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Fiscal permitia que frigorífico do Tocantins liberasse carne com tuberculose, diz decisão judicial

Empresas foram alvo da operação em cidades do Tocantins e outros dois estados. Fiscal teria recebido propina mensal entre 2010 e 2017 para liberar os produtos.

Frigorífico é suspeito de pagar propina para liberar carne contaminada (Foto: Lívia Campos/TV Anhanguera)Frigorífico é suspeito de pagar propina para liberar carne contaminada (Foto: Lívia Campos/TV Anhanguera)

Frigorífico é suspeito de pagar propina para liberar carne contaminada (Foto: Lívia Campos/TV Anhanguera)

O fiscal do Ministério da Agricultura no Tocantins, Dagoberto Machado Prata, é apontado pela Polícia Federal como responsável por liberar alimentos contaminados e carne bovina com tuberculose em troca de propina. A informação está na decisão do juiz federal João Paulo Abe que autorizou a Operação Vegas, deflagrada na manhã desta quarta-feira (30), no Tocantins e em outros dois estados.

Os agentes estiveram em dois frigoríficos, Boi Forte (LKJ) e Minerva, em uma fábrica de gelatina, Gelnex e em outras nove empresas no estado. Eles procuravam documentos relacionados a operação. Dagoberto Machado Prata teve a prisão preventiva decretada. Além do recebimento de propina, ele também é suspeito de destruir provas após a primeira fase da Operação Lucas, que investiga as mesmas irregularidades.

De acordo com a investigação, Dagoberto teria recebido propina mensal no valor de R$ 50 mil e ainda R$ 5 mil de auxílio combustível do frigorífico Boi Forte (LKJ) para liberar carcaças de animais contaminados. O fiscal foi afastado das funções e teve a prisão preventiva decretada. Ele está no Instituto Médico Legal e deve prestar depoimento ainda hoje.

“O investigado Dagoberto Machado Prata permitia, dentre outras coisas, que carcaças manifestamente contaminadas por tuberculose fossem destinadas a consumo humano, impedindo que a planta frigorífica da empresa LKJ (Boi Forte) em Araguaína fosse fechada, pelo absoluto descumprimento das normas sanitárias e de segurança alimentar previstas para o setor”, diz um trecho da decisão.

O documento não deixa claro quanto dessa carne chegou a ser vendida ou consumida. Os produtos da empresa são vendidos apenas dentro do Brasil. A Polícia Federal pediu que as atividades do frigorífico fossem suspensas, mas a Justiça indefiriu o pedido.

De acordo com a coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Católica do Tocantins, Juliana Pieroni, a carne contaminada com tuberculose pode transmitir a doença para seres humanos. “O risco está no consumo da carne mal passada. A carne que está bem cozida mata estas bactérias”, explicou ela.

Equipes da PF também foram a uma fábrica de gelatina (Foto: Claudemir Macedo/TV Anhanguera)Equipes da PF também foram a uma fábrica de gelatina (Foto: Claudemir Macedo/TV Anhanguera)

Equipes da PF também foram a uma fábrica de gelatina (Foto: Claudemir Macedo/TV Anhanguera)

O advogado de Dagoberto Machado Prata, Célio Moura, disse por telefone que está acompanhando o cliente e que ainda não pode se manifestar. O G1 procurou o Ministério da Agricultura para comentar o caso, mas ainda não recebeu resposta.

O frigorífico Boi Forte ressaltou que é zeloso com todos os processos de produção dos alimentos e que ainda não tem conhecimento sobre o conteúdo da investigação, a empresa continua funcionando normalmente.

A Gelnex informou que entregou todos os documentos que foram solicitados pela Polícia Federal e ressalta que não há nada que caracterize desvio de conduta nas atividades da empresa ou envolvimento com esta suposta denúncia. A empresa disse ainda, que vai prestar esclarecimentos assim que conseguir levantar todas as informações sobre o caso.

A Minerva Foods esclareceu que não há indiciamento ou denúncia contra a companhia ou seus executivos e membros do Conselho de Administração. A unidade da empresa em Araguaína disse que mantém as suas atividades regulares e reafirmou o compromisso com as melhores práticas e o cumprimento da legislação e do seu Manual de Ética.

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) informou que ainda não foi notificada sobre o caso e ressaltou que a fiscalização nos estabelecimentos alvos da operação é feita pelo Governo Federal.

Entenda

A operação Lucas foi deflagrada em maio deste ano, em quatro estados e no Distrito Federal. As investigações apontam que o esquema criminoso – que teria a participação da ex-superintendente substituta do Ministério da Agricultura no Tocantins Adriana Carla Feitosa – movimentou cerca de R$ 3 milhões entre 2010 e 2016.

De acordo com a assessoria da PF, a investigação teve início a partir da denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura teriam sido favorecidas em processos administrativos, “por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas”.

Em troca de propina, apurou a TV Globo, servidores do ministério anulavam multas aplicadas às empresas beneficiadas pelo esquema de corrupção ou operavam para atrasar o andamento dos processos.

Na época, a Justiça Federal determinou o bloqueio de contas bancárias e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis que somam R$ 2,2 milhões.

As investigações apontam que a ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Tocantins Adriana Carla era chefe de fiscalização e assumiu a superintendência como substituta. Ela recebia uma espécie de mesada de empresas fiscalizadas para bancar “despesas familiares” dela, do marido e de dois filhos.

O vínculo da ex-superintendente com o esquema de corrupção foi identificado por meio de quebras de sigilos fiscal e bancário, informou a PF. Conforme a corporação, apenas na conta pessoal da servidora foi identificada “uma diferença de mais de 200%” do que ela havia declarado em seu imposto de renda.

As propinas que teriam sido pagas a Adriana podem ter servido até para pagar os custos do velório e do enterro da mãe dela, segundo a PF. Segundo as investigações, ela usava dinheiro de propina para custear despesas com a faculdade de medicina dos filhos, além de viagens turísticas.

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Confrontos entre rebeldes e Exército em Mianmar provocam a fuga de mais de 18 mil pessoas

Os confrontos entre o Exército birmanês e os rebeldes muçulmanos rohingyas começaram no dia 25 de agosto, quando centenas de homens atacaram dezenas de postos policiais no estado de Rakhine.

Pelo menos 18.500 refugiados de Mianmar cruzaram a fronteira com Bangladesh, fugindo dos combates que continuavam nesta quarta-feira (30) entre o Exército birmanês e os rebeldes muçulmanos rohingyas.

Na área mais afetada pela violência, que já provocou 110 mortos em seis dias, várias aldeias foram incendiadas nesta quarta, constatou uma jornalista da AFP durante uma excursão organizada pelo governo.

Os confrontos começaram no dia 25 de agosto, quando centenas de homens, que fariam parte do Arakan Rohingya Salvation Army (ARSA), atacaram dezenas de postos policiais no estado de Rakhine.

Na cidade de Maungdaw, onde foram registrados tiroteios, a tensão era grande: cinco homens da etnia rakhine, budista, foram esfaqueados até a morte, segundo as autoridades.

A violência forçou milhares de civis, especialmente da minoria perseguida dos rohingyas, a fugir.

“Os aldeões estão fugindo… Onde vamos viver agora?”, lamentou, por telefone, um homem que vive perto desta cidade no centro dos últimos confrontos. Segundo ele, o Exército incendiou as habitações.

“No total, 18.500 pessoas atravessaram (a fronteira) desde 25 de agosto, quando começaram os combates”, disse à AFP Chris Lom, porta-voz da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A estimativa tem como base os dados das ONGs que ajudam os refugiados na região de Cox’s Bazar, em Bangladesh.

“Também sabemos que pessoas estão bloqueadas na fronteira, mas não sabemos quantas”, afirmou Chris Lom, que ressaltou a dificuldade do trabalho na região. Nos últimos dias Bangladesh negou a entrada de parte dos refugiados, principalmente de mulheres e crianças.

Os corpos de duas mulheres e duas crianças rohingyas foram encontrados nesta quarta-feira no rio do lado de Bangladesh, segundo informou à AFP um oficial. Muitos refugiados tentam atravessar o rio que separa os dois países em embarcações precárias ou a nado.

Mais de 400.000 refugiados rohingyas já estão em Bangladesh após fugirem das violências anteriores.

– Risco de radicalização -Os rohingyas são considerados estrangeiros em Mianmar, um país com 90% da população budista, e são apátridas, apesar da presença de algumas famílias há algumas gerações no país.

Eles não têm acesso ao mercado de trabalho, às escolas nem aos hospitais. Nos últimos anos, o auge do nacionalismo budista exacerbou a hostilidade contra o grupo, com vários confrontos que deixaram mortos.

Raramente os rohingyas recorreram à luta armada, mas a situação mudou drasticamente em outubro passado quando um grupo de rebeldes armado com facas lançou ataques surpresas contra postos de fronteira.

O Exército birmanês reagiu violentamente, iniciando uma campanha de repressão que, segundo a ONU, poderia ser considerada uma limpeza étnica.

Recentemente, uma comissão internacional liderada pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan cobrou de Mianmar mais direitos à minoria muçulmana, que conta com cerca de um milhão de pessoas, sob o risco de “se radicalizar”.

Mas o governo, liderado pela ex-dissidente Aung San Suu Kyi, tem adotado uma linha dura.

A Prêmio Nobel da Paz acusou na segunda-feira os “terroristas” rohingyas que realizam os ataques no oeste do país de utilizar crianças soldados e incendiar os vilarejos.

A pressão internacional tem aumentado sobre o governo. No domingo, o papa expressou sua solidariedade e pediu respeito aos direitos dos “nossos irmãos rohingyas”. Já a ONU pediu proteção aos civis.

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Três brasileiros são presos nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro

Segundo as autoridades locais, os três, imigrantes ilegais, teriam gerenciado um esquema ilegal que movimentou mais de US$ 100 milhões.

Brasileiros presos nos EUA (Foto: Escritório do Procurador do Condado de Burlington)Brasileiros presos nos EUA (Foto: Escritório do Procurador do Condado de Burlington)

Brasileiros presos nos EUA (Foto: Escritório do Procurador do Condado de Burlington)

Três brasileiros foram presos na última segunda-feira (28) pela polícia do condado de Burlington, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, com a acusação de lavagem de dinheiro.

Segundo o Escritório do Procurador do Condado de Burlington, os três homens – teriam movimentado mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 316 milhões), além de permanecerem nos EUA de forma ilegal.

Renato Maia Da Silva, de 51 anos, Wesley dos Santos, de 33, e Lucas Alves, de 34, foram detidos em uma operação policial durante a qual foram apreendidos US$ 450 mil dólares (cerca de R$ 1,4 milhão), nove veículos, três motocicletas e 30 relógios de luxo. Além disso, várias contas correntes e cofres de aluguel em bancos.

A investigação, que durou mais de nove meses, começou quando agentes desconfiaram que a Consultoria MAIA descontava cheques de forma irregular. O inquérito apurou que a empresa era usada para pagar trabalhadores ilegais nos EUA, especialmente no setor da construção civil. Muitas empresas de construção da Costa Leste dos EUA estariam envolvidas no esquema.

“Este não é um crime sem vítimas. As transações financeiras ilegais aumentaram os custos de construção em nossa região, privaram o governo de impostos e colocaram trabalhadores vulneráveis em perigo”, destacou o promotor Scott Coffina.

Segundo a polícia local, Silva era o dono da Consultoria MAIA, e junto com os dois outros brasileiros abriu empresas de fachada para obter ainda mais lucro com o esquema de lavagem de dinheiro. A análise de múltiplas contas bancárias e transações financeiras teriam revelado a lavagem de mais de US$ 100 milhões de dólares através de um “elaborado e ilegal esquema de cotação de cheques”, burlando regulações trabalhistas e obrigações de seguro e de impostos. A consultoria recebia parte do dinheiro lavado.

Além de responder na Justiça americana por lavagem de dinheiro, Silva, Santos e Alves vão ter a situação imigratória analisada pelo governo pois eram imigrantes ilegais nos Estados Unidos.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/tres-brasileiros-sao-presos-nos-estados-unidos-por-lavagem-de-dinheiro.ghtml

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Missão de Paz no Haiti: veja altos e baixos nos 13 anos de presença militar brasileira

Minustah conseguiu levar um mínimo de estabilidade após o país estar à beira de um conflito social, em 2004. No entanto, como apontam especialistas, houve problemas, como um surto de cólera e pouco apoio a uma reforma do Estado haitiano. Tropas sairão do Haiti até o dia 15 de outubro.

Militares da Minustah no Haiti (Foto: UN/MINUSTAH/Jesús Serrano Redondo)Militares da Minustah no Haiti (Foto: UN/MINUSTAH/Jesús Serrano Redondo)

Militares da Minustah no Haiti (Foto: UN/MINUSTAH/Jesús Serrano Redondo)

Estabilidade social e pacificação de favelas são alguns dos feitos atribuídos à Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), que foi liderada por tropas brasileiras e vai se retirar do país até o dia 15 de outubro. Por outro lado, o escândalo de um surto de cólera e a não reestruturação do Estado são apontados pelos especialistas em defesa como os pontos baixos da sua atuação.

A Minustah foi criada em 2004 para estabilizar o Haiti, que estava à beira de uma guerra civil após a queda do presidente Jean-Bertrand Aristide. Treze anos depois, depois da sua retirada, a ONU enviará uma nova missão com o objetivo de avançar a Justiça no país.

G1 está no país para acompanhar o encerramento das atividades do Brasil na ilha.

 (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

Veja a seguir os altos e baixos desses 13 anos de atuação da Minustah:

ALTOS

Mínima estabilidade social

Mulher carrega bananas no mercado público em Cabaret, perto de Port-au-Prince. (Foto:  Thony Belizaire/AFP)Mulher carrega bananas no mercado público em Cabaret, perto de Port-au-Prince. (Foto:  Thony Belizaire/AFP)

Mulher carrega bananas no mercado público em Cabaret, perto de Port-au-Prince. (Foto: Thony Belizaire/AFP)

A Minustah é reconhecida por ter devolvido ao Haiti alguma estabilidade ao país, que vivia uma convulsão social após a queda de Aristide, ainda que essa estabilidade não seja a ideal.

“Sem dúvida alguma houve uma recuperação da estabilidade social do governo que consequentemente trouxe o nível de violência para uma situação mais sustentável. O grande problema é se o governo conseguirá sustentar isso no longo prazo”, diz ao G1 Gunter Rudzit, professor de relações internacionais da ESPM, especialista em segurança internacional.

Para o professor, a continuidade da estabilidade dependerá de se a população haitiana conseguirá seguir e respeitar o processo democrático. Os períodos que antecedem eleições costumam ser tensos no país, com ondas de protestos e violência em redutos eleitorais. “O elemento essencial é que a população aceite a ideia de alternância de poder. Isso é uma mudança cultural que, se não houver por parte da população, não tem força de paz que consiga dar conta”, diz Rudzit.

Pacificação de favelas e segurança

Capitão brasileiro, em 2013, na favela de Cité Soleil (Foto: Tahiane Stochero)Capitão brasileiro, em 2013, na favela de Cité Soleil (Foto: Tahiane Stochero)

Capitão brasileiro, em 2013, na favela de Cité Soleil (Foto: Tahiane Stochero)

A missão de paz foi responsável por garantir a segurança nas ruas, em um país marcado pela violência de gangues. Ajudou a pacificar favelas mais violentas, como a Bel Air, no centro de Porto Príncipe, a Cité Militaire e a Cité Soleil.

“Não é uma situação totalmente pacífica, porque as gangues ainda existem, a violência ainda existe, mas houve uma recuperação desse controle central”, diz Rudzit.

Foi essa recuperação do controle que permitiu, a partir de 2007, à missão investir em pequenas obras de infraestrutura – como o asfalto de algumas estradas e a construção de poços –, no relacionamento com a população local e no apoio ao governo. A pacificação também possibilitou que vendedores ambulantes e pequenos comércios voltassem às ruas e movimentassem a economia local.

Treinamento e expertise militar

Soldado brasileira em atividade no Haiti (Foto: Flickr/Ministério da Defesa)Soldado brasileira em atividade no Haiti (Foto: Flickr/Ministério da Defesa)

Soldado brasileira em atividade no Haiti (Foto: Flickr/Ministério da Defesa)

Para os militares ouvidos pelo G1, o treinamento e aprendizado de técnicas de combate em terreno urbano foi um dos grandes diferenciais e legados da missão de paz para o Brasil. As Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica – aprenderam a trabalhar conjuntamente em uma missão, atuando juntos para o transporte de suprimentos, divisão de tarefas e também nas atividades de logística, para manter as tropas em pleno funcionamento no Haiti. O Brasil usou o Haiti como laboratório para técnicas de combate.

“O que ficou para o Brasil foi a experiência em treinamento e a experiência profissional de mais de 37,5 mil militares, que realizaram operações em área urbana. O Exército mostrou grande expertise e uma tropa extremamente qualificada, que nos deu prestígio internacional e interno na ONU, pois não tivemos nenhum problema grave de conduta. O Brasil, sem dúvida, interpreta como um case de sucesso”, diz o general do Exército da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, que foi comandante militar da missão de paz no Haiti entre 2006 e 2009, tendo sido o oficial brasileiro que mais tempo ficou no cargo mais alto da missão de paz na área militar.

Resposta aos desastres ambientais

Família em meio a destroços após passagem do furacão Matthew no Haiti. (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/Files)Família em meio a destroços após passagem do furacão Matthew no Haiti. (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/Files)

Família em meio a destroços após passagem do furacão Matthew no Haiti. (Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/Files)

A infraestrutura do país, que já era deficiente, veio abaixo com o grande terremoto de 2010 e voltou a ser afetada pela passagem do furacão Matthew, em 2016. A Minustah, junto com o trabalho de ONGs e organizações internacionais presentes no Haiti, ajudou a reconstruir o país.

“Se não houvesse a presença de uma estrutura governamental existente que era a Minustah depois desses dois eventos catastróficos, o Haiti teria afundado em caos. O governo haitiano era completamente disfuncional, não tinha infraestrutura de comando, de administração, gente em campo trabalhando. Não tinha polícia, médico, engenheiro… a Minustah ofereceu tudo isso”, diz Rudzit.

Sem denúncias graves sistemáticas

Diferente de capacetes azuis em atuação em países da África, os soldados da Minustah não foram alvos de uma denúncia sistemática de má conduta, como abuso sexual — houve casos pontuais que, em sua maioria, não envolviam brasileiros.

Em dezembro de 2011, a Rede Nacional de Defesa dos Direitos Humanos (RNDDH) denunciou que, desde a chegada da Minustah ao Haiti em 2004, agentes estiveram envolvidos “em casos de estupro, roubo, assassinato e detenções ilegais e arbitrários” e citou uma dezena deles. O envolvimento de três brasileiros em agressão contra jovens foi investigado. Nenhuma outra denúncia grave foi feita contra militares do Brasil.

“O Brasil tem o mérito de ter tido sucesso de conduzir a missão em mais de uma década sem crise, sem episódios que riscassem esse desempenho brasileiro. Não teve, por exemplo, algo similar ao episódio infeliz e revoltante de abuso sistemático de crianças da África”, diz Peterson Silva, professor de relações internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco.

BAIXOS

Surto de cólera

Haitiano com sintomas do cólera espera atendimento, em 2014,  em Porto Príncipe. (Foto: AP )Haitiano com sintomas do cólera espera atendimento, em 2014,  em Porto Príncipe. (Foto: AP )

Haitiano com sintomas do cólera espera atendimento, em 2014, em Porto Príncipe. (Foto: AP )

Um surto de cólera que atingiu o país em 2010 e que, até o ano passado, tinha deixado mais de 10 mil mortos, manchou a reputação dos capacetes azuis. Soldados do Nepal foram acusados de levar a doença ao Haiti, e a ONU reconheceu que eles foram a provável fonte da doença. No ano passado, o então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu desculpas pelo papel que os soldados da Minustah desempenharam para conter o surto. Ele reconheceu que a missão não fez o suficiente para ajudar a impedir a contaminação pelo país.

Reestruturação do Estado e da economia

Rua de Porto Príncipe (Foto: Tahiane Stochero/G1)Rua de Porto Príncipe (Foto: Tahiane Stochero/G1)

Rua de Porto Príncipe (Foto: Tahiane Stochero/G1)

Na visão dos especialistas, a ONU poderia ter investido mais em programas para tentar alavancar instituições do governo e a economia do Haiti, que sofre com problemas básicos como falta de saneamento básico e coleta de lixo. “Este é o ponto fraco da missão. A ONU poderia ter aproveitado o componente militar para intensificar com recursos e programas robustos essa questão do fortalecimento das questões do governo. Por mais que seja difícil trabalhar com o governo local, por questões como a corrupção e a fragilidade institucional, é difícil você deixar o governo aparte disso”, diz Silva.

A reestruturação da Justiça do país é o novo foco da ONU, que anunciou a criação da Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (Minusjusth) para dar continuidade ao trabalho de capacitação da Polícia Nacional.

Investimento estrangeiro

A injeção de recursos estrangeiros no Haiti, principalmente as feitas após os desastres naturais, ajudou o país a se reerguer, mas não gerou benefícios ao Estado, já que foi direcionado a ONGs e organizações internacionais que atuam no território. “Particularmente, não enxergo que esses recursos foram bem aproveitados. Em 2010, principalmente, houve uma injeção pós-terremoto e de ajuda humanitária, mas não sei até que ponto esses recursos se tornaram efetivamente um legado institucional para o governo local”, questiona Silva.

Eleições

Eleitores fazem fila para votar na capital Porto Príncipe, este ano (Foto: Jeanty Junior Augustin/Reuters)Eleitores fazem fila para votar na capital Porto Príncipe, este ano (Foto: Jeanty Junior Augustin/Reuters)

Eleitores fazem fila para votar na capital Porto Príncipe, este ano (Foto: Jeanty Junior Augustin/Reuters)

As eleições no Haiti têm histórico de fraudes, devido às dificuldades de alistamento e controle censitário da população e de quem vota, corrupção e desrespeito aos resultados. Todas as eleições recentes do país tiveram que ser intermediadas pela ONU e por embaixadores brasileiros, que foram peças-chave para um consenso entre as autoridades do país. Essa mediação permitiu a aceitação de um dos candidatos mais votados, já que o derrotado se recusava a fazer o mesmo. Há um histórico de fraudes e discussões internas no país para decidir quem seria o vencedor.

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Harvey volta a tocar o solo nos EUA; número de mortos aumenta

Tempestade tropical tocou o solo na Louisiana, na manhã desta quarta. Harvey deve se tornar depressão tropical na noite desta quarta.

Mais de 8.400 desalojados estão no centro de convenções George R. Brown, em Houston (Foto: Felippe Coaglio/G1)Mais de 8.400 desalojados estão no centro de convenções George R. Brown, em Houston (Foto: Felippe Coaglio/G1)

Mais de 8.400 desalojados estão no centro de convenções George R. Brown, em Houston (Foto: Felippe Coaglio/G1)

A tempestade tropical Harvey voltou a tocar o solo, agora em Cameron, na Louisiana, nesta quarta-feira (30), levando fortes chuvas para região vizinha do estado do Texas. O Centro Nacional de Furacões afirmou que a previsão é de enfraquecimento da tempestade, que deve se tornar depressão tropical na noite desta quarta, segundo a Reuters.

No Texas, Harvey, que chegou na sexta-feira como o furacão mais forte a atingir o estado em mais de 50 anos, deixou um rastro de destruição.

A tempestade provocou inundações catastróficas, matou ao menos 17 pessoas, forçou retiradas em massa e paralisou Houston, a quarta maior cidade dos EUA. Pelo menos 13 mil pessoas precisaram ser resgatadas e milhares ainda tentam sair de pontos que estão alagados em Houston.

O prejuízo foi estimado em dezenas de bilhões de dólares, fazendo da tempestade um dos desastres naturais mais custosos da história dos Estados Unidos.

Centro de convenções George R. Brown, em Houston, onde estão mais de 8.400 desabrigados (Foto: Felippe Coaglio/G1)Centro de convenções George R. Brown, em Houston, onde estão mais de 8.400 desabrigados (Foto: Felippe Coaglio/G1)

Centro de convenções George R. Brown, em Houston, onde estão mais de 8.400 desabrigados (Foto: Felippe Coaglio/G1)

Há previsão de alívio para Houston. Meteorologistas disseram que os cinco dias de chuvas torrenciais podem chegar ao fim à medida que a tempestade ganha velocidade e deixa a região do Golfo do México no final desta quarta-feira.

Na terça-feira (29), os moradores de um raio de 2,4 km distante da planta química de Arkema precisaram deixar suas casas por precaução. A indústria química notificou os bombeiros por conta do risco de reações químicas que poderiam acarretar em um incêndio no local.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou o Texas na terça e prometeu que o governo dará uma resposta completa à devastadora tempestade que é o maior desastre natural ocorrido desde que assumiu a Casa Branca.

O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o governador do Texas, Greg Abbott, durante reunião sobre a resposta aos danos causados pela tempestade tropical Harvey, em Corpus Christi, na terça (29) (Foto: Reuters/Carlos Barria)O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o governador do Texas, Greg Abbott, durante reunião sobre a resposta aos danos causados pela tempestade tropical Harvey, em Corpus Christi, na terça (29) (Foto: Reuters/Carlos Barria)

O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o governador do Texas, Greg Abbott, durante reunião sobre a resposta aos danos causados pela tempestade tropical Harvey, em Corpus Christi, na terça (29) (Foto: Reuters/Carlos Barria)

Abrigo Inundado

Em Port Arthur, na fronteira com a Louisiana, um abrigo que recebeu cerca de 100 pessoas foi alagado e obrigou os desabrigados a subirem em arquibancadas. Seus pertences, no entanto, ficarm debaixo d’água.

“As pessoas começaram a chegar ao abrigo na segunda-feira”, explicou à Associated Press o chefe da polícia local, Marcus McLellan. “Agora temos toda essa água entrando e um canal lá fora que está transbordando”.

