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30 anos depois, ainda tem gente que não entendeu o clipe de ‘Virtual Insanity’ do Jamiroquai…


Como o clipe de ‘Virtual Insanity’, do Jamiroquai, foi criado?
Trinta anos se passaram desde o lançamento e tem gente que ainda não entendeu o clipe de “Virtual Insanity”, do Jamiroquai.
Atração do Rock in Rio deste ano, o grupo de soul pop ganhou quatro prêmios no VMA da MTV, incluindo Melhor Clipe do Ano, graças ao vídeo em que o vocalista Jay Kay aparece deslizando, dançando e desviando de móveis.
Parece uma esteira gigante, mas na verdade são as paredes e o teto que se movem ao redor do cara. O chão fica parado.
A equipe do clipe, comandada pelo diretor inglês Jonathan Glazer, criou um quarto branco e cinza, tipo um cubo com rodinhas, com a câmera fixa na frente, como se fosse uma quarta parede:
Ilustração do esquema usado para as gravações do clipe ‘Virtual Insanity’, do Jamiroquai, divulgado pelo diretor Jonathan Glazer
Reprodução
Para criar esse efeito, a equipe ficava do lado de fora das paredes empurrando e puxando toda a estrutura do cenário para diferentes direções.
Como a câmera se movia acompanhando o movimento, a gente fica com a sensação de que a sala está parada e o chão está se mexendo. Na verdade, é o contrário: o chão está parado e todo o resto está se movendo.
Dá um nó na cabeça mesmo e tem uma entrevista para uma TV japonesa em que o diretor explica, com uma moeda no lugar do sofá e as mãos dele como as paredes (veja trecho no vídeo do topo).
Jay Kay no clipe ‘Virtual Insanity’, lançado pelo Jamiroquai em 1996
Divulgação
Outro detalhe do clipe é que ele parece um plano sequência, mas na verdade são quatro takes e os cortes são escondidos pelos movimentos bruscos de câmera.
Por 3 minutos e 55 segundos, o vocalista improvisa e interage com cadeiras e sofás presos no cenário por parafusos.
Jay Kay teve a ideia e sugeriu que eles usassem uma esteira gigante, só que o orçamento assustou: 280 mil libras.
Alguém da produção disse a frase que mudou tudo: se é tão difícil mover o chão, e se a gente deixar o chão parado e mover o resto tudo junto?
Bastidores do clipe ‘Virtual Insanity’, lançado pelo Jamiroquai em 1996
Reprodução/Youtube da banda
“Ele me ligou tipo uma da manhã. ‘Consegui, consegui! Vou travar a câmera e nós vamos mover a sala ao redor’. E eu fiquei tipo: ‘Certo, tudo bem… É, claro, te vejo de manhã, vai fundo!’ Cheguei ao set e tudo o que eu conseguia ouvir era: ‘Rápido para o Sul! Devagar para o Norte de novo! Rápido!’. E eu pensando: o que está acontecendo aqui?”, disse o vocalista do Jamiroquai em um making of sobre o vídeo, lembrando um telefonema do diretor.
Nos anos 90 e 2000, Glazer dirigiu comerciais e clipes, como “Karma Police” do Radiohead. Depois, ele virou diretor de filmes, incluindo “Zona de Interesse”, vencedor de duas estatuetas no Oscar, em 2024.
E no caso do filme e desses dois clipes, é impressionante como ele lida com espaços reduzidos e como esse cenário é tão importante quanto as pessoas que estão nele.
Com ele na direção, basta uma rua deserta, uma casa ao lado de um campo de concentração ou um cubículo para contar uma história.

Fonte: G1 Entretenimento

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Trocou R$ 3,5 mil na CLT por cachê de R$ 25 mil: a história do sósia do Gabigol, o ‘Gabigol da Torcida’


Os desafios e as maravilhas de ser um sósia de jogador de futebol
Em abril de 2019, o Flamengo goleou o San José, da Bolívia, no Maracanã. Na arquibancada, Jeferson Thiago recebeu o convite para dar entrevista e tirar fotos. “Você parece com o Gabigol”, diziam, fazendo referência ao atacante do clube carioca.
A partir dali, ele deixaria o emprego CLT como funcionário de uma empresa multinacional para virar o Gabigordo ou Gabigol da Torcida.
“Essa entrevista viralizou e o pessoal começou a me chamar de Gabigordo, mas eu costumo dizer que é a câmera que engorda. Aí viralizei como Gabigordo, comecei a fazer de tudo para poder parecer um pouco mais com ele e hoje estou aí como o Gabigol da Torcida”, explica ao g1.
Nesta semana, o g1 publica uma série de entrevistas com sósias de jogadores de futebol. Eles falam a relação com os atletas, cachês e os maiores perrengues. Ser sósia é profissão?!
Gabigol da Torcida e Gabigol
g1
Ele conta que, no início, tentou conciliar o trabalho na empresa com seu “bico” de sósia. Porém, a agenda começou a atrapalhar e ele precisou escolher.
“A galera até brinca que sósia é inimigo da CLT. Eu sempre trabalhei. Foram quatro anos na Aeronáutica e 12 em uma empresa multinacional […]. Na empresa eu ganhava entre R$ 3,5 mil e R$ 3,8 mil. Em um dia de trabalho que fiz em São Paulo, ganhei R$ 25 mil. É totalmente diferente.”
Hoje, ele explica que o mercado de sósias mudou. Nos últimos anos, com o crescimento desse tipo de trabalho, o faturamento se diluiu entre os dublês.
Outro fator que gerou queda na renda está ligado ao sucesso do atleta “original”. Quando Gabigordo começou, o atacante do Flamengo estava entre os maiores atletas do Brasil, jogando por um time com uma das maiores torcidas do país. Hoje, Gabigol é atleta do Santos, em uma fase de menos prestígio.
Mas o Gabigol da Torcida entendeu a situação e encontrou novas maneiras de ganhar dinheiro, além de publicidades, eventos corporativos e festas infantis.
“Montei uma loja de eletrodomésticos e móveis, coloquei funcionários e, enquanto a loja faz o dinheiro lá, eu estou viajando e fazendo os eventos. Quando vou às fábricas buscar produtos para a loja é uma loucura, porque o pessoal começa a gritar: ‘Olha o Gabigol aí, saiu do Flamengo e virou entregador’. É muito engraçado, mas graças a Deus ainda tem muita procura de empresas para fazer publicidade como influenciador.”
Os desafios estéticos
Jeferson ficou um dia com dread
Reprodução
Jeferson sempre teve uma barba grande, uma das principais características estéticas de Gabigol. Esse ponto sempre foi um facilitador na hora de manter a aparência parecida com a do jogador.
Porém, o atacante também é conhecido por mudanças drásticas de visual, principalmente quando o assunto é corte de cabelo.
Por se tratar de um trabalho, Jeferson conta que sempre gastou um “bom dinheiro” atualizando seus cortes de acordo com os de Gabigol para atender ao seu público.
No entanto, era difícil acompanhar o ritmo das mudanças.
“Quando as empresas procuram, tem que estar sempre parecido com ele. Quando ele coloca dread, para mim é o mais difícil porque dói muito a cabeça. Teve uma vez que ele colocou o dread no fim de semana, eu fui e viajei para fazer um trabalho. Quando voltei, na segunda-feira, coloquei o cabelo. Na terça, ele tirou. Esse tipo de coisa é complicado, mas faz parte.”
Com relação às tatuagens, ele explica que sempre gostou de arte corporal e o único desenho feito exclusivamente para seguir parecido com Gabigol foi uma ave no pescoço.
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E como é a relação com Gabigol?
Carioca e flamenguista, Jeferson acompanhou seu ídolo de perto entre 2019 e 2023.
Vendido ao Cruzeiro, Gabigol se mudou para Minas Gerais. Seu sósia, conhecido nacionalmente, diz ter recebido convites da torcida cruzeirense para ir junto. Mas recusou.
“Não tenho essa de Gabigol Futebol Clube. Eu torço para o Flamengo e acompanho o Flamengo. Agora ele está no Santos, mas acompanho só o que acontece com ele, torço para que ele vá bem.”
Gabigol sempre manteve distância do seu sósia. Inclusive, faz questão de deixar claro que não gosta muito.
“Não acho [parecido]. Acho que ele força muito para parecer comigo”, disse em entrevista ao podcast “Podpah”.
Jeferson não se incomoda em ser renegado pelo jogador.
“Já fiquei hospedado no mesmo hotel, tive contato com ele, tiramos foto e ele me recebeu super bem. Mas a gente nunca foi próximo. Ele já deixou claro que não curte muito.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Morre Tomás Improta, virtuoso pianista que transitou entre o jazz e a MPB


O pianista Tomás Improta (1948 – 2026) morre no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do músico, aos 77 anos
Reprodução / Facebook Tomás Improta
♫ OBITUÁRIO
♬ Ocorrida neste domingo, 23, em decorrência de complicações relativas a um câncer de garganta, a morte do pianista carioca Tomás Improta França (24 de setembro de 1948 – 23 de agosto de 2026) interrompe a trajetória de um dos músicos mais prestigiados e talentosos da música brasileira.
Tomás Improta – como o músico se apresentava no meio artístico – tinha 77 anos e iria fazer 78 anos no próximo mês. O corpo do artista será velado e cremado amanhã, segunda-feira, 24 de agosto, no Crematório da Penitência, no Caju.
Pianista de extrema musicalidade, manifestada ainda na infância, Improta foi também compositor, arranjador e professor, além de escritor de livros sobre teoria musical, sempre transitando entre a MPB e o jazz, dois universos musicais que abraçou ainda nos anos 1960.
Ao longo de 56 anos de carreira, Improta seguiu a trajetória da maioria dos músicos brasileiros. Tocou em discos e shows com grandes nomes da MPB – como Chico Buarque, Djavan, Gal Costa (1945 – 2022), Gilberto Gil e Maria Bethânia, entre muitos outros – e construiu paralelamente uma discografia solo apreciada no nicho da música instrumental.
Como músico acompanhante, o pianista integrou A Outra Banda da Terra, formada por Caetano Veloso no fim de 1977. Com essa banda, Caetano gravou álbuns como “Muito (Dentro da estrela azulada)” (1978), “Cinema transcendental” (1979), “Outras palavras” (1981), “Cores, nomes” (1982) e “Uns” (1983).
Na discografia solo, Tomás Improta legou álbuns como “Tear” (1992), “Bartok jazz” (1995), “Certas mulheres” (1998), “Dorival – Tomás Improta interpreta Dorival Caymmi” (2002), “A volta de Alice” (2015) e “Olha pro céu” (2017), além de disco gravado e assinado em duo com a flautista Andrea Ernest Dias, parceria exposta já no titulo do álbum, “Andrea Ernest Dias, flauta – Tomás Improta, piano” (2005).

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta se harmoniza com Larissa na ‘Equilibrium tour’, show em que põe fé tanto no clima zen quanto no batidão


Anitta faz o público ficar devoto do show da ‘Equilibrium tour’ em apresentação no Caminho Niemeyer, em Niterói (RJ)
Reprodução / X Anitta
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Equilibrium tour
Artista: Anitta
Data e local: 22 de agosto de 2026 no Caminho Niemeyer (Niterói, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ O crítico assistiu ao show da Equilibrium tour através da transmissão ao vivo feita pela plataforma Globoplay e pelo canal Multishow.
♬ Não foi à toa que Anitta mencionou o nome de batismo, Larissa, no palco armado no Caminho Niemeyer para a apresentação do show da “Equilibrium tour” em Niterói (RJ) – cidade vizinha do Rio de Janeiro (RJ), terra natal da artista – no início da noite de ontem, sábado, 22 de agosto.
É que, tanto no álbum (lançado em dois fartos volumes) como no show “Equilibrium”, Anitta procura se harmonizar com os anseios espirituais de Larissa.
Apresentada em cinco cidades do Brasil ao longo deste mês de agosto, a turnê “Equilibrium” irmana os repertórios dos dois volumes do álbum com estética inicialmente zen. Contudo, a Anitta dos bailes se impõe no quarto e último ato do show, com funks aliciantes como “Você já sabe”, “Choka choka”, “Meia noite” (com a Pomba Gira baixando poderosa no baile) e “Okê”. Este último, um arrebatador funkão de inspiração indígena, foi cantado duas vezes, na sequência, a pedido do público.
Contudo, até que a roda se abrisse no canto alucinado de “Okê”, o público seguiu com fervor o caminho espiritual de Anitta em trilha pavimentada no primeiro ato com temas de inspiração afro-brasileira. Sim, o público pôs fé nessa Anitta / Larissa mais espiritualizada, como evidenciaram as imagens veiculadas pelo Globoplay e pelo canal Multishow na transmissão ao vivo da apresentação fluminense do show.
Foi significativo ver e ouvir Anitta cantar o ijexá “É d’Oxum” (Gerônimo Santana e Vevé Calazans, 1985) – uma das joias de maior quilate do cancioneiro afro-baiano – e reafirmar a força de músicas do próprio repertório, como “Bemba” e “Ogum me rodeia” (esta com a reprodução dos versos recitados por Maria Bethânia no álbum), composições que comungam desta fé na Bahia, nos orixás e nos santos.
E por falar em santidade, o refrão da música forrozeira “Eu não sou santa” é capaz de converter até ateus. O R&B romântico “Caso de amor”, gravado por Anitta com o trio Os Garotin no primeiro volume do álbum “Equilibrium”, também resultou aliciante, mostrando o alto poder de sedução da maior parte do repertório amealhado por Anitta para os dois volumes do álbum.
Com bailarinos, ritmistas e projeções de imagens, Anitta faz de “Equilibrium” um show ritualístico que procura atrair almas e olhos entre ijexás, reggaes, sambas e funks. Um show de cores vivas, que se equilibra entre o amarelo e o vermelho, mas com espaço para os tons plácidos de “Azul” (1982), a canção de Djavan que Anitta verteu para o espanhol em tradução quase literal.
Em clima zen ou na pressão do funk que fez da Girl from Rio uma referência planetária do batidão carioca, ou mesmo equilibrando a fé sagrada com o desejo profano no segundo e terceiro atos, Anitta consegue fazer o público ficar devoto de um show nascido dos anseios pessoais de Larissa.

Fonte: G1 Entretenimento

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Kleiton, Kledir e Vitor Ramil se afinam, em trio, no belo relicário de emoções e tradições afetivas do show dos irmãos


