Filho de Michael Schumacher acelerou a Benetton B194 com o qual o heptacampeão conquistou o primeiro título na F1. Exibição aconteceu antes do GP da Bélgica
Filho de Michael Schumacher acelerou a Benetton B194 com o qual o heptacampeão conquistou o primeiro título na F1. Exibição aconteceu antes do GP da Bélgica
Filho de Michael Schumacher acelerou a Benetton B194 com o qual o heptacampeão conquistou o primeiro título na F1. Exibição aconteceu antes do GP da Bélgica
Filho de Michael Schumacher acelerou a Benetton B194 com o qual o heptacampeão conquistou o primeiro título na F1. Exibição aconteceu antes do GP da Bélgica
Por GloboEsporte.com, Spa-Francorchamps, Bélgica
O circuito de Spa-Francorchamps foi palco de um momento único em que presente, passado e futuro se encontraram, neste domingo. Como forma de homenagear a primeira vitória de Michael Schumacher na Fórmula 1 em 1992, também na pista belga, a organização da corrida preparou uma exibição especial. Mick Schumacher, filho do heptacampeão, guiou a Benetton B194, com a qual o pai faturou o título mundial de 1994.
Mick se emocionou com a oportunidade de guiar o carro do pai (Foto: Getty Images)
Exibição chamou a atenção do público presente nos boxes (Foto: Getty Images)
Mick usou um capacete feito unicamente para esta ocasião: um layout com metade do casco pintada com as cores do capacete de Michael e a outra metade com o desenho do próprio Mick. Em entrevista à emissora britânica Channel 4, o jovem Schumacher afirmou que a experiência foi “ótima” e que se sentiu “espantado” com o carro. Já à BBC, o piloto de 18 anos falou sobre a emoção que sentiu no cockpit.
“Foi emocional. Há muita história aqui e para meu pai.”
Schumacher acelerou a Benetton campeão do mundo em 1994 (Foto: Getty Images)
Com a Benetton B194, Michael conquistou impressionantes oito vitórias na temporada de 1994:
Michael com a Benetton no GP da Hungria de 1994 (Foto: Getty Images)
– GP do Brasil
– GP do Pacífico
– GP de San Marino
– GP de Mônaco
– GP do Canadá
– GP da França
– GP da Hungria
– GP da Europa
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Meia-atacante tem péssima atuação contra o Palmeiras e enfrenta a concorrência do garoto Lucas Fernandes. Você tiraria o peruano do time? VOTE!
Onze passes certos, três errados, duas finalizações erradas e a substituição após tirar Dorival Júnior do sério com um toque de calcanhar na defesa, o que também rendeu uma bronca do zagueiro Rodrigo Caio. De esperança para fazer o São Paulo finalmente vencer, Cueva tornou-se um enorme problema. O meio-campista se apresentará nesta segunda-feira à seleção peruana e, quando voltar, pode dar de cara com o banco de reservas do Tricolor.
– Ele pode jogar muito mais, é natural, todos nós sabemos disso. E ele tem de buscar, tem de voltar a ter a mesma condição que já apresentou dentro do São Paulo. É natural que você sempre confie que no jogo seguinte isso possa acontecer. Eu espero que ele realmente intensifique ainda mais, trabalhe mais para que volte a ter o espaço que sempre teve – afirmou Dorival Júnior após a derrota no clássico contra o Palmeiras.
Cueva disputa lance com Moisés: peruano foi muito mal em campo (Foto: Marcos Ribolli)
Cueva foi escalado na função que teve contra o Avaí, aberto pelo lado esquerdo. No primeiro ataque do São Paulo, cobrou uma falta na barreira. Se ofensivamente, ele pouco acrescentava, a falta de combate defensivo trazia problemas para Edimar, que ficava sobrecarregado. Tanto que o técnico Dorival Júnior mudou e mandou o peruano para a direita, com Marcos Guilherme indo para a esquerda.
O Palmeiras, então, parou de atacar com Jean e investiu nos avanços de Michel Bastos que, em uma das escapadas, passou como quis por Cueva e cruzou para Willian empatar. Vale lembrar que Edimar também vacilou no lance ao errar o tempo da bola para o cabeceio.
Veio o segundo tempo, e Cueva retornou ao lado esquerdo. Mas seguiu sem contribuir. Até que aos 10 minutos, ao tentar sair jogando da defesa, o camisa 10 perdeu a bola que, por pouco, não resultou em perigo. Imediamente, Rodrigo Caio foi até o peruano e deu uma bronca. No banco de reservas, Dorival Júnior perdeu a paciência e chamou Lucas Fernandes para entrar no lugar dele.
Cueva merece ir para a reserva no São Paulo?
Como Cueva viajará para se apresentar ao técnico Ricardo Gareca na seleção do Peru, Dorival terá pelo menos oito dias de treino para trabalhar a equipe sem a presença do peruano. Em diversas ocasiões, o treinador disse que Lucas Fernandes estava pedindo passagem na equipe.
Quando poderia ganhar a vaga de Cueva, o garoto sofreu uma lesão muscular que o afastou por duas semanas. Agora, existe a possibilidade de que isso aconteça.
Lucas Fernandes tem sido elogiado por Dorival (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)
Cueva procura o bom futebol desde que sofreu uma lesão muscular no mês de março, durante o Campeonato Paulista. A previsão era de que ele ficasse de três a quatro semanas em tratamento, mas retornou aos treinos após 17 dias, sem estar 100% recuperado.
O máximo que ele teve até agora foram alguns lampejos, como contra o Vasco, quando deu a assistência para Pratto marcar.
Na sétima convocação para o torneio, finalmente técnico terá à disposição os 23 escolhidos. Casemiro, Douglas Costa, Firmino e Marcelo são os campeões de corte na competição
A próxima rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 reserva um fato inédito para a seleção brasileira dentro do torneio. Pela primeira vez, o técnico não teve que fazer nenhum corte na lista de convocados. A enorme maioria do grupo se apresentará ao longo desta segunda-feira, já para o primeiro treino em Porto Alegre, palco da partida contra o Equador, na quinta-feira.
Nas eliminatórias, cada convocação serve para dois jogos. Essa, portanto, foi a sétima do Brasil – três feitas por Dunga e quatro com Tite. Em todas as anteriores houve problemas, a maioria médicos. Agora, o atual técnico terá seus 23 escolhidos à disposição.
Lesão nas costas, razão oficial da ausência de Coutinho no Liverpool, não deve atrapalhar Seleção (Foto: REUTERS/Jason Cairnduff)
Inclusive Philippe Coutinho, que, oficialmente, não tem participado do início de temporada com o Liverpool em razão de uma lesão nas costas. A expectativa da comissão técnica da Seleção, entretanto, é que ele se apresente em condições de treinar e jogar. Todos estão cientes de que o real motivo de sua ausência no clube inglês é a possibilidade de transferência para o Barcelona.
As eliminatórias tiveram início em outubro de 2015, diante de Chile e Venezuela. De cara, Dunga teve que riscar de sua relação a dupla do Liverpool, Coutinho e Roberto Firmino, por lesões, além do lateral-direito Rafinha, que na época declarou sua intenção de defender a seleção da Alemanha.
No mês seguinte, o zagueiro Marquinhos e o lateral-esquerdo Marcelo foram cortados dos jogos contra Argentina e Peru. E na última convocação do antigo técnico, o meia Kaká e novamente Firmino não puderam se apresentar para enfrentar Uruguai e Paraguai.
Ao todo, 13 jogadores já foram cortados nas sete rodas duplas das eliminatórias para a Copa da Rússia (Foto: GloboEsporte.com)
A má campanha motivou a troca de técnicos. Tite estreou diante do Equador, logo depois da conquista da medalha de ouro olímpica, que alçou jovens à seleção principal. Um deles, Rodrigo Caio, se machucou e foi cortado. Depois disso, Casemiro e Douglas Costa, duas vezes cada um, além do lateral-esquerdo Marcelo, sofreram lesões às vésperas de se apresentar.
Dos campeões de corte, Marcelo, Casemiro, Firmino e Douglas Costa, apenas o último não estará nessa rodada das eliminatórias, por opção de Tite. O Brasil enfrentará o Equador na próxima quinta-feira, às 21h45, na Arena do Grêmio, com transmissão da TV Globo, do SporTV e do GloboEsporte.com, que também vai acompanhar em Tempo Real.
Lee Jae-yong foi condenado por subornar a ex-presidente Park Geun-hye, por desviar fundos da empresa, ocultar ativos no exterior e perjúrio. Presidente sul-coreana sofreu impeachment devido a escândalo.
Lee Jae-yong chega para julgamento em tribunal em Seul, na Coreia do Sul, nesta segunda-feira (7) (Foto: Ahn Young-joon / AFP)
O advogado de Lee, Kim Jong-hoon, apresentou o recurso ao Tribunal de Distrito Central de Seul, segundo a agência sul-coreana de notícias “Yonhap”.
O tribunal da capital sentenciou Lee à prisão após julgá-lo culpado por subornar a ex-presidente Park Geun-hye para obter favores do governo e se consolidar no controle do grupo Samsung. Ele também foi condenado por desviar fundos da empresa, ocultar ativos no exterior e perjúrio.
Entre os fatos que o tribunal considera provados está o pagamento de 7,2 bilhões de wons (cerca de R$ 20 milhões) para financiar o programa de equitação da filha de Choi Soon-sil, amiga da ex-presidente responsável por um escândalo de corrupção que derrubou o governo.
Os advogados de Lee já haviam anunciado na sexta que não estavam de acordo com a sentença e que apelariam da decisão.
Tempestade tropical atingiu o Texas no fim de semana e deixou 6 mortos. Houston está inundada, e aeroportos estão fechados.
Rodovia interestadual 45 submersa devido às chuvas causadas pela tempestade tropical Harvey em Houston, Texas (Foto: Richard Carson/Reuters)
O Exército dos Estados Unidos deu início na madrugada desta segunda-feira (28) a operações de liberação controlada da água das Barragens Addicks e Barker, que protegem Houston, no Texas, de inundações, depois que os níveis da água aumentaram rapidamente por causa da tempestade tropical Havey.
A operação foi realizada para evitar que as estradas locais e outras infraestruturas da região sejam afetadas pelas águas. “Os moradores de locais próximos as barragens precisam estar vigilantes porque a água nos reservatórios está aumentando rapidamente, cerca de 15 centímetros por hora”, informou à CNN o coronel Lars Zetterstrom, comandante do distrito de Galveston.
A tempestade tropical Harvey atingiu o Texas deixando pelo menos 6 mortos e muitos feridos, e agora estaria chegando ao estado da Louisiana. Entretanto, segundo os meteorologistas norte-americanos, durante os próximos dias, a tempestade poderá voltar para o Golfo do México, atingindo novamente Houston e Galveston, provocando pelo menos mais quatro dias de fortes chuvas.
O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS) já informou que os alertas de possíveis inundações ainda estão em vigor, com até 25 centímetros de chuva que poderão cair em poucas horas no litoral do Texas, e até 50 centímetros nas regiões do Texas setentrional. Por causa da tempestade Harvey, algumas áreas do estado do Texas foram evacuadas e as autoridades pediram à população para não sair de casa.
Niels Högel já tinha sido condenado à prisão perpétua em 2015 por matar dois pacientes e por tentar matar outros dois em uma clínica em Delmenhorst, na Baixa Saxônia.
Niels Högel (Foto: Reprodução/Twitter/@BILD_News)
Um enfermeiro alemão, já condenado à prisão perpétua em 2015 por matar dois pacientes e por tentar matar outros dois em uma clínica em Delmenhorst, na Baixa Saxônia, foi acusado nesta segunda-feira (28) de assassinar pelo menos outras 84 pessoas entre 2000 e 2005 utilizando doses excessivas de remédios para o coração.
