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Homem é condenado por homicídio em casa noturna de Araguaína

Franklin Lucas Dias Silva, 25 anos, foi condenado a 14 anos de prisão, nesta segunda-feira (4), pela morte de Djones Chaves Santos. O crime ocorreu no dia 17 de abril do ano passado, em Araguaína.

Conforme depoimentos colhidos durante o processo, os envolvidos teriam uma rixa anterior ao crime e, após uma discussão, o réu acabou atirando contra a vítima enquanto esta utilizava o banheiro de uma casa noturna em Araguaína. O tiro foi dado a curta distância, dificultando a defesa da vítima.

Conforme o Tribunal do Júri, presidido pelo juiz Francisco Vieira Filho, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Araguaína, o ato praticado pelo réu foi considerado “homicídio qualificado pela torpeza do motivo e utilização de recurso que dificultou a defesa” da vítima.

Franklin irá cumprir a pena em regime fechado “em razão da quantidade de pena e porque o crime foi hediondo”, justificou o magistrado. A decisão cabe recurso.

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TOCANTINS

Com valor de R$ 2 milhões, empresa AOCP vence licitação para realizar concurso da PM

O governo do Estado publicou no Diário Oficial desta segunda-feira, 4, a empresa vencedora do processo licitatório para realização do concurso da Polícia Militar. A Assessoria em Organização em Concursos Públicos (AOCP) venceu a concorrência com custo de R$ 2 milhões.

Além da AOCP, participaram da licitação as empresas Consultoria e Planejamento em Administração Pública (Consulplan), Pro-Município e Sarmento Concursos. As duas podem interpor recurso contra o resultado no prazo de cinco dias, conforme disposto no artigo 109º da Lei 8.666 de 1993.

“Ficam os demais licitantes, intimados para, se de vosso interesse, apresentem suas contra-razões em igual prazo, que começará a contar a partir do encerramento do prazo de razões, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos e aos recursos”, diz o documento.

Em nota ao CT, a PM informou que o processo licitatório ainda não foi concluído, tendo em vista que se encontra nessa fase de recurso referente a última etapa.

Certame
Anunciado em abril do ano passado, o tão esperado concurso da Polícia Militar deve oferecer mil vagas para soldado e 40 para o curso de formação de oficiais. A expectativa do Executivo é de que mais de 100 mil candidatos de todo País se inscrevam .

Em outubro, o governador Marcelo Miranda (PMDB) e o então comandante da Polícia Militar, coronel Glauber de Oliveira Santos, anunciaram à imprensa a intenção de realizar o certame antes do término do ano. Com a demora no processo de escolha da empresa, o concurso deve ser lançado somente no próximo ano.

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POLITICA

Gomes é um dos 5 pré-candidatos a senador prioritários para o SD nacional

O ex-deputado federal Eduardo Gomes disse que é um dos cinco pré-candidatos a senador prioritários na estratégia da direção nacional do Solidariedade para as eleições de 2018. Isso se deve à expressiva votação de Gomes nas eleições de 2014, quando 276.120 votos, perdendo para a senadora Kátia Abreu (sem partido) por mísero 0,87 ponto percentual.

Também por isso, ele foi apontado pelo pré-candidato a governador do PR, Ronaldo Dimas, como uma das opções que tem para compor a majoritária. Os dois são amigos há mais de 30 anos e Gomes apoia o republicano para prefeito de Araguaína desde a primeira eleição de Dimas em 2008, quando foi derrotado por Valuar Barros.

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Folha anuncia que Copese fará concurso público da Câmara de Palmas

A Comissão Permanente de Seleção (Copese) da Universidade Federal do Tocantins (UFT) foi a escolhida para realizar o concurso público da Câmara de Palmas. O anúncio do nome da empresa que ficará responsável pelo certame foi feito nesta terça-feira, 5, pelo presidente da Câmara de Palmas, vereador José do Lago Folha Filho (PSD). A assinatura do contrato será realizada na quinta-feira, 07.

Folha Filho destacou a idoneidade da instituição e garantiu que o concurso público seguirá todos os trâmites legais. “O certame da Câmara de Palmas será realizado com muita transparência. Esse foi um compromisso feito pela presidência e que está sendo cumprido. A escolha se deu por critérios técnicos e ainda valoriza a instituição da nossa região”, garantiu o líder da Casa.

A Câmara de Palmas enviou minuta do Termo de Referência para análise e encaminhamento de propostas para as principais realizadoras de concursos públicos do país. Além da Copese, outras duas instituições apresentaram propostas, a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa da Universidade Federal do Pará (Fadesp-UFPA) e a Universidade Federal do Goiás, porém a instituição tocantinense atendeu os requisitos técnicos e apresentou a proposta mais vantajosa em termos financeiros.

A previsão é que sejam ofertadas 42 vagas para diversas áreas de atuação. O objetivo é que as provas aconteçam no primeiro semestre de 2018. “É um passo importante para a Câmara e neste momento temos a oportunidade de avançar”, destacou Folha.

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SLIDE

PM prende quadrilha e recupera parte de dinheiro furtado do caixa da UFT

No final da tarde desta quarta-feira, 5, policiais militares prenderam quatro homens suspeitos de explodirem o caixa eletrônico da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas. Entre os presos está um soldado do Exército.

Conforme a PM, através de denúncias, os policiais conseguiram localizar um dos envolvidos na quadra 906 Sul, que segundo informações, seria o líder da quadrilha. O suspeito confessou a participação no crime e com ele foram encontrados R$ 1 mil, que seriam para pagar o olheiro.

O suspeito informou ainda à polícia onde estariam os outros dois participantes. Na quadra 606 Sul, os policiais encontraram mais dois suspeitos, R$ 9 mil e um cartucho de emulsão explosiva, além de um aparelho de ar condicionado e uma televisão.

O suposto líder da quadrilha ainda relatou que foi usado um Jet Ski, de uma quarta pessoa envolvida, o soldado do exército, para realizar o transporte dos criminosos e facilitar a fuga pelo lago de Palmas. Ainda dois automóveis serviram de apoio, sendo um Fiat Uno e um Golf.

Na casa do soldado, na quadra 607 Norte, os policiais localizaram o Jet Ski, o Golf, várias munições de calibre 7.62, duas camisas da Polícia Civil e R$ 8 mil. Todos os autores foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal.

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SLIDE TOCANTINS

Governador Marcelo Miranda transfere a Capital para Miracema por um dia nesta 5ª

O governador Marcelo Miranda transfere a Capital por um dia, de Palmas para Miracema, nesta quinta-feira, 07, a partir das 8 horas, no Paço Municipal Eurípedes Pereira Coelho. A transferência da capital por um dia atende aos artigos 161 da Constituição Estadual e o 2º do Regimento Interno da Assembleia Legislativa, que dispõem sobre a elevação do município à condição de Capital a cada ano. Miracema foi a Capital Provisória do Tocantins durante um ano, no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 1989.

Na ocasião, o Governo do Estado levará ainda ações de saúde e cidadania à população do município. Conforme o Estado, estão previstos para serem entregues 10 certificados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para proprietários do município de Miracema do Tocantins. Neste ultimo mês, para realização do cadastro, o Governo do Estado tem intensificado o atendimento gratuito aos proprietários rurais de até 320 hectares. De acordo com o último balanço, divulgado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), até o último dia 30 de novembro já haviam sido realizados 50.265 cadastros, o que corresponde a 66,38% de áreas cadastradas.

Durante todo o dia também serão emitidos Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), por meio de parceria da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios); a Secretaria da Segurança Pública, por meio Instituto de Identificação – Superintendência da Polícia Científica, emitirá Carteira de Identidade; também  serão emitidas Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine).

Os profissionais do Sine também estarão orientando os trabalhadores  sobre o acesso ao seguro desemprego e  efetuando intermediação da mão de obra, por meio da inscrição de trabalhadores no Sistema Mais Emprego. Além disso, o Projeto Apoiando e Acreditando nas Famílias do estado do Tocantins da Secretaria do Trabalho e da Assistência Social (Setas) realizará oficinas de enfeites natalinos que incluem a confecção de anjinhos e guirlandas. O material será fornecido pela equipe.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) disponibilizará profissionais que realizarão exames de ultrassonografia obstétrica; consultas ambulatoriais de cirurgia geral, com a solicitação de exames; atendimentos ortopédicos com agendamentos de cirurgias; e atendimentos de urgência e emergência.

