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Caso Gustavo: polícia investiga se pai matou filho de 3 anos para atingir a mãe; entenda o que é violência vicária


Investigação apura violência vicária no caso da morte de Gustavo
A Polícia Civil investiga a morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, em Palmas, e apura a possibilidade de o crime ser enquadrado como violência vicária. O termo é usado para definir situações em que a violência contra uma pessoa é utilizada como instrumento para causar sofrimento a outra. O pai do menino, Igor Veloso, e a madrasta, Kathellen Moreira, estão presos preventivamente.
🔍 A violência vicária passou a ser reconhecida expressamente na legislação brasileira em 9 de abril de 2026, com a sanção da Lei nº 15.383/2026, que alterou a Lei Maria da Penha. O termo se refere à violência praticada contra pessoