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ENTRETERIMENTO

Terror e escravidão: “Nó do Diabo” é o “Corra!” brasileiro da era Temer

“Nó do Diabo” é um filme de terror que reflete sobre como a sociedade brasileira evoluiu –ou não– desde o fim legal da escravidão. Dividido em cinco partes, e dirigido por quatro cineastas, o longa-metragem guarda nas entrelinhas críticas não muito comuns em filmes de gênero.

“Quando a gente está falando de trabalho, fala também de terra, relações sociais, relações sexuais e de gênero. Não só de raça e cor”, define o co-diretor e roteirista Ramon Porto Mota ao UOL. “A gente precisa superar essa ideia do mito da democracia racial e do homem cordial que foi construído nos anos 1930 com Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda, e essa necessidade de construir uma sociedade brasileira pacífica. O ‘Nó do Diabo’ reflete essa sociedade construída em cima de conflitos e que tenta jogar os problemas para baixo do tapete”.

Contado de forma não linear, “Nó do Diabo” primeiro apresenta nos dias de hoje um capataz (papel do espetacular Tavinho Teixeira) que cuida de uma fazenda seguindo as ordens de seu patrão. Ao longe, ele encara uma favela enquanto segura nas mãos a espingarda, incorporando um capitão do mato “moderno” para espantar qualquer ameaça.

Nos atos seguintes, volta-se ao passado e mostra como a ideia coronelista segue em voga. Ali, vemos a fazenda que serviu de engenho para diversos senhores e abrigou inúmeros escravos, que morreram e tentaram lutar pela vida. A sacada da produção de usar o ator Fernando Teixeira interpretando o mesmo dono da terra em todos os segmentos, do século 19 ao 21, transmite ainda melhor a ideia da manutenção do poder.”Corra!” brasileiro

O “Nó do Diabo” pode ser comparado ao filme “Corra!”, vencedor do Oscar de melhor roteiro original em 2018, por também fazer uma análise sobre a atual condição racista da sociedade. Ramon disse ter pensado no filme muito antes da produção norte-americana virar a queridinha de Hollywood e admite que ambos promovem a necessidade de discutir a questão étnico-racial, mas também aponta algumas diferenças primordiais.

“Mesmo que seja um filme crítico, [‘Corra!’] tem todo o maquinário de Hollywood por trás. O filme não chega a bater recorde de bilheteria se não tiver uma máquina para colocar o filme em cartaz. E a gente aqui não tem nada. E também tem o fato de que ‘Nó do Diabo’ não podia dar o luxo de ser divertido, como o ‘Corra!’ tem momentos cômicos incríveis”, analisa Ramon.

“Falando de escravidão, isso dura desde 1530 no Brasil. E isso dura até hoje fora do Brasil também. É só ver o Lukaku [jogador da Bélgica que disputou a Copa do Mundo 2018] falando que quando ele joga bem é belga, e quando joga mal é do Congo. Até o ‘Pantera Negra’ está dentro do maquinário de Hollywood e se utilizando deste tema”, contextualiza o diretor.

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MUNDO SLIDE

Francesas relatam agressões sexuais durante comemorações da Copa

“Vamos lembrar apenas do positivo deste dia, esquecendo dos caras que tentaram me beijar à força.” Mensagens como essas lotaram as redes sociais francesas no último domingo (15), acompanhadas da hashtag #MeTooFoot, fazendo referência ao movimento de denúncias de assédios e agressões sexuais que chacoalhou o mundo inteiro no ano passado.

São dezenas de depoimentos chocantes de beijos e toques forçados e relatos de mulheres que tentavam a todo o custo se desvencilhar de torcedores abusivos. A maioria dos casos teve como palco a avenida Champs-Elysées, no centro de Paris, onde foi registrada a maior concentração de pessoas após a façanha da seleção francesa.

“Um homem bêbado passa a mão na minha bunda e tenta me beijar à força”, conta uma jovem francesa no Twitter. “Eu o empurro e ele agarra meu pescoço, dizendo: ‘é a festa da vitória, o que você espera?'”.

Outras agressões foram registradas em diversos pontos da capital francesa, como a avenida Grands Boulevards, onde uma garota relata que ficou com medo de ser estuprada por um homem, enquanto as pessoas ao redor riam da situação. “Ele colocou a língua na minha boca e, enquanto eu me debatia, ele apertou meus seios e colocou a mão entre as minhas pernas”, publicou a jovem.

As histórias, no entanto, vêm de toda a França, como a de uma garota na fan zone de Lyon. “Tentei sair do meio da multidão porque não aguentava mais e em todo o trajeto levei tapas na bunda”, escreve.

Na mesma fan zone, uma jovem descreve: “um homem me segurou e bateu na minha bunda, dizendo: no próximo gol, ela será minha”.

As agressões também foram registradas nos bares onde muita gente se reuniu para assistir à partida final da Copa. Uma internauta relata no Twitter que, assistia à partida em um pub, e ao comemorar o terceiro gol da França, um homem aproveitou para tocar seu sexo. “Fiquei horrorizada e paralisada durante um longo momento”, relembra.

Outra garota diz que no banheiro de um bar, se deparou com um homem nu. “Obrigada a todos os trogloditas que aproveitaram para passar a mão em mim na multidão e também àquele que se despiu diante de mim no banheiro de um bar e me convidou para fazer o mesmo”, escreve.

Assédio de rua é crime

O assédio sexual de rua é crime punido com multa que varia de € 90 a € 750 (R$ 386 a R$ 3.224), dependendo do caso. Segundo a legislação, podem ser punidos desde gestos e declarações inconvenientes até assobios. Já a agressão sexual é crime passível de cinco anos de prisão e de € 75 mil de multa (R$ 322 mil).

Entrevistado pela rádio Europe 1, o chefe da polícia de Paris, Michel Delpuech, fez um apelo nesta quarta-feira (18) para que as mulheres não apenas publiquem os relatos nas redes sociais, mas registrem os casos nas delegacias. “Podemos investigar essas denúncias e, claro, responsabilizar os agressores que forem identificados”, declarou.

Mas muitas mulheres alegam que não fizeram boletim de ocorrência porque acreditam que a polícia nunca vai encontrar os assediadores, sendo impossível identificá-los.

No Twitter, o secretariado de Estado encarregado da igualdade entre homens e mulheres também reiterou o pedido da polícia e publicou que toda a agressão sexual deve ser punida

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BRASIL

Juíza diz que entrevistas de outros presos não são precedente para liberar a de Lula 156

Ao despachar sobre um pedido feito pelo fotógrafo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a juíza federal Carolina Lebbos disse que entrevistas que outros presidiários deram a veículos de comunicação não são um precedente para dar a autorização. “Registre-se ainda que o fato de terem sido eventualmente realizadas entrevistas com outros presos em regime fechado de modo algum poderia significar autorização genérica ou precedente vinculativo”, escreveu a magistrada em despacho.

Desde abril, a juíza é a responsável por decisões referentes ao cumprimento da pena do ex-presidente, que se encontra preso na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba.

A manifestação da juíza aconteceu na terça-feira (17) na ação em que o fotógrafo Ricardo Stuckert, que acompanha o ex-presidente há 16 anos, pede para entrar na PF com equipamentos de gravação e fazer vídeos e fotos do petista. Ela já havia negado a solicitação em 11 de julho.

O advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, que apresentou a petição em nome do fotógrafo, disse que o objetivo da gravação “não diz respeito à prática de atos de campanha”, mas ao “interesse público coletivo em ter conhecimento da situação do ex-presidente dentro do encarceramento”. Apesar de inelegível, Lula é o pré-candidato do PT na eleição presidencial.

Casagrande Pereira citou à juíza seis casos de presidiários que concederam entrevistas à imprensa. Entres eles, estão os traficantes Marcinho VP e Nem da Rocinha, o ex-senador Luiz Estevão e, “citando um caso ainda mais midiático”, como escreveu o advogado, Suzane Von Richthofen.

UOL

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BRASIL

Corpo de gerente de banco que morreu após procedimento estético no RJ é enterrado em MT

Foi enterrado, nesta quarta-feira (18), em Cuiabá, o corpo da gerente de banco Lilian Calixto, de 46 anos. Ela morreu no Rio de Janeiro após fazer um procedimento estético, no domingo (15), com o médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Dr. Bumbum.

O enterro ocorreu às 9h30 [10h30 no horário de Brasília], no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá. O médico teve a prisão decretada pela Justiça e é considerado foragido.

Os parentes da bancária contaram que ela saiu da capital de Mato Grosso, onde morava, para fazer um procedimento estético nos glúteos. Ela passou por complicações e foi socorrida no Hospital Barra D’Or em estado extremamente grave, segundo a unidade de saúde, e acabou morrendo.

