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‘Ingresso para o paraíso’ agrada graças ao carisma de George Clooney e Julia Roberts; g1 já viu


Comédia romântica é quinta parceria dos vencedores do Oscar, que produzem o longa. Filme é comandado por Ol Parker, diretor de ‘Mamma Mia! Lá vamos nós de novo’. Há quem diga que quem já viu uma comédia romântica já viu todas. “Ingresso para o paraíso” não muda essa regra (e nem quer). O filme, que estreia nesta quarta-feira (7) no Brasil, tem vários clichÊs do gênero durante seus 104 minutos de duração. No entanto, o longa tem dois grandes trunfos para sair do lugar comum: George Clooney e Julia Roberts.
Assista ao trailer do filme “Ingresso para o Paraíso”
Na trama, os dois interpretam David e Georgia, que já foram casados no passado, mas que estão separados há anos e vivem brigando entre si. O que os une é a filha única, Lily (Kaitlyn Dever), o orgulho do ex-casal, ainda mais depois que ela se forma em direito e está prestes a começar uma carreira promissora como advogada.
Só que David e Georgia não contavam que Lily decidisse jogar tudo para o alto após uma viagem a Bali, na Indonésia, e se apaixonar por Gede (Maxime Bouttier), um jovem que trabalha coletando algas, a ponto de resolver se casar com ele.
Desesperados com a situação, por acreditar que a filha está cometendo o mesmo erro que eles no passado (o de casar-se muito jovem), David e Georgia decidem deixar as diferenças de lado para convencer Lily a desistir da ideia e voltar com eles para casa. Mas as coisas não saem como o planejado.
Georgia (Julia Roberts) tenta convencer a filha a não se casar em “Ingresso para o Paraíso”
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Cartões postais
Um dos principais méritos e “Ingresso para o paraíso” está nas locações na Austrália, que se faz passar por Bali. A produção é tão competente que o público pensa que os personagens estão mesmo na Indonésia. Além disso, a fotografia assinada por Ole Bratt Birkeland (de “Judy: Muito além do Arco-Íris”) encanta ao mostrar as várias praias, montanhas e outras regiões com imagens de cartão postal.
Outro ponto positivo está nas cenas com os rituais de matrimônio pelos quais Lily e Gede passam, algo que é pouco visto no cinema comercial, e que são bem conduzidas pelo diretor Ol Parker, de “Mamma Mia! Lá vamos nos de novo”. Esteticamente falando, com todos esses elementos, talvez seja o filme mais bonito estrelado por Clooney desde “Os Descendentes”, de 2011.
Kaitlyn Dever e Maxine Bouttier numa cena de “Ingresso para o paraíso”
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Só que o cineasta, autor do roteiro (ao lado de Daniel Pipski), não consegue sair do lugar comum e nem sempre encontra o timing perfeito para os momentos de humor.
Um bom exemplo disso está numa cena que envolve o personagem de Clooney e golfinhos, que acontece tão rapidamente que não dá vontade de rir. No tempo certo, talvez essa sequência rendesse boas gargalhadas. Mas do jeito que ficou, pareceu corrido demais.
Kaitlyn Dever, Julia Roberts, George Clooney e Maxine Bouttier numa cena de “Ingresso para o paraíso”
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O texto, aliás, é outro problema, pela ausência de situações que fujam do que você já viu antes em outras comédias românticas. Afinal, temos:
O casal que vive às turras, mas no fundo, ainda é apaixonado;
Os habitantes da civilização vivendo situações constrangedoras em contato com o meio ambiente;
Pais sendo mais infantis que os próprios filhos;
Várias artimanhas para separar o casal apaixonado;
Coadjuvantes engraçadinhos.
Para os fãs do gênero, nenhum dos clichês usados em “Ingresso para o paraíso” vai incomodar e o filme deve deixá-los satisfeitos. Quem for mais exigente pode ficar entediado.
Química incontestável
George Clooney e Julia Roberts vivem um ex-casal em “Ingresso para o paraíso”
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Mesmo com essas questões, o que torna “Ingresso para o paraíso” uma boa pedida é seu elenco. Em seu quinto projeto em conjunto, George Clooney e Julia Roberts dão um show em cena e transbordam charme, carisma e cumplicidade. Graças a eles, até as frases e situações mais batidas funcionam. Além disso, sem esforço, os dois fazem o público torcer para que o casal que representam possa ter uma segunda chance.
Isso sem falar no fato de que a dupla vencedora do Oscar (e produtores executivos do filme) ainda têm muita energia. Basta ver a cena em que os dois dançam músicas dos anos 90 numa boate ou quando trocam provocações para notar que eles ainda estão em ótima forma, gerando os momentos mais divertidos do filme.
George Clooney vive David, pai de Lily (Kaitlyn Dever) em “Ingresso para o paraíso”
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Vale destacar a ótima atuação de Kaitlyn Dever como Lily. Ela mostra um bom entrosamento com Clooney e Roberts, tanto nas cenas mais leves quanto nas mais dramáticas. Além disso, ela convence com seu par romântico, Maxime Bouttier. O ator indonésio se sai bem, em sua primeira experiência em Hollywood. Já Billie Lourd, que interpreta Wren, a melhor amiga de Lily, não está mal. Mas não aproveitou todo o potencial de sua personagem.
O único ponto baixo entre os atores está no francês Lucas Bravo (da série “Emily in Paris”), que vive Paul, um piloto de avião com um relacionamento com a personagem de Roberts. Ele nem sempre convence como alívio cômico, ainda mais com um texto não muito inspirado. Mas não chega a estragar o filme, é claro.
Julia Roberts e Lucas Bravo numa cena de “Ingresso para o paraíso”
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“Ingresso para o paraíso” se encaixa bem no grupo de “feel good movie” (ou filme para se sentir bem). Afinal, é um filme leve, divertido, bem-produzido e que não tem nada fora do lugar, deixando o espectador com um sorriso no rosto quando acaba. Especialmente, se você for fã do casal principal. Para quem não espera nada além disso no escurinho do cinema, é um prato feito. E recheado de belas cenas de pôr do sol.

Fonte: G1 Entretenimento