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Fim de semana começa com alerta de chuvas intensas para a maior parte do Tocantins


Alerta amarelo não atinge somente parte da região leste do estado. Previsão de tempo fechado vai de norte a sul. Avenida de Palmas durante chuva
Lia Mara/Secom
As chuvas devem continuar no Tocantins pelo menos no fim de semana. Um alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está valendo para quase todo o estado até este sábado (26) e não atinge somente parte da região leste.
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O aviso é de chuvas intensas, de cor amarela, e segundo a previsão, deve chover entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia. Também pode haver ventos intensos, que vão de 40 a 60 km/h, com baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
Em Palmas, a temperatura pode variar de 24°C a 32°C no sábado. Mas haverá muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. O domingo (27), a temperatura deve cair para a máxima até 31°C. Mas também estão previstas pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
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No sul do estado, em Gurupi, a temperatura será semelhante à capital, com mínima de 24°C e máxima de 33°C, e previsão de chuva.
Já no norte do estado, em Araguaína, a umidade máxima chega a 100% e o sábado também prevê muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
Motoristas apontam prejuízos causados por alagamento de Palmas
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Fonte: G1 Tocantins

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Prefeitura faz seleção para contratar auxiliar de inspeção sanitária com salário de R$ 3,7 mil; veja como participar


Inscrições devem ser feitas presencialmente na Secretaria de Administração de Araguaína até o dia 8 de maio. Aplicação da prova está prevista para o dia 18 do mesmo mês. Prédio da Prefeitura de Araguaína
Marcos Filho Sandes/Secom Araguaína
Está aberto um processo seletivo para o cargo de auxiliar de inspeção sanitária da Prefeitura de Araguaína, no norte do Tocantins. São ofertadas duas vagas e cadastro reserva com salário de R$ 3.733,14. As inscrições vão até o dia 8 de maio.
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Segundo o município, o contrato tem validade de dois anos e pode ser prorrogado pelo mesmo período. A inscrição é gratuita e deve ser feita presencialmente em horário comercial no Protocolo Geral da sede da Secretaria Municipal da Administração.
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Para participar da seleção os candidatos devem preencher a ficha de inscrição disponível no edital, apresentar o original de um documento de identidade com foto, além de currículo e certificado de conclusão do ensino médio.
Os aprovados irão atuar nos frigoríficos de Araguaína e devem auxiliar o médico veterinário do Serviço de Inspeção Federal (SIF), na verificação de produtos de origem animal. A jornada de trabalho é de 44 horas semanais em regime de escala definida pelo SIF.
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Conforme o edital, as listas com os nomes dos inscritos devem ser divulgadas no dia 13 de maio. A aplicação da prova está prevista para o dia 18 do mesmo mês. Serão 30 questões, sendo cinco de língua portuguesa e 25 específicas.
O resultado da prova deve ser publicado no dia 22 de maio. No dia seguinte, será feita a análise curricular. O resultado final está previsto para o dia 28 de maio.
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Fonte: G1 Tocantins

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VÍDEOS: Jornal Anhanguera 1ª Edição -TO de sexta-feira, 25 de abril de 2025


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Fonte: G1 Tocantins

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Governo diz que reajuste de 120% na contribuição de dependentes indiretos é para cobrir déficit milionário no plano de saúde