A SES em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins (CBMTO), por meio da Sala Estadual de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika, terá a instalação de um stand da entomologia médica com demonstração do vetor em seus diferentes estágios visualizados com auxílio de microscópios. Na ocasião, um grupo de bombeiros, capacitados em formação de brigadistas no combate ao mosquito Aedes aegypti, irão visitar a secretaria municipal e apresentar a proposta dessa brigada. A ideia é indicar pessoas para serem capacitadas em fevereiro, já que Miracema será o primeiro município a receber esta atividade.

Já Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) levará para o município as ações da Caravana da Juventude, com palestra sobre drogas e doenças sexualmente transmissíveis (DST). Também será apresentado o programa Identidade Jovem (ID Jovem), que possibilita acesso aos benefícios de meia entrada em eventos artístico-culturais e esportivos, além de vagas gratuitas ou com desconto no sistema de transporte coletivo interestadual.

Campanha da RedeSat

Dia 7 de dezembro marca a data em que o município foi escolhido como capital provisória pelo então presidente da República, José Sarney, em 1988. Para acompanhar e divulgar as ações que comemoram a data, a REDESAT estará no município com sua equipe de jornalismo de Rádio e TV fazendo a cobertura do dia especial e, principalmente, mostrando a valorização da cultura local, por meio do resgate histórico dos moradores da primeira capital, que acolheram e abraçaram a criação do Estado e a todos os tocantinenses de nascença e de coração. Neste contexto de valorização cultural, a equipe da emissora conversou com cidadãos que fazem parte da história da cidade como a Dona Mundica Coelho – esposa do primeiro prefeito, o Seu Severino Teixeira – que levou o primeiro cinema para cidade, entre outros.

Toda a programação da Capital por um dia será transmitida na grade de REDESAT, dentre eles os telejornais Repórter Tocantins (edições tarde e noite) e nos programas de radiojornalismo (Repórter 96FM), além dos vários flashes ao vivo. Para acompanhar a programação, acesse: http://96fm.to.gov.br/ e na TV, nos canais abertos 9 (Miracema do Tocantins e Tocantinia) e 13 (Palmas).

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ENTRETERIMENTO

Pedro Bial: “A relação entre a Globo e o Brasil está longe de ser tranquila”

Assim que recebeu o pedido de entrevista deste jornal, o apresentador global Pedro Bial disse à sua interlocutora: “Por que será que eles querem me entrevistar?”. Aos 59 anos, o jornalista carioca trabalha há mais de 30 anos na rede Globo, a maior emissora do Brasil – “já sou móveis e utensílios de lá”, diz, brincando, se comparando aos patrimônios materiais devido ao tempo de casa. De fato, é uma das referências na equipe da Globo. Chamada de golpista por militantes da esquerda, e comunista por simpatizantes da direita, a empresa na qual Bial trabalha desde 1981 é hoje um dos maiores símbolos da polarização política vivida no país. Não à toa, se vê no meio do fogo cruzado, sendo alvo da cisão ideológica na qual o país se encontra. “Eu ponho coisas nas redes sociais falando do programa e elas são interpretadas pela direita como se eu fosse um perigoso esquerdista, e pela esquerda como se eu fosse um fascista”, conta. As quase duas horas de entrevista em uma padaria em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, mostraram que Pedro Bial tem muito a dizer.

