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Sergio Santos abre a festa dos 70 anos com a edição em maio do álbum autoral de músicas inéditas ‘Todo samba’


Sergio Santos conta com a participação da cantora Leila Pinheiro em ‘Todo samba’, álbum previsto para ser lançado em 15 de maio
Paulo Santos / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Cantor e compositor mineiro, criador de cancioneiro denso e alinhado com a linha tradicionalista das obras de parceiros como Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, Sergio Santos completará 70 anos de vida em 24 de novembro. Mas a festa, no âmbito profissional, será iniciada seis meses antes com o lançamento do álbum “Todo samba”, previsto para 15 de maio.
Trata-se do primeiro álbum solo autoral com músicas inéditas do artista desde “Rimanceiro” (2013), disco lançado há 13 anos. Editado pela gravadora Biscoito Fino, o álbum “Todo samba” traz a participação de Leila Pinheiro.
Entre “Rimanceiro” e “Todo samba”, Santos lançou há sete anos um disco de intérprete, “São bonitas as canções” (2019).
Com a palavra, o artista: “Faço 70 anos de vida e 45 de carreira – e, para mim, nada seria mais relevante para dar significado a estar por aqui há tanto tempo, respirando nesse planetinha conturbado, do que lançar um disco de inéditas! Afinal, depois de toda essa estrada, e quem chegou a esse ponto dela vai saber melhor do que estou falando, vão ficando mais claros os motivos que sustentam a nossa permanência insistente nesse turbilhão emaranhado chamado vida. E um dos meus maiores motivos é justamente esse: colocar música nova no mundo, da melhor forma que eu puder, sem a preocupação de a quantos ela irá atingir, se serei reconhecido por ela, ou se ela me trará a glória ou o ostracismo. Isso são coisas que não me cabem responder, não estão no meu universo de questões, muito menos quando lanço um disco de inéditas. No entanto, é justamente nesses momentos que elas estão mais presentes. Sempre espero a onipresente pergunta: porque você fazendo a música que faz não se tornou conhecido? O que me cabe responder é se a música que faço expressa bem o que eu tenho a dizer. E só! Tenho uma imensa admiração por artistas que criam pela necessidade da criação, pela expressão de seus universos, e foi nesse caminho que bem ou mal busquei a minha construção nos últimos 45 anos”, se situou Sergio Santos ao anunciar o lançamento do álbum “Todo samba”.
O caminho trilhado pelo artista foi pautado pela relevância de álbuns como “Aboio” (1995), “Mulato” (1998), “Áfrico – Quando o Brasil resolveu cantar” (2001), “Iô sô” (2007) e o supracitado “Rimanceiro” (2013).

Fonte: G1 Entretenimento

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Jordana é eliminada do ‘BBB 26’ com 71,80% da média dos votos


Quem saiu do BBB 26? Jordana é a décima sexta eliminada do reality
Reprodução/TV Globo
Jordana foi eliminada da 26ª edição do “Big Brother Brasil” no Paredão desta quinta-feira (16). A sister deixou a casa após receber 71,80% da média dos votos.
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Ela disputava a preferência do público com Juliano Floss e Ana Paula Renault, que ficaram com 26,14% e 2,06% da média, respectivamente.
Jordana foi escolhida na Casa de Vidro com 57,58% dos votos. Aos 29 anos, é advogada formada em Direito desde 2019, embora já tenha trabalhado como professora de inglês. Natural de Brasília, no Distrito Federal, também atua como modelo fotográfica e influenciadora digital.
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Confira os percentuais da votação:
Jordana
Média: 71,80%
Voto Único: 71,99%
Voto Torcida: 71,34%
Juliano Floss
Média: 26,14%
Voto Único: 25,66%
Voto Torcida: 27,27%
Ana Paula Renault
Média: 2,06%
Voto Único: 2,35%
Voto Torcida: 1,39%

Fonte: G1 Entretenimento

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Cantor D4vd é preso suspeito de envolvimento em morte de garota de 15 anos nos EUA


