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Após um ano do desabamento, ponte entre o Tocantins e o Maranhão será inaugurada nesta segunda-feira


Imagens mostram como está a nova ponte entre o TO e o MA
A nova estrutura da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os municípios de Aguiarnópolis, no Tocantins, e Estreito, no Maranhão, será inaugurada nesta segunda-feira (22). A data também marca o um ano da tragédia do desabamento, que deixou 18 vítimas, entre mortos, desaparecidos e um ferido.
O acidente aconteceu exatamente no dia 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h. No momento em que vão central colapsou e derrubou grande parte da estrutura, veículos de diferentes portes em que faziam a travessia foram parar no fundo do Rio Tocantins, levando a vítimas. Somente um homem sobreviveu à tragédia.
O anúncio da inauguração da ponte foi feito pelo Governo do Estado, e a previsão é que a cerimônia de inauguração tenha início às 11h desta segunda-feira. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) publicou nas redes sociais neste domingo (21) que a obra já está finalizada.
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Para finalizar a construção, estava previsto um teste de carga, que tem o objetivo de avaliar a segurança da estrutura, com a instalação de sensores que farão medições das pequenas deformações que ocorrem durante a passagem dos veículos.
A ponte, segundo o Governo do Estado, tem grande relevância no transporte da produção agrícola e industrial, além do tráfego da população. Quando ocorreu o colapso, o transporte pelo Rio Tocantins passou a ser feito por balsas.
O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o ministro do Esporte, André Fufuca, vão participar da solenidade, que deve acontecer nas duas cabeceiras da ponte.
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Nova ponte entre Tocantins e Maranhão será entregue no dia 22, um ano após desabamento
Obra da ponte Jk está em 95%
Divulgação/DNIT
Implosão e investimento
O que restou da ponte passou por uma implosão em fevereiro deste ano. Logo após o procedimento, as obras da nova estrutura que passa pela rodovia BR-226 começaram, com a previsão de ser entregue antes do ano terminar.
A estrutura tem 630 metros de extensão, 19 metros de largura e um vão livre de 154 metros. Os veículos vão trafegar por duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, e contarão com dois acostamentos com três metros cada, barreiras de proteção do tipo New Jersey, dois passeios para pedestres e guarda-corpo em cada extremidade do tabuleiro.
O investimento para a construção da estrutura é de R$ 171,97 milhões, do Governo Federal.
Relembre o acidente
A ponte colapsou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e os outros dois, 22 mil litros de defensivos agrícolas.
Antes da ponte cair, moradores do Tocantins e do Maranhão alertavam as autoridades sobre a situação da estrutura. A queda aconteceu no exato momento em que o vereador de Aguiarnópolis, Elias Júnior (Republicanos), filmava o local para denunciar os problemas da ponte.
Sem a ligação entre o Tocantins e o Maranhão, os motoristas que precisavam passar pela ponte estão tendo que optar por desvios em outras cidades ou por balsa.
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Fonte: G1 Tocantins

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Servidora é atingida no olho por chumbinho de barraca de tiro durante evento de Natal em parque de Palmas: ‘Não enxergava’


Mulher é atingida por chumbinho de barraca de tiro durante festa de Natal em Palmas
A servidora pública Isabel Cristina Rocha foi atingida no olho por um chumbinho ao passar atrás de uma barraca de tiros na vila de Natal, montada no Parque Cesamar, em Palmas. O projétil está alojado atrás do globo ocular da servidora. Em entrevista à TV Anhanguera, ela contou que inicialmente achou ter levado um choque e perdeu temporariamente a visão do olho esquerdo.
“Quando eu senti aquela luz no meu rosto, na minha mente eu tinha levado um choque elétrico. Eu imaginei que tinha algum fio descascado e que eu tinha batido o olho. Coloquei a mão, me agachei e logo em seguida fui socorrida. Na minha mente, eu já tinha certeza que tinha acontecido algo muito grave na minha visão, porque eu não enxergava. Eu tinha medo de tirar a mão do olho, porque quando eu tirava, não enxergava. Aí teve um momento que tampei o outro olho, não vi nada e entrei em pânico”, disse Isabel.
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Isabel Cristina Rocha foi atingida no olho por um chumbinho em Palmas
TV Anhaguera/Reprodução
A Prefeitura de Palmas informou que a barraca não tinha autorização ou alvará e foi instalada em área pública de forma irregular. Por isso, segundo o município, não houve vistoria prévia da Fiscalização de Posturas (veja nota completa abaixo).
A barraca funcionava do lado de fora do parque. Conforme apurado pela TV Anhanguera, desde o acidente, o proprietário do local deixou de atender e o espaço está sem as armas e os brindes. O g1 tenta contato com o dono da barraca de tiros.
Isabel mora em Colinas do Tocantins e veio para Palmas no dia 11 de dezembro de 2025 para realizar alguns exames. O acidente aconteceu no dia 12 de dezembro de 2025, quando a servidora aproveitou para ver a inauguração da Vila Encantada. Ela estava com a família assistindo ao desfile de Natal, quando decidiu ir ao Parque Cesamar para ver a decoração.
No parque, a servidora passou atrás da barraca com o neto e foi atingida no olho. A filha de Agnes Rocha e o dono da barraca de tiros prestaram os primeiros socorros. Em seguida, uma médica plantonista acionou uma oftalmologista, que fez o atendimento médico durante a madrugada.
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Projétil pode não ser retirado
Raio-X mostra projétil atrás do globo ocular de Isabel Cristina Rocha
TV Anhanguera/Reprodução
Desde o acidente, Isabel não voltou para Colinas, pois os médicos recomendaram que ela ficasse em Palmas para acompanhar o tratamento do olho. Imagens de raio-x mostram o projétil atrás do globo ocular da servidora. Segundo a filha, a mãe passou por quatro oftalmologistas e todos recomendaram não retirar o chumbinho por enquanto.
“Graças a Deus ela não está sentindo nenhuma dor desde o momento que ela foi acertada até depois da cirurgia, ela não não sentiu dor na no olho. Foram quatro oftalmologistas que avaliaram a minha mãe, todos os quatro tiveram esse mesmo pensamento e eu acredito que seja o melhor para ela neste momento também”, contou.
Conforme a filha, há a possibilidade de o projétil não ser retirado. Os médicos devem avaliar a situação conforme o avanço do tratamento para dar mais orientações.
“Aí ele [médico] falou: ‘Futuramente, depois que o olho tiver já sarado da cirurgia e do trauma, se for uma necessidade, a gente pode tentar intervir, mas não sendo uma necessidade, não há o porquê”. Ela consegue conviver com o projétil dentro da órbita”, contou Agnes.
Barraca de tiro é permitada no Brasil?
A atração é permitida no país, mas precisa de autorização e fiscalização. Segundo o major Tadeu Franklin, da Polícia Militar, esse tipo de armamento pode ser utilizado sem registro com o exército, mas o uso constante dele pode levar a acidentes fatais.
“Esse tipo de armamento, o famoso chumbinho, é um metal fino que pode ser de até 6.35 mm. Qualquer pessoa maior de 18 anos pode estar adquirindo sem ter registro com o exército. A partir de 6.35 mm, já necessita de registro com o exército. Se você utiliza ele constantemente com a munição dentro do armamento, sem o devido cuidado com o cano, o controle desse cano ou com o dedo no gatilho, pode gerar um acidente e atingir alguém de forma lesiva”, explicou.
Nota da Prefeitura de Palmas
A Superintendência de Fiscalização Urbana presta os seguintes esclarecimentos para subsidiar o posicionamento oficial do Município:
1. A banca de tiro ao alvo mencionada não possuía qualquer autorização, alvará ou permissão expedida pela Prefeitura de Palmas, tendo se instalado em área pública municipal de forma irregular e clandestina, em desacordo com a legislação vigente.
2. Não houve comunicação prévia, solicitação formal ou pedido de licença junto aos órgãos municipais competentes para funcionamento da referida atividade, tampouco autorização para uso do espaço público.
3. Nos termos da legislação municipal, toda atividade comercial ou recreativa em área pública depende de autorização expressa do Poder Público, especialmente aquelas que envolvam potencial risco à segurança das pessoas, como é o caso de bancas de tiro ao alvo, ainda que operadas com equipamentos de ar comprimido.
4. A ausência de autorização implica que não houve vistoria prévia da Fiscalização de Posturas, nem análise técnica quanto às condições estruturais e de segurança da banca, uma vez que o responsável atuou à margem do controle administrativo municipal.
5. Eventuais falhas estruturais, irregularidades ou riscos decorrentes da instalação e funcionamento da banca, incluindo problemas no anteparo ou na contenção de disparos, são de responsabilidade exclusiva do proprietário ou operador da atividade, que assumiu integralmente os riscos ao descumprir a legislação municipal.
6. A Fiscalização de Posturas atua dentro de suas competências legais, de forma preventiva e repressiva, contudo, atividades irregulares instaladas sem autorização configuram infração administrativa, estando sujeitas às sanções cabíveis quando identificadas.
7. A Prefeitura de Palmas reforça seu compromisso com a segurança da população, manifesta solidariedade à vítima e informa que adotará as providências administrativas cabíveis, no âmbito de suas atribuições, para apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos.
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Fonte: G1 Tocantins

