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Dinheiro público: mais de R$ 430 milhões gastos com shows no Tocantins seriam suficientes para construir 5,7 mil casas populares

Valor gasto por deputados e governo com shows daria para construir 6 mil moradias
Em um período de dois anos e 10 meses, o Governo do Tocantins e emendas parlamentares destinaram mais de R$ 430 milhões para festas, shows e atividades esportivas ou religiosas. O valor seria suficiente para construir mais de cerca de 5,7 mil casas populares.
O levantamento é da TV Anhanguera, feito com informações do Sistema de Administração Financeira (Siafi). Somente neste ano, para os mesmos fins, foram destinados R$ 171 milhões. Um dos exemplos de gastos que entram nessa área foi a Marcha para Vereadores do Tocantins, realizada em fevereiro deste ano, em Palmas.
A confraternização foi bancada pelo poder público e entre as atrações do evento estavam diversos artistas, recepcionados pelo governador afastado, Wanderlei Barbosa (Republicanos). De acordo com o Diário Oficial do Estado, a Secretaria de Turismo do Estado pagou R$ 320 mil por shows.
O governador afastado foi procurado, mas não se manifestou sobre a destinação dos recursos.
Dias depois, o governo promoveu uma festa de carnaval no povoado de Campo Alegre, distrito de Paranã, no sudeste do estado — local com cerca de mil habitantes. O valor pago pelo governo em três shows foi de R$ 255 mil. O cantor Evoney Fernandes recebeu o maior cachê, de R$ 150 mil.
Em nota, Evoney afirmou que a apresentação contratada foi realizada conforme os contratos e dentro dos valores de mercado (veja nota completa abaixo).
Pagamentos ano a ano
Gastos com eventos foram uma das marcas da gestão do governador afastado. Conforme os dados do Siafi, as transferências Pix que são feitas pelo estado diretamente na conta das prefeituras para eventos, saltaram de R$ 47,5 milhões em 2023, para R$ 73,9 milhões em 2024, Neste ano, até setembro, já foram R$ 87 milhões.
Já os pagamentos de iniciativa do próprio estado, que o governo decide apoiar ou bancar, somaram R$ 22 milhões em 2023, R$ 62,8 milhões em 2024 e, neste ano, R$ 38,4 milhões.
Os repasses de emendas parlamentares indicadas pelos deputados para essas despesas foram R$ 14,9 milhões em 2023, R$ 37,4 milhões em 2024 e R$ 28,7 milhões neste ano.
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Recursos do Estado e emendas parlamentares bancam shows
Reprodução/TV Anhanguera
Institutos
A TV Anhanguera analisou centenas de notas fiscais das emendas parlamentares e constatou que a maioria dos deputados encaminha os recursos por meio de institutos contratados para organizar os eventos. Quatro deles receberam, em 2025, 118 pagamentos do governo.
Para o Instituto Saber e Arte (ICSA), com sede em Luzimangues, o Governo do Tocantins transferiu mais de R$ 5 milhões. Um dos deputados que destinou emendas foi Ivory de Lira (PCdoB), e entre os eventos está a Festa do Milho, em Juarina.
Em nota, ICSA afirmou que todos os recursos recebidos foram executados dentro da legalidade, com convênios formalizados e fiscalizados pelos órgãos competentes.
Ivory também destinou R$ 250 mil pra o Rodeio de Taquaruçu, promovido pelo deputado Léo Barbosa (Republicanos), filho do governador afastado.
A assessoria do deputado Ivory de Lira disse que as emendas destinadas às festas de Juarina e Taquaruçu atenderam solicitações das comunidades locais e têm o objetivo de fortalecer tradições culturais e a economia dos municípios.
Já o deputado Léo Barbosa afirmou que destina emendas para várias áreas, incluindo saúde, educação e cultura, e que os investimentos em eventos tradicionais, como o Rodeio de Taquaruçu, ajudam a gerar renda e movimentar a economia local.
O Instituto Gestão Tocantins, que tem como responsável a diretora de administração, finanças e planejamento da Prefeitura de Palmas, Ana Paula da Silva e Moura, recebeu R$ 2,4 milhões até setembro.
A participação de uma servidora municipal como representante de uma entidade privada que recebe recursos públicos estaduais é vedada pela legislação, por configurar conflito de interesses.
Por meio desse instituto, a deputada Cláudia Lelis (PV) destinou R$ 350 mil para um festejo em Pindorama, em junho. A deputada declarou que todas as suas emendas são elaboradas de acordo com os princípios constitucionais da legalidade e da transparência.
Em nota, o Instituto Gestão Tocantins afirmou que atua de forma legítima e transparente na execução de políticas públicas de cunho social, assistencial e cultural, e que encontra-se regular e adimplente junto aos órgãos de controle e fiscalização.
O Instituto Gestão, Meio Ambiente e Sociedade (Gemas), investigado pela Polícia Civil por suspeita de desviar recursos de eventos na operação Ongs de Papel, também continua recebendo repasses — mais de R$ 1 milhão só neste ano.
Em nota, o Instituto Gemas afirmou que não existe proibição para o seu funcionamento e que todos os recursos recebidos tiveram acompanhamento e autorização dos órgãos públicos envolvidos.
Segundo o especialista em administração pública da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Édi Benini, esses gastos não beneficiam a população.
“As emendas parlamentarem têm criado uma disfunção da peça técnica do orçamento, de pensar as prioridades para a sociedade, de pensar aonde o gasto público é mais necessário. isso diminui a eficiência do estado”, comentou.
O que poderia ser feito com o dinheiro?
A TV Anhanguera apurou que, nesses dois anos e dez meses, o Governo do Estado não entregou casas populares com recursos próprios.
Com o valor gasto em eventos — mais de R$ 430 milhões — seria possível construir cerca de 5,7 mil casas, segundo as tabelas da Caixa Econômica Federal.
Também seria viável construir hospitais e clínicas, considerando o custo médio entre R$ 40 e R$ 100 milhões cada.
Para a especialista em relações governamentais Luciana Rodrigues, é preciso melhorar a qualidade dos gastos das emendas parlamentares.
“Acho super justo que esses percentuais sejam obrigatórios, por exemplo para a área da saúde, educação, e o mínimo que seja de necessidades para algo que não vá acrescentar. À medida que condiciona a população de que a gente de que aquele custeio, aquele valor muito alto para evento, passa o evento e aquilo se esvai, é perdido”, comentou.
Wanderlei Barbosa durante evento de vereados banco pelo Estado
Reprodução/TV Anhanguera
Íntegra da nota de Ivory de Lira
Sobre as emendas destinadas aos municípios de Juarina – Festa do Milho e Palmas – rodeio de Taquaruçu, esclarecemos que as mesmas atenderam solicitações das comunidades locais, e foram destinadas para realização de festas tradicionais, cumprindo o compromisso de fomentar a cultura, tradições e economia dos municípios.
Íntegra da nota de Cláudia Lelis
A Constituição do Estado do Tocantins assegura aos deputados estaduais o direito à apresentação de emendas parlamentares individuais, instrumento constitucional que garante a efetiva participação do Poder Legislativo na definição das políticas públicas e na destinação dos recursos orçamentários do Estado.
Conforme determina a legislação, 25% do total das emendas individuais devem ser, obrigatoriamente, aplicados na área da saúde, enquanto o valor restante é destinado de acordo com as prioridades identificadas pelo parlamentar, observadas as demandas apresentadas por prefeitos e gestores municipais.
A deputada estadual Cláudia Lelis (PV) ressalta que todas as suas emendas são elaboradas e destinadas em estrita observância aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e interesse público, assegurando transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos.
Defensora do turismo e da cultura tocantinense, a parlamentar acredita no potencial desses setores como instrumentos de fortalecimento da economia local, geração de renda e valorização da identidade e das tradições do povo tocantinense.
Íntegra da nota de Léo Barbosa
Durante todo o mandato, tenho destinado emendas para diversas áreas essenciais, como saúde, educação, esporte, infraestrutura e cultura, porque acredito que o desenvolvimento dos municípios depende de um conjunto de ações integradas e permanentes.
No que diz respeito especificamente às emendas voltadas à agenda cultural, o objetivo é fortalecer a economia local, apoiar manifestações que fazem parte da identidade do Tocantins e garantir que tradições importantes continuem gerando oportunidades. Eventos culturais movimentam toda a cadeia produtiva — do comércio ao turismo, da alimentação aos serviços — criando empregos, ampliando a renda das famílias e contribuindo diretamente para o dinamismo econômico das cidades.
O Rodeio de Taquaruçu é um evento tradicional, consolidado no calendário cultural do Tocantins. Além de atrair visitantes e fortalecer o turismo, o evento gera renda para comerciantes, prestadores de serviços, empreendedores locais e para as famílias que dependem diretamente dessas oportunidades.
Esses investimentos fazem parte de iniciativas que impulsionam o desenvolvimento social e econômico das comunidades tocantinenses.
Íntegra da nota de Evoney Fernandes
Em atenção à reportagem anunciada pelo Jornal Anhanguera, acerca dos gastos do Governo do Tocantins com eventos culturais e artísticos, o cantor Evoney Fernandes esclarece que todas as apresentações contratadas foram integralmente realizadas, conforme os contratos firmados e dentro das condições pactuadas.
Os valores pagos correspondem aos praticados no mercado artístico para artistas do mesmo porte e reconhecimento, levando em consideração estrutura técnica, equipe de apoio e demais custos logísticos inerentes às apresentações. Os valores contratados por apresentação — estão plenamente compatíveis com o valor de mercado, levando em conta estrutura técnica, produção, equipe, logística e impostos incidentes sobre atividades artísticas. Vale ressaltar que os Shows dentro do Estado do Tocantins, o valor é menor que para outros estados, sendo menor que o restante do Brasil, para assim, contribuir para a Cultura do Tocantins.
As contratações seguiram todos os trâmites legais e administrativos, e os serviços foram devidamente prestados, contribuindo para o fortalecimento da cultura e do entretenimento no Estado do Tocantins.
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Fonte: G1 Tocantins