Segundo a Cruz Vermelha dos EUA, mais de 17 mil pessoas buscaram abrigos no Texas, e o número ainda deve aumentar.

Pessoas desabrigadas ocupam área da plateia de um salão alagado no Centro Cívico Bowers em Port Arthur, no Texas, após a tempestade tropical Harvey causar o alagamento. Ainda não está claro para onde as famílias serão transferidas (Foto: Beulah Johnson via AP)Pessoas desabrigadas ocupam área da plateia de um salão alagado no Centro Cívico Bowers em Port Arthur, no Texas, após a tempestade tropical Harvey causar o alagamento. Ainda não está claro para onde as famílias serão transferidas (Foto: Beulah Johnson via AP)

Pessoas desabrigadas ocupam área da plateia de um salão alagado no Centro Cívico Bowers em Port Arthur, no Texas, após a tempestade tropical Harvey causar o alagamento. Ainda não está claro para onde as famílias serão transferidas (Foto: Beulah Johnson via AP)

Médico voluntário usa máscara para atender crianças em centro de convenções George R. Brown, em Houston (Foto: Felippe Coaglio/G1)Médico voluntário usa máscara para atender crianças em centro de convenções George R. Brown, em Houston (Foto: Felippe Coaglio/G1)

Médico voluntário usa máscara para atender crianças em centro de convenções George R. Brown, em Houston (Foto: Felippe Coaglio/G1)

Pessoas que evacuaram suas casas se protegem do furacão Harvey no centro de convenções George R. Brown em Houston, nos EUA (Foto: Texas Military Department/Divulgação via Reuters)Pessoas que evacuaram suas casas se protegem do furacão Harvey no centro de convenções George R. Brown em Houston, nos EUA (Foto: Texas Military Department/Divulgação via Reuters)

Pessoas que evacuaram suas casas se protegem do furacão Harvey no centro de convenções George R. Brown em Houston, nos EUA (Foto: Texas Military Department/Divulgação via Reuters)

 (Foto: Arte G1) (Foto: Arte G1)

(Foto: Arte G1)

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Acidente com 36 veículos provoca incêndio e mortes na Carvalho Pinto em Jacareí

Acidente aconteceu por volta das 7h40 na altura do Km 75; pista permanece interditada sem previsão de liberação.

Acidente com mais de 30 carros no interior de São Paulo deixa pelo menos um morto

Acidente com mais de 30 carros no interior de São Paulo deixa pelo menos um morto

Um acidente envolvendo 36 veículos provocou um incêndio na manhã desta quarta-feira (30) e interdita completamente a rodovia Carvalho Pinto (SP-70) em Jacareí (SP). Ao menos duas pessoas morreram e 20 pessoas feridas foram socorridas, segundo os Bombeiros e Polícia Rodoviária Estadual (veja no vídeo acima).

O acidente aconteceu por volta de 7h40 na altura do km 75, no sentido interior. A PRE informou que 36 veículos se envolveram no acidente, sendo que 12 carros e dois caminhões foram atingidos pelas chamas. Às 9h10, o fogo estava extinto, de acordo com os Bombeiros.

Acidente grave no interior de São Paulo deixa dois mortos

Acidente grave no interior de São Paulo deixa dois mortos

Motoristas envolvidos no acidente relataram que uma fumaça branca, provocada por uma queimada às margens da via, impedia a visibilidade no trecho do engavetamento. Alguns veículos reduziram a velocidade e outros chegaram a parar na via, o que provocou um engavetamento.

Um caminhão que transportava tintas não conseguiu parar e também se envolveu no engavetamento e pegou fogo. Um carro e outro caminhão bateram logo em seguida e diversos veículos não conseguiram parar e deram sequência ao engavetamento. Houve incêndio e explosões no local.

O corpo de uma vítima fatal foi encontrado embaixo da ponte onde aconteceu o acidente. Testemunhas disseram que, sem saber a altura do viaduto, ele pulou ao tentar fugir das batidas. O viaduto tem 28,6 metros de altura. A segunda morte confirmada é de uma pessoa que estava dentro de um carro prensado entre os caminhões.

Dezenas de veículos se envolveram em acidente na Carvalho Pinto (Foto: Arte G1)Dezenas de veículos se envolveram em acidente na Carvalho Pinto (Foto: Arte G1)

Dezenas de veículos se envolveram em acidente na Carvalho Pinto (Foto: Arte G1)

A via foi completamente interditada no sentido e às 11h30 registrava um quilômetro de congestionamento. Equipes da concessionária, Corpo de Bombeiros e o helicóptero Águia participam do resgate das vítimas e do rescaldo da ocorrência.

A PRE informou que foi implantado desvio para o motorista que utiliza a rodovia. Quem segue de São Paulo a São José dos Campos, o desvio está sendo feita pela SP-65, na altura do km 72.

Vítimas

  • Duas mortes confirmadas;
  • 12 vítimas em estado leve socorridas à Santa Casa de Jacareí;
  • Três vítimas em estado estável socorridas ao Hospital Municipal de São José;
  • Cinco vítimas atendidas e liberadas no local do acidente.
Bombeiros combatem incêndio após acidente com 36 veículos na Carvalho Pinto

Bombeiros combatem incêndio após acidente com 36 veículos na Carvalho Pinto

Veículos pegam fogo em acidente com mortes na Carvalho (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)Veículos pegam fogo em acidente com mortes na Carvalho (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Veículos pegam fogo em acidente com mortes na Carvalho (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Acidente provoca incêndio em veículos e interdita Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)Acidente provoca incêndio em veículos e interdita Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Acidente provoca incêndio em veículos e interdita Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Ao menos 14 veículos pegaram fogo no incêndio (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)Ao menos 14 veículos pegaram fogo no incêndio (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)

Ao menos 14 veículos pegaram fogo no incêndio (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)

Acidente provoca incêndio e morte na Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)Acidente provoca incêndio e morte na Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Acidente provoca incêndio e morte na Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Acidente com 36 veículos provoca incêndio e morte na Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)Acidente com 36 veículos provoca incêndio e morte na Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Acidente com 36 veículos provoca incêndio e morte na Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Incêndio em acidente na rodovia Caravlho Pinto (Foto: Anderson Prado/Vanguarda Repórter)Incêndio em acidente na rodovia Caravlho Pinto (Foto: Anderson Prado/Vanguarda Repórter)

Incêndio em acidente na rodovia Caravlho Pinto (Foto: Anderson Prado/Vanguarda Repórter)

Chamas foram vistas de longe por internauta  (Foto: Anderson Prado/Vanguarda Repórter)Chamas foram vistas de longe por internauta  (Foto: Anderson Prado/Vanguarda Repórter)

Chamas foram vistas de longe por internauta (Foto: Anderson Prado/Vanguarda Repórter)

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BRASIL

A caminho da China, Temer é recebido pelo presidente de Portugal em Lisboa

Comitiva do presidente brasileiro fez escala na capital portuguesa nesta quarta (30). Peemedebista se reuniu com o colega português no Palácio de Belém, residência oficial do presidente de Portugal.

Em Lisboa, Temer se encontra com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (Foto: Beto Barata/PR)Em Lisboa, Temer se encontra com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (Foto: Beto Barata/PR)

Em Lisboa, Temer se encontra com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (Foto: Beto Barata/PR)

Em uma escala de sua viagem para a China, o presidente Michel Temer foi recebido na manhã desta quarta-feira (30), em Lisboa, pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Estado brasileiro e sua comitiva desembarcaram na capital portuguesa na noite de terça (29).

O peemedebista foi recebido pelo colega português na entrada do Palácio de Belém, residência oficial do presidente de Portugal. Ao cumprimentar Temer, Rebelo de Sousa deu um forte abraço no presidente brasileiro.

Temer deixou o Brasil em direção à China na manhã de terça-feira, mas, em razão da distância entre os dois países e as escalas previstas no plano de voo presidencial, a previsão é de que ele desembarque no país asiático somente nesta quinta (31).

Michel Temer participa de reunião com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém (Foto: Beto Barata/PR)Michel Temer participa de reunião com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém (Foto: Beto Barata/PR)

Michel Temer participa de reunião com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém (Foto: Beto Barata/PR)

Durante a rápida passagem por Lisboa, Temer participou de uma reunião com Marcelo Rebelo de Sousa e autoridades portuguesas no Palácio de Belém. A comitiva brasileira, segundo a agenda presidencial, deve deixar Portugal no início da tarde no horário português (fuso de mais quatro em relação a Brasília).

(AI) Em encontro c/presidente português, Temer apresentou os bons resultados da economia brasileira: “Estamos fazendo um governo reformista” pic.twitter.com/yxOwYPAOik

(AI) O presidente de Portugal apoiou a solicitação brasileira p/ fazer parte da OCDE e disse q acompanha os projetos de concessão do governo pic.twitter.com/y45UPC3Jky

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Ao final do encontro, Temer publicou em sua página no Twitter que, durante a reunião, o presidente português afirmou que iria acompanhar o pacote de concessão anunciado recentemente pelo governo brasileiro, que inclui, entre outros pontos, aeroportos, rodovias e terminais portuários.

Segundo o peemedebista, o colega de Portugal também manifestou apoio à solicitação brasileira para fazer parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

De Lisboa, a aeronave que está conduzindo Temer para a China seguirá para Astana, capital do Cazaquistão, para mais uma escala antes de chegar a Pequim.

Visita oficial à China

A viagem oficial à China tem como objetivo buscar investidores interessados no pacote de concessões e privatizações anunciado pelo governo na semana passada. Ao todo, Temer passará cerca de dez dias fora do Brasil.

Na China, o presidente brasileiro fará visita de Estado, se reunirá com empresários, em Pequim, e participará ainda, em Xiamen, da 9ª Cúpula do Brics (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Os compromissos da visita oficial de Michel Temer à China terão início na sexta-feira (1º), com um encontro com o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do país, Li Keqiang.

No sábado (2), ele participará do Seminário Empresarial Brasil-China, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Segundo o governo, participarão do seminário empresários chineses que “já investem ou têm interesse em investir no Brasil”.

Um dia depois, Temer viajará para Xiamen, também na China, para a cúpula do Brics, que se estenderá até 5 de setembro. Ao fim do encontro com os chefes de Estado de China, Rússia, Índia e África do Sul, o presidente retornará ao Brasil. A previsão é de que ele desembarque em Brasília no dia 6.

Segundo o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, no encontro do bloco, Temer pretende intensificar o “engajamento” nas atividades do Novo Banco de Desenvolvimento, criado em 2014 e operado pelos países do Brics. A intenção também é reforçar o pacote de concessões e privatizações.

Segunda denúncia

A viagem de Temer à China acontece na mesma semana em que há a expectativa no mundo político de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, oferecer nova denúncia contra o presidente da República.

Com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla o frigorífico JBS, Janot denunciou Temer em junho pelo crime de corrupção passiva, mas a acusação foi rejeitada pela maioria dos deputados e, com isso, o processo não seguiu para o Supremo Tribunal Federal.

Questionado na última segunda-feira (28) sobre uma eventual nova denúncia, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o governo está preparado para “enfrentar” a nova acusação de forma política e jurídica.

“Se vier uma nova denúncia, por certo nós estaremos preparados para, politicamente, enfrentá-la, no que diz respeito ao campo político, e, juridicamente, enfrentá-la no campo jurídico”, ressaltou Padilha na ocasião.

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SLIDE TOCANTINS

Cadeirante morre afogado ao fugir de ataque de abelhas no sul do Tocantins

O caso foi registrado na zona rural da cidade de Lavandeira. Jovem tentou se esconder no rio, mas acabou engolindo água e se afogando.

Enivelton Alves morreu afogado após um ataque de abelhas (Foto: Reprodução/Facebook)Enivelton Alves morreu afogado após um ataque de abelhas (Foto: Reprodução/Facebook)

Enivelton Alves morreu afogado após um ataque de abelhas (Foto: Reprodução/Facebook)

O estudante Enivelton Alves dos Santos, de 20 anos, morreu na tarde deste (27) ao ser atacado por abelhas enqquanto estava na beira de um rio. O caso foi registrado na zona rural da cidade de Lavandeira por volta das 15h. A polícia informou que ele estava tomando banho com três amigos no rio Sobrado quando o acidente aconteceu. Enivelton era cadeirante e se afogou ao tentar se esconder das abelhas dentro da água.

A Prefeitura de Lavandeira decretou luto oficial de três dias em função da morte do jovem. Enivelton estava no segundo ano do ensino médio e era muito querido na comunidade. A cidade tem menos de dois mil moradores.

Os amigos do jovem só perceberam o acidente depois que o enxame de abelhas já tinha passado e todos puderam sair do rio. Eles ainda tentaram socorrer Enivelton, mas não conseguiram salvá-lo. O velório e o enterro do rapaz aconteceram na manhã desta segunda-feira (28).

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TOCANTINS

Homem sobe em vaso para trocar lâmpada e morre após cair

Segundo a polícia, ele subiu em uma vaso de flor que acabou quebrando para trocar a lâmpada. Bombeiros orientam para alguns cuidados com relação a este tipo de acidente.

Um homem morreu na manhã deste domingo (27) depois que o vaso de flor em que ele subiu para trocar uma lâmpada, rompeu. Segundo a polícia, um dos pedaços do vaso atingiu a principal veia da perna, que é por onde passa todo o sangue que vai ao coração. O caso foi registrado em Palmeirante do Tocantins. A polícia informou ainda que ele foi levado ao posto de saúde da cidade, mas já chegou sem vida.

Os Bombeiros orientam para alguns cuidados com relação a este tipo de acidente. O indicado é o uso de uma escada, que tem maior segurança. Objetos como bacos, vasos ou cadeiras não devem ser usados. Além disso, os Bomebeiros orientam que é importante certificar o peso que cada objeto pode aguentar. As trocas devem ser feitas com a rede de energia desligada e usando calçado de borracha para evitar possíveis choques.

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SLIDE TOCANTINS

Câmeras flagram casal furtando plantas em jardim de escritório; vídeo

Flagrante foi às 4h desta segunda-feira (28), em Araguaína. Casal arrancou algumas das plantas e levou vasos com outras em porta-malas do carro.

As câmeras de segurança de um escritório de advocacia em Araguaína, no norte do Tocantins, flagraram um furto inusitado na madrugada desta segunda-feira (28). Um casal estaciona o carro do outro lado da rua e levou sete plantas do jardim do escritório. Algumas estavam colocadas diretamente na terra e foram arrancadas, outras foram levadas dentro dos vasos em que estavam sendo cultivadas.

“Num mundo em que a gente está falando tanto de corrupção, de Lava Jato, ver uma situação ridícula dessas, de você não poder ter uma planta no jardim, é um absurdo”, disse a dona do escritório, que pediu para não ser identificada. “Você vê pelo vídeo que eram pessoas bem vestidas, que não estavam levando aquilo para sobreviver. É falta de cidadania mesmo”, completa.

A advogada estima que o prejuízo esteja em torno de R$ 386. Foram furtadas sete plantas das espécies moreia e podocarpo. No vídeo é possível ver que um carro e duas motocicletas passam pelo local durante o furto, enquanto o casal disfarça. Eles fogem com as plantas escondidas no porta-malas.

A Polícia Civil deve investigar o caso, até as 15h desta segunda-feira nenhum suspeito tinha sido identificado.

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Casal foi flagrado por câmeras durante furto de plantas (Foto: Divulgação)Casal foi flagrado por câmeras durante furto de plantas (Foto: Divulgação)

Casal foi flagrado por câmeras durante furto de plantas (Foto: Divulgação)