D4VD
Divulgação
O cantor D4vd foi preso nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (16), de acordo com informações divulgadas pela imprensa americana com base em relatos da polícia local. Ele é suspeito de ter envolvimento na morte de uma adolescente de 15 anos.
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De acordo com o Departamento de Polícia de Los Angeles, os restos mortais da garota foram localizados em 8 de setembro do ano passado, dentro de um carro registrado no nome do cantor.
O veículo estava estacionado em um pátio de reboque em Hollywood. Policiais foram chamados após uma denúncia de mau cheiro vindo do veículo, que estava parado no local havia alguns dias. A vítima foi identificada como Celeste Rivas.
O cantor americano era uma das atrações confirmadas no Lollapalooza 2026, em São Paulo, mas teve a participação cancelada após o início das investigações.
Segundo as autoridades, o corpo da adolescente já estava em avançado estado de decomposição. Há indícios de que ela tenha morrido dias antes de ser encontrada.
D4vd, cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke, tem 21 anos. Ele lançou seu álbum de estreia no início deste ano e ficou conhecido por músicas como “Here with Me” e “Romantic Homicide”.
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Fonte: G1 Entretenimento

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g1 Ouviu #330 – Ebony brinca sobre amadurecimento musical: ‘É só minha moleira fechando’


Ebony esteve no g1 Ouviu em 7 de abril e falou sobre a repercussão de “Espero Que Entendam”, faixa lançada em 2023 e que cita e ironiza diversos nomes masculinos da cena nacional, como L7NNON. “Fiz músicas brincando com artistas homens que eu já conheço. Eles não responderam porque são inteligentes”, afirmou a rapper.
A artista ainda falou sobre a comparação da faixa com algumas diss tracks (músicas criadas para atacar ou insultar outros artistas publicamente). Como exemplo, citou o recente embate entre Kendrick Lamar e Drake. “A deles foi uma que tirou sangue e afetou a autoimagem um do outro. Não considero a minha nem uma diss”, diferenciou a artista.
Ela também criticou a falta de investimento visual e performático nos palcos. “O problema é que rappers homens não fazem espetáculos. Vou me locomover pra ver um cara com um microfone e um sonho apenas?”, questionou a artista.
‘Foram inteligentes’, diz Ebony sobre rappers não responderem música que os zoava
Durante o bate-papo, Ebony também defendeu a liberdade artística acima de qualquer julgamento moral sobre as composições. “Eu acredito na liberdade artística, estou aqui para defendê-la acima de tudo. Para mim, arte é arte”, afirmou a artista. “Não estou aqui pra tentar ser puritana no rap”, completou.
Ebony ainda comentou sobre as tentativas de organizar diálogos mais estruturados dentro da cena do rap. “Já tentei fazer grupos com outros rappers para discutir política, mas não tem. A gente ainda está aprendendo a se portar, a ser mais empresarial”, avaliou. A cantora ainda afirmou que conseguiu ter conversas mais abertas sobre o tema quando começou a frequentar a cena da MPB.
Ela relatou encontros recentes com nomes da MPB, na casa de Caetano Veloso, onde o foco das conversas foi a composição e a estrutura das músicas. “Fiquei conversando sobre lírica com o Rubel”, contou.
A artista também falou sobre um possível feat com Adriana Calcanhoto, que a elogiou durante sua passagem pelo g1 ouviu. “Sinto que vai vir uma guia quente pra mim. Assim espero, Adriana.”
Ebony critica rappers homens por falta de performance nos shows
Na conversa, Ebony também apontou seu amadurecimento musical. Ela acaba de lançar o álbum “KM2 (De Luxo)”, no qual traz letras mais políticas, e menos “engraçadinhas”.
“É só minha moleira fechando”, brincou. “Comecei a fazer rap aos 17 anos. Muito desse humor, mais simples da lírica, vem do fato que eu era uma menina de 17 anos. Agora ou uma mulher de 25. Não foi proposital, mas é um reflexo disso.”
O disco também traz um feat com Black Alien, a quem a artista exaltou a influência em sua formação musical. “Ele é o maior liricista do Brasil de qualquer gênero. Ele atravessou todos os gêneros musicais e se manteve rap. Tenho muito respeito sobre ele. Foi só um feat, mas foi o feat”, afirmou a artista.
Você pode ouvir o g1 Ouviu no g1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o g1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
Ebony é entrevistada no g1 ouviu por Dora Guerra e Guilherme Rocha
Kaique Mattos/g1
Ebony no g1 Ouviu
Kaique Mattos/g1
Ebony é entrevistada no g1 ouviu
Kaique Mattos/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Marina Lima homenageia irmão em novo álbum: ‘Era uma necessidade de me despedir dele’


