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‘O crack era meu grande amor’, diz filha de médico que manteve vício por 30 anos

Andréia Mello Fernandes perdeu a guarda dos filhos, emagreceu e até se prostituiu por causa do vício. Em 2010, passou por uma desintoxicação e hoje ela se diz livre das drogas.

Após anos de consumo de crack, Andréia Mello Fernandes vive em casa simples com filhos e o marido

Após anos de consumo de crack, Andréia Mello Fernandes vive em casa simples com filhos e o marido

O crack a afastou dos filhos, fez perder peso e até a se prostituir. Para manter o vício, Andréia Mello Fernandes conta que agia sem limites. Vendeu uma casa por míseros R$ 200, traficou drogas, derrubou três árvores de uma propriedade invadida e chegou a retirar, no meio da noite, uma camiseta de um time de futebol do corpo do filho. Tudo para conseguir dinheiro e comprar mais pedras.

“A pedra era meu grande amor, era tudo para mim. Eu não queria mais nada. Eu só queria fumar, fumar e fumar. Não importasse o que eu tivesse que fazer para conseguir a pedra. Não tinha limite”.

Hoje, com 49 anos, ela se diz “limpa”, livre das drogas. Em 2010, passou por uma desintoxicação de 45 dias em um hospital psiquiátrico e, logo depois, foi para uma comunidade terapêutica em Porto Alegre. Só deixou o lugar em maio de 2011, após nove meses.

De lá para cá, já teve três recaídas. A primeira ocorreu três meses após a saída da comunidade terapêutica, e a última, há um ano e meio.

“As recaídas fazem parte da doença”, entende. “Só que a recaída é tão diferente de quando a gente estava no uso, eu não consegui fazer as mesmas coisas naquela época, entendeu? É como se não fosse eu. Como se fosse a primeira vez que eu estivesse usando drogas.”

Filha de um médico e criada em família de classe média alta, Andréia vive hoje numa casa simples com o marido e os filhos. Sentada no sofá da residência, ela descreve o que sentia ao consumir o crack.

“A gente acha que não tem limite. Tudo que tu pensa no momento em que está usando a pedra tu quer fazer. É uma euforia. Eu penso: ‘eu consigo ir daqui até o Centro caminhando e eu vou!’ Não importa se vai te cansar. E tu perde a vergonha.”

“Eu já cheguei a ficar 15 dias sem dormir. Eu via até espíritos na rua. Foi horrível! A minha filha de 16 anos me perguntou se eu já tinha ido no inferno. Eu fui no inferno e voltei.”

Filhos

Andréia usava até os filhos para conseguir dinheiro e comprar drogas. “Eu saía no inverno, na chuva, no frio e pegava um deles, o André Luís principalmente, que tem 8 anos, e saía pedindo nas portas, pedindo para uma medicação, passagem de ônibus”. Outras pessoas davam dinheiro por “pena” dela e das crianças, que todo gasto com drogas.

Mesmo afundada no vício, Andréia diz que temia perder a guarda dos seis dos sete filhos – o mais novo nasceu após o tratamento. “Eu vivia me escondendo, me escondia da polícia, passava a Kombi do Conselho Tutelar e eu me escondia, porque eu tinha medo de perder meus filhos, porque eles estavam sempre comigo.”

Família voltou a conviver após processo de desintoxição de Andréia (Foto: Joyce Heurich/G1 RS)Família voltou a conviver após processo de desintoxição de Andréia (Foto: Joyce Heurich/G1 RS)

Família voltou a conviver após processo de desintoxição de Andréia (Foto: Joyce Heurich/G1 RS)

Durante um período, a família viveu em imóveis abandonados. Primeiro numa casa na beira da praia de Ipanema, na Zona Sul de Porto Alegre. Anos depois, eles foram para um sítio na Zona Sul, também invadido por eles. Foi ali que Andréia perdeu a guarda das crianças.

No local, o consumo de drogas e as brigas eram cada vez mais frequentes. E o próprio marido fez uma denúncia.

Em um dia, quatro crianças foram retiradas da residência pelo Conselho Tutelar. Passados quatro dias, outros dois também foram levados. As crianças ficaram sob a guarda do pai de Andréia e, em seguida, permaneceram em um abrigo. E só voltaram a conviver com a mãe após a desintoxicação, três anos depois.

Antes do crack, drogas inalantes, maconha e cocaína

Andréia teve o primeiro contato com drogas de forma precoce, na adolescência. Na época, vivia dividida entre a casas do pai e da mãe, separados. Dois mundos, diferenciados por ela por uma única palavra: liberdade.

“Fui criada em família de classe média alta. Na época que eu era adolescente, queria ter liberdade. Sempre fui uma pessoa muito presa pela mãe, e aí eu conheci as drogas com 13 anos”, explica. “Quando eu ia para meu pai, tinha muita liberdade. Tinha muitos ‘amigos’, e aí a gente usava.”

O consumo começou com benzina, um líquido inalante. “Não achei que aquilo ia nos fazer mal. Na verdade, era uma porta de entrada, era um ilícito, um desenrolar para uma dependência química”, diz. Depois partiu para o loló, experimentou lança-perfume e maconha. Aos 18 anos, decidiu parar, retomando aos 21 anos, com cocaína.

Andréia consumiu drogas por quase 30 anos (Foto: Joyce Heurich/G1)Andréia consumiu drogas por quase 30 anos (Foto: Joyce Heurich/G1)

Andréia consumiu drogas por quase 30 anos (Foto: Joyce Heurich/G1)

Sem saída, Andréia pediu ajuda para o pai e foi morar em Viamão. Mas, na cidade, se aproximou das drogas como nunca antes, passando a traficar com o namorado Francisco Vargas Fernandes, no Beco do Adelar, em Porto Alegre. Por três anos, negociou drogas e acabou conhecendo o crack.

Com o dinheiro da venda, Andréia ergueu uma casa. “Fizemos com muita dificuldade. Eram dois quartos, sala, cozinha e banheiro.” Mas o esforço de construir a moradia em pouco tempo se desfez pelo crack. “Eu acabei num estágio da adicção que eu vendi toda minha casa, até os fios de dentro de casa.”

A residência foi negociada por R$ 200. “Uns cento e pouco gastei com pó”, lembra. O restante, segundo ela, serviu para comprar passagens para Águas Claras, em Viamão, onde o pai dela tinha um sítio.

Dois dias depois, eles foram expulsos do local pelo pai dela e voltaram para o Beco do Adelar.

“A gente foi morar em maloca, passava necessidade, passava fome. Eu não tinha nada, nada, nada. A gente morava em uma peça de mais ou menos uns dois metros, dois por dois, onde toda minha família dormia, só uma cama de solteiro e dois colchões, eu não tinha cozinha. Eu não tinha fogão, geladeira, nada, cozinhava em cima de tijolos, fazia comida em lata de ervilha, lata de milho. E aí a gente foi cada vez mais decaindo, mais, mais e mais.”

Árvores em troca de drogas

Dali, eles seguiram para uma casa abandonada na beira da praia de Ipanema, na Zona Sul de Porto Alegre, onde ficaram três meses. Depois, invadiram o sítio, na mesma região.

“Era um lugar enorme, com três casas.” Para manter o consumo de drogas, Andréia e o marido passaram a vender objetos e até a desmanchar as residências. Como última alternativa, o casal vendeu três árvores da propriedade, que tinha dois hectares.

“O uso de drogas era tão intenso que nós já não tínhamos o que vender. Tinha uma piscina enorme dentro do sítio, e a gente só não vendeu a piscina porque não tinha como arrancar. Hoje, eu me questiono: até que ponto chega essa doença, até que ponto chega esse crack de a pessoa vender uma árvore?”

Quando os filhos foram levados do sítio pelo Conselho Tutelar, Andréia e o marido deixaram o local e se mudaram para o Jardim Urubatã, no bairro Hípica, na capital.

“Aí começaram episódios de roubo e prostituição, cada vez piores, cada vez mais brigas, mais problemas. Eu já tinha perdido as esperanças, o meu foco, a minha esperança era a pedra. Não tinha esperança em nada. Eu sempre digo que eu não vivi, eu sobrevivi só pela misericórdia de Deus.”

A situação durou cinco anos e se arrastou até 2010. Andréia se afastou da família, dos amigos e emagreceu ainda mais, chegando a pesar 49 kg.

“Muitas vezes na noite eu sentia fome. Quando não tinha droga, ou não tinha onde arranjar, eu pegava comida do lixo. Cheguei a comer pão com fezes, porque não conseguia diferenciar, depois de dias sem dormir.”

Ajuda

Um dia, após uma noite de consumo, uma vizinha ofereceu ajuda para Andréia sair da dependência. De sua casa, foi para uma comunidade terapêutica em São Leopoldo, na Região Metropolitana. Ficou três dias e voltou para as ruas. Novamente, a vizinha a ajudou e a levou para outro espaço no bairro Chapéu do Sol, na Zona Sul de Porto Alegre, onde Andréia ficou três dias.

Dali, foi para uma comunidade em Gravataí, onde ficou uma semana. “Não aguentei de novo e saí.” Andréia estava novamente nas ruas, mas após alguns dias, foi a vez dela pedir ajuda para ser internada num hospital psiquiátrico.

“O tratamento da dependência química, a recuperação, é para quem quer. Quem chegou já num ponto da drogadição a maioria das vezes pede ajuda, ninguém aguenta muito tempo. E felizmente esse tempo vai chegar.”

No hospital psiquiátrico, Andréia ganhou peso e passou a recuperar a autoestima. “Aprendi a me lavar, tomar banho de novo, escovar os dentes, fazer as unhas, a roupa limpa, a alimentação”, conta. “Me sentia feliz, me sentia bem sem o uso, eu sentia que algo estava mudando aqui e que eu estava tendo uma chance de começar de novo.”

Em seguida, foi para uma clínica em Porto Alegre, onde ficou a maior parte do tempo isolada. Durante os mais de nove meses, Andréia revela que uma das preocupações era para onde ir.

“Eu tinha a sensação que eu não tinha para onde ir. Muitas vezes de noite, quando a gente tinha reunião de espiritualidade, eu ficava me perguntando, para onde eu vou quando eu sair daqui?”

No oitavo mês de internação, Andréia começou a reinserção social com a família. E, com a ajuda da prefeitura, conseguiu alugar uma casa no Belém Novo. O local era próximo do abrigo onde estavam os filhos, que voltaram a conviver com ela.

Hoje, a casa de Andréia abriga seis dos sete filhos, além do marido dela. A residência tem dois quartos, sala e cozinha. Apesar da simplicidade, Andréia não esconde a felicidade de ter dado a volta por cima.

“Eu agradeço todos os dias, por ter uma cama, um prato de comida para comer. Hoje em dia é tão bom poder saber que tem um lugar pra voltar.”

Pedidos de internação

A história de Andréia com o crack é apenas uma entre tantas. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), mais de 12 mil pessoas foram internadas por dependência química no estado em 2016. Em 2015, eram 14.830, o que representa uma redução de 14% de um ano para o outro.

Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), em dois anos foram mais de 6,2 mil pedidos de internações compulsórias para casos psiquiátricos no estado. A maior parte, segundo o tribunal, são para dependentes químicos. Em 2016, foram mais de 3,2 mil pedidos, e em 2015, outras 3.040 solicitações – um aumento de 5% de um ano para outro.

Porto Alegre libera a lista. Em dois anos, foram 1,2 mil pedidos de internação. Já Caxias do Sul, na Serra gaúcha, foram mais 500 solicitações, enquanto em Passo Fundo foram 339 pedidos.

O juiz-corregedor Vanderlei Deolindo observou que não há “meio técnico” no sistema do tribunal para saber se os pedidos foram deferidos. “Quase totalidade das decisões é no sentido de determinar as reavaliações médicas e, consequente, as internações hospitalares ou tratamentos ambulatoriais.”

(*) Produção de Joyce Heurich

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Polícia diz que há indícios de que tiro que atingiu bebê na barriga da mãe no RJ saiu de traficantes

Arthur ficou paraplégico e está com coágulo na cabeça. Mãe da criança estava grávida de 39 semanas e ia ao mercado quando foi baleada.

A Polícia Civil está investigando o caso do bebê que foi atingido por uma bala perdida dentro da barriga da mãe e diz que já tem indícios de que o tiro que atingiu a criança saiu da arma dos traficantes.

“Todos os indícios que nós temos até agora indicam que esse tiro partiu dos traficantes. Serão ouvidos os familiares, a própria vítima, para que ela nos informe o que que ela viu, se ela chegou a ver alguma coisa, e os policiais militares serão reinquiridos sobre a possibilidade de identificação dos autores dos disparos da arma de fogo”, disse a delegada da 59ª DP, Raíssa Celles.

Dois policiais militares do batalhão de Duque de Caxias foram ouvidos. Em depoimento, eles disseram que estavam saindo da Favela do Lixão quando foram atacados, e que não revidaram.

O estado de saúde de Arthur continua gravíssimo. Os médicos constataram que o tiro que atingiu o bebê o deixou paraplégico. Claudinéia dos Santos Melo estava grávida de nove meses quando foi atingida por uma bala perdida na sexta-feira (30), no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A criança nasceu após uma cesariana de emergência.

O disparo, que deixou o bebê paraplégico, também arrancou um pedaço da orelha dele e deixou um coágulo na cabeça. A principal preocupação dos médicos, agora, é com a possibilidade de infecções e hemorragias.

Bebê foi atingido por bala perdida antes de nascer na Baixada Fluminense (Foto:  Reprodução/TV Globo)Bebê foi atingido por bala perdida antes de nascer na Baixada Fluminense (Foto:  Reprodução/TV Globo)

Bebê foi atingido por bala perdida antes de nascer na Baixada Fluminense (Foto: Reprodução/TV Globo)

Claudinéia estava grávida de 39 semanas e ia ao mercado quando foi atingida na pelve na Favela do Lixão, no Centro de Duque Caxias. Ela foi socorrida para o Hospital Municipal Moacyr do Carmo. Os médicos fizeram uma cesariana de emergência e, durante a cirurgia, descobriram que o bebê também estava ferido.

