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Janot diz em parecer não ter dúvidas sobre culpa de Temer

Afirmação foi feita em documento entregue ao STF sobre Rocha Loures

BRASÍLIA — A previsão é que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereça nesta segunda-feira ou, no máximo, na terça-feira denúncia contra o presidente Michel Temer no Supremo Tribunal Federal (STF). Este será o primeiro passo para que o presidente possa se tornar réu. Em documento protocolado na semana passada, Janot já deu indicativos de que não vai aliviar nas acusações. Entre outras coisas, o procurador-geral disse que não há dúvida de que Temer cometeu crime de corrupção e sugeriu que a manutenção dele na Presidência contribui para a continuidade do cometimento de crimes.

A avaliação de Janot foi feita em um documento de 93 páginas em que ele defendeu a manutenção da prisão de Rochas Loures, ex-deputado e ex-assessor de Temer, apontado como o “homem da mala” do presidente. No texto, Janot disse que é “hialina”, ou seja, cristalina, a atuação conjunta dos dois nos crimes apontados na delação dos executivos do frigorífico JBS.

 

Janot alegou que, caso seja solto, Rocha Loures pode voltar a cometer crimes para ajudar Temer. “Não é lógico nem razoável inferir que o elevado potencial de reiteração delitiva do agravante (Rocha Loures) estaria neutralizado pelo fato de não mais dispor de seu mandato parlamentar. Michel Temer permanece em pleno exercício de seu mandato como Presidente da República”, disse o procurador-geral, concluindo: “o homem ‘da mais estrita confiança’ do atual chefe do Poder Executivo não mede esforços para servi-lo em atos ignóbeis de corrupção passiva e outras negociatas escusas”.

Temer foi gravado, sem saber, por Joesley Batista, dono da JBS. No encontro, Temer sugere que o empresário mantenha boa relação com Eduardo Cunha e elogia quando Joesley diz estar “segurando” dois juízes. Além disso, o empresário pede ajuda para defender seus pleitos no governo e Temer indica Rocha Loures como interlocutor para tudo que o empresário precisar. Segundo Janot, as respostas do presidente, concordando com as práticas do empresário, “foram espontâneas e bastante suspeitas”.

“Não se sustenta, portanto, a versão dada por Michel Temer em seus pronunciamentos públicos segundo a qual indicou Rodrigo Loures para ‘se livrar’ de Joesley, uma vez que as provas demonstram que na verdade a conversa no Palácio do Jaburu foi apenas o ponto de partida para as solicitações e recebimentos de vantagens indevidas que viriam em sequência”, escreveu Janot, finalizando: “quando Michel Temer afirma que ‘não há crime, meus amigos, em ouvir reclamações e me livrar do interlocutor, indicando outra pessoa para ouvir as suas lamúrias’, reconhece que de fato indicou Rodrigo Loures a Joesley Batista”.

De acordo com o procurador-geral, são fartas as provas da atuação do ex-assessor. “Através dele, Temer operacionaliza o recebimento de vantagens indevidas em troca de favores com a coisa pública”, disse Janot, concluindo não haver “ressaibo”, ou seja, vestígio, de “dúvida da autoria de Temer no crime de corrupção”. Como mostra da confiança de Temer em Rocha Loures, Janot destacou sua ida para a Câmara, quando ocupou por alguns meses o cargo de deputado. O ex-assessor era suplente, mas assumiu o cargo enquanto o titular, Osmar Serraglio, ficou à frente do Ministério da Justiça.

LOURES REPRESENTAVA TEMER

“Não se trata aqui de ‘venda de fumaça’, ou seja, de alguém propagandeando uma suposta influência em relação a um agente público”, avaliou Janot, acrescentando: “Loures, que estava ocupando função de confiança no gabinete de Temer no Palácio do Planalto, foi remanejado por interesse de Temer para a Câmara dos Deputados. E mais, representava Temer em diversas articulações políticas a pedido deste, conforme amplamente noticiado na imprensa.”

 

Janot destacou a longa relação entre os dois. Em 2011, quando Temer assumiu o cargo de vice-presidente, ele convidou Rocha Loures para ser seu chefe de gabinete. Em 2014, Temer gravou um vídeo pedindo voto para o ex-assessor, que na época disputava a eleição para deputado. Apesar do esforço, Rocha Loures ficou apenas na suplência. Em 2015, ele se tornou chefe da assessoria parlamentar de Temer na vice-presidência. No mesmo ano, foi nomeado chefe de gabinete da Secretaria de Relações Institucionais. “Todos estes fatos ilustram proximidade e relação de confiança entre os dois denunciados”, concluiu o procurador-geral.

Em outro trecho do documento, Janot voltou a dizer algo que já tinha registrado em outro parecer. Segundo ele, Temer teria feito uma confissão extrajudicial quando, em pronunciamentos, reconheceu ter se encontrado com Joesley e confirmou o teor da gravação feita pelo empresário.

Janot também citou um dos trechos das conversas gravadas de Rocha Loures, em que ele diz que estavam obstruído “os canais tradicionais” de propina: José Yunes e o coronel aposentado da PM paulista João Baptista Lima Filho, ambos amigos de Temer, corroborando a acusação de que o presidente foi beneficiado.