Marina Lima homenageia irmão em novo álbum: ‘Era uma necessidade de me despedir dele’
Em entrevista ao g1 nesta quinta-feira (16), Marina Lima falou sobre o novo álbum, “Opera Grunkie”, a morte do irmão Antonio Cicero, em 2024, e as críticas recebidas ao trabalho recente.
A cantora foi entrevistada ao vivo no g1 Ouviu, podcast e videocast de música do g1. A conversa está disponível em vídeo e em formato de podcast no g1, no YouTube, no TikTok e nas plataformas de áudio.
Durante a entrevista, Marina detalhou a composição de “Meu Poeta”, faixa de “Opera Grunkie” feita em homenagem ao irmão.
“Eu precisei fazer esse disco porque era uma necessidade de me despedir dele, de dizer o quanto eu o amava. Cada música tem uma história, e essa era uma parte que eu não tinha como pular”, afirmou.
Marina Lima no g1 Ouviu
Kaique Mattos/g1
A cantora também falou sobre a concepção do novo trabalho. “A minha forma de expressão é através da música. A música é como se fosse o mar para mim. Tudo é um desafio para conseguir nadar e me expressar”, disse.
Críticas ao novo álbum
Com 50 anos de carreira, Marina explicou por que não costuma lançar álbuns com regravações. “Eu não tenho necessidade de olhar para trás, a não ser em indagações muito íntimas. Eu vivo o meu presente. Enquanto eu tiver saúde, é isso que me interessa”, comentou.
Ao falar das críticas recebidas por “Opera Grunkie”, afirmou: “O que me chocou foi compararem meu trabalho atual com músicas feitas há 40 anos. O mundo mudou. Eu não fiquei parada no tempo”.
Marina disse ainda ter cancelado a assinatura da “Folha de São Paulo” após uma crítica do jornal que definiu o disco como o pior de sua carreira. Segundo a cantora, esse tipo de julgamento dificilmente seria feito se o álbum fosse assinado por um homem.
A artista também refletiu sobre o repertório de outros nomes populares do gênero. “Não sou tão ligada às letras da Taylor Swift, por exemplo. Acho ela talentosa, mas as letras são adolescentes”, avaliou.
“Não fico buscando gente mais nova para me associar. Eu busco ouvir gente mais nova para eu achar que ainda tenho alguma liga com coisas mais novas. Alguns assuntos são eternos”, concluiu.
Marina Lima no g1 Ouviu
Kaique Mattos/g1
Anitta e Fernanda Montenegro
Marina comentou ainda sobre a amizade com Fernanda Montenegro e a importância da atriz em sua vida.
“Eu não quero minha velhice seja idiota. Isso foi dito para mim pela Fernanda Montenegro, a mulher que mais me ensinou coisas. Ela me dá dicas para superar coisas que não estou entendendo”.
A cantora exaltou também o impacto cultural de Anitta e a liberdade estética trazida pela artista. “A Anitta foi muito importante, ela foi a primeira pessoa com essa linguagem do corpo. O trabalho da Anitta foi libertador com essa coisa de falar do corpo. A Anitta meio que liberou minha bunda”, brincou.
Ela comentou ainda que não tem acompanhado muitos artistas atualmente por causa do lançamento do novo álbum, mas citou alguns nomes que costuma ouvir. “Eu ouço Billie Eilish, Beyoncé, Anitta. Eu gosto de coisas que mexem comigo. Eu não gosto muito de pureza”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Secretário de Trump recita falso trecho bíblico de ‘Pulp Fiction’ em discurso religioso nos EUA; VÍDEO

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, recitou um falso trecho bíblico, que aparece no filme “Pulp Fiction” durante uma pregação feita no Pentágono, nesta quarta-feira (15)
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Fonte: G1 Entretenimento

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Os 80 anos de Alceu Valença motivam musical de teatro que se une a turnê, álbum e documentário sobre o artista


Alceu Valença é celebrado em musical de teatro, ‘Anunciação’, que estreia em julho no Rio de Janeiro (RJ)
Leo Aversa / Reprodução Instagram
♫ NOTÍCIA
♬ Os 80 anos que Alceu Valença completará em 1º de julho ganha mais uma celebração cultural que reforça o caráter multimídia das homenagens ao artista pela efeméride.
Além da turnê “80 girassóis” (já em rotação pelo Brasil desde 14 de março), do documentário de Lírio Ferreira “Vivo 76” (estreado neste mês de abril na 31ª edição do festival É Tudo Verdade) e de um ainda inédito álbum autoral do artista com músicas inéditas, como “Samba do Vidigal”, chega à cena no Rio de Janeiro (RJ) em 16 de julho – mês do 80º aniversário do artista pernambucano nascido em 1946 – o espetáculo de teatro “Anunciação – O musical de Alceu Valença”.
Com dramaturgia de Duda Rios e Luiza Loroza, direção de Duda Maia e Miguel Colker e direção musical de Ricco Viana, o espetáculo fica em cartaz no Rio de Janeiro (RJ) até 16 de agosto, seguindo para Recife (PE), cidade onde o musical estará em cena de 2 a 6 de setembro.
Estão previstas na sequência temporadas de “Anunciação – O musical de Alceu Valença” em capitais como São Paulo (SP) e Fortaleza (CE). O espetáculo foi orquestrado com o aval de Alceu Valença.

Fonte: G1 Entretenimento

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Primeiro álbum de Djavan faz 50 anos como retrato perene, mas incompleto, do cancioneiro singular do compositor


Djavan em foto da capa do álbum ‘A voz • O violão • A música de Djavan’, de 1976
Francisco Pereira / Reprodução
♫ MEMÓRIA – DISCOS DE 1976
♬ Em 9 de maio, Djavan estreia em São Paulo (SP), no estádio Allianz Parque, a turnê “Djavanear 50 anos – Só sucessos” que vai percorrer outras dez cidades do Brasil ao longo deste ano de 2026. O título da turnê alude aos 50 anos do lançamento do primeiro álbum do artista, “A voz • O violão • A música de Djavan”, lançado pela gravadora Som Livre em 1976 e impulsionado pelo sucesso do samba “Flor de lis” em todo o Brasil.
Na época, Djavan já tinha variado leque rítmico de composições, mas, por imposição mercadológica da diretoria da Som Livre, acabou debutando no mercado fonográfico com um álbum de estreia voltado para o samba, ritmo dominante entre as 12 faixas e em alta nas playlists da época. É por isso que o álbum “A voz • O violão • A música de Djavan” chega aos 50 anos como retrato perene, mas incompleto, da maestria do compositor.
Gravado com produção musical de Aloysio de Oliveira (1914 – 1995), sob direção de produção de Guto Graça Mello, o álbum “A voz • O violão • A música de Djavan” foi feito no embalo da projeção nacional obtida pelo cantor em 1975, através da TV Globo, com a veiculação do samba autoral “Fato consumado” no festival “Abertura” e com a gravação da música “Alegre menina” (Dori Caymmi e Jorge Amado) para a trilha sonora da novela “Gabriela” (1975).
Com essas duas ações sequenciais, o jogo começou a virar a favor de Djavan. Alagoano de Maceió (AL) que migrara em 1972 para a cidade do Rio de Janeiro (RJ) em busca de oportunidade profissional, Djavan era cantor conhecido somente pelo público da boate carioca 706, na qual cumpria expediente como crooner do conjunto do pianista Osmar Milito (1941 – 2024), emprego conseguido por indicação de João Araújo (1935 – 2013), diretor da Som Livre.
Por gostar muito do canto de Djavan, o executivo fez com que o cantor gravasse temas para trilhas sonoras de novelas da TV Globo. Foi assim que Djavan estreou em disco, no segundo semestre de 1973, com a gravação de samba inédito de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, “Qual é?”, para a trilha sonora da novela “Os ossos do barão” (Globo, 1973 / 1974).
Outras gravações para trilhas de novelas foram feitas na sequência pelo então desconhecido cantor, todas sem repercussão. Até que a sorte começou a sorrir para Djavan em janeiro de 1975 com o sucesso do samba “Fato consumado” no festival da Globo e com a gravação da primeira música autoral de Djavan, a balada “Rei do mar”, ouvida na voz do autor na trilha sonora da novela “Cuca legal”.
Estava aberto o caminho para a gravação do primeiro álbum, um disco de apresentação do cantor, compositor e músico, como já sinalizou o título “A voz • O violão • A música de Djavan”.
Formatado no estúdio da gravadora EMI-Odeon, em Botafogo, bairro da zona sul do Rio de Janeiro, com arranjos do tecladista Edson Frederico (1948 – 2011), o álbum tem o toque de músicos do naipe de Altamiro Carrilho (1924 – 2012) (flauta), Hélio Delmiro (1947 – 2025) (guitarra), Luizão Maia (1949 – 2005) (baixo), Mestre Marçal (1930 – 1994) (percussão) e Paulo Braga (bateria). Esse time de virtuoses garantiu o excelente acabamento instrumental de sambas como “Pára-raio”, exemplo da habilidade de Djavan para compor sambas sinuosos com divisão toda própria.
Entre samba autobiográfico que traçou a rota existencial do artista de Alagoas para o Rio de Janeiro (“E que Deus ajude”), sambas com o suingue singular do compositor (“Na boca do beco” e “Maria das Mercedes”) e samba de moldura mais tradicional mas nem por isso trivial (“Embola a bola”), Djavan flertou com a rítmica nordestina em “Maça do rosto” e espalhou “Ventos do Norte”, canção que fecha o álbum “A voz • O violão • A música de Djavan”.
O violão destacado no título do disco salta aos ouvidos no arranjo de “Quantas voltas dá meu mundo”, faixa situada no universo do samba-canção, mas totalmente fora do padrão do gênero. Esse violão descortina um mundo afro em “Magia”, faixa em que Djavan djavaneia o jazz das Alagoas com a forte personalidade musical de obra que o tornaria o gênio temporal da geração da MPB revelada nos anos 1960.
A primeira pedra fundamental dessa obra foi alicerçada há 50 anos com a edição de “A voz • O violão • A música de Djavan”, álbum que, se não se impõe entre os dez mais da discografia do artista, resiste bem ao tempo, tendo cumprido bem o papel de expor a singularidade do compositor naquele definidor ano de 1976.
Não fosse esse álbum de estreia, cuja capa criada pelo designer Cesar Villela (1930 – 2020) retratou o artista em foto de Francisco Pereira, Djavan talvez não estivesse se preparando em 2026 para voltar à cena com a turnê em que festeja 50 anos de merecido sucesso popular.
Capa do álbum ‘A voz • O violão • A música de Djavan’, de 1976
Francisco Pereira com arte de Cesar Villela

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta: antes de ‘Equilibrivm’, relembre a relação da cantora com o candomblé e a espiritualidade


Anitta aparece em meio à natureza nas imagens do vídeo-teaser em que revela os nomes das faixas do álbum ‘Equilibrium’
Reprodução / Vídeo ‘X’ Anitta
Anitta lança “Equilibrivm”, seu 8º álbum de estúdio, nesta quinta (16). Esse é o disco mais “místico” da cantora: entre referências ao candomblé (religião de Anitta) à natureza e à meditação, dá pra dizer que a Girl From Rio entrou em uma fase diferente.
É uma aposta pouco convencional para a artista, que ficou conhecida por brincar mais com o profano e sexual que com o sagrado e místico. Ela diz que o disco tem um pouco dos dois: tem fé, mas também tem festa.
No lado pessoal, quem acompanha a brasileira sabe que essa relação com a espiritualidade não é nova.
Em fase zen, Anitta reflete sobre arrogância e ‘desequilíbrio’: ‘Saúde pediu socorro’
Anitta e o candomblé
Anitta frequenta terreiros desde a infância, por influência do pai. A relação se firmou em 2013 quando, após o sucesso de “Show das Poderosas”, Anitta foi agradecer ao pai de santo Sérgio Pina pelas conquistas. Desde então, ela frequenta o terreiro dele, em Nova Iguaçu.
“Sempre frequentei [o candomblé e o catolicismo] até me identificar mais com o candomblé e seguir me dedicando o quanto posso dentro da minha rotina. Mas tenho curiosidade, respeito e admiração por todas as religiões e gostaria que todos também tivessem com a minha”, publicou no X em 2020.
Anitta também já contou que é Ekedi (“braço direito” de pais ou mães de santo) no terreiro. Em 2024, ela mostrou um pouco dessa rotina para anunciar o clipe de “Aceita”, do disco “Funk Generation”. O vídeo foi gravado no terreiro que a cantora frequenta.
Na publicação em que anunciava o clipe, Anitta também declarou ser filha de Logun Edé, orixá das águas e das florestas. Na época, ela perdeu cerca de 200 mil seguidores após expor um pouco da sua religião.
“Na tradição do candomblé, eu sou filha de Logun Edé, que é um orixá mega complexo. Sensível e bravo, inteligente e esperto, carinhoso e pragmático… Essa música traduz essas características para o meu universo, na minha história”, disse.
Anitta na gravação do clipe ‘Aceita’
Ricardo Brunini / Divulgação
Relação com espiritualidade
Em vídeos divulgados para promover o disco, Anitta disse que é adepta da “pluralidade de crenças”. Ela revelou também que acredita muito no budismo e no hinduísmo.
Nos últimos anos, Anitta também desenvolveu uma forte relação com a cosmoterapeuta Max Tovar.
Anitta passou a frequentar os retiros de Tovar para “imersões”, momentos em que passa por processos de terapia intensiva, para “limpeza e alinhamento do corpo físico, emocional, mental e astral”.
Quando Max lançou um livro em dezembro de 2025, Anitta emprestou a sua voz para uma série de meditações guiadas.
Segundo a cantora, esse momento “zen” veio de uma reflexão sobre suas próprias atitudes. Ela disse que vinha sentindo que tinha uma postura arrogante, julgadora e não queria mais agir dessa forma.
“Acho que [essa reflexão] vem muito de um momento em que a minha carreira era tudo que importava. Era como se não existisse mais nada. E por conta disso, eu me sobrecarreguei, me desequilibrei e a minha saúde pediu socorro”, disse ao g1.
Anitta em ritual com Max Tóvar
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Colar de Ryan SP com foto de Pablo Escobar foi apreendido pela PF; entenda fascínio pelo traficante