O tiro atravessou o quadril da mãe e atingiu a criança – perfurou os pulmões e provocou uma lesão na coluna. O bebê passou por duas cirurgias e, depois, foi transferido para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes.

O pai do bebê passou o fim de semana entre os dois hospitais. “Observei, alisei. Pude mexer um pouquinho com ele”, disse o pai da criança.

A Polícia pede para quem tiver informações sobre os suspeitos mandar mensagem para o telefone (21) 99817-0306.

‘Milagre de Deus’

Segundo o secretário municipal de Saúde, o ginecologista José Carlos Oliveira, o neném estar vivo é um “milagre”.

“O Arthur já é um milagre de Deus. Eu estou percebendo que vai acontecer um outro milagre com esse neném. Um neném que está dentro da barriga, tomou um tiro que passou no pulmão, na medula, e esse neném não morreu, já aconteceu um milagre”, afirmou ao G1 José Carlos Oliveira, neste domingo (2).

Imagem de exame mostra lesões no organismo de bebê atingido por bala perdida na barriga da mãe (Foto: Reprodução/TV Globo)Imagem de exame mostra lesões no organismo de bebê atingido por bala perdida na barriga da mãe (Foto: Reprodução/TV Globo)

Imagem de exame mostra lesões no organismo de bebê atingido por bala perdida na barriga da mãe (Foto: Reprodução/TV Globo)

No sábado (1º) à noite, um grupo ateou fogo no contêiner que serve de base para a Polícia Militar, na comunidade do Lixão. Nas redes sociais, circulam gravações de policiais narrando o que estava acontecendo.

“Cheio de pivete aqui fechando a presidente Kennedy aqui na altura do posto Eurogás. Aí, gente, muito, muito, muitos bandidos”, diz um dos áudios.

“Elementos de fuzil aqui próximo ao conjunto aqui de prédios do PAC”, diz outro áudio.

Depois, o grupo queimou um ônibus e fechou a Linha Vermelha. A Polícia foi até o local e liberou o trânsito por volta das 20h30. Alguns motoristas pegaram esse desvio e usaram a contramão para fugir do local.

Bala perdida atinge mulher grávida e o bebê dentro da barriga  (Foto: Rede Globo)Bala perdida atinge mulher grávida e o bebê dentro da barriga  (Foto: Rede Globo)

Bala perdida atinge mulher grávida e o bebê dentro da barriga (Foto: Rede Globo)

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Operação prende cinco por estupro de crianças no Piauí; duas meninas grávidas

Segundo a polícia, garotas de 13 anos engravidaram dos suspeitos. Vítima mais nova tinha apenas nove anos.

O delegado Leonardo Alexandre, titular de Esperantina, 174 km de Teresina, informou nesta sexta-feira (30) ao G1 que cinco pessoas foram presas em cumprimento de mandados de prisão pela Operação Proteção Integral. Todos são suspeitos de estupro de vulnerável no Piauí. Ao todo, há sete mandados de prisão expedidos. Dentre as vítimas, há uma criança grávida e outra com um filho de um suspeito.

A investigação teve início ainda em 2015, quando a vítima mais nova tinha apenas nove anos de idade. Entre os casos há um padrasto e um tio suspeitos dos estupros. Os demais casos, segundo o delegado, caracterizam a normalidade com que os abusos sexuais são tratados em algumas localidades do interior do Piauí.

“Todos os outros casos são de indivíduos que mantinham um relacionamento com essas meninas, moravam juntos. Temos os casos de duas meninas de 13 anos, uma delas está grávida e outra já teve o filho do suspeito. São crianças e as famílias sabiam dessas relações, concordavam, todos os mandados foram expedidos contra homens com mais de 18 anos”, informou Leonardo Alexandre.

O delegado destacou que os presos e investigados sabiam da situação de vulnerabilidade das vítimas. Um dos casos chocou a polícia porque o suspeito era padrasto da garota.

“Era uma pessoa que devia exercer função de pai, mas estava abusando dela. Foi inclusive difícil colher o depoimento dessa menina, porque ela está muito abalada”, relatou.

Todos os casos estão sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar e as garotas receberão atendimento psicológico. As denúncias chegaram tanto por meio do Conselho, que foi acionado por vizinhos e familiares das vítimas, quanto pelas escolas das meninas.

Os mandados de prisão estão sendo cumpridos nas cidades de Esperantina, Morro do Chapéu e Joaquim Pires. O delegado explicou que os casos de abusos aconteceram apenas nas duas primeiras cidades. Em Joaquim Pires, um dos suspeitos apenas morava.

O nome da Operação Proteção Integral diz respeito à total situação de vulnerabilidade e de proteção, por parte do estado, a que estão submetidos aqueles com menos de 14 anos, considerados crianças. Ele deixa claro que o suposto consentimento dessas pessoas não tem nenhum significado para a lei.

“O crime de estupro de vulnerável proíbe a prática de ato sexual com menores e indepente do consentimento. Esse consentimento não é válido e a lei presume de maneira absoluta que essas pessoas não têm autonomia para manifestar a sua vontade. Não só a conjunção carnal é proibida, mas qualquer tipo de ato com fim libidinoso com crianças”, declarou.

Ele disse que o crime é hediondo, com pena prevista de oito a 15 anos de prisão. Todos os presos já foram encaminhados à penitenciária da cidade de Esperantina. Um deles responderá ainda por violência doméstica, porque a polícia constatou que ele agredia a adolescente. Exame pericial confirmou a agressão, segundo o delegado

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Ouvidoria pede para MP apurar se Rota torturou rapaz com martelo na Favela do Moinho

Ouvidor disse ao G1 que perícia esqueceu de recolher objeto ensanguentado e quer que a polícia investigue essa possibilidade. PMs alegaram ter matado jovem em legítima defesa ao revidarem tiros.

Ouvidoria vai pedir para MP apurar se Rota torturou rapaz com martelo na Favela do Moinho

Ouvidoria vai pedir para MP apurar se Rota torturou rapaz com martelo na Favela do Moinho

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo pediu ao Ministério Público (MP), à Corregedoria da Polícia Militar (PM) e à Polícia Civil que apurem a denúncia de que o jovem morto durante operação na Favela do Moinho, no Centro da capital, sofreu tortura. A família da vítima será ouvida na Corregedoria na manhã desta sexta-feira (30).

Parentes de Leandro de Souza Santos, de 18 anos, disseram que policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) atacaram o jovem com um martelo antes de matá-lo. Uma vizinha disse que os PMs passaram cerca de uma hora e meia no barraco onde o jovem se escondeu.

O caso ocorreu na manhã de terça-feira (27), quando a Rota, tropa de elite da PM paulista, realizava operação de combate ao tráfico de drogas na comunidade. Os policiais alegam que mataram Leandro durante uma troca de tiros. A vítima estava armada, segundo os agentes, e atirou neles. Em seguida, eles dizem que revidaram.

O G1 apurou que essa versão de legítima defesa dos PMs, aliás, já foi dada por eles ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga se a ação policial foi realizada dentro da lei e se os agentes não cometeram excessos. Os PMs serão ouvidos novamente.

Por se tratar de um caso que envolve policiais, a Corregedoria da PM acompanha as investigações. O mesmo ocorre com o Ministério Público.