Niels Högel, 40 anos, foi preso em fevereiro de 2015 pelo assassinato de dois pacientes que estavam na UTI no hospital de Delmenhorst, e por tentativa de assassinato de outros dois pacientes na clínica. Mas em junho de 2016, os investigadores alemães haviam adicionado outros nomes à lista de pacientes mortos por Högel, chegando até 33 pessoas. Um número que foi atualizado para 43, e agora para 84 mortes.
As novas revelações provêm de inquéritos que nunca tinham chegado à uma conclusão, além da análise de centenas de registros clínicos de hospitais onde Högel atuou. O chefe da polícia local, Johann Kuehme, afirmou que as autoridades têm provas de pelo menos 84 outros assassinatos após realizar autópsias nos cadáveres. Entretanto, as vítimas poderiam ser mais, porque alguns ex-pacientes foram cremados.
Na sexta-feira, quando Gurmeet Ram Rahim Singh foi considerado culpado, protestos de seus seguidores deixaram pelo menos 38 mortos e centenas de feridos.
Em foto de 2015, Gurmeet Ram Rahim Singh (ao centro) cumprimenta seguidores durante lançamento de filme na Índia (Foto: AP Photo/Tsering Topgyal, File)
O guru indiano Gurmeet Ram Rahim Singh foi condenado nesta segunda-feira (28) a 10 anos de prisão por estupro.
O líder religioso tinha sido declarado culpado por estupro na sexta-feira (25) por um tribunal de Panchkula, mas só nesta segunda a sentença foi revelada.
De acordo com a Associated Press, antes de anunciar a sentença, a circulação de trens e ônibus no distrito de Rohtak foi suspensa, para impedir que seguidores do guru se reunissem na cidade. Também foi adotado um toque de recolher.
Na sexta, milhares de seguidores do guru provocaram o caos no norte do país, protagonizando distúrbios que se estenderam inclusive até a capital indiana, cerca de 280 quilômetros, e que acabaram com 38 mortos, 250 feridos e quase mil detidos.
Guru popular na Índia é condenado a 10 anos de prisão por estupro
Além disso, ocorreram graves danos materiais com a queima de duas estações de trem e 76 veículos, segundo indicou a polícia de Haryana.
À frente da organização espiritual Dera Sacha Sauda (DSS, em hindi Lugar da Verdade Real) o guru afirma contar com 50 milhões de seguidores na Índia, reunindo-os em quase 50 ashrams ou templos em todo o país.
O caso contra Singh remonta a 2002, quando uma das suas seguidoras enviou uma carta anônima ao então primeiro-ministro da Índia, Atal Bihari Vajpayee, acusando o guru de ter estuprado tanto ela como outras de suas devotas. O processo começou efetivamente em 2008, quando as mulheres aceitaram testemunhar.
A maioria das ocorrências foi ligada à posse de drogas, mas também foram realizadas prisões por posse de arma branca e agressão física.
Por Agencia EFE
28/08/2017 09h30 Atualizado há 10 minutos
Efetivo policial deslocado para patrulhar ruas de Notting Hill durante festa de carnaval de (Foto: Tolga AKMEN / AFP)
A polícia de Londres informou nesta segunda-feira que 106 pessoas foram detidas ontem durante o carnaval de Notting Hill, no oeste de Londres, na maioria por posse de drogas.
Segundo as autoridades, algumas pessoas foram detidas por posse de arma branca e por agressão física.
O carnaval, que leva o nome do bairro de Londres pelo qual passa, rendeu ontem homenagem às 80 pessoas que morreram em 14 de junho no incêndio na Grenfell Tower, edifício situado perto de onde é realizada esta festa.
Os ritmos calipso e reggae reinam por excelência neste bairro, cujas ruas se transformam em uma festa e são vendidos pratos típicos caribenhos como o “Jerk chicken”.
