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Passageiro é preso com 246 iPhones em mala no Aeroporto de Guarulhos

Um passageiro, de 36 anos brasileiro foi preso, nesta quinta-feira (2), com 246 aparelhos iPhones trazidos em três malas após desembarcar de uma viagem dos Estados Unidos no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo a Receita Federal, uma equipe de fiscalização de bagagem e da alfândega surpreenderam o passageiro, que se apresentou no canal de não declarantes. Ele vinha de Miami e seguiria para o Rio de Janeiro. A carga foi avaliada em R$ 1 milhão. O passageiro não tinha nota fiscal do produto.

Durante a ação de fiscalização aduaneira, foram encontrados os iPhones, todos novos. Os celulares foram apreendidos e o passageiro encaminhado à Polícia Federal por tentativa de introduzir no país bens sem pagamento do imposto devido.
Passageiro é flagrado com 246 iPhones em mala no Aeroporto de Guarulhos (Foto: Receita Federal/Divulgação) Passageiro é flagrado com 246 iPhones em mala no Aeroporto de Guarulhos (Foto: Receita Federal/Divulgação)

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Marcio Lacerda cogita ir à Justiça caso PSB intervenha para retirar sua candidatura

Belo Horizonte

Em entrevista à imprensa nesta quinta (2), o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), afirmou que fará tudo que estiver ao seu alcance para manter sua candidatura ao governo de Minas até o fim, após a direção do partido ter determinado sua retirada.

Segundo Lacerda e seus aliados, a judicialização da questão já é estudada, com advogados sendo consultados sobre o assunto. Uma intervenção do PSB nacional em Minas significaria a derrubada do diretório estadual, que é a favor de Lacerda.

“Se o presidente do partido emitir essa resolução, precisa ainda ter uma votação da executiva. Mas mesmo que a executiva aprove isso, do ponto de vista jurídico, é preciso que o candidato tenha violado alguma coisa em termo de normas do partido e não é o caso. Então eventualmente, é possível judicializar”, disse Lacerda.
Marcio Lacerda conversa com Ciro Gomes em evento em Tiradentes (MG) – Carolina Linhares/Folhapress

Ele diz que não foi comunicado oficialmente da decisão do partido e que não violou regras para justificar a intervenção.

“Como não existe nada disso, cheguei a conclusão óbvia de estarmos aqui enfrentando uma truculência, um ato antidemocrático absolutamente injusto e que me provocou muita revolta e indignação. E me levou a insistir nessa candidatura, reforçou a nossa determinação de disputar o governo.”

Lacerda ainda condenou o acordo ente PT e PSB que colocou sua candidatura em risco. “A tentativa de intervenção não terá condições de prosperar em função do aspecto ético, moral, legal e político. É uma demonstração de que a velha política continua prosperando, os acordos de cúpula na calada da noite para manter no poder grupos tradicionais que provocaram a infelicidade que o país vive hoje”, disse.

Ele comentou o papel de Lula na articulação, afirmando que ele trabalha para manter o protagonismo do PT na esquerda. “A disputa pela hegemonia no campo da esquerda até agora está sendo ganha pelo PT dada essa rendição do PSB a esse instrumento da velha política.”

Lacerda afirmou que tem o apoio da maioria do partido em Minas e espera que a direção estadual seja mantida. No caso de judicialização, porém, o risco é trazer insegurança para os partidos que o apoiam.

O ex-prefeito já tinha o apoio do PDT e do Pros, que estão mantidos, e confirmou que tinha negociação avançada com MDB, PV, PRB e Podemos, além de poder também agregar o adversário Rodrigo Pacheco (DEM) e os partidos aliados dele.

Lacerda disse ter recebido o apoio dos partidos de sua aliança por meio de telefonemas nesta quinta. “Manifestaram solidariedade e intenção de manter essa aliança que vem sendo negociada com muito sucesso”, disse.

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Por que a Igreja Católica decidiu condenar a pena de morte – e por que não havia feito isso antes 8

Em decisão histórica, o papa Francisco declarou nesta quinta-feira que a pena de morte é inadmissível quaisquer que sejam as circunstâncias.

A medida foi histórica tanto pelo teor quanto pelo formato. Pelo teor, porque até então o Vaticano sempre procurou não interferir nessa espinhosa questão, entendendo que a decisão de adotá-la cabia aos governos dos países. Pelo formato, porque não foi uma simples declaração, mas uma alteração no catecismo da Igreja Católica, o compêndio que reúne a exposição da fé e da doutrina do catolicismo.