Mas o ouvidor da Polícia, Julio Cesar Fernandes Neves, afirmou ao G1 que pedirá que esses órgãos investiguem também a suspeita da família de Leandro de que o rapaz foi torturado e depois executado.

“Recebi essa denúncia no local dos fatos quando estive lá”, disse o ouvidor Julio Cesar. “Além disso, os parentes negam que o jovem andasse armado ou que tenha trocado tiros com a Rota.”

Julio Cesar contou que já procurou o MP, a Corregedoria da PM e até o DHPP, da Polícia Civil, para comunicar a denúncia dos familiares de Leandro. “Para você ter uma ideia, a perícia não durou 5 minutos. Tanto que esqueceu de recolher o martelo ensanguentado e uma cápsula de bala para análise.”

Segundo o ouvidor, o martelo e a bala foram levados por pessoas que os recolheram para o DHPP. “Foram entregues ontem [quarta-feira, dia 28]”, disse.

Martelo encontrado no local onde morreu Leandro de Souza Santos, 18 anos, na Favela do Moinho (Foto: Rogério de Santis/Futura Press/Estadão Conteúdo)Martelo encontrado no local onde morreu Leandro de Souza Santos, 18 anos, na Favela do Moinho (Foto: Rogério de Santis/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Martelo encontrado no local onde morreu Leandro de Souza Santos, 18 anos, na Favela do Moinho (Foto: Rogério de Santis/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Cinco tiros

Segundo parentes de Leandro disseram ao G1, o rapaz foi morto com pelo menos cinco tiros após tentar se esconder da Rota num barraco da comunidade. Não há relatos de que algum policial da Rota tenha se ferido. “Ele estava acuado. Pelos relatos dos moradores, o jovem foi torturado com marteladas”, disse o advogado Ariel de Castro Alves, coordenador da comissão da infância e juventude do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoas Humana (Condepe), que também acompanha o caso.

O DHPP deverá chamar os parentes de Leandro para serem ouvidos no departamento que investiga o caso. A polícia ainda aguarda o resultado do laudo do exame necroscópico para saber qual foi a causa da morte do rapaz.

“O corpo tinha hematomas, escoriações os dentes quebrados”, disse Ariel. “Havia sinais de golpes de martelo.”

De acordo com Lucas Santos, irmão de Leandro, o jovem foi torturado e levou cinco tiros, sendo dois no peito e três na barriga. “Mataram meu irmão”, disse. “Tinha um martelo sujo de sangue. Deram martelada no meu irmão.”

Lucas disse que, apesar de o irmão ser usuário de drogas, ele não traficava na Cracolândia. A polícia informou que traficantes se escondiam na Favela do Moinho, que era usada como base para abastecer o Centro da capital com crack.

Ação da PM na Favela do Moinho termina em confronto

Ação da PM na Favela do Moinho termina em confronto

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Suspeita de sequestrar bebê no DF portava certidão de nascimento em nome de outra criança, diz delegado

Polícia Civil afirma que documento registra mulher como mãe da criança, mas é falsificado. Presa foi autuada por uso de documento falso e sequestro qualificado.

Mulher suspeita de sequestrar bebê no DF portava certidão de nascimento falsificada (Foto: Reprodução/Polícia Civil)Mulher suspeita de sequestrar bebê no DF portava certidão de nascimento falsificada (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Mulher suspeita de sequestrar bebê no DF portava certidão de nascimento falsificada (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

A suspeita de sequestrar um bebê no Distrito Federal, Cevilha Moreira dos Santos, de 44 anos, presa na cidade de Planaltina, em Goiás, levava uma certidão de nascimento falsa de uma menina nascida na quarta-feira (28). O delegado Cristiomário Medeiros disse que acredita que a mulher queria ficar com o bebê para si, já que aparece como mãe da criança no documento (veja acima). A menina sequestrada já foi entregue de volta à mãe biológica.

O delegado destaca que não há dúvidas de que a certidão seja falsa. O documento mostra que a criança teria nascido em Sobradinho (DF), cidade onde a suspeita e a mãe do bebê sequestrado moram, e foi registrada no Gama, também no Distrito Federal. No registro, ela aparece como mãe da menina chamada Isabele dos Santos Silva.

“Vamos investigar como ela conseguiu esse documento e vamos intimar algumas pessoas que tiveram contato com ela que possam ajudar nas investigações”, disse o delegado ao G1.

Durante depoimento à Polícia Civil, a suspeita optou por não responder às perguntas do delegado e ficou em silêncio. “Ela não confessa e nem nega o crime. Também não explica a razão de ter levado a criança e nem para onde a estava levando”, detalhou.

Mulher é presa em Planaltina (GO) suspeita de sequestrar bebê no DF (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Mulher é presa em Planaltina (GO) suspeita de sequestrar bebê no DF (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Mulher é presa em Planaltina (GO) suspeita de sequestrar bebê no DF (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Ainda conforme o delegado, a Polícia Civil acredita que ela vinha procurando um bebê nas cidades do Entorno do Distrito Federal. Ele afirma que recebeu informações de que a suspeita já tinha até um berço em casa.

“Essa mulher tinha tido contato com a mãe da criança oferecendo emprego, dizia que era assistente social e que estava ali para dar um apoio se ela precisasse de ajuda. Fez isso para se aproximar dela. Um casal aqui da cidade que tem um bebê veio hoje nos informar que ela já havia se aproximado deles também oferecendo auxílio. Acreditamos que ela tenha premeditado tudo”, afirmou.

Medeiros disse ainda que a mulher foi autuada por uso de documento falso e sequestro qualificado, já que a vítima foi uma criança. O delegado informou ainda que não sabe se a mulher deve seguir presa em Goiás ou se será transferida para o Distrito Federal.

Prisão

A Polícia Militar de Goiás conseguiu prender a suspeita após receber uma denúncia. Com a mulher, a equipe recuperou o bebê de 3 meses de vida e o levou para o Hospital Municipal Santa Rita de Cássia.

“A PM conseguiu prendê-la antes dela entrar em um táxi. Ela não resistiu à prisão, foi examinada em um hospital da cidade, que não constatou quaisquer ferimentos nela ou no bebê”, confirmou o delegado.

Vídeo mostra momento em que bebê foi sequestrado

Vídeo mostra momento em que bebê foi sequestrado

Crime

O sequestro da bebê aconteceu na manhã desta quinta, enquanto a mãe da criança fazia um exame médico em uma clínica particular de medicina do trabalho no Conic, no Setor de Diversões Sul, em Brasília. As imagens das câmeras de segurança, que mostram a mãe e a suspeita entrando juntas no prédio, são do condomínio onde ficam os consultórios (assista acima).

Funcionários da clínica disseram ao G1 que, ao sair da sala da médica, depois do exame, a mãe da criança perguntou pela mulher que a acompanhava. Como ninguém soube informar, aos gritos, ela teria dito que sequestraram o bebê.

Parentes da vítima afirmam que a suspeita de ter levado a criança é conhecida da família. Ela teria frequentado a casa da mãe do bebê durante uma semana.

Segundo informações de um tio da criança, a suspeita entregou uma cesta básica no valor de R$150 para a família dele. A mulher teria também oferecido um emprego para a mãe do bebê, que trabalha como faxineira.

