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Relator da denúncia contra Temer diz que entregará parecer na tarde desta terça

O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), relator da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, disse nesta segunda-feira (9) ao G1 que ainda não concluiu o parecer e que só irá entregá-lo à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na tarde de terça-feira (10). Cabe ao relator recomendar a continuidade ou a rejeição das acusações.

A reunião do colegiado está convocada para as 10h, mas o relator justificou que o prazo é “apertado” para uma “tarefa tão complexa”. Ele descartou pedir mais um dia para apresentar o relatório.

“Estou enfrentando um pesado ônus. O ideal seria ter mais um dia [de prazo], mas acontece que vou me esforçar para ficar dentro dos prazos. Vou entregar amanhã [terça] na parte da tarde. A reunião está marcada para as 10h, mas estou achando apertado [o horário]. Possivelmente, vou entregar no período da tarde, umas 14h ou 15h”, disse.

Ele explicou que irá se reunir com o presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), na noite desta segunda para acertar os detalhes sobre o horário da leitura.

Temer foi denunciado por obstrução à Justiça e organização criminosa. Também foram acusados na mesma denúncia os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) pelo crime de organização criminosa.

Para que o presidente da República seja investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é preciso que, antes, a Câmara dê a autorização.

Andrada disse que passou o fim de semana debruçado sobre a denúncia elaborando o parecer. Para dar conta da leitura da análise da Procuradoria Geral da República, o relator tem contado com a ajuda de dois grupos de assessores técnicos.

“Fiz só isso no fim de semana. Estou trabalhando com duas equipes: uma equipe particular dentro da minha casa e outra equipe na Câmara”, afirmou.

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MPF pede que Nuzman seja mantido na cadeia em prisão preventiva

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF) pediu nesta segunda-feira ao juiz federal Marcelo da Costa Bretas que a prisão provisória de Carlos Arthur Nuzman, que vence ainda hoje, seja convertida em preventiva. Assim, o dirigente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que pediu afastamento da presidência da entidade, ficaria preso em Benfica por prazo indeterminado. O mesmo pedido vale para o seu braço-direito, o ex-diretor de operações do Comitê Rio-2016 Leonardo Gryner.

Ao mesmo tempo, a defesa de Nuzman aguarda para esta segunda-feira a resposta do desembargador federal Abel Federal a respeito de um pedido de habeas corpus impetrado no último sábado. A vara só abriu ao meio-dia, o que postegou a decisão. A favor dele, o fato de ter pedido afastamento não só da presidência do COB, mas também do Comitê Rio-2016.

Nuzman foi preso em casa na última quinta-feira, durante a segunda fase da Operação Unfair Play. No pedido de prisão provisória, os procuradores federais apontaram que o dirigente do COB vinha tentando atrapalhar as investigações. Argumentaram, para isso, que ele declarou à Receita Federal a posse de 16 quilos de ouro em barras só depois de policias federais colherem em sua casa a chave do cofre onde o ouro estaria guardado na Suíça.

A defesa de Nuzman argumenta, porém, que a retificação do Imposto de Renda foi feita dentro da lei e ressalta que Nuzman, como presidente do Rio-2016, não tinha poder de decisão. Qualquer contratação acima de R$ 300 mil como as citadas na denúncia precisava ser aprovada por um Conselho Diretor.

De acordo com a Folha de S. Paulo, Nuzman tentou pagar o escritório de advocacia que o defende, o Nélio Machado Advogados, com recursos do Comitê Rio-2016. A conta de R$ 5,5 milhões foi apresentada ao Conselho Diretor há cerca de duas semanas e rejeitada. Ou seja: segundo a assessoria de imprensa do comitê, este não aceitou pagar a contar, que ficou a cargo do próprio Nuzman. O Rio-2016 chegou a enviar ao Olhar Olímpico a nota cancelada.

Sair ou não da cadeia antes de quarta-feira pode ser decisivo para o futuro político de Nuzman, que na sexta-feira apresentou um pedido de afastamento do COB. Na quarta-feira, a assembleia do COB se reúne no Rio para acatar o pedido, que pode se tornar um afastamento definitivo. Paulo Wanderley, eleito vice-presidente em chapa conjunta no ano passado, já assumiu o COB de forma provisória e dá indícios de querer se manter no cargo sem o risco de um retorno de Nuzman.