No documento, Janot aponta ainda duas contradições de Temer. Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” em maio, o presidente disse ter achado que Joesley queria se encontrar com ele para tratar da Operação Carne Fraca, que apura irregularidades em frigoríficos. Mas a reunião ocorreu antes da operação se tornar pública. Depois, a assessoria de Temer explicou que ele se confundiu. A outra contradição ocorreu quando o presidente negou ter viajado em um avião de Joesley em 2011 para Comandatuba, na Bahia, dizendo que o percurso foi feito em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Depois, teve que desmentir a informação, comunicando que tinha viajado em avião particular, embora não soubesse quem era o dono.

Uma vez protocolada a denúncia de Janot no STF, é preciso ainda aval de dois terços dos deputados — 342 de 513 — para que ela tenha prosseguimento. O regimento da Câmara diz que cabe à presidente do STF, Cármen Lúcia, enviá-la ao Congresso. O regimento do tribunal diz que o relator, o ministro Edson Fachin, pode fazer o encaminhamento sozinho. Fachin vai definir a forma como isso ocorrerá até a chegada da denúncia à corte. Entre outros pontos, ele está analisando se abre prazo para Temer se manifestar antes de o caso seguir ao Congresso.

O presidente é investigado no STF por corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa. Há a possibilidade de Janot fatiar a denúncia, iniciando pelo crime de corrupção. Na última sexta-feira, a Polícia Federal (PF) terminou a perícia da gravação da conversa entre Joesley e Temer, concluindo que não houve edição, mas ela ainda não foi juntada ao processo. Assim, a denúncia pelos outros dois crimes pode ficar para depois.

O GLOBO não conseguiu entrar em contato com Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Temer. Mas desde que o encontro entre o presidente e Joesley foi revelado, tanto Temer como Mariz vêm negando as acusações.

A TRAMITAÇÃO NA CÂMARA

STF remete pedido à Câmara: O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, enviará ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de abertura do processo. A presidente do STF, Cármen Lúcia, encaminhará o pedido à Câmara dos Deputados.

Defesa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebe o pedido e o encaminha à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A partir daí, a defesa de Temer terá o prazo de dez sessões da Câmara para, se quiser, enviar argumentos de defesa.

 

CCJ analisa. O presidente da CCJ indicará um relator para o caso. A CCJ tem o prazo de cinco sessões (estendível por mais duas sessões por eventual pedido de vistas) para votar o parecer, a favor ou contra o prosseguimento da denúncia.

Votação no plenário. Seja qual for o resultado na CCJ, o parecer será votado no plenário da Casa. Para que seja dada autorização de abertura do processo, são necessários os votos de 342 deputados (dois terços dos 513 parlamentares).

Resultado. Se a Câmara aprovar a abertura de processo, o caso volta para o STF. Assim que o Supremo instaurar a ação penal, Temer se torna réu e terá de se afastar do cargo por até 180 dias. Se a Câmara vetar a abertura do processo, a ação fica suspensa até o fim do mandato do presidente.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/janot-diz-em-parecer-nao-ter-duvidas-sobre-culpa-de-temer-21518728#ixzz4l6r0oI1e
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Prouni do 2º semestre tem nova lista de convocados nesta segunda-feira

Convocados devem apresentar documentos nas universidades a partir desta segunda

O Ministério da Educação vai divulgar nesta segunda-feira (26) a segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre de 2017. Não há um horário definido em edital para que os resultados estejam disponíveis.

Os alunos convocados devem apresentar a documentação nas instituições de ensino a partir desta segunda (veja o calendário abaixo). Quem não cumprir os prazos, perderá o direito à bolsa.

Nesta edição são oferecidas 147.492 bolsas, sendo 67.603 integrais e 79.889 parciais em instituições particulares de ensino superior. A seleção é feita a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), levando em conta critérios socioeconômicos da família do estudante.

A lista de convocados na primeira chamada foi divulgada no dia 12 de junho.

No ano passado, na edição do meio do ano, foram oferecidas oferecidas 125.442 bolsas, sendo 57.092 integrais e 68.350 parciais ofertadas em 22.967 cursos de 901 instituições de ensino superior.

Para disputar uma bolsa parcial ou integral é necessário ter média de 450 pontos de nota mínima no Enem, ter sido aluno de escola pública ou bolsista na particular, e obedecer a alguns critérios socioeconômicos.

A bolsa integral é destinada aos estudantes que possuem renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Já o teto da bolsa parcial, de 50% do valor da mensalidade, é de até três salários mínimo.

Calendário do Prouni 2017.2

Veja abaixo das datas:

  • Resultado da segunda chamada: 26 de junho
  • Comprovação de informações: 26 a 30 de junho
  • Prazo para manifestar interesse em participar da lista de espera: 7 a 10 de julho
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Palocci é condenado a 12 anos de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato

Sentença do juiz Sérgio Moro saiu na manhã desta segunda-feira (26).

O juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância – condenou o ex-ministro Antonio Palocci a 12 anos e 2 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A sentença é desta segunda-feira (26).

O ex-ministro foi preso na 35ª fase da operação, batizada de Omertà e deflagrada no dia 26 de setembro de 2016. Atualmente, está detido no Paraná.

O G1 tenta contato com a defesa de Palocci.

Reús

Além de Palocci, o ex-assessor dele, Branislav Kontic, o empresário Marcelo Odebrecht e outros 11 eram réus nesta ação penal. Eles respondiam por crimes como corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O processo

O processo apurava se Palocci recebeu propina para atuar em favor do Grupo Odebrecht, entre 2006 e 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal.

Palocci é acusado de intermediar propinas pagas pela Odebrecht ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ex-executivos da empreiteira afirmaram que o codinome “Italiano”, que aparece em uma planilha ao lado de valores, fazia referência a Palocci. Ele nega ser o “Italiano”.