O tio da menina disse ainda que a irmã dele e a mulher se conheceram em um posto de saúde, em Sobradinho, no DF

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Cidades têm protestos contra reformas do governo Temer

Pelo menos 21 estados e o DF registraram atos, como bloqueios de vias e paralisação de serviços.

Na manhã desta sexta-feira (30), cidades de 21 estados e o Distrito Federal tiveram protestos contra as reformas trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo de Michel Temer.

Foram registrados atos no DF e nos seguintes estados: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

Veja a situação em cada estado (lista em atualização):

ALAGOAS

Por volta das 6h, manifestantes fecharam os dois sentidos da Avenida Fernandes Lima, em Maceió. Também houve bloqueio na Avenida Assis Chateaubriand, no Pontal da Barra. A organização do movimento e a polícia não informaram o número de pessoas nos atos.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a BR-101 em Rio Largo, no km 75, foi bloqueada às 5h40 e liberada às 7h40.

Rodoviários paralisam as atividades entre as 8h e 12h. Servidores da Eletrobras e da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) também aderiram à paralisação.

Pista em frente a Eletrobras foi interditada com pneus (Foto: Heliana Gonçalves/TV Gazeta)Pista em frente a Eletrobras foi interditada com pneus (Foto: Heliana Gonçalves/TV Gazeta)

Pista em frente a Eletrobras foi interditada com pneus (Foto: Heliana Gonçalves/TV Gazeta)

BAHIA

Rodoviários pararam os ônibus em fila na Avenida ACM (região do Iguatemi), no sentido Paralela, em Salvador, por volta das 6h30. Um grupo de manifestantes fechou todas as vias da região. Em outros locais da cidade, os ônibus circulam normalmente. O ato foi organizado por centrais sindicais e movimentos sociais.

A estação de trens do Subúrbio de Salvador não abriu nesta sexta-feira e não há circulação dos veículos ferroviários. Mas o sistema de metrôs opera normalmente.

Na região metropolitana, manifestantes bloquearam o cruzamento da região de Mataripe, em Madre de Deus, por volta das 5h.

Dia de paralisações: manifestantes param o trânsito na região do Iguatemi

Dia de paralisações: manifestantes param o trânsito na região do Iguatemi

CEARÁ

Protestos fecharam vias de Fortaleza nesta manhã. Houve congestionamentos nas Avenidas 13 de Maio, da Universidade, Visconde do Rio Branco, Imperador e Domingos Olímpio em Fortaleza. Servidores do Sindicato de Trabalhadores Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) pararam cerca de 15 ônibus e esvaziaram os pneus dos coletivos.

Bancários aderiram à paralisação. A concentração dos grevistas acontece a partir das 9h, na Praça da Bandeira, no Centro de Fortaleza.

DISTRITO FEDERAL

O Distrito Federal amanheceu com estações do metrô fechadas. Os ônibus de todas as empresas também permaneceram nas garagens, apesar da determinação da Justiça para manter 50% do serviço.

Na BR-020, próximo ao Setor Mestre D’Armas, em Planaltina, manifestantes colocaram fogo em pneus por volta das 6h30. Nas rodovias do DF, as faixas exclusivas foram liberadas mesmo em horário de pico.

Bancários, professores e servidores da Universidade de Brasília aderiram à paralisação.

Faixas em frente à Eletronorte avisam que servidores estão em greve (Foto: Letícia Carvalho/G1)Faixas em frente à Eletronorte avisam que servidores estão em greve (Foto: Letícia Carvalho/G1)

Faixas em frente à Eletronorte avisam que servidores estão em greve (Foto: Letícia Carvalho/G1)

ESPÍRITO SANTO

Manifestantes bloquearam uma via em frente à Rodoviária de Vitória, e houve confronto com a Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral. O grupo seguiu em passeata pela cidade, até a região do aeroporto.

Ônibus circulam normalmente na Grande Vitória. No campus Goiabeiras da Ufes, estudantes, docentes e técnicos-administrativos bloqueiam as entradas de carros. Portões trancados impediam a entrada de alunos.

Protesto na Avenida Vitória (Foto: Kaique Dias/ CBN Vitória)Protesto na Avenida Vitória (Foto: Kaique Dias/ CBN Vitória)

Protesto na Avenida Vitória (Foto: Kaique Dias/ CBN Vitória)

GOIÁS

Manifestantes bloquearam a saída de ônibus de uma garagem em Goiânia durante a madrugada e o início da manhã, prejudicando a circulação. Devido aos protestos previstos para o Centro da capital goiana, algumas rotas foram alteradas, e nenhuma linha está atendendo a região.

MARANHÃO

Grupos bloquearam os quatro portões de acesso ao Porto do Itaqui, em São Luís, e que é um dos principais entrepostos comerciais do Maranhão. Nem a Polícia Militar, nem a organização do protesto divulgaramo número de manifestantes.

Categorias como as dos bancários, professores da rede pública estadual, vigilantes, petroleiros, motoristas e cobradores de ônibus, metalúrgicos,disseram que cruzam braços nesta sexta.

MINAS GERAIS

Protestos interrompem funcionamento do metrô e bloqueiam avenidas na Grande Belo Horizonte. O sindicato dos metroviários informou que o metrô fica parado da 0h às 11h59. Os ônibus estão funcionando normalmente.

Manifestantes colocaram fogo em pneus na Avenida Cristiano Machado, no bairro Palmares, na Região Nordeste de Belo Horizonte. O protesto foi no sentido Centro. A via foi liberada às 8h. A Avenida Padre Pedro Pinto, em frente à Estação Venda Nova, chegou a ser interditada, mas foi liberada às 7h30.

Em Contagem, na Grande BH, manifestantes bloquearam a Avenida Cardeal Eugênio Pacelli, no bairro Cidade Industrial. Na mesma cidade, outro grupo de manifestantes causava congestionamento no tráfego na Rodovia Fernão Dias, no sentido BH.

Protestos interrompem funcionamento do metrô e bloqueiam avenida na Grande BH

Protestos interrompem funcionamento do metrô e bloqueiam avenida na Grande BH

PARÁ

Rodoviários paralisaram as atividades e faziam protestos desde a madrugada na região metropolitana de Belém. O sindicato promete impedir a saída de veículos – afetando o transporte de cerca de 1 milhão de pessoas. Vans fazem o transporte alternativo cobrando preços mais altos.

PARAÍBA

Protestos contra o presidente Michel Temer fecharam ruas, rodovias e o Terminal de Integração nas primeiras horas desta sexta-feira em João Pessoa. Após liberar o terminal de ônibus do Varadouro, os manifestantes ocuparam o entorno do Parque da Lagoa, no Centro, e inteditaram o trânsito no local. Segundo organização do protesto, cerca de 300 pessoas participam da manifestação. A PM não divulgou estimativa.

A rodovia BR-101, no trecho no km 123, próximo a João Pessoa, foi interditada às 8h, segundo Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em Campina Grande, manifestantes interromperam a saída dos ônibus da garagem da maior empresa de transporte coletivo da cidade. O Terminal de Integração, contudo, estava funcionando normalmente até as 7h desta sexta-feira.

Manifestantes contra presidente Michel Temer e reformas ocuparam ruas de João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)Manifestantes contra presidente Michel Temer e reformas ocuparam ruas de João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Manifestantes contra presidente Michel Temer e reformas ocuparam ruas de João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

PARANÁ

Sindicalistas e trabalhadores fazem protestos em Curitiba e algumas cidades do interior do Paraná. Metalúrgicos protestaram durante a manhã por cerca de duas horas. Funcionários da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) também se manifestaram em frente à empresa e seguiram em direção à BR-476. O trecho está totalmente interditado, nos dois sentidos, desde as 8h40. Na capital, os ônibus do transporte coletivo funcionam normalmente desde o início da manhã.

Em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, os ônibus do transporte coletivo foram impedidos de sair das garagens no início da manhã. Às 7h, os veículos começaram a sair das garagens.

Em Londrina, na região norte, os acessos ao Terminal Central foram bloqueados por volta das 6h, e os ônibus estão sendo liberados aos poucos.

Trabalhadores da Repar interditaram a BR-476, em Araucária (Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos )Trabalhadores da Repar interditaram a BR-476, em Araucária (Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos )

Trabalhadores da Repar interditaram a BR-476, em Araucária (Foto: Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos )

PERNAMBUCO

Rodovias federais foram bloqueadas no estado durante a manhã. Na região metropolitana do Recife, as BRs 101 Norte e Sul foram afetadas por manifestações, assim como a BR-232, em Bonança, a BR-428, em Paudalho, e a BR-428, em Petrolina.

Na área central da capital, houve bloqueios em avenidas – um grupo de manifestantes ateou fogo na pista da Avenida Cruz Cabugá. O Metrô funciona em esquema especial – fica parado entre as 9h e as 16h. Os ônibus não pararam, mas o serviço do BRT do Corredor Norte-Sul foi paralisado para evitar que os passageiros ficassem presos nas estações pelos protestos.

No Agreste pernambucano, manifestantes do MST fecharam um trecho da BR-232 em São Caetano. Eles colocaram fogo em pneus dos dois lados da pista.

Manifestantes bloquearam os dois lados da BR-232 em São Caetano (Foto: Anderson Melo / TV Asa Branca )Manifestantes bloquearam os dois lados da BR-232 em São Caetano (Foto: Anderson Melo / TV Asa Branca )

Manifestantes bloquearam os dois lados da BR-232 em São Caetano (Foto: Anderson Melo / TV Asa Branca )

PIAUÍ

Motoristas e cobradores do transporte público de Teresina paralisaram atividades às 6h e bloquearam as principais vias no Centro da cidade. A categoria e Polícia Militar ainda não informaram o número de participantes no ato. Durante o movimento, apenas 30% da frota será mantida, e a maioria dos veículos só volta a circular por volta das 12h.

Motoristas e cobradores paralisaram as atividades duranteprotesto em Teresina (Foto: Felipe Pereira/G1 PI)Motoristas e cobradores paralisaram as atividades duranteprotesto em Teresina (Foto: Felipe Pereira/G1 PI)

Motoristas e cobradores paralisaram as atividades duranteprotesto em Teresina (Foto: Felipe Pereira/G1 PI)

RIO DE JANEIRO

Protestos em vias importantes dificultavam a circulação no Rio de Janeiro nesta manhã. A cidade entrou em estágio de atenção por causa dos protestos e do trânsito acima do previsto.

Manifestantes fecharam a Linha Vermelha, a saída para a Avenida Brasil da Ponte Rio-Niterói, a própria Avenida Brasil e o acesso ao aeroporto do Galeão. Houve uma manifestação no saguão do aeroporto Santos Dumont.

Metrô, trem, VLT, BRT e ônibus funcionavam normalmente pela manhã. Segundo as operadoras, eles foram reforçados para absorver o aumento da demanda devido aos bloqueios em grandes vias. A Prefeitura recomenda que a população utilize o transporte público para circular.

No interior do estado, um protesto fechou a BR-356 em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Cerca de 60 pessoas participaram do ato.

Avenida Brasil congestionada devido a manifestação no Rio (Foto: Reprodução/Globo)Avenida Brasil congestionada devido a manifestação no Rio (Foto: Reprodução/Globo)

Avenida Brasil congestionada devido a manifestação no Rio (Foto: Reprodução/Globo)

RIO GRANDE DO NORTE

Natal amanheceu sem ônibus nesta sexta. Apesar de o Tribunal Regional do Trabalho do RN ter determinado que pelo menos 70% da frota fossem colocados em circulação, os veículos não deixaram as garagens. Foram registrados bloqueios em cinco municípios: Natal, Ceará-Mirim, Maxaranguape, João Câmara e Mossoró.

Professores de escolas municipais de Natal, bancários, policiais civis e trabalhadores da saúde aderiram à paralisação.

Ônibus não deixaram as garagens na manhã desta sexta em Natal (Foto: Ricardo Paulo )Ônibus não deixaram as garagens na manhã desta sexta em Natal (Foto: Ricardo Paulo )

Ônibus não deixaram as garagens na manhã desta sexta em Natal (Foto: Ricardo Paulo )

RIO GRANDE DO SUL

Protestos bloquearam garagens de ônibus e rodovias pelo Rio Grande do Sul. Por volta das 6h45, a saída das garagens de todas as linhas de Porto Alegre foram liberadas, conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Sete ônibus foram apedrejados pela manhã.

Também há interrupção no trânsito de ruas e avenidas de Porto Alegre. O serviço de trens entre Porto Alegre e Novo Hamburgo foi interrompido na madrugada, mas retomado por volta das 6h30, com passe livre.

Em Sarandi, no Norte do estado, manifestantes queimaram pneus na altura do km 144 da BR-386, o que provocou uma interdição parcial.

Professores de escolas estaduais e municipais, bancários e parte dos serviçores da Justiça aderiram à paralisação.

Ônibus da Carris foi apedrejado na saída de garagem em Porto Alegre (Foto: Reprodução/RBS TV)Ônibus da Carris foi apedrejado na saída de garagem em Porto Alegre (Foto: Reprodução/RBS TV)

Ônibus da Carris foi apedrejado na saída de garagem em Porto Alegre (Foto: Reprodução/RBS TV)

RORAIMA

Manifestantes bloqueiam duas avenidas de Boa Vista – Av. Brigadeiro Eduardo Gomes e Av. Venezuela, trecho urbano da BR-174. As vias foram fechadas às 6h. De acordo com a o presidente da Central Sindical e Popular Conlutas de Roraima, Kardec Jackson, 50 pessoas participavam do ato até as 8h. A Polícia Militar não acompanha o protesto.

Professores da capital, bancários e trabalhadores da saúde aderiram à paralisação.

Manifestantes bloqueiam Avenida Venezuela, em Boa Vista (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)Manifestantes bloqueiam Avenida Venezuela, em Boa Vista (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

Manifestantes bloqueiam Avenida Venezuela, em Boa Vista (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)

SANTA CATARINA

Pelo menos três rodovias registram bloqueios no início da manhã no estado. Na Grande Florianópolis, os ônibus pararam de circular às 8h e só devem voltar às 11h. À tarde também está prevista outra paralisação de duas horas.

Na BR-282, houve confronto entre a polícia e manifestantes. Bombas de efeito moral foram jogadas para tentar liberar o trânsito. Duas pessoas ficaram feridas, segundo os participantes. Após ação da PM, por volta de 6h50, o grupo se dispersou, e a rodovia foi liberada. Os manifestantes afirmam que o ato teve aproximadamente 200 manifestantes. A PRF falou em 50 pessoas.

Em Navegantes, a BR-470 foi totalmente bloqueada no km 08 por uma hora e meia, desde as 5h30. Cerca de 200 pessoas estavam na rodovia, segundo a PRF, e aproximadamente 400, segundo os manifestantes. Por volta das 7h, outro grupo bloqueou o km 110 no sentido Norte da BR-101. A PRF disse que a rodovia foi liberada às 8h.

Em Chapecó, os ônibus das primeiras horas da manhã não foram até o terminal urbano. Em Araranguá, no Sul, trabalhadores fazem uma caminhada pelas ruas da cidade com cerca de 1 mil pessoas, de acordo com organizadores. A PM não fez estimativa.

Manifestantes bloqueiam a Via Expressa, em Florianópolis

Manifestantes bloqueiam a Via Expressa, em Florianópolis

SÃO PAULO

O transporte público funcionava normalmente na Grande São Paulo, mas manifestantes interditaram vias e rodovias da região desde cedo – Anchieta e Régis Bittencourt foram afetadas. Acessos aos aeroportos de Congonhas, na Zona Sul, e de Cumbica, em Guarulhos, foram bloqueados, e manifestantes chegaram a entrar no saguão de Congonhas.

No Centro da capital paulista, houve bloqueio na Avenida São João e a Polícia Militar jogou bombas de gás contra os manifestantes.

Manifestantes protestam no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Centrais sindicais e movimentos sociais convocaram para hoje, 30, uma nova greve geral em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista, propostas pelo governo Temer (Foto: Nelson Antoine/Estadão Conteúdo)Manifestantes protestam no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Centrais sindicais e movimentos sociais convocaram para hoje, 30, uma nova greve geral em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista, propostas pelo governo Temer (Foto: Nelson Antoine/Estadão Conteúdo)

Manifestantes protestam no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Centrais sindicais e movimentos sociais convocaram para hoje, 30, uma nova greve geral em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista, propostas pelo governo Temer (Foto: Nelson Antoine/Estadão Conteúdo)

Interior de SP

Na Baixada Santista, sindicalistas e trabalhadores fizeram protestos e bloquearam vias de Santos e São Vicente. Além da paralisação das centrais sindicais, trabalhadores do Porto de Santos iniciaram uma greve de 48 horas nesta sexta.

Na região de Campinas, houve bloqueio de vias e a Rodovia Santos Dumont (SP-075) foi interditada. Petroleiros da Replan, em Paulínia, iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta manhã.

Centrais sindicais também fecharam uma avenida e uma rodovia em Jundiaí. Em Sorocaba, transportes urbano, intermunicipal, rodoviário e de fretamento estavam 100% parados.

Em Itapetininga, serviços de transporte urbano, intermunicipal, rodoviário, de fretamento e de cargas também pararam, afetando cidades da região.

Em Limeira, a paralisação do transporte público afetava cerca de 50% da frota.

No Vale do Paraíba, manifestantes bloquearam a Rodovia Presidente Dutra e a entrada de fábricas na região de Pindamonhangaba. Ônibus circulam normalmente nas cidades da região.

SERGIPE

Três trechos da BR-101 foram fechados nesta manhã, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Organizadores e polícia não informaram quantas pessoas participaram dos atos.

Em Aracaju, ônibus não circulam desdes as primeiras horas do dia. Houve atos na ponte do Conjunto João Alves Filho, município de Nossa Senhora do Socorro, que faz divisa com a capital e na Rodovia Marechal Rondon, em frente à garagem de uma empresa de ônibus, no município de São Cristóvão (SE).

Bancários, professores, trabalhadores da saúde e servidores da Justiça aderiram à paralisação.

Manifestantes na ponte entre os municípios de Nossa Senhora do Socorro e Aracaju, em Sergipe (Foto: Lanne Pacheco)Manifestantes na ponte entre os municípios de Nossa Senhora do Socorro e Aracaju, em Sergipe (Foto: Lanne Pacheco)

Manifestantes na ponte entre os municípios de Nossa Senhora do Socorro e Aracaju, em Sergipe (Foto: Lanne Pacheco)

http://g1.globo.com/politica/noticia/cidades-tem-protestos-contra-reformas-do-governo-temer.ghtml

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Absolvição de Vaccari abre brecha para revisão de delações

Para especialistas, decisão pode resultar em insegurança jurídica

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto – Ailton de Freitas / Agência O Globo / 9-4-2015

SÃO PAULO – A absolvição na segunda instância do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto de uma pena de 15 anos e quatro meses de prisão, num dos processos em que foi condenado na Lava-Jato, abre brecha para a revisão de outras condenações baseadas em delações premiadas e o conjunto de provas necessário para uma sentença. A Lei 12.850/13, que instituiu a colaboração premiada, afirma que “nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador”.

Na avaliação da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), neste caso, não foram apresentadas provas suficientes para embasar as palavras dos delatores sobre a participação de Vaccari no repasse de propina como doação registrada ao PT e por meio de empresas de fachada do empresário Adir Assad. A Procuradoria-Regional da República da 4ª Região vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pedirá a revisão do entendimento ao STJ. A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba não comentou a decisão.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO veem o risco de insegurança jurídica. Maurício Stegemann Dieter, professor de criminologia da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, disse que a absolvição é um episódio de insegurança jurídica em função da enorme distância entre a condenação em primeira instância — 15 anos e quatro meses de prisão — e a absolvição por ausência de provas.

— Como podemos ter um sistema jurídico com esse grau de oscilação? Não é uma questão de forma, mas de conteúdo, que mostra a fragilidade da hipótese construída para a condenação. Alguém não fez o dever de casa.

O professor afirma que a decisão do TRF-4 é um sinal amarelo na Lava-Jato para a banalização e vulgarização do conceito de provas.

— Foi uma decisão corajosa do TRF-4 e este é o momento de maior contestação para a Lava-Jato. Nem o Supremo Tribunal Federal deu um recado tão claro ao sistema probatório discutido na Lava-Jato — diz Dieter, lembrando que a Justiça brasileira já trabalha com um padrão de provas baixo, pois criminosos comuns são condenados, muitas vezes, apenas com base na palavra de policiais.

O advogado Thiago Bottino, da FGV Rio, afirma que, se eventualmente existirem outras condenações na Lava-Jato com base apenas na palavra de delatores, outras sentenças poderão ser revistas. Lembra que a acusação do delator, isolada, tem peso zero e o TRF-4 reafirmou que a lei tem de ser seguida.

Bottino alerta que o fato de vários colaboradores falarem a mesma coisa não dispensa a necessidade de comprovarem o que dizem.

— O MPF precisará ter olhar mais cético sobre as palavras dos delatores de agora em diante. É preciso convencer os outros, não apenas o juiz Sergio Moro, e isso poderá fazer com que sejam mais cautelosos.

O advogado Cezar Roberto Bitencourt, que defende o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e é autor de artigos sobre o uso da colaboração premiada, diz que a questão é simples: a lei que exige provas para corroborar a palavra de delatores e precisa ser respeitada. Na avaliação dele, a 8ª turma do TRF-4 é dura e rígida.

VACARI: “ESTOU BEM”

Essa decisão não produz outros efeitos sobre a Lava-Jato, diz ele, pois “cada caso é um caso” e, sempre que houver provas, a palavra dos delatores será validada:

— Isso não vai acabar com a Lava-Jato. Estamos falando da seriedade de produção de provas, que deve ser robusta.

O ex-tesoureiro do PT está preso desde 15 de abril de 2015. Além desta ação na qual foi absolvido em segunda instância, foi condenado em outros quatro processos na Lava-Jato. Ele recebeu penas que variam entre seis e dez anos de prisão entre maio de 2017 e junho deste ano. Ontem, Vaccari mandou uma mensagem a um grupo que foi até sua prisão, em Curitiba, achando que ele seria solto.

— Estou bem (..) Vou sair daqui — disse o ex-tesoureiro do PT.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/absolvicao-de-vaccari-abre-brecha-para-revisao-de-delacoes-21532436#ixzz4lOe2SAF3

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Câmera e gravador foram localizados por um trabalhador perto da mesa de reuniões durante uma reforma. Polícia investiga quando foram instalados.

Escuta é encontrada no gabinete do prefeito de Pinhal Grande

Escuta é encontrada no gabinete do prefeito de Pinhal Grande

Aparelhos de escuta foram encontrados dentro do gabinete do prefeito da cidade de Pinhal Grande, na Região Central do Rio Grande do Sul.

Foram encontradas uma micro-câmera e um gravador instalados dentro de tomadas que ficam em frente a uma mesa usada para reuniões. Os aparelhos foram localizados por um trabalhador que realizava reformas no gabinete.

“As decisões para a cidade são tomadas dentro do gabinete, então a gente fica surpreso porque não está tirando só a intimidade minha de prefeito, mas sim a intimidade de toda a população do município”, reclama o prefeito da cidade Luiz Burin.

A perícia analisa o material para determinar há quanto os equipamentos estavam no gabinete, e se ainda estavam funcionando. No entanto, a Polícia Civil acredita que a instalação tenha ocorrido durante a administração passada.

Em um dos equipamentos que faz parte da câmera, a data de instalação consta como dezembro de 2008. Além disso, os equipamentos apresentam vestígios de tinta de cor diferente da atual no gabinete.

“Já é um equipamento antigo, estava empoeirado e as pontas daqueles cabos que eram conectados a essa câmera e a esse ponto de escuta estavam cortados, davam para alguma outra sala contígua ao gabinete do prefeito, mas estavam cortados na outra extremidade, não estavam conectados a equipamento nenhum”, afirma o delegado José dos Santos Araújo.

A prefeitura pretende ainda contratar uma empresa para verificar se existem equipamentos instalados em outros locais.

Material analisado pela perícia (Foto: Reprodução/RBS TV)Material analisado pela perícia (Foto: Reprodução/RBS TV)

Material analisado pela perícia (Foto: Reprodução/RBS TV)

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/policia-investiga-equipamentos-de-escuta-encontrados-em-gabinete-de-prefeito-de-pinhal-grande.ghtml

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Vera Fischer fez lipoaspiração antes de ser internada com problemas respiratórios; atriz deve ter alta hoje

Internada com pneumonia, Vera Fischer deve ter alta hoje da Clínica São Vicente, na Gávea. A atriz havia se submetido a uma lipoaspiração no abdômen e a uma abdominoplastia uma semana antes de ser internada, o que pode tê-la deixado fragilizada. Vera pretende começar a ensaiar a peça “Doce pássaro da juventude” nas próximas semanas, assim que estiver 100%

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Governo envia ao Congresso proposta para liberar R$ 102 mi para emissão de passaportes

Serviço está suspenso desde terça porque atingiu limite de gastos previstos; segundo governo, emissão poderá ser retomada nos próximos dias após o reforço do orçamento.

Governo propõe crédito extra de R$ 102 milhões para normalizar emissão de passaportes

Governo propõe crédito extra de R$ 102 milhões para normalizar emissão de passaportes

O governo encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei que abre um crédito suplementar de R$ 102,4 milhões ao Ministério da Justiça para regularizar a emissão de passaporte. O serviço está suspenso desde as 22h de terça-feira (27) porque atingiu o limite de gastos previstos no Orçamento da União.

“Dada a urgência do tema, a Comissão Mista de Orçamento pode votar o PL ainda nesta semana e o Congresso Nacional na próxima semana. A abertura de crédito suplementar no orçamento só pode ser feita via projeto de lei e não medida provisória”, disse o Ministério do Planejamento, em comunicado, na quarta-feira (28).

Segundo o ministério, o serviço poderá ser retomado nos próximos dias após o reforço do orçamento.

A Polícia Federal anunciou que suspendeu a emissão de novos passaportes desde as 22h de terça-feira (27) devido à “insuficiência do orçamento”. Antes de isso acontecer, a PF diz que enviou ao menos 10 ofícios alertando o governo sobre a situação.

Somente serão emitidos os passaportes de emergência, ou seja, para situações que necessitem do documento de viagem e não possam comprovadamente esperar o prazo normal de confecção e entrega, como motivos de saúde, trabalho ou catástrofes naturais, por exemplo. Nos casos de emergência não entram os emitidos para viagens a turismo.

Para emitir um passaporte, é preciso pagar uma taxa de R$ 257,25 correspondente à emissão do documento. No caso de passaportes de emergência, a taxa sobe para R$ 334,42.

O motivo da suspensão da emissão de passaportes não é falta de verba, já que os brasileiros pagam a taxa de R$ 257,25 pelo documento. O problema passa pelo estouro do teto da Lei Orçamentária Anual.

Segundo a PF, a taxa que é paga pelos cidadãos para a emissão do passaporte não é destinada, necessariamente, ao serviço. O dinheiro vai para a Conta Única do Tesouro Nacional, que repassa parte da verba para o Funapol, fundo destinado para reaparelhamento da Polícia Federal. Para esse fundo vai não somente a taxa do passaporte, mas todas as outras que são cobradas pela Polícia Federal, como renovação de porte de arma ou as cobradas de empresas privadas de segurança, por exemplo.

A Polícia Federal informou que encaminhou pelo menos 10 ofícios este ano alertando o governo federal sobre a situação dos passaportes. O último foi enviado na terça-feira, assinado pelo diretor geral da PF e encaminhado para o Ministério da Justiça. No ofício, de três páginas, Leandro Daiello recomendou que o problema seja resolvido por meio de medida provisória, e anexou os recibos dos outros ofícios que já tinham sido enviados alertando sobre o problema.

Como se trata da LDO e da LOA, o problema só pode ser resolvido por projeto de lei ou por medida provisória.

O governo federal não faz uso de medida provisória para resolver problemas da LDO e da LOA. A única solução, portanto, seria o projeto de lei, cujo processo é demorado porque depende da elaboração e aprovação no Congresso.