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Dia Nacional da Consciência Negra: veja o que abre e fecha durante o feriado em Palmas


Vista aérea da região de Palmas
Edu Fortes/ Prefeitura de Palmas
Nesta quinta-feira, 20 de novembro, será celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra. Desde 2023, o dia passou a ser feriado nacional. A data reforça a importância de valorizar a cultura negra e refletir sobre os direitos da população afrodescendente no Brasil.
Muitos serviços terão alteração e trabalhadores do serviço público vão folgar por quatro dias. Veja abaixo como fica o funcionamento do comércio em geral e das repartições públicas durante o feriado.
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Serviço Público
O governo do Tocantins decretou ponto facultativo na sexta-feira (21), dando aos servidores da administração quatro dias de folga, contando com o fim de semana. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (13). A determinação não se aplica aos serviços essenciais, como saúde, segurança pública, fiscalização tributária e outros que não podem ser interrompidos.
Os servidores da Prefeitura de Palmas também terão descanso prolongado, após decreto determinar ponto facultativo no dia 21 de novembro. A medida, publicada na sexta-feira (14), é válida para os órgãos e repartições que não prestam serviços essenciais.
Os setores essenciais, como saúde, limpeza urbana, infraestrutura, iluminação pública e os conselhos tutelares funcionarão normalmente, em regime de plantão, para atender situações de urgência.

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Bancos
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências bancárias não abrem em feriados oficiais, sejam eles municipais, estaduais ou nacionais. O atendimento retornará na sexta-feira (21).
Como orientação, a Febraban informa que compensações bancárias, incluindo TED, também não são efetivadas nos feriados. Somente transações por Pix. Os boletos de cobrança e contas de consumo, como água, energia, telefone, entre outros, que tenham vencimento no feriado, poderão ser pagos, sem acréscimo, no dia útil seguinte.
Para tributos e impostos, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multas.
Comércio em geral
De acordo com a convenção coletiva 2024/2026 da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Tocantins (Fecomércio), será permitido o funcionamento do comércio em geral, conforme a 26ª cláusula. Os empregadores têm a obrigação de pagar horas extras após o período normal de trabalho.
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Shoppings
Quem pretende ‘dar uma voltinha’ ou fazer compras em um dos shoppings da capital, durante o feriado, deve ficar atento ao horário de funcionamento.
No Capim Dourado Shopping, as lojas e quiosques abrem das 14h às 20h, enquanto a praça de alimentação funciona das 11h às 20h. A lavanderia atenderá das 6h à meia-noite, e o cinema seguirá sua programação normal.
Já no Palmas Shopping, as lojas e quiosques funcionarão das 11h às 17h. A praça de alimentação estará aberta das 10h às 22h.
Supermercados
Os supermercados devem funcionar em horário normal neste feriado.
Quartetto – ficará aberto das 6h30 às 22h, com exceção da unidade no shopping que funciona das 7h às 22h.
Atacadão – as unidades próximas ao Parque Cesamar e da rodoviária irão funcionar das 7h às 22h.
Assaí Atacadista – funcionará das 7h às 22h.
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Reinaldo Carvalho é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e a Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Vilma Nascimento.
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Fonte: G1 Tocantins

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Decreto de corte de gastos proíbe concursos e novos contratos em Palmas até 2026; entenda


Decreto da Prefeitura de Palmas restringe gastos e até posse de servidores efetivos
Um decreto que estabelece medidas para contenção de gastos municipais foi publicado pela Prefeitura de Palmas. O texto proíbe novas despesas na administração pública direta e indireta pelo menos até 30 de abril de 2026.
O texto foi assinado pelo prefeito Eduardo de Siqueira Campos (Podemos) e publicado no Diário Oficial do Município desta segunda-feira (17). Entre as principais medidas está a proibição de novos concursos públicos ou a convocação de aprovados em concursos realizados, bem como a contratação de pessoal por tempo determinado.
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Segundo o Decreto Nº 2.804, o município busca harmonizar o ritmo de execução das despesas com o comportamento da receita municipal para prevenir desequilíbrios orçamentários, priorizando a otimização dos recursos e a eliminação de gastos não essenciais.
O decreto impõe uma série de proibições, especialmente para despesas custeadas com recursos ordinários do Tesouro Municipal. Veja as principais:
Novos contratos e aditivos
Eduardo Siqueira Campos, prefeito de Palmas
Divulgação/Secom Palmas
Está vedada a celebração de novos contratos administrativos que resultem em aumento de despesas correntes. Isso inclui a locação de imóveis para repartições ou eventos, exceto em casos de necessidade inadiável para serviços essenciais, mediante autorização prévia e expressa do prefeito.
A celebração de aditivos contratuais que impliquem acréscimo de valor por aumento de quantidade de objeto também foi vedada (incluindo locação de imóveis e veículos, serviços e aquisição de bens). Serão permitidas apenas reajustes e repactuações previstos em lei, limitados à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro e justificados por índices oficiais.
Também estão vedados novos contratos de consultoria técnica, assessoria especializada ou elaboração de estudos ou projetos, a menos que sejam exigências legais expressas, determinação judicial ou vinculados a projetos financiados por crédito ou convênios.
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Aquisições e Materiais
A aquisição de imóveis e veículos está proibida, assim como a compra de móveis, equipamentos e outros materiais permanentes. São permitidas apenas aquisições estritamente necessárias para a instalação e manutenção de serviços públicos essenciais, como unidades de saúde, instituições de ensino, centros de assistência social e postos de segurança.
Aquisições custeadas integralmente por emendas parlamentares ou fundos com destinação legal específica também são permitidas.
A aquisição de materiais de consumo não pode exceder à necessidade para o desenvolvimento regular das atividades, sendo vedada a formação de estoques para mais de 90 dias.
Pessoal e remuneração
O decreto veda a autorização para a realização de concurso público ou a publicação de editais para provimento de cargos efetivos, bem como a contratação de pessoal por tempo determinado.
Foi permitida apenas a reposição de vacâncias de cargos efetivos nas áreas de saúde, educação e segurança, contratação temporária em caso de excepcional interesse público (se absolutamente essencial e inadiável), e contratação de bolsistas e estagiários com necessidade comprovada.
Também está proibido o pagamento de horas extras, exceto em situação de emergência e calamidade pública formalmente decretadas, ou atividades essenciais e inadiáveis nas áreas de saúde, segurança e limpeza urbana.
Áreas essenciais preservadas
O Decreto Nº 2.804 estabelece que as vedações não se aplicam integralmente a despesas relacionadas às atividades finalísticas e essenciais de três secretarias, que deverão buscar a máxima eficiência e economicidade.
Secretaria Municipal de Saúde: Despesas imprescindíveis para a manutenção e ampliação do SUS, aquisição de medicamentos, produtos para a saúde e insumos hospitalares, além do cumprimento dos percentuais mínimos constitucionais.
Secretaria Municipal de Educação: Despesas indispensáveis ao calendário letivo, manutenção da infraestrutura escolar, programas de transporte e alimentação escolar, e cumprimento dos percentuais mínimos constitucionais.
Secretaria Municipal de Ação Social e da Mulher: Despesas com programas e ações de assistência social e segurança alimentar e nutricional para a população vulnerável.
Além disso, as vedações não se aplicam a despesas custeadas integralmente com recursos de convênios, contratos de repasse com a União ou o Estado do Tocantins, ou operações de crédito com destinação vinculada.
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Fonte: G1 Tocantins

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Autor de estupro é identificado 10 anos após crime através de análise de DNA, diz Polícia Civil


Autor de estupro foi identificado após análise de DNA
Hiago Muniz/Governo do Tocantins
Uma análise de DNA identificou o autor de um estupro que ocorreu em 2015 em Palmas. Segundo a Polícia Civil, as investigações do caso foram retomadas após o Banco de Perfis Genéticos indicar coincidência entre o vestígio coletado à época e o perfil do suspeito. No dia do crime, o homem invadiu a casa da vítima, anunciou um assalto, praticou o estupro e fugiu com os itens roubados.
O suspeito foi preso por outros crimes e está custodiado na Unidade Prisional de Cariri. O nome dele não foi divulgado, por isso, o g1 não teve contato com a defesa dele.
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O crime aconteceu em março de 2015. Na época, o homem invadiu a casa da mulher após forçar a janela e, segundo a polícia, imobilizou a vítima antes de cometer o estupro.
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Conforme a Secretaria de Segurança Pública, o material biológico foi coletado no dia do crime e passou a integrar o Banco de Perfis Genéticos. Depois que o suspeito foi preso, o sistema identificou que os dados dele coincidiam com o material coletado no dia do crime.
“Trata-se de um caso antigo, em que o autor ainda não havia sido identificado. O banco permitiu que o vestígio armazenado fosse confrontado com milhares de perfis até que a coincidência fosse detectada. A partir daí, realizamos a confirmação laboratorial necessária para assegurar a procedência do resultado”, explicou o chefe do Laboratório de Genética Forense, Marciley Alves Bastos.
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Fonte: G1 Tocantins

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Veja as 20 cidades mais violentas da Amazônia Legal, segundo Fórum de Segurança Pública


Estudo divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) lista as 20 cidades mais violentas da Amazônia Legal, onde a presença de facções cresceu e chegou a quase metade das 772 cidades da região.
🔎 Nove estados compõem a Amazônia Legal Brasileira: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Os municípios foram divididos em quatro escalas, conforme a quantidade de moradores que possuem:
Pequeno 1: até 20 mil habitantes;
Pequeno 2: de 20 mil a 50 mil habitantes;
Médio: de 50 mil a 100 mil habitantes;
Grande: acima de 100 mil habitantes.
O FBSP considerou as taxas de mortes violentas intencionais dos últimos três anos para analisar as taxas a cada grupo de 100 mil habitantes. Os números indicaram os seguintes municípios com maiores taxas:

Esta é a 4ª edição do estudo Cartografias da Violência na Amazônia, que conta com parceria do Instituto Clima e Sociedade, do Instituto Itausa, do Instituto Mãe Crioula e do Laboratório Interpretativo Laiv.
Motivações para a violência nessas cidades
Presença do CV no Amazonas
Divulgação
David Marques, gerente de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirma que essas cidades sofrem com conflitos de facções pelo domínio do crime organizado. Segundo ele, dissidências e cenários instáveis de controle das regiões contribuem para aumento nas taxas de homicídios.
Ele cita como exemplo o Mato Grosso, que tem 6 das 20 cidades listadas entre as mais violentas. A área contempla a Terra Indígena Sararé, local com presença de grupos de garimpeiros ilegais, além de facções criminosas.
“Até no ano passado, a gente documentou algumas dissidências da [facção criminosa] Tropa do Castelar, que tinha ali uma relação com o PCC. Isso eleva as taxas de homicídio”, afirma. “Nessa região, tem esses garimpeiros se organizando e tentando constituir, inclusive, proto-milícias para fazer frente ao poder fogo do crime organizado, o Comando Vermelho. Então, isso tem elevado muito as taxas de homicídio na região. É a fotografia dos municípios mais violentos”.
Segundo o estudo, as situações das cidades são as seguintes:
Vila Bela da Santíssima Trindade (MT): possui posição geográfica estratégica para o tráfico de drogas pela proximidade com a Bolívia;
Nobres (MT): sob influência do CV, registrou conflitos entre a facção e o PCC;
Calçoene (AP): é atravessada pela BR-156, que liga Macapá ao Oiapoque. Estrada é usada como corredor estratégico para o tráfico de drogas;
Alto Paraguai (MT): próximo das BR-163 e BR-364, é dominado pela Tropa do Castelar (dissidência do Comando Vermelho), fundada no estado do Mato Grosso;
Cumaru do Norte (PA): dinâmica da violência no município está ligada a conflitos agrários, garimpo, presença de facções e desmatamento acelerado;
Rio Preto da Eva (AM): disputas entre PCC e CV ao longo de 2024;
Barra do Bugres (MT): posição geográfica estratégica para o escoamento de drogas vindas da Bolívia. É disputada por CV e PCC;
Aripuanã (MT): tem a presença de dinâmicas criminosas como garimpo ilegal, tráfico de drogas e possui terra indígena em seu território, onde o Comando Vermelho explora garimpos;
Novo Progresso (PA): cidade atravessada pela BR-163, usada como corredor para o escoamento do tráfico de drogas e registra conflitos fundiários;
Mocajuba (PA): parte da violência pode ser atribuída ao CV, mas violência policial provocou metade (11) das mortes violentas intencionais no município;
São Félix do Xingu (PA): segundo o FBSP, a cidade apresenta “sobreposição crônica” de desmatamento, conflitos fundiários e presença de facções;
Coari (AM): localizada em posição estratégica na região do médio rio Solimões, serve como um corredor hidroviário para o escoamento de drogas do Peru e da Colômbia;
Iranduba (AM): o município compõe a região metropolitana de Manaus, absorvendo em parte as dinâmicas de violência presentes na capital e tem forte atuação do CV;
Tabatinga (AM): município localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. Tem localização estratégica devido à proximidade dos países produtores de cocaína e é considerada uma das mais importantes entradas de drogas no país;
Santa Inês (MA): o município é cortado por duas rodovias federais, a BR-316 e a BR-222, pela Estrada de Ferro Carajás, e possui um aeroporto regional. É visto como estratégico para envio de drogas e outros produtos de crimes;
Sorriso (MT): localização estratégica pela divisa com a Bolívia. CV e PCC disputam o controle do território desde 2023;
Santana e Macapá (AP): municípios concentram cerca de 75% da população do Amapá e 79% das mortes violentas intencionais do estado. São complementares: Macapá é capital e centro administrativo, já Santana, é uma cidade portuária e logística. Segundo FBSP, a localização “facilita o crime transfronteiriço”, incluindo o tráfico de drogas, de pessoas e ilícitos ambientais.
Altamira (PA): maior município do país em extensão territorial, a cidade tem registro histórico de grilagem e desmatamento ilegal, com disputas entre CCA e CV pelo controle do crime local;
Itaituba (PA): Fórum afirma que cidade está em eixo estratégico do rio Tapajós, o que lhe confere “características estruturais que favorecem a expansão da economia ilegal relacionada ao garimpo e outros crimes ambientais”, além da presença de facções criminosas.
Presença de facções cresce e chega a quase metade da Amazônia
O estudo também mostra que a presença de facções criminosas cresceu e chegou a 45% dos municípios que compõem a Amazônia Legal.
São 772 cidades na região, das quais 344 apresentaram alguma evidência da presença de facções, de acordo com o levantamento. O aumento é de 32,3% em relação ao ano passado, quando o Fórum identificava 260 cidades com facções. Veja no mapa abaixo.

O aumento da presença de facções na região é de 93% em comparação a 2023, quando o número era de 178 municípios (23% do total).
Para o FBSP, o crescimento está diretamente ligado ao controle das rotas de tráfico de drogas na região, como no Alto Solimões. Crimes locais, entre eles o garimpo ilegal, também contribuíram para a expansão dos grupos criminosos (leia mais abaixo).
Quantas e quais são as facções
São 17 grupos diferentes identificados pelos pesquisadores, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), além de grupos locais e até internacionais, como o Tren de Araguá, da Venezuela, e a ex-Farc, da Colômbia.
Segundo o estudo, o CV tem influência em 83% do total de cidades com presença de facções, chegando a 286 cidades — seja de forma hegemônica ou em disputa com outros grupos criminosos. Veja no mapa abaixo.

Originário do Rio de Janeiro, o CV domina o crime organizado em 202 cidades, enquanto disputa a hegemonia com rivais em outros 84, de acordo com dados do Fórum. Houve crescimento de 123% de sua presença na Amazônia desde 2023, quando estava em 128 cidades.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) está em 90 municípios, com controle da criminalidade em 31 e disputando o domínio em outros 59. A facção teve leve oscilação na presença registrada há dois anos, quando aparecia em 93 cidades.
As 17 facções que foram identificadas na Amazônia:
Comando Vermelho (CV);
Primeiro Comando da Capital (PCC);
Amigos do Estado (ADE);
Bonde dos 40 (B40);
Primeiro Comando do Maranhão (PCM);
Famílai Terror do Amapá (FTA);
União Criminosa do Amapá (UCA);
Comando Classe A (CCA);
Bonde dos 13 (B13);
Bonde dos 777 (dissidência do CV);
Tropa do Castelar;
Piratas do Solimões;
Bonde do Maluco (BDM);
Guardiões do Estado (GDE);
Tren de Araguá (Venezuela);
Estado Maior Central (ECM, da Colômbia);
Ex-Farc Acácio Medina (Colômbia).
Rota do tráfico e modo de atuação favoreceu o CV, indica pesquisador
Segundo David Marques, gerente de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a presença maior do Comando Vermelho na região é justificada pela descentralização, enquanto o PCC, por exemplo, centraliza as decisões em seus chefes de São Paulo.
“A lógica de funcionamento do Comando Vermelho é como se tivéssemos a criação de franquias associadas ao grupo [nos estados]”, afirma.
Ainda de acordo com Marques, o grupo criminoso do Rio tem necessidade de atuar na Amazônia e escoar drogas pela região, já que o PCC controla a chamada “rota caipira” do tráfico, com corredores que escoam substâncias vindas das fronteiras pelo Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná até serem exportados por portos rumo à Europa e África.
“O PCC, nesses outros territórios, está muito mais interessado em fazer parcerias com organizações locais e nos fluxos mais macro, do atacado do tráfico. Enquanto o Comando Vermelho tem o interesse pelo atacado também e, para isso, é muito importante o controle territorial”, afirma.
Presença das facções nos estados
A presença nos estados varia de acordo com a localidade: quanto mais próximo da fronteira com outros países da América do Sul, mais forte a presença.
O Acre, que faz divisa com Peru e Bolívia, tem presença em 100% dos seus 22 municípios. Já o Tocantins, no outro lado, na divisa com o Nordeste, tem 12% das 139 cidades com registro de grupos criminosos. Veja baixo:
Acre: 22 de 22 municípios (100%);
Amapá: 10 de 16 (62,5%);
Amazonas: 25 de 62 (40%);
Maranhão (parte amazônica): 53 de 181 (29%);
Mato Grosso: 92 de 141 (65%);
Pará: 91 de 144 (63%);
Rondônia: 21 de 52 (40%);
Roraima: 13 de 15 (80%);
Tocantins: 17 de 139 (12%).
Outros dados do estudo sobre violência na Amazônia Legal:
Mortes violentas na Amazônia Legal caem para 8.047 em 2024, mas seguem 31% acima da média nacional;
Maranhão é único estado da Amazônia Legal a ter alta na taxa de homicídio em 2024, com crescimento de 11%; Amapá lidera ranking de violência;
Pará e Maranhão lideram conflitos no campo na Amazônia Legal; 2024 teve recorde de 1.317 casos, aumento de 20% em relação a 2023;
Feminicídios são 19% maior na região amazônica do que a média nacional;
Estupro sobem na Amazônia, com 13 mil registros: quase 80% das vítimas têm 14 anos ou menos;
Facções criminosas estão criando regras comportamentais para mulheres, que chegam até necessidade de autorização para terminarem relacionamentos;
Municípios sem polícia viram zonas dominadas por facções na Amazônia Legal;
Apreensão de drogas subiu 21% em 2024 na Amazônia Legal;
A Polícia Federal apreendeu 118 toneladas de cocaína na Amazônia entre 2019 e 2024: o aumento foi 84,8% no período.

Fonte: G1 Tocantins

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Estupros crescem na Amazônia, e facções submetem mulheres a normas de comportamento, diz Fórum Brasileiro de Segurança Pública


Os registros de estupros aumentaram na Amazônia Legal, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estudo também mostra que as facções aumentaram a presença na região e passaram a controlar até relacionamentos de mulheres ligadas ou não ao crime organizado.
Em 2024, foram 13.312 registros de violência sexual na região. O número representa uma taxa de 90,4 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, número 38% maior do que a média nacional. O aumento foi de 4% em relação aos registros de 2023, enquanto o Brasil teve variação negativa de 0,3% no mesmo período.
🔎 Nove estados compõe a Amazônia Legal Brasileira: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
O Amazonas teve alta de 41% nos registros de estupros de 2023 para 2024, maior registro entre os estados. Por outro lado, o Tocantins teve a maior queda, de 9%.
Acre: de 736 para 860 (16%);
Amapá: de 625 para 715 (14%);
Amazonas: de 951 para 1353 (41%);
Maranhão: de 1594 para 1811 (14%);
Mato Grosso: de 514 para 483 (-7,5%);
Pará: de 5.011 para 4.815 (-4,5%);
Rondônia: de 1.501 para 1.491 (-1%);
Roraima: de 729 para 848 (13%);
Tocantins: de 1.014 para 934 (-9%).
Entre as vítimas, 77% delas tinham 14 anos ou menos, segundo os dados levantados pelo estudo.
Presença do CV no Amazonas
Divulgação
Está é a 4ª edição do estudo Cartografias da Violência na Amazônia, que conta com parceria do Instituto Clima e Sociedade, do Instituto Itausa, do Instituto Mãe Crioula e do Laboratório Interpretativo Laiv.
Alta de estupros com maior presença de facções
Estupro de vulnerável
Banco de imagens
Isabella Matosinhos, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirma que não há uma única causa para explicar o cenário de alta nos estupros na Amazônia.
Entre as hipóteses, ela cita as divisas com outros países, já que crescem o risco de violações e a vulnerabilidade de mulheres em áreas de fronteira, onde não há tanta presença do Estado. Ela também cita o fato de as facções criminosas agirem em uma lógica que coloca o homem como figura central.
“A forma como as dinâmicas de relacionamento, a lógica que guia as masculinidades dentro das facções, são lógicas muitas vezes machistas. Então, não tem como a gente pensar que isso não vai se refletir nas práticas de violência contra a mulher. Faz sentido o crescimento das facções com o crescimento dessas taxas de estupro”, explica Isabella.
Segundo ela, as violências contra as mulheres são relativizadas pelos grupos a ponto de um estupro não necessariamente ser visto dessa forma pelos integrantes da facção, mesmo com estupradores ficando mais vulneráveis a ataques de outros detentos na cadeia.
“A partir do momento em que esse cara está preso, foi condenado por estupro, é uma coisa. Na prática, antes de chegar a isso, se um homem, faccionado ou não, comete uma violência sexual, será que é claro que isso é uma violência sexual?”, questiona a especialista.
Facções criam regras de comportamento para mulheres
O estudo identificou por meio de entrevistas com pessoas que moram nos estados que as facções criminosas criaram formas de controle sobre as mulheres — sejam elas integrantes das facções ou não.
O estudo destaca três tipos de situações recorrentes:
Mulheres relacionadas com faccionados: as determinações envolvem controle rígido de vínculos pessoais, determinação de que roupas podem vestir, com quem podem interagir e, em alguns casos, necessidade de autorização da facção para terminarem relacionamentos;
Mulheres em territórios de facções: mesmo sem relação com integrantes dos grupos, as mulheres vivem sob sanções que vão até a restrição de fofocas e proibição de se envolver com membros de facções rivais. Punições podem ser humilhações e castigos públicos e até execuções sumárias;
Mulheres integrantes de facções: são colocadas em funções de apoio dentro das organizações criminosas, sem cargos de liderança. Violência é usada como ferramenta de disciplina para se manterem com baixo status no grupo e sob alto risco de serem pegas pelas autoridades, como venda de drogas.
“Não é à toa que a gente vê que mulheres faccionadas, por exemplo, geralmente estão atuando numa função mais baixa na hierarquia. Não é coincidência, é muito por causa dessa violência de gênero, mesmo, que coloca também os homens mais em condições superiores, lugares de mais prestígio”, afirma.
Outros dados do estudo sobre violência na Amazônia Legal:
Mortes violentas na Amazônia Legal caem para 8.047 em 2024, mas seguem 31% acima da média nacional;
Maranhão é único estado da Amazônia Legal a ter alta na taxa de homicídio em 2024, com crescimento de 11%; Amapá lidera ranking de violência;
Pará e Maranhão lideram conflitos no campo na Amazônia Legal; 2024 teve recorde de 1.317 casos, aumento de 20% em relação a 2023;
Feminicídios são 19% maior na região amazônica do que a média nacional;
Estupro sobem na Amazônia, com 13 mil registros: quase 80% das vítimas têm 14 anos ou menos;
Facções criminosas estão criando regras comportamentais para mulheres, que chegam até necessidade de autorização para terminarem relacionamentos;
Municípios sem polícia viram zonas dominadas por facções na Amazônia Legal;
Apreensão de drogas subiu 21% em 2024 na Amazônia Legal;
A Polícia Federal apreendeu 118 toneladas de cocaína na Amazônia entre 2019 e 2024: o aumento foi 84,8% no período.

Fonte: G1 Tocantins

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Presença de facções cresce e chega a quase metade das cidades da Amazônia; VEJA MAPA


A presença de facções criminosas cresceu e chegou a 45% dos municípios que compõem a Amazônia Legal, indica pesquisa divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
São 772 cidades na região, das quais 344 apresentaram alguma evidência da presença de facções, conforme o levantamento. O aumento é de 32,3% em relação ao ano passado, quando o Fórum identificava 260 cidades com facções. Veja no mapa abaixo.
🔎 Nove estados compõe a Amazônia Legal Brasileira: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

O aumento da presença de facções na região é de 93% em comparação a 2023, quando o número era de 178 municípios (23% do total).
Para o FBSP, o crescimento está diretamente ligado ao controle das rotas de tráfico de drogas na região, como no Alto Solimões. Crimes locais, entre eles o garimpo ilegal, também contribuíram para a expansão dos grupos criminosos (leia mais abaixo).
Está é a 4ª edição do estudo Cartografias da Violência na Amazônia, que conta com parceria do Instituto Clima e Sociedade, do Instituto Itausa, do Instituto Mãe Crioula e do Laboratório Interpretativo Laiv.
Quantas e quais são as facções
Presença do CV no Amazonas
Divulgação
São 17 grupos diferentes identificados pelos pesquisadores, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), além de grupos locais e até internacionais, como o Tren de Araguá, da Venezuela, e a ex-Farc, da Colômbia.
Segundo o estudo, o CV tem influência em 83% do total de cidades com presença de facções, chegando a 286 cidades — seja de forma hegemônica ou em disputa com outros grupos criminosos. Veja no mapa abaixo.

Originário do Rio de Janeiro, o CV domina o crime organizado em 202 cidades, enquanto disputa a hegemonia com rivais em outros 84, de acordo com dados do Fórum. Houve crescimento de 123% de sua presença na Amazônia desde 2023, quando estava em 128 cidades.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) está em 90 municípios, com controle da criminalidade em 31 e disputando o domínio em outros 59. A facção teve leve oscilação na presença registrada há dois anos, quando aparecia em 93 cidades.
As 17 facções identificadas na Amazônia:
Comando Vermelho (CV);
Primeiro Comando da Capital (PCC);
Amigos do Estado (ADE);
Bonde dos 40 (B40);
Primeiro Comando do Maranhão (PCM);
Famílai Terror do Amapá (FTA);
União Criminosa do Amapá (UCA);
Comando Classe A (CCA);
Bonde dos 13 (B13);
Bonde dos 777 (dissidência do CV);
Tropa do Castelar;
Piratas do Solimões;
Bonde do Maluco (BDM);
Guardiões do Estado (GDE);
Tren de Araguá (Venezuela);
Estado Maior Central (ECM, da Colômbia);
Ex-Farc Acácio Medina (Colômbia).
Rota do tráfico e modo de atuação favoreceu o CV, indica pesquisador
Segundo David Marques, gerente de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a presença maior do Comando Vermelho na região é justificada pela descentralização, enquanto o PCC, por exemplo, centraliza as decisões em seus chefes de São Paulo.
“A lógica de funcionamento do Comando Vermelho é como se tivéssemos a criação de franquias associadas ao grupo [nos estados]”, afirma.
Ainda de acordo com Marques, o grupo criminoso do Rio tem necessidade de atuar na Amazônia e escoar drogas pela região, já que o PCC controla a chamada “rota caipira” do tráfico, com corredores que escoam substâncias vindas das fronteiras pelo Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná até serem exportados por portos rumo à Europa e África.
“O PCC, nesses outros territórios, está muito mais interessado em fazer parcerias com organizações locais e nos fluxos mais macro, do atacado do tráfico. Enquanto o Comando Vermelho tem o interesse pelo atacado também e, para isso, é muito importante o controle territorial”, afirma.
Presença das facções nos estados
A presença nos estados varia conforme a localidade: quanto mais próximo da fronteira com outros países da América do Sul, mais forte a presença.
O Acre, que faz divisa com Peru e Bolívia, tem presença em 100% dos seus 22 municípios. Já o Tocantins, no outro lado, na divisa com o Nordeste, tem 12% das 139 cidades com registro de grupos criminosos. Veja baixo:
Acre: 22 de 22 municípios (100%);
Amapá: 10 de 16 (62,5%);
Amazonas: 25 de 62 (40%);
Maranhão (parte amazônica): 53 de 181 (29%);
Mato Grosso: 92 de 141 (65%);
Pará: 91 de 144 (63%);
Rondônia: 21 de 52 (40%);
Roraima: 13 de 15 (80%);
Tocantins: 17 de 139 (12%).
Infográfico – Comando Vermelho (CV) busca dominar rotas do tráfico na Amazônia pelo Rio Solimões
Arte g1
Outros dados do estudo sobre violência na Amazônia Legal:
Mortes violentas na Amazônia Legal caem para 8.047 em 2024, mas seguem 31% acima da média nacional;
Maranhão é único estado da Amazônia Legal a ter alta na taxa de homicídio em 2024, com crescimento de 11%; Amapá lidera ranking de violência;
Pará e Maranhão lideram conflitos no campo na Amazônia Legal; 2024 teve recorde de 1.317 casos, aumento de 20% em relação a 2023;
Feminicídios são 19% maior na região amazônica do que a média nacional;
Estupro sobem na Amazônia, com 13 mil registros: quase 80% das vítimas têm 14 anos ou menos;
Facções criminosas estão criando regras comportamentais para mulheres, que chegam até necessidade de autorização para terminarem relacionamentos;
Municípios sem polícia viram zonas dominadas por facções na Amazônia Legal;
Apreensão de drogas subiu 21% em 2024 na Amazônia Legal;
A Polícia Federal apreendeu 118 toneladas de cocaína na Amazônia entre 2019 e 2024: o aumento foi 84,8% no período.

Fonte: G1 Tocantins

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Edital seleciona professor substituto do IFTO com salário de até R$ 8,5 mil


IFTO, campus Lagoa da Confusão
IFTO/Divulgação
Estão abertas as inscrições para a seleção de professor substituto do Instituto Federal do Tocantins (IFTO). A vaga é cadastro reserva para a área de agronomia do campus de Lagoa da Confusão. O salário pode chegar a R$ 8.599,46, dependendo da titulação do candidato aprovado.
Segundo o edital, além da remuneração, a vaga oferece auxílio-alimentação de R$ 1.175, auxílio-transporte e assistência pré-escolar de R$ 484. O cargo tem jornada de trabalho de 40 horas semanais.
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As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 28 de novembro pelo e-mail do campus de Lagoa da Confusão, disponível no edital. É necessário preencher um formulário e encaminhar os documentos exigidos.
A seleção será feita em duas etapas: desempenho didático e prova de títulos. Conforme o cronograma, as duas fases estão previstas para o início de dezembro. A data da homologação do processo seletivo ainda não foi definida.
O prazo do contrato deve ser estabelecido pela administração do campus, mas com tempo máximo inicial de um ano.
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Fonte: G1 Tocantins

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Jabuti albino raro é encontrado em parque de Palmas e enviado para pesquisas em zoológico de Brasília

Jabuti raro albino é encontrado no Parque Cesamar
GMP Ambiental/Divulgação
Um jabuti albino raro foi encontrado no Parque Cesamar, em Palmas, capital do Tocantins. De acordo com a equipe ambiental da Guarda Metropolitana (GMP), por se tratar de um réptil com características atípicas, ele será levado para o Zoológico de Brasília, onde deve passar por estudos específicos.
O animal chamou a atenção pela cor diferente dos demais que vivem no parque. O gerente ambiental da GMP, Adalberto Antônio Bernardo, destacou que os animais com mutações genéticas despertam interesse científico e que outros albinos já foram encontrados no local.
“É a quarta espécie albina que aparece no Parque Cesamar. O Zoológico de Brasília nos solicitou o réptil para concluir os estudos sobre essa espécie rara”, afirmou.
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Parque Cesamar
O parque é a principal área verde de Palmas que serve como espaço de convívio, além de ser opção para prática de exercícios físicos ao ar livre. A reserva biológica fica no centro da cidade e tem uma área total de 96.770 m² contando a área do lago, a área verde do fundo, estacionamento e todo a área de lazer.
O local tem uma pista de caminhada de 2.820 metros de extensão e fica aberto ao público das 5h às 23h.
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Fonte: G1 Tocantins

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Empresa de Palmas é alvo de operação que investiga fraude de licitação de quase R$ 12 milhões com Secretaria de Goiânia

Operação investiga fraude milionária em contrato da Saúde com pagamento antecipado
Um instituto do ramo da saúde de Palmas foi alvo de investigação da Polícia Civil de Goiás nesta terça-feira (18). A polícia identificou irregularidades no contrato de cerca de R$ 12 milhões feito entre o instituto e a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia em 2024. Conforme as investigações, o município teria feito o pagamento integral do valor à empresa sem qualquer tipo de comprovante da prestação do serviço.
Segundo a Polícia Civil do Tocantins, o Instituto Idesp havia sido contratado para a criação de um software de atendimento na saúde e outros serviços.
O Instituto Idesp informou que está colaborando com a polícia para esclarecer os fatos e que a investigação “não interfere no funcionamento nem na qualidade dos serviços prestados à população” (veja nota completa abaixo).
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Durante a Operação Pagamento Imediato, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Palmas (TO), Goiânia (GO), Senador Canedo (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Brasília (DF) e São Paulo (SP). A polícia apura os crimes de associação criminosa, contratação direta ilegal e fraude em licitação.
Em Palmas, a Polícia Civil do Tocantins deu apoio às investigações e cumpriu três mandados contra empresas e pessoas investigadas. Conforme o delegado Guilherme Rocha, a polícia encontrou evidências que indicam o modus operandi do suposto esquema.
“Com o mapeamento do modus operandi e os indícios já levantados, a Decor fará um pente-fino nos contratos junto às entidades públicas tocantinenses”, explicou o delegado.
Polícia Civil do Tocantins cumpre mandados em Palmas durante Operação Pagamento Imediato
PCTO/Divulgação
Também foram executadas medidas cautelares de quebra de sigilos bancário e fiscal, suspensão e proibição de exercício de atividade econômica, bem como sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores dos investigados, até o limite de R$ 12 milhões, visando o ressarcimento.
As investigações começaram após um relatório da Gerência de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás apontar irregularidades na escolha da empresa.
O contrato entre o município de Goiás e o Instituto foi no valor de R$ 11.600.000, que deveria ter sido pago em 12 parcelas mensais após a prestação do serviço, segundo o delegado delegado Cleynio Januário, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública de Goiás.
Apesar disso, a polícia identificou que o pagamento aconteceu em pouco mais de 30 dias e que não houve comprovante dos serviços prestados.
Investigações apuraram que os indícios de irregularidade apareceram tanto na escolha da empresa, quanto na execução contratual. A polícia também verificou que houve a destinação de recursos antes mesmo da formalização do contrato.
O delegado Cleynio Januário ressaltou que, durante o cumprimento dos mandados, foi verificado que os investigados “vivem uma vida bastante luxuosa” e que, além de documentos, também foram apreendidos carros de luxo.
Íntegra da nota do Instituto Idesp
O Instituto informa que a situação relacionada à operação da Polícia Civil já está sendo devidamente averiguada pelas instâncias competentes. Reforçamos que o ocorrido não interfere no funcionamento nem na qualidade dos serviços prestados à população, que seguem sendo executados normalmente.
Mantemos compromisso absoluto com a transparência, a ética e o cuidado integral aos nossos pacientes, princípios que norteiam todas as nossas atividades. O Instituto permanece colaborando com as autoridades para o total esclarecimento dos fatos.
Íntegra da nota da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia
A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informa que o Instituto Idesp, alvo de mandados de busca e apreensão pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (18/11), foi contratado pela gestão anterior. A suspensão do convênio com a empresa foi um dos primeiros atos da atual administração. A SMS ainda ressalta que nenhuma ação foi realizada na secretaria.
Íntegra da nota do ex-prefeito de Goiânia Rogério Cruz
O ex-prefeito Rogério Cruz destaca que não figura entre os alvos da operação desta terça-feira (18) e que está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento e colaboração com as apurações referentes a condutas individuais de ex-servidores.
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Fonte: G1 Tocantins

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Mulher é encontrada morta e companheiro é principal suspeito, diz PM

Mulher de 48 anos é vítima de feminicídio em Gurupi
Uma mulher de 48 anos foi encontrada morta na varanda de uma casa em Gurupi, região sul do Tocantins. Segundo a Polícia Militar, o corpo dela foi localizado pelo genro dela. O principal suspeito do crime é o companheiro dela.
O caso aconteceu nesta quinta-feira (17). A vítima foi identificada como Luzia José de Souza. O corpo dela foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia e foi liberado aos familiares.
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A Polícia Militar informou que o suspeito do crime é um homem de 39 anos, com quem a vítima vivia uma união estável. O homem responde pelo crime de estupro e havia saído do sistema prisional em 2024, tendo sido custodiado na Unidade Prisional Regional de Porangatu (GO).
O nome dele não foi divulgado, por isso o g1 não teve contato com a defesa.
Conforme o boletim de ocorrência, que a TV Anhanguera teve acesso, duas cadeiras de madeira foram encontradas quebradas na casa. A vítima estava com um corte na parte posterior do crânio, indicando que o móvel teria sido usado no crime.
A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso é investigado pela 3ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Gurupi.
Viatura do IML do Tocantins
Divulgação/SSPTO
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Fonte: G1 Tocantins