A revisão foi anunciada no Vaticano. O papa aprovou a nova redação do item 2267 do catecismo com o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Luís Ladaria.

“A Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, e se empenha com determinação por sua abolição em todo o mundo”, disse o papa.

Significa que, de hoje em diante, a Igreja prega oficialmente contra a pena de morte. “A partir de agora, quem for a favor da pena de morte está claramente ao contrário do que a Igreja ensina”, resume o vaticanista Filipe Domingues. O novo texto do catecismo diz que “a dignidade da pessoa não é perdida nem depois de ter cometido crimes gravíssimos.”

O cardeal Ladaria se incumbiu de remeter uma carta informando aos bispos de todo o mundo a respeito da alteração. No texto, ele diz que a mudança é uma evolução natural do ensinamento da Igreja.

“Durante muito tempo, o recurso à pena de morte, por parte da legítima autoridade, era considerada, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que extremo, para a tutela do bem comum”, diz comunicado da Santa Sé.

“No entanto, hoje, torna-se cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não fica privada, apesar de cometer crimes gravíssimos. Além do mais, difunde-se uma nova compreensão do sentido das sanções penais por parte do Estado. Enfim, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que garantem a indispensável defesa dos cidadãos, sem tirar, ao mesmo tempo e definitivamente, a possibilidade do réu de se redimir.”
Mudança gradual na doutrina católica

“O que houve foi uma mudança real naquilo que a Igreja já vinha defendendo sobre a pena de morte. Não foi uma mudança brusca, foi uma mudança gradual, porque já os papas João Paulo 2o e Bento 16 eram contrários à pena de morte e falavam isso”, contextualiza o vaticanista Domingues. “Mas o catecismo ainda dizia que, em alguns casos, quando para a defesa do bem comum, para proteger a sociedade e quando não houvesse nenhum outro recurso, a pena de morte seria admissível, após a certeza de que a pessoa era culpada.”

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Separação de famílias na fronteira dos EUA foi ‘momento infeliz’, diz Ivanka Trump 3

A filha do presidente dos Estados Unidos Ivanka Trump, 36, se pronunciou nesta quinta-feira (2) contra a rigidez de seu pai em relação à separação de famílias na fronteira, apontando que as notícias sobre esta polêmica política representaram um “momento infeliz” de seu mandato na Casa Branca.

Ivanka, que se descreveu como “filha de imigrantes” – sua mãe nasceu e cresceu na antiga Checoslováquia – disse que estava convencida de que a crise se agravou no início deste ano quando milhares de crianças foram separadas de seus pais migrantes.

Esse foi um momento infeliz para mim também

A declaração aconteceu durante uma conferência organizada pelo site Axios, referindo-se à política de “tolerância zero” do governo de seu pai, Donald Trump.

“Sou muito contra a separação das famílias e a separação de pais e filhos, de modo que estou de acordo com esse sentimento”, acrescentou a empresária, que também é assessora do presidente.

Ivanka Trump também se distanciou dos ataques de seu pai aos meios de meios de comunicação, que aumentaram os níveis de antagonismo com a imprensa em recentes eventos presidenciais.

“Não sinto que os meios de comunicação sejam inimigos das pessoas”, disse Ivanka quando questionada sobre o tema.

A crise de imigração, que se agravou quando foi revelado um áudio com gritos e choros de crianças chamando por suas mães, causou uma tempestade dentro e fora dos Estados Unidos, e em junho o presidente revogou a medida.

Donald Trump ordenou o fim das separações, mas até a data limite da semana passada outorgada pela justiça para reunir as crianças com seus familiares, 711 dos cerca de 2.500 menores separados continuavam sem ser reunidos com seus pais, e as autoridades não souberam dizer quando isso acontecerá.

Ivanka disse que sua mãe, a primeira esposa de Donald Trump, chegou aos Estados Unidos de forma legal.

“Desse modo, somos muito cuidadosos sobre incentivar uma conduta que ponha as crianças em risco de serem traficadas, em risco de entrarem neste país com ‘coiotes’ (traficantes de pessoas) ou que façam uma viagem extremamente perigosa sozinhas”, acrescentou.

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Capes alerta que corte de orçamento pode suspender 200 mil bolsas em 2019 14

O conselho superior da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) informou nesta quinta-feira (2), em nota pública, que a pesquisa brasileira sofrerá uma série de prejuízos se o governo mantiver a proposta orçamentária sugerida ao órgão para 2019. A Capes é uma fundação ligada ao MEC (Ministério da Educação).

Ao todo, a instituição estima que 200 mil bolsas podem ser suspensas a partir de agosto de 2019, entre as quais, 93 mil de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) e outras 105 mil de programas de formação de professores da rede básica de educação.

A nota, assinada pelo presidente da Capes, Abilio Baeta Neves, e endereçada ao ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, foi resultado de uma reunião realizada nessa quarta-feira (1º) pelo conselho superior da Capes para discutir seu orçamento para o próximo ano. O conselho é formado por representantes da Coordenadoria e de outros órgãos da sociedade civil relacionados à pesquisa científica.

Ao UOL, a assessoria de imprensa da Capes explicou que o encontro de ontem teve como tema principal a discussão sobre o teto previsto para a instituição na LOA (Lei Orçamentária Anual). A primeira versão do documento propõe um orçamento de R$ 3,333 bilhões à Capes. O valor é mais de R$ 500 milhões inferior ao orçamento de R$ 3,888 bilhões aprovado no orçamento deste ano.

“Caso seja mantido esse teto, os impactos serão graves para os Programas de Fomento da Agência”, definiu o presidente da Capes na nota pública divulgada hoje.

Na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) aprovada para 2019, espécie de preparação para a LOA, a previsão era a de que a Capes recebesse para o próximo ano os mesmos R$ 3,888 bilhões corrigidos pela inflação. Entretanto, uma primeira versão da LOA registrou o valor menor. Com isso, a nota técnica do conselho superior funcionaria como uma espécie de pressão para que o definido na LDO seja o valor sancionado no orçamento de 2019. A negociação com o governo, portanto, ainda não encerrou.

De acordo com a nota técnica ao MEC, tanto os programas institucionais (de ação continuada) quanto os estratégicos (editais de indução e acordos de parceria com os estados e outros órgãos governamentais) serão afetados caso a proposta orçamentária de R$ 3,333 bi seja mantida.
Formação de professores da educação básica e acordos internacionais

Além da suspensão do pagamento das bolsas de pós-graduação, a Capes listou ainda danos à formação dos profissionais da educação básica por meio da interrupção do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), do Programa de Residência Pedagógica e do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor). Só nesse contingente, informou, são 105 mil bolsas pagas.

Ainda nessa formação de professores, a Capes pontua que eventual corte de verbas implicará também na interrupção do funcionamento do Sistema UAB (Universidade Aberta do Brasil) e dos mestrados profissionais do ProEB (Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica). Só nesse contingente, calcula a Capes, são cerca de 245 mil beneficiados –entre alunos e bolsistas (professores, tutores, assistentes e coordenadores) –que se encontram inseridos em aproximadamente 110 instituições de ensino superior.

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Companhias aéreas estrangeiras de baixo custo começam a entrar no Brasil

São Paulo

As companhias aéreas brasileiras batalharam nos últimos anos por mudanças regulatórias que as ajudassem a reduzir seus custos, defendendo que, com isso, poderiam proporcionar preços mais baratos aos passageiros.

Conseguiram medidas como a mudança na política de cobrança de bagagens, mas quem chega primeiro para oferecer o chamado serviço “low-cost” (de baixo custo) são as empresas estrangeiras.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) foi informada nesta quinta-feira (2) de que a companhia argentina de baixo custo Flybondi foi autorizada pelo governo de seu país a operar no Brasil. A solicitação à agência brasileira deve ser protocolada nos próximos dias para a rota de São Paulo a Buenos Aires.

O primeiro pedido de uma companhia aérea denominada “low-cost” na Anac aconteceu há cerca de uma semana. Foi o da norueguesa Norwegian Air —umas das maiores do mundo no segmento de passagens de preços baixos—, interessada em operar voos regulares entre o Brasil e a Europa.

Outra que está em processo de autorização para operar aqui é a argentina Avian, do grupo Avianca. A Anac informa que a empresa tem cadastro para voos não regulares e pretende fazer a rota de Buenos Aires a São Paulo a partir de setembro.

Quem já voou com grandes companhias ‘low-cost’ na Europa, como a gigante Ryanair, conhece a ditadura da bagagem que impede o viajante de embarcar no avião com duas bolsas. Se quiser levar mala, precisa pagar por isso. Se quiser marcar o lugar na aeronave, paga também. Para reduzir os custos, essas empresas não oferecem alimentação nos voos, nem totens com impressoras nos aeroportos para o viajante retirar seu bilhete de viagem. Elas evitam até colocar revistas nos bolsões dos assentos para o entretenimento dos passageiros, com o objetivo de diminuir o peso da aeronave, economizando o consumo de combustível.

A largada para a tendência do “low-cost” no Brasil aconteceu a partir da resolução 400, que foi aprovada em dezembro de 2016, tentando alinhar as regras da aviação brasileiras a padrões internacionais. O principal ponto de atração das estrangeiras que agora chegam ao país foi, na opinião da Anac, a desregulamentação da bagagem, que permite às companhias cobrar pelo despacho das malas.

A prática só entrou em vigor em meados de 2017 após discussão na Justiça devido à resistência por parte de órgãos de defesa do consumidor.

No primeiro semestre deste ano, quando a Anac começou a receber representantes da Norwegian, José Ricardo Botelho, presidente da agência reguladora, afirmou em audiência pública no Senado que “não fosse a desregulamentação da franquia, que desagrega os serviços prestados, essas empresas não se interessariam em vir”.

A cobrança pelo despacho das malas era proibida no Brasil, mas sempre foi considerada fundamental para o equilíbrio de custos e a engenharia de preços praticados pelas companhias “low-cost” estrangeiras. Os outros serviços que essas empresas de baixo custo também costumam dissociar do valor bruto do bilhete para oferecer tarifas mais baratas já não eram proibidos no Brasil antes da resolução 400, como a cobrança para a marcação do assento, alimentação a bordo, reembolso livre para tarifas promocionais, entre outros.

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Ana Amélia aceita ser vice de Alckmin, mas condiciona apoio a acertos no RS

A senadora gaúcha Ana Amélia (PP), 73, aceitou na tarde desta quinta-feira (2) ser vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) para disputa pelo Palácio do Planalto. Porém, só confirmará a aliança depois que PSDB e PP se acertarem no Rio Grande do Sul.

PP e PSDB têm candidatos ao governo do estado. O deputado Luiz Carlos Heinze (PP), com apoio de DEM, PSC, Pros e PSL, enfrenta o ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite (PSDB), com apoio de PHS, Rede, PTB, PPS e PRB​.

Heinze disse que está disposto a deixar a disputa para ser candidato ao Senado em uma composição entre as legendas, inclusive para a disputa proporcional. Ele disse também que deixaria de apoiar a candidatura presidencial Jair Bolsonaro (PSL) para apoiar Alckmin.
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Aliados de Alckmin já comemoram a decisão da gaúcha, mas ela disse que a palavra final será do próprio candidato.

“A minha decisão depende desses acertos. Ele que vai falar sobre isso depois de fechar todos os acordos com o nosso partido”, afirmou a senadora.

Ela havia sido procurada por Alckmin na quarta (1º) e, nesta quinta, pelo ex-presidente FHC.

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SLIDE TOCANTINS

Quarenta fugitivos de presídios ainda não foram encontrados no Tocantins

Nos últimos três anos, 110 presos fugiram de unidades prisionais do Tocantins. Deste total, 40 ainda não foram recapturados. Só em 2018, segundo levantamento da Secretaria de Cidadania e Justiça, foram cinco fugas registradas, sendo que 36 presos conseguiram escapar das unidades. A mais recente foi na cadeia de Miranorte, quando os criminosos figiram após fazer uma rebelião e render os agentes penitenciários.

A situação das unidades prisionais no estado é de superlotação. Segundo número do Conselho Nacional de Justiça, a Casa de Prisão Provisória de Palmas, por exemplo, tem atualmente 750 presos, sendo que tem espaço apenas para 260. Em Paraíso do Tocantins, a unidade deveria abrigar 50 homens, mas têm cerca de 300.

Ao todo, segundo o governo, o sistema prisional do estado tem capacidade para 2.024 presos, mas possui 3.920. A quantidade favorece a ocorrência de fugas.

Fugas

Em 2016, a secretaria afirmou que foram 31 fugitivos. Naquele ano, 29 foram recapturados pela polícia. No ano seguinte, a quantidade de fugitivos subiu para 43 e menos da metade foi presa novamente.

A maior fuga em 2017 foi na CPP de Palmas, quando criminosos usaram dinamite para explodir a muralha do presídio. Vinte homens fugiram e sete ainda não foram capturados até o momento.

Ainda segundo o levantamento da Secretaria de Cidadania e Justiça, em 2018, dos 36 homens que fugiram, 20 foram recapturados. A maior fuga foi no último final de semana, em Miranorte, após uma rebelião. Dos 18 fugitivos, 11 foram detidos novamente e um morreu até esta quinta-feira (2).

Para a Ordem dos Advogados do Brasil, apenas a abertura de novas vagas não vai resolver o problema do sistema prisional. “Hoje existe uma necessidade de criação de vagas imediata, em função da demanda enorme. Mas para o futuro, a solução vai mais no sentido da criação de projetos ressocializadores”, diz o advogado Marcelo Rezende.

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Falta de médicos para fazer partos segue sem solução na maternidade de Gurupi

A falta de médico obstetra continua sem solução na maternidade do Hospital Regional de Gurupi, na região sul do estado. Na manhã desta quinta-feira (2), acompanhantes relataram que as Grávidas estão enfrentando muita dificuldade no atendimento. (Veja vídeo)

A dona de casa Doralice dos Santos Viana diz que a filha dela sente dores e contrações, mas não conseguiu receber atendimento. Elas já estiveram na unidade outras duas vezes, mas foram mandadas de volta para casa.

“Quando foi agora, três horas da manhã ela voltou a sentir muita dor. Era para ganhar até dia 30 [de julho], porque já está com 39 semanas, mas eu cheguei aqui e não tem médico, não tem como atender”, afirmou.

A estudante Vânia Rita Coelho conta que saiu de Sandolândia com a irmã para buscar atendimento em Gurupi “Ela tá completando as 39 semanas, não pode ter parto normal e trouxemos para cá. Só que ao chegar aqui, eles falam que não sabe se vai ter médico ou não. Quando liga, eles falam que é para aguardar porque não pode passar escala e que se ela passar mal vai ter que ser encaminhada para Porto ou Palmas”, contou.

A situação da maternidade vem sendo acompanhado pelo Ministério Público desde o ano passado.

O problema voltou a se agravar na semana passada, quando a maternidade já estava há seis dias sem médico para fazer os partos. A unidade atende outras 17 cidades e as mulheres em trabalho de parto precisavam ser transferidas para Palmas.

Agora, uma decisão da Justiça estabeleceu um prazo de 10 dias para que a situação seja resolvida. Caso contrário, poderá ser aplicada uma multa diária de R$ 1 mil para o governador e secretário estadual de saúde.
Maternidade está sem médico em Gurupi (Foto: TV Anhanguera/Reprodução) Maternidade está sem médico em Gurupi (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

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Fugitivo da cadeia de Miranorte é morto pela PM na região do Jalapão

O fugitivo Vitor Rodrigues da Silva, de 22 anos, foi morto pela Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (2). A Polícia Civil informou que o preso entrou em confronto com a equipe que fazia buscas na região do Jalapão, entre Ponte Alta do Tocantins e Pindorama.

Silva é um dos 18 homens que conseguiram fugir da Cadeia Pública de Miranorte no último domingo (29). Até o momento, 11 foram recapturados, um morreu e seis seguem foragidos.

O Hospital de Pequeno Porto de Ponte Alta informou que Vitor Rodrigues chegou a ser levado até a unidade, mas não tinha sinais vitais quando chegou. Os PMs que trocaram tiros com o suspeito levaram ele ao local na viatura.

O corpo do fugitivo foi levado para o Instituto Médico Legal de Porto Nacional. A necropsia será feita durante a noite e depois o corpo será liberado para a família.

O caso

Esta quinta também foi o dia em que outros quatro foragidos se entregaram, segundo a Secretaria de Cidadania e Justiça. Eles foram até o fórum de Miranorte e se apresentaram. Os presos que se entregaram são: Ialas do Nascimento Oliveira, de 19 anos, Wemerson Dias Sobrinho, de 24, Denys Andrade Fagundes, de 24, e Wilker Alves Ribeiro, de 22 anos.

No último domingo, 18 detentos escaparam da cadeia de Miranorte pulando o muro. Para fugir, eles fizeram uma rebelião e atacaram os agentes penitenciários que estavam no local. Um dos agentes sofreu escoriações no pescoço e uma mordida nas costas e foi levado para o hospital da cidade, mas recebeu alta durante a tarde.

Os presos escaparam levando armas e uma viatura do sistema prisional. O carro foi abandonado na zona rural de Miracema.

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.