Veja a lista completa dos réus e dos crimes:

  • Antonio Palocci – corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Branislav Kontic – corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Marcelo Odebrecht – corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
  • Fernando Migliaccio da Silva – lavagem de dinheiro;
  • Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho – lavagem de dinheiro;
  • Luiz Eduardo da Rocha – lavagem de dinheiro;
  • Olivio Rodrigues Junior – lavagem de dinheiro;
  • Marcelo Rodrigues – lavagem de dinheiro;
  • Mônica Moura – lavagem de dinheiro e corrupção passiva;
  • João Santana – lavagem de dinheiro e corrupção passiva;
  • João Vaccari Neto – corrupção passiva;
  • João Ferraz – corrupção passiva;
  • Eduardo Musa – corrupção passiva;
  • Renato Duque – corrupção passiva.

Alegações finais

Nas alegações finais, a defesa de Palocci apontou inconsistências nas delações de ex-executivos da Odebrecht e pediu a absolvição do ex-ministro.

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/palocci-e-condenado-pelos-crimes-de-corrupcao-passiva-e-lavagem-de-dinheiro-na-lava-jato.ghtml

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Eventual denúncia contra Temer ameaça travar nesta semana trabalhos da Câmara

Procuradoria Geral deve apresentar até terça-feira (27) denúncia contra o presidente da República com base na delação da JBS. Deputados precisam dar aval antes de denúncia ser apreciada pelo STF

A Câmara dos Deputados corre o risco de ter os seus trabalhos paralisados nesta semana diante da eventual apresentação de denúncia pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente da República, Michel Temer.

O prazo para o procurador-geral, Rodrigo Janot, decidir se oferece denúncia ou arquiva o caso termina nesta terça-feira (27). Caso ele resolva apresentar, a denúncia precisará do aval da Câmara antes de ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Alvo de inquérito com base nas delações da JBS, Temer é investigado em razão da suspeita de ter cometido os crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e participação em organização criminosa. O presidente tem negado todas as acusações dos delatores e afirmado que não renunciará ao mandato.

Uma vez apresentada a denúncia, caberá aos deputados – primeiro, no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, no plenário – decidirem se a denúncia terá ou não seguimento.

Líderes da base governista acreditam que o ritmo normal de trabalho será mantido, mas parlamentares da oposição entendem que não haverá clima para votações.

Para o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), a apresentação de denúncia cairá como uma “bomba” e afetará as votações na Casa.

“Vai ter impacto enorme, vai ser uma verdadeira bomba e acho que os trabalhos serão paralisados”, disse.

Segundo ele, a oposição pretende obstruir as sessões com a apresentação de requerimentos a fim de impedir as votações. “Nós vamos obstruir, não tenha dúvida”, disse.

Vice-líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ) também avalia que o impacto será “imenso”.

“Esse assunto vai passar a dominar a pauta, a dinâmica. As atenções vão se voltar para a CCJ. Claro que os aliados vão tentar dar aparência de normalidade. Poderão até tentar votar alguma coisa, mas será difícil”, pondera.

Embora afirme que a eventual apresentação da denúncia irá, nas suas palavras, “atrair holofote”, o líder do bloco do PP-Podemos-PTdoB na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirma que o Congresso “não se restringe à CCJ”.

“A CCJ vai se debruçar sobre isso, mas o Congresso vai continuar. Eu acho que não paralisa nada”, diz.

Esse é o mesmo entendimento do deputado Ricardo Trípoli (PSDB-SP), líder da bancada tucana na Câmara. “A CCJ, sim, deve ficar paralisada em função disso, mas o plenário vai continuar funcionando”, garante.

Entre os itens que constam da pauta de plenário da Câmara está a medida provisória que trata de regularização fundiária. A proposta já havia passado pela Câmara e pelo Senado e seguido para sanção presidencial. Mas, por ter sofrido alterações no Senado, o ministro do STF Luís Roberto Barroso atendeu a um pedido da oposição e determinou que fosse devolvida à Câmara.

Reforma trabalhista

No Senado, a capacidade do governo em dar continuidade às reformas será testada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana. Nesta quarta-feira (28), está prevista a votação, no colegiado, do projeto que altera vários pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Na avaliação do senador Benedito de Lira (PP-AL), que integra a base governista, a denúncia contra Temer não terá impacto na votação.

“Nada a ver. O Brasil é maior do que isso. Ao meu ver não tem nada a ver, não vai atrapalhar [o andamento da reforma trabalhista no Senado]”, diz.

Crítico do governo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), porém, não vê chance de a reforma passar.

“Todas as reformas estão sob ameaça enquanto perdurar o governo de Michel Temer”, afirma.

Para ser aprovada pela CCJ, a reforma trabalhista precisará dos votos de pelo menos 14 integrantes da comissão – de um total de 27.

Na semana passada, a proposta foi derrotada por 10 votos a 9 na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), um revés que pegou de surpresa o governo federal e gerou desconfiança do mercado financeiro em relação à força do presidente Temer no Congresso.

Governistas avaliaram que a derrota foi um “incidente” e que, no plenário, o resultado será diferente. A oposição aposta no agravamento da crise política para barrar o avanço da reforma. A expectativa é que a votação final fique para a primeira semana de julho.

http://g1.globo.com/politica/noticia/eventual-denuncia-contra-temer-ameaca-paralisar-trabalhos-da-camara-na-semana.ghtml

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Delação da JBS eleva corrida de empresas por proteção cambial

Volume de dólares negociados no mercado a termo subiu 35% em maio; mecanismo é o mais usado por empresas brasileiras para se proteger da volatilidade cambial.

As empresas brasileiras aumentaram a procura por contratos de proteção cambial (hedge) para tentar blindar seus negócios das incertezas políticas e econômicas após a delação da JBS, apontam dados do mercado e especialistas ouvidos pelo G1. O mecanismo é buscado, sobretudo, para minimizar perdas com a variação do dólar.

O hedge cambial é um contrato que dá o direito de comprar ou vender moeda estrangeira no futuro por um valor combinado previamente. É uma espécie de seguro que protege a empresa de bruscas variações cambiais. Ele é muito usado por empresas que têm custos ou receitas em moeda estrangeira, como exportadoras e importadoras.

O volume de dólares negociado no mercado a termo (fora da bolsa) no mês passado foi de US$ 30,7 bilhões, 35,7% maior que no mesmo período do ano passado, segundo dados da B3. Frente a abril, a quantidade de contratos deste tipo subiu 34%, para 10.351.

A demanda em maio partiu principalmente dos importadores porque o dólar subiu, explica o superintendente de produtos da B3 (novo nome da bolsa brasileira), Fábio Zenaro.

O mercado a termo é o instrumento mais usado pelas empresas para registrar os contratos de compra e venda de dólar no futuro. Já os fundos de investimento, que operam para especular e tentar lucrar com a variação das moedas, costumam comprar contratos negociados em bolsa.

O aumento das operações ocorreu em meio à repentina valorização do dólar no dia 18 de maio, quando a moeda subiu 8,15%, cotada a R$ 3,389, reagindo à forte turbulência política iniciada pela delação dos donos da JBS na véspera. Foi a maior alta diária em 18 anos.

“A incerteza política e econômica decorrente da delação e a abertura de uma investigação contra o presidente Michel Temer levaram ao aumento na busca por proteção pelas empresas”, avalia Leandro Ruschel , sócio fundador do Grupo L&S e especialista em mercado de câmbio.

Uma brusca variação cambial pode quebrar uma empresa. Por exemplo, uma importadora de bebidas pode ter uma alta muita expressiva no seu custo se o dólar subir e isso pode até inviabilizar seu negócio. Da mesma forma, uma companhia que vende em reais, mas tem dívida em dólar, pode ficar sem caixa para pagar sua dívida com a disparada do câmbio.

Como funciona o hedge cambial

Para se proteger das variações do câmbio, as empresas fecham contratos de compra ou venda de dólar no futuro. Assim, mesmo que a cotação da moeda dispare ou desabe em relação ao real, eles têm uma previsibilidade sobre parte das suas receitas ou custos em dólar, já que eles estão protegidos com contratos de hedge.

Por exemplo: um importador, que paga seus fornecedores em dólar, fecha um contrato futuro que lhe garante comprar uma quantidade de dólares por R$ 3,30 daqui a um ano – para isso, ele paga uma taxa. Se a cotação da moeda for R$ 3,20 no fim do contrato, ele perde a taxa, mas não executa o contrato. Mas se o dólar chegar a R$ 3,40 em um ano, ele poderá fazer a compra da moeda por R$ 3,30.

“O contrato tem um custo e se o evento indesejado, como por exemplo a alta do dólar (“sinistro”) não acontecer, ele apenas fica sem esse dinheiro. Caso o dólar suba, ele se protege”, explica o professor da FGV e especialista em câmbio Emerson Marçal.

Tamanho da cobertura

“Muitas empresas fazem hedge obrigatório e aumentam a proteção em momentos de incerteza”, aponta Zenaro, da B3. Cada empresa tem sua própria política de hedge, que pode ser flexível ou mais rígida, sem nenhum tipo de exposição a riscos. “Neste caso, quando a proteção é total, se há dívida em dólar, 100% tem que estar coberto pelo hedge”, explica.

Nos últimos anos, o instrumento foi disseminado e passou a ser procurado também por empresas de menor porte. ”Essa proteção era mais restrita a grandes empresas. Agora o hedge entrou para a gestão de risco”, explica.

A exportadora de papel e celulose Suzano informou em seu balanço do primeiro trimestre que aumentou a proteção de 40% para 75% da exposição cambial para os próximos 18 meses para “tornar a geração de caixa menos volátil e dar maior flexibilidade na gestão do fluxo de caixa”.

No balanço do mesmo período, a Fibria informou que mantém uma cobertura de 42% da exposição cambial, operação que considera “adequada” no atual cenário, “pois permitem travar o câmbio em patamar favorável”, ao mesmo tempo em que minimizam “impactos negativos de uma elevada depreciação do real”.

Investigações envolvendo a JBS

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Polícia Federal investigam se a JBS fez uso indevido de informações privilegiadas na compra de dólares dias antes da delação de Joesley e Wesley Batista.

Segundo o Ministério Público Federal, a empresa elevou a compra de dólar futuro para 7.630 contratos no dia 17 de maio, quando no histórico de operações da empresa entre janeiro e abril, a companhia nunca comprou mais do que 2 mil contratos diários de dólar futuro. A suspeita é que as pessoas que deram ordens para as compras sabiam da delação, e, portanto, teriam usado informações privilegiadas para lucrar no mercado de câmbio, o que é proibido pela CVM.

Se os contratos de câmbio vencessem no dia 18 de maio, a empresa teria lucrado R$ 417 milhões, estima o MPF, mas o órgão ressalta que, segundo a CVM, as posições da JBS com câmbio não foram liquidadas nos dias seguintes.

Segundo Marçal, da FGV, o que está discussão nesse caso é o uso de informação privilegiada pela empresa, independentemente se o objetivo era especular ou fazer proteção cambial. “Nestes dois casos o investidor está comprando um risco, mas quem operou supostamente sabia o que ia acontecer com o dólar após a delação”, afirma.

Especulação em empresas

Apesar de ter como objetivo proteger o negócio, o hedge cambial já foi usado por empresas para especular, lembra Ruschel, da L&S. Isso acontece quando a empresa opera para ganhar dinheiro com operações financeiras e não para proteger o seu negócio de uma eventual variação cambial. “Não há nada de irregular em especular, desde que se siga as regras do mercado”, observa.

Em 2008, a Aracruz e a Sadia foram seriamente prejudicadas e assumiram posições acima do que precisavam em contratos futuros de câmbio para especular. “Elas contrariaram sua atividade-fim atuando como fundos de investimento no mercado”, diz Ruschel.

As empresas buscavam lucrar com a tendência de valorização do real frente ao dólar, movimento que se inverteu com piora da crise financeira nos Estados Unidos no segundo semestre de 2008. As duas empresas acabaram sendo vendidas para evitar a quebra.

À época, as notícias contaminaram as ações de muitas empresas na Bovespa, com a preocupação de que mais companhias poderiam ter especulado com o mecanismo.

Após os casos da Sadia e Aracruz, as empresas passaram a ser obrigadas pela CVM a informar melhor em seus balanços a natureza destas operações, lembra o superintendente de produtos da B3. “Hoje existe menos espaço para atividades especulativas do que antes”, diz Zenaro.

Veja a diferença entre os principais mecanismos de proteção cambial:

Existem vários tipos de contratos de hedge cambial – no mercado balcão, no mercado futuro e os chamados swaps cambiais.

Mercado a termo de dólares

É um contrato de compra e venda de uma moeda a um preço fixado previamente, e pode ser feito de forma particular entre as partes. A parte que se compromete a comprar a moeda no futuro assume a posição comprada, enquanto a outra fica na posição vendida.

Estes contratos são geralmente negociados fora da bolsa, no mercado de balcão, que antes era operado pela Cetip e agora pela B3. São os mais procurados por importadores e exportadores para minimizar perdas com a variação do câmbio, por serem mais simples e flexíveis. “No mercado a termo, o contrato é bilateral e mais flexível. Por conta dessa facilidade as empresas procuram mais”, explica Zenaro, da B3.

Venda de dólares no mercado futuro

Este tipo de contrato é negociado na bolsa e segue regras próprias. O preço do contrato é determinado no momento da negociação e o pagamento ocorre na data de vencimento. O investidor pode apostar na alta ou queda do dólar em diferentes prazos e vai receber pela cotação acertada.

Mais de 60% dos contratos do mercado futuro de dólar na bolsa são fechados por investidores institucionais, como fundos de pensão e estrangeiros, e menos de 5% por empresas. “Na bolsa, os contratos são padronizados por uma sistemática própria de vencimentos de contratos, diz Zenaro.

Swaps cambiais

Este instrumento é muito utilizado pelo Banco Central com o objetivo de controlar a variação do dólar frente ao real. Os swaps são contratos de venda de dólares, com data de encerramento definida. No vencimento, o investidor se compromete a pagar uma taxa de juros sobre o valor deles e recebe do BC a variação do dólar combinada no mesmo período.

“ O BC assume a parte do risco da variação da moeda, mesmo quando todo mundo busca proteção e pouca gente quer oferecer em momentos conturbados”, explica Marçal, da FGV.

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PF realiza operação para buscar 149 joias de Adriana Ancelmo no Rio

Agentes fazem buscas em dois endereços ligados à mulher do ex-governador Sérgio Cabral. Suspeita é que compra de peças foi usada para lavar dinheiro de corrupção.

PF busca joias da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo

PF busca joias da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo

A Polícia Federal faz buscas em dois endereços ligados a Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), na manhã desta sexta-feira (23). A ação é um aprofundamento da Lava Jato. O objetivo é localizar 149 de um total de 189 joias que teriam sido compradas para lavar dinheiro de corrupção.

Cabral está preso desde novembro do ano passado, quando foi alvo da Operação Calicute. Naquele mês, a PF apreendeu 40 joias no apartamento do ex-governador, que foram avaliadas em R$ 2 milhões. O objetivo, agora, é encontrar as outras peças.

Segundo as investigações, joias e pedras preciosas compradas pelo casal são, sim, prova de crime. Adriana e Sérgio gastaram mais de R$ 11 milhões em joalherias, e a maioria das peças ainda não foi encontrada.

Agentes fazem buscas em prédio em Ipanema (Foto: Paulo Mário Martins / TV Globo)Agentes fazem buscas em prédio em Ipanema (Foto: Paulo Mário Martins / TV Globo)

Agentes fazem buscas em prédio em Ipanema (Foto: Paulo Mário Martins / TV Globo)

Os agentes fizeram buscas no apartamento onde vive a ex-governanta de Adriana, Gilda Maria de Souza Vieira da Silva, na Rua Lopes Quintas, no Jardim Botânico; e no imóvel de Nusia Ancelmo Mansur, irmã da ex-primeira dama, em Ipanema. Algumas joias teriam sido apreendidas nesses locais.