Nos dois dias do carnaval – domingo e segunda-feira – estima-se que cerca de dois milhões de pessoas compareçam ao local, mas centenas de voluntários que participam para que a organização do carnaval ocorra sem problemas.
Em entrevista, ministro do STF defende volta de financiamento de campanha por empresas
O ministro Luiz Fux: “Não é a hora de mudar o sistema de governo, o presidencialismo permite controlar os atos do presidente” – Ailton de Freitas / Agência O Globo
BRASÍLIA — Ministro do STF e próximo presidente do TSE a partir de fevereiro de 2018, Luiz Fux acusa o Congresso de tentar enfraquecer o Judiciário em reação à Lava-Jato, repetindo o que foi feito na Itália para anular os efeitos da Operação Mãos Limpas. Fux elogia a força-tarefa da Lava-Jato e, sobre reforma política, defende a volta do financiamento de campanha por empresas, se não forem contratadas pelo governo após a eleição. Leia entrevista.
Alguns juízes dizem que, depois da Operação Lava-Jato, o Congresso Nacional passou a retaliar o Judiciário. O senhor concorda?
O enfraquecimento do Judiciário é uma das fórmulas que se utilizou para fulminar os resultados positivos da Operação Mãos Limpas, na Itália. E parece que isso está acontecendo agora no Brasil, em relação à Operação Lava-Jato. Enquanto nós estamos estudando as melhores formas de combater a corrupção, as melhores formas de investigação, o que se tem feito no Congresso é estudar como se nulificou, na Itália, todos os resultados positivos da Operação Mãos Limpas. Na Itália, começaram a fazer reformas mirabolantes para tirar o foco da Operação Mãos Limpas. Aqui, fizeram o mesmo. Na Itália, começou a haver uma política de enfraquecimento do Poder Judiciário. Aqui, a iniciativa popular propôs medidas anticorrupção, e elas foram substituídas por uma nova lei de crime de abuso de autoridade, inclusive com a criminalização de atos do juiz. Se você comparar, tudo o que se fez na Itália para minimizar os efeitos da Operação Mãos Limpas tem sido feito no Brasil também.
Quais as medidas mais graves que o Congresso tomou até agora?
Em primeiro lugar, transformar as propostas contra a corrupção em lei de abuso de autoridade, para tentar criar uma ameaça legal à atuação dos juízes. Em segundo lugar, é completamente fora da reforma política fixar prazo de mandato para os juízes dos tribunais superiores. Entendo que seja uma estratégia para enfraquecer o Poder Judiciário. Essas mudanças são para tirar o foco do que se está efetivamente apurando, que é a corrupção.
Mandato delimitado para os ministros enfraqueceria o Supremo?
Depende. Se você aplicar o mandato no curso em que o ministro está apurando uma operação grave, evidentemente que enfraquece. Se você respeitar esse prazo de mandato da emenda em diante, acho até uma boa sugestão.
O ministro do Supremo Gilmar Mendes costuma dizer que o Ministério Público Federal exagera nas denúncias na Lava-Jato. O senhor concorda?
A Operação Lava-Jato tem como finalidade passar a limpo o Brasil, e acho que o Ministério Público é quem vai estabelecer o final dessa linha. Queixa-se muito de que a Lava-Jato não termina, mas eu entendo que esses integrantes da força-tarefa sabem até onde eles querem chegar. Eles realizam um trabalho digno de muitos elogios. Sou favorável a essa operação e acho que está sendo levada a efeito com um sentido bastante positivo.
As brigas entre Gilmar Mendes e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a partir da Lava-Jato, atingem a imagem do STF?
Eu entendo que isso é algo de caráter subjetivo, é uma opinião de um componente do colegiado que não atinge o colegiado. Na verdade, ele fala só por si. Eu não quero avaliar esse eventual dissenso entre o ministro e o procurador. Acho que cada um está cumprindo o seu papel de acordo com a sua percepção e a sua consciência.
