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Paraíso turístico vira foco de disputa de divisa entre GO e TO após erro em mapa dos anos 70


Paraíso turístico vira foco de disputa entre GO e TO
O Complexo do Prata, um dos atrativos mais visitados por turistas que buscam as paisagens naturais da Chapada dos Veadeiros, é hoje o centro de uma disputa territorial entre Goiás e Tocantins. A confusão ganhou força após a Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que um erro em um mapa do Exército, produzido em 1977, deslocou indevidamente a divisa entre os estados. Segundo a PGE, a ocupação indevida do território acontece há dois anos.
A falha teria ocorrido quando medições oficiais trocaram a identificação dos rios usados para demarcar a divisa, levando o curso d’água errado a ser registrado como limite entre Goiás e Tocantins, que só se tornou estado oficialmente em 1988. O g1 procurou o Exército, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
O equívoco deslocou a linha divisória para cima do território onde vivem comunidades Kalungas, gerando incerteza sobre qual estado deveria oferecer serviços públicos e manter infraestrutura local. Desde então, moradores cresceram, trabalharam e buscaram atendimento em uma área que, na prática, ficou sem definição clara de pertencimento.
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Infográfico – Paraíso turístico vira foco de disputa entre GO e TO por divisa após erro em mapa dos anos 70
arte/g1
Território de 12,9 mil hectares está no centro da indefinição
A área disputada soma 12,9 mil hectares, ou cerca de 12 mil campos de futebol, considernando as dimensões máximas estipuladas pela Fifa (120 metros de comprimento e 90 metros de largura).
O g1 percorreu a zona rural de Cavalcante (GO) e esteve na comunidade Kalunga dos Morros, uma das mais afetadas pela indefinição, ouvindo moradores que vivem há décadas entre divisas que mudam no papel, mas não no cotidiano. As falas mostram que não há consenso: há quem se sinta goiano, e há quem se sinta tocantinense.
A construção de uma ponte sobre o Rio Ouro Fino, executada pela prefeitura de Cavalcante, também se tornou um marco simbólico dentro da disputa. A estrutura é utilizada diariamente por quem vive na zona rural e, embora esteja concluída, não foi inaugurada oficialmente, porque o município decidiu aguardar a decisão judicial sobre a divisa.
A movimentação de Tocantins na área ficou mais evidente depois dessa construção, segundo moradores e lideranças locais. E es relatam que a placa instalada pelo governo tocantinense — com os dizeres “Bem-vindo ao Tocantins” e reforçando o limite territorial — surgiu pouco tempo depois da conclusão da ponte, o que reforçou, para parte da comunidade, a percepção de que a sinalização seria uma resposta direta ao avanço de infraestrutura promovido pelo lado goiano.
É nesse cenário de sobreposições cartográficas, promessas políticas e identidades divididas que vivem as famílias da Comunidade Kalunga dos Morros e do Povoado do Prata. Enquanto parte dos moradores defendem que a região pertence historicamente a Goiás, outros relatam estar encontrando mais assistência do lado tocantinense.
Poços e cachoeiras do Complexo do Prata, área de grande interesse turístico que fica na zona de divisa entre Goiás e Tocantins e é alvo da disputa territorial aberta após erro em mapa dos anos 70
Reprodução/Instagram de Complexo do Prata
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Comunidade Kalunga vive pertencimentos divididos
Delfino Pereira da Silva, 64 anos, nasceu e cresceu na comunidade dos Morros. Ele relata que, desde menino, aprendeu que aquela terra era Goiás e que a identificação local sempre se deu por Cavalcante.
Segundo ele, falar em Tocantins não fazia sentido — nem no território, nem nos vínculos afetivos. Delfino lembra que a região dependia de Cavalcante para estrada, escola e saúde, e que a comunidade chegou a se unir para manter acessos quando a assistência municipal ficou mais rara, por causa da indefinição das fronteiras.
Delfino conta que, mesmo com períodos de abandono, a Comunidade dos Morros sempre recorreu a Goiás. Para ele, a proximidade geográfica e a relação histórica pesam mais que qualquer mudança cartográfica recente. Ele explica que muitos moradores têm casa ou documentos vinculados ao município goiano e que Paranã, cidade tocantinense que seria a referência alternativa, é distante e pouco conhecida para grande parte da comunidade.
Moradores da Comunidade Kalunga dos Morros, seu Gedson Cardoso da Conceição (à esquerda) e Delfino Pereira da Silva (à direita) relatam como a disputa entre Goiás e Tocantins afeta, há décadas, a vida de quem nasceu e cresceu na divisa
Bárbara França/g1 Goiás