Fonte UOL

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Barroso autoriza depoimento de Temer em inquérito sobre decreto dos portos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso autorizou hoje (5) o depoimento por escrito do presidente Michel Temer no inquérito aberto pela Corte para investigar o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017).

“Assim, mesmo figurando o senhor presidente na condição de investigado em inquérito policial, seja-lhe facultado indicar data e local onde queira ser ouvido pela autoridade policial, bem como informar se prefere encaminhar por escrito sua manifestação, assegurado, ainda, seu direito constitucional de se manter em silêncio”, decidiu o ministro.

Neste inquérito, Temer é investigado pelo suposto favorecimento ilegal da empresa Rodrimar por meio da edição, em maio deste ano, do chamado Decreto dos Portos. Em troca, haveria o pagamento de propina. O negócio teria sido intermediado pelo ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures.

Na mesma decisão, Barroso também autorizou a obtenção de eventuais registros de doações eleitorais pela empresa e a oitiva dos demais investigados no processo. Também são investigados no inquérito Rodrigo Rocha Loures, além dos empresários Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, ambos ligados à empresa. Todos são investigados por suspeitas dos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

Após a abertura do inquérito, a Rodrimar declarou que nunca recebeu qualquer privilégio do Poder Público.  Ainda segundo a Rodrimar, o “Decreto dos Portos” atendeu, sim, a uma reivindicação de todo o setor de terminais portuários do país. “Ressalte-se que não foi uma reivindicação da Rodrimar, mas de todo o setor. Os pleitos, no entanto, não foram totalmente contemplados no decreto, que abriu a possibilidade de regularizar a situação de cerca de uma centena de concessões em todo o país”.

Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que o Decreto dos Portos foi assinado após “longo processo de negociação” entre o governo e o setor portuário e informou que o presidente irá prestar todos os esclarecimentos necessários.

O pedido de abertura de investigação foi feito pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.  No início desta semana, a atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou autorização do STF para que Temer pudesse ser ouvido, atitude que foi elogiada pelo presidente.  A procuradora pediu prazo de 60 dias para a conclusão do inquérito.

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Temer vetará emenda da reforma política apontada como ‘censura’, informa Planalto

O presidente Michel Temer vai vetar o artigo do projeto de reforma política classificada por entidades de meio de comunicação como “censura”, informou em nota a assessoria do Palácio do Planalto.

A Secretaria de Comunicação da Presidência divulgou o comunicado nesta sexta-feira (6). Segundo a nota, Temer atenderá ao pedido feito pelo deputado Áureo (SD-RJ), autor da emenda que trata do tema. Conforme o Planalto, o presidente e o parlamentar conversaram sobre o assunto na manhã desta sexta.

A expectativa no Planalto é de que Temer sancione com vetos a reforma política ainda nesta sexta, para que as mudanças nas regras eleitorais já tenham validade nas eleições de 2018. A sanção deve ser publicada em uma edição extraordinária do “Diário Oficial da União”.

Aprovada no pacote de mudanças eleitorais discutido pelo Congresso Nacional, a emenda exige que os provedores de aplicativos e redes sociais sejam obrigados a suspender a publicação quando for denunciada por ter informação falsa ou discurso de ódio até que o autor seja identificado. Se confirmado que se trata de um usuário real, a publicação será liberada.

O tema provocou reação de entidades da área de comunicação. Nesta quinta (5), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram nota conjunta classificando como “censura” a emenda de autoria de Áureo.

Conforme as entidades, somente por meio de decisão judicial é possível retirar do ar informações ou opiniões, seguindo a previsão do Marco Civil da Internet.
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Em choque, multidão vai a enterro de criança morta em creche de Minas

Com mais de uma dezena de carros, um ônibus escolar e uma série de motos e bicicletas, o cortejo que levou o pequeno caixão com o corpo de Ana Clara Ferreira Silva, 4, ao cemitério São Lucas, em Janaúba, parou avenidas da cidade de 70 mil habitantes no norte de Minas Gerais.