O ódio na internet faz com que o apresentador prefira ficar distante das redes sociais. “Eu não tenho estrutura emocional e imunidade para frequentar as redes”, afirma. “Eu já fui ameaçado de morte muitas vezes. O cara diz que eu sou esquerdista e eu não sou. Mas caguei também se eu sou ou não sou”. Por isso, não tem Facebook e não usa sua conta no Twitter. Mas menciona as páginas que divulgam pensamentos atribuídos à sua autoria, que, na verdade, não são dele. “A internet tem essa coisa que me dá um nervoso enorme que são frases e frases e frases atribuídas a mim, mas nenhuma é minha. E aí eu cheguei a ter crise de identidade, porque eu que era o falso. O verdadeiro eram os outros”, diz, rindo, enquanto coloca água com gás no café. “É para esfriar”, explica. “Ih… você já tá percebendo as minhas manias?”.

A única conta que o apresentador administra pessoalmente – “com cuidado” – é a do Instagram. Ali, vez ou outra divulga os shows do filho mais velho, Theo, 19, que está começando a carreira de músico. Também posta algumas fotos dos convidados do seu programa, Conversa com Bial, talk-show que passa de segunda à sexta-feira no início da madrugada, depois do Jornal da Globo.

Na grade da emissora desde maio deste ano, Conversa já contou com personalidades das mais variadas áreas. Do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, passando pelo escritor israelense Yuval Harari, a presidenta do Supremo Tribunal Federal, a ministra Cármen Lúcia, e o general Eduardo Villas Boas, atual comandante do Exército brasileiro,. E, claro, atores globais e cantores com a dupla sertaneja César Menotti e Fabiano. “Eu não frequento as redes sociais, mas fico com o meu ouvido ligado na maioria silenciosa, que é quem ainda decide a audiência na tevê aberta”, diz. “A vitória do Trump, o Brexit, a eleição do [prefeito de São Paulo] Doria, foi a maioria silenciosa [quem decidiu]”.

Bial afinou o ouvido para este público majoritário ao longo das 16 edições do Big Brother Brasil que apresentou. “Eu comecei estranhando muito”, diz. “E o Big Brother era um lugar que atraía ódio de todas as naturezas. Inclusive um ódio mais amoroso, que era de quem gostava do correspondente, do jornalista, e se sentiu traído, se ofendia com o fato de eu estar lá vendido, entre aspas, ao entretenimento, e esses falaram coisas horríveis pra mim”, lembra.

As críticas atingiram o apresentador, que já foi correspondente de guerra da rede Globo. “Me sentia magoado, mas hoje entendo melhor”. Para ouvir as perguntas feitas pela reportagem, Bial inclina levemente a cabeça para o lado esquerdo, já que teve a audição do ouvido direito comprometida quando uma bomba estourou ao seu lado na cobertura da guerra da Bósnia (1992 – 1995). Esta herança fez com que hoje, a estética do seu programa quebrasse as tradições dos talk shows: o cenário do Conversa com Bial  deixa o apresentador do lado esquerdo do entrevistado, ao contrário de todos os outros programas neste formato. O pedido partiu dele mesmo, para que pudesse ouvir melhor seus convidados.

Da época de repórter, conta, não sente saudade. “Tenho orgulho. Não sei como seria cobrir uma guerra hoje, porque hoje eu tenho uma outra relação com o desconforto”, diz. “Acho que eu encararia, mas fisicamente já não tenho as mesmas articulações, tenho artrose no joelho”, diverte-se. Contrariando o autobullying, a idade não parece ser um impeditivo na vida do apresentador, jornalista, escritor e roteirista. No mês passado, foi pai pela quarta vez. Laura, sua segunda filha mulher, nasceu do casamento com a jornalista Maria Prata. “Vou ter que arrumar um corpo de cardiologistas, porque no momento em que a minha filha de 30 anos (a artista plástica Ana Bial, do casamento com a jornalista Renée Castelo Branco) pegar no colo a minha filha de meses, eu vou cair duro”, conta, orgulhoso. Além de Theo Bial, do relacionamento com a atriz Giulia Gam, ele é pai também de José Pedro Bial,15, fruto da relação com a cineasta Isabel Diegues.

Ao ser questionado sobre a paternidade à beira dos 60, fica poético. “A vida é longa demais para se morrer várias vezes e por isso é possível nascer várias vezes também”, disse, enquanto tirava o blazer para sentar-se à mesa. Para a entrevista, vestiu-se da mesma maneira que se veste para apresentar o programa: calça jeans, camisa e blazer. Chegou à padaria mais cedo que o horário marcado, pediu um sanduíche de presunto parma sem olhar o cardápio. Respondeu a todas as perguntas. Algumas com mais reflexão que outras. “Outro dia me caiu a ficha: caramba, tem menos de 12 meses para as eleições e eu vou chegar na urna com essas opções que estão aí? O que eu vou fazer? Vou anular?”.

Talvez porque realmente não saiba o que fazer, não mencionou candidatos ou preferências. Lembrou-se de um episódio no consulado brasileiro nos Estados Unidos em 1994, pouco antes de iniciar a Copa do Mundo. “O Lula estava ali e se comportava como presidente eleito já, cheio de si, com os jornalistas em volta [o petista perderia a eleição daquele ano no primeiro turno para o tucano Fernando Henrique Cardoso]”, lembra. “Hoje o contexto é diferente, mas as coisas acontecem. Parece que não tem nada para acontecer, mas há um espaço ali, entre estes dois extremos que existem hoje”, diz. “É preciso ver o que vai aparecer no centro e se este candidato terá capacidade de chegar no segundo turno”, analisa o apresentador, que se autointitula “um liberal democrata, se você quiser me enquadrar ideologicamente em algum lugar”.

Para ele, esquerda e direita estão obsoletas. “Um reproduz o outro e um torna o outro possível, mas nenhum dos dois campos respondem às necessidades do século XXI”. Ainda sobre o ano que vem, afirma que pretende atuar no programa, tentando buscar “um nível positivo, de um Brasil que funciona, a despeito de Brasília”.

Medo da “sifudência”

Filho de uma família de refugiados, Bial teve pouca convivência com o pai, um alemão que chegou ao Brasil ao lado da mulher, com fortes traumas da Segunda Guerra. “Quem é filho de refugiados entende a grande desestruturação que é ser um refugiado. Você se refugia por causa de uma grande desestruturação nacional, que se reflete numa grande desestruturação familiar e, depois, individual”, diz. “O que eu via como uma família aparentemente sólida quando eu era criança, não tinha solidez nenhuma. Acho que por isso, o medo da sifudência [ou seja, se dar mal, usando um eufemismo] talvez tenha me levado ao workaholismo“. Diz que já ficou mal por causa do ritmo de trabalho, mas hoje tenta equilibrar. Não faz mais terapia, tendo trocado a psicanálise por coaching.

O vício em trabalho talvez tenha contribuído, por outro lado, para que o apresentador se tornasse prata da casa na Globo, e possa hoje falar com tanta propriedade sobre a emissora. “A relação entre a Globo e o Brasil está longe de ser tranquila. É uma relação que espelha as nossas tensões entre o grande capital e o Estado. A Globo é a catedral da iniciativa privada brasileira”. Reconhece que a emissora vem passando por mudanças, e diz que já presenciou “algumas eras” da empresa.

Neste momento, a companhia está lidando com questões envolvendo racismo e assédio. No mês passado, afastou o apresentador estrela do Jornal da Globo, William Waack depois de vazar um vídeo em que ele faz comentários racistas. Em abril, teve de fazer outra gestão de crise depois que veio à tona casos de assédio sexual provocados pelo galã da emissora, o ator José Mayer. Na época, as funcionárias da emissora se organizaram para se manifestar em solidariedade à vítima, a figurinista Susllem Tonani. Diante dos fatos, o apresentador prefere ponderar.  “Eu não me considero um cara feminista”, diz. “Estou com as mulheres, mas acho a última onda do feminismo muito radical. Mas também reconheço que a emancipação feminina libertou inclusive a nós homens, significativamente”, fala, pedindo para se explicar. “É muito difícil ser mulher, historicamente. Você entende por que é preciso existir um dia internacional da mulher, mas eu tenho dois filhos e sei o quanto é difícil ser homem, ser, por exemplo, viril, sem ser grosseiro”.

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MUNDO

Trump provoca árabes e decide reconhecer Jerusalém como capital de Israel

Donald Trump abriu os braços para a discórdia. Num gesto destinado a enfurecer grande parte do Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos deverá reconhecer nesta quarta-feira Jerusalém como capital de Israel e anunciar um plano para transferir a embaixada norte-americana de Tel Aviv para a cidade sagrada, embora a mudança efetiva, por “motivos logísticos, de segurança e construtivos”, ainda levará anos. De nada serviram as advertências da União Europeia e do presidente francês, Emmanuel Macron, nem as súplicas e ameaças dos países muçulmanos. O presidente Trump, longe de qualquer consenso, tornou a demonstrar que só é fiel aos seus interesses.

Jerusalém é uma ferida aberta. Um labirinto cuja saída ninguém até hoje encontrou. Há 70 anos, o acordo de partição da Palestina situava provisoriamente a cidade sob administração internacional. Mas logo a parte ocidental foi ocupada por Israel, e depois da Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, também o lado oriental – justamente a área que os palestinos consideram como sua capital.

Nesse vespeiro, Trump mexeu com fogo. Sabedor de que todas as embaixadas ficam em Tel Aviv, deixou vazar sua intenção de reconhecer Jerusalém como capital e inclusive alertou as representações diplomáticas norte-americanas sobre o risco de protestos. Guardando silêncio, como já fizera ao retirar os EUA do pacto climático global, permitiu que a tensão cênica se elevasse ao máximo. O resultado foi que, no Oriente Médio e na Europa, se multiplicaram as pressões para que abandonasse a ideia, enquanto ele, com todos os holofotes voltados para si, se sentava em cima do barril de pólvora para meditar. É o seu jeito de fazer política.

A decisão oficial, que será comunicada nesta quarta-feira em um discurso, já foi transmitida por Trump ao líder palestino, Mahmoud Abas, e ao rei Abdallah II, da Jordânia, em uma rodada de diplomacia telefônica. Sua intenção é reconhecer a “realidade histórica” de Jerusalém e transferir a embaixada para lá assim que possível. A mudança de sede já foi aprovada pelo Congresso em 1995, mas, por questões de “segurança nacional”, foi adiada por todos os presidentes desde então. A Casa Branca argumenta que o movimento, embora desejado, é atualmente impossível por questões logísticas. “Não há maneira de fazer isso rapidamente. Só as autorizações e a segurança podem levar anos”, observou um porta-voz.

Em todo caso, o reconhecimento de Jerusalém, com sua enorme carga simbólica, significa adentrar um território hostil. Não só acaba com um consenso internacional mantido durante décadas pelos Estados Unidos como também arruína, ao menos em curto prazo, os esforços do genro e assessor presidencial Jared Kushner de forjar um acordo no Oriente Médio e aproximar Israel dos países de maioria sunita como Egito, Arábia Saudita e Jordânia, com a finalidade de criar um escudo contra o Irã.

Em contrapartida, Trump reafirma sua fé pró-Israel, que tão bons dividendos eleitorais já lhe rendeu. Como fez em fevereiro, lança aos palestinos o aviso de que não se sente amarrado pelo passado e que seu objetivo é abrir um novo ciclo, onde nem sequer a solução de dois Estados seria necessária.

Indignação

É uma guinada radical e de alta capacidade desestabilizadora. Um novo vendaval que foi recebido com consternação numa zona devastada por décadas de sangue e fogo. O movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, já ameaçou com uma nova Intifada, e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) qualificou a medida como o “beijo da morte” para a paz. Na Turquia, o presidente Recep Tayyip Erdogan cogitou represálias. “Elas poderiam chegar ao rompimento das nossas relações diplomáticas com Israel. É um limite intransponível para a órbita muçulmana”, sentenciou.

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MUNDO SLIDE

Movimento de mulheres que denunciaram o assédio é escolhido ‘personalidade de 2017’ pela revista ‘Time’

O movimento das mulheres que denunciaram o assédio sexual, conhecido como #MeToo, foi escolhido “personalidade do ano 2017” pela revista norte-americana “Time”. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (6).

“The Silence Breakers” reúne um vasto grupo de pessoas, em sua maioria mulheres, que denunciou as agressões sexuais cometidas pelo megaprodutor hollywoodiano Harvey Weinstein. Outras pessoas seguiram o exemplo compartilhando histórias de abuso com a hashtag #MeToo. O objetivo do grupo é aumentar a conscientização sobre o assédio sexual e o estupro.

“Esta é a mudança social mais rápida que vimos em décadas e começou com atos individuais de coragem por centenas de mulheres – e também alguns homens – que se apresentaram para contar suas próprias histórias”, afirmou o editor-chefe da revista, Edward Felsenthal, ao “Today show”, do canal NBC.

O presidente americano, Donald Trump, que foi eleito a personalidade de 2016 pela publicação, ficou em segundo lugar neste ano. O presidente chinês, Xi Jinping, ficou em terceiro. Em 2015, a chanceler alemã, Angela Merkel, havia sido homenageada pela revista.

A “Time”, que faz uma capa especial com a escolha todos os anos desde 1927, deu destaque para as equipes de saúde envolvidas no controle do surto de ebola na África, em 2014.

Frequentemente, a publicação concede a honraria a uma entidade que não tem uma organização centralizada. Em 2011, o eleito foi o “manifestante” – em referência a diversos movimentos com pautas variadas, como os participantes da Primavera Árabe, os Indignados (Espanha) e Occupy (EUA).

Os lutadores húngaros da invasão soviética a Budapeste, o soldado americano e a classe média dos EUA já haviam sido eleitos pela revista nos anos 1950 e 1960.

Os outros candidatos para a capa da revista eram o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman; o chefe da investigação dos laços da campanha de Trump com a Rússia, Robert Mueller; o jogador de futebol americano Colin Kaepernick, famosos por protestos contra o racismo; Kim Jon-un, ditador da Coreia do Norte; Patty Jenkins, diretora do filme “Mulher-Maravilha”; os “Sonhadores”, crianças imigrantes que chegaram aos EUA com os pais e não têm documentos americanos; e Jeff Bezos, da Amazon.

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SLIDE

CNH vai virar cartão com chip até 2019

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vai mudar novamente e abandonar o formato em papel para virar um cartão de plástico com microchip, que reunirá informações do motorista.

Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que será publicada ainda nesta semana, promete que a mudança será feita até 1º de janeiro de 2019 – prazo final de adaptação dos Detrans estaduais ao novo modelo.

Ainda não há informações sobre possíveis diferenças no valor para tirar ou renovar a carteira de motorista – cada Detran deve definir o valor no momento da adoção da tecnologia.

Quem tiver o documento válido em papel não será obrigado a fazer a troca, que ocorrerá na hora da renovação.

De acordo com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, a nova CNH deve reduzir as fraudes e aumentar a durabilidade do documento, além de possibilitar integração com outros países.

O formato de cartão “inteligente” se assemelhará a um cartão de débito/crédito convencional, com chip e gravação a laser dos dados do motorista.

A novidade também abre as portas para que o documento se torne mais “universal”, podendo (no futuro) servir para pagamento de pedágio ou transporte de ônibus e metrô, controle de acesso a prédios públicos e identificação biométrica (com cadastro das digitais no chip).

Metamorfose constante

A CNH teve diversas mudanças recentemente. Em janeiro deste ano, ela passou a ser emitida em um novo visual, com mais itens de segurança, marcas d’água e itens holográficos.

Em maio, o documento recebeu também o QR-Code – um código que permite checar os dados do motorista por meio de leitura com a câmera do smartphone.

Mas esse visual terá vida curta. Segundo o Ministério das Cidades, um estudo feito pela Universidade de Brasília (UNB) recomendou a alteração para o formato em cartão.

Além do documento físico, uma versão digital da CNH passou a ser oferecida em alguns estados desde outubro deste ano. Até 1º de fevereiro de 2018 o documento eletrônico, com acesso pelo celular, deve estar disponível em todo o país.

Também neste ano, foi criado o projeto para a Identificação Civil Nacional (ICN), que reunirá RG, título de eleitor, CPF e cadastro biométrico em um único cartão. A CNH e o passaporte continuarão separados.