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Servidor exonerado de cargo após operação da PF que envolve governador afastado tinha salário de quase R$ 30 mil

Servidores são exonerados após Operação Nêmesis da Polícia Federal
Alan Rickson Andrade de Araújo, um dos servidores alvo de buscas durante a Operação Nêmesis, tinha um salário de quase 30 mil como assessor de estruturação de parcerias e concessões, dentro da Secretaria de Parcerias e Investimentos. A exoneração dele do cargo foi publicada no Diário Oficial de quarta-feira (12).
A operação apura denúncia contra o governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) e outros nomes ligados a ele pela possível prática de embaraço às investigações sobre o desvio de recursos públicos com a compra de cestas básicas durante a pandemia.
Alan informou que não é alvo da operação e nos últimos meses tem sido “alvo de ataques anônimos e divulgações falsas”. Ele ainda disse que não participou ou compactuou com qualquer ação que desrespeitasse os princípios que regem o serviço público (veja nota completa abaixo).
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Conforme dados obtidos no portal da transparência do Governo do Estado nesta quinta-feira (13), Alan Rickson é concursado desde maio de 2005 como analista em tecnologia da informação. Em 14 de março deste ano, foi nomeado para o cargo de provimento em comissão da Secretaria de Parcerias e Investimentos.
No mês de julho de 2025, o total de rendimentos do servidor chegou a R$ 28,1 mil bruto, e líquido ele recebeu R$ 17,4 mil. No mês de agosto, o salário passou de R$ 26 mil bruto, e líquido, R$ 15,9 mil.
Em setembro, com adicional de férias, o rendimento bruto passou de R$ 34 mil e, com os descontos, recebeu do Estado R$ R$ 21,7 mil. Já em outubro, o total de rendimentos do servidor chegou a R$ 46,4 mil bruto por causa do 13º salário. O valor líquido totalizou R$ 32.356,46.
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Agentes da PF durante cumprimento de mandado de busca na Operação Nêmesis
Polícia Federal/Divulgação
Investigação
Segundo decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que na quarta-feira autorizou novos cumprimentos de mandados de busca e apreensão, Alan seria informante do advogado Thomas Jefferson, ex-secretário de Parcerias e Investimentos. Thomas é apontado pela polícia como responsável por atrapalhar as investigações da Operação Fames-19 e supostamente avisar o governador afastado sobre o cumprimento de mandados no início de setembro.
Outro servidor que também foi exonerado do cargo é Antoniel Pereira do Nascimento. Servidor do município, Antoniel estava cedido à Secretaria Executiva do governador Wanderlei. Para a polícia, há incompatibilidade entre sua remuneração e seu patrimônio declarado. Conforme a decisão, ele tinha vencimentos de pouco mais de R$ 6,3 mil.
A decisão com informações da Polícia Federal aponta que foram encontrados indícios de que ele fez negociações com parentes de Wanderlei e seria a “pessoa interposta”, tendo ajudado a esvaziar a casa da sogra de Wanderlei.
O g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
Operação Nêmesis
A Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins na manhã desta quarta-feira, para investigar a possível prática de embaraço à investigação de desvio de recursos públicos da Covid-19 e emendas parlamentares utilizadas para compra de cestas básicas durante a pandemia.
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início durante a deflagração da 2ª fase da Operação Fames-19, que afastou Wanderlei Barbosa no início de setembro, pelo prazo de 180 dias. A primeira-dama Karynne Sotero Campos, que era secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. Os dois negam participação nos fatos investigados.
A PF identificou indícios de que alguns investigados teriam se prevalecido de seus cargos e utilizado veículos oficiais para retirar e transportar documentos e materiais de interesse da investigação. Isso causou embaraço às investigações, que ainda se encontram em curso e tramitam sob sigilo na Corte Especial do STJ.
A assessoria do governador Wanderlei Barbosa informou que durante as buscas desta quarta-feira foram levados celulares e, por enquanto, não vai se manifestar.
Íntegra da nota de Alan Rickson
Em respeito à verdade e à sociedade tocantinense, venho esclarecer que, na manhã desta quarta-feira (12), fui surpreendido com uma medida de busca e apreensão em minha residência, decorrente de uma denúncia anônima que menciona meu nome no contexto de apurações conduzidas pela Polícia Federal.
Ressalto que não sou alvo de investigação e que a diligência foi realizada com base em informações prestadas por terceiros, sem que houvesse qualquer prova de envolvimento meu em atos ilícitos. Durante o cumprimento do mandado, a Polícia Federal agiu com profissionalismo e respeito, tendo apreendido apenas meu celular, o notebook institucional e documentos pessoais — o que demonstra a ausência de qualquer elemento que indique irregularidades.
Sou servidor público efetivo há 20 anos, e há quase 6 anos exerço a mesma função na Secretaria de Parcerias e Investimentos, em uma atividade técnica e estratégica, voltada ao acompanhamento e desenvolvimento de projetos estruturantes do Estado.
Minhas atribuições incluem a realização de reuniões, capacitações e viagens institucionais para acompanhamento de gestores em agendas técnicas e de governança, sempre em conformidade com os princípios da administração pública.
Nos últimos meses, infelizmente, tenho sido alvo de ataques anônimos e divulgações falsas, com o claro intuito de tentar me afastar de uma função que é estritamente técnica e desvinculada de qualquer interesse político. Lamento profundamente que informações inverídicas sejam utilizadas para macular uma trajetória construída com trabalho, zelo e fé.
Também tenho observado que alguns veículos de comunicação têm divulgado o valor do meu salário de forma descontextualizada, sem esclarecer que determinados contracheques incluem valores de 13º salário ou 1/3 de férias, o que pode ser facilmente comprovado no Portal da Transparência. Reforço que todos os meus vencimentos são legais, públicos e compatíveis com o cargo que exerço.
Desconheço integralmente os fatos narrados na denúncia anônima e repudio qualquer insinuação de envolvimento meu em atos ilícitos. Jamais participei, autorizei ou compactuei com qualquer ação que desrespeitasse os princípios que regem o serviço público.
Mantenho-me à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários e confio plenamente na Justiça e em Deus — único conhecedor de toda verdade e de toda justiça.
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Fonte: G1 Tocantins

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Servidor de prefeitura do Tocantins é assassinado em posto de combustíveis após briga com ex-secretário por dívida

Ex-secretário de obras de São Valério é suspeito de matar homem por causa de dívidas
Um servidor público da Prefeitura de São Valério foi assassinado a tiros em um posto de combustível da cidade. Segundo a Guarda Municipal, o crime teria sido motivado pela dívida de um consórcio feito entre amigos. Conforme apurado pela TV Anhanguera, o suspeito de ter efetuado o disparo é o ex-secretário de Obras, Divino Duarte. Ele fugiu do local e não foi localizado.
O g1 tenta contato com o ex-secretário.
O caso aconteceu nesta quarta-feira (12) por volta das 14h. A vítima foi identificada como Wilson Hermes Almeida Rocha, de 28 anos. A prefeitura de São Valério lamentou a morte do servidor e, em respeito, suspendeu os serviços na sede administrativa nesta quinta-feira (13).
Wilson Hermes Almeida Rocha foi morto a tiros em posto de combustível em São Valério do Tocantins
Reprodução/TV Anhanguera
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A Guarda Metropolitana de São Valério informou que o servidor foi atingido por um disparo na cabeça. Conforme os agentes, testemunhas disseram que a vítima teria ido até a casa do ex-secretário na noite anterior ao crime, quando colidiu com uma caminhonete no portão da casa de Divino
Na tarde de quarta-feira, os dois tiveram um novo desentendimento, desta vez no posto de combustível. No local, o ex-sexretário efetuou um disparo de arma de fogo, atingindo o servidor na cabeça.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito fugiu em um carro e teria deixado a cidade de São Valério, indo no sentido do município de Peixe. Militares fizeram um cerco nas cidades vizinhas, mas o homem não foi encontrado.
O servidor foi socorrido pela equipe do Hospital Municipal de São Valério, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o deslocamento para a cidade de Gurupi. O corpo dele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Gurupi, onde passou por exame de necropsia.
A Secretaria de Segurança Pública informou que as investigações se concentram para localizar o suspeito de ser o autor do disparo.
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Fonte: G1 Tocantins

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Pai e filha morrem em acidente na TO-130 após carro sair da pista e bater em árvore

Pai e filha morrem em acidente de carro na TO-130; uma criança ficou ferida
Um acidente de trânsito causou a morte de duas pessoas na rodovia TO-130, em Ponte Alta. As vítimas são pai e filha e estavam em um carro que perdeu o controle e bateu em uma árvore. Segundo a Polícia Militar, uma criança de 3 anos. que também estava no veículo. ficou ferida e foi levada para o hospital.
O acidente aconteceu nesta quarta-feira (12). As vítimas foram identificadas como Eleudes Gomes de Sousa, 62 anos, e Ellen Cristina Alves de Sousa, 23 anos. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a criança segue sob os cuidados da equipe multiprofissional.
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A PM informou que o carro em que estavam as três vítimas perdeu o controle em uma curva e colidiu contra uma árvore. Eleudes morreu no local. Ellen chegou a ser socorrida, mas morreu na unidade hospitalar.
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Prefeitura de Pindorama/Instagram
Ellen era servidora da Prefeitura de Pindorama. O município publicou uma nota de pesar nas redes sociais e declarou luto oficial de três dias. “Será lembrada pelo carinho, dedicação e compromisso com o serviço público e com a nossa comunidade”, afirmou a prefeitura.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins informou que os corpos das vítimas foram removidos pelo Instituto de Medicina Legal (IML) de Palmas, onde passaram por exames necroscópicos e foram liberados para os familiares.
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Fonte: G1 Tocantins

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Polícia Federal aponta que Wanderlei Barbosa tem chácara em região turística que virou alvo de disputa entre Goiás e Tocantins

Confira detalhes sobre operação que apura tentativa de atrapalhar investigações da PF
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que autorizou a Operação Nêmeses aponta que o governador afastado, Wanderlei Barbosa (Republicanos), teria uma chácara no distrito de Campo Alegre, em Paranã, no sudeste do Tocantins. A região, que tem potencial turístico, virou alvo de uma disputa entre os governos de Goiás e do Tocantins.
A Operação Nêmeses foi realizada nesta quarta-feira (12) pela Polícia Federal para apurar a possível prática de embaraço às investigações da operação Fames-19 sobre desvio de recursos públicos com a compra de cestas básicas na pandemia.
Foi durante o cumprimento de mandados da Fames-19, em setembro de 2025, que a Polícia Federal descobriu a suposta ligação de Wanderlei Barbosa com a chácara na zona rural de Paranã.
Chácara atribuída pela Polícia Federal a Wanderlei Barbosa em Paranã
Reprodução/Polícia Federal
De acordo com a investigação, o imóvel está registrado no nome de Mauro Henrique da Silva Xavier, mas o “proprietário formal” seria o governador afastado. Durante buscas no local, a polícia encontrou a casa decorada com diversas fotos e objetos pessoais de Wanderlei e a primeira-dama Karynne Sotero.
O g1 questionou a assessoria do governador afastado e da primeira-dama, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa de Mauro Henrique não foi localizada.
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Área da chácara atribuída pela Polícia Federal ao governador Wanderlei Barbosa
Reprodução/Polícia Federal
O povoado Campo Alegre, onde está a chácara, fica nas proximidades da área em disputa entre o Tocantins e Goiás. A região conta com diversas trilhas que levam turistas a cachoeiras e outras paisagens impressionantes, como o Complexo Canjica.
A área virou motivo de disputa depois que o governo do Tocantins instalou um portal na região com as frases “Bem-vindo ao Tocantins” e “O turismo começa aqui”.
Por meio de uma ação civil, a Procuradoria Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma área de 12,9 mil hectares (129 km²), na divisa entre Paranã e o município de Cavalcante (GO), pertenceria a Goiás. Também pediu que o portal seja retirado, além de outras medidas.
Entenda a Operação Nêmeses
A Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins na manhã desta quarta-feira, para investigar a possível prática de embaraço a investigação de desvio de recursos públicos da Covid-19 e emendas parlamentares utilizadas para compra de cestas básicas durante a pandemia.
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início durante a deflagração da 2ª fase da Operação Fames-19, que afastou Wanderlei Barbosa no início de setembro, pelo prazo de 180 dias. A primeira-dama Karynne Sotero Campos, que era secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. Os dois negam participação nos fatos investigados.
A PF identificou indícios de que alguns investigados teriam se prevalecido de seus cargos e utilizado veículos oficiais para retirar e transportar documentos e materiais de interesse da investigação. Isso causou embaraço às investigações, que ainda se encontram em curso e tramitam sob sigilo na Corte Especial do STJ.
A assessoria do governador Wanderlei Barbosa informou que durante as buscas desta quarta-feira foram levados celulares e, por enquanto, não vai se manifestar.
Wanderlei Barbosa e a primeira-dama Karynne Sotero
Divulgação/ Consórcio Brasil Central (BrC)
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Fonte: G1 Tocantins

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Filha de lavradores e pesquisadora: saiba quem é a primeira mulher negra a se tornar reitora da UFT

Primeira reitora negra da UFT toma posse nesta quarta-feira (12)
Doutora em educação, Maria Santana se tornou a primeira mulher negra a ocupar o cargo de reitora da Universidade Federal do Tocantins (UFT). A posse dela e do vice-reitor, professor Marcelo Leineker, está marcada para a noite desta terça-feira (13). Santana é filha de lavradores, da zona rural de Dianópolis, e começou a lecionar ainda no ensino médio.
Os dois professores foram eleitos no dia 28 de maio de 2025. A cerimônia de posse será realizada no auditório Cuica, às 19h. O evento também será transmitido no canal da UFT no Youtube.
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Professora e pesquisadora: quem é Maria Santana?
Professora Maria Santana toma posse da reitoria da UFT
Maria Santana/Divulgação
A reitora Maria Santana Ferreira dos Santos Milhomem cresceu na zona rural de Dianópolis, região sudeste do Tocantins. Filha de lavradores, sempre demonstrou interesse na área da educação. Na infância ensinava colegas na escola da comunidade onde estudava e passou a lecionar quando ainda estava no ensino médio.
Por meio da educação, Santana viu um caminho para transformar a própria realidade. A professora se graduou em pedagogia pelo Instituto Luterano Superior de Palmas em 1999. No mestrado, realizado na Universidade Federal de Sergipe, pesquisou sobre a comunidade indígena Xerente, abordando gênero, violência simbólica e organização social.
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Em 2018, Santana conquistou o título de doutora em educação pela Universidade de Brasília (UnB), dando continuidade às discussões sobre os povos indígenas no Tocantins.
Maria Santana ingressou na UFT em 2011, como docente do curso de pedagogia. Entre os anos de 2016 a 2025, esteve à frente da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A professora também integra o grupo docente do curso de Direito e do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Políticas Públicas.
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Fonte: G1 Tocantins

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Servidores suspeitos de atrapalhar investigações da PF são exonerados pelo governo do Tocantins

Confira detalhes sobre operação que apura tentativa de atrapalhar investigações da PF
Dois alvos de buscas durante Operação Nêmeses foram exonerados de cargos no governo do Tocantins, nesta quarta-feira (12). Os servidores são Antoniel Pereira do Nascimento e Alan Rickson Andrade de Araújo. Os atos foram assinados pela secretária-chefe da Casa Civil.
O g1 não conseguiu contato com a defesa dos dois até a última atualização desta reportagem.
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A Operação Nêmeses foi realizada pela Polícia Federal para investigar a possível prática de embaraço a investigação sobre desvio de recursos públicos com a compra de cestas básicas durante a pandemia.
Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins. Os documentos foram expedidos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell.
Agentes da PF durante cumprimento de mandado de busca na Operação Nêmeses
Polícia Federal/Divulgação
Segundo a decisão, Álan Rickson é concursado como analista de Tecnologia da Informação, mas estava lotado na Secretaria de Participações e Investimentos como assessor de estruturação de parcerias e concessões, com um salário de R$ 34 mil.
A suspeita da polícia é de que ele seria informante do advogado Thomas Jefferson, ex-secretário de Parcerias e Investimentos, que é apontado pela polícia como responsável por atrapalhar as investigações da Fames-19 e supostamente avisar o governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) sobre o cumprimento de mandados no início de setembro.
Antoniel Pereira é servidor público municipal e tinha sido cedido ao governo do Tocantins, sendo lotado na Secretaria Executiva do governador Wanderlei. Para a polícia, a suspeita é de que há incompatibilidade entre sua remuneração e seu patrimônio declarado. Conforme a decisão, ele tinha vencimentos de pouco mais de R$ 6,3 mil.
Foram encontrados indícios de que ele fez negociações com parentes de Wanderlei e foi apontado como “pessoa interposta”, tendo ajudado a esvaziar a casa da sogra de Wanderlei.
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A Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins na manhã desta quarta-feira, para investigar a possível prática de embaraço a investigação de desvio de recursos públicos da Covid-19 e emendas parlamentares utilizadas para compra de cestas básicas durante a pandemia.
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início durante a deflagração da 2ª fase da Operação Fames-19, que afastou Wanderlei Barbosa no início de setembro, pelo prazo de 180 dias. A primeira-dama Karynne Sotero Campos, que era secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. Os dois negam participação nos fatos investigados.
A PF identificou indícios de que alguns investigados teriam se prevalecido de seus cargos e utilizado veículos oficiais para retirar e transportar documentos e materiais de interesse da investigação. Isso causou embaraço às investigações, que ainda se encontram em curso e tramitam sob sigilo na Corte Especial do STJ.
A assessoria do governador Wanderlei Barbosa informou que durante as buscas desta quarta-feira foram levados celulares e, por enquanto, não vai se manifestar.
Afastamento de Wanderlei Barbosa
Wanderlei Barbosa e a primeira-dama foram afastados no dia 3 de setembro de 2025. A decisão foi do ministro Mauro Campbell, do STJ, mas depois foi referendada pela Corte Especial do órgão. Os dois são suspeitos de desvios de recursos públicos realizados em 2020 e 2021, momento em que foi declarado estado de emergência em saúde pública por conta da pandemia de Covid-19.
A Polícia Federal investiga crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa.
Na época, Wanderlei seria o responsável pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), órgão que recebia os recursos que iriam ajudar a população durante a pandemia. Segundo a PF, Wanderlei Barbosa teria mantido um esquema de desvios através de contratações ilícitas.
As investigações apontam que Karynne teria intermediado as contratações, atuado na organização da parte documental, no cumprimento dos requisitos necessários ao recebimento de recursos públicos, e tomou ciência da distribuição das vantagens indevidas previamente combinadas.
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Fonte: G1 Tocantins