Mudanças foram divulgadas no Diário Oficial do Estado do dia 22 de abril. Segundo o Estado, aumento foi necessário porque os custos são maiores do que os valores arrecadados. Governo do TO fala em amenizar déficit do reajuste na taxa do plano de saúde
O valor cobrado pela cobertura de dependentes indiretos no plano de saúde dos servidores estaduais aumentou 120% para cobrir um déficit milionário, segundo o Estado. Os novos valores, que variam conforme a faixa etária, foram publicados no Diário Oficial (veja tabela abaixo). Segundo o Secretário Estadual de Administração, Paulo César Benfica, o custo total de apenas uma das categorias chega a quase R$ 12 milhões por ano.
“Estado aportava R$ 300 para pagar esse idoso. Só que na realidade, esse idoso custa em média R$ 1.500. A totalidade dos indiretos hoje dessa parte mais idosa fica o custo de quase R$ 12 milhões. E se arrecada R$ 2 milhões e pouco. Então tem que ser honesto com o servidor e com a sociedade”, explicou.
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Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins, Zé Roque, o aumento é prejudicial e foi feito sem um debate prévio com os servidores.
“Um aumento prejudicial e preocupante porque isso vai tirar muitas pessoas de ter a oportunidade de estar no plano para levar ela para as filas do SUS. É complicado o governo aplicar essa medida nesse formato, sem um debate”, disse.
Segundo o Estado, esse foi o primeiro reajuste feito em nove anos, desde 2016. Em nota, a Secad informou que os dependentes indiretos seguem uma tabela própria, sem aporte estatal, o que exige equilíbrio financeiro entre receita e despesa.
Servir é o plano de saúde que atende servidores públicos estaduais do Tocantins
Angélica Lima/Governo do Tocantins
O Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins informou que estuda as alterações feitas para buscar providências administrativas e judiciais sobre o reajuste.
“Imediatamente nós recebemos um convite e uma convocação para a comissão pela superintendente do Servir. Vamos sentar, vamos ouvir qual é a proposta. Acredito que isso deveria ter ocorrido primeiro antes de ter sido anunciado esse decreto, né? Então o que a gente vai ver é as possibilidades para que isso não seja tão impactante na vida. A gente sabe que o governo alegou que tem quase uma década que não havia aumento, mas por que não faz gradativamente conforme os aumentos também da data-base que o servidor recebe?”, disse o presidente Elizeu Oliveira.
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Para o advogado especialista em direito médico, Felippe Corrêa, é necessário observar como foi aplicado o reajuste. Ela ainda explicou que o Servir é um plano de autogestão, diferente os tradicionais do mercado.
“O grande intuito deles é atender da melhor forma possível a saúde daquelas pessoas que estão embaixo do seu guarda-chuva ali, do seu atendimento. Mas o que a gente precisa observar sempre é, primeiro a transparência desse reajuste, se isso foi informado, se todo mundo está ciente dessa diferença de valores e se faz sentido dentro dessa estratégia de um plano, de autogestão.
Novos valores do plano de saúde (Servir) para dependentes indiretos
Íntegra da nota da Secretaria da Administração do Estado
A Secretaria da Administração informa que foi publicado no dia 22 de abril de 2025, o Decreto nº 6.948, a atualização da tabela de contribuições dos dependentes indiretos do Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado – Servir. O último reajuste havia sido feito em 2016, pelo Decreto nº 5.551, que já previa atualizações anuais.
A Secad esclarece que o Servir é um benefício que assegura cuidados médicos de qualidade aos servidores estaduais e seus dependentes, diretos e indiretos, refletindo o compromisso do Estado com o bem-estar e valorização do funcionalismo público. Conforme a Lei nº 2.296/10, o governo complementa financeiramente os custos do plano para servidores e seus dependentes diretos. Já os dependentes indiretos seguem uma tabela própria, sem aporte estatal, o que exige equilíbrio financeiro entre receita e despesa — atualmente não alcançado.
Informa ainda que, a nova tabela, que considera a faixa etária dos dependentes indiretos, passa a vigorar na folha de pagamento de junho, com vencimento em julho de 2025. Mesmo com a atualização, os valores seguem como os mais baixos em comparação com outros planos de saúde, dentro e fora do Estado.
A Secad recomenda aos servidores consultarem a nova tabela, verificando o número de dependentes indiretos vinculados e suas respectivas faixas etárias para saberem o valor que será descontado.
Com contribuições proporcionais à renda, isenção para dependentes diretos e mensalidades reduzidas para os indiretos, o Servir permanece sendo uma opção acessível e vantajosa. Apesar dos desafios orçamentários, o plano ampliou sua rede credenciada, que agora conta com 20 hospitais (15 com pronto-socorro), 190 clínicas especializadas, 34 clínicas para TEA e outros transtornos do neurodesenvolvimento, 64 laboratórios, 87 clínicas de imagem, 17 empresas de home care e mais de 2 mil profissionais de saúde cadastrados.
A atualização da tabela é essencial para garantir a continuidade e qualidade dos serviços prestados, mantendo o Servir como referência em saúde suplementar pública no Tocantins.
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VÍDEOS: Bom dia Tocantins de sexta-feira, 25 de abril de 2025