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Sem estrutura no IML e com riscos sanitários: o que se sabe sobre o corpo deixado no gramado de cemitério


Corpo é abandonado dentro de cemitério no interior do Tocantins
Moradores de Tocantinópolis, no Bico do Papagaio, flagraram um corpo deixado diretamente sobre o gramado de um cemitério local. O caso acontece por causa da falta de necrotério no Instituto Médico Legal (IML) do município.
O corpo estava dentro de um saco plástico na manhã de sábado (20). Imagens mostraram que havia muitas moscas ao redor, por já estar em estado de decomposição. A medida foi tomada porque, no IML, não há estrutura adequada para que os corpos possam ser deixados. O caso será investigado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).
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Veja o que se sabe até o momento sobre o caso:
O que motivou o abandono de um corpo?
O incidente ocorreu pela falta de um necrotério adequado no IML da cidade, para o manejo de corpos em estado de decomposição. Sem o espaço necessário no instituto, o corpo foi levado ao cemitério e deixado sobre a grama.
Quem era a vítima?
A vítima foi identificada como Fernando Costa Roxo, de 20 anos. O caso aconteceu na última sexta-feira (19) e o corpo foi deixado no cemitério no sábado. A causa da morte não foi informada.
Por que o corpo não poderia ser mantido no IML?
Para manter um corpo em estado avançado de decomposição dentro do prédio do IML, é preciso ter um espaço adequado, com estrutura de exaustão e armazenamento correto. Sem isso, a saúde dos servidores poderia ser prejudicada, já que os corpos nessas condições liberam gases que exigem ambientes específicos para preservação e segurança sanitária.
Corpo é deixado em gramado de cemitério em Tocantinópolis
Rede Bico TV/Reprodução TV Anhanguera
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Quais providências foram tomadas?
A SSP informou que a Corregedoria do órgão irá investigar as circunstâncias que levaram ao abandono do corpo no cemitério. Além disso, a secretaria afirmou que realizará uma análise detalhada da estrutura do prédio do IML para identificar quais investimentos são necessários para sanar as deficiências.
Houve algum posicionamento do Governo sobre a situação?
Embora a SSP tenha emitido uma nota lamentando o episódio e prometendo investigação, o Governo do Tocantins não enviou uma resposta direta até a publicação da reportagem sobre a situação geral de outros necrotérios estaduais.
Quando o corpo foi enterrado?
Fernando Costa Roxo foi enterrado ainda no sábado (20).
Corpo de jovem deixado no gramado de cemitério no Tocantins foi sepultado
Reprodução/TV Anhanguera
Íntegra da nota da SSP
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) lamenta profundamente o episódio ocorrido no cemitério de Tocantinópolis e se solidariza com a família.
A Secretaria, por meio da Corregedoria da SSP/TO, irá investigar as circunstâncias que levaram ao abandono do corpo no cemitério.
Quanto à estrutura do prédio do IML, a SSP/TO informa que realizará uma análise detalhada para identificar os investimentos necessários.
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Fonte: G1 Tocantins

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Foragido por roubo de banco no TO é encontrado e preso em zona rural de MT


Na casa onde o investigado estava escondido foram encontradas duas armas de fogo
Polícia Militar
Um homem de 48 anos, suspeito de roubo a banco no estado do Tocantins, foi preso nesse sábado (20), em uma casa na zona rural de Vila Rica, a 1.276 km de Cuiabá. De acordo com a Polícia Militar, ele estava foragido da Justiça e foi encontrado pela Força Tática.
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Conforme o boletim de ocorrência, a prisão ocorreu após uma testemunha fazer uma denúncia anônima relatando que o investigado estava escondido em Mato Grosso. A identidade do investigado não foi divulgada até a última atualização desta reportagem.
Segundo os militares, o suspeito foi abordado em frente à casa e, após checagens, a PM confirmou a existência de mandado de prisão em aberto expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Gurupi (TO).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Durante buscas no imóvel, os policiais encontraram um revólver e um rifle, ambos sem registro, acompanhados de munições. O homem assumiu ser o proprietário das armas, mas não apresentou documentação de porte.
Ele recebeu voz de prisão em flagrante, foi levado à delegacia de Vila Rica para registro da ocorrência e, em seguida, entregue à Polícia Civil para as providências legais que o caso requer.

Fonte: G1 Tocantins

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Temporal no TO: repórter socorre motociclista em Palmas e bombeiros resgatam ilhados em Gurupi


Palmas e Gurupi registram fortes chuvas neste sábado (20)
As fortes chuvas que atingiram cidades do Tocantins nos últimos dias causaram alagamentos, prejuízos e situações de risco, mas também colocaram em evidência atitudes de empatia e protagonismo de profissionais que decidiram agir além de suas funções. Em Palmas e Gurupi, um repórter e bombeiros militares ajudaram pessoas ilhadas pela água durante o temporal.
Na capital, o repórter da TV Anhanguera Matheus Dias, de 26 anos, interrompeu a cobertura jornalística ao perceber uma motociclista presa em um cruzamento alagado. Ele acompanhava a chuva ao lado do repórter cinematográfico Nonato Carneiro, de 54 anos, quando notou que a mulher permanecia no local por vários minutos, sem conseguir sair da enxurrada.
“De muitas reportagens que eu já fiz, essa foi uma das que mais me marcou, principalmente pela falta de empatia de quem passava pelo local ou até de pessoas que estavam ali esperando a chuva passar, mas ninguém se voluntariava para ajudar”, relatou Matheus.
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Segundo o repórter, a equipe já estava no ponto havia cerca de 15 minutos quando percebeu que a motociclista continuava ilhada. A água forte arrastou pertences, danificou a moto e deixou a vítima em estado de choque. Diante da situação, Matheus decidiu atravessar o alagamento para ajudá-la.
“A gente percebeu que ninguém ia ajudar e, naquela hora, não teve como ignorar. Era uma pessoa precisando”, afirmou. Ele contou que, ao entrar na água, a correnteza ultrapassou a altura das galochas e molhou completamente a roupa.
A vítima contou que voltava do trabalho como diarista e perdeu celular, chave de casa, sandálias, banco e retrovisor da motocicleta, além de apresentar problemas mecânicos após o alagamento. Ela também demonstrava preocupação por não conseguir avisar familiares e pelos filhos, que aguardavam na casa de uma babá.
“Naquele momento, era a ajuda que ela precisava. Seria muita hipocrisia estar ali mostrando os transtornos da chuva e não ajudar”, disse o repórter. Matheus e Nonato ajudaram a retirar a moto da enxurrada, tentaram contato com familiares e conseguiram falar com a irmã da vítima, que foi até o local prestar apoio.
“Isso faz bem para o coração e para a alma. A gente espera que situações assim não se repitam e que haja mais empatia, que outras pessoas também se solidarizem em momentos como esse”, completou.
Repórter ajudou motociclista em avenida inundada
Reprodução/TV Anhanguera
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Resgate, acidente e alagamentos: chuva forte causa transtornos em Palmas e Gurupi
Resgate em Gurupi
Bombeiros resgatam pessoas que ficaram ilhadas em Gurupi
Corpo de Bombeiros/Divulgação
Em Gurupi, a atuação do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins evitou uma situação ainda mais grave após a chuva intensa alagar um ponto abaixo do viaduto da via de integração, em frente ao Hotel Oiti. Dois veículos ficaram ilhados, com pessoas em meio à forte correnteza.
O comandante de socorro da ocorrência, 3º sargento Luís Henrique Rodrigues de Paula, de 37 anos, explicou que a principal preocupação envolvia a possibilidade de a água subir acima do teto dos carros.
“A água já estava chegando perto do teto dos veículos, e isso aumenta muito o risco de afogamento. Quando a gente chega, não sabe quem está dentro: se tem criança, idoso ou alguém com dificuldade de locomoção. Por isso, a equipe sempre parte do pior cenário possível”, afirmou.
Os bombeiros montaram uma linha de vida com cordas e conduziram as pessoas até um ponto elevado e seguro. O resgate durou cerca de dez minutos, sem intercorrências. Após a retirada das vítimas, a equipe permaneceu no local para impedir que outras pessoas tentassem atravessar a área alagada.
“A gente deixou a viatura posicionada como barreira para evitar que motoristas entrassem na parte mais funda”, explicou o sargento. Os veículos foram retirados posteriormente pelos próprios proprietários, após a redução do nível da água.
O Corpo de Bombeiros reforça que áreas alagadas não devem ser usadas como passagem e orienta que situações de risco sejam comunicadas pelo telefone 193.
Em meio aos estragos deixados pela chuva, as histórias mostram que atitudes rápidas e empatia fizeram a diferença para proteger vidas durante o temporal.
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Fonte: G1 Tocantins

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Corpo de jovem desaparecido é encontrado dentro de poço e suspeito de matá-lo é preso


