Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Bololô Records’, produtora musical de MC Ryan SP que projetou astros do funk, é alvo da PF


Imagens divulgadas nas redes sociais da produtora (@bololorecord) de MC Ryan SP, um dos sócios fundadores do selo.
Redes sociais
A Bololô Records, produtora e selo fonográfico fundado pelo cantor MC Ryan SP, foi um dos alvos da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15).
O g1 teve acesso ao relatório da PF, que afirma que essas empresas teriam sido utilizadas para mesclar receitas legítimas da produção musical com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.
A produtora é responsável pelo agenciamento de artistas como MC Meno K, protagonista do maior hit do selo, “Posso Até Não Te Dar Flores”. Além de nomes como MC Jacaré e o produtor Japa NK.
Além do selo principal, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e ativos de outras empresas ligadas a MC Ryan SP: a MC Ryan SP Produção Artística LTDA, a Ryan SP Holding Patrimonial LTDA e o Bololô Restaurant & Bar LTDA.
A decisão inclui o sequestro de valores em contas bancárias e a alienação de criptoativos. Saiba mais.
Empresários do funk também são alvos da operação
Empresários de produtoras de funk de São Paulo também estão entre os alvos da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (15).
Na esquerda, Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, sócio da GR6. Na direita, Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, dono da Love Funk.
Redes sociais
A ação visa desarticular uma associação criminosa voltada à movimentação ilícita que ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
A 5ª Vara Federal de Santos expediu 39 mandados de prisão temporária, com prazo de 30 dias. O g1 teve acesso à lista. Entre os nomes citados estão Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, da GR6 Eventos, e Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, dono da Love Funk.
A GR6 se define nas redes sociais como a “número 1 do funk” e é responsável pela gestão de carreiras de cerca de 300 nomes ligados ao gênero, entre eles MC Livinho, MC Hariel, MC Don Juan e MC IG.
Já a Love Funk, empresa de Henrique Viana, é responsável pela carreira de nomes como MC Paiva e Paulinho da Capital, além de ter sido base para o lançamento de artistas como MC Daniel.
O g1 procurou as produtoras GR6 e Love Funk, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.
O que diz a PF
As investigações da Polícia Federal detalham o papel central dos empresários do setor musical no fluxo financeiro da organização:
Rodrigo Inácio de Lima Oliveira: Vinculado à produtora GR6 Eventos, é citado por realizar transferências diretas a MC Ryan SP. Ele já foi alvo de investigações anteriores por suposto financiamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Henrique Alexandre Barros Viana: Identificado como responsável por operações financeiras sem lastro e também investigado por suspeita de lavagem de dinheiro para a facção criminosa.
A operação
Segundo a Polícia Federal, os suspeitos utilizavam operações financeiras de alto valor, transações com criptoativos no Brasil e no exterior e o transporte de dinheiro em espécie para dissimular a origem dos recursos. Nessa mesma operação, foram presos os artistas MC Ryan SP e Poze do Rodo.
Entenda os motivos que levaram os MCs Ryan SP e Poze do Rodo para a prisão
Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, é um dos principais nomes do funk nacional. Em nota, a defesa dele disse que ainda “não teve acesso ao procedimento, que tramita sob sigilo”, mas ressaltou a “absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras”.
Disse ainda que “todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada”.
No caso de MC Poze do Rodo, que se chama Marlon Brandon Coelho Couto Silva e tem 27 anos, a defesa afirmou que “desconhece os autos ou teor do mandado de prisão” e que, quando tiver acesso aos documentos, “se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”.
Segundo as investigações, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.
As investigações continuam e os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Sócio da GR6 já foi alvo de operação antes
Rodrigo Oliveira já havia sido alvo da Operação Latus Actio, em março de 2024, quando a PF apreendeu carros de luxo e aeronaves.
Na ocasião, a defesa do empresário afirmou que ele era vítima de “preconceito contra o funk”. Agora, a PF apura se o setor fonográfico foi utilizado para dissimular valores bilionários através de transações com criptoativos e movimentações de alto valor em espécie.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Sydney Sweeney volta a fazer campanha da American Eagle após polêmica sobre eugenia e sexualização