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Justiça proíbe BRK de cobrar taxa de ligação de água e determina devolução de valores pagos


Segundo o Ministério Público, concessionária cobrou a taxa em 47 municípios do Tocantins. Em caso de descumprimento, a pena determinada é de R$ 1 mil para cada cobrança indevida. Cabe recurso da decisão. Conta da água da concessionária BRK Ambiental
Divulgação/BRK
A BRK Ambiental foi proibida de cobrar pelo serviço de ligação de água dos consumidores. A decisão judicial acatou um pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que afirmou que a concessionária cobrou a taxa em 47 municípios do estado. Ainda cabe recurso da decisão.
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Em caso de descumprimento, a pena determinada é de R$ 1 mil para cada cobrança indevida. A BRK também foi condenada a devolver aos consumidores os valores pagos a título de ligação de água. A restituição dos valores deverá ser corrigida pelo índice da inflação (IPCA) e acrescido de juros legais.
Em nota, a BRK disse que até o momento não recebeu a intimação referente à decisão judicial e afirmou que vai fornecer todos os esclarecimentos necessários sobre o assunto.
De acordo com a sentença, proferida nesta quinta-feira (24), a restituição poderá ser feita por meio de créditos nas faturas de consumo futuras.
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Segundo o MPTO, a BRK é responsável por implementar a infraestrutura para o fornecimento de água, conforme o contrato de concessão do serviço. Sendo assim, a cobrança pela ligação de água configura uma transferência irregular desses custos para o consumidor.
A sentença foi proferida em ação civil pública movida pela 1ª Promotoria de Justiça de Tocantinópolis e é é assinada pelo juiz Jorge Amâncio de Oliveira.
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Fonte: G1 Tocantins

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Polícia Civil localiza e prende suspeita de arrancar dinheiro de vítimas com promessa de ‘quebra de feitiço’ e prêmios na loteria


