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Caso Gustavo: entenda os crimes atribuídos ao pai e a madrasta

Polícia Civil conclui investigação sobre a morte de menino de três anos
O advogado Igor Veloso de Sousa e a companheira dele, Kathellen Moreira, foram indiciados pela morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, em Palmas. Segundo a Polícia Civil, os dois vão responder por vicaricídio e fraude processual. Igor, que é pai da criança, também foi indiciado por tortura e estupro de vulnerável por causa das agressões contra o menino.
Gustavo morreu no dia 2 de agosto de 2026. No dia seguinte, Igor procurou a polícia e afirmou que o filho havia sido vítima de um afogamento.
Durante as investigações, o casal passou por um segundo interrogatório. Segundo o delegado Eduardo Menezes, o depoimento e outros elementos reunidos no inquérito levaram a polícia a definir os crimes pelos quais os dois foram indiciados.
A defesa do casal afirma que discorda das imputações e ressalta que o indiciamento não representa uma conclusão definitiva de culpa. Segundo os advogados, as responsabilidades devem ser individualizadas e baseadas em provas técnicas, e os fatos serão discutidos no momento adequado, com direito à ampla defesa (veja nota completa abaixo).
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Em entrevista nesta segunda-feira (28), o delegado afirmou que Gustavo chegou a pular na piscina, mas foi resgatado pelo pai. Segundo a investigação, as agressões começaram depois que o menino disse a Igor que a mãe havia autorizado que ele pulasse na piscina.
Ainda conforme o delegado, Igor agrediu o filho na área externa da casa e depois o levou para um quarto.
Durante a coletiva de imprensa, Eduardo Menezes explicou como a polícia chegou aos quatro crimes atribuídos a Igor e aos dois imputados a Kathellen. Veja abaixo:
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas
Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses
Vicaricídio
🔎A violência vicária acontece quando o agressor de uma mulher provoca danos a pessoas com as quais ela mantém vínculo afetivo, como filhos, pais e seus dependentes diretos, com objetivo específico de causar sofrimento, punição ou alguma forma de controle ou punição sobre ela.
Segundo a Polícia Civil, elementos anteriores à morte de Gustavo indicam que a violência contra o menino também teria sido usada como forma de punição contra a mãe, Sabrina da Silva Feitosa.
Igor e Sabrina tinham conflitos desde o nascimento do filho. Segundo o delegado, a mãe já havia sofrido ameaças, conseguido uma medida protetiva e, em uma ocasião, Igor foi até a casa dela e jogou o carro contra o portão. Os dois também tinham uma disputa judicial relacionada à pensão da criança.
O delegado citou ainda mensagens enviadas por Igor para Sabrina. Em uma delas, o advogado diz: “Eu te desejo tudo que tiver de ruim nessa terra, eu te desejo, tá? Eu te desejo que o inferno seja seu solo sagrado”.
Para o delegado, as mensagens, os elementos encontrados no local do crime e a forma como Gustavo foi encontrado indicam que “Igor alcançou seu objetivo”.
A polícia também informou que os filhos do primeiro casamento de Igor não sofriam agressões. Segundo a investigação, a diferença no tratamento reforça a hipótese de que a violência era direcionada a Gustavo.
“Fica clara uma diferenciação no tratamento entre as crianças. O Igor, segundo a gente colheu, tratava muito bem os filhos do primeiro casamento. Essa diferenciação de tratamento, foi mais um indicativo para a prática do vicaricídio. Por que só o Gustavo voltava machucado das visitas e os outros filhos não? Isso ficou claro para mim, a resposta é porque a mãe do Gustavo era Sabrina”, contou o delegado.
Segundo Eduardo Menezes, as agressões começaram depois que Gustavo pulou na piscina e disse ao pai que havia sido autorizado pela mãe. Para a polícia, essa situação teria desencadeado as agressões que levaram à morte do menino.
Em relação a Kathellen, o delegado afirmou que havia uma terceira pessoa na casa, que não será identificada pela polícia. Essa pessoa relatou ter ouvido as agressões e chamado a mulher para ir até o quarto onde Igor estava com o filho.
Segundo a testemunha, Kathellen viu o menino com o rosto muito machucado. Ainda conforme o relato, a madrasta pediu um carregador e deixou o cômodo.
Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos
Reprodução/TV Anhanguera
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Estupro de vulnerável
Igor Gustavo Veloso foi preso na madrugada desta quinta-feira (6)
Reprodução/TV Anhnaguera
No início das investigações, a suspeita de violência sexual não foi confirmada, mas não chegou a ser descartada totalmente. No pedido de prisão preventiva do pai não foi citado o crime de estupro de vulnerável, mas com aprofundamento da investigação, o delegado decidiu indiciá-lo.
“Na época, relatei a relação de que o volume de violência empregado era incompatível com o ato sexual. Não havia na penetração do ânus do menino, um desejo sexual, uma satisfação da lascívia. E por isso inicialmente não havia vislumbrado o crime de estupro. Faço essa correção nesse momento, já alinhado com a jurisprudência atual, que não exige esse elemento subjetivo. O que existe simplesmente é a violação física do órgão sexual da criança”, explicou o delegado Eduardo Menezes.
Segundo a polícia, Igor negou e tentou justificar que a agressão teria sido causada pelas pancadas que ele teria dado.
Tortura
A Polícia Civil informou que as lesões encontradas no ânus da criança também fundamentaram o indiciamento por tortura. Conforme a perícia, a violação ocorreu enquanto Gustavo ainda estava vivo. Segundo o delegado, esse fato “configura a prática de tortura”.
“Há um dolo de espancar o menino até a morte, com um segundo dolo de, em meio a esse espancamento, realizar a tortura. Mesmo porque as lesões de tortura não causaram a morte do menino. Então fica claro por isso. Ele vai responder por dois crimes autônomos”.
Fraude processual
A suspeita de fraude processual foi identificada durante a perícia realizada na casa de Igor. Na época, o pai disse que, após o suposto caso de “afogamento”, deu banho no filho e o colocou para dormir. Quando a polícia chegou ao local, o menino foi encontrado deitado, enrolado em um edredom.
As investigações apontaram que houve uma movimentação na cena do crime, que a roupa de Gustavo foi ajeitada para parecer que o menino morreu conforme o primeiro depoimento do pai, de que ele havia acordado e encontrado a criança morta.
Em relação à madrasta, entre os elementos citados pelo delegado está o fato de que ela teria dispensado a babá na manhã seguinte às agressões e auxiliado na reconstituição da cena do crime.
Morte de Gustavo, investigações e decisão da Justiça
O menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi encontrado morto dentro de uma casa após ter ido passar o fim de semana com o pai, em Palmas. O Instituto Médico Legal (IML) concluiu que a criança morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual, com lesões em diferentes partes do corpo.
Um documento ao qual o g1 teve acesso afirma que o menino sofreu violência sexual e que a morte ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”. O documento descreve lesões em diferentes partes do corpo, além de apontar hemorragia interna e laceração intestinal.
De acordo com o IML, os exames não identificaram indícios de afogamento. Em entrevista à TV Anhanguera, o diretor do IML, Eduardo Godinho, informou que as lesões observadas na face e internamente no intestino indicam outro tipo de trauma associado à morte da criança.
O pedido de prisão de Igor e Kathellen foi feito à Justiça 48 horas após a morte. Segundo a investigação, quando foram detidos, já haviam escondido aparelhos celulares. Eles estão presos desde 6 de agosto.
A Justiça negou dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Kathellen. Apesar de ela ter uma filha bebê, o Judiciário considerou que a criança está sob os cuidados da avó e que os fatos investigados são graves.
Íntegra da nota da defesa de Igor Veloso e Kathellen Moreira
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira da Silva informa que tomou conhecimento do indiciamento divulgado pela autoridade policial e analisará, com serenidade e responsabilidade, a íntegra do relatório final e os elementos utilizados para fundamentar suas conclusões.
Embora respeite o trabalho desenvolvido durante a investigação, a defesa discorda das imputações formuladas e ressalta que o indiciamento constitui manifestação da autoridade policial no âmbito do inquérito, não representando juízo definitivo de culpa.
Em uma investigação de elevada complexidade e repercussão, é indispensável que as condutas sejam rigorosamente individualizadas e que qualquer conclusão esteja amparada em provas técnicas seguras, sem presunções ou transferência automática de responsabilidade entre os investigados.
As questões fáticas, jurídicas e periciais serão enfrentadas no momento e no foro adequados, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. A defesa reafirma sua confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos no decorrer do processo.
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Fonte: G1 Tocantins