Sydney Sweeney aparece em nova campanha da American Eagle
Reprodução/Instagram
A atriz Sydney Sweeney voltou a fazer uma campanha de marketing para a marca American Eagle após as polêmicas que associaram os últimos comerciais a racismo, eugenia e objetificação feminina no último ano.
Em um anúncio divulgado neste mês, Sydney posa para a câmera e diz: “Qual marca estou usando? É, aquela mesma”.
A frase é seguida de uma risada.
Sydney Sweeney aparece em nova campanha da American Eagle
Reprodução/Youtube
No ano passado, a atriz e a marca foram criticadas por um dos anúncios que trazia imagens sensuais da artista e fazia um trocadilho com as palavras “jeans” e “genes” — em inglês, a pronúncia dos termos é similar.
Assim como uma boneca Barbie, Sydney Sweeney é loira, tem olhos azuis e um corpo considerado padrão. Esse é um perfil estético que, culturalmente, é imposto como o ideal de beleza feminina.
A campanha da American Eagle dizia que Sydney “tem um jeans ótimo”.
Além disso, segundo as críticas, em todos os vídeos e imagens da propaganda, Sydney estava bastante sensual. Com os seios e quadris em destaque, e caras e bocas provocativas.
Sydney Sweeney vira alvo de polêmica sobre racismo e erotização; entenda
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a campanha considerada anti-woke na época.
“Sydney Sweeney, uma republicana registrada, tem o anúncio mais quente que existe”, escreveu Trump em sua plataforma de mídia social.”Ser ‘woke’ é coisa de perdedores, ser republicano é o que você quer ser.”
Diante da declaração do presidente, o g1 conferiu e, na época, o nome da atriz constava como republicana registrada.
Segundo o site americano da Vanity Fair, no ano passado, as vendas da marca cresceram em 10% após a campanha, rendendo cerca de 200 milhões de dólares a American Eagle.
LEIA TAMBÉM
Empresários de produtoras de funk de SP estão entre os alvos de operação da PF contra lavagem de R$ 1,6 bilhão
Polícia investiga denúncia de agressão sexual contra Katy Perry na Austrália
Resposta da atriz
Sydney só se pronunciou meses após os comerciais. Em entrevista à jornalista Kat Stoeffel, quando perguntada sobre a reação do público à campanha, a atriz disse apenas que “fez uma campanha de jeans”.
“Assim, a reação foi definitivamente uma surpresa, mas… eu amo jeans. Tudo que eu uso é jeans”, completou.
Após a repercussão negativa da entrevista, a atriz voltou a comentar o assunto. À revista People, Sydney comentou que não concordava com as visões que foram associadas às propagandas.
“Fiz a campanha porque amo os jeans e amo a marca. Eu não apoio as visões que algumas pessoas escolheram associar à campanha. Muitos atribuíram motivos e rótulos a mim que simplesmente não são verdadeiros”, afirmou.
“Quem me conhece sabe que estou sempre tentando unir as pessoas. Sou contra o ódio e a polarização. No passado, minha postura sempre foi nunca responder a relatos negativos ou positivos, mas recentemente percebi que meu silêncio sobre esse assunto só ampliou o abismo, não o fechou. Espero que este novo ano traga mais foco no que nos conecta, em vez do que nos separa”, continuou.
Sydney Sweeney em campanha da American Eagle
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Madonna anuncia novo álbum; ‘Confessions II’ é descrito como sequência de disco de 2005


Madonna na capa de ‘Confessions II’
Divulgação
Após muita expectativa, Madonna anunciou nesta quarta (15) o disco “Confessions On a Dance Floor Part II” (ou apenas “Confessions II”), sequência do aclamado álbum de dance music de 2005. O álbum será lançado no dia 3 de julho de 2026.
Assim como o primeiro, “Confessions II” é descrito como um disco para as pistas, concebido para ser ouvido do início ao fim, sem pausas entre as músicas, como um set de DJ.
Para o álbum, Madonna voltou a trabalhar com o produtor Stuart Price. O britânico não só assina o primeiro disco, como já produziu sucessos de Dua Lipa, Kylie Minogue e Pet Shop Boys.
“Quando Stuart Price e eu começamos a trabalhar neste disco, este era o nosso manifesto: Precisamos dançar, celebrar e orar com nossos corpos. São coisas que fazemos há milhares de anos — são práticas verdadeiramente espirituais. Afinal, a pista de dança é um espaço ritualístico. É um lugar onde você se conecta com suas feridas, com sua fragilidade”, declarou a cantora em comunicado à imprensa.
Primeiro ‘Confessions’
Lançado em 2005, “Confessions on a Dance Floor” resgata as raízes da disco music e do europop. Produzido majoritariamente por Stuart Price, o álbum tem o hit “Hung Up”, maior sucesso de Madonna das últimas duas décadas.
Amplamente considerado o “retorno triunfal” de Madonna ao topo da música pop, o disco não apenas reafirmou a relevância de Madonna, mas também definiu o padrão estético e sonoro para a dance music daquela década.
Capa de Confessions on a Dance Floor (2005), álbum de Madonna
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Empresários de produtoras de funk de SP estão entre os alvos de operação da PF contra lavagem de R$ 1,6 bilhão