Mãe e filha são investigadas estelionato e ‘fraude espiritual’, que levaram uma das vítimas a vender a própria casa. Polícia segue procurando pela segunda suspeita. Suspeita foi localizada em um condomínio na cidade de Aguas Lindas de Goiás
Divulgação/PCTO
A Polícia Civil localizou e prendeu Pamela Nicolete Estefano, de 37 anos. Ela e a mãe são suspeitas de aplicar golpes cobrando altos valores das vítimas para rituais para proteção contra feitiços e prometendo até prêmios na loteria. As duas são investigadas por crimes de estelionato cometidos no Tocantins, Rondônia e Mato Grosso do Sul.
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Pamela e Maria Nicolete, de 63 anos, tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiças e suas foram fotos divulgadas pela Polícia Civil no dia 16 de abril. A idosa segue foragida.
As investigações apontaram que mãe e filha se apresentavam como líderes religiosas e induziam as vítimas a entregar grandes quantias de dinheiro para fazer limpezas espirituais, quebra de maldições e atrair prosperidade. Segundo a polícia, as contas bancárias usadas estavam no nome de Pamela.
A prisão dela aconteceu em um condomínio na cidade de Águas Lindas de Goiás, onde a suspeita estava morando, após compartilhamento de informações entre as polícias do Tocantins e do Distrito Federal. Ela contou aos policiais que a mãe estava viajando.
Pamela Nicolete Estefano, de 37 anos, e Maria Nicolete, de 63 anos
Divulgação
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Proteção espiritual e prêmios na loteria
Uma das vítimas chegou a vender a própria casa e entregou R$ 12 mil às mulheres acreditando que o valor seria usado temporariamente em um ritual para desfazer um feitiço que impactava sua vida amorosa. Outra vítima transferiu mais de R$ 36 mil após ser persuadida pelas suspeitas de que o ato a protegeria de um feitiço e a faria ganhar na loteria.
Após as transferências, as suspeitas desapareceram. As vítimas registraram o caso na delegacia de Araguatins e reconheceram as suspeitas por meio de fotografias.
As duas mulheres são investigadas pelo mesmo crime, com o mesmo modus operandi em um inquérito instaurado na delegacia de Dianópolis. A polícia apura um caso de golpe semelhante que ocorreu em 2023. Outros registros do crime também foram feitos em Rondônia e Mato Grosso do Sul.
Mãe e filha são procuradas pela polícia por aplicar golpes espiritual no Tocantins
Devido a recorrência, a Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra as duas suspeitas.
A polícia pede para que qualquer informação sobre a localização de Maria Nicolete seja repassadas para a delegacia de Araguatins por meio dos contatos (63) 98118-9091 ou (63) 3474-2155. O sigilo é garantido.
Maria Nicolete, de 63 anos, é procurada pela polícia suspeita de estelionato
Dicom SSP-TO/Governo do Tocantins
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Fonte: G1 Tocantins

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Tocantins registra cinco feminicídios e 16 tentativas nos primeiros quatro meses do ano