O senhor acha que o STF deve julgar logo o pedido de Janot para que Gilmar seja impedido de atuar em habeas corpus de empresários com os quais teria relação?
Isso é algo de foro íntimo a ser resolvido de forma regimental. Se não me falha a memória, essa alegação é decidida na presidência. Mas, se tiver que ser levada a plenário, que seja.
Seria melhor julgar o assunto em plenário, de forma pública?
O STF não tem tradição de julgar impedimentos ou suspeições. Normalmente, isso é declarado pelo próprio julgador, por foro íntimo. Agora, no momento em que o tribunal foi instado a decidir isso, a decisão tem que ser tomada necessariamente pelos critérios legais. A lei estabelece casos de impedimento, em que o juiz não pode de maneira alguma funcionar, e casos de suspeição. Se o caso estiver enquadrado em um desses incisos da lei, automaticamente a função do tribunal é aplicar a lei ao caso concreto.
O Supremo tem condições de lidar com o grande volume de processos da Lava-Jato?
Diferentemente da vara de Curitiba, que só julga as ações da Lava-Jato, o STF tem competência múltipla. O juiz de Curitiba (Sergio Moro) profere, no máximo, 30 sentenças condenatórias por mês. O Supremo tem que produzir 90 sentenças judiciais por mês, incluindo direito tributário, meio ambiente, demarcação de terras indígenas… É muito variado. A tramitação das ações penais no Supremo é mais lenta do que em varas especializadas porque o STF não tem só isso para fazer.
Isso deve atrasar a conclusão dos processos da Lava-Jato?
Julgar uma ação penal na turma (com cinco ministros) é mais rápido do que julgar uma ação no plenário (com 11 ministros). Entendo que o Supremo vai dar uma resposta judicial bem mais célere do que daria se submetesse todos os processos da Lava-Jato ao plenário. Nós passamos seis meses julgando mensalão no plenário. Agora agiliza, porque as turmas é que vão julgar.
Os inquéritos abertos a partir da delação da Odebrecht saíram da relatoria do ministro Edson Fachin e foram distribuídos a outros gabinetes, entre eles, o do senhor. Hoje, Fachin tem três juízes auxiliares e outros ministros têm dois. O senhor acha que será necessário pedir reforço na equipe?
Seria uma boa medida, porque há inquirições. Agora que pulverizou (a investigação da Odebrecht entre os ministros), acho que todos deveriam ter também mais um juiz, para ficar com a dedicação mais exclusiva. Eu pretendo pedir mais um, para dar mais agilidade para os processos.
Na semana passada houve polêmica sobre semipresidencialismo e parlamentarismo. O senhor acha que é o momento de mudar o sistema de governo do país?
Efetivamente não é a hora de se mudar o sistema de governo, até porque o presidencialismo permite o controle dos atos do presidente não só pela sociedade, mas pelo Congresso e pelo STF. O presidente pode ser afastado por denúncia de crime, pode sofrer impeachment. E o Brasil é de tradição presidencialista. Não é hora de alterar absolutamente nada. A hora é de manter a nossa tradição política presidencialista sob esse novo enfoque ético e moral, esses novos valores que foram inaugurados com a repugnância de tudo a que nós assistimos aí no cenário político.
Qual a opinião do senhor sobre a proposta do distritão misto?
Esse distritão misto é de uma indecência a toda prova, porque ele é destinado a manter a reeleição de quem já está lá. Transforma uma eleição proporcional em majoritária, tira as vozes das minorias e acaba mantendo um status quo absolutamente indesejável.
O Congresso cogitou criar um fundo bilionário para financiar campanhas eleitorais, mas voltou atrás. O senhor concorda com a proposta?
Para mim, esse fundo é completamente incompatível com o momento de crise econômica nacional. A proposta que eu faria seria permitir a volta do financiamento eleitoral por parte de empresas que tenham a mesma bandeira ideológica do candidato. Por exemplo, um candidato que defende o meio ambiente, ou de determinado setor do mercado financeiro. Esse financiamento se daria num determinado limite. O financiamento seria ideológico, e a empresa doadora ficaria impedida de contratar com o poder público. Isso mostra a lisura do financiamento, como um ato de quem quer ser representado. É o que ocorre com as pessoas físicas: você doa para quem você acha que representa seus ideais.