Por que Pablo Escobar ainda fascina, 30 anos depois de sua morte?
Por que o megatraficante colombiano Pablo Escobar causa tanto fascínio a cantores brasileiros mais de 30 anos depois de sua morte?
Essa pergunta pode surpreender, mas é algo que muita gente deve ter pensado a respeito desde que um colar com a foto do criminoso foi apreendida na casa do funkeiro MC Ryan SP, como parte de uma operação da Polícia Federal, nesta quarta-feira (15).
Além de Ryan e MC Pozo do Rodo, diversas outras pessoas foram presas e/ou tiveram os bens apreendidos na megaoperação, que investiga uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de 1,6 bilhão de reais.
8 das 10 músicas mais ouvidas no Brasil hoje têm artistas de produtoras alvos da PF
No meio de tudo isso, o que chamou muita atenção foi o colar de Ryan, e seu pingente dourado no formato do estado de São Paulo com a foto de um Pablo Escobar pensativo no meio.
E não é como se o cantor de 25 anos escondesse a admiração pelo narcotraficante, que morreu mais de sete anos antes de seu nascimento. Na foto de seu canal no YouTube mesmo, ele aparece usando o colar.
Colar com imagem de Pablo Escobar dentro de moldura com o mapa de São Paulo
Divulgação/PF
Acho que dá para dizer que o fascínio por Pablo cresceu nos últimos anos meio que misturado pela paixão do público pelo gênero de true crime, que retrata crimes ou criminosos da vida real.
Tanto que nos últimos 15 anos, o colombiano serviu como inspiração a diversos filmes e documentários sobre o seu império como o fundador do cartel de Medellín.
Entre eles, o maior provavelmente é a série “Narcos”. E não dá para ignorar a importância dela para o Brasil, já que o papel do criminoso ficou com Wagner Moura, que ganhou peso, aprendeu espanhol e virou meme com seu famoso bigode e cabelinho para o lado.
Em 2015, na época de seu lançamento, era raro encontrar alguém que não soubesse o significado de “plata o plomo”, famoso bordão que o traficante usava para falar que podia conseguir o que queria por bem (a “prata”), ou por mal (o “plomo”, ou “chumbo” em português).
Tudo isso ajudou a ressuscitar a figura no imaginário popular. Mais do que isso, transformou o personagem em sinônimo de sucesso, de “cool”, de ostentação e de poder. Mais ou menos igual ao que o Vito Corleone, de “O poderoso chefão”, também significa até hoje.
Cena da série ‘Narcos’, protagonizada pelo ator brasileiro Wagner Moura
Divulgação/Netflix
Ryan mesmo participou de pelo menos três músicas que falam sobre Pablo. A maior delas é “Festa linda”, de MC Kapela, que canta sobre viver solto e fazer acontecer – estilo Pablo Escobar. A música tem 24 milhões de visualizações no YouTube.
O maior sucesso das homenagens ao colombiano é o hit “Cartel do 900”, que tem mais de 146 milhões de visualizações na plataforma, e que canta sobre ter um carro como o de Pablo e ser perigoso como ele.
Além delas, outras músicas fazem tributos mais diretos. São os casos de canções como “A la Pablo”, do MC PP da VS, “Tipo Pablo”, do MC Kevin, e “Igual Pablo Escobar”, de MC IG – do qual Ryan SP participa.

Fonte: G1 Entretenimento