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Afastamento de superintendente do DNIT e servidores após queda de ponte é prorrogado por mais 60 dias


Queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga Tocantins e Maranhão, é investida e nesse período o superintendente e três servidores estão afastados. A estrutura desabou em dezembro do ano passado. Queda ponte
Reprodução/TV Globo
O afastamento do superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Tocantins, Renan Bezerra de Melo Pereira, foi prorrogado por mais 60 dias. A decisão foi publicada em uma portaria do Diário Oficial da União. Renan e outros três servidores foram afastados em janeiro deste ano durante as investigações sobre a queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO).
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Conforme a portaria, o superintendente ficará afastado sem prejuízo da remuneração. Nesse período o servidor Flávio Ferreira Assis responderá pelo órgão como superintendente substituto. O documento foi publicado no dia 17 de março e assinado pelo do ministro dos Transportes, Renan Filho.
O g1 procurou o superintendente regional, que preferiu não se pronunciar.
Durante o afastamento, Renan Bezerra deverá permanecer à disposição do DNIT informando endereço, telefone e outros meios de contato para eventuais convocações. Assim como os servidores, que não tiveram os nomes divulgados, mas ocupam os cargos de coordenador de engenharia, chefe de serviço de manutenção e chefe da Unidade Local de Araguaína.
A portaria que determinou o afastamento do superintendentes e servidores foi publicada no dia 17 de janeiro no Diário da União. Na época foi informado que a medida poderia ser estendida por mais 60 dias.
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Desabamento da ponte
A ponte, que liga as cidades Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), desabou no dia 22 de dezembro de 2024. Um homem sobreviveu, 14 pessoas morreram e três ainda estão desaparecidas. Dez veículos, entre carros, motos, caminhonetes e caminhões caíram no rio Tocantins. Dois dos caminhões carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e outro 22 mil litros de defensivos agrícolas.
O desabamento aconteceu após o vão central da ponte ceder, segundo o DNIT. O momento em que estrutura caiu foi registrado pelo vereador Elias Junior (Republicanos). Semanas depois do acidente, ele contou em entrevista ao g1, como foram os dias após o colapso da estrutura e os impactos gerados para toda a população da região.
Vereador mostrava situação da ponte e flagrou momento da queda
Implosão e nova ponte
Após o desabamento do vão parte da ponte ficou de pé. Para que outra seja construída no local, foi necessário a implosão da estrutura remanescente. No dia 2 de fevereiro, 250 kg de explosivos foram acionados e derrubaram o que havia restado da Juscelino Kubitschek.
O engenheiro de minas Manoel Jorge Diniz Dias foi o responsável pela implosão da ponte. Os explosivos foram disparados por etapas, com uma diferença de milésimos de segundos. A implosão durou menos de 15 segundos.
Imagens de drone mostram implosão de ponte entre TO e o MA
A nova ponte deverá ser construída com 100 metros a mais de extensão que a anterior. O comprimento total da estrutura será de 630 metros, com um vão livre de 150 metros. Segundo o DNIT, as obras devem ser entregues até o dia 22 de dezembro deste ano.
Um consórcio foi contratado pelo Departamento para reconstrução da ponte, que ficará sobe a responsabilidade das empresas: Construtora A. Gaspar S/A e Arteleste Construções Limitadas. O valor total do contrato é de R$ 171.969.000.
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Fonte: G1 Tocantins

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Acusado de esfaquear irmão que estava dormindo é condenado a 21 anos de prisão; vítima morreu no hospital