Parentes lamentam as perdas de vítimas mortas neste ano. Ex-companheiros são suspeitos dos crimes e estão presos. Casos de agressões e feminicídios são registrados com frequência por ex-companheiros no TO
Violência e morte são crimes que afetam mulheres por todo o Tocantins. Embora os índices desse tipo de ocorrência tenham apresentado uma leve redução em relação a 2024, o medo ainda é realidade para muitas tocantinenses.
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Marcilene Alcântara tinha apenas 23 anos quando foi morta a facadas pelo ex-companheiro em um bar de Araguacema. O relacionamento havia acabado há cinco meses. Durante esse tempo, a irmã da vítima, Marcileide Alcântara, contou que Diego Castro, de 36 anos, fez diversas ameaças.
“Foi quando ela abriu os olhos que ela veio ver realmente, ver a pessoa que ele era, e foi tarde demais. Quando ele separou, que ela decidiu sair de vez ela confessou tudo pra gente, que ele batia nela, que a família via e não falava nada”, disse a irmã.
A jovem deixou um filho de três anos, fruto do relacionamento com o agressor. Com a separação, Marcilene focou em reconstruir a vida, mas não houve tempo para ela realizar os sonhos.
“Eu nunca tinha visto a minha irmã tão feliz igual ela estava. No dia mesmo do assassinato dela tido mundo disse que ela estava muito feliz, tão linda e sorridente, conversando com todo mundo. Parecia que era uma despedida”, comentou a irmã.
O ex-companheiro foi preso em flagrante e está na unidade penal de Paraíso. O julgamento por júri popular está marcado para o dia 13 de maio. A Defensoria Pública, que faz a defesa dele, não se manifestou sobre o caso, mas firmou que todos os assistidos têm direito a um “julgamento justo, com respeito à ampla defesa e contraditório” (veja nota abaixo).
No Tocantins, somente em 2024, foram 13 casos de feminicídio e 63 tentativas, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Entre janeiro e abril desse ano, ocorreram cinco casos de feminicídio e 16 tentativas. É uma leve queda em relação ao mesmo período do ano passado, que teve sete feminicídios. Mesmo assim, para especialistas, os números são preocupantes, pois tratam-se de vidas perdidas ou afetadas pela violência.
“O medo já existe na nossa sociedade, nós estamos hoje em um momento que as pessoas têm medo de tudo. Quando sofrem a violência, esse medo triplica. Então o impacto é de adoecimento mesmo, as pessoas podem adoecer e passar a ter problemas e com necessidade de tratamento psiquiátrico, psicológico”, comentou a psicóloga Márcia Modesto.
Marcilene e Míria são vítimas da violência doméstica neste ano
Divulgação
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Filha desaparecida
Além de levar a vida das vítimas, a violência também afeta quem fica, que precisa lidar com a dor do luto. Assim passaram a ser os dias da Aldener Mendes Sousa, mãe de Míria Mendes Sousa Lima, de 19 anos, desaparecida desde agosto de 2023. O suspeito pelo desaparecimento da jovem é Adair Gonçalves, de 53 anos, ex-companheiro dela.
Ele está preso e foi indiciado pelos crimes de tortura, estupro, feminicídio e ocultação de cadáver. O crime aconteceu em Guaraí. Além da profunda saudade, a mãe guarda na memória a face mais bonita da filha e que jamais será esquecida ou apagada.
“A dor que eu passo hoje eu não quero isso mais ara ninguém, para mãe nenhuma, para filho nenhum. Eu sofro com isso todos os dias da minha vida, eu choro. E eu busco uma resposta e não estou tendo essa resposta. Uma jovem, nova, uma menina bonita. Sonho de viver a vida. Uma pessoa alegre, de bem com a vida”, lamentou Aldener.
A defesa de Adair Gonçalves, em nota, manifestou “indignação e surpresa com o indiciamento do nosso constituinte, destacando a desnecessária espetacularização do caso” (veja íntegra abaixo).
Medidas protetivas podem ajudar
As medidas protetivas expedidas pela Justiça estão entre as ferramentas que podem ajudar a garantir a segurança dessas vítimas de violência, mas isso nem sempre acontece.
Esse ano foram registrados 204 descumprimentos de medidas protetivas de urgência aqui no estado. Em todo o ano passado, esse número chegou a 758.
“A pessoa que descumpre, ela pode ser presa em flagrante. Mas também pode, esse descumprimento, ser causa de decretação de medida cautelar de prisão preventiva”, explicou o delegado Israel Andrade, que afirmou que a pena em caso de condenação pode chegar a 40 anos de prisão.
O Ministério Público do Tocantins informou que, em relação ao caso da vítima Miria Mendes de Sousa, o caso está em segredo de Justiça e que a Polícia Civil enviou denúncia para análise do MP nesta quinta-feira (24).
Em relação ao caso de Marcilene Alcântara, o Ministério Público do Tocantins informou que a sessão do Tribunal do Júri para o julgamento do réu ocorrerá dia 13 de maio de 2025, na Comarca de Araguacema.
Íntegra da defesa de Adair Gonçalves
A defesa manifesta indignação e surpresa com o indiciamento do nosso constituinte, destacando a desnecessária espetacularização do caso, que tramita desde o início em segredo de Justiça, mas tem cada andamento reportado em tempo real à mídia, talvez com o objetivo de atrair protagonismo a quem não conseguiu elucidar um suposto crime mesmo após mais de 2 anos de investigação. A equipe de defesa reforça que serão empenhados esforços para comprovar a inocência de Adair.
Íntegra da defesa de Diego Castro
A Defensoria Pública do Estado do Tocantins foi indicada automaticamente para a defesa da pessoa citada pela reportagem em razão de ele não ter constituído advogado(a) para seu processo.
A Constituição Federal exige que toda pessoa processada tenha uma defesa técnica e a Defensoria Pública atua para garantir aos seus assistidos um julgamento justo, com respeito à ampla defesa e contraditório.
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Fonte: G1 Tocantins

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Mulher que inventou gravidez para tirar dinheiro de homem fez chá revelação e rifas para bebê falso, diz delegado