Empreiteiras poderiam contribuir para campanhas? Qual seria a ideologia das empreiteiras? A Lava-Jato mostrou que muitas priorizam a corrupção.
A proibição da contrapartida evita que haja ilícito praticado a posteriori. Essas empresas poderiam doar dentro do ideal de necessidade de melhoria na infraestrutura do país.
A corrupção não encontraria um caminho? Por exemplo, a empreiteira poderia usar outra empresa como laranja para fazer um contrato com o poder público.
Sinceramente, na forma como se levou adiante a Lava-Jato, dificilmente uma empresa vai querer doar ilicitamente para uma campanha eleitoral para depois ter que comprar, com seu dinheiro, tornozeleiras eletrônicas para seus executivos.
O senhor vai presidir o TSE de fevereiro a agosto de 2018. O senhor acha que a Justiça Eleitoral tem real capacidade para fiscalizar o uso do caixa dois?
A Lava-Jato serviu de exemplo. Nós vamos montar uma estrutura no TSE para, em vez das auditorias e perícias serem realizadas a posteriori, elas serão feitas contemporaneamente à prestação de contas. Isso é importante. Não vamos usar só as forças do tribunal, mas todas as forças da administração pública serão usadas, como a Receita Federal e peritos técnicos.
Agerba e Marinha autorizaram retorno da operação desde sábado (26), mas viagens não foram retomadas por conta da manifestação.
Moradores impedem saída de lanchas após acidente com mortes na Bahia
Um grupo de moradores de Mar Grande faz um protesto na manhã desta segunda-feira (28) em frente ao Terminal de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, e, por conta disso, a travessia entre Mar Grande e a capital baiana não foi retomada, segundo a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab). O retorno da operação estava programado para esta segunda-feira, cinco dias após o acidente que deixou ao menos 18 pessoas mortas.
O presidente da Astramab, Jacinto Chagas, disse que a associação avalia se o serviço será ou não retomado durante o dia por conta da manifestação. A volta da travessia foi liberada pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) e pela Marinha desde sábado (26).
“A gente está avaliando se volta por conta do protesto. O tempo permite navegar, mas é por conta do protesto. (A travessia para) Morro de São Paulo vai ser com conexão. A primeira lancha será às 9h”, disse.
Entre os moradores que fazem o protesto, estão parentes de Davi Gabriel, de seis meses, vítima mais jovem da tragédia. O bebê foi enterrado na sexta-feira (25).
Fita preta foi colocada no Terminal de Vera Cruz em sinal de luto às vítimas da tragédia (Foto: Juliana Almirante/ G1)
Corpo
Um corpo do sexo masculino foi encontrado no final da tarde de domingo (27), na Praia de Barra do Pote, em Vera Cruz. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a polícia acredita que se trata de mais uma vítima do naufrágio da embarcação Cavalo Marinho I, na última quinta-feira (24). Caso seja confirmado, o número de mortos no acidente subirá para 19.
Até a última sexta-feira (25), a polícia tinha registro oficial de dois desaparecidos após embarcação naufragar. De acordo com a SSP, equipes do Departamento de Polícia Técnica, das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros estão no local.
O corpo encontrado no domingo estava a sete quilômetros de distância do local do acidente, mas dentro do perímetro de busca, que é de 25 km. Ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Santo Antônio de Jesus, também na região metropolitana de Salvador, para identificação.
Segundo a SSP, nesta segunda-feira (28), a 24ª Delegacia Territorial (Vera Cruz) inicia a devolução dos pertences encontrados após o acidente. Familiares ou vítimas devem comparecer à unidade policial munidos de identificação. A SSP ainda informou que as buscas permanecem ao longo da semana com o apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.