Crime aconteceu na região sul de Palmas, em dezembro de 2023. O réu inicialmente cumprirá pena em regime fechado; decisão ainda cabe recurso. Fórum da Comarca de Palmas
Cecom/TJTO
João Francisco Mota da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão por matar o irmão Genivaldo Mota da Silva a facadas enquanto ele dormia. O crime aconteceu em 2023, no Jardim Aureny IV, na região sul de Palmas. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital após oito dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A pena do réu será cumprida em regime fechado inicialmente, mas a decisão ainda cabe recurso. O g1 solicitou um posicionamento à Defensoria Pública, que faz a defesa de João, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.
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A sentença foi assinada nesta quinta-feira (27) pelo juiz Cledson Jose Dias Nunes da 1ª Vara Criminal de Palmas. No documento, o juiz também estabeleceu que o réu deve pagar uma indenização de R$ 100 mil aos familiares.
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Conforme o Ministério Público, João Francisco teria ameaçado seu irmão de morte, mas Genivaldo não deu importância e foi dormir. Enquanto estava deitado, o réu se aproximou e começou a golpeá-lo com uma faca.
Segundo o documento, Genivaldo teve ferimentos no crânio e no pescoço, que causaram hemorragia meningoencefálica, edema cerebral e choque neurogênico.
A mãe dos dois, de 81 anos, tentou separar os filhos, mas foi empurrada pelo réu. Genivaldo foi socorrido e levado para o Hospital Geral de Palmas e morreu oito dias depois.
O crime aconteceu no dia 31 de dezembro de 2023, data em que é celebrada as vésperas do Ano Novo. Na sentença, o juiz destacou que pelas circunstâncias da data, o crime se torna mais grave.
“Não se pode desconsiderar que o crime foi praticado às vésperas do ano novo, data tradicionalmente associada à celebração e à renovação de esperanças, mas que, para os familiares da vítima, sobretudo para seu filho, restará indelevelmente marcada pela dor da perda de um ente querido, que faleceu oito dias após o crime, em decorrência das agressões sofridas. Tal circunstância, portanto, torna as consequências do crime ainda mais gravosas”, afirmou o juiz na decisão.
O réu foi condenado pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
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Fonte: G1 Tocantins

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VÍDEOS: Jornal Anhanguera 1ª Edição – TO de sexta-feira, 28 de março de 2025


Reveja os vídeos do telejornal. Reveja os vídeos do telejornal.

Fonte: G1 Tocantins

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Vídeo mostra momento em que ciclista é atingida por caminhão ao virar em avenida


Vítima de 61 anos morreu no local. O caso aconteceu em Gurupi e será investigado pela Polícia Civil. Idosa morre após ser atropelada por caminhão em Gurupi
Câmeras de segurança flagraram o acidente que causou a morte de Ozania Florambal Rodrigues, de 61 anos. A vítima estava de bicicleta, quando foi atingida por um caminhão em uma avenida de Gurupi. O caso será investigado pela Polícia Civil.
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O acidente aconteceu na manhã de quinta-feira (27). Imagens que circulam nas redes sociais mostram que o caminhão estava parado no semáforo e quando o sinal abre ele vira à direita. Ao mesmo tempo, a idosa que estava de bicicleta, vira na mesma direção e é atingida pelo caminhão.
Câmera de segurança registrou momento em que idosa foi atropelada por caminhão em Gurupi
Reprodução/TV Anhanguera
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Ozania era cuidadora de idosos. O corpo dela foi encaminhado para o Núcleo de Medicina Legal de Gurupi, onde passou por exames necroscópicos e foi liberado para os familiares.
Ozania Florambal era cuidadora de idosos
Reprodução/TV Anhanguera
O motorista do caminhão permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar. Ele contou aos militares que tinha acabado de sair do aeroporto de Gurupi e que não conseguiu ver a vítima. O motorista foi levado para a 12ª Central de Atendimento da Polícia Civil.
A perícia esteve no local e o caso será investigado pela Polícia Civil.
Vítima morreu no local do acidente e o corpo foi levado para o IML da cidade
@gurupimemes/ Divulgação
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Fonte: G1 Tocantins

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Comerciantes relatam medo após motociclista ser assassinado em Taquaralto: ‘Escutei os tiros e saí correndo’


Francisco Soares de Sousa teria feito uma brincadeira com a moto do suspeito. Crime aconteceu na região do camelódromo, em Palmas. Câmeras de segurança flagram momento em que motociclista é assassinado em Palmas
O assassinato do motociclista Francisco Soares de Sousa à luz do dia próximo ao camelódromo de Taquaralto, em Palmas, assustou comerciantes da região. Os suspeitos de abordar a vítima ainda são procurados pela polícia.
“Escutei os tiros e saí correndo, fiquei tremendo todinha. Nunca tinha visto um trem assim. Aí ele passou aqui e derrubou minhas cadeiras, mas eu não vi ele também porque eu corri”, contou a comerciante Ivanice Alves Bezerra.
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O crime aconteceu na manhã de quinta-feira (27) e foi registrado por câmeras de segurança. Durante os disparos, um ambulante que passava pelo local ficou ferido ao ser baleado em uma das mãos.
“Saímos correndo e o rapaz ia chegando com a carretinha dele, foi tirar do engate e o rapaz acertou o tiro na mão dele”, relatou Maria Francisca Pereira Alves.
Francisco tinha 36 anos e deixou dois filhos. Testemunhas contaram à TV Anhanguera que tanto o motociclista quanto os dois suspeitos trabalhavam com corridas por aplicativo.
Conforme apurado com amigos e parentes, Francisco teria feito uma brincadeira com o suspeito ao fechar a mangueira de gasolina da reserva da moto. O veículo do suspeito acabou dando problema na rua e ele teve que ir a uma oficina, onde gastou R$ 10 no conserto.
O suspeito, então, teria ido até o ponto onde a vítima trabalhava para pedir o dinheiro que gastou. Em seguida, saiu do local.
Ainda conforme os relatos, Francisco teria passado em casa para buscar uma faca, que foi encontrada em seu bolso, e voltou para seu ponto de trabalho. Logo depois, o suspeito voltou com uma arma de fogo e atirou.
Câmera de segurança registrou assassinato na região sul de Palmas
Nas imagens das câmeras é possível ver que a vítima, de camisa vermelha, estaciona a motocicleta e os dois suspeitos chegam em outra moto. Os suspeitos descem do veículo e começam a falar com Francisco. Logo depois, um dos homens inicia a briga, pega a arma e atira contra a vítima.
O segundo suspeito foge do local a pé. Logo depois, o atirador deixa o capacete e escapa de moto.
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Foram feitos pelo menos três disparos, que atingiram a região do peito e tórax da vítima. A perícia e o Instituto Médico Legal estiveram no local.
Colegas que trabalhavam com os envolvidos informaram à TV Anhanguera que os dois tinham costume de fazer brincadeiras e lamentaram a situação. A motivação do crime ainda é investigada pela polícia.
A Secretaria de Segurança Pública informou que a 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Palmas ficará responsável pela investigação do caso.
Homem é assassinado a tiros na região sul de Palmas
Matheus Dias/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins

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Jovem é encontrado morto e polícia suspeita que ele tenha recebido descarga elétrica ao subir em poste


Vítima foi encontrada em região de mata por idoso que fazia caminhada. Caso aconteceu em Araguaína. Carro da Polícia Militar do Tocantins
PM-TO/Divulgação
Um jovem de 21 anos foi encontrado morto em uma área de mata em Araguaína, região norte do estado. A suspeita é que ele teria sofrido uma descarga elétrica após subir em poste de iluminação pública, segundo a Polícia Militar (PM).
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O caso aconteceu no Setor Serra Dourada, na tarde de quinta-feira (27). A vítima foi identificada como Welison Correia Moura. O corpo dele foi encontrado por um idoso que fazia caminhada na região e chamou a polícia.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e constatou a morte. A Polícia Técnico Científica periciou o local. De acordo com a PM, as informações periciais apontaram a suspeita de descarga elétrica.
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O corpo da vítima foi levado pelo Instituto Médico Legal do município para passar pelos exames de necropsia.
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Fonte: G1 Tocantins

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Edital de inovação vai premiar startups com até R$ 30 mil; veja como se inscrever