Corpo de jovem é encontrado em poço no interior do Tocantins
Um homem de 41 anos foi preso suspeito de matar um jovem de 22 anos em Chapada da Natividade, região sul do Tocantins. A vítima estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025, quando saiu de casa para se encontrar com uma pessoa com quem conversava pelas redes sociais. O corpo do jovem foi localizado dentro de um poço e retirado pelo Corpo de Bombeiros.
O corpo foi encontrado no sábado (20), em uma área rural próxima da rodovia que liga Chapada da Natividade à cidade de Natividade. O jovem foi identificado como Klayver Pimenta Martins. Os bombeiros retiraram o corpo da vítima de dentro de um poço com aproximadamente 15 metros de profundidade.
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Segundo a Polícia Militar, o homem foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O nome dele não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
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Desaparecimento e encontro
Klayver Pimenta Martins foi encontrado morto dentro de um poço em Chapada da Natividade
TV Anhanguera/Reprodução
O jovem foi dado como desaparecido no dia 17 de dezembro, após sair de casa e não retornar mais. Familiares da vítima informaram que tiveram acesso a conversas do jovem nas redes sociais, em que ele marcava um encontro com uma suposta mulher em uma estrada vicinal, que dá acesso a um assentamento da região.
A PM apurou que o perfil da mulher com quem a vítima mantinha contato nas redes sociais era usado de forma indevida pelo suspeito, com o objetivo de monitorar e atrair o jovem.
Os policiais localizaram a casa do suspeito e encontraram um carro com vestígios de sangue na carroceria. Durante abordagem, o homem confessou que usava o perfil falso de uma mulher e que no “encontro” se desentendeu com a vítima e cometeu o homicídio.
Bombeiros retiram corpo de jovem de dentro do poço em Chapada da Natividade
Corpo de Bombeiros/Divulgação
Segundo a polícia, para ocultar o crime, o suspeito arremessou o corpo da vítima em um poço e escondeu a moto da vítima em uma área de mata.
O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal de Natividade e depois transferido para o IML de Gurupi.
A Secretaria de Segurança Pública informou que o suspeito foi encaminhado à Central de Atendimento da Polícia Civil em Dianópolis pelos policiais militares. No local, foi realizado o Auto de Prisão em Flagrante (APF) contra o homem. Em seguida, ele foi encaminhado à Unidade Prisional de Dianópolis, onde permanece à disposição da Justiça.
O caso será investigado pela 98ª Delegacia de Polícia de Natividade.
Jovem é encontrado morto dentro de poço em Chapada da Natividade
Corpo de Bombeiros/Divulgação
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Fonte: G1 Tocantins

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Policial militar é preso durante operação que apura homicídio em Paraíso do Tocantins


Policial militar é preso novamente em Paraíso; saiba mais
A Polícia Civil prendeu preventivamente o policial militar Felipe Augusto Lovato da Rocha, na manhã deste sábado (20), durante uma operação que investiga um homicídio em Paraíso do Tocantins, a cerca de 60 km da capital. A ação apura a morte de Jeziel Chaves da Conceição, ocorrida em 14 de fevereiro deste ano.
Agentes cumpriram o mandado de prisão contra o agente público e mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele e a outro policial militar, também investigado no caso. As diligências ocorreram em Paraíso e no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional, na região central do estado.
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Felipe Augusto Lovato da Rocha é investigado por homicídio ocorrido em fevereiro de 2025 em Paraíso
TV Anhanguera/Reprodução
As investigações indicam que dois homens encapuzados praticaram o homicídio. Durante a operação, a polícia apreendeu veículos e outros vestígios que devem auxiliar no inquérito policial. A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou o cumprimento das ordens judiciais.
O JTo apurou que há suspeitas de envolvimento em grupo de extermínio. A defesa de Felipe Augusto Lovato da Rocha confirmou a prisão e disse que ainda não teve acesso ao teor do inquérito.
A Polícia Militar informou à TV Anhanguera que, paralelamente às medidas judiciais, a Corregedoria-Geral da corporação instaurou procedimentos administrativos para apurar os fatos sob a ótica da ética e da disciplina militar.
Entenda
O policial militar Felipe Augusto Lovato da Rocha já respondeu a outro processo criminal. Em 2023, ele e outro militar tiveram a prisão decretada por suspeita de envolvimento no desaparecimento do jovem Filipe Coelho Siqueira, de 21 anos, em Paraíso do Tocantins.
A investigação apontou que os militares abordaram o jovem e o colocaram dentro de um carro. Filipe Coelho nunca mais apareceu. Naquele processo, Lovato acabou absolvido por falta de provas, uma vez que o corpo da vítima nunca foi localizado.
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Fonte: G1 Tocantins