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Rede Anhanguera faz debate entre candidatos ao governo do TO nesta terça; veja regras e saiba como assistir

Laurez Moreira (PSD), Professor Witer Naves (PSOL), Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB) participam do debate da TV Anhanguera
Arte g1
A Rede Anhanguera realiza nesta terça-feira (29) o debate com os candidatos ao governo do Tocantins.
O encontro será realizado nos estúdios da Rede Anhanguera, em Palmas, às 22h15, com mediação da jornalista Jocyelma Santana.
A iniciativa busca ampliar o espaço para a discussão de propostas e contribuir para que os eleitores conheçam os candidatos ao governo do estado.
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Onde assistir
O debate será transmitido ao vivo pelo g1.
g1: transmissão ao vivo no portal.
Agora no g1
Quem vai participar
Foram convidados, conforme determina a legislação, todos os candidatos cujos partidos têm representação de, no mínimo, cinco parlamentares eleitos em 2022.
Laurez Moreira (PSD)
Prof. Wilter Naves (PSOL)
Professora Dorinha (União Brasil)
Vicentinho Júnior (PSDB)
Qual é o formato do debate?
O debate será dividido em quatro blocos, com perguntas feitas entre os próprios candidatos. Em todos os blocos, cada candidato terá direito a fazer uma pergunta e a responder uma vez.
No primeiro e no terceiro blocos, os candidatos poderão abordar temas livres. Já no segundo e no quarto, as perguntas serão sobre temas definidos pela produção e sorteados ao vivo.
Os tempos serão os mesmos em todos os blocos. O candidato que fizer a pergunta terá 30 segundos para formulá-la e 1 minuto e 15 segundos para a réplica. Quem responder terá 3 minutos e 15 segundos, que poderão ser divididos entre a resposta e a tréplica.
A ordem das perguntas de cada bloco foi sorteada previamente, na presença de representantes dos candidatos.
Ao final do quarto bloco, cada candidato terá um tempo reservado para fazer suas considerações finais.
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Fonte: G1 Tocantins