No entanto, no mesmo povoado, outro morador afirma o contrário: “Hoje eu me considero tocantinense”.
A poucos quilômetros de Delfino, o lavrador Gedson Cardoso da Conceição vê a situação de forma oposta. Morador desde 1975, ele conta que, ao tentar resolver questões documentais, foi informado pela promotoria de Cavalcante de que sua comarca correta seria Paranã. Depois disso, passou a transferir seus registros e afirma ter encontrado respostas mais rápidas no lado tocantinense.
Gedson diz que, nos últimos anos, percebeu investimentos, promessas de infraestrutura e atenção governamental por parte do Tocantins, enquanto Goiás, segundo ele, nunca teria levado melhorias até sua região.
Ele acompanhou pessoalmente a instalação da placa do Tocantins que marca a divisa:
“Para mim, foi um sinal de que finalmente lembraram da gente”, afirma.
Placa instalada em área rural marca a divisa entre Goiás e Tocantins pelo Rio Ouro Fino — ponto que os moradores reconhecem como o limite real entre os estados e que está no centro da disputa provocada por um erro de nomeação em mapa dos anos 1970
Bárbara França/g1 Goiás
‘Comunidade vive entre dois estados’
Lurdes dos Santos Maia, representante da comunidade dos Morros, descreve a sensação de viver em um território em constante disputa como cansativa. Para ela, moradores acabam sendo usados como argumento político enquanto convivem com falta de estrada, demora em serviços de saúde e indefinição sobre documentação e acesso a políticas públicas.
Segundo Lurdes, a disputa gera insegurança prática e emocional:
“A gente vive no meio. Os estados brigam, mas quem mora aqui continua sem saber quem realmente cuida da gente.”
Disputa se intensifica com a exploração turística
O secretário de gestão de Cavalcante, Danilo Antônio Ferreira, que faz parte da Comunidade Kalunga Vão do Moleque, relata que sempre houve assistência do município para saúde, manutenção de estradas e escola, mas que o interesse do Tocantins cresceu à medida que a região se tornou turística.
Ele afirma que a indefinição territorial fez com que parte da população local sequer fosse registrada no último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica IBGE), o que resultou em perda de recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) para Cavalcante. Ele explica, ainda, que promessas de pavimentação e melhorias feitas por autoridades tocantinenses dividiram a comunidade.
“A disputa não é só um debate jurídico. É uma questão sobre quem vai cuidar de um povo inteiro”, afirma.
Placa instalada pelo Governo do Tocantins na estrada rural que leva ao Complexo do Prata afirma que “o turismo começa aqui”; estrutura virou símbolo da disputa territorial entre GO e TO
Bárbara França/g1 Goiás
A visão do turismo: placa gera confusão e afeta guias
A guia turística Marina Costa, que vive em Cavalcante, afirma que a instalação da placa “Bem-vindo ao Tocantins — O turismo começa aqui” gera confusão entre visitantes sobre onde realmente começa e termina a divisa entre os estados.
Segundo ela, a estrutura foi colocada em um ponto onde o limite territorial não é linear, o que faz com que muitos turistas acreditem que já deixaram Goiás antes mesmo de chegarem a áreas que, oficialmente, ainda pertencem ao estado.
Marina explica que isso impacta o trabalho dos guias, porque parte dos visitantes passa a acreditar que determinados atrativos não fazem mais parte da Chapada dos Veadeiros. Ela relata que, muitas vezes, precisa orientar os turistas sobre quais áreas ainda são de Cavalcante e quais já pertencem ao Tocantins, já que a demarcação histórica possui “entranças” que dificultam a identificação exata da fronteira.
Para ela, o problema é menos sobre disputa política e mais sobre clareza para quem visita a região:
“A gente precisa de segurança sobre o território e de informações corretas para poder explicar para o turista onde ele está.”
A guia turística Marina Costa, moradora de Cavalcante, atua na Chapada dos Veadeiros e explica como a disputa territorial afeta a percepção dos visitantes sobre atrativos da região, como o Complexo do Prata
Bárbara França/g1 Goiás
Prefeito goiano diz que erro impede serviços básicos
O prefeito de Cavalcante, Vilmar Kalunga, afirma que a indefinição territorial causada pelo erro no mapa do Exército tem provocado prejuízos diretos às famílias da Comunidade Kalunga dos Morros. Segundo ele, o governo do Tocantins teria se aproveitado da falha cartográfica para avançar sobre a área e chegou a instalar uma placa de divisa “sem comunicar ninguém”.
De acordo com o prefeito, a disputa afeta serviços essenciais. Ele afirma que a Equatorial Energia — distribuidora de energia elétrica — já deveria ter levado eletrificação à região, mas que a divergência sobre o pertencimento da área atrasou o processo. “As famílias continuam no escuro por causa desse erro”, diz. O gestor também reforça que a área é reconhecida como território quilombola.
“Ali é uma comunidade kalunga, conhecida como Quilombola Kalunga dos Morros, e faz parte do município de Cavalcante”, declara.
Para ele, a movimentação do Tocantins teria sido motivada principalmente pelo interesse turístico e minerário na região. Vilmar afirmou que o município acionou órgãos federais, como o IBGE, o Exército e o Ministério Público, para esclarecer os limites oficiais, e que seguirá defendendo o reconhecimento da área como parte de Goiás até a decisão final do STF.
Prefeito de Paranã diz que área é do Tocantins e destaca serviços prestados
O prefeito de Paranã, Fábio da Farmácia, divulgou um vídeo afirmando que o território em disputa pertence ao Tocantins e que o governo estadual presta serviços essenciais na região. No vídeo, ele diz que a Procuradoria-Geral do Tocantins está reunindo informações para sustentar a defesa no Supremo Tribunal Federal e ressalta que “todo serviço público à comunidade vai ser garantido”.
Ele cita ações como manutenção da rodovia, extensão de energia e incentivo ao turismo. O prefeito também menciona o “potencial mineral” da área, que segundo ele está sendo estudado pelo estado.
Vista da Chapada dos Veadeiros a partir da estrada rual de Cavalcante, área onde a beleza natural contrasta com a disputa territorial entre Goiás e Tocantins
Bárbara França/g1 Goiás
Histórico de disputas territoriais no Brasil ajuda a entender o conflito atual
A briga entre Goiás e Tocantins não é um caso isolado. O Brasil já enfrentou outras disputas envolvendo erros de mapas, divergências sobre cursos de rios e conflitos políticos.
Um dos casos emblemáticos ocorreu entre Paraná e Santa Catarina, quando falhas em demarcações do início do século XX geraram conflitos que culminaram na Guerra do Contestado. Mais de 100 anos depois, um novo erro de medição levou à revisão da divisa e à transferência de 490 hectares entre os estados, em 2024.
Situação semelhante foi registrada na divisa entre Goiás e Bahia. O processo, que se estendeu por quase 30 anos, terminou em 2014, quando o STF decidiu ampliar o território goiano em 42 mil hectares, após uma perícia do Exército apontar inconsistências históricas.
Assim como nesses casos, a área entre Cavalcante e Paranã também ganhou relevância econômica com o avanço do turismo e da infraestrutura, o que intensificou a disputa atual.
Disputa jurídica avança no STF
O Governo de Goiás acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que o Tocantins desocupe uma área de 12,9 mil hectares na região do Quilombo Kalunga dos Morros, em Cavalcante. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) sustenta que resença tocantinense é irregular e decorre de um erro cartográfico de 1977, que confundiu os limites estaduais.
Na ação, Goiás pede o reconhecimento da área como parte do território goiano, a desocupação imediata, a suspensão de obras e serviços públicos tocantinenses, a retirada de uma placa instalada na estrada e a redefinição da divisa com base nos limites naturais previstos originalmente.
Do outro lado, o Governo do Tocantins criou um Grupo de Trabalho Interinstitucional de Defesa Territorial (GTIDT) para reunir documentos técnicos, cartográficos, fundiários e jurídicos que vão embasar a defesa do estado no processo. O grupo vai analisar bases legais e mapas que definem os limites entre Tocantins e Goiás, identificar com precisão o Rio da Prata e o Ribeirão Ouro Fino, elaborar parecer técnico sobre a delimitação territorial e reunir provas que sustentem a soberania tocantinense na área.
Segundo a portaria, o estado afirma que é necessário levantar rapidamente um acervo “probatório técnico, cartográfico e histórico-fundiário” para contestar as alegações feitas por Goiás.
No fim, a comunidade continua onde sempre esteve
Entre mapas antigos, placas novas, políticos, procuradores e turistas que chegam todos os dias, a comunidade Kalunga segue tentando viver a própria rotina entre dois estados que reivindicam o mesmo chão.
Delfino resume o sentimento de muitos moradores:
“Nasci aqui, criei meus filhos aqui. Para nós, isso aqui sempre foi e continua sendo Goiás.”
Já Gedson resume o sentimento do outro lado:
“Eu vejo benefício chegando. Quem me atende é o Tocantins. Eu me sinto tocantinense.”
Entre essas duas percepções, existe uma comunidade inteira que só quer ser vista — e não usada como argumento cartográfico.
Lurdes conclui:
“O mapa pode errar. A gente não. A gente sabe quem nós somos. Só queremos que alguém olhe por nós.”
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Fonte: G1 Tocantins