Nusia era funcionária do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), de onde pediu exoneração em dezembro do ano passado. Ela era lotada, desde 2010, no gabinete do conselheiro Aloysio Neves Guedes, que foi eleito presidente do TCE. A irmã de Adriana Ancelmo tinha o salário bruto de R$ 17,2 mil.

Policiais chegaram por volta das 6h ao prédio na Rua Lopes Quintas, no Jardim Botânico (Foto: Cristina Boeckel / G1)Policiais chegaram por volta das 6h ao prédio na Rua Lopes Quintas, no Jardim Botânico (Foto: Cristina Boeckel / G1)

Policiais chegaram por volta das 6h ao prédio na Rua Lopes Quintas, no Jardim Botânico (Foto: Cristina Boeckel / G1)

Adriana chegou a ser presa em dezembro do ano passado, por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. No despacho, o magistrado citou o fato de 149 das 189 joias que foram compradas pelo casal não terem sido localizadas como um dos motivos para a prisão.

“Embora as investigações tenham identificado registros nas joalherias investigadas de que Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo adquiriram pelo menos 189 joias desde o ano 2000, somente 40 peças foram apreendidas pela Polícia Federal por ocasião das buscas e apreensões, as quais foram encontradas no cofre do quarto da residência do casal”, afirmou o magistrado.

A ex-primeira dama ganhou o direito a cumprir prisão domiciliar no fim de março. Desde então, ela está no apartamento no Leblon onde vivia com o ex-governador.

Maioria das joias de Adriana Ancelmo e Sérgio Cabral está desaparecida (Foto: Fantástico)Maioria das joias de Adriana Ancelmo e Sérgio Cabral está desaparecida (Foto: Fantástico)

Maioria das joias de Adriana Ancelmo e Sérgio Cabral está desaparecida (Foto: Fantástico)

Outro processo

Neste mês, Adriana foi absolvida pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba, em processo sobre lavagem de dinheiro e corrupção. Segundo o juiz, não havia prova suficiente de autoria ou participação. O Ministério Público diz que vai recorrer e já apresentou nova denúncia.

 http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/pf-cumpre-mandados-em-mais-uma-etapa-da-operacao-lava-jato-no-rio-de-janeiro.ghtml
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Temer comete gafe em Oslo e confunde rei da Noruega com monarca da Suécia

Presidente cometeu ato falho durante pronunciamento ao lado da primeira-ministra norueguesa. Ele também se atrapalhou e disse que iria visitar o ‘parlamento brasileiro’, em vez do norueguês.

Em gafe, Temer chama monarca da Noruega de 'rei da Suécia'

Em gafe, Temer chama monarca da Noruega de ‘rei da Suécia’

No último dia de sua viagem à Europa, o presidente Michel Temer cometeu uma gafe durante compromisso oficial na capital norueguesa, chamando o rei norueguês Harald V, de “rei da Suécia”, país escandinavo vizinho à Noruega. O ato falho ocorreu em uma declaração de despedida nesta sexta-feira (23), na qual o presidente agradeceu, dirigindo-se à primeira-ministra norueguesa Erna Solberg, a hospitalidade das autoridades e do povo da Noruega.

No mesmo pronunciamento, Temer também se atrapalhou ao dizer que, mais tarde, iria visitar o parlamento do país europeu. Em vez de se referir ao Legislativo norueguês, ele disse que iria ao “parlamento brasileiro”.

“Mais uma vez, quero agradecer à vossa excelência e a todo o povo norueguês a gentileza e a delicadeza com que nos recebem. Embora voltando hoje [sexta] ao Brasil, desde já, com a reunião que tivemos ontem [quinta] com os empresários e da reunião que tivemos agora com vossa excelência e, mais adiante, com o parlamento brasileiro e, um pouco mais adiante, com sua majestade, o rei da Suécia, eu já tenho a mais firme convicção de que, embora muita rápida nossa visita, ela estreita cada vez mais os laços do Brasil com a Noruega”, disse Temer à primeira-ministra norueguesa.

Michel Temer desembarcou em Oslo na manhã desta quinta (22). No primeiro dia de compromissos no país escandinavo, ele teve encontro com empresários nórdicos.

Michel Temer enfrenta protesto e reclamações na Noruega

Michel Temer enfrenta protesto e reclamações na Noruega

Nesta sexta, o chefe de Estado brasileiro foi recebido pela primeira-ministra da Noruega. Do lado de fora da residência oficial de Erna Solberg, um grupo fez uma manifestação exibindo cartazes pedindo respeito à democracia, aos direitos humanos e aos direitos indígenas.

As cobranças ao presidente brasileiro não se restringiram ao protesto de militantes ambientais. Dentro da residência oficial, a primeira-ministra norueguesa disse a Temer que a Lava Jato preocupa o país europeu e afirmou que é preciso achar uma solução para a corrupção no Brasil.

“Estamos muito preocupados com a Lava Jato. É importante fazer uma limpeza”, disse Erna Solberg.

Noruega vai cortar repasses para proteção do meio ambiente no Brasil

Noruega vai cortar repasses para proteção do meio ambiente no Brasil

A referência à Lava Jato não foi o único constrangimento que Temer passou em meio à visita à Escandinávia. Na véspera da audiência com a primeira-ministra, o governo norueguês já havia anunciado que deve cortar pela metade o repasse ao Fundo Amazônia previsto para o ano que vem. Serão R$ 200 milhões a menos para a proteção da floresta brasileira.

O país nórdico, que já investiu quase R$ 3 bilhões em projetos de preservação e proteção de povos indígenas e da Amazônia – o Brasil recebia o equivalente a R$ 400 milhões por ano – manifestou insatisfação com recente alta do desmatamento em território brasileiro, especialmente, na região amazônica.

Há cerca de três anos, os índices de desmatamento passaram a aumentar no Brasil e os noruegueses começaram a questionar as políticas de conservação.

Embarque de volta

Temer e a comitiva de ministros e parlamentares brasileiros que o acompanhou no rápido giro pela Europa embarcarão de volta ao Brasil às 16h30 no horário local (10h30 em Brasília).

Na Rússia, Temer assina acordo com Putin e evita falar sobre crise

Na Rússia, Temer assina acordo com Putin e evita falar sobre crise

Antes de desembarcar na Noruega, a comitiva presidencial havia feito uma visita de dois dias à Rússia. Em Moscou, Temer visitou o Legislativo local, se reuniu com o primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev e esteve, em duas ocasiões, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O chefe de Estado brasileiro também aproveitou a estadia em território russo para assistir a uma apresentação do famoso balé Bolshoi. No teatro russo, Temer ficou sentado ao lado de Putin, que resolveu, de última hora, assistir ao balé

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BRASIL

Pezão afirmou em reunião que não sabe se chega ao fim do mandato, diz líder de movimento de servidores

O presidente do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Rio (Muspe), Ramon Carrera, afirmou, ao sair de reunião com Luiz Fernando Pezão na tarde desta quinta-feira (22), que o governador disse “repetidas vezes” durante o encontro que não sabe se chegará ao fim do mandato, em 2018. A afirmação acontece no dia em que o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), disse que em entrevista à rádio CBN, na manhã desta quinta-feira (22), que a solução para o estado é uma intervenção do governo federal ou o impeachment do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Os comentários teriam acontecido quando foi abordada a questão financeira do estado. “Me surpreendeu a naturalidade com que o governador disse repetidas vezes que não sabe se chegará até o fim do governo em 2018. O governador disse que não tinha um plano B e que se o acordo de recuperação fiscal não for assinado, não tem como pagar os salarios”, disse o representante do Muspe.

Pezão recebeu representantes do Muspe no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio. Na reunião, que durou cerca de 90 minutos, Pezão reiterou que a prioridade do governo estadual é o pagamento dos salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas.

Em nota sobre a reunião, o governo do estado não mencionou a declaração. Disse que, durante o encontro, o governador “explicou que a assinatura da adesão do Estado do Rio de Janeiro ao Regime de Recuperação Fiscal deverá ocorrer em breve e, assim que a homologação estiver concluída, os pagamentos dos salários e vencimentos deverão estar regularizados em prazo de cerca de 60 dias”.

“O termo de compromisso que resultou no Regime de Recuperação Fiscal foi assinado, entre o governo federal e o Estado do Rio, no dia 26 de janeiro. No fim de maio, houve a aprovação do texto final no Congresso Nacional, sendo que o governo fluminense já cumpriu a maior parte das contrapartidas exigidas pela União”, acrescenta o texto.

Pezão se diz ‘dedicado’ a fechar acordo após declarações

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Jorge Picciani, disse em entrevista à rádio CBN, na manhã desta quinta-feira (22), que a solução para o estado é uma intervenção do governo federal ou o impeachment do governador Luiz Fernando Pezão.

“Aprovamos muito mais na Previdência do que eles [governo federal] pediram. Aprovamos a [venda da] Cedae. Aprovamos em cima dos incentivos fiscais o pagamento de 10% do Fundo de Equilíbrio Fiscal. Aprovamos o aumento do ITB. Aprovamos o aumento do IPVA, o aumento da energia elétrica, da cerveja e do fumo. Se nada disso for suficiente para ter respeito pelo Rio de Janeiro, só vai restar ao governo Temer ter a coragem de fazer a intervenção, porque o Rio não pode ficar nesse descontrole na área da segurança e da saúde, ou nós vamos fazer o impedimento”, afirmou o presidente da Alerj.

Ao apresentador Edmilson Ávila, o governador Luiz Fernando Pezão disse, por meio de mensagem, que não vai comentar as declarações de Picciani. “Não vou comentar a opinião dele, é um presidente de um poder e eu respeito. Estou dedicado a fechar um último ponto que falta para fechar o maior acordo de um ajuste na União, e falta muito pouco”, diz a mensagem.

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa do Palácio Guanabara disse que não vai se manifestar a respeito das declarações do presidente da Alerj.

Por volta das 13h, Pezão estava reunido com representantes do Movimento Unificado dos Servidores do Estado (Muspe), mas deixou a reunião sem falar com a imprensa. O deputado Edson Albertassi, líder do governo na Alerj, estava presente na reunião, mas também não mencionou a fala de Picciani.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/pezao-afirmou-em-reuniao-que-talvez-nao-chegue-ao-fim-do-mandato-diz-lider-de-movimento-de-servidores.ghtml

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BRASIL SLIDE

PGR fará três denúncias contra Michel Temer Obstrução da Justiça, corrupção passiva e organização criminosa serão os temas

A Procuradoria-Geral da República fará três denúncias contra o presidente Michel Temer com base nas delações da JBS. A primeira será por corrupção passiva. A segunda será por obstrução da Justiça e a terceira será por organização criminosa. Serão protocoladas em momentos distintos. A denúncia por corrupção passiva, por estar em fase final de elaboração, será apresentada primeiro. As outras duas ainda requerem diligências.