Ela morreu um dia antes, na quinta (5), carbonizada, após o vigia noturno Damião Soares dos Santos, 50, atear fogo em si e em crianças em uma creche municipal no bairro Barbosa, região afastada do centro da cidade, onde falta reboco nas casas e asfalto na rua. Além de Damião e Ana Clara, outras seis pessoas morreram –cinco crianças e uma professora.

Uma multidão acompanhou o enterro, na manhã desta sexta (6) –familiares, amigos da família e curiosos que queriam ver de perto o resultado do crime que chocou a pacata cidade.

Um tio passou mal e precisou ser acudido pela família. Choravam sem parar o pai, Nelson Silva de Jesus, e a mãe, Luana, que voltou de Montes Claros, maior cidade da região, para se despedir da criança. Ela foi à cidade vizinha para acompanhar os outros dois filhos que também estavam na creche, inalaram fumaça precisaram de atendimento médico. Todos passam bem. Ana Clara tinha ainda outros três irmãos. Um deles, gêmeo dela, não estava na creche no dia.

“É inexplicável o que aconteceu, não tenho palavras. Ouvi no rádio que tinha fogo lá e na hora pensei nos meus netos. Tinha certeza que alguma coisa tinha acontecido com eles”, diz o lavrador Antonio Pereira da Silva, 56, avô que diz que a neta “sempre brincava, gostava de rir, vadiar”.

Também pelo rádio soube o outro avô, Jovelino da Silva, 61, também lavrador, que vive em Jacaré Grande, distrito da zona rural. “Raiva não sei mas a gente fica nervoso mesmo. Como uma coisa dessas pode acontecer?”

Já Cristiane Conceição Rodrigues, 37, sabe definir o sentimento: “Não tem como não sentir ódio de uma pessoa dessas, não tem explicação”, diz a tia de Luiz Davi, 4, também morto na tragédia, enquanto ajuda a organizar o velório do menino, na casa em que vivia, no mesmo bairro. Ela vive na capital e conta que ele passava as férias de fim de ano na casa dela. “Pensar que nunca mais vai vou ver aquela criança, que fazia graça, mandava áudio no grupo do WhatsApp da família”, diz.

O corpo de Ruan Miguel, 4, foi velado a poucas ruas dali. Na sala da casa, velas e dezenas de pessoas se despedindo do menino, que seria enterrado logo depois, também em um pequeno caixão branco. “Um anjinho desses, como podem fazer isso?”, questiona, também incrédulo, o tio Paulo Rodrigues Soares, 41.

‘CORRIDA CONTRA O TEMPO’

A Prefeitura de Janaúba tem feito busca por crianças que estavam na creche no momento do incêndio e não foram atendidas em postos de saúde. Agentes acreditam que o número de feridos pode ser maior do que o já divulgado.

“Tinha mais de 80 crianças na creche, estamos fazendo busca ativa, indo de casa em casa. Às vezes a criança está bem, aparentemente, para os pais. Começa a tossir, o nariz sangra, logo tampa a glote e ela pode asfixiar. É muito grave. Pedimos que todos que souberem de crianças que estavam no local, que avisem, precisamos avaliar clinicamente”, disse a conselheira tutelar Gabriela Rodrigues Castro.

Ela chama a busca de “corrida contra o tempo”. “Parece que o mundo tá acabando, não podemos perder tempo. Quanto antes encontrarmos mais crianças, melhor”, diz.

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Lava Jato diz que recibos de Lula são ‘ideologicamente falsos’ e cobra os originais

A força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal) na Operação Lava Jato diz que os recibos de pagamento de aluguel do apartamento vizinho ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Bernardo do Campo (SP), são “ideologicamente falsos”.

Na tarde de quinta-feira (5), os procuradores apresentaram um “incidente de falsidade criminal” ao juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. O procedimento pede “a produção de novas provas que possam contribuir para evidenciar a falsidade”, diz o MPF por meio de nota. Moro ainda não se manifestou a respeito do incidente.

O pedido pela produção de provas, de acordo com o MPF, tem como objetivo esclarecer pontos específicos, “como se houve alguma adulteração também dos próprios papéis, por quem e quando estes recibos foram feitos e onde estavam”. A Lava Jato ressalta que os recibos “não foram encontrados em diligências de busca e apreensão anteriores”.

“Sem margem à dúvida que os recibos juntados pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva são ideologicamente falsos, visto que é simulada a relação locatícia representada pelo engendrado contrato de locação”, afirmou a Procuradoria da República.

A Procuradoria pede ainda que os recibos originais sejam apresentados. Os procuradores pediram a Moro que “seja determinada a realização de perícias grafoscópica e documentoscópica sobre os documentos, com vistas ao esclarecimento dos quesitos a serem oportunamente apresentados pelo Ministério Público Federal e pelos réus, após intimação para tanto”.

Procurada pela reportagem do UOL, a defesa de Lula manteve o posicionamento informado na quinta-feira (5). Em nota, o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, chamou os procuradores de “ilusionistas”. “O questionamento do MPF é uma tática ilusionista de quem não conseguiu provar que valores provenientes de contratos da Petrobras beneficiaram Lula”.

Segundo Zanin, a realização de perícia nos recibos “irá demonstrar que eles são idôneos e que foram assinados pelo proprietário do imóvel”.

A história dos recibos

Em 25 de setembro, a defesa do ex-presidente apresentou recibos que comprovariam o pagamento de aluguel referente ao período entre fevereiro de 2011 e novembro de 2015. O proprietário do imóvel, o engenheiro Glaucos da Costamarques, disse que assinou os recibos em uma única data no final de 2015 durante o período em que esteve internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele também afirma que nunca havia recebido os pagamentos até então.

O engenheiro diz que os pagamentos começaram a ser feitos após a prisão de seu primo, o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. Bumlai já foi condenado por Moro a mais de nove anos de prisão em um processo da Lava Jato por corrupção e gestão fraudulenta em instituição financeira.

O MPF quer esclarecer se os recibos foram realmente assinados por Costamarques e, se isso aconteceu, em que data ocorreu.

De acordo com o MPF, Costamarques seria um “laranja” da empreiteira Odebrecht usado para comprar o apartamento a título de vantagens indevidas para Lula. No mesmo processo, sobre um esquema de corrupção envolvendo oito contratos entre a Odebrecht e a Petrobras, também se analisa a compra de um terreno na capital paulista que serviria como sede para o Instituto Lula. O engenheiro também esteve envolvido nessa negociação.

“O MPF afirmou, já na denúncia [apresentada em dezembro de 2016], que há provas substanciais que demonstram a falsidade do contrato de locação referente ao imóvel atribuído ao ex-presidente”, diz a Lava Jato. “As provas também apontam que os recibos de supostos pagamentos da locação simulada, que foram apresentados pela defesa somente após mais de nove meses da tramitação da ação penal, são igualmente falsos”.

Segundo os procuradores, “não há fluxo financeiro que comprove a relação de locação”. “Ou seja, as provas demonstram que o contrato e o recibo são papéis criados para disfarçar a real titularidade do imóvel usado pelo ex-presidente, que foi comprovadamente comprado com recursos oriundos da Odebrecht”.

Os recibos só foram anexados ao processo quase dez meses após a denúncia, que citava questões em relação à locação do imóvel. A defesa de Lula diz que os encontrou junto a pertences da ex-primeira-dama Marisa Letícia, locatária do imóvel, que faleceu em fevereiro deste ano. (Com Estadão Conteúdo)

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Ministro nega pedido de HC e mantém prisão de Fábio Pisoni por homicídio em 2007

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de Habeas Corpus a Fábio Pisoni, que aguarda preso por seu julgamento pelo Tribunal do Júri, na Casa de Prisão Provisória de Gurupi. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Tocantins, por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

No pedido de HC apresentado no Supremo, a defesa de Pisoni sustentou a falta de fundamentação idônea para a manutenção da custódia cautelar, destacando que os fatos descritos na denúncia teriam sido praticados em dezembro de 2007, portanto, passados quase 10 anos, “o cenário processual é outro”. Alega, ainda, o excesso de prazo para a conclusão da instrução criminal. Com essa argumentação, pediu a revogação da prisão.

Em sua decisão o ministro considerou de especial relevância manter a prisão de Pisoni, visto que ele permaneceu foragido da justiça por aproximadamente quatro anos, período compreendido entre o seu chamamento ao processo (ano de 2008) e o cumprimento do mandado de prisão expedido (11 de dezembro de 2012). “Nessas condições, incide a orientação jurisprudencial no sentido de que a ‘condição de foragido do distrito da culpa reforça a necessidade da custódia para se garantir a aplicação da lei penal’”, concluiu o relator.

Fábio Pisoni é acusado de, na madrugada de 8 de dezembro de 2007, após desentendimentos iniciados numa festa do curso de graduação de Agronomia, ter efetuado disparos em via pública contra um veículo em movimento, causando a morte do estudante Vinícius Duarte de Oliveira, e ferindo gravemente Leonardo Veloso Melo, também estudante.

Entenda

Fábio Pisoni é acusado pelo assassinato do estudante e após o crime ficou foragido e foi preso em 11 de dezembro de 2012, quando passou por uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizada no município de José Bonifácio, em São Paulo. Desde então, sob custódia da justiça do Tocantins, Fábio ficou até 2014 na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas, quando, a pedido da família, foi transferido para a CPP de Gurupi.

Na CPP de Gurupi, Fábio esperou por julgamento, quando os policiais cumpriram a decisão da juíza e o libertaram para que aguardasse o trâmite do processo, em que ele é indiciado por homicídio triplamente qualificado e porte ilegal de arma de fogo, em liberdade. Pisoni foi encaminhado novamente à CPP de Gurupi, onde aguarda por julgamento. A 3ª Promotoria de Justiça de Gurupi quer que Pisoni seja submetido a júri popular pelo crime, mas até a presente data o Tribunal de Justiça não agendou o julgamento.

Fonte T1 Notícias

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SLIDE TOCANTINS

Sindessto aponta dívida de R$ 120 milhões e continua suspensão de atendimento

Em assembleia extraordinária, o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Tocantins (Sindessto) decidiu continuar com a suspensão do atendimento aos usuários do Plano de Assistência ao Servidor (Plansaúde), até que seja feito o pagamento da referência cinco, que totaliza R$ 18 milhões. Ao CT, a presidente da entidade, Maria Lúcia Machado, informou que o débito total do Executivo com os prestadores de serviços é de mais de R$ 120 milhões.

Para que haja o retorno do atendimento, os prestadores de serviços ainda estabeleceram como condição a realização de uma reunião em conjunto com os secretários estaduais de Administração e da Fazenda, até o dia 11 deste mês, para definição de cronograma de pagamentos das demais referências em atraso.

Resposta da Secad
Em entrevista ao CT, nesta quinta-feira, 5, o secretário de Administração, Geferson Barros, disse que realizou parte do pagamento da referência cinco, no valor de R$ 10 milhões, para pessoa jurídica, mas ainda assim os prestadores não quiseram retomar o atendimento.

Geferson disse que vai tentar liquidar mais uma parte do débito nesta sexta-feira, 5, e o restante na segunda-feira, 9. “Vou tentar quitar tudo na segunda e acredito que na terça-feira os prestadores de serviços voltam a atender normalmente”, disse.

O secretário informou ainda que vai marcar a reunião com o Sindessto para tratar do cronograma de pagamento das demais referências que estão em atraso. “Eu vou liquidar a referência cinco e depois eu vou marcar com eles, juntamente com o secretário da Fazenda, essa reunião para terça ou quarta-feira”, finalizou o secretário.

Atendimento de urgência e emergência
Os hospitais e clínicas que prestam serviços aos usuários do Plansaúde paralisaram o atendimento de consultas, exames e cirurgias eletivas. Os atendimentos de urgência e emergência e de pacientes que já estejam internados não foram suspensos.

Entenda
Os prestadores de serviços do Plansaúde suspenderam o atendimento aos usuários do benefício à zero hora desta quarta-feira, 4. Conforme o Sindessto, a decisão foi tomada “após diversas tentativas de negociação com a Secretaria de Administração para recebimento das faturas do PlanSaúde em atraso (meses abril, maio, junho e julho)”.

O Sindessto já tinha ameaçado a suspender a partir do dia 27 já que não recebia uma proposta para pagamento da dívida. Em nota, a Secad disse que estava trabalhando para evitar mais uma suspensão.

Na atual gestão do governo do Estado, os fornecedores já paralisaram o atendimento ao plano inúmeras vezes por falta de repasses.

Confira a íntegra da nota:

“Nota à Imprensa

O Sindessto vem a público comunicar que foi deliberado em Assembleia Geral Extraordinária, neste 04/10, que continuarão com a Suspensão dos atendimentos aos usuários do PlanSaúde até que seja efetuado o pagamento da referência 05/2017 (atendimentos realizados em abril/2017) integralmente a todos os prestadores de serviços de saúde e que aconteça uma reunião em conjunto com os Secretários de Administração e Fazenda até dia 11/10/2017, para definição de cronograma de pagamentos das demais referências em atraso.

Diretoria Sindessto”

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POLITICA SLIDE

Câmara conclui votação e fundo público para financiamento de campanhas vai a sanção presidencial

O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira, 4, por 223 votos favoráveis, 209 contrários e três abstenções, o projeto de lei do Senado que cria um fundo com recursos públicos para o financiamento de campanhas eleitorais. Inicialmente, a matéria foi aprovada por votação simbólica, mas um destaque proposto pelo PHS permitiu que o texto fosse votado nominalmente pelos deputados. A divergência sobre o tipo de votação gerou debate acirrado entre os parlamentares.

Com a apreciação concluída e sem alterações no texto oriundo do Senado, o texto segue para sanção presidencial. Para estar em vigor nas próximas eleições, a matéria deve ser sancionada até 7 de outubro, um ano antes do pleito.

Para viabilizar a apreciação da matéria e garantir a vigência na norma nas eleições de 2018, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) se comprometeu a negociar que os pontos divergentes entre deputados e senadores sejam vetados. Caso fosse alterada, o PL ainda deveria retornar para análise dos senadores, o que poderia inviabilizar a norma para o ano que vem.

“Fui à Câmara e fiz um apelo, se tiver necessidade de vetos, eu negociarei com o presidente da República”, garantiu.

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) garante recursos para as campanhas eleitorais a partir de emendas parlamentares e do corte de gastos com propaganda eleitoral no rádio e TV. Aprovado pelo Senado na semana passada também em votação simbólica, o texto define que a principal fonte de recursos virá de 30% do total das emendas parlamentares de bancada.

O projeto estabelece que as campanhas eleitorais serão financiadas por parte do valor destinado às emendas em anos eleitorais. Além disso, o fundo eleitoral será composto com recursos da compensação da propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão, que será reduzida. Com a redução, o governo gastará menos com as emissoras, que são pagas por meio de isenção de impostos. A expectativa dos parlamentares é de que os recursos alcancem o valor de R$ 1,7 bilhão.

Divergência
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) criticou a apreciação do texto-base da medida por votação simbólica, sem verificação nominal dos parlamentares, o que gerou um debate acalorado no plenário. “É uma vergonha, sem pudor. Depois os deputados querem pedir respeito à sociedade brasileira quando não querem expor o seu voto. Se escondem atrás do voto simbólico dado por seus partidos em uma votação falaciosa”, disse.

Apesar de defender o financiamento público para as campanhas eleitorais, o líder do PSOL, deputado Glauber Braga (RJ), criticou o texto aprovado pelos parlamentares. O partido orientou os deputados da sigla a votar contra o PL.

“Nós somos à favor do financiamento público de campanha, mas não somos a favor dessa proposta apresentada pelo senador Romero Jucá. Não somos a favor do fim da propaganda partidária. Não somos a favor da concentração de recurso nos grandes partidos da ordem, como é aqui o que está se propondo. Não somos a favor de que a definição do financiamento público de campanha não passe por um acompanhamento popular”, ressaltou.

Já o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) defendeu a aprovação do fundo. “Eu não me escondo em nenhuma posição e quero dizer a todos vocês: acho o fundo mais que necessário, porque nós estamos impedidos de pegar dinheiro de pessoa jurídica, e eu não tenho condições de financiar a minha campanha”, disse.

O líder da minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), destacou que o financiamento público de campanhas é uma bandeira histórica da esquerda brasileira.

“Sempre defendemos o financiamento público de campanhas, porque o financiamento empresarial é fonte inesgotável da corrupção no país”, disse. “Quando eu defendo o financiamento público, é porque temos que garantir a igualdade de condições para a disputa. Nós não queremos só empresário aqui dentro. Queremos fazer com que aquele que quer ser candidato dispute nas mesmas condições que qualquer um outro que vai para disputa eleitoral”, completou.

Regras
As regras do fundo de financiamento para as campanhas foram estabelecidas em outro projeto de lei também aprovado nesta noite. Entretanto, os destaques ao texto ainda precisam ser votados para que a norma seja enviada para apreciação do Senado.

O texto prevê o total de R$ 70 milhões como limite para gastos de campanha nas eleições presidenciais em 2018. Caso haja segundo turno, o valor estabelecido será 50% desse recurso.

As eleições para governador terão limite de gastos estabelecidas conforme o número de eleitores de cada estado, partindo do valor de R$ 2,8 milhões, em unidades da federação com até 1 milhão de habitantes, a R$ 21 milhões para os estados com mais de 20 milhões de eleitores. A regra também define metade do valor nas campanhas em segundo turno.

Nas campanhas para deputado federal, o total gasto poderá alcançar R$ 2,5 milhões; já para as campanhas para o cargo em nível estadual, poderá chegar a R$ 1 milhão. O candidato a cargo majoritário (presidente, governador, senador e prefeito) poderá usar recursos próprios até o limite de R$ 200 mil; já o candidato a deputado federal, estadual ou distrital poderá investir o limite de 7% do valor definido para essas campanhas.

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Capitão Edvardes é condenado por crime de injúria contra honra do prefeito Amastha

O juiz Gilson Coelho Valadares, do Juizado Especial Criminal da Capital, condenou o terceiro suplente a vereador da Câmara de Palmas Edivardes Gomes de Sousa (PSDC), conhecido como Capitão Edvardes, pelo crime de injúria contra a honra do prefeito Carlos Amastha (PSB).

A pena imposta inicialmente foi de um mês e 13 dias de detenção, devendo ser cumprida em regime aberto. Contudo, levando em conta o disposto no art. 44, § 2º, parte final, combinado com os arts. 46 e 47, inciso IV, do Código Penal, o magistrado decidiu coverter a pena privativa de liberdade do Capitão Edvardes, em uma pena restritiva de direito, cuja especificação e condições ficarão a cargo da 4ª Vara Criminal.

– Leia a íntegra da decisão

Na sentença o juiz reconheceu que Edvardes incidiu no tipo penal previsto no artigo 140 do Código Penal, ao mencionar na rede social whatsapp que Carlos Amastha seria “mercenário” e “pilantra”.

“Dizer que o querelante [Amastha] é um mercenário do capital, mercenário do dinheiro e prefeito pilantra evidencia inaceitável desrespeito a sua honra subjetiva, com vilipêndio à sua respeitabilidade e correção moral”, anotou o juiz.

Conforme o advogado de Amastha Leandro Manzano, “conquanto a pena aplicada foi ínfima, cumpriu-se a função pedagógica na sanção penal, ressaltando, ainda, que essa foi a primeira ação a ser julgada das várias já ajuizadas”.

Entenda
De acordo com a ação de Amastha, em áudio, Edivardes o chama de “mercenário” e “pilantra” ao lhe imputar a edição de uma Portaria para exigir de agentes da Agência de Trânsito, Transporte e Mobilidade (ATTM) uma quantidade mínima de autuações de infrações de trânsito, condicionando o desempenho para a progressão funcional.

Entretanto, segundo o prefeito, o capitão utilizou normativa do Diário Oficial de Boa Vista. Ou seja, a Prefeitura de Palmas não executou tal normativa.

O titular da Subprefeitura da Região Sul da Capital, Adir Gentil (PSB) também apresentou queixa-crime contra o militar, devido a áudios em que Edivardes profere uma infinidade de palavras ofensivas. A ação ainda não foi julgada.