Oportunidade é para startups tocantinenses que buscam reconhecimento e visibilidade internacional. Serão selecionadas as seis melhores empresas para o Programa de Aceleração do InovaFapto. O Programa de Aceleração do InovaFapto vai selecionar as seis melhores empresas.
Fapto/ Divulgação
Um dos eventos mais esperados do calendário de tecnologia e inovação no Tocantins acaba de publicar o edital para premiação de startups, com até R$30 mil. O Programa de Aceleração do InovaFapto vai selecionar as seis melhores empresas.
O programa tem duração de nove meses, com o objetivo de impulsionar empresas inovadoras no Tocantins, oferecendo suporte técnico, mentorias, estratégicas e conexão com ecossistemas de inovação no país e no exterior.
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As empresas selecionadas serão instaladas no InovaFapto na modalidade de aceleração residente com serviços de recepção, internet, copa, sala de capacitação e reuniões
Como participar
Os empreendedores interessados no Processo Seletivo da Aceleradora InovaFapto devem preencher o formulário de inscrição. As inscrições estão abertas e vão até o dia 21 de abril, mas podem ser prorrogadas a critério da organização do processo seletivo.
Clique aqui e preencha o formulário.
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Premiação
As empresas que apresentarem os melhores desempenho durante os nove meses, ao final do ciclo serão premiadas com:
1º lugar – R$ 30 mil
2º lugar – R$ 20 mil
3º lugar – R$ 10.000
4°, 5º e 6º – R$ 5.000
As premiadas também receberão um diploma e o Selo Centro de Inovação InovaFapto como chancela de suas soluções inovadoras, com alto potencial de vendas e retorno.
O resultado provisório da seleção está previsto para ser divulgado dia 1º de maio, pelo site da Fapto e o resultado oficial estará disponível no dia 6 maio.
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Fonte: G1 Tocantins

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Gesseiro de Palmas passa 18 dias preso por engano após ser acusado de atraso na pensão alimentícia em São Paulo: ‘Dormi numa pedra’


Ronaldo Alves Almeida foi preso quando buscava a esposa no trabalho. CNJ estuda medidas para evitar prisões de pessoas com nomes parecidos aos de suspeitos. Após casos de prisões de inocentes, CNJ estuda uso da biometria para confirmar identidade
Mesmo sem nunca ter visitado o estado de São Paulo, o gesseiro Ronaldo Alves Almeida foi preso por atraso no pagamento de pensão alimentícia em um processo da justiça paulista. Depois de 18 dias preso, a Defensoria Pública do Tocantins conseguiu provar, que o mandado de prisão era para outra pessoa, que tinha o mesmo nome de Ronaldo.
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Em fevereiro deste ano, o gesseiro, que atua nessa profissão há 15 anos, foi buscar a esposa quando aconteceu a abordagem policial. Contra ele havia um mandado de prisão no Banco Nacional de Dados da Justiça, que foi cumprido quando ele estava em um estacionamento.
“Não tinha nem onde dormir. Dormi numa pedra lá. Dormi não, passei a noite, que a gente não dorme né? Eu falei, moço, mas eu não reconheço essa família. Não sei nem onde é esse lugar. Nunca nem fui. Eu queria saber era quem era essa pessoa que me botou na Justiça, que estava com meus documentos”, relembrou Ronaldo, sobre os dias que passou preso.
O documento foi emitido pela Justiça de São Paulo. O gesseiro chegou a passar por audiência de custódia, mas a Justiça do Tocantins manteve a prisão porque se baseava no documento que autorizava a prisão, onde constavam os dados dele.
“Tem um processo de execução de alimentos, que é uma dívida alimentar, que tramita no estado de São Paulo. Que era em desfavor de um Ronaldo com mesmo nome e sobrenome do morador aqui de Palmas, mas com dados do RG, CPF, nome da mãe diversos. Só que quando foi fazer o mandado de prisão equivocadamente informaram os dados errados. Disso trouxe todo esse constrangimento para nosso assistido”, explicou a defensora pública Larissa Pultrini, que atuou no caso de Ronaldo.
Ronaldo Alves Almeida foi preso por engano em processo que tramita em São Paulo
Reprodução/TV Anhanguera
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O CNJ informou por meio de nota que o documento do mandado de prisão em formato PDF é preservado como originalmente expedido, justamente para preservar a integridade das informações lançadas e assegurar o cumprimento nos termos da decisão judicial. Também destacou que cabe aos servidores, ou magistrados, o preenchimento dos dados no sistema e que uma vez assinado, não é permitida a edição do mandado de prisão.
À TV Anhanguera, o Tribunal de Justiça de São Paulo disse que deve “verificar se a eventual falha foi interna, da unidade judicial que expediu o mandado, ou do BNMP” (veja a íntegra da nota abaixo).
Medidas para evitar equívocos
Para evitar situações como a de Ronaldo e de outras pessoas com nomes semelhantes aos de foragidos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estuda uma mudança nas normas. Dados como as impressões digitais e o reconhecimento facial, que já estão disponíveis no sistema da Justiça Eleitoral, passariam a ser usados também para o cumprimento dos mandados de prisão.
Essa mesma tecnologia já é usada nas audiências de custódia. A proposta do CNJ está em fase inicial e ainda não tem data para implementação. A Ordem dos Advogados do Brasil apoia a medida.
“A tecnologia está ai pra ajudar. Acho que seria o modelo realmente mais adequado para evitar ou mitigar ao máximo os riscos de falhas nessas identificações”, defendeu o diretor da OAB Nacional Délio Lins e Silva Júnior
Para quem passou por uma injustiça nesse sentido, é preciso evitar a todo custo que um inocente possa ser confundido com alguém que tem contas a prestar com a lei.
“Tem que ter Justiça sobre isso ai né, pra gente ver o que que acontece. Não pode acontecer isso não. Não é só ver o primeiro nome e levar a gente preso não. Tem que ver direitinho. Não é um animal. Nem com animal não se faz isso né”, lamentou o gesseiro.
Pelo erro do Poder Judiciário que levou à prisão equivocada, Ronaldo deve procurar seus direitos com reparação pelo que passou nos 18 dias preso.
“Tem uma reparação de danos porque ele teve sua imagem exposta, ele estava com trabalho então teve que se explicar no trabalho, ele ficou preso junto com outras pessoas. Então ele passou por muitos constrangimentos sem ter dado motivo nenhum, que é um erro muito grave”, afirmou a defensora pública.
Íntegra da nota do Tribunal de Justiça de São Paulo
Em relação à expedição de mandado de prisão com alegado equívoco de identificação do réu, o fato deve ser objeto de apuração para verificar se a eventual falha foi interna, da unidade judicial que expediu o mandado, ou do BNMP.
Não há como o Tribunal de Justiça de São Paulo informar, nesse momento, se houve equívoco e de onde partiu.
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Fonte: G1 Tocantins

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Fraude com boletos, promessa para juiz e abraço na patroa: o que se sabe sobre caso de funcionária suspeita de desviar R$ 530 mil


Iomayra Oliveira dos Santos exercia a função de assistente financeira, mas levava vida luxuosa incompatível com o salário que recebia, segundo a polícia. Fraude teria sido praticada em mais de uma empresa. Iomayra Oliveira dos Santos (de laranja) durante audiência de custódia
Reprodução
As fraudes atribuídas pela polícia à assistente financeira Iomayra Oliveira dos Santos, de 36 anos, vitimaram pelo menos duas empresa e podem chegar a R$ 930 mil. Apenas no último trabalho, a suspeita pode ter provocado um prejuízo estimado em R$ 530 mil supostamente fraudando boletos bancários.
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A advogada Laura Gondim, que faz a defesa de Iomayra em um dos casos, informou que o inquérito ainda não foi finalizado e que “é prematuro concluir pela materialidade delitiva” (veja nota completa abaixo).
No dia do cumprimento do mandado de prisão pela Polícia Civil, 20 de março, imagens da câmera interna da empresa obtidas pela TV Anhanguera mostram que Iomayra chegou ao escritório e cumprimentou a chefe com um abraço. Logo após os agentes chegam ao local.
O alvará de soltura de Iomayra foi expedido nesta quarta-feira (26), depois que a Justiça conseguiu bloquear as contas bancárias dela. A investigada já deixou a Unidade Prisional Feminina, de acordo com a defesa.
Segundo a Polícia Civil, ela ostentava uma vida luxuosa com carros importados e viagens caras, mesmo recebendo salário de R$ 1,5 mil. Veja o que se sabe sobre o caso:
Quais são as acusações?
Quantas empresas foram vítimas?
Como suspeita conseguiu cometer as fraudes?
Como a fraude foi descoberta?
Com o quê a suspeita gastou o dinheiro?
Suspeita prometeu não mexer nas contas bancárias
Alvará de soltura após bloqueio de bens
Depoimentos dos empresários que foram vítimas
Íntegra do posicionamento da defesa
Quais são as acusações?
Iomayra Oliveira dos Santos é investigada em dois inquéritos pelo crime de furto qualificado com abuso de confiança. O primeiro caso foi em um posto de combustíveis, onde o proprietário calcula um prejuízo de pelo menos R$ 700 mil. A investigação é feita pela 2ª Delegacia de Palmas.
O segundo inquérito, pelo mesmo crime, supostamente ocorreu em uma empresa do ramo alimentício, e levou à prisão da suspeita no dia 20 de março. Esse caso foi registrado inicialmente na 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Palmas e depois enviado para a 3ª Delegacia de Polícia de Palmas.
Quantas empresas foram vítimas?
Até o momento duas empresas foram identificadas como vítimas das fraudes, sendo o posto de combustíveis e a última, que levou à prisão da suspeita, do ramo alimentício. Os desvios descobertos recentemente, na segunda empresa, podem passar de R$ 530 mil.
No posto de combustíveis, a investigada teria dado um prejuízo inicialmente de R$ 400 mil, mas que pode passar de R$ 700 mil, segundo a investigação.
Como suspeita conseguiu cometer as fraudes?
Na empresa do ramo alimentício, segundo a polícia, Iomayra era responsável por fazer os pagamentos de fornecedores, mas desviava o dinheiro para uma outra empresa, em seu próprio nome.
A fraude acontecia quando ela supostamente emitia boletos para a própria empresa e fazia pagamentos adiantados. Depois, na data de vencimento dos boletos verdadeiros, os valores eram pagos novamente, mas dessa vez para os verdadeiros credores do local onde trabalhava.
“Por exemplo, se a empresa vítima estava devendo o boleto X com data de vencimento para dia 20/02/2025, a autora adiantava para o dia 05/02/2025 no sistema da empresa e emitia um boleto no nome da empresa que ela criou. Na data de vencimento do boleto no dia 20/02/2025, a autora realizava novo pagamento, desta vez para a empresa credora”, explicou a Secretaria de Segurança Pública.
Em relação ao posto de combustíveis, o delegado Cassiano Oyama, da 2ª Delegacia de Palmas, explicou como ela teria conseguido fazer os desvios.
“Em dado momento ela determinou que os frentistas quando recebessem o pagamento em dinheiro, que lançassem no sistema que o pagamento foi via Pix e a conferência desse Pix era feito por ela. Esse dinheiro de fato não entrava no caixa da empresa e ela era responsável por essa conferência, e era uma possível subtração de pequeno valor só que diária. No montante total de uma atuação de meses pode ter levado a um prejuízo grande da empresa”, explicou o delegado.
Como a fraude foi descoberta?
Assistente abraçou a chefe quando chegou à empresa, pouco antes da prisão
Reprodução
A patroa da investigada na empresa do ramo alimentício descobriu o desvio de dinheiro quando Iomayra faltou ao trabalho, no dia 17 de março. A empresária vítima do furto precisou desempenhar a função da suspeita e se deparou com um “sistema muito bagunçado”. Ao analisar a situação, encontrou a fraude com os boletos.
“Um levantamento preliminar feito pela empresa, vítima dessa empreitada criminosa, revela um prejuízo em torno de R$ 530 mil, mas temos a expectativa que seja bem maior”, informou o delegado Evaldo Gomes.
No posto de combustíveis, a fraude foi descoberta depois que o dono do posto desconfiou das finanças e recebeu uma denúncia de um dos frentistas.
Com o quê a suspeita gastou o dinheiro?
A Polícia Civil informou que a assistente financeira ostentava uma vida de luxo mesmo sendo uma pessoa que recebia salário de R$ 1,5 mil. Conforme o delegado Evaldo Gomes, Iomayra estava acumulando capitais, possivelmente produto dos desvios.
“Ela vinha ostentando traços externos de riqueza, tendo um padrão de vida bem superior aos ganhos, tendo em vista que ela é assalariada com rendimento possível de R$ 1,5 mil por mês, e mesmo assim andava com carros importados novos, tinha mais de um imóvel, sempre viajava, gastava muito dinheiro com festas, tinha eletrodomésticos caros, eletroeletrônicos e estava acumulando capital”, explicou o delegado.
Suspeita prometeu não mexer em dinheiro
Em audiência de custódia, na sexta-feira (21), Iomayra se comprometeu a não retirar dinheiro das contas pessoais em troca da liberdade provisória, alegando ter dois filhos menores de idade. O pedido não foi aceito pelo juiz, que condicionou a liberdade ao pagamento de uma fiança de R$ 100 mil ou ao bloqueio das contas da investigada pela Justiça.
A defesa se manifestou pela soltura com o uso de tornozeleira, mas o juiz negou e considerou que como o caso envolve patrimônio, poderia haver a possibilidade de Iomayra retirar a quantia que possui de contas bancárias. Nesse momento, a suspeita afirmou:
“Por favor, excelência, meu celular está todo bloqueado. Eu faço esse compromisso [de não mexer no dinheiro]”, comentou a investigada durante a audiência, acompanhada da defesa.
Juiz estabeleceu fiança para liberar suspeita de desviar R$ 530 mil de empresa
Alvará de soltura após bloqueio de bens
Na audiência de custódia, no dia 21 de março, ficou definido que a liberdade provisória seria concedida mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 100 mil ou bloqueio de bens e valores da suspeita. Esse bloqueio de R$ 530 mil das contas bancárias dela só foi determinado pela Justiça na quarta-feira (26).
Segundo o pedido do Ministério Público à Justiça, Iomayra possui um negócio no ramo alimentício que estaria sendo usado para receber o dinheiro furtado da empresa onde trabalhava. E por isso seria necessário o bloqueio de bens, que inicialmente foi feito apenas para conta bancária de pessoa física.
A decisão foi assinada pelo juiz substituto Luiz Zilmar dos Santos Pires, da 3ª Vara Criminal de Palmas. Com isso, o alvará de soltura só foi expedido pela Justiça na quarta-feira.
A advogada Laura Gondim informou que Iomayra já saiu da Unidade Penal Feminina e que as alegações feitas são precipitadas e desproporcionais aos fatos e que todos os esclarecimentos necessários serão apresentados. A defesa ainda afirmou que confia nas instituições responsáveis e se coloca à disposição para colaborar com o inquérito (veja nota completa abaixo).
Depoimento dos empresários que foram vítimas
Empresária explica como descobriu que assistente teria desviado R$ 530 mil de empresa
Em entrevista à TV Anhanguera, Luciana Borges, dona da empresa que teve prejuízo de R$ 530 mil, contou como descobriu as fraudes e como denunciou o caso à polícia.
“Eu falei não é possível. Foi terrível! A coisa que eu mais precisava que acontecesse fosse que ela viesse trabalhar na quinta-feira [dia da prisão]. Ela veio trabalhar como se nada tivesse acontecido. Ela tinha acesso de criar um boleto, ela poderia pôr para qualquer um o pagador, então ela forjava o boleto com as informações que eram necessárias. E ela colocava isso junto com a nota fiscal”, disse Luciana.
No posto de combustíveis, Iomayra trabalhou por um ano e o crime foi descoberto em julho de 2024. Aurismar Cavalcante, dono do estabelecimento, afirmou que calculou um prejuízo de R$ 700 mil e explicou como ela teria desviado o dinheiro.
“Sempre negando que não sabia, que eu tinha que colocar auditoria aqui dentro, enfim. Daqui a pouco um frentista me chamou e disse que não aguentava mais fazer o que estava fazendo, que começou passando R$ 800, depois passou para R$ 1 mil, depois para R$ 2 mil. Tinha dia que passava R$ 3 mil para ela e ele percebeu e falou que não concordava. Falou que há um ano, desde o dia que entrou, que estava passando esse dinheiro para ela”, relembrou o empresário.
Íntegra da defesa de Iomayra Oliveira dos Santos
A advogada que representa Iomayra no inquérito sobre o posto de combustíveis foi procurada pela TV Anhanguera e afirmou que não iria se manifestar neste momento.
Na investigação sobre os desvios na empresa do ramo alimentício, a defesa de Iomayra afirmou que: “Diante das acusações que ensejaram a prisão da Iomayra, a defesa esclarece que as alegações feitas são precipitadas e desproporcionais aos fatos, o que se atesta através da liberdade provisória concedida. Reforçamos nosso compromisso com a verdade e com a justiça, confiando que, no momento oportuno, todos os esclarecimentos necessários serão apresentados, e a realidade dos fatos será exposta. Pedimos cautela na disseminação de informações, evitando julgamentos prematuros que possam comprometer a correta apuração dos fatos e a contaminação das investigações. Confiamos nas instituições responsáveis e reafirmamos nossa total disposição para colaborar com o deslinde do inquérito.”
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Fonte: G1 Tocantins

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