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Mulher que ficou ferida em acidente com ônibus na BA será transferida para o TO; filha será enterrada em Palmas

Mãe que perdeu filha em acidente com ônibus na Bahia deve ser transferida para Palmas
Graciele de Melo Lima de Moraes, de 23 anos, que sobreviveu a um acidente com um ônibus na Bahia, será transferida para Palmas em uma ambulância com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel. Segundo o esposo dela, Jucinei Moraes, o velório da filha do casal, Helena Lima de Moraes, de 2 anos, que morreu no acidente, está previsto para esta terça-feira (29), na capital. A família é de Palmas.
Segundo nota da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o acidente aconteceu na noite do dia 25, quando um ônibus da empresa Real Maia, que seguia de Fortaleza para Palmas, saiu da pista na BR-122, nas proximidades de Iraquara (BA). Conforme a empresa, 24 pessoas estavam no veículo, sendo 22 passageiros e dois motoristas. Sete morreram e 13 ficaram feridas.
Outras duas pessoas que estavam no ônibus também tinham o Tocantins como destino. O g1 tenta confirmar se elas estão entre os feridos no acidente.
A criança Helena viajava com a mãe, Graciele. De acordo com a família, mãe e filha retornavam para Palmas após uma viagem à casa da avó de Helena, em Pernambuco. Graciele sofreu fraturas nas pernas, além de fratura na bacia e lesão na coluna. Segundo o esposo, ela também será transferida para Palmas durante a madrugada desta terça-feira para continuar o tratamento.
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Conforme Jucinei, a preparação do corpo da criança para o traslado foi concluída em Bonfinópolis (BA). O velório será realizado na residência da família, em uma chácara localizada no setor Santa Fé Rural, em Palmas.
Helena Lima ao lado da mãe antes de acidente em ônibus
Arquivo Pessoal/ Elivonaldo de Melo Lima
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Ônibus tombou na BR-122, em Iraquara, na Bahia.
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A família buscava, desde o fim de semana, a transferência hospitalar para que a esposa pudesse passar por cirurgia e continuar a recuperação em Palmas. Ainda muito abalado, o pai contou sobre a dor de reconhecer o corpo da filha e o impacto da perda repentina.
“Eu estou conversando porque Deus está me fortalecendo. Uma criança de 2 anos e 2 meses… Para quem viu minha filha, o tanto que ela era bonitinha, eu não sei nem o que falar”, desabafou.
A viação Real Maia informou, em nota inicial, que acionou a seguradora e presta assistência às vítimas e aos familiares. A empresa também se solidarizou com os familiares e amigos das vítimas.
Veja local do acidente de ônibus na Bahia.
Arte g1
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Fonte: G1 Tocantins

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Eleições 2026: veja como foi o dia dos candidatos ao governo do Tocantins nesta segunda-feira (28)

Veja como foi a agenda dos candidatos ao governo do Tocantins nesta segunda-feira (28)
Confira as atividades de campanha dos candidatos ao governo do Tocantins nesta segunda-feira (28). Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) tiveram agendas públicas previstas apenas para o período da noite.
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Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB)
Reprodução/TV Anhanguera
Professora Dorinha (União Brasil)
A candidata do União Brasil não teve agenda pública de campanha durante o dia. À noite, ela participa de uma reunião com apoiadores em Araguaína.
Vicentinho Júnior (PSDB)
O candidato do PSDB também não teve agenda pública de campanha durante o dia. À noite ele participou de uma reunião com apoiadores em Gurupi.
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Fonte: G1 Tocantins

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Caso Gustavo: pai admite agressões após filho pular na piscina no dia da morte, diz delegado

Polícia conclui inquérito do caso Gustavo Veloso e indicia pai e madrasta por vicaricídio
O advogado Igor Veloso de Sousa admitiu, em um novo depoimento à Polícia Civil, que agrediu o próprio filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, após o menino pular na piscina e quase se afogar no dia em que morreu, em Palmas. Conforme o delegado Eduardo Menezes, responsável pelas investigações, a violência teria sido motivada pela resposta da criança, que disse ter recebido autorização da mãe para entrar na água.
Gustavo morreu no dia 2 de agosto de 2026. O pai, Igor Veloso de Sousa, e a madrasta, Kathellen Moreira, estão presos preventivamente. Igor Veloso foi indiciado pelos crimes de vicari­cídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. A informação foi divulgada pela Polícia Civil em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (28), após a conclusão do inquérito.
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Segundo o delegado Eduardo Menezes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as investigações já apontavam o episódio na piscina como o estopim para o crime, o que acabou sendo confirmado pelo investigado durante o interrogatório. Menezes explicou que o afogamento de fato ocorreu na área de lazer do condomínio, após o pai se distrair.
“Ele estava acompanhando o menino na área de lazer, acabou se distraindo e não viu que o menino havia pulado. E aí o menino, não sabendo nadar, acabou se afogando. No momento em que ele se dá conta, ele vai, retira o menino, e passa a repreendê-lo”, relatou o delegado.
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas
Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses
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Ainda conforme o delegado, as agressões físicas começaram logo após o resgate. Ao ser questionado sobre o motivo de ter pulado na piscina sem autorização, Gustavo respondeu que a mãe, Sabrina da Silva Feitosa, teria autorizado o banho.
“Isso teria lhe causado um descontrole muito grande, somado à ingestão de bebida alcoólica e de medicamentos controlados. Ele teria se descontrolado e passado ali mesmo a dar chutes, socos na barriga e socos na cabeça, ali mesmo na área externa da casa”, afirmou o delegado.
A polícia sustenta que as agressões iniciadas na área de lazer continuaram dentro da residência, no quarto da criança, e resultaram na morte de Gustavo.
Crime de vicaricídio
Para a DHPP, a justificativa apresentada por Igor reforçou os elementos considerados necessários para o indiciamento por homicídio qualificado pela violência vicária (vicaricídio), previsto no Código Penal.
“Essa parte em que ele fala que a motivação e o que deixou ele mais irritado foi o fato da mãe, que nem lá estava, ter autorizado o menino a pular na piscina preenche o requisito exigido pelo artigo 121-B, que é mostrar poder e controle sobre a mulher. Para minha visão, esse fato configura por si só o vicaricídio”, explicou Menezes.
🔎 A violência vicária acontece quando o agressor de uma mulher provoca danos a pessoas com as quais ela mantém vínculo afetivo, como filhos, pais e seus dependentes diretos, com o fim específico de lhe causar sofrimento, punição ou alguma forma de controle ou punição sobre ela.
Polícia Civil conclui inquérito sobre a morte de criança em Palmas (TO) e indicia pai e madrasta
Stefani Cavalcante/g1
Entenda o caso
O crime oconteceu na casa de Igor, em Palmas, no dia 2 de agosto de 2026. O pai procurou a polícia somente no dia seguinte, alegando que o menino teria sido vítima de afogamento. Contudo, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Gustavo morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual.
Inicialmente, a Polícia Civil informou que os suspeitos responderiam por homicídio duplamente qualificado e tortura. Mas a tipificação do crime foi reformulada, conforme novas evidências encontradas, para incluir estupro de vulnerável e o vicaricídio.
Segundo o delegado, Igor Veloso confirmou em depoimento que o filho pulou na piscina sem autorização e se afogou, mas foi resgatado por ele. Quando questionado, Gustavo teria dito que a mãe o autorizou a banhar na piscina. Essa situação teria irritado Igor e dado início às agressões contra a criança.
A polícia acredita que as agressões que começaram na área externa continuaram no quarto do menino, levando-o à morte. Com relação ao crime de estupro, Igor teria negado veementemente a violência.
“Ele tentou justificar que as lesões no ânus do menino teriam sido em razão das pancadas. Isso será rechaçado tecnicamente com a nova solicitação direcionada ao perito. A forma como as lesões são necessariamente causadas pela inserção de objetos”, comentou o delegado.
Ainda conforme o delegado, o laudo pericial confirmou que a criança estava viva no momento em que essas lesões foram provocadas, o que configuraria também crime de tortura.
A fraude processual ocorreu após a morte de Gustavo. “Ficou claro que houve movimentação na cena do crime. Ajeitaram o corpo do menino para parecer que acordaram e encontraram ele morto. Essa alteração configura fraude processual”, explicou Menezes.
O pedido de prisão de Igor e Kathellen foi feito à Justiça 48 horas após a morte. Segundo a investigação, quando foram detidos, já haviam escondido aparelhos celulares.
A Justiça negou dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Kathellen. Apesar de ela ter uma filha bebê, o Judiciário considerou que a criança está sob os cuidados da avó e que os fatos investigados são graves.
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Fonte: G1 Tocantins

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Caso Gustavo: delegado diz por que tentou investigar mãe do menino e advogada

Polícia Civil conclui investigação sobre a morte de menino de três anos
Depois que a Justiça determinou o trancamento do inquérito contra Sabrina da Silva Feitosa, mãe do menino Gustavo, e a advogada dela, Stella Bueno, o delegado responsável pelo caso decidiu comentar a decisão e tentar defender a investigação. Segundo ele, as duas não eram investigadas pelo homicídio, mas por uma suposta omissão na comunicação de agressões sofridas pela criança.
Gustavo morreu no dia 2 de agosto de 2026. O pai, Igor Veloso de Sousa, e a madrasta, Kathellen Moreira, estão presos preventivamente. Nesta segunda-feira (28), os dois foram indiciados por vicaricídio e fraude processual. Igor também foi indiciado por estupro de vulnerável e tortura contra o filho.
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Sobre Sabrina, a defesa destacou que a Justiça reconheceu que ela buscou atendimento médico e a rede de proteção para o filho e que estava inserida em um contexto de violência, ameaças e coação. Em relação a Stella, afirmou que a decisão considerou que sua atuação ocorreu no exercício da advocacia e foi protegida pelo sigilo profissional (veja nota completa abaixo).
Investigação com base na lei Henry Borel
Segundo o delegado, o inquérito contra Sabrina e Stella foi aberto para investigar uma possível omissão com base na Lei Henry Borel, que prevê punição para quem deixar de comunicar às autoridades casos de violência contra crianças e adolescentes.
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Sabrina e o filho Gustavo
Reprodução/Instagram Sabrina Feitosa
Conforme o delegado, durante a investigação contra Igor, a Polícia Civil abriu uma frente específica para apurar se a mãe havia deixado de comunicar as agressões. A equipe procurou o Conselho Tutelar e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), além de consultar processos judiciais relacionados à guarda e à pensão do menino.
Ainda conforme Eduardo Menezes, Gustavo chegou a ser levado a uma UPA em uma ocasião, quando uma médica comunicou o caso ao Conselho Tutelar. O órgão não teria recebido retorno de Sabrina.
No entanto, o juiz entendeu que as provas reunidas apontam para uma situação de extrema vulnerabilidade vivida pela mãe. O juiz ressaltou que Sabrina não permaneceu inerte diante das suspeitas de agressão contra o filho, procurando serviços públicos de saúde, levando a criança para atendimentos médicos e buscando auxílio junto aos órgãos da rede de proteção e assistência social.
O delegado afirmou que a investigação foi aberta porque o crime é de ação pública incondicionada, ou seja, o Estado deve apurar possíveis crimes mesmo que não haja uma denúncia formal da vítima.
Apesar de defender a investigação, Menezes afirmou que Sabrina não seria indiciada. Pare ele, a mãe estaria protegida por uma “excludente de culpabilidade”, por estar em um contexto de violência e tentar evitar um mal maior para o filho. O delegado também afirmou que ela temia ser acusada de alienação parental caso tentasse impedir as visitas do pai.
Investigação contra advogada
Em relação à advogada Stella Bueno, o delegado afirmou que o entendimento da polícia é diferente. Para ele, a profissional teria o dever de comunicar as autoridades sobre as agressões.
“Na minha visão, entre o sigilo funcional da advogada e salvar a vida de uma criança, eu entendo que salvar a vida de uma criança ela se sobrepõe ao sigilo funcional. Investigação não era por homicídio, mas por deixar de comunicar as autoridades”.
O juiz, porém, entendeu que todo o conhecimento obtido pela advogada decorreu exclusivamente do exercício profissional. O juiz afirmou que obrigar uma advogada a revelar informações recebidas de clientes comprometeria o direito de defesa e a própria confidencialidade da relação entre advogado e representado. Também destacou que a legislação garante ao advogado o direito de não depor sobre fatos conhecidos em razão da profissão.
Íntegra da nota da defesa de Sabrina e Stella
A defesa de Sabrina da Silva Feitosa e da advogada Stella Bueno recebe com serenidade a sentença proferida pela Justiça do Tocantins, que concedeu a ordem de habeas corpus e determinou o trancamento da investigação criminal em relação a ambas.
A decisão reconhece, de forma expressa, a ausência de justa causa para a persecução penal, determinando ainda a imediata exclusão dos nomes de Sabrina e Stella de quaisquer registros investigativos relacionados a esses fatos.
Em relação a Sabrina, a sentença reconhece aquilo que a defesa sustentou desde o início: Sabrina é mãe e vítima. Uma mulher submetida, durante anos, a ameaças, medo, violência e profundo desamparo, que buscou atendimento médico para o filho e acionou serviços da rede de proteção sempre que identificou sinais de preocupação. O próprio Poder Judiciário registrou que “a paciente não se omitiu na defesa do filho”, reconhecendo as reiteradas buscas pela rede de saúde e proteção e a existência de um contexto contínuo de violência, ameaças e coação.
A decisão também reconhece expressamente a violência vicária sofrida por Sabrina, apontando que o próprio filho foi utilizado como instrumento de punição emocional contra a mãe. Por isso, transformar uma mãe que perdeu brutalmente o filho em alvo de investigação criminal significou acrescentar sofrimento institucional a uma tragédia já irreparável. A sentença restabelece uma premissa elementar: não se pode responsabilizar penalmente uma vítima por não ter conseguido impedir aquilo que todo um sistema de proteção também não conseguiu evitar.
Quanto à advogada Stella Bueno, a decisão é igualmente categórica. A Justiça reconheceu que sua atuação decorreu exclusivamente do exercício do mandato profissional, que as informações recebidas de sua cliente estavam protegidas pelo sigilo profissional e que a tentativa de responsabilizá-la por fatos conhecidos no exercício da advocacia afrontou diretamente o regime constitucional e legal da profissão.
Mais do que isso, a sentença afirma expressamente que a inclusão da advogada como investigada por suposta omissão de comunicação foi um ato “desprovido de qualquer amparo normativo”, reconhecendo que a persecução baseada em informações recebidas no exercício profissional configurou “inequívoco excesso estatal e violação direta às prerrogativas da classe”.
Encerrada essa etapa em relação a Sabrina e Stella, o foco deve retornar para aquilo que jamais poderia ter sido desviado: a apuração da morte brutal de Gustavo Veloso Feitosa, uma criança de apenas três anos de idade. A própria sentença determinou que a investigação prossiga exclusivamente quanto à apuração do homicídio em relação aos seus executores imediatos. É por Gustavo que a defesa seguirá trabalhando.
Para que todas as circunstâncias de sua morte sejam esclarecidas, para que as responsabilidades sejam individualizadas e para que aqueles cuja responsabilidade vier a ser comprovada sejam submetidos ao devido processo legal e às consequências previstas em lei. A defesa agradece todas as manifestações de solidariedade recebidas ao longo desse período, especialmente o acompanhamento institucional da Ordem dos Advogados do Brasil, em âmbito nacional e estadual, na defesa das prerrogativas profissionais.
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Fonte: G1 Tocantins

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Família aguarda há mais de quatro meses por laudo para identificar pé encontrado após morte de jovem no TO

Jhenyfer Camilly morreu após acidente de trânsito na BR-010
Arquivo Pessoal
A família de Jhenyfer Camilly Alves dos Santos aguarda há mais de quatro meses pelo laudo que deve confirmar se um pé humano encontrado em rodovia pertence à jovem. Ela morreu aos 22 anos e teve o pé amputado durante a batida entre uma motocicleta e um carro na BR-010, em Palmas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que o acidente que matou Jhenyfer aconteceu no km 3 da rodovia, no dia 17 de maio. O membro foi encontrado no dia 21, por uma mulher que praticava corrida na região, a alguns quilômetros do acidente.
“Ainda não tivemos nenhuma informação, é uma falta de respeito. Infelizmente ainda não sabemos se o membro pertencia à Jhenyfer”, contou a mãe, Maria Aparecida.
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Nesta segunda-feira (28), após ser questionada pelo g1, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que o laudo que confirmou que o pé realmente pertencia à vítima Jhenyfer Camilly Alves dos Santos foi concluído. “O documento foi finalizado no dia 16 de setembro de 2026”, diz a nota.
A mãe da jovem afirmou que, até a manhã desta segunda, a família não foi formalmente avisada sobre a conclusão do exame e a confirmação.
“Eles não nos avisaram, e o pé onde está? Não ouve ligação, não ouve mensagens. Nada. E deixei claro no IML que quando fosse confirmado eu queria enterrar junto ao corpo da minha filha. É um pouco caso com a gente”, disse Maria Aparecida.
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Policial militar indiciado
O policial militar Nerivaldo Mendes, de 39 anos, dirigia o veículo envolvido na batida contra a motocicleta em que a estudante Jhenyfer e o marido estavam. O militar foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
A defesa do militar informou que só irá se manifestar nos autos do processo.
A Polícia Militar do Tocantins informou que o militar estava de folga e dirigia veículo particular. Segundo a corporação, ele permaneceu no local, prestou socorro e fez teste de alcoolemia, com resultado negativo.
Identificação do pé
No início de junho, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que exames periciais tinham confirmado que o membro pertencia à jovem. No dia 2 de julho, após ser questionada pelo g1 sobre a demora na liberação, a pasta afirmou que, na verdade, ainda não concluiu a identificação do membro.
Nesta segunda-feira (28), a SSP voltou a afirmar que o pé é da jovem, mas não informou se foi liberado para sepultamento.
Os pais da jovem lamentam a demora e cobram respostas sobre o acidente.
“Isso é muito ruim porque queremos enterrar o pé da nossa filha. […] Além de não ter a confirmação sobre, não sabemos sobre o andamento do inquérito e fica como se uma vida não valesse nada”, afirma a mãe.
Quem é Jhenyfer
Segundo a mãe, Maria Aparecida, a filha estava à caminho de Aparecida do Rio Negro para visitar a família. Jhenyfer Camilly morreu no Hospital Geral de Palmas (HGP), horas depois do acidente.
A jovem cursava Nutrição em uma faculdade de Palmas, e sonhava em conquistar o diploma. Ela trabalhava como vendedora em uma loja de departamentos e era descrita como uma jovem “cheia de vida”.
“Minha filha era meiga, amava os irmãos. Ela falava que iria terminar a faculdade para ajudar a família. Jhenyfer estava no melhor momento da vida dela. Estava alegre, sorridente, cheia de vida”, diz a mãe.
Segundo Sandro Lima, cunhado de Jhenyfer, ela deixou lembranças marcadas pelo carisma e pelo sorriso constante. “Era uma menina alegre. Estava sempre sorrindo”.
Jhenyfer Camilly era estudante de Nutrição
Arquivo Pessoal

Fonte: G1 Tocantins

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Pai de Gustavo demonstrou frieza ao ver vídeo do filho chorando para não ir visitá-lo, diz delegado

Polícia conclui inquérito do caso Gustavo Veloso e indicia pai e madrasta por vicaricídio
O advogado Igor Veloso de Sousa, suspeito de matar o próprio filho, teria demonstrado frieza ao assistir, durante novo depoimento, a um vídeo em que Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, aparece chorando e se recusando a ir visitá-lo no fim de semana em que morreu. Segundo a Polícia Civil, essa foi a primeira vez que Igor teve contato com uma imagem do filho após 50 dias preso.
A informação foi divulgada pela Polícia Civil em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (28), após a conclusão do inquérito. O pai será indiciado pelos crimes de vicaricídio, estupro de vulnerável, tortura e fraude processual. Na mesma investigação, Kathellen Moreira, madrasta da criança, deverá responder por vicaricídio e fraude processual.
“O primeiro contato depois de 50 dias preso foi aquele vídeo. Se imaginava naquele momento algum sentimento de arrependimento e remorso. A reação dele após ver o vídeo foi “olha Doutor, tá vendo aí? Não caiu uma lágrima”, e no meio do vídeo o menino (Gustavo) começa a chorar”, relatou o delegado Eduardo Menezes.
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O vídeo foi gravado pela mãe, antes de Gustavo ser levado para passar o fim de semana na casa do pai. Os pais do menino não moravam juntos e viviam disputas judiciais. Advogados da mãe afirmam que ela não poderia privar a criança da convivência com Igor para não caracterizar alienação parental, além de viver um contexto de violência e medo.
Na gravação, a mãe pergunta o motivo da recusa de Gustavo:
“Mãe: Por que você não gosta de ir no seu pai?
Gustavo: Porque ele me bate”
Gustavo Veloso Feitosa e Igor Gustavo Veloso de Sousa
Reprodução
O delegado também destacou a reação do pai no momento em que a gravação foi apresentada. “A resposta do investigado, ao ver o vídeo, foi de revolta. Em um ato extremamente espontâneo, ele sobe o tom e repreende o filho como se ele ainda estivesse vivo, ao invés de se emocionar e suplicar perdão”, disse.
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira da Silva afirma que discorda das imputações e ressalta que o indiciamento não representa uma conclusão definitiva de culpa. Segundo os advogados, as responsabilidades devem ser individualizadas e baseadas em provas técnicas, e os fatos serão discutidos no momento adequado, com direito à ampla defesa (veja íntegra abaixo).
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Stefani Cavalcante/g1
Relembre o crime
O crime oconteceu na casa de Igor, em Palmas, no dia 2 de agosto de 2026. O pai procurou a polícia somente no dia seguinte, alegando que o menino teria sido vítima de afogamento. Contudo, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Gustavo morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual.
Inicialmente, a Polícia Civil informou que os suspeitos responderiam por homicídio duplamente qualificado e tortura. Mas a tipificação do crime foi reformulada, conforme novas evidências encontradas, para incluir estupro de vulnerável e o vicaricídio.
Segundo o delegado, Igor Veloso confirmou em depoimento que o filho pulou na piscina sem autorização e se afogou, mas foi resgatado por ele. Quando questionado, Gustavo teria dito que a mãe o autorizou a banhar na piscina. Essa situação teria irritado Igor e dado início às agressões contra a criança.
A polícia acredita que as agressões que começaram na área externa continuaram no quarto do menino, levando-o à morte. Com relação ao crime de estupro, Igor teria negado veementemente a violência.
“Ele tentou justificar que as lesões no ânus do menino teriam sido em razão das pancadas. Isso será rechaçado tecnicamente com a nova solicitação direcionada ao perito. A forma como as lesões são necessariamente causadas pela inserção de objetos”, comentou o delegado.
Ainda conforme o delegado, o laudo pericial confirmou que a criança estava viva no momento em que essas lesões foram provocadas, o que configuraria também crime de tortura.
A fraude processual ocorreu após a morte de Gustavo. “Ficou claro que houve movimentação na cena do crime. Ajeitaram o corpo do menino para parecer que acordaram e encontraram ele morto. Essa alteração configura fraude processual”, explicou Menezes.
O pedido de prisão de Igor e Kathellen foi feito à Justiça 48 horas após a morte. Segundo a investigação, quando foram detidos, já haviam escondido aparelhos celulares.
Eles estão presos desde 5 de agosto. A Justiça negou dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Kathellen. Apesar de ela ter uma filha bebê, o Judiciário considerou que a criança está sob os cuidados da avó e que os fatos investigados são graves.
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas
Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses
Íntegra da nota da defesa de Igor e Kathellen
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa e Kathellen Moreira da Silva informa que tomou conhecimento do indiciamento divulgado pela autoridade policial e analisará, com serenidade e responsabilidade, a íntegra do relatório final e os elementos utilizados para fundamentar suas conclusões.
Embora respeite o trabalho desenvolvido durante a investigação, a defesa discorda das imputações formuladas e ressalta que o indiciamento constitui manifestação da autoridade policial no âmbito do inquérito, não representando juízo definitivo de culpa.
Em uma investigação de elevada complexidade e repercussão, é indispensável que as condutas sejam rigorosamente individualizadas e que qualquer conclusão esteja amparada em provas técnicas seguras, sem presunções ou transferência automática de responsabilidade entre os investigados.
As questões fáticas, jurídicas e periciais serão enfrentadas no momento e no foro adequados, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. A defesa reafirma sua confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos no decorrer do processo.
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Fonte: G1 Tocantins

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‘Toda uma vida pela frente’, desabafa tia de criança do TO que morreu em acidente com ônibus na Bahia

Ônibus tombou na BR-122, em Iraquara, na Bahia.
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Helena Lima de Moraes, de 2 anos, é uma das vítimas do acidente com um ônibus na BR-122, em Iraquara (BA), que deixou seis mortos e 13 feridos. Moradora de Palmas, ela foi descrita pela tia Caiane Couto Araújo como uma criança “muito inteligente e esperta”.
“Infelizmente, aconteceu essa tragédia com ela tão pequenininha, com toda uma vida pela frente. Nesse momento, a família está sem chão diante dessa situação”, contou a tia.
O acidente com o ônibus da empresa Real Maia ocorreu na sexta-feira (25). Helena viajava com a mãe, Graciele de Melo Lima de Moraes, de 23 anos, que permanece internada no Hospital Regional da Chapada, em Seabra (BA). Ela sofreu fraturas nas pernas, além de fratura na bacia e lesão na coluna, precisa passar por cirurgia e aguarda transferência para o Tocantins.
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Outras duas pessoas que estavam no ônibus também tinham o Tocantins como destino. O g1 tenta confirmar se elas estão entre os feridos no acidente.
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De acordo com a família, mãe e filha retornavam para Palmas após uma viagem à casa da avó de Helena, em Pernambuco. A morte da menina causou comoção entre familiares e amigos. Segundo Caiane, Helena era uma criança muito amada e esperada pela mãe.
“A Helena era filha única. O sonho dela era ser mãe. A Helena era muito querida por toda a família, porque a mãe dela enfrentou muitas dificuldades para conseguir engravidar”, comentou.
Acidente em rodovia
O acidente aconteceu por volta das 23h30 de sexta-feira (25), a aproximadamente 15 quilômetros de Iraquara, na região da Chapada Diamantina. As circunstâncias serão investigadas pela Polícia Civil da Bahia, que aguarda os resultados dos laudos periciais para esclarecer o que provocou a saída do ônibus da pista.
O veículo transportava 22 passageiros e dois motoristas. Em nota, a Real Maia e a seguradora responsável informaram que estão prestando toda a assistência necessária à passageira e aos familiares.
Segundo a empresa, a transferência depende da avaliação da equipe médica e da regulação de saúde, que definem o momento adequado para a remoção, além do destino e do tipo de transporte indicado.
Ainda segundo a empresa, a paciente permanece internada e, conforme orientação médica, há indicação de um procedimento cirúrgico antes da transferência. A Real Maia afirmou que continuará acompanhando o caso, em conjunto com a seguradora, respeitando todas as determinações médicas e da regulação de saúde, com o compromisso de oferecer o suporte necessário à paciente e à família.
Veja local do acidente de ônibus na Bahia.
Arte g1
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Fonte: G1 Tocantins

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Motociclista de 24 anos morre após bater de frente com carro no TO

Acidente aconteceu em rodovia no norte do Tocantins
BPMRED/Divulgação
O motociclista Douglas Rodrigues Veloso, de 24 anos, morreu após se envolver em um acidente com um carro na TO-222, entre Araguaína e Babaçulândia, no norte do Tocantins. Após a batida, o carro saiu da pista e capotou.
O acidente aconteceu na noite deste domingo (27), no km 94. Testemunhas contaram aos militares do Batalhão da Polícia Militar Rodoviário e de Divisas (BPMRED) que o carro seguia no sentido leste-oeste quando a motocicleta, que vinha no sentido contrário, fez uma ultrapassagem pela contramão e bateu de frente com o carro.
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O motociclista foi arremessado e caiu no acostamento. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e confirmou a morte.
Com o impacto, o carro saiu da pista e capotou. Os outros três passageiros não ficaram feridos.
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Os militares isolaram a área e acionaram a perícia técnica, que deve apontar as causas do acidente.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informou que o Núcleo de Medicina Legal de Araguaína recolheu o corpo de Douglas Rodrigues Veloso. Ele passou por exames necroscópicos e, posteriormente, foi liberado para os familiares.
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Fonte: G1 Tocantins