Na esquerda, Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, sócio da GR6. Na direita, Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, sócio da GR6.
Redes sociais
Empresários de produtoras de funk de São Paulo estão entre os alvos da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (15).
A ação visa desarticular uma associação criminosa voltada à movimentação ilícita que ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
A 5ª Vara Federal de Santos expediu 39 mandados de prisão temporária, com prazo de 30 dias. O g1 teve acesso à lista. Entre os nomes citados estão Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, da “GR6 Explode”, e Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, dono da “Love Funk”.
Segundo a Polícia Federal, os suspeitos utilizavam operações financeiras de alto valor, transações com criptoativos no Brasil e no exterior e o transporte de dinheiro em espécie para dissimular a origem dos recursos. Nessa mesma operação, foram presos os artistas MC Ryan SP e Poze do Rodo.
O g1 procurou as produtoras “GR6” e “Love Funk”, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Wagner Moura entra na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo e estampa uma das capas

Wagner Moura entra na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo e estampa uma das capas

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Polícia australiana abre investigação contra Katy Perry por agressão sexual


Ruby Rose acusa cantora Katy Perry de assédio sexual. Caso teria acontecido há 20 anos.
Divulgação
A cantora americana Katy Perry está sendo investigada na Austrália por acusações de agressão sexual feitas pela atriz Ruby Rose, segundo a polícia e a imprensa informaram nesta quarta-feira (15).
Rose denunciou nas redes sociais que a cantora, atual parceira do ex-primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, a teria agredido em uma casa noturna de Melbourne há quase duas décadas. As postagens tiveram grande repercussão na imprensa, mas foram apagadas.
Na terça-feira (14), Rose, conhecida por seu papel na série de televisão “Orange is the New Black”, anunciou que formalizou a denúncia à polícia. Segundo ela, por se tratar de um caso em investigação, não pode comentar publicamente os detalhes.
Procurada, a polícia do estado de Victoria, que se recusou a mencionar o nome de Perry, mas reconheceu que está “investigando uma agressão sexual ocorrida em Melbourne em 2010”.
“Como a investigação está em curso, não seria apropriado fazer mais comentários no momento”, acrescentou um porta-voz.
Um representante de Perry desmentiu as acusações em uma declaração à revista Variety.
“As acusações que Ruby Rose divulga nas redes sociais sobre Katy Perry não são apenas categoricamente falsas, como também são mentiras perigosas e imprudentes”, afirmou.
“Rose tem um histórico bem documentado de graves acusações públicas nas redes sociais contra diversas pessoas, acusações que têm sido repetidamente desmentidas pelos envolvidos”, acrescentou.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Elis Regina revive em álbum póstumo produzido a partir da voz da cantora em especial de TV gravado há 40 anos


Elis Regina (1945 – 1982) no camarim do Teatro Bandeirantes em 1976
Divulgação / Bob Wolfenson
♫ NOTÍCIA
♬ Já está em processo de formatação mais um álbum póstumo de Elis Regina (17 de março de 1945 – 19 de janeiro de 1982), previsto para ser lançado em novembro com dez faixas.
Antes mesmo do lançamento da controvertida edição remixada do álbum “Elis” (1973), alvo de indignação pública do pianista e arranjador do disco, Cesar Camargo Mariano, João Marcello Bôscoli e o engenheiro de som Ricardo Camera já vinham trabalhando em álbum criado a partir do áudio extraído da gravação de especial filmado pela cantora para a TV Bandeirantes em 1976.
Esse trabalho de revitalização do áudio de 1976 transcorre paralelamente às dissonâncias relativas á remixagem do álbum de 1973 – caso que já pode até parar na Justiça (Cesar Camargo Mariano já notificou a gravadora Universal Music e João Marcello Bôscoli estaria cogitando processar Mariano, de acordo com texto publicado no blog do jornalista Julio Maria, biógrafo de Elis Regina).
Feita há 40 anos por Elis no estúdio paulistano Vice-Versa, em 16 canais, essa gravação já tinha originado em 1984 o álbum póstumo “Luz das estrelas”, produzido por Max Pierre e Rogério Costa (1949 – 1996), irmão de Elis, com a voz da cantora posta sobre novos arranjos criados na ocasião com a tecnologia da época.
Em essência, o processo que gerou “Luz das estrelas” – disco lançado com pompa pela gravadora Som Livre em 1984 – é similar ao processo feito na corrente produção desse novo álbum gerado a partir da voz da cantora no mesmo especial de TV, só que com o auxílio dos recursos digitais do século XXI. Leia-se IA. A ideia do projeto surgiu em 2023 em conversa de João Marcello Bôscoli com o irmão Pedro Mariano.
Extraída da gravação do especial (mas recuperada a partir de fita enviada pela gravadora Som Livre à família de Elis, não da fita original do programa de TV, aparentemente perdida), a voz de Elis Regina nas dez músicas foi restaurada pelo engenheiro de som Ricardo Camera através de softwares de IA que reduzem ou eliminam ruídos e interferências.
Restaurada a voz, uma nova base instrumental foi produzida nos Estúdios Trama NaCena, em São Paulo (SP), com arranjos criados por Marcelo Maita com a ambição de soarem contemporâneos e, ao mesmo tempo, serem fiéis ao ao universo musical de Elis Regina, cantora que tinha apurada musicalidade e, por isso mesmo, era exigente com a criação e execução dos arranjos.
Foram arregimentados músicos como Conrado Goys (guitarra), Daniel de Paula (bateria), Paulinho da Costa (percussão e percussão vocal) e Robinho Tavares (baixo). Os instrumentistas se juntaram ao arranjador Marcelo Maita (piano elétrico e sintetizador) para a gravação de músicas como “Corsário” (João Bosco e Aldir Blanc).
Apresentada ao Brasil na voz de Ney Matogrosso em 1975, no primeiro álbum solo do cantor, a música “Corsário” foi incluída por Elis no roteiro do especial da TV Bandeirantes ao lado de outras composições de João Bosco e Aldir Blanc (1946 – 2020), dupla recorrente no repertório da cantora desde 1972.
Com capa que expõe a assinatura de Elis, o single com a nova versão de “Corsário” está programado para ser lançado em 10 de maio, Dia das Mães, dando sequência ao projeto tornado público exatamente dois anos antes, em 10 de maio de 2024, com a edição do single que apresentou a nova versão de “Para Lennon e McCartney” (Lô Borges, Marcio Borges e Fernando Brant, 1970).
Originalmente intitulado “Elis para sempre”, esse próximo álbum póstumo de Elis Regina poderá ter músicas como “Triste” (Antonio Carlos Jobim, 1967), “O mestre-sala dos mares” (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) e “Gol anulado” (João Bosco e Aldir Blanc, 1967).
Capa do single póstumo ‘Corsário’, de Elis Regina (1945 –1982)
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

João Gomes, Melody, Luísa Sonza… por que o público não está entendendo o que eles cantam?