De acordo com o enteado da vítima, Alessandro Jaberce, que a acompanhou na viagem, o procedimento seria feito em Brasília.

O médico, entretanto, teve alguns contratempos e transferiu a sessão estética para o Rio de Janeiro. Lá, o procedimento foi feito dentro de um apartamento.

Nessa terça-feira (17), durante o velório realizado na Capela Jardins, na capital, o filho da bancária, Victor Calixto Gasques, de 24 anos, afirmou que a família quer Justiça e que a mãe era o “pilar da família”.

“Nossa família está revoltada, ninguém consegue aceitar essa perda. Foi um erro médico”, disse.

Enterrado nesta quarta (18) corpo da bancária que morreu após procedimento estético no RJ

Enterrado nesta quarta (18) corpo da bancária que morreu após procedimento estético no RJ

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BRASIL

Cláudia Cruz é condenada em processo da Lava Jato após recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região

A jornalista Cláudia Cruz, esposa do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, foi condenada a dois anos e seis meses de reclusão, com início da pena em regime aberto, após julgamento de apelação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, durante sessão nesta quarta-feira (18). Ainda cabe recurso, e Cláudia não deverá ser presa.

Os desembargadores decidiram condenar Cláudia pelo crime de manutenção de depósitos não declarados no exterior. Assim, ela segue absolvida por lavagem de dinheiro. A pena estipulada em segunda instância pode ser convertida em serviços comunitários, o que seria decidido pela Vara de Execuções Criminais de Curitiba.

Os desembargadores também decidiram acolher um pedido da defesa da jornalista, para que fosse liberado o confisco de 176,6 mil francos suíços de uma conta bancária.

Cláudia havia sido inocentada no julgamento de primeira instância em um dos processos que apurou irregularidades em um contrato da Petrobras para exploração de petróleo em Benin, na África. Segundo denúncia do Ministério Público Federal, o ex-presidente da Câmara recebeu propina nas negociações. Cláudia também teria sido favorecida com o montante, assegura o MPF.

O MPF recorreu ao TRF-4 da absolvição de Cláudia, pedindo que ela fosse condenada. A defesa da jornalista também entrou com apelação no tribunal, pedindo a manutenção da absolvição dela.

Além de Cláudia, o processo ainda tinha outros três réus, apontados como envolvidos no esquema. O empresário português Idalécio de Castro Rodrigues Oliveira também foi inocentado. Já o lobista João Augusto Rezende Henriques e o ex-diretor da estatal Jorge Luiz Zelada foram condenados.

Na segunda instância, os desembargadores decidiram condenar Idalécio a 12 anos e oito meses de reclusão, por corrupção ativa e de lavagem de dinheiro. A pena de Zelada passou para oito anos e 10 meses de reclusão e a de Henriques, para 16 anos e três meses.

O advogado de Claudia Cruz, Pierpaolo Bottini, considera a decisão positiva, porque manteve a absolvição por lavagem de dinheiro, decidida por Sérgio Moro na primeira instância. “A condenação à pena restritiva de direitos por evasão de divisas será questionará pelos recursos cabíveis”, prossegue.

Propina de US$ 1,5 milhão

De acordo com as investigações da força-tarefa da Lava Jato, Cláudia Cruz foi favorecida, por meio de contas na Suíça, de parte de valores de uma propina de cerca de US$ 1,5 milhão recebida pelo marido. Ainda conforme a acusação, o dinheiro teve origem em um contrato da Petrobras para exploração de petróleo em Benin, na África.

Esse valor foi depositado em contas na Suíça. “Evidentemente, não há nada de errado nos gastos em si mesmos, mas são eles extravagantes e inconsistentes para ela e para sua família, considerando que o marido era agente público. Deveria, portanto, a acusada Cláudia Cordeiro Cruz ter percebido que o padrão de vida levado por ela e por seus familiares era inconsistente com as fontes de renda e o cargo público de seu marido”, disse o autor da sentença, juiz Sérgio Moro, em sua decisão, na época.

Porém, mesmo apontado o “comportamento altamente reprovável” de Cláudia ao fazer as despesas, Moro decidiu que não havia elementos suficientes para condená-la por lavagem de dinheiro.

Investigações

A denúncia foi aceita por Moro em junho do ano passado, no âmbito da operação Lava Jato. Segundo o MPF, Cláudia tinha plena consciência dos crimes que praticava e é a única controladora da conta em nome da offshore Köpek, na Suíça, por meio da qual pagou despesas de cartão de crédito no exterior em um montante superior a US$ 1 milhão num prazo de sete anos, entre 2008 e 2014.

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MUNDO

Entrevista na Tailândia revela que fome e medo assombraram os 12 meninos durante dias presos em caverna

Os 12 meninos e o técnico do time “Javalis Selvagens” falaram nesta quarta-feira (18) sobre o medo, a fome e a alegria de encontrar os mergulhadores britânicos durante as duas semanas em que ficaram presos na caverna Tham Luang, na Tailândia. Eles também contaram que tentaram escavar para achar uma saída.

Na primeira aparição pública, o grupo relatou como sobreviveu ao resgate dramático que mobilizou mais de mil pessoas na província de Chiang Rai. Os meninos, que têm entre 11 e 16 anos, e o técnico, de 25 anos, também fizeram uma homenagem ao mergulhador Saman Kunan, que morreu durante os esforços de resgate.
Meninos resgatados na Tailândia dizem que evitavam pensar em comida

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Fome

Diferentemente do que tinha sido divulgado, eles não levaram comida para a cavidade subterrânea. Ekkapol Chantawong, o técnico, contou que depois de dois dias isolados começaram a sentir mudanças no corpo, já que não comiam nada.

“Bebíamos a água que caía das pedras”, disse Pornchai Khamluan, de 15 anos.

Técnico dos ‘Javalis Selvagens’, Ekapol Chantawong, fala à imprensa nesta quarta-feira (18) após ele e jovens receberam alta do hospital (Foto: Soe Zeya Tun/Reuters) Técnico dos ‘Javalis Selvagens’, Ekapol Chantawong, fala à imprensa nesta quarta-feira (18) após ele e jovens receberam alta do hospital (Foto: Soe Zeya Tun/Reuters)

Técnico dos ‘Javalis Selvagens’, Ekapol Chantawong, fala à imprensa nesta quarta-feira (18) após ele e jovens receberam alta do hospital (Foto: Soe Zeya Tun/Reuters)

O mais novo do grupo contou que não tinha força física e que tentava não pensar em comida para não sentir mais fome do que já sentia. Segundo os médicos, os garotos perderam em média 2 kg no período em que ficaram presos e recuperaram no hospital uma média de 3 kg cada um.

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Em noite violenta, três pessoas são mortas e uma ferida em Gurupi; travesti é vítima

A cidade de Gurupi, no sul do Estado, passou por momentos de terror na noite desta terça-feira, 17. Três pessoas foram mortas e uma ficou ferida, em diferentes localidades da cidade, conforme a Polícia Civil. Entre os mortos está a travesti Daniela Cicarelli, de 24 anos. Esta é a terceira travesti que morre no município no último ano. Nathália foi assassinada no dia 20 de outubro do ano passado, na Avenida Goiás, uma das principais vias da cidade, e Kebeca, no dia 16 de dezembro, no Setor Pedroso.

No caso de Cicarelli, uma testemunha relatou à PM ter ouvido alguns disparos de arma de fogo e que ao se aproximar, deparou com a vítima já caída no chão. Diante dos fatos, a equipe da PM acionou o Samu, que constatou o óbito da travesti. O corpo foi levado pelo IML após os procedimentos da perícia. O autor do crime ainda não foi localizado.

As outras vítimas de ontem são Manoel Pereira da Silva, de 51 anos, morto no Setor Alto dos Buritis, às 23h45; e Rogaciano da Rocha Santos, de 34 anos, no Bairro Jardim Eldorado, às 00h20. O nome da pessoa que ficou ferida não foi informado.

As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP daquela localidade, que desde o início da manhã realiza a oitiva de testemunhas e busca de outras provas.

Segundo informações daquela especializada, o modo de cometimento dos delitos é semelhante ao de outros crimes registrados no final de 2017 e início do ano corrente, mas nenhuma linha de investigação está sendo descartada. Equipes policiais da DHPP foram acionadas ainda na madrugada e estão às ruas a procura dos suspeitos.

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SLIDE TOCANTINS

Conselho Político da CNM elege royalties, ISS, licitações e Lei Kandir como focos da atuação no segundo semestre

A divisão do segundo semestre em período pré e pós-eleitoral e as diferenças entre a articulação com o poder Legislativo, o Judiciário e o Executivo ficaram claras na reunião do Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios (CNM) ocorrida nesta terça-feira, 17 de julho. Representantes das 27 entidades estaduais estiveram na sede da entidade, em Brasília, para debater com o presidente Glademir Aroldi os próximos pleitos do movimento municipalista. Esteve presente o presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano, que ocupa o posto de vice-presidente da CNM, acompanhado do secretário – Executivo da ATM, Jailton Bezerra.

“Entre as principais medidas que discutimos estão a retomada imediata da campanha pelo julgamento da liminar dos royalties no Supremo Tribunal Federal (STF) e a mobilização com deputados para apreciação da nova Lei de Licitações, da revisão da Lei Kandir e do PLP 461/2017, sobre a redistribuição do Imposto Sobre Serviços (ISS)” afirma o presidente da ATM, Jairo Mariano.

Esforços

No decorrer da reunião, Aroldi e os membros reconheceram a necessidade de unir esforços para conseguir avançar com as quatro demandas na Corte, na Câmara dos Deputados e, depois, no Senado. “É um dever de casa, vocês (conselheiros) e os prefeitos têm que saber quem são os líderes dos partidos, em especial, do seu Estado. E cobrar para que, em cada reunião de bancada, liderança e partido na volta do recesso parlamentar, sejam debatidos os projetos prioritários ao movimento”, defendeu.

No Executivo, apesar das dificuldades e das limitações impostas pelas eleições e pela mudança de governo, foram listadas as reivindicações da gestão local. Entre elas, a criação do Comitê GTI Interfedarativo, o limite de pessoal nos programas federais, a regulamentação do Conselho Gestor Fiscal e o piso do Magistério – este previsto para depois das eleições.

Incentivo

Antes de definir as ações das entidades no segundo semestre, o presidente lembrou as vitórias dos últimos meses no Congresso Nacional, como a cessão onerosa dos royalties, a permissão para consórcios contraírem operações de crédito e a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). No Executivo, também houve conquistas, entre elas, a flexibilização do uso das UPAs e a revisão da Lei de Introdução às Normas de Direito Brasileiro (LINDB), que, mesmo com os vetos, “trouxe mudanças na aplicação da Lei de Improbidade com a possibilidade de uma visão diferenciada do dolo, da culpa e a diferença no trato jurídico da gestão local”, como explicou a consultora Elena Garrido.

Para Aroldi, a XXI Marcha foi um divisor de águas, o momento em que “o presidente da República, ministros e o Congresso Nacional sentiram a nossa força”. A abordagem de alguns temas mais sensíveis, porém, exige a união dos representantes das estaduais, das microrregionais e dos consórcios, para os quais o presidente da Confederação fez o alerta. “Tivemos uma parceria com deputados e senadores, muitas pautas avançaram em 2017, mas foi no mínimo uma irresponsabilidade jogar nos ombros de prefeitos e prefeitas uma situação tão importante e grave como a do saneamento e dos resíduos sólidos. País nenhum resolveu o problema jogando a responsabilidade na gestão local”, comparou.

A discussão dos lixões e dos aterros sanitários, dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias (ACS e ACEs) e dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) recebeu atenção especial. Além de apontarem os prejuízos das decisões e desentendimentos entre os Entes Federativos e órgãos de controle, os representantes dos Estados concordaram ser necessários posicionamento unificado e orientação para os gestores.

Fundef

Sobre a diversidade de procedimentos adotados pelos Municípios brasileiros na aplicação dos recursos que alguns estão recebendo a título de ressarcimento da União, correspondentes a repasses que deveriam ter sido realizados por conta do Fundef e que não aconteceram na época certa, a CNM esclarece que concorda com posição do TCU.

A entidade orienta que esses valores, precatórios do Fundef, deverão ser utilizados de acordo com a orientação exarada em Acórdãos (1.824/2017 – TCU – Plenário e 1.962/2017 – TCU – Plenário), que, em linhas gerais, desobriga a utilização de 60% dos recursos para a remuneração de professores, considerando a natureza extraordinária desses recursos.

O Acórdão determina que os Municípios se abstenham de utilizar os recursos oriundos dos precatórios do Fundef “para o pagamento de profissionais do magistério ou a quaisquer outros servidores públicos, a qualquer título, a exemplo de remuneração, salário, abono ou rateio”. Alerta ainda a Corte de Contas que a não observância dos entendimentos manifestos no Acórdão, pode ensejar a responsabilização dos agentes públicos que derem causa ao descumprimento.

Por último, os membros do Conselho debateram a proposta municipalista da reforma tributária e os pontos apresentados pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) na Comissão Especial que analisa o assunto na Câmara; a criação de Municípios, também em análise no Congresso; e a obrigação de CNPJ na área de educação.

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Corpo de adolescente é encontrado em córrego na região sul de Palmas

O corpo do adolescente Neivan Filho Primo do Nascimento, de 15 anos, foi encontrado no córrego Cipó, no setor Morada do Sol I, região sul de Palmas, na manhã desta quarta-feira (18). Policiais militares e a perícia foram ao local e encontraram um ferimento na nuca da vítima, que pode ser um tiro.

O corpo foi identificado por parentes na tarde desta quarta. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a família foi a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) da capital a fim de registrar boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do jovem.

O corpo está no IML, onde será submetido aos exames de necropsia. As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios visando esclarecer as causas da morte.

O local onde o corpo estava fica numa região de mata, na zona rural da capital. O jovem estava sem os documentos e por isso a polícia não conseguiu identificá-lo no momento em que foi encontrado.

A polícia não informou como o crime aconteceu.

Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

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BRASIL SLIDE

Brasil teve mais de 21 mil assassinatos de janeiro a maio de 2018

Ao menos 21.305 pessoas foram assassinadas nos cinco primeiros meses deste ano no Brasil. É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, uma ferramenta que permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. O número de vítimas é ainda maior que esse – isso porque a estatística não comporta os dados totais de cinco estados, que não divulgam todos os números.

O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais. Foram pelo menos 3.346 casos apenas em maio.

O mapa faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

PÁGINA ESPECIAL: Mapa mostra mortes violentas no país

ANÁLISE DO FBSP: O buraco negro da informação em segurança pública no Brasil

ANÁLISE DO NEV: Governos frágeis fortalecem tiranias ligadas ao crime e à polícia que se matam na disputa por poder

METODOLOGIA: Monitor da Violência

Desde o início do ano, jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo Fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O objetivo é, além de antecipar os dados e possibilitar um diagnóstico em tempo real da violência, cobrar transparência por parte dos governos.

Cinco estados ainda não têm todos os dados referentes a maio. Veja a justificativa de cada um deles:

Bahia: Segundo a ouvidoria do estado, os dados de maio ainda estão sendo auditados para evitar erros.

Maranhão: O governo informou apenas os dados referentes à Grande São Luís, disponibilizados no site da Secretaria de Segurança Pública. Os números de maio de todo o estado ainda não foram consolidados.

Paraná: A Secretária de Estado da Segurança Pública diz que “infelizmente em relação ao mês em questão [maio]” ainda não tem “dados consolidados”. O governo, porém, também não enviou os números de abril.

Piauí: A Secretaria de Segurança Pública do Piauí diz que, devido à greve da Polícia Civil, o registro de boletim de ocorrência ficou suspenso e eles não tiveram como contabilizar os dados de abril e maio. A pasta pediu um prazo de 60 dias para atualizar os dados.

Tocantins: A Secretaria de Segurança Pública informou os dados consolidados de janeiro a abril deste ano sem fazer separação mês a mês. Foram 105 homicídios dolosos e 3 lesões corporais seguidas de morte. Não houve latrocínio. A SSP informou que o setor de estatística não consegue disponibilizar os números mês a mês devido à dificuldade de algumas delegacias em enviar os dados de cada período. Quanto aos números de maio, o governo informou que os dados ainda não foram consolidados.

Página especial

Na página especial, é possível navegar por cada um dos estados e encontrar dois vídeos: um com uma análise de um especialista indicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e outro com um diagnóstico de um representante do governo.

Ambos respondem a duas perguntas:

Quem são os grupos/pessoas que mais matam no estado, por que eles matam e como isso mudou ao longo da última década?
O que fazer para mudar esse cenário?

Apenas 3 dos 27 governos estaduais não enviaram respostas às questões em vídeo: Bahia, Ceará e Rio de Janeiro. Juntos, eles respondem por mais de 1/4 das mortes violentas no ano passado.