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MPE e Defensoria ingressam com ação judicial contra Prefeitura de Palmas solicitando reposição das aulas

O Ministério Público Estadual (MPE) e a Defensoria Pública do Estado (DPE) ajuizou nesta quarta-feira, 4, Ação Civil Pública, com pedido de liminar, solicitando a reposição das aulas na rede municipal de ensino de Palmas, a fim de que seja cumprida a carga horária mínima anual. A Ação é fruto da greve geral dos profissionais da educação da rede municipal, iniciada no mês de setembro, que segundo os órgãos de controle, teve adesão de 60% dos servidores.

De acordo com a Ação Civil Pública assinada pela promotora de Justiça da Infância e Juventude da Capital, Zenaide Aparecida da Silva, e pela Defensora Pública Larissa Pultrini, o cumprimento da carga mínima anual de 800 horas, distribuídas por um mínimo de 200 dias efetivos de trabalho escolar, está previsto na Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) e a não reposição das aulas traz prejuízos aos estudantes. “A interrupção comprometeu substancialmente o processo pedagógico de aprendizagem, com sérios transtornos aos alunos, a seus pais ou responsáveis”, expõe o documento.

A cobrança, por meio judicial, justifica-se, segundo as instituições, pela recusa do município em fazer a reposição de aulas, alegando que o calendário não foi comprometido porque professores substitutos contratados ministraram aulas durante o período. No entanto, tanto o MPE quanto a Defensoria Pública detectaram, por meio de vistoria em duas unidades escolares, que os conteúdos programáticos planejados não foram cumpridos, “pois os professores contratados desenvolveram atividades meramente recreativas”. “Os professores alocados para a substituição dos professores grevistas não possuem os conhecimentos necessários para lecionar as matérias e nem tampouco cumpriram os planos de aulas”, expuseram o MPE e a DPE.

Pedidos
Diante dos fatos relatados, a Ação Civil Pública pede, liminarmente, que o município de Palmas seja obrigado a repor a carga horária correspondente ao período de greve em todas as turmas cujos professores aderiram à paralisação; que sejam desconsideradas as faltas e os conteúdos lançados no diário de classe e que a Secretaria Municipal de Educação expeça orientação aos diretores das escolas para que, em conjunto com os professores e representantes dos pais, elaborem um
cronograma adequado a cada turma.

Relembre o caso
A greve geral dos profissionais da educação de Palmas, iniciada no dia 5 de setembro, durou 21 dias e foi deflagrada em virtude do não pagamento da data-base, dos retroativos, das progressões, das titularidades e do não cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Com o acirramento dos ânimos, grevistas acamparam na Câmara Municipal de Palmas e alguns fizeram greve de fome.

Na tentativa de intermediar uma negociação e evitar que os alunos continuassem a ser prejudicados, o MPE realizou uma audiência pública, no dia 25 de setembro, com a participação de autoridades do legislativo, OAB, conselheiros da educação, de entidades da sociedade civil, profissionais da educação e pais de alunos, no entanto, sem a participação de representantes do município (somente o procurador geral estava presente), o que para o MPE demostrou indisposição para o diálogo. Com isso, os órgãos de controle decidiram ingressar com uma ação na Justiça. (Com informações da Assessoria de Comunicação do MPE-TO)

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SLIDE

Sesau abre investigação para apurar morte de bebê após queda de energia em hospital

O corpo do bebê João Marques de Sá, de 10 meses, foi enterrado na noite desta quinta-feira, 5, em Araguacema. A criança estava entubada, com ventilação mecânica, e morreu na quarta-feira, 4, após uma queda de energia ocorrida no Hospital Infantil de Palmas. Em nota enviada ao T1 Notícias na manhã desta sexta-feira, 6, a Secretaria Estadual de Saúde lamentou o ocorrido e informou que o gerador da unidade é acionado automaticamente quando ocorre queda de energia e encontra-se com sua manutenção regular realizada a cada três meses. A secretaria determinou ainda uma rigorosa apuração do ocorrido.