João Gomes, Melody, Luísa Sonza: por que o público não está entendendo o que eles cantam?
Nas redes sociais, o público tem falado bastante a respeito da cantoria de alguns artistas brasileiros. As queixas variam entre deboche e frustração: “João Gomes tem uma dicção pior do que a minha” ou “é impossível entender uma única palavra que a Luísa Sonza está cantando nessa música nova”.
A caixinha de reclamações ainda tem espaço para mais. De hits como “Pipoco” e “Assalto Perigoso” de Melody até o sertanejo de Zezé Di Camargo & Luciano, há uma reclamação frequente entre o público: parece que nem todo mundo está entendendo o que está sendo cantado.
O g1 ouviu especialistas para tentar desvendar se o que o público contesta é, na verdade, uma escolha estética, uma influência internacional, uma questão de dicção ou tudo ao mesmo tempo. Confira abaixo.
Quatro explicações possíveis… no mínimo
De acordo com o professor de canto Adailton Silva, a forma como um artista canta é resultado de uma construção moldada por diversos fatores. Ele elenca as quatr ofundamentais:
Físico: Envolve desde a anatomia do diafragma até a respiração natural que podem tornar a voz mais anasalada.
Técnico: É o uso consciente de “ornamentos” como melismas (várias notas em uma sílaba), apogiaturas e drives, que alteram a estética sonora original.
Tecnológico: O uso de efeitos de estúdio, como reverb, eco e corretores de afinação (melodrame), que mexem na textura final da voz gravada. Também a qualidade do som em apresentações ao vivo.
Cultural e de estilo: Sotaques e gírias do Norte e do Sul do país influenciam não apenas a pronúncia das palavras, mas também o tom e a cadência da fala. O mesmo vale para outros idiomas. Também influenciam os estilos que os artistas cresceram ouvindo, claro, e acabam incorporando em sua assinatura.
João Gomes, Melody e Luísa Sonza
Divulgação
João Gomes, Luiz Gonzaga e o canto de aboio
E é justamente esse pilar cultural, que Adailton chama de “primeira digital da voz”, que pode ajudar a decifrar a estética por trás do canto “embolado” de João Gomes.
Initial plugin text
“Se você reparar nos cantores da mesma região, como o próprio Luiz Gonzaga, eles cantavam de um jeito semelhante. Isso acontece porque a região sofreu muita influência do aboio, o canto usado para tocar o gado”, afirma.
João Gomes
Reprodução/Redes Sociais
Para Rafael Dantas, treinador vocal, o cantor do piseiro é um exemplo de como a personalidade reflete diretamente na voz. “Eu vejo o João Gomes como uma pessoa muito tímida e autêntica. Ele canta como se estivesse conversando em casa, numa região confortável para a voz dele”, analisa.
Melody e seus falsetes…
No caso da cantora pop Melody, famosa pelos seus passeios de jetskis e falsetes, o nó na compreensão do público pode residir no uso dos “lugares de ressonância”.
Os professores explicam que os antigos termos “voz de peito” (notas graves) e “voz de cabeça” (notas agudas) referem-se, na verdade, a ajustes musculares e sensações de vibração no corpo.
Initial plugin text
Essa técnica é levada ao extremo da nasalidade pela cantora Melody. Embora Rafael elogie o timbre da artista, ele aponta que a escolha por essa sonoridade “fanha” é uma faca de dois gumes:
“É um lugar gostoso de cantar e garante uma vida vocal mais longa, pois não exige grandes esforços das pregas vocais. Mas se o som vaza pelo nariz, como é o caso dela, ninguém entende direito o que está sendo dito”, explica.
… e autotunes
Adailton cita ainda o peso da tecnologia nessa “estética vocal final”. O uso de efeitos em estúdios como reverb, eco e corretores de afinação (como o Melodyne) podem criar uma camada na textura da voz a ponto de parecer “robótica”.
Initial plugin text
Essa combinação de ressonância nasal com processamento tecnológico ajuda a criar a sonoridade característica dos hits de Melody, é verdade. Mas também parece levantar uma barreira entre o que é cantado e o que é compreendido.
Luísa Sonza e a influência do ‘canto americano’
O caso de Luísa Sonza é o exemplo de quando o estudo técnico esbarra no idioma. Segundo Rafael, ela domina a técnica, mas na hora de passar isso para o português, a clareza das palavras acaba saindo prejudicada.
Initial plugin text
A cantora é influenciada musicalmente por uma escola americana de canto: uma técnica focada em grandes palcos, microfones de alta sensibilidade e coreografias complexas. O problema é quando ela leva essa técnica ao canto em português.
“Quando a gente diz que a voz ‘bate no nariz’, na verdade estamos falando de uma ressonância na frente do rosto. Mas, como no Brasil nossa referência de frente é o nariz, muitos artistas acabam apoiando o som lá, e isso vira uma coisa bem fanha”, diz.
Segundo ele, o nosso idioma é uma língua “pesada” e muito silábica, o que gera um conflito estético quando se tenta aplicar a leveza do agudo americano às nossas palavras.
Luísa Sonza
Divulgação
Após o lançamento do novo álbum de estúdio “Brutal Paraíso”, em 7 de abril, Luísa Sonza recebeu diversos comentários por parte do público de que não estaria conseguindo entender as letras.
Além da técnica de canto, outro fator que se aplica nesse caso é a mixagem, isto é, o processo de equilibrar e processar múltiplas faixas de áudio (instrumentos, voz e efeitos).
A crítica não foi por apenas em uma ou duas faixas. Em boa parte do álbum, a voz de Luísa está “mergulhada” nos instrumentos. Isso pode ser uma escolha estética, mas torna a compreensão ainda mais complicada.
Por que um artista pode soar melhor em inglês?
Essa “desconexão” por parte do público explica por que muitos fãs comentam que Luísa Sonza e outras artistas “cantam melhor” quando interpretam músicas internacionais.
“Os fonemas do inglês são mais fáceis de pronunciar em determinadas notas agudas do que os nossos. O português, por ser muito rígido nas sílabas, não fica tão ‘bonito’ nessa estética americana”, analisa Adailton.
Sertanejo, o nosso ‘rock americano’
A mesma tendência aparece no sertanejo. A busca por notas altíssimas transformou o estilo em uma espécie de equivalente nacional às baladas norte-americanas, exigindo um preparo vocal específico.
“O sertanejo vai muito para esse lugar do rock americano. A gente não tem rock cantado em português com essa altura e esses agudos. Para nós, o nome disso é música sertaneja”, explica Rafael Dantas.
Chitãozinho e Zezé Di Carmargo
Divulgação
Ele cita Xororó como o grande exemplo de domínio técnico: “Ele busca uma leveza para as notas agudas que é absurda. Parece a mesma voz de 40 anos atrás porque ele buscou a forma do canto, e não apenas o som”.
O risco, segundo o especialista, é quando o artista tenta imitar o som agudo sem a técnica correta, como aconteceu com Zezé Di Camargo.
Mulheres do sertanejo e o ‘grave de respeito’
No caso das mulheres, o debate ganha ainda uma camada cultural. O professor explica que vozes graves são associadas à credibilidade e imposição.
Por isso, artistas como Paula Fernandes, Simone Mendes e Marília Mendonça trouxeram o grave para o centro de suas músicas, mesmo precisando alcançar notas altas.
Marília Mendonça: Para o especialista, Marília demonstrava uma técnica superior, transitando com fluidez entre graves e agudos.
Simone Mendes: Busca o conforto na região que já domina, enfrentando os agudos até onde o limite vocal permite.
Paula Fernandes: É apontada como alguém que canta em uma região confortável, mas com uma articulação “entre os dentes”, o que pode dificultar a clareza para alguns ouvintes.
Marília Mendonça. Simone Mendes e Paula Fernandes.
Divulgação
O que pode ser feito para melhorar a compreensão?
Para os professores, o caminho é trabalhar mais a articulação. Um deles, Rafael, explica que muitos cantores brasileiros têm um certo medo de “abrir demais a boca” ou de fazer caretas, porque querem estar sempre bonitos para a câmera.
Mas é justamente esse contorno facial e essa abertura que trazem clareza para as consoantes.
“Compare com uma Beyoncé: ela faz caretas, abre a boca, mexe muito a boca, e a gente entende tudo o que ela canta, mesmo dançando” , comenta.
No Brasil, os artistas também precisam, cada um à sua maneira, encontrar esse equilíbrio: seguir com seu estilo próprio e manter a voz confortável, mas não deixar o público perder a mensagem que está sendo dita.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Proibidão protegidão’: programa da ONU utiliza funks no Spotify para divulgar proteção contra o HIV


Unaids utiliza funk para falar com os jovens sobre camisinha e HIV
🔥’O funk é proibidão, mas agora tá protegidão’; 🫦’Bota capa e vem com prevenção’.
🎶O funk, um dos ritmos mais ouvidos e influentes do país, virou ferramenta de saúde pública. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) lançou no início deste mês a iniciativa “Proibidão Protegidão”.
A ideia é ocupar os mesmos espaços onde a geração Z está e usar o ritmo musical para levar informações sobre a prevenção ao HIV diretamente ao celular dos jovens.
🔎Para isso, a campanha utiliza o Spotify Canvas — ferramenta de vídeos em loop de oito segundos que acompanha a reprodução das faixas — como um espaço inédito de mídia.
Hits de artistas como MC Livinho, MC Mari e MC Pikachu, que somam cerca de 300 milhões de visualizações na plataforma, tiveram seus visuais originais substituídos por animações que promovem o uso do preservativo.
A iniciativa inclui as faixas:
‘Fazer Falta’ do Mc Livinho, Perera DJ
‘Flauta’ da MC Mari, Perera DJ
‘Vínculo Nenhum’ do Mc Davi
‘Lá no Meu Barraco’ do Mc Pikachu
Imagens da campanha “Proibidão Protegidão” nas músicas do Spotify
UNAINDS/Divulgação
Para Thainá Kedzierski, oficial de Comunicação e Advocacy do UNAIDS Brasil, adaptar a linguagem é essencial para ampliar a prevenção.
‘Uma comunicação baseada na autonomia e nas escolhas individuais é fundamental para uma resposta ao HIV mais equitativa, especialmente entre os jovens, grupo que ainda concentra a maior parte das novas infecções’, indica Thainá.
Prevenção e tratamento gratuitos no SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece de forma gratuita:
PrEP (Profilaxia Pré-Exposição)
PEP (Profilaxia Pós-Exposição)
preservativos internos e externos
lubrificantes
autoteste para HIV
tratamento antirretroviral para pessoas que vivem com HIV.
🔎 As profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP) são intervenções biomédicas que consistem no uso de antirretrovirais para prevenir a infecção pelo HIV.
O SUS também mantém oferta universal e gratuita de terapia antirretroviral. Mais de 225 mil pessoas utilizam o comprimido único com menor risco de efeitos adversos e melhor grau de aceitação.
Por exigir apenas uma dose diária, o esquema melhora a adesão e a qualidade de vida de pacientes infectados pelo HIV.
Além do Diagnóstico: A evolução do tratamento do HIV
Novas infecções entre jovens
A ação é uma resposta ao aumento de infecção pelo vírus da AIDS na população mais jovem. De acordo com o “Boletim Epidemiológico – HIV e Aids 2025”, do Ministério da Saúde, 48,7% das novas infecções por HIV foram registradas em pessoas de 15 a 29 anos em 2024.
Os últimos dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE), realizada pelo IBGE em 2019, também mostram que o percentual de jovens de 13 a 17 anos que afirmam usar preservativo nas relações sexual caiu.
Os números passaram de 72,5% em 2009 para 59% em 2019, uma queda de mais de 13 pontos percentuais em 10 anos.
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Gabriela é eliminada do ‘BBB 26’ com 64,12% da média dos votos


Quem saiu do BBB 26? Gabriela é a décima quinta eliminada do reality
Reprodução/TV Globo
Gabriela foi eliminada da 26ª edição do “Big Brother Brasil” no Paredão desta terça-feira (14). A sister deixou a casa após receber 64,12% da média dos votos.
Isso É Fantástico: como nasce um BBB? Ouça trechos inéditos da conversa com Tadeu Schmidt e Rodrigo Dourado
William Bonner e Sandra Annenberg invadem a casa do BBB!
Ela disputava a preferência do público com Juliano Floss e Ana Paula Renault, que ficaram com 29,24% e 6,64% da média, respectivamente.
Gabriela é uma das últimas participantes resistentes do Quarto Branco. Aos 21 anos, a paulista se divide entre os estudos de Psicologia e o trabalho como vendedora ambulante. Desde os 15 anos, quando começou em um buffet infantil, ela nunca deixou de correr atrás de oportunidades. Comunicativa e determinada, Gabriela sonha em transformar a vida da família após o BBB 26.
Confira os percentuais da votação:
Gabriela
Média: 64,12%
Voto Único: 63,00%
Voto Torcida: 66,74%
Juliano Floss
Média: 29,24%
Voto Único: 30,61%
Voto Torcida: 26,03%
Ana Paula Renault
Média: 6,64%
Voto Único: 6,39%
Voto Torcida: 7,23%

Fonte: G1 Entretenimento