Com a nova estratégia da PGR, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, terá de remeter as três denúncias para a apreciação da Câmara dos Deputados, o que resultará em mais desgaste para Temer. Os planos do Planalto de concentrar esforços para derrubar apenas uma autorização para que o STF investigue o presidente terão de ser revistos.

http://epoca.globo.com/politica/expresso/noticia/2017/06/exclusivo-pgr-apresentara-tres-denuncias-contra-temer-ao-stf.html

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BRASIL ESPORTE SLIDE

Olho na telinha: saiba as partidas com transmissão ao vivo neste meio de semana

Destaque para os jogos válidos pelas Séries A e B do Campeonato Brasileiro, além da Copa das Confederações, Major League Soccer e UEFA Euro Sub-21

TERÇA, 20

Série B do Brasileiro

19h15 Náútico x Goiás
Transmissão: SporTV menos PE, Premiere e PFCI (com Rodrigo Raposo e Cabral Neto)

19h15 Juventude x Brasil de Pelotas
Transmissão: Premiere (com Márcio Meneghini e Mario Marcos)

19h15 América-MG x Santa Cruz
Transmissão: Premiere e Premiere HD (com Jaime Jr e Henrique Fernandes)

20h30 ABC x CRB
Transmissão: Premiere (com Diego Dantas e Ivan Andrade)

20h30 Figueirense x Luverdense
Transmissão: Premiere (com André Lino e Rodrigo Faraco)

20h30 Londrina x Criciúma
Transmissão: Premiere (com Linhares Jr e Gil Rocha)

20h30 Paysandu x Boa Esporte
Transmissão: Premiere (com André Laurent e Carlos Ferreira)

21h30 Vila Nova x Ceará
Transmissão: Premiere e Premiere HD (com Victor Roriz e Erlisvá Carlos)

21h30 Guarani x Oeste
Transmissão: Premiere (com Osvaldo Luis e Sérgio Xavier)

21h30 Internacional x Paraná
Transmissão: SporTV menos RS, Premiere e PFCI (com Luiz Alano e Batista)

UEFA Euro Sub-21

15h45 Portugal x Espanha
Transmissão: SporTV 2 (com Julio Oliveira e André Loffredo)

QUARTA, 21

Série A do Brasileiro

19h30 Vitória x Santos
Transmissão: SporTV menos BA, Premiere e PFCI (com Odinei Ribeiro e Wagner Vilaron)

21h Palmeiras x Atlético-GO
Transmissão: Premiere e Premiere HD (com Jota Jr e William Machado)

21h Botafogo x Vasco
Transmissão: Premiere e Premiere HD (com Jader Rocha e Ricardo Rocha)

21h45 Atlético-MG x Sport
Transmissão: TV Globo para PE (com Rembrandt Junior, Cabral Neto e Wilson Souza) e Premiere e PFCI (com Rogério Corrêa e Bob Faria)

21h45 Atlético-PR x São Paulo
Transmissão: TV Globo para SP, RS, SC, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, CE e MA (com Cleber Machado, Caio Ribeiro e Paulo César Oliveira) e Premiere (com Linhares Jr e Gil Rocha)

21h45 Avaí x Fluminense
Transmissão: TV Globo para RJ, PR, MG, ES, PB, RN, PI, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF (com Luis Roberto, Juninho Pernambucano e Leonardo Gaciba) e Premiere (com André Lino e Rodrigo Faraco)

Copa das Confederações

12h Rússia x Portugal
Transmissão: SporTV (com Milton Leite, Lédio Carmona e Junior)

15h México x Nova Zelândia
Transmissão: SporTV (com Luiz Carlos Jr, Mauricio Noriega e Muricy Ramalho)

Campeonato Brasileiro Feminino

17h Santos x Audax
Transmissão: SporTV 2 (com Bernardo Edler e Cintia Barlem)

Major League Soccer

23h35 Seattle Sounders x Orlando City
Transmissão: SporTV 2 (com Guto Nejaim e Ricardo Gonzalez)

QUINTA, 22

Série A do Brasileiro

19h30 Ponte Preta x Cruzeiro
Transmissão: Premiere (com Osvaldo Luis e Sérgio Xavier)

19h30 Corinthians x Bahia
Transmissão: Premiere e Premiere HD (com Bachin Jr e Ivan Andrade)

21h Flamengo x Chapecoense
Transmissão: Premiere, Premiere HD e PFCI (com Eduardo Moreno e Carlos Eduardo Lino)

21h Grêmio x Coritiba
Transmissão: SporTV menos RS e Premiere (com Jader Rocha e Edinho)

Copa das Confederações

12h Camarões x Austrália
Transmissão: SporTV (com Luiz Carlos Jr, Mauricio Noriega e Muricy Ramalho)

15h Alemanha x Chile
Transmissão: SporTV (com Milton Leite, Lédio Carmona e Junior)

Campeonato Brasileiro Feminino

18h15 Corinthians x Ferroviária
Transmissão: SporTV 2 (com Bernardo Edler e Leda Maria)

SEXTA, 23

Série B do Brasileiro

19h15 CRB x Paysandu
Transmissão: SporTV menos AL, Premiere e PFCI (com Henrique Guidi e Luiz Ademar)

20h30 Boa Esporte x ABC
Transmissão: Premiere (com Sérgio Arenilas e Sérgio Xavier)

21h30 Luverdense x América-MG
Transmissão: Premiere e Premiere HD (com Flávio Santos e Robson Tadeu)

21h30 Criciúma x Paraná
Transmissão: SporTV menos SC, Premiere e PFCI (com André Lino e Carlos Eduardo Lino)