do acórdão.
A decisão da Justiça brasileira aponta também que assegurar que L7NNON siga com seu nome artístico não prejudicará a história e o patrimônio de John Lennon.
Yoko Ono ainda pode recorrer da decisão.

Fonte: G1 Entretenimento