O bebê estava internado na unidade com pneumonia e respirava com ajuda de aparelhos. Segundo os pais, após a queda de energia o aparelho de ventilação mecânica teria falhado. O gerador que fica no Hospital não funcionou automaticamente e os médicos teriam tentado improvisar com uma extensão, mas não deu certo. Sem receber oxigênio pelo aparelho, a criança não resistiu.

Um trecho do laudo do Serviço de Verificação de Óbito relatou que o bebê estava entubado com ventilação mecânica, faltou energia e o respirador não funcionou, então, foi tentado cateter nasal, sem êxito. Na certidão de óbito, o médico do Instituto Médico Legal atestou a morte do bebê por problemas respiratórios.

Nota da Secretaria de Saúde

Conforma a Sesau, “as frequentes quedas de energia, na tarde de quarta-feira, 04, causaram transtornos ao Hospital Infantil de Palmas gerido pela Secretaria de Estado da Saúde, mesmo a unidade sendo abastecida por um gerador. Lamentavelmente no decorrer desse episódio o menor J. M. de S. veio a óbito”.

Ainda segundo a pasta, “a unidade hospitalar encaminhou o corpo para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que posteriormente o encaminhou ao Instituto Médico Legal (IML)”.

A Secretaria destacou ainda que está acompanhado o caso com as autoridades competentes e determinou a abertura de rigorosa sindicância para apuração transparente dos fatos. “A SES também coloca-se à disposição da família para prestar a assistência necessária”.

Ainda sobre o gerador, a equipe de engenharia do Hospital Infantil de Palmas informou que “o equipamento gerador da unidade tem capacidade para atender a demanda, é acionado automaticamente quando ocorre queda de energia e encontra-se com sua manutenção regular realizada a cada três meses, cumprido com o zelo de testes a cada dois dias para verificar o bom funcionamento da bateria”.

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MUNDO

Plano global quer reduzir mortes por cólera no mundo em 90% até 2030

Uma nova estratégia para reduzir as mortes globais por cólera em 90% até 2030 será lançada nesta quarta-feira (4) pela Força-Tarefa Global sobre Controle do Cólera (Gtfcc, na sigla em inglês). A rede inclui mais de 50 agências internacionais e da ONU, instituições acadêmicas e ONGs que atuam em países atingidos pela doença. A informação é da ONU News.

Segundo estimativas, o cólera mata cerca de 95 mil pessoas e afeta mais 2,9 milhões a cada ano em todo o mundo. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma ação urgente é necessária para proteger comunidades, evitar a transmissão e controlar surtos.

O novo plano global reconhece que a doença se espalha em locais endêmicos onde ocorrem anualmente “surtos previsíveis”.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, declarou que a agência tem “orgulho” de fazer parte da nova iniciativa para acabar com as mortes por cólera. Segundo ele, a doença tem maior impacto entre as pessoas mais pobres e vulneráveis, o que é “inaceitável”. Ele defendeu que este plano global é “a melhor forma disponível” para pôr um fim a este problema.

Mortes evitáveis

Segundo a OMS, o plano global busca “alinhar recursos, partilhar experiências e fortalecer parcerias entre países afetados, doadores e agências internacionais. Ghebreyesus destacou que todas as mortes por cólera são “evitáveis, usando as ferramentas disponíveis atualmente”, como a vacina oral e melhor acesso à água limpa e serviços de saneamento e higiene como estabelece a iniciativa.

De acordo com a OMS, implementando o plano, até 20 países poderiam eliminar o cólera até 2030.
A agência ressaltou que avanços no fornecimento de serviços de água e higiene tornaram a Europa e a América do Norte livres da doença por décadas.

Embora esses serviços sejam reconhecidos como um direito humano básico pelas Nações Unidas, atualmente mais de 2 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso seguro à água e estão em risco potencial de cólera. Sistemas de saúde fracos e dificuldade de detecção precoce também contribuem para a rápida propagação de surtos.

Conflitos

Segundo a OMS, a doença tem impacto desproporcional em comunidades atingidas por conflitos e guerras, seja pela falta de infraestrutura, seja pelos serviços de saúde fracos e pela desnutrição. O Iêmen, por exemplo, vive atualmente o pior surto de cólera do mundo. De acordo com a Agência da ONU para Migrações, desde outubro de 2016, 750 mil pessoas foram atingidas pelo cólera, com mais de 5 mil infectadas por dia. Mais de 2 mil pessoas já morreram.

A OMS ressaltou que proteger essas comunidades antes de surtos da doença é significativamente mais econômico do que responder continuamente a surtos.

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BRASIL SLIDE

STF diz que inelegibilidade da Ficha Limpa vale para condenações anteriores à lei

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram nesta quarta-feira (4) que o prazo de oito anos de inelegibilidade previsto pela Lei da Ficha Limpa deve ser aplicado também a candidatos condenados antes da vigência da lei, de 2010. A mudança de prazo é válida para políticos condenados por abuso de poder na campanha eleitoral.

O STF deverá decidir, na sessão dessa quinta-feira (5) qual o efeito da decisão para candidatos que foram eleitos, mas tem as candidaturas contestadas na Justiça Eleitoral.

No processo analisado pelo Supremo, um candidato a vereador no interior da Bahia foi condenado por compra de votos nas eleições de 2004 e ficou inelegível por três anos. Em 2008, passados os três anos do prazo da condenação, ele se candidatou e foi eleito vereador novamente.

Apenas em 2012, dois anos após entrar em vigor a Lei da Ficha Limpa, ele teve a nova candidatura barrada, com o argumento de que o novo prazo de inelegibilidade previsto pela Ficha Limpa era de oito anos.

A discussão entre os ministros ficou centrada sobre se uma lei posterior poderia atingir casos anteriores a sua publicação, restringindo direitos dos candidatos.

A tese vencedora entre os ministros, por 6 votos a 5, foi de que o prazo de inelegibilidade seria comparável a outros critérios exigidos no momento de registro da candidatura e, por isso, deveria ser aplicado o prazo da lei da Ficha Limpa.

“Quem se candidata a um cargo precisa preencher-se no conjunto dos requisitos que os pressupostos legais estão estabelecidos”, afirmou o ministro Edson Fachin. “Fatos anteriores ao momento da inscrição da candidatura podem ser levados em conta”, disse. “Se o passado não condena, pelo menos não se apaga.”

Votaram pela aplicação do prazo da Ficha Limpa a condenações anteriores os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

Os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Marco Aurélio e Celso de Mello, minoria derrotada no julgamento, afirmaram que aplicar o novo prazo de inelegibilidade a processos já julgados pela Justiça Eleitoral afetaria o princípio de respeito a decisões judiciais em processos já julgados.

“Essa retroatividade afeta a segurança jurídica, é um desrespeito à coisa julgada”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que permitir a aplicação do prazo da Ficha Limpa a condenações anteriores seria contrário ao princípio da segurança jurídica.

“Do ponto de vista do regime democrático, imagine se um regime, um governo autocrático assumisse o poder, e Deus nos livre, para atingir seus desafetos políticos faça editar uma lei tornando inelegível por 20 anos aqueles que já tinham condição de elegibilidade, já tinham se candidatado e ganho uma determinada eleição. Isso, do ponto de vista do ideal mesmo de democracia, é algo impensável”, afirmou Lewandowski.

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SLIDE TOCANTINS

Polícia desvenda morte do repórter cinematográfico Gonçal Barros e prende acusado

A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic –Sul), desvendou a morte do cinegrafista Gonçal de Barros e aponta Lindomar Moraes da Silva, 48 anos, como sendo o autor do crime. Lindomar foi detido na manhã desta quarta-feira, 04.

De acordo com o delegado Rafael Fortes Falcão, titular da Deic e responsável pelo caso, após um intenso trabalho investigativo, a equipe do Núcleo de Investigação de Homicídios da Deic –Sul, descobriu que, no dia do crime, Lindomar, utilizando-se de seu veículo Fiat Pálio, colidiu intencionalmente contra a motocicleta que era conduzida por Gonçal de Barros, que foi a óbito no local do acidente.

Desta maneira, o delegado Rafael representou, junto ao Poder Judiciário da Comarca de Gurupi, pela prisão preventiva do suspeito, a qual foi deferida e cumprida, na manhã desta quarta-feira, por policiais civis da Deic –Sul, em Palmeiras de Goiás, cidade para onde Lindomar havia fugido após praticar o crime, em Gurupi.

Ainda conforme o que foi apurado pela equipe da Polícia Civil, o crime teria sido praticado por motivos passionais. Lindomar foi autuado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, uma vez que no momento do crime, havia uma mulher na companhia de Gonçal, a qual foi atingida, mas sofreu apenas ferimentos leves. Lindomar encontra-se na Casa de Prisão Provisória da cidade, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

O caso

O fato ocorreu no dia 23 de setembro de 2017, em Gurupi. O cinegrafista Gonçal de Barros trafegava na BR-153, no perímetro urbano de Gurupi, em sua mão, quando o veículo Fiat/Pálio, de cor prata, que vinha no mesmo sentido em alta velocidade, não manteve a distância e colidiu na lateral da motocicleta.

Fonte: T1 Notícias

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SLIDE TOCANTINS

Prestadores recusam proposta de R$ 20 mi ao mês e paralisam atendimento do PlanSaúde

Mesmo após uma proposta de escalonamento de pagamento da dívida apresentada pelo Governo ao Sindicato de Hospitais e Estabelecimentos (Sindessto), a proposta não foi aceita e o sindicato determinou na noite desta terça-feira, 3, mais uma suspensão do atendimento ao Plansaúde por tempo indeterminado. Uma contraproposta foi apresentada pelo Sindessto que também não foi aceita pelo Estado.

Atualmente já são pagos R$10 milhões por mês pela Secad e a pasta informou que o pagamento da parcela referente ao mês de maio será depositado hoje. “A Secretaria da Administração – Secad informa que nesta quarta-feira, 04 de outubro, será realizado o pagamento de R$10.500.000,00 (dez milhões e quinhentos mil reais), referente ao mês de maio de 2017, às empresas, hospitais ou estabelecimentos de serviços de saúde que atendem pelo Plansaúde, conforme acordo realizado com o Sindicato de Hospitais e Estabelecimentos – Sindesto”, explicou.

Conforme o sindicato, a decisão foi tomada “após diversas tentativas de negociação com a Secretaria de Administração para recebimento das faturas do PlanSaúde em atraso (meses abril, maio, junho e julho)”.

Usuários

Segundo dados da Secretaria de Administração (SECAD) o plano possui cerca de 90 mil usuários, sendo mais de 30 mil titulares. O maior número de usuários está concentrado em Palmas.

Confira a seguir a íntegra da nota do Sindessto:

“O SINDESSTO vem a público comunicar que após diversas tentativas de negociação com a Secretaria de Administração para recebimento das faturas do PlanSaúde em atraso (meses abril, maio, junho e julho), junto a rede prestadora de serviços de saúde, e frente ao descumprimento por parte do Estado dos acordos judiciais firmados com os prestadores, os mesmos, não suportando mais o desequilíbrio financeiro causado por esses atrasos, SUSPENDERÃO os atendimentos aos usuários Plansaúde por tempo indeterminado, a partir das 00h00 do dia 04/10/2017.

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MUNDO

Homem vence luta com cobra gigante na Indonésia

Uma píton gigante, com 7,8 metros de comprimento, foi morta após atacar um homem na Indonésia. As imagens foram registradas pela polícia de Batang Gansal, na ilha de Sumatra, e divulgadas nesta quarta-feira (4).

De acordo com a agência AFP, os moradores mataram a cobra após o feito do “lutador” e exibiram a cabeça. O cadáver do réptil foi cortado, frito e depois comido pela comunidade.

Cobra ficou mostrada por moradores da região (Foto: Batang Gansal Police/AFP)

Ainda segundo a agência, o animal quase cortou o braço do homem. O caso ocorreu no último sábado, 30 de setembro.

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POLITICA SLIDE

Câmara aprova criação de fundo para bancar campanha eleitoral

Às vésperas do prazo final, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4) o texto-base de um projeto que cria um fundo eleitoral para financiar as campanhas com recursos públicos. A estimativa é que esse fundo tenha cerca de R$ 1,7 bilhão em 2018 (leia detalhes mais abaixo).

O texto foi aprovado de forma simbólica, sem o registro de votos no painel eletrônico, o que provocou protesto no plenário. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que era favorável à votação nominal bateu-boca com o deputado Carlos Marun (PMDB-MS).

Com os dedos em riste, os dois discutiram e precisaram ser separados pelos colegas parlamentares.

Antes da discussão, os deputados chegaram a apreciar um pedido para que a votação fosse nominal para que se conhecesse o voto de cada parlamentar, mas esse requerimento foi rejeitado.

Os deputados ainda precisam analisar destaques que podem alterar o conteúdo da matéria. O texto já passou pelo Senado e, se não sofrer nenhuma modificação na Câmara, segue direto para sanção presidencial, sem precisar ser reapreciado pelos senadores.

Pela proposta aprovada, o fundo será composto por:

  • 30% do total das emendas parlamentares de bancada constantes da Lei Orçamentária Anual. Os recursos abastecerão o fundo exclusivamente em ano eleitoral. As emendas de bancada consistem em indicações feitas pelos parlamentares de um estado para aplicação de recursos do Orçamento da União em obras e serviços no estado deles;
  • Montante referente à isenção fiscal das emissoras comerciais de rádio e TV que veicularam, em 2017 e 2016, a propaganda partidária, exibida fora do período eleitoral e que será extinta. O horário eleitoral gratuito ficará mantido.

O texto possui alguns pontos que desagradaram aos deputados, mas, para viabilizar a sua aprovação, foi fechado um acordo com o Palácio do Planalto para que esses trechos sejam vetados pelo presidente Michel Temer.

Uma das divergências foi a inclusão de um trecho pelos senadores que prevê que parte do Fundo Partidário, que já existe e serve para financiar a manutenção das legendas, possa ser destinada para as eleições majoritárias, modelo pelo qual senadores, governadores e presidente da República são eleitos.

Outra questão que, pelo acordo, seria vetada por Temer, é sobre os critérios para a distribuição do fundo eleitoral. As regras para distribuição desse fundo constam de outro texto, relatado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP), que ainda precisa ter a votação concluída pelo plenário da Câmara.

A proposta do deputado petista favorece em parte os partidos que conseguiram ampliar as suas bancadas neste ano.

Os parlamentares correm contra o tempo para aprovar as mudanças porque, para valerem já nas eleições de 2018, elas precisam ser aprovadas até o fim desta semana, um ano antes do pleito.

Diante da proibição de doações empresarias, os políticos têm interesse em achar uma saída para bancar as suas campanhas. Nos bastidores, os deputados admitem que, se não houver fundo, a possibilidade de haver caixa dois é grande.

O texto também acaba com a propaganda partidária gratuita veiculada por rádio e televisão nos anos em que não há eleição.

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Vence MP que trata de isenção de ICMS para transporte público; Olyntho nega impacto nas tarifas

O prazo de tramitação de uma Medida Provisória que volta a tratar da isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para empresas de transporte coletivo urbano na aquisição de óleo combustível venceu, entretanto, deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), argumenta que o fato não interfere nas tarifas de transporte público porque já foi aprovada MP com mesmo teor no ano passado. “Governo quer desculpa para aumentar alíquota”, disse.

Além de isentar ICMS de óleo combustível, a MP vencida após o prazo de 120 dias de tramitação também prevê o aumento do mesmo tributo em 1%, passando de 13,5% para 14,5% a base de cálculo recolhida pelas distribuidoras de combustível. “Ano passado mantivemos a isenção, mas não deixamos o imposto subir. No meu entendimento, o que o governo está tentando é aumentar o imposto”, disse Olyntho Neto, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Segundo o parlamentar tucano, a Assembleia Legislativa já aprovou Medida Provisória isentando o ICMS na aquisição de combustível por empresas de transporte público no ano passado, mas barrando o aumento de 13,5% para 15% da alíquota, proposta na época. A MP como aprovada foi vetada pelo governador Marcelo Miranda (PMDB), decisão que foi posteriormente derrubada pelos deputados, segundo informações de Olyntho Neto.

Na argumentação do deputado, a intenção do Palácio Araguaia não é manter a isenção do transporte público, porque isto já está contemplado na MP aprovada anteriormente, mas sim aumentar para 14,5% a alíquota de ICMS para combustível, mantida em 13,5% pelos deputados na votação anterior. “Governo quer desculpa para aumentar alíquota. Não impacta a tarifa. Teoricamente ficaria mantido o que foi acordado no ano passado”, defendeu o tucano.

Questionado sobre o porquê a nova MP não foi sequer apreciada, Olyntho Neto responsabilizou a tramitação dos pedidos de empréstimo e o próprio Palácio Araguaia. “Não foi votado de fato pela questão dos financiamentos, acabou que não conseguimos fazer mais nada. Demandou muito tempo. Até o próprio governo não cobrou, não discutiu”, disse o deputado, que não conseguiu informar como anda o trâmite do texto já que a mesma foi “reeditada a mais de dez vezes” pelo Palácio Araguaia.

Novo prazo
O CT acionou a Secretaria de Comunicação (Secom) para saber o posicionamento do governo do Estado sobre a Medida Provisória e os respectivos impactos da não apreciação. Em breve comunicado, o Executivo esclareceu que: “considerando o novo prazo de contagem de Medidas Provisórias contido na Emenda Constitucional número 36, de 31 de maio de 2017, as referidas MPs continuam em vigor aguardando apreciação pela Assembleia Legislativa”.

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AL decide ir para guerra aberta contra o Palácio e desengaveta impeachment de Marcelo com parecer favorável

A Assembleia decidiu ir para a guerra aberta com o governador Marcelo Miranda (PMDB) e desengavetou o pedido de impeachment protocolado no ano passado e que havia sido sepultado pelo ex-presidente da Casa, Osires Damaso (PSC) às véspera do final de sua gestão no Legislativo, em janeiro. O procurador-geral da AL, Divino José Ribeiro, entregou no final da tarde desta quarta-feira, 4, ao presidente Mauro Carlesse (PHS) parecer favorável à admissibilidade do pedido de impeachment contra o governador, proposto pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sisepe), Cleiton Pinheiro.

Desarquivado por Carlesse no final de março deste ano, o processo se encontrava na Procuradoria da Casa desde então “para análise e parecer” sobre a admissibilidade e o mérito da causa para apuração da denúncia.

Marcelo é acusado de vários crimes de responsabilidade, entre eles o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal por meio da contratação indiscriminada de servidores comissionados e contratos temporários; Apropriação indébita em relação as consignações realizadas nos contracheques dos servidores, relativo a mensalidades sindicais dos sindicatos e associações; e apropriação indébita previdenciária do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev).

Nos bastidores sempre houve a informação de que o pedido era usado como carta na manga dos deputados contra o Palácio. Havia pressão para que o governo liberasse as emendas dos parlamentares. Ainda segundo informações de bastidores, o Legislativo resolveu engrossar o discurso na medida em que o governador também foi perdendo a paciência com a AL. Na sexta-feira, 29, por exemplo, os indicados do deputado Ricardo Ayres (PSB) foram exonerados do cargo, com a expectativa de que outros parlamentares também sejam atingidos.

Além disso, o governador mudou o cronograma de sua viagem ao Japão e da vice-governadora Cláudia Lelis (PV) à Indonésia, no final de setembro, o que impediu que Carlesse assumisse o governo por uma semana, como esperava. Aliados do presidente do Legislativo veem nessa manobra clara intenção de impedir que Carlesse tivesse a oportunidade de comandar o Palácio no período.

Análise
De acordo com o parecer, a partir desta data os autos encontram-se na Presidência da Casa, sob a responsabilidade de Carlesse, para seguimento ou não da matéria até o seu julgamento final, conforme a sua admissibilidade.

Fonte: PortalCT