Kledir (à esquerda), Vitor (ao centro) e Kleiton Ramil se afinam no primeiro show dos irmãos gaúchos em trio
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Kleiton, Kledir & Vitor Ramil
Artista: Kleiton Ramil, Kledir Ramil e Vitor Ramil
Data e local: 22 de agosto de 2026 na casa Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ Em cena desde 2025, o show “Kleiton, Kledir & Vitor Ramil” chegou à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, sábado, 22 de agosto, semanas antes de ser perpetuado em álbum audiovisual captado em 21 de março, em Porto Alegre (RS), e previsto para ser lançado entre fim de setembro e início de outubro pela gravadora Biscoito Fino. Kleiton, Kledir e Vitor são os expoentes da família Ramil. dinastia gaúcha cujas ramificações musicais já abrangem filhos e sobrinhos que levam adiante a tradição sonora do clã de Pelotas (RS).
Pais, filhos, tios e sobrinhos já se reuniram no palco no show “Casa Ramil” (2018), estreado há oito anos. Contudo, o show “Kleiton, Kledir & Vitor Ramil” tem o próprio poder de sedução por juntar no mesmo palco somente os três irmãos mais famosos.
Como dupla, Kleiton & Kledir ganharam projeção a partir de 1979 e, durante a primeira metade da década de 1980, os irmãos se tornaram os popstars da família, fazendo um som pop nutrido de referências da música gaúcha, mas sem qualquer ranço folclórico, o que seduziu o público de todo o Brasil e até cantoras da MPB como Simone.
Vitor Ramil canta no show ‘Joquim’, versão de música lançada há 50 anos por Bob Dylan
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Longe demais das capitais e das exigências do mercado, Vitor – o irmão caçula – pavimentou trajetória quase marginal, sendo cultuado em nichos da MPB pela criação de um universo particular que gira em torno da fictícia Satolep – anagrama de Pelotas (RS), berço da família – com um mais cool, poético, situado dentro da estética do frio, com direito a milongas, ou melhor, ramilongas.
O charme e sedução do show “Kleiton, Kledir & Vitor Ramil” residem na interação entre o som mais extrovertido da dupla Kleiton & Kledir e a música mais interiorizada de Vitor Ramil. Todos cantam juntos o tempo todo, ainda em que determinados números, o solo seja de um ou de outro, caso de “Joquim”, quase um solo de Vitor, autor dessa versão em português de “Joey” (1976), caudalosa composição de Bob Dylan e Jacques Levy (1935 – 2004) lançada pelo bardo norte-americano no álbum “Desire” (1976).
Cantar a saga trágica de “Joquim” no bis – com Kleiton e Kledir fazendo coro com Vitor no refrão – foi número corajoso em que os irmãos encararam a plateia de frente antes de darem ao público o que ele queria, “Deu pra ti” (Kledir Ramil e Kleiton Ramil, 1981),hit da dupla Kleiton & Kledir que espanta qualquer baixo astral e soa infalível no arremate de shows.
Ainda assim, parte do público saiu frustrada da casa Vivo Rio porque o show acabou sem que “Maria Fumaça” (Kledir Ramil e Kleiton Ramil, 1979), primeira música da dupla, fosse reposta nos trilhos com o apito que atiça a nostalgia dos seguidores de Kleiton & Kledir.
Não, a dupla não teve a preocupação de apresentar um completo greatest hits. “Tô que tô” (Kleiton Ramil e Kledir Ramil, 1982), por exemplo, foi música ignorada.
Kleiton puxa o canto de ‘Vira virou’ (1980), música que compôs sozinho, quase ao fim do show
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Ainda assim, com sucessos como “Fonte da saudade” (Kledir Ramil, 1980) e “Nem pensar” (Kleiton Ramil e Kledir Ramil, 1983), o conciso e coeso roteiro do show “Kleiton, Kledir & Vitor Ramil” compilou, ao longo 17 músicas, o suprassumo do cancioneiro dos irmãos com arranjos em que as vozes harmonizaram com as cordas dos violões, das guitarras e do violino, este tocado por Kleiton em alguns números, como em “Grama verde” (André Gomes e Vitor Ramil, 1986) e como no tema instrumental “Couvert artístico” (Kleiton Ramil, 1981), alocado na abertura do roteiro, como manda a tradição dos shows da dupla Kleiton & Kledir.
Como Kledir e Vitor tiraram sarro um do outro ao longo da apresentação, arrancando risos da plateia, Kleiton pareceu mais discreto em cena, mas nunca apagado, e quando ele puxou o canto de “Vira virou” (1980), tema de lavra própria com ares portugueses, o show teve um momento de ápice.
Como dito, a interação entre os mundos diferentes dos irmãos sobressaiu em cena como a matéria-prima que justifica a reunião do trio no palco. Foi bonito ver Vitor harmonizar a voz com o canto dos irmãos em “Canção da meia-noite” (Zé Flávio, 1975), música do grupo Almôndegas, integrado por Kleiton & Kledir antes de formar dupla, quando Vitor ainda era guri adolescente.
Kledir Ramil entra com Kleiton no universo musical do irmão caçula Vitor Ramil
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Da mesma forma, foi bonito ver Kleiton & Kledir aceitarem o convite de Vitor para sair pelo mundo na delirante poética de “Loucos de cara” (1987), uma das maiores – em todos os sentidos – composições de Vitor, lançada pelo autor no álbum “Tango” (1987) e abordada dois anos depois, de forma primorosa, pela cantora gaúcha Lúcia Helena em álbum de 1989, em gravação épica feita com Kleiton.
Duas músicas, “Roda de chimarrão” (Kleiton Ramil e Kledir Ramil, 1984) e “Deixando o pago” (Vitor Ramil sobre poema de João da Cunha Vargas, 1997), uniram os irmãos em torno de afetivas memórias familiares típicas de clãs gaúchos, com fotos da família Ramil expostas no telão. Aliás, as projeções de imagens embelezaram o show e emolduraram o cenário, em sintonia com a luz de Marcelo Linhares.
Como muitos garotos, Kleiton e Kledir também amaram os Beatles e foram seguidos por Vitor, anos depois, nessa paixão alimentada no roteiro com a abordagem da canção “You’ve got to hide your love away” (John Lennon e Paul McCartney, 1965).
Enfim, em essência, o show “Kleiton, Kledir & Vitor Ramil” pode ser resumido como relicário de paixões, lembranças, emoções e tradições afetivas de três irmãos que se afinam entre as diferenças.
Kleiton (à esquerda), Vitor (ao centro) e Kleiton Ramil agradecem o público que encheu a casa Vivo Rio na noite de ontem, 22 de agosto
Mauro Ferreira / g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda Mensageiros de Aruanda amplia visibilidade com a propagação de ‘Sou de Nanã’ na trilha da novela ‘Por você’