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Bombeiros identificam seis residências afetadas pelo rompimento de barragem no Tocantins


Barragem se rompeu na zona rural de Ponte Alta do Bom Jesus
Os bombeiros identificaram que seis casas foram impactadas com o rompimento da barragem em Ponte Alta do Bom Jesus, já que as famílias utilizavam diretamente a água do Rio Ribeirão Bonito. As residências ficam entre o local do rompimento e a rodovia TO-110. As ações na região ainda continuam para mapear os impactos causados no local.
As informações são do boletim deste sábado (20), divulgado pelo Corpo de Bombeiros. Na atualização feita às 21h20, os militares informaram que outras quatro casas, habitadas por cinco pessoas, foram mapeadas entre a TO-110 e a foz do Rio Ribeirão Bonito. Essas residências não foram atingidas diretamente pelas águas.
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Bombeiros mapeiam região onde barragem rompeu em Ponte Alta do Bom Jesus
Corpo de Bombeiros/Divulgação
Segundo a Defesa Civil, a principal demanda dos moradores da região tem sido o fornecimento de água potável. No sábado, foram colhidas amostras da água, que devem ser analisadas para verificar a qualidade e possibilidade de retomada do uso pelos ribeirinhos.
A empresa responsável pela barragem, Grupo ZX Energia, informou que o acidente foi causado pelo rompimento parcial da estrutura do vertedouro em implantação. Equipes técnicas estão no local para avaliar a área afetada e registrar as necessidades da população impactada. A empresa também explicou que contratou um caminhão-pipa para reforçar o abastecimento, além de distribuir água mineral aos moradores da região (veja a nota na íntegra abaixo).
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Rompimento a barragem
Situação de ribeirão após rompimento de barragem
Divulgação/Bombeiros
A barragem rompeu parcialmente na sexta-feira (19). A estrutura estava associada à Central Geradora Hidrelétrica (CGH) Surreal, que é uma propriedade particular. No momento do acidente, a CGH estava em fase final de construção e ainda não havia iniciado suas operações. O incidente resultou na elevação do volume de água do Rio Ribeirão Bonito, que passa pela zona rural da região das Serras Gerais.
Não há registro de pessoas feridas. No entanto, a elevação do nível da água no Rio Ribeirão Bonito exigiu a retirada preventiva de moradores ribeirinhos, pequenos produtores rurais, turistas e visitantes. O prefeito de Ponte Alta do Bom Jesus, José Luciano Azevedo (Republicanos), informou que a primeira preocupação foi desocupar todos esses locais, levando as pessoas para partes mais altas da região, e que a ação incluiu também a remoção de animais.
O impacto ambiental foi classificado como “devastador” por autoridades. Plantios de pequenos produtores rurais na beira do rio foram alagados.
Íntegra da nota da empresa Grupo ZX Energia
O Grupo ZX Energia informa que, por volta das 8h desta sexta-feira, 19 de dezembro, foi registrado um acidente sem vítimas durante a fase de obra civil da Central Geradora Hidrelétrica (CGH), localizada no município de Ponte Alta do Bom Jesus (TO).
O acidente envolveu o rompimento parcial de estrutura do vertedouro em implantação. A área encontra-se sob monitoramento técnico contínuo. Desde o primeiro momento, equipes técnicas da ZX Energia atuam no local para avaliação da área afetada e registro das necessidades da população. Como medida preventiva, a empresa contratou um caminhão-pipa para reforço no abastecimento, além de distribuir água mineral aos moradores da região.
A ZX Energia está colaborando integralmente com as autoridades competentes para o acompanhamento do caso e a apuração técnica das causas do acidente. Novas informações serão divulgadas oportunamente, com total transparência e responsabilidade.
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Fonte: G1 Tocantins

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Marido de caminhoneira vítima da Ponte JK relembra despedida antes de desabamento: ‘Íamos passar o Natal juntos na estrada’


José de Oliveira Fernandes e Andreia Maria de Sousa
José de Oliveira/Arquivo pessoal
Depois de um ano da queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre Tocantins e Maranhão, familiares das vítimas seguem sem respostas sobre as investigações. A tragédia deixou 14 pessoas mortas e três desaparecidas. O caminhoneiro José de Oliveira Fernandes, marido de Andreia Maria de Sousa, que também era caminhoneira, contou como foi a despedida antes dele e a esposa pegarem a estrada no dia 22 de dezembro de 2024.
“A gente andava sempre junto, eu na frente, ela atrás, então a gente estava sempre em contato pelo rádio, sempre conversando, brincando, dando risada. Inclusive quando ela saiu, a gente se despedindo, ela falou que ia passar no [supermercado] lá Imperatriz, comprar champanhe para a gente passar o Natal juntos na estrada”, contou o marido.
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José e Andreia estavam juntos há dois anos. Os dois moravam em Brotas (SP) e trabalhavam na mesma empresa especializada em transporte de produtos químicos. Ele afirma que o caso se trata de um crime e cobra justiça.
“Tá certo que não vai trazer ninguém de volta, mas não é uma coisa que pode ficar impune, porque se é com a gente, eles vão cobrar, não vão? Então, quer dizer, eles têm que pagar também pelo erro, pelo crime que eles cometeram. Que isso aí foi um crime. Não foi uma coisa que não foi avisada, né? De repente. Pelo que eu estou sabendo, o pessoal vem denunciando essa ponte, que essa ponte estava perigosa, ia cair e tudo, ninguém fez nada, né?”, contou em entrevista ao g1.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que as investigações sobre as causas do desabamento ainda estão em andamento (veja nota completa abaixo).
O g1 solicitou informações à Polícia Federal, que na época abriu um inquérito para apurar o caso, e ao Ministério Público Federal, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem.
Andreia Maria de Sousa de 45 anos morreu no desabamento da ponte entre MA e TO
José de Oliveira/Arquivo pessoal
A tragédia aconteceu na tarde do dia 22 de dezembro de 2024, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). A caminhoneira de 45 anos foi a quarta vítima a ter o corpo localizado no rio Tocantins, no dia 24 de dezembro. Ela estava levando uma carga de ácido sulfúrico para Belém (PA) quando a ponte desabou.
Na época, José contou à TV Anhanguera que havia almoçado com ela horas antes do acidente. Desde a partida precoce de Andreia, o marido e a família tentam lidar com a dor e saudade.
“Está sendo difícil ainda, não está 100%, nem para mim, nem para os pais dela. A mãe dela não consegue nem falar comigo direito, que começa a chorar. Tem um sentimento muito grande ainda, né? Está muito forte ainda. Uma perda que só por Deus, muito doido ainda”, disse.
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Ponte entre MA e TO: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre desabamento na BR-266
Ponte que desabou foi construída em 1960, passou por reparos em 1998 e precisava de novas obras; veja histórico da estrutura
Carreta de ácido sulfúrico é retirada de rio quase dez meses após cair com ponte entre o Tocantins e o Maranhão; VÍDEO
Os dois viviam uma união estável e se tratavam como marido e esposa. O casamento no civil estava marcado para janeiro de 2025. Segundo José, o plano seria que, depois de passar o Natal e Ano Novo na estrada, os dois iriam comprar as alianças na volta para casa.
Por causa do acidente, o sonho do casal foi interrompido. Depois de um ano, o sentimento do marido é de que as famílias das vítimas foram esquecidas.
“Abandonaram, a questão da família foi abandonada. Eles estão dando um sentido mais à ponte. Então, isso foi um esquecimento. Deveria entrar em comunicação com a família, dar uma satisfação, dar um apoio, alguma coisa assim, mas ninguém apoia. O que as outras famílias estão passando aí, que perderam o filho. Então, pode ficar no esquecimento. Pelo menos para a gente aqui mesmo, ninguém comunicou nada, ninguém fala nada. Então fica difícil”.
Desabamento da ponte
Vítimas da queda da ponte que ligava o Maranhã ao Tocantins
Arquivo pessoal
A ponte caiu por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro de 2024. No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e outros 22 mil litros de defensivos agrícolas.
No dia, depois que Andreia saiu em direção a Belém, José parou em um posto e percebeu que o pátio estava sendo fechado. Um dos funcionários disse a ele que a ponte havia caído. Nesse momento, ele começou a ligar para a esposa e, sem resposta, contatou a empresa, que localizou pelo GPS o veículo na região da ponte JK.
“Desengatei a carreta e voltei para lá correndo. Aí quando eu cheguei estava tudo caído lá. Pouco tempo que eu estava lá, o pessoal começou a achar os pertences boiando na água. Fui reconhecer, reconheci a bolsa dela, a toalha de banho, tudo”, contou José.
Ao todo, 18 pessoas foram vítimas do colapso da ponte, sendo que apenas um homem conseguiu sobreviver. Antes da ponte cair, moradores dos dois estados alertavam as autoridades sobre a situação da estrutura. A queda aconteceu no exato momento em que o vereador de Aguiarnópolis, Elias Júnior (Republicanos), filmava o local para denunciar os problemas da ponte que liga a cidade a Estreito, no Maranhão.
Sem a ligação entre o Tocantins e o Maranhão, os motoristas que precisariam passar pela ponte estão tendo que optar por desvios em outras cidades. O restante da estrutura antiga foi implodido em fevereiro de 2025 e as obras começaram logo depois.
Implosão da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA)
Reprodução/TV Anhanguera
Ponte entre Maranhão e Tocantins desaba sobre rio
Arte/g1
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Fonte: G1 Tocantins

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Vão maior e técnica de balanço sucessivo: Veja como foi a construção da nova ponte entre TO e MA após desabamento em 2024


A nova Ponte de Estreito, que religará os estados do Maranhão (MA) e Tocantins (TO) pela BR-226, será inaugurada nesta segunda-feira (22). Desde a implosão dos pilares da antiga estrutura, em fevereiro de 2025, se passaram apenas dez meses. Com 630 metros de extensão, a nova estrutura é maior que a anterior, que possuía 533 metros, e representou um desafio para a engenharia.
A nova estrutura vai substituir a Ponte Juscelino Kubitscheck, que desabou em 22 de dezembro de 2024, deixando 14 mortos, três desaparecidos e um ferido. No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas.
A antiga ponte foi construída na década de 1960. A estrutura havia passado por reparos em 2021, mas apresentava diversos problemas, e em 2024 chegou a ser aberto um edital para obras de reabilitação, mas o colapso aconteceu antes que um projeto fosse realizado.
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Quando foi construída, a Ponte de Estreito chegou a bater o recorde como o maior vão do mundo em viga reta de concreto protendido, com 140m de vão.
A ponte atual terá um vão livre de 154 metros – essa é a distância horizontal entre os pilares no centro da ponte, sobre o Rio Tocantins. Para manter o ritmo acelerado da nova ponte, a obra empregou mais de 500 colaboradores atuando em dois turnos.
Veja detalhes da nova ponte
Vídeo mostra implosão de estrutura que restou de ponte entre TO e MA
A nova travessia sterá 630 metros de extensão e 19 metros de largura. No quesito de engenharia, destaca-se um vão livre de 154 metros. Segundo o Dnit, a construção foi um desafio tanto pelas dimensões da nova estrutura, quanto pelas condições naturais do Rio Tocantins e pela necessidade de restabelecer a travessia de forma rápida.
“Um dos principais desafios enfrentados foi o atendimento rigoroso às normas de navegação, que exigem o cumprimento de um gabarito mínimo navegável, garantindo altura livre adequada entre a lâmina d’água e a estrutura superior da ponte, mesmo na cota de máxima cheia do rio. Além disso, o Rio Tocantins, no trecho da obra, apresenta profundidades que chegam a cerca de 40 metros, o que tornaria extremamente complexa e onerosa a execução de pilares no leito do rio”, informou o Dnit.
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Dnit/Divulgação
Para suportar essa vasta estrutura, foram necessárias 24 fundações e 26 pilares. A ponte é projetada para garantir segurança e fluidez, contando com duas faixas de rolamento, com 3,6 metros cada, e dois acostamentos, com três metros cada. Também foram construídas barreiras de proteção do tipo New Jersey e dois passeios exclusivos para pedestres.
O segredo por trás da agilidade e da capacidade de vencer grandes distâncias reside no método de construção adotado: o balanço sucessivo. Esta técnica é utilizada para erguer pontes e viadutos de grandes vãos, onde o uso de escoramentos convencionais apoiados no solo não é viável.
“Diante desse cenário, optou-se pela adoção de um vão livre maior, eliminando a necessidade de apoios intermediários no leito do rio. Entre as alternativas técnicas disponíveis na engenharia de pontes, o método construtivo de balanço sucessivo foi escolhido por apresentar a melhor relação entre segurança, viabilidade técnica, prazo de execução e custo-benefício”.
O balanço sucessivo funciona por meio da execução da estrutura em segmentos, conhecidos como aduelas. Essas aduelas são concretadas ou pré-moldadas e avançam em balanço, sucessivamente, a partir de um ou mais pilares centrais. No total, a obra contará com 60 aduelas, sendo que 20 já haviam sido concretadas até o início de outubro de 2025.
Para acelerar o cronograma, o DNIT adotou a estratégia de fabricação em paralelo: foram produzidas 45 vigas pré-fabricadas e 2.062 unidades de pré-laje. O investimento total do Governo Federal na nova ponte é de R$ 171,1 milhões.
“O balanço sucessivo permitiu a execução da estrutura de forma segura e progressiva, garantindo maior controle construtivo, redução de interferências no curso do rio e atendimento integral às exigências de navegação e segurança estrutural, contribuindo de forma decisiva para a agilidade da obra”, explicou o departamento.
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Fonte: G1 Tocantins