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Morte de vigia em shopping de Palmas completa duas semanas e suspeito segue foragido


Vídeo mostra momento em que vigia de shopping é baleado em Palmas
A morte do vigia Dhemis Augusto Santos, de 35 anos, em um shopping da região central de Palmas, completa duas semanas neste sábado (13). Waldecir José de Lima Júnior, de 40 anos, suspeito do crime, foi filmado durante ação e ainda está foragido.
Dhemis foi assassinado na noite do dia 29 de novembro, enquanto trabalhava no Aldeia Mall, shopping que fica na quadra 203 Sul. Waldecir estacionou a caminhonete que dirigia em local errado, atingiu uma baliza sinalizadora e foi advertido por Dhemis. Isso levou à um discussão que terminou com o vigia baleado e morto.
A defesa de Waldecir, representada pelo advogado Zenil Drumond, afirmou que ainda não teve acesso aos autos, mas solicitou na Justiça para requerer a revogação da prisão preventiva.
O advogado da família de Dhemis, por meio do advogado Georgie Moura, havia informado poucos dias após o crime que está dando suporte à família de Dhemis e fazendo os requerimentos no intuito de cobrar a localização do suspeito.
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Arma usada para matar vigia em shopping de Palmas é apreendida pela Polícia Civil
Polícia Civil divulga cartaz de procurado do suspeito de matar vigia em shopping
Divulgação/PCTO
Sobre a investigação do caso, de responsabilidade da 1ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (1ª DHPP), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou nesta sexta-feira (12) que na última semana não houve novidades, mas que as equipes da 1ª DHPP seguem em busca do suspeito. O caso está em segredo de Justiça. 
A arma do crime foi apreendida e enviada para a perícia técnica no dia 3 de dezembro, após o advogado do suspeito indicar o local onde ela estava.
Relembre a morte do vigia
Dhemis Augusto Santos trabalhava como vigia em um shopping de Palmas e foi morto a tiros por motorista de carro de luxo
Dhemysson dos Santos/Divulgação
Dhemis era funcionário de uma empresa terceirizada que atua no shopping. A discussão entre suspeito e vítima começou por causa do estacionamento do local. Waldecir estava em um carro de luxo, uma Range Rover Evoque, e atingiu uma baliza sinalizadora, momento em que Dhemis o advertiu sobre a parada irregular. O suspeito, então sacou uma pistola da cintura e atirou contra Dhemis.
O circuito de monitoramento interno do shopping registrou toda a ação e o ataque a Dhemis. É possível ver que Waldecir gesticula, saca a arma e aponta para o rosto de Dhemis. Depois de atirar na barriga da vítima, ele continua com as ameaças, conforme mostram as imagens.
Após o crime, o carro foi encontrado na casa de Waldecir, que fica na região central de Palmas. Por frestas no portão, os policiais viram que o veículo estava coberto por uma lona. Uma das janelas da casa estava aberta e era possível ver a luz acesa. A equipe entrou no local na tentativa de prender o suspeito em flagrante, porém a casa estava vazia, mas foram apreendidas munições.
Waldecir tem registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Segundo apurado pela TV Anhanguera, ele chegou a ser condenado em 2013 ao ser flagrado com uma arma, sem autorização de porte, em uma churrascaria.
Dhemis era natural de Sergipe e morou na Bahia antes de vir para o Tocantins em busca de emprego, há um ano. Segundo Edmilson dos Santos, chefe da empresa onde a vítima trabalhava, ele estava se estabilizando financeiramente e queria construir uma família. A empresa e o shopping divulgaram notas lamentando o assassinato de Dhemis.
Mapa mostra local onde vigia foi assassinado em Palmas
Arte/g1
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Fonte: G1 Tocantins

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Dona de pousada é assassinada a facadas e suspeito do crime é preso, diz polícia


Vítima foi identificada como Sonia Ferreira de Castro, de 57 anos
Sepot/ Divulgação
Um homem de 35 anos foi preso suspeito de assassinar a dona de uma pousada a facadas na Ilha do Bananal, em Formoso do Araguaia. Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu na madrugada desta sexta-feira (12).
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a vítima foi identificada como Sonia Ferreira de Castro, de 57 anos.
A Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (Sepot) informou, por meio de nota de pesar, que Sônia Ferreira era indígena e moradora da aldeia Mirindiba, localizada ao sul da Ilha. Além disso a Sepot, lamentou a morte da vítima e se solidarizou com amigos e familiares (veja nota abaixo).
Sengundo a Polícia Militar, devido às condições geográficas e de segurança da área, a ocorrência foi atendida com o apoio dos militares de São Miguel do Araguaia (GO).
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Ainda conforme o relatório, testemunhas disseram que familiares de Sandra levaram o suspeito e a vítima até o Hospital Regional de São Miguel do Araguaia. Ao chegarem ao local, os agentes constataram que o homem apresentava lesões corporais.
Após o atendimento médico, o suspeito foi apresentado à Delegacia de Polícia Civil de Araguaçu, região sudoeste do Tocantins, junto com a arma utilizada no crime. O nome dele não foi divulgado e, por isso, não foi possível localizar a defesa.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Gurupi, onde devem ser realizados os exames de necrópsia para ser liberado para os familiares.
Nota de pesar da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins
É com profundo pesar que a Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (Sepot) recebeu, na manhã desta sexta-feira, 12, a notícia da morte de Sônia Pereira Karajá, residente da aldeia Mirindiba, localizada ao sul da Ilha do Bananal.
Sua partida deixa imensurável tristeza entre seus familiares, parentes e toda a comunidade do território.
A Sepot manifesta respeito e condolências, rogando à todos os familiares e amigos que encontrem conforto neste momento de luto.
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Fonte: G1 Tocantins

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Policial militar filmado agredindo idoso por causa de cachorro é preso enquanto acompanhava depoimento de testemunha


PM é afastado após vídeo de agressão a idoso em Guaraí
O policial militar Matheus Augusto Rodrigues Lemos, de 34 anos, suspeito de agredir um idoso de 62 anos em Guaraí, região centro-norte do estado, foi preso nesta sexta-feira (12). A Polícia Civil cumpriu mandado de prisão enquanto ele acompanhava uma testemunha que prestava depoimento sobre o caso.
A agressão aconteceu no domingo (7), no setor Planalto. Vídeos que circularam nas redes sociais no dia seguinte mostraram o ataque contra a vítima, que estava passeando com seu cachorro pouco antes de ser abordado pelo policial. No vídeo, é possível ver o suspeito dando sequência de socos e chutes no idoso.
Na segunda-feira (8), Matheus informou à TV Anhanguera que não vai se manifestar, já que o caso será apurado legalmente, mas a reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa dele. A Polícia Militar (PM) informou que afastou o militar do serviço operacional até o fim dos procedimentos. O g1 pediu um novo posicionamento à PM sobre a prisão e aguarda resposta.
De acordo com a Polícia Civil, no momento da prisão, Matheus estava na delegacia, acompanhando uma testemunha. Quando a equipe consultou o sistema, identificou que o mandado para a prisão preventiva havia sido emitido pela Justiça há poucos minutos.
Com a ordem judicial, o delegado Antonione Wandré de Araújo Neto cumpriu o mandado e informou que o suspeito não apresentou resistência à prisão. Ele ficará detido no Batalhão da PM na cidade.
O delegado destacou que o caso está sendo investigado como lesão corporal e o inquérito deve ser concluído nos próximos dias, informou a Polícia Civil.
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Reprodução/Guaraí Notícias
Relembre
Conforme o boletim de ocorrência, o idoso estava passeando com o cachorro quando o animal se aproximou de Matheus, que estava na esquina. O idoso foi até o homem e pediu desculpas pelo cachorro ter se aproximado e, nesse momento, e as agressões começaram.
Um vídeo da agressão foi publicado nas redes sociais do Portal Guaraí Notícias. É possível ver o momento em que o idoso, caído no asfalto, recebe diversas cotoveladas também. Algumas pessoas tentam interromper a agressão e afastam o policial militar da vítima.
O idoso foi até uma delegacia acompanhado do advogado para registrar a ocorrência. O caso está sendo investigado pela 48ª Delegacia de Polícia Civil de Guaraí.
Matheus não estava em serviço no momento das agressões e, em nota, a Polícia Militar (PM) informou que uma equipe esteve no local, mas que os envolvidos não formalizaram denúncia. A PM explicou ainda, que assim que teve conhecimento da agressão instaurou um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta.
Matheus entrou para a PM no concurso público realizado em 2022, no cargo de soldado. O militar foi afastado do serviço operacional até o fim dos procedimentos. (veja nota completa abaixo).
Íntegra da nota da Polícia Militar (PM)
A Polícia Militar do Tocantins (PMTO) informa que tomou conhecimento de imagens circulando em redes sociais que registram uma agressão, tendo como autor um policial militar fora de serviço em Guaraí-TO.
Sobre o atendimento da ocorrência, a instituição esclarece que uma equipe policial compareceu ao local dos fatos. No entanto, no momento da abordagem, as partes envolvidas optaram por não formalizar a representação criminal, procedimento legal necessário para a condução em casos dessa natureza.
Não obstante a questão processual, ao ter acesso à informação sobre o fato e às imagens que evidenciam a agressão e confirmar a participação de um integrante da instituição, o Comando da Unidade determinou a imediata instauração de procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do militar. O objetivo é garantir que o caso seja tratado com o máximo rigor e isenção, aplicando-se os procedimentos previstos na legislação vigente.
A Polícia Militar do Tocantins reitera seu repúdio a qualquer forma de violência e afirma que não tolera comportamentos alheios à ética e à disciplina militar. A instituição mantém seu compromisso inegociável com a legalidade e o respeito aos direitos do cidadão, rejeitando condutas que não refletem os valores e princípios que regem a atividade policial.
O militar foi afastado do serviço operacional até o fim dos procedimentos.
Íntegra da nota da defesa da vítima
O escritório responsável pela defesa do senhor idoso, de 62 anos, vem a público manifestar profundo repúdio ao episódio de violência ocorrido na data de ontem, quando a vítima, durante um simples passeio com seu cachorro, foi agredida de forma injustificada por um policial militar à paisana.
A conduta narrada, além de absolutamente desproporcional, configura grave violação dos direitos e garantias assegurados a todo cidadão. Nada justifica o uso de força contra uma pessoa idosa que não apresentava qualquer risco ou resistência — situação que torna o ato ainda mais inaceitável.
Após o ocorrido, o senhor [vitima] foi encaminhado/acompanhado de seu advogado, à Delegacia de Polícia para registro do boletim de ocorrência e demais providências legais. Todas as medidas cabíveis, tanto na esfera criminal quanto administrativa, já estão sendo adotadas, a fim de assegurar a responsabilização do agressor e garantir a proteção da vítima.
Reiteramos nosso respeito à Polícia Militar e à relevante função que exerce na sociedade. Entretanto, é imprescindível destacar que eventuais desvios de conduta não podem ser tolerados; agentes que atuam de forma incompatível com a legalidade e a ética devem ser devidamente responsabilizados, para preservar a credibilidade da instituição e a segurança da população.
Reforçamos que repudiamos toda e qualquer forma de violência, sobretudo quando praticada por aqueles que têm o dever de proteger. Confiamos que o caso será apurado com rigor e transparência pelos órgãos competentes.
O escritório permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.
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Fonte: G1 Tocantins

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Três mil filhotes de tartaruga-da-Amazônia são resgatados pela polícia no Rio Javaés


Homens foram abordados durante patrulhamento da PM sobre o Rio Javaés
Divulgação/Ascom PMTO
Dois indígenas da etnia Karajá foram flagrados transportando ilegalmente aproximadamente 3 mil filhotes de tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa). O caso foi registrado pela Polícia Militar durante um policiamento fluvial na região do Rio Javaés, em Pium, na região central do estado.
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Durante a abordagem, os militares do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) vistoriaram a canoa de fibra ocupada pelos homens e encontraram os três mil filhotes e 12 animais adultos (matrizes), que estavam sendo transportados sem autorização. A espécie consta na lista de animais em perigo de extinção.

Após o resgate, os animais foram devolvidos à natureza e o motor da embarcação foi apreendido.
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Os dois indígenas são do estado do Mato Grosso e não portavam documentos de identificação. Eles foram levados para a 9ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Paraíso do Tocantins, para a devida identificação e realização dos procedimentos legais cabíveis quanto ao crime ambiental.
Os nomes não foram divulgados, e o g1 não conseguiu contato com a defesa deles.
A SSP/TO informou que foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e os dois homens foram liberados para responder em liberdade, conforme determina a legislação para os crimes de menor potencial ofensivo.
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Reinaldo Carvalho é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e a Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Vilma Nascimento.

Fonte: G1 Tocantins

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Alerta prevê chuvas intensas para todo o Tocantins no fim de semana; confira


Chuva forte registrada em Palmas
Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera
O fim de semana promete ser de chuva em todas as regiões do Tocantins. O estado está completamente coberto por um alerta amarelo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que segue ativo até a manhã de sábado (13).
São esperados até 50 milímetros de chuva por dia, com ventos intensos entre 40 e 60 km/h, segundo o Inmet. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
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Veja a previsão para as principais cidades do estado:
Palmas: No sábado (13), a previsão é de tempo encoberto com chuvas isoladas. No domingo (14) e na segunda-feira (15) são esperadas muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura mínima fica próxima dos 23°C e a máxima chega a 31ºC.
Araguaína: O sábado (13) deve ser de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. No domingo (14), o tempo deve ficar nublado com chuviscos. A temperatura varia entre 23 °C (mínima) e 32 ºC (máxima).
Gurupi: No sul do estado, a tendência também é de chuvas, com previsão de chuvisco no sábado (13), pancadas de chuva e trovoadas isoladas no domingo (14) e muitas nuvens com chuva isolada na segunda-feira (15). A temperatura mínima será de 23°C e a máxima chega a 33ºC.
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Orientações
O Tocantins é um estado que registra muitos raios e por isso, a população deve ficar atenta e buscar abrigo durante as chuvas. Veja orientações emitidas pelo Inmet:
Em caso de rajadas de vento: não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas.
Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
Em caso de emergência, obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Alerta de chuvas intensas cobre todo o Tocantins no fim de semana
Inmet/Reprodução
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Fonte: G1 Tocantins

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Policial penal é condenado a prisão e perda de cargo pelo assassinato da mãe da menina Laura e cunhado


Acusado da morte da mãe da menina Laura é condenado; saiba mais
O policial penal Robson Dante Gonzaga Santana foi condenado a mais de 18 anos de prisão pelo assassinato de Sione Pereira de Oliveira e Weliton Pereira Barbosa e tentativa de homicídio contra um homem. O crime aconteceu em uma distribuidora de Palmas. Simone era mãe da menina Laura Oliveira, que está desaparecida desde janeiro de 2016.
A Defensoria Pública, que faz a defesa do policial, informou que não comenta decisões da Justiça e que todas as pessoas têm direito à defesa, como prevê a Constituição Federal (veja nota completa abaixo).
A decisão é da juíza Gisele Pereira de Assunção, da 1ª Vara Criminal de Palmas. Segundo o documento, o policial foi condenado a 18 anos, dois meses e 21 dias de prisão em regime fechado. A pena também inclui a perda do cargo público. Segundo o Portal da Transparência, ele era concursado desde 2017, atuava na Unidade Penal de Palmas e foi remunerado em novembro.
“Não se pode olvidar que a gravidade concreta do crime pelo qual foi condenado é flagrantemente incompatível com o exercício da nobre e valorosa função de policial penal”, afirmou a juíza na sentença.
A juíza estabeleceu uma indenização de R$ 100 mil para a família de Weliton Pereira Barbosa, R$ 100 mil para a família de Sione Pereira de Oliveira e R$ 50 mil para o homem que foi ferido.
O g1 solicitou um posicionamento à Secretaria da Cidadania e Justiça e aguarda retorno.
Robson Dante Gonzaga Santana foi condenado a mais de 18 anos de prisão pelo assassinato de Sione Pereira de Oliveira e Weliton Pereira Barbosa
TV Anhanguera/Reprodução
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Assassinato na distribuidora
Sione Pereira foi atingida por disparos e morreu em distribuidora
Reprodução/TV Anhanguera
O crime aconteceu na madrugada do dia 15 de setembro de 2017, em uma distribuidora de bebidas, no Jardim Aureny III, região sul de Palmas. Sione Pereira e Weliton Barbosa morreram no local e um homem ficou ferido. Na época, a polícia informou que o assassinato teria acontecido por causa de uma discussão.
Uma moradora da região contou em 2017 que chegou a ouvir cinco disparos. Conforme a decisão, o policial teria cometido o crime enquanto consumia bebida alcoólica. Depoimentos colhidos durante o processo apontaram que o acusado chegou ao estabelecimento dizendo que era policial, portando arma de fogo e que alguém morreria naquela noite.
No mesmo dia do crime, o policial se apresentou na delegacia, junto com a arma do crime, e disse que havia agido em legítima defesa. De acordo com a sentença, o acusado declarou que não conhecia as vítimas e que havia chegado ao bar de costas para elas. Ele ainda afirmou que foi surpreendido com uma capacetada na nuca, além de ter sido agredido por várias pessoas, por isso, efetuou disparos, alegando agir em defesa própria.
Segundo a juíza, não há “elementos concretos que indiquem os motivos pelos quais as vítimas foram atingidas”.
Mãe de menina desaparecida
Sione Pereira é mãe da menina Laura Vitória, que desapareceu após ir ao supermercado no setor Lago Sul, região sul de Palmas. Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento mostram quando a menina entrou no local. Ela ficou por alguns minutos e depois saiu com uma sacola na mão. Depois, ela não foi mais vista. A jovem foi vista pela última vez em janeiro de 2016.
Menina foi vista pela última vez saindo de um supermercado na região sul de Palmas
Reprodução/Facebook
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Fonte: G1 Tocantins

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Prefeitura lança licitação de R$ 4 bilhões para o transporte público de Palmas


Transporte coletivo de Palmas, Tocantins
Lia Mara/Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas abriu uma licitação para contratar uma nova empresa que vai operar o transporte coletivo na capital pelos próximos 20 anos. O edital prevê investimento estimado em R$ 4,112 bilhões durante todo o contrato.
A frota inicial será de cerca de 200 veículos, conforme o aviso de licitação publicado no Diário Oficial do município. A empresa vencedora será responsável por disponibilizar e operar os ônibus, realizar a manutenção da frota e implantar sistemas inteligentes e de acessibilidade.
Segundo o documento, a nova contratada deverá oferecer bilhetagem eletrônica, monitoramento por GPS e informações em tempo real para os usuários. O valor anual destinado às operações é estimado em R$ 205 milhões.
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Transporte público
O transporte público de Palmas está sendo executado pela empresa Sancetur desde abril de 2025, quando a prefeitura firmou um contrato emergencial de R$ 196,2 milhões, com validade de um ano.
A sessão de disputa será realizada em 15 de janeiro de 2026, às 14h (horário de Brasília), no Portal de Compras Públicas. As propostas podem ser enviadas a partir da próxima quarta-feira (17). O prazo final para envio é 15 de janeiro de 2026.
O critério para escolher a empresa será o menor valor da tarifa. Atualmente, a taxa de embarque para os usuários custa R$ 4,85.
Segundo o município, a licitação ocorrerá na modalidade de concorrência eletrônica. Não será permitida a participação de consórcios, ONGs ou cooperativas.
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Fonte: G1 Tocantins

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Aeroporto de Palmas registra cancelamentos de voos por ventania em SP; veja situação desta sexta-feira (12)


Voos são cencelados no aeroporto de Palmas; saiba mais
O aeroporto de Palmas teve vários voos cancelados em decorrências dos ventos fortes que atingiram São Paulo e Santa Catarina. Os atrasos e cancelamentos atingiram todo o país entre quarta-feira (10) e quinta-feira (11).
No caso do Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, a assessoria do terminal informou que cinco voos da Latam foram cancelados. Veja quais:
Voo 3833 10/12 PMW/GRU
Voo 3395 11/12 PMW/GRU
Voo 3395 11/12 PMW/GRU
Voo 3611 11/12 PMW/GRU
Voo 3573 11/12 PMW/BSB
Segundo a assessoria, não há nenhum cancelamento ou atraso nesta manhã (12) no Aeroporto de Palmas.
Em nota, a companhia informou que sua operação segue afetada pelos efeitos da meteorologia adversa e está reorganizando sua malha aérea para atender todos os clientes (veja nota abaixo).
Em entrevista à TV Anhanguera, a passageira Vera Lúcia de Mendonça contou que não conseguiu embarcar nos aeroportos de São Paulo e precisou remarcar compromissos.
“Resultou em uma perda emocional muito grande, pois eu estava desde o ano passado me preparando para ir a um encontro que será no sábado (13) e a gente só conseguiu vaga para embarcar no domingo (14). Quando chegar lá a confraternização da família, que para mim é muito importante, já passou. Não vou poder rever pessoas que eu gostaria muito de rever”, disse.
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Fachada do aeroporto de Palmas
Djavan Barbosa/TV Anhanguera
Entenda
O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e o Aeroporto de Congonhas, na capital, somaram 344 voos cancelados entre quarta-feira (10) e a manhã desta quinta-feira (11), após vendaval histórico. Só na quinta, foram 100 voos nesta situação.
As rajadas de vento que afetaram o sistema aéreo paulista chegaram a 98 km/h, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Como consequência, diversos aeroportos em outros estados sofreram com atrasos e cancelamentos.
A Defesa Civil afirma que os ventos fortes foram efeitos do ciclone extratropical que se formou no Sul do Brasil e também impactou a capital paulista e a região metropolitana.
Íntegra da nota da Latam
A LATAM Airlines Brasil informa que a sua operação no país segue afetada pelos efeitos da meteorologia adversa registrada nesta semana em parte do sudeste do Brasil, um evento totalmente fora do controle da companhia.
A LATAM trabalha 24h por dia com foco na segurança para reorganizar a sua malha aérea em todo o país e atender a todos os clientes, oferecendo flexibilidade para alterações de viagens a quem tinha programado voos com origem, destino ou conexão em São Paulo até o próximo domingo (14 de dezembro).
O que o cliente LATAM deve fazer?
O cliente LATAM que teve o seu voo cancelado poderá alterar seu voo por até um ano sem custo ou solicitar reembolso da passagem dentro desse mesmo período.
Já o cliente LATAM que não teve o seu voo com origem, destino ou conexão em São Paulo até o próximo domingo (14 de dezembro) cancelado também pode alterar seu voo para viajar dentro dos próximos 15 dias. Essa alteração deve ser realizada antes da partida do voo original e é uma medida que ajuda a descongestionar os aeroportos e liberar assentos para quem realmente necessita viajar nestas datas.
Todos os procedimentos para alteração de voo devem ser realizados na seção Minhas Viagens do aplicativo LATAM ou diretamente no site latam.com. Esse canal digital é rápido, simples, e oferece as mesmas funções do call center.
Hospedagem em São Paulo
Clientes que não residem em São Paulo e necessitem de acomodação por conta de voos afetados podem permanecer na fila para atendimento ou reservar seu hotel e transporte por meios próprios. Nesse segundo caso, o cliente deve guardar o seu comprovante de pagamento para que a companhia possa proceder com o reembolso. Basta escrever para a LATAM pelo WhatsApp (+56 9 68250850) e não é necessário fazer isso de imediato.

Fonte: G1 Tocantins

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Garça-da-mata rara é flagrada pescando no Parque Cesamar: ‘Ave muito discreta’


Garça-da-mata usa movimentos precisos para capturar peixe no lago do Parque Cesamar
O registro de uma garça-da-mata pescando no lago do Paque Cesamar, em Palmas, chamou a atenção do fotógrafo e cineasta Gustavo Sá. As lentes do profissoinaram capturaram tota a técnica precisa da ave para se alimentar.
Nas imagens, a garça pisa com cuidado, estica o pescoço e mantém o olhar fixo até capturar um peixe distraído no lago. A cada passo, a ave aproxima o corpo da cabeça sem movê-la do lugar. Com calma e paciência ela espera o momento certo de deslize da sua presa.
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O vídeo foi registrado na tarde de domingo, 6 de dezembro, enquanto Gustavo fazia uma observação de aves no parque. Ao se deparar com a garça, ele afirma que não pensou duas vezes em registrar o momento.
“Eu já a encontrei na Ilha do Bananal, no Cantão, mas desta vez foi totalmente inusitado, porque é uma ave muito discreta e difícil de se aproximar”, contou o fotógrafo.
Registro foi feito por fotógrafo no rio do Parque Cesamar
Gustavo Sá/Divulgação
O biólogo e ornitólogo Tulio Dornas explicou que a garça-da-mata costuma se alimentar na interface entre a água e a terra, onde busca pequenos animais, como peixes, que compõem a maior parte de sua dieta e também alguns vertebrados, como sapos.
Ele destacou ainda que a plumagem da espécie é uma das características mais marcantes, por ser exótica e vistosa, chamando bastante atenção quando o animal está em sua fase adulta.
No Parque Cesamar, que fica na área urbana de Palmas, Gustavo diz que avistou diversas espécies, como veado-catingueiro, macacos-saguis e até um raro jabuti albino, da mesma espécie que um espécime foi resgatado recentemente e encaminhado para estudos em um zoológico de Brasília.
Eu estava distante, mas a câmera alcançou e para mim foi um encontro bem ilusitado por que eu não esperaria essa ave ali num lugar tão movimentado como é o Parque Cesamar
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Extinção
Segundo o biólogo, a garça-da-mata é uma ave rara e apresenta comportamento solitário. Ela busca por locais como córregos sombreados e rios em áreas fechadas.
“Ela é uma garça rara mesmo e, no status de conservação, está ameaçada de extinção. É considerada vulnerável em nível global e, em nível nacional, também é ameaçada de extinção. Por viver em florestas, você sempre vai encontrar um ou dois indivíduos associados, mas nunca em grandes concentrações.
Interesse pela fotografia
Com mais de 20 anos de experiência, Gustavo conta que a paixão pela fotografia o acompanha desde a infância. Casado há sete anos, ele compartilha a rotina de trabalho com a esposa, que também atua na captação de imagens durante as viagens pelo Jalapão, Ilha do Bananal e outros destinos.
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Para ele, a fotografia e o vídeo são uma forma de se expressar e mostrar para outras pessoas como enxerga o mundo.
Um exemplo é esse aí da garcinha, havia muita gente passando por ela, mas muitos iriam passar ali e não iriam nem ver aquele animal ali. Eu acho que é esse o objetivo, de você ter uma sensibilidade de enxergar e de mostrar para os outros o que as pessoas estão praticamente passando e não estão vendo. Isso que me levou para essa área, contou Gustavo.
Ele diz que a família também participa do processo criativo. Um dos filhos, por exemplo, cuida da edição dos materiais produzidos pelo casal.
Gustavo costuma remar junto com a esposa em afluentes do Rio Tocantins, durante uma expedição, ele conseguiu captar o registro de um Cauré (Falco rufigularis), pequeno falcão que se alimenta de morcegos, camundongos, lagartixas, libélulas e pequenas aves.
O cauré (Falco rufigularis) costuma viver sozinho ou em duplas, e passa a maior parte do tempo pousando em postes ou árvores secas.
Gustavo Sá/Divulgação
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Reinaldo Carvalho é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e a Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.

Fonte: G1 Tocantins