Formada em Lajeado (RS), cidade do Rio Grande do Sul (SP), a banda Mensageiros de Aruanda tem discografia centrada nos pontos de umbanda
Reprodução / Instagram Banda Mensageiros de Aruanda
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Assistindo aos primeiros capítulos da novela “Por você”, estreada pela TV Globo em 17 de agosto no horário das 19h, fui instantaneamente seduzido por uma das músicas da trilha sonora da trama ambientada na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Reconheci na gravação o refrão de “Cordeiro de Nanã” (Mateus Aleluia e Dadinho, 1977) – o grande sucesso da banda baiana Os Tincoãs – e, pesquisando, descobri que a música em questão se chama “Sou de Nanã” e que ecoa na trilha sonora da novela “Por você” na gravação feita pela Banda Mensageiros de Aruanda e lançada em 2019, há sete anos.
A gravação integra o segundo volume da série de álbuns “Na harmonia da umbanda”, coleção que totaliza (por ora) seis volumes lançados entre 2019 e 2023.
Esse segundo volume se chama “Na gira de pretos velhos” e abre justamente com “Sou de Nanã”, tema que se alimenta do refrão da música dos Tincoãs, mas apresenta uma letra escrita por Marcelo Araújo Gonzales – conhecido nos terreiros como Pai Marcelo d’Oxalá – a partir de um ponto tradicional da umbanda. Quem canta “Sou de Nanã” é Eduardo Silva, ogã, mestre da banda e também produtor do fonograma.
Mensageiros de Aruanda é banda que canta pontos de umbanda e se origina do Templo Escola de Umbanda (Teuma), situado em Lajeado (RS), cidade natal do coletivo gaúcho.
É curioso que “Sou de Nanã” nem fazia parte da lista de músicas da trilha sonora de “Por você” divulgada antes da novela, mas é o tema que mais tem sobressaído na trilha da trama, ampliando a visibilidade dessa banda formada longe demais das capitais.
Na segunda parte da gravação, a levada de “Sou de Nanã” evoca a cadência do reggae, facilitando a absorção da música por públicos e noveleiros de todos os credos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cantora country chama atenção após se apresentar em ‘bolas brilhantes’; entenda


Kacey Musgraves se apresenta em adereço inusitado no palco
Reprodução/X
A cantora americana Kacey Musgraves chamou a atenção após se apresentar em grandes “bolas de discoteca brilhantes” durante o show da turnê “Middle of Nowhere” nesta sexta-feira (21).
O adereço do palco é uma sátira das “truck nuts”, acessórios comumente usados em picapes no sul dos EUA, sobretudo nos anos 2000. Os acessórios simulam um saco escrotal e eram colocados na parte de trás dos veículos, como uma piada e afirmação de masculinidade.
Hoje, alguns estados americanos não permitem a utilização das “truck nuts” porque consideram que se trata de uma imagem obscena e ofensiva. Em outros, o acessório é considerado uma distração para outros motoristas e, portanto, poderia causar problemas de segurança no trânsito.
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VEJA VÍDEO: Kacey Musgraves, estrela do country, reage ao som de Lauana Prado e Ana Castela
Kacey Musgraves, estrela do country, reage ao som de Lauana Prado e Ana Castela

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Chico 2.0’ acerta ao tirar Chico Buarque do nicho da MPB para levar a obra do artista para as quebradas urbanas


Chico Buarque tem dez músicas recriadas por rappers, trappers e funkeiros no álbum ‘Chico 2.0’
Francisco Proner / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Chico 2.0
Artistas: Bela Maria, Budah, Dexter, Don L, Grag Queen, Julia Mestre, MC Cabelinho, MC Livinho, Maurício Fazz, Tasha & Tracie, TZ da Coronel, Vandal e Xênia França
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Haverá ouvidos fechados e narizes torcidos para a proposta de “Chico. 2.0”, álbum em que rappers, trappers e funkeiros trazem o cancioneiro de Chico Buarque para a linguagem da música urbana contemporânea, ou seja, a música das ruas e das quebradas do século XXI.
Mas o fato é que, sim, “Chico. 2.0” cumpre o prometido e acerta ao tirar a obra do compositor carioca do nicho da MPB – um vasto escaninho, diante das dimensões continentais do Brasil, mas ainda assim um nicho que tem dificultado a absorção do cancioneiro dos gigantes da MPB (como Chico, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Milton Nascimento) pela maior parte das gerações do século XXI.
Aí reside o mérito de “Chico. 2.0”, álbum formatado com produção musical de Alê Siqueira e Felipe Poeta em (re)construção feita sob a direção artística de Celso Athayde (fundador da Central Única das Favelas – CUFA), Fábio Almeida e Preto Zezé (presidente da CUFA).
“Chico. 2.0” não é para quem ouve Chico Buarque na voz do autor ou em gravações de intérpretes da MPB como Maria Bethânia e MPB4, pois as comparações serão inevitáveis e injustas. O álbum é para o jovem que ouve rap, trap, funk e R&B e que, com “Chico. 2.0”, vai se deparar com um punhado de músicas magistrais que abrem um portal para quem quiser conhecer mais a fundo da obra de Chico a partir dos registros dessas músicas nas vozes de Bela Maria, Budah, Dexter, Don L, Grag Queen, Julia Mestre, MC Cabelinho, MC Livinho, Maurício Fazz, TZ da Coronel, Vandal e Xênia França.
O resultado é interessante, porque muitas das 10 músicas desse primeiro volume – o segundo está previsto para outubro, com outras dez músicas e outro elenco – já nasceram com atmosfera sombria que se conecta com o universo do trap e do rap. Talvez por isso “Deus lhe pague” preserve o impacto de 1971 nas vozes da dupla Tasha & Tracie – em gravação feita com o coro da Família Ébano – e “Cálice” (Chico Buarque e Gilberto Gil, 1973) mantenha a força imperativa no registro que une MC Cabelinho e Xênia França.
Da mesma forma, o angustiado estado mental do eu-lírico de “Construção” (1971) – música que simbolizou a maturidade precoce de compositor que já surgiu grande na música brasileira em 1964 – é traduzido pelo canto de Dexter, Maurício Fazz e MC Livinho com beats que distanciam a releitura do arranjo referencial criado pelo maestro tropicalista Rogério Duprat (1932 – 2006) para a gravação original.
Contribui para o êxito do projeto “Chico. 2.0”, o fato de as músicas e letras terem sido preservadas na íntegra. As reconstruções são feitas sobre as bases originais.
Samba da parceria de Chico com Francis Hime, “Pivete” (1978) ganha a cadência funkeada de MC Livinho sem deixar de ser samba na ponte área que liga o compositor carioca ao funk paulista. A escalação de Grag Queen para o canto de “Geni e o Zepelim” (1978) cumpre a função social de dar voz à tribo marginalizada das drags e trans.
Destaque na cena de R&B, a cantora pernambucana Bela Maria segue a cadência do samba-choro “Meu caro amigo” (Chico Buarque e Francis Hime, 1976) em gravação com menor teor de novidade. Outro samba, “Olê, olá” (1966), ganha beats e a voz de Xênia França.
Já “João e Maria” (Sivuca, 1947, com letra posterior de Chico Buarque, 1977) tem preservada a delicadeza lúdica e melódica em gravação que se alimenta do contraste entre o canto doce de Julia Mestre e a voz grave do rapper TZ da Coronel.
Por fim, cantora que transita entre o rap e o R&B, Budah arremata bem “Chico. 2.0” ao fazer “Roda viva” (1967) girar no fraseado da artista. “Roda viva”, a propósito, é uma daquelas músicas contundentes do compositor que deixam a sensação de que, se tivesse Chico Buarque tivesse nascido no século XXI, ele provavelmente seria um trapper…
Capa do álbum ‘Chico 2.0’
Arte de Iann Thomas

Fonte: G1 Entretenimento

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‘GTA 6’: Justiça autoriza empresa a intimar Microsoft e Discord sobre vazamentos


Assista ao trailer de ‘GTA 6’
A Take-Two Interactive, dona da Rockstar Games, obteve autorização da Justiça dos EUA nesta sexta (21) para intimar a Microsoft e o Discord a fornecer informações sobre o vazamento de imagens do “Grand Theft Auto 6” (GTA 6).
Segundo a AFP, dois juízes federais de Nova York autorizaram os pedidos. As empresas terão até 4 de setembro para responder às solicitações.
O pedido ocorreu depois que um grupo de hackers, chamado CyberLeek, divulgou nesta semana diversos vídeos que seriam do gameplay de “GTA 6”. Os vídeos foram publicados em vários sites, removidos e voltaram a aparecer em novos endereços na internet.
O jogo está previsto para chegar aos consoles PlayStation 5 e Xbox Series S/X em 19 de novembro.
Pedido de intimação
De acordo com a AFP, para obter as ordens judiciais, a americana Take-Two afirmou à Justiça que os vídeos publicados online reproduzem material sobre o qual detém os direitos autorais, algo que não havia confirmado publicamente.
A Take-Two exige receber informações para identificar três contas suspeitas de estar por trás do vazamento, assim como os dados de todos os membros de três fóruns virtuais onde o material circulou.
Segundo a intimação direcionada à Microsoft, parte do conteúdo vazado foi postada na plataforma de desenvolvedores GitHub, que pertence à empresa. Já o pedido enviado ao Discord aponta que o material teria sido compartilhado em um servidor da plataforma, por meio de diferentes contas de usuários.
Imagem de divulgação de GTA VI.
Reprodução/Rockstar Games
A conta Cyberleek critica a Rockstar por vender uma versão do jogo com conteúdo adicional por um preço mais caro e por oferecer o título apenas para download digital, e não em formato físico.
Rockstar e Take-Two não se pronunciaram sobre os vazamentos, que continuaram nesta sexta-feira com um novo vídeo que mostrava um personagem do jogo roubando um carro esportivo.
O lançamento de “GTA 6” é um dos mais aguardados da indústria dos games. Os fãs aguardam há mais de 13 anos por seu lançamento, depois que “GTA 5” se tornou o segundo jogo mais vendido da história.
Jogo será lançado em novembro
Originalmente anunciado para o segundo semestre de 2025, o lançamento de “GTA 6” será no dia 19 de novembro de 2026. O jogo será lançado para PlayStation 5 e Xbox Series X e S.
“Jason e Lucia sempre souberam que as probabilidades estavam contra eles. Mas quando um golpe fácil dá errado, eles se veem no lado mais sombrio do lugar mais ensolarado da América, no meio de uma conspiração criminosa que se estende por todo o estado de Leônida — forçados a depender um do outro mais do que nunca se quiserem sair vivos dessa”, diz a sinopse.
Capa oficial de Grand Theft Auto VI
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Michael Wright, ator de ‘Oz’ e ‘O Exército Inútil’, morre aos 70 anos


Michael Wright interpretou Omar White em ‘Oz’
Reprodução/HBO
O ator Michael Wright, da série “Oz” e de filmes como “O Exército Inútil” e “Inferno Branco”, morreu aos 70 anos.
Segundo uma declaração enviada pela família ao TMZ, o ator sofreu insuficiência cardíaca por complicações da doença neurológica degenerativa de Marchiafava-Bignami.
Nascido em Nova York, nos Estados Unidos, Wright atuou em mais de 50 filmes e séries ao longo de sua carreira. Ele ficou conhecido por seus papéis em filmes de ação, como “Um Diretor Contra Todos” e “Leão Branco, o Lutador Sem Lei”, e por interpretar Omar White na série “Oz”, da HBO.
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Fonte: G1 Entretenimento