Inquérito foi finalizado, e a mulher deve responder pelo crime de estelionato. O caso foi registrado em Gurupi, região sul do Tocantins. Imagem ilustrativa mostra mulher grávida
Reprodução/EPTV
Consultas, remédios, chá revelação e rifas foram algumas das justificativas que uma mulher de 21 anos teria usado para tirar dinheiro de um homem de 30 anos ao inventar uma gravidez falsa. A vítima enviou dinheiro durante os nove meses de gestação fictícia. Segundo o delegado, Jacson Ribas, os depósitos eram feitos mensalmente ou semanalmente, pois a suspeita dizia estar em uma gestação de risco.
“Ela passou a solicitar consulta, remédio, porque ela alegava que a gravidez era de risco. Então ele fez algumas transferências, mensalmente, semanalmente, sabe? E acho que deu uns R$ 1 mil as transferências. Mas ele teve despesa também com chá revelação que eles fizeram, ele comprou um quarto da criança. Então eu creio que em torno de uns R$ 2.500 ou R$ 3 mil ele teve de despesa”, informou.
A mulher não teve o nome divulgado, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa dela.
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O homem e a suspeita se conheceram em 2023 e tiveram um relacionamento casual, segundo a polícia. Ela comunicou sobre a suposta gravidez em fevereiro de 2024. Durante a gestação, a mulher chegou a fazer uma rifa dizendo que o dinheiro seria usado para comprar as roupas do bebê.
“Ela fez rifas para comprar roupa para a criança. Muita gente comprou isso para ajudar, sabe? Só que essas pessoas não fizeram representação do crime de estelionato”, contou o delegado.
O caso foi registrado na delegacia da Polícia Civil em fevereiro deste ano e o inquérito foi finalizado nesta quarta-feira (23). Segundo o delegado, no início da suposta gestação a mulher chegou a enviar fotos para mostrar que estava grávida.
“Como eles não tinham um relacionamento íntimo, pois já haviam rompido o relacionamento, ele não tinha esse contato diário com ela. Acreditou mesmo no que ela falava”.
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Durante a gravidez o homem tentou ver a mulher, mas segundo o delegado, ela dava desculpas para não o encontrar. Depois dos nove meses, a suspeita postou fotos de um bebê.
De acordo com o delegado-chefe, eles chegaram a agendar um exame de DNA em uma clínica de Gurupi, mas a mulher não apareceu. Em fevereiro deste ano, ela publicou notas de pesar pela morte da criança fictícia.
“Assim que a criança completou o período de 9 meses, ela passou a divulgar fotos de uma criança nas redes sociais e marcava ele [a vítima] no Instagram como sendo pai. Coagindo ele frente aos amigos para efetuar depósitos, a auxiliar nas supostas despesas. Com relação à criança, ele sempre querendo vê-la e ela inventando desculpas de que não podia, não estava em casa, estava com a criança no hospital”.
Depois da suposta morte do bebê, o pai procurou informações e a mulher disse que o corpo havia sido recolhido por uma funerária. Nesse momento, ele passou a desconfiar do golpe, foi até a delegacia e denunciou a mulher.
“Ele sempre confiou na conversa dela. Ela disse que tinha feito o teste de gravidez, mas nunca fez pré-natal. Ela em depoimento alegou que teve realmente a gravidez, mas que perdeu depois de um tempo. Eu perguntei se ela foi em algum hospital para fazer o exame, mas ela disse que não, foi tudo em casa. Disse que teve sangramento, mas não procurou ajuda médica com esse sangramento. Ela disse que ficou em casa mesmo”, explicou o delegado.
O inquérito foi encaminhado para o Ministério Público e Poder Judiciário. Se condenada, a mulher pode pegar de 1 a 5 anos de prisão.
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Fonte: G1 Tocantins

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VÍDEOS: Jornal Anhanguera 2ª Edição -TO de quinta-feira, 24 de abril de 2025


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Fonte: G1 Tocantins