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Ministra do STF nega argumentos para liberdade da influencer Karol Digital, presa por exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro

STF não aceita argumentos da defesa e mantém Karol Digital presa; saiba mais
A influenciadora Maria Karollyny Campos Ferreira, conhecida como Karol Digital, e seu namorado, Dhemerson Rezende Costa, tiveram o pedido de liberdade provisória negado pelo Supremo Tribunal Federal. O casal está preso desde agosto de 2025, por suspeita de um esquema de exploração ilegal de jogos de azar, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.
O g1 solicitou posicionamento à defesa do casal, mas não teve resposta até a publicação da reportagem.
A decisão, do dia 11 de novembro de 2025, é da Ministra Cármen Lúcia, relatora do processo. Conforme o documento, a ministra afirma que, apesar de a defesa alegar que não teve acesso amplo ao processo, as autoridades comprovaram o contrário.
“Não se demonstra contrariedade à Súmula Vinculante n. 14 do Supremo Tribunal Federal. As autoridades reclamadas demonstraram ter sido franqueado o acesso do inquérito policial e da ação penal à defesa dos reclamantes”, afirma a ministra.
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Relembre o caso
Influenciadora Karol Digital foi presa em operação da Polícia Civil
Reprodução/Instagram Karol Digital
Karol Digital e Dhemerson Rezende foram presos, no dia 22 de agosto de 2025, durante a operação FRAUS, da Polícia Civil do Tocantins. Segundo as investigações, a influencer enganava os mais de 1,5 milhão de seguidores afirmando que não tinha contratos com plataformas de jogos e que os ganhos eram das apostas. Em conversas encontradas pela polícia, ela cobrou R$ 30 mil pra divulgar uma plataforma.
O casal, a mãe da influenciadora e um consultor financeiro foram denunciados pelo Ministério Público em setembro. A Justiça aceitou a denúncia e eles viraram réus no processo.
Durante a operação, a polícia apreendeu sete veículos que estavam no nome da influencer. Eles somam aproximadamente R$ 5.528.000, sendo que entre eles estão um Porsche avaliado em R$ 979 mil, uma RAM 3500 avaliada em R$ 475.000 e uma McLaren, modelo Artura, de R$ 3,1 milhões.
A Justiça também determinou a apreensão de sete imóveis, sendo seis em Araguaína e um em Babaçulândia. Um dos imóveis apreendidos foi uma mansão, onde a influencer realizou um reality show em agosto de 2025, com 27 pessoas. A residência é chamada de “Mansão da Digital”.
A polícia também apreendeu uma fazenda com criação de 248 bovinos e cavalos de raça, avaliada em R$ 8 milhões, em Palmeirante.
Investigações apontaram que os alvos movimentaram R$ 217.662.276,70, sendo R$ 108.404.662 a título de crédito e R$ 107.318.589 em débito, no período de janeiro de 2019 a outubro de 2024. Esse valor seria das plataformas de jogos de azar e empresas de intermediação de pagamentos.
A polícia também informou que os suspeitos operaram 30 contas bancárias em 11 agências de 13 instituições financeiras diferentes. A quebra de sigilo bancário dos investigados também revelou depósitos de plataformas ilegais recebidos por Karol, em suas contas pessoais, que somaram R$ 37.209.761,91.
Investigação apontou que Karol Digital adquiriu carros de luxo
Reprodução Instagram Karol Digital/Divulgação Polícia Civil
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Fonte: G1 Tocantins

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Filhos, sogra e PMs: saiba quem são os alvos ligados ao governador do TO investigados por atrapalhar operação da PF

Wanderelei Barbosa é alvo de operação da PF por suspeita de atrapalhar investigação
A Polícia Federal apura o suposto envolvimento de filhos, esposa, sogra, PMs e aliados de Wanderlei Barbosa (Republicanos) para atrapalhar as investigações sobre o desvio de cestas básicas durante a pandemia. Ao todo, 18 pessoas foram alvos da Operação Nêmesis, realizada nesta quarta-feira (12).
Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins. Os documentos foram expedidos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell.
Na ação desta quarta-feira, foi investigada a possível prática de embaraço à Operação Fames-19, sobre desvio de recursos públicos e emendas parlamentares utilizadas para compra de cestas básicas durante a Covid–19.
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Veja abaixo quem são os principais investigados
Wanderlei Barbosa, Karynne Soreto, Cláudia Lélis, Leo Barbosa, Rérison Castro e Thomas Jefferson
Ruraltins/Instagram Karynne Sotero/Dicom Aleto/Sebrae/Republicanos
Wanderlei Barbosa
O governador afastado do Tocantins é investigado por desvio de recursos e cestas básicas que seriam usadas para enfrentar as consequências da Covid-19 no Tocantins. Na época da pandemia, Wanderlei era vice-governador e ficou com a atribuição de cuidar da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas).
Conforme a operação desta quarta-feira, o governador seria o principal beneficiário das supostas ações feitas para atrapalhar a Polícia Federal. Ele teria recebido informações sobre a Fames-19, realizada no dia 3 de setembro, na véspera do cumprimento dos mandados. Isso teria feito com que ele saísse de casa às pressas, deixando um cofre aberto e vazio, comida sobre a mesa, uma televisão ligada e um celular, que, segundo a polícia, foi resetado.
A assessoria do governador afastado afirmou, em nota, que Wanderlei Barbosa recebeu com estranheza mais uma operação da Polícia Federal enquanto espera julgamento de recurso no Supremo Tribunal Federal e “ao mesmo tempo reitera a sua disponibilidade para colaborar com as investigações e mantém a sua confiança na Justiça e nas instituições” (veja nota completa abaixo).
Karynne Sotero
Karynne Sotero é flagrada pela câmera de segurança saindo de casa após visita de Thomas Gonçalves
Reprodução/Decisão STJ
A primeira-dama também teria se beneficiado das informações passadas às vésperas da operação da Polícia Federal. Segundo a decisão, ela saiu de casa às pressas junto com o governador e a filha.
Na Fames-19, Karynne foi apontada como integrante do núcleo de agentes políticos do esquema de desvio de recursos públicos. Ela também foi citada por ter sido presidente do Instituto que supostamente falsificou a entrega de cestas básicas. Mesmo depois de deixar o cargo de presidente, ela ainda mantinha as chaves do Instituto em seu poder.
A primeira-dama afirmou que “repele as acusações infundadas de tentativa de embaraço às investigações” e reiterou sua disposição em colaborar com a Justiça (veja nota abaixo).
Thomas Jefferson
Thomas Gonçalves é flagrado pela câmera de segurança ao visitar casa de Wanderlei Barbosa horas antes da Operação Fames-19
Arte g1/Reprodução/Decisão STJ
Thomas é ex-secretário de Parcerias e Investimentos do Tocantins, nomeado por Wanderlei Barbosa. Ele é investigado por supostamente alertar o governador sobre a Operação Fames-19 horas antes da Polícia Federal cumprir mandados e afastá-lo do cargo.
Segundo apurado pela PF, na noite do dia 2 de setembro de 2025, Thomas foi pessoalmente à casa do governador e da primeira-dama, Karynne Sotero. Após a visita do ex-secretário, o casal deixou o local às pressas. Thomas foi exonerado no dia 3 de setembro de 2025, após o governador em exercício Laurez Moreira (PSD) ter alterado todos os secretários do primeiro escalão.
A defesa de Thomas Jefferson informou que o ex-secretário “nunca trabalhou para causar qualquer embaraço às investigações” e que sua atuação com o governador se deu apenas como secretário de Estado (veja nota completa abaixo).
Joana Darc Sotero
A mãe de Karynne Sotero e sogra de Wanderlei Barbosa também foi alvo de operação nesta quarta-feira. Investigações apontam que a casa vinculada a Joana seria usada para armazenar malas, caixas e bolsas de interesse da operação. Esse material, conforme a decisão, foi retirado da residência na manhã do dia 3 de setembro, quando a Fames-19 foi realizada.
Cláudia Lélis
Cláudia Lélis em frente a casa da sogra de Wanderlei Barbosa no dia em que a Fames-19 foi deflagrada
Reprodução/Decisão STJ
Conforme apurado pela PF, durante a retirada das malas e caixas da casa da sogra de Wanderlei, a deputada estadual esteve presente. Imagens anexadas na decisão mostram a parlamentar em frente à residência cumprimentando uma pessoa.
Durante a Fames-19, a polícia identificou que Cláudia Lélis (PV) teria procurado Karynne por meio de representantes para destinar uma emenda parlamentar ao Instituto ligado à primeira-dama.
Cláudia informou que foi surpreendida com o cumprimento de mandado desta quarta-feira, “considerando que o fundamento apontado para a medida teria sido uma visita de solidariedade ao governador Wanderlei Barbosa”. Ela ainda afirmou que respeita as instituições e que aguarda para prestar os esclarecimentos (veja nota completa abaixo).
Yhgor Leonardo
O deputado estadual e filho de Wanderlei Barbosa, Yhgor Leonardo, teria sido informado sobre a operação da PF pouco depois de Thomas Jefferson visitar o governador. Segundo a decisão, Leonardo teria sido informado pessoalmente sobre a realização da Fames-19. No dia da operação, ele foi visto na residência de Wanderlei pela manhã e depois na casa de Joana.
Leonardo informou que colabora com as investigações e que “jamais concorreu ou colaborou para atrapalhar quaisquer investigações” (veja íntegra da nota abaixo).
Rérison Antônio Castro
Rérison Castro, filho de Wanderlei Barbosa, também teria sido informado sobre a operação horas antes da PF cumprir os mandados. Ele e Thomas Jefferson são sócios de um escritório de advocacia. O ex-secretário entrou em contato com Rérison após passar na casa de Leonardo, conforme a investigação.
Na noite anterior à operação, Rérison saiu de casa e voltou na madrugada do dia seguinte. Pela manhã, ele saiu e encontrou Leonardo, momento em que foram na casa do pai e da Joana.
Rérison informou que lamenta as acusações infundadas e que colabora com as investigações para demonstrar sua inocência (veja nota completa abaixo).
Mauro Henrique
A Polícia Federal investiga que Mauro Henrique da Silva teria ajudado a tirar as caixas e bolsas da casa da sogra de Wanderlei Barbosa. Conforme apurado pela polícia, ele tinha contato direto com o governador, mostrando uma relação de confiança entre eles.
Mauro também é proprietário formal da chácara do governador em Campo Alegre, no município de Paranã. Na Fames-19, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão no imóvel, que estava decorado com objetos pessoais de Wanderlei e Karynne.
O g1 tenta contato com a defesa de Mauro Henrique.
Wander Araújo
O ex-secretário-chefe da Casa Militar, Wander Araújo Vieira, também foi visto retirando bolsas e malas da residência de Joana, sogra de Wanderlei Barbosa. Ele é investigado pela Polícia Federal por atrapalhar as investigações sobre o desvio de cestas básicas.
Por telefone, Wander informou à TV Anhanguera que prestrou todos os esclarecimentos necessários à polícia e que não participou de ações que comprometesse a investigação.
Operação Nêmesis
A Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins, na manhã desta quarta-feira, para investigar a possível prática de embaraço a investigação de desvio de recursos públicos da Covid-19 e emendas parlamentares utilizadas para compra de cestas básicas durante a pandemia.
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início durante a deflagração da 2ª fase da Operação Fames-19, que afastou Wanderlei Barbosa no início de setembro, pelo prazo de 180 dias. A primeira-dama Karynne Sotero Campos, que era secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. Os dois negam participação nos fatos investigados.
A PF identificou indícios de que alguns investigados teriam se prevalecido de seus cargos e utilizado veículos oficiais para retirar e transportar documentos e materiais de interesse da investigação. Isso causou embaraço às investigações, que ainda se encontram em curso e tramitam sob sigilo na Corte Especial do STJ.
A assessoria do governador Wanderlei Barbosa informou que durante as buscas desta quarta-feira foram levados celulares e, por enquanto, não vai se manifestar.
Wanderlei Barbosa e a primeira-dama foram afastados no dia 3 de setembro de 2025. A decisão foi do ministro Mauro Campbell, do STJ, mas depois foi referendada pela Corte Especial do órgão. Os dois são suspeitos de desvios de recursos públicos realizados em 2020 e 2021, momento em que foi declarado estado de emergência em saúde pública por conta da pandemia de Covid-19.
Agentes da PF durante cumprimento de mandado de busca na Operação Nêmeses
Polícia Federal/Divulgação
Veja íntegra das notas dos investigados
Íntegra da nota de Wanderlei Barbosa
O Governador Wanderlei Barbosa recebeu com estranheza mais uma operação da Polícia Federal ao mesmo tempo que aumenta a expectativa pelo julgamento do Habeas Corpus que pode devolvê-lo ao cargo.
Ao mesmo tempo reitera a sua disponibilidade para colaborar com as investigações e mantém a sua confiança na justiça e nas instituições.
Íntegra da nota de Karynne Sotero
A primeira-dama Karynne Sotero repele as acusações infundadas de tentativa de embaraço às investigações feitas de forma anônima à Justiça.
Também lamenta a tentativa de intimidação contra seus familiares, inclusive a sua mãe, uma senhora de mais de 75 anos que acabou passando mal e tendo que ser hospitalizada.
Por fim, reitera a sua inteira disposição de colaborar com a Justiça para o esclarecimento dos fatos.
Íntegra da nota de Thomas Jefferson
O advogado e ex-secretário de Participações e Investimentos Thomas Jefferson comunica que nunca trabalhou para causar qualquer embaraço às investigações. Sua atuação junto ao governador Wanderlei Barbosa se deu na condição de secretário de estado, sendo absurdas as tentativas de criminalizar a sua atividade laboral.
Íntegra da nota de Rérison Castro
O advogado Rérison Castro lamenta profundamente as acusações infundadas feitas contra ele. Informa ainda que colabora com as investigações, que vão demonstrar a sua inocência no transcorrer do processo.
Íntegra da nota de Cláudia Lélis
A deputada estadual Cláudia Lelis (PV) foi surpreendida, nesta quarta-feira (12), com o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e executado pela Polícia Federal (PF).
A parlamentar afirma estar tranquila e confiante em relação às investigações, uma vez que não praticou qualquer conduta ilícita.
Cláudia Lelis destacou, contudo, ter se surpreendido com a operação, especialmente considerando que o fundamento apontado para a medida teria sido uma visita de solidariedade ao governador Wanderlei Barbosa e à primeira-dama Karynne Sotero, sua amiga pessoal, em razão da operação realizada em 03/09/2025 (Operação Fames-19, 2ª fase).
A deputada reitera seu respeito às instituições, em especial ao Poder Judiciário e à Polícia Federal, e aguarda com serenidade a oportunidade de prestar todos os esclarecimentos necessários, confiante de que a verdade será plenamente esclarecida.
Íntegra da nota de Leo Barbosa
O deputado estadual Leo Barbosa informa que colabora com as investigações em curso e que jamais concorreu ou colaborou para atrapalhar quaisquer investigações. Reitera sua total confiança na Justiça e provará sua inocência de todas as acusações no transcorrer do inquérito.
Íntegra da nota da Polícia Militar
A Polícia Militar do Tocantins (PMTO), em resposta à solicitação referente à Operação Nêmesis, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 12, informa que o Coronel Wander Araújo bem como o Sargento Irineu Carvalho, integram os quadros ativos da corporação.
A instituição ressalta que a investigação citada se refere a fatos ocorridos em período em que os Policiais Militares ocupavam funções na Casa Militar.
A PMTO esclarece que não possui acesso aos autos, não sendo possível prestar mais informações no momento, porém se mantém à disposição da justiça para colaborar com o que for necessário.
A corporação reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência em todas as suas ações.
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Fonte: G1 Tocantins

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Motorista passa mal, invade a contramão e bate em caminhonete na BR-010

Acidente de trânsito é registrado na BR-010; saiba mais
Uma motorista passou mal enquanto dirigia, invadiu a contramão e bateu em uma caminhonete na BR-010. O acidente aconteceu próximo a Taquarussu Grande, distrito de Palmas.
O acidente foi registrado no início da tarde desta quarta-feira (12). A perícia informou à TV Anhanguera no local que a mulher estava sozinha no veículo. Ela foi socorrida e levada para o Hospital Geral de Palmas (HGP) em estado grave.
A caminhonete tinha dois ocupantes e não conseguiu evitar a colisão frontal. Com o impacto, o carro da motorista ficou destruído. O veículo maior também ficou muito danificado.
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Os bombeiros informaram que quando chegaram ao local a vítima havia sido retirada do carro e estava sendo socorrida por uma equipe do SAMU. A área do acidente foi isolada e o trânsito foi controlado até a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Alis Feitosa, comandante de socorro dos bombeiros, comentou que a vítima teve que ser retirada das ferragens. “Precisou fazer uma extração, usar equipamento para cortar, abrir acesso para retirar a vítima com segurança”.
Como os veículos liberaram substância oleosa na pista, foi preciso colocar pó de serragem e feita a limpeza, para evitar novos acidentes na via.
Veículos que se envolveram no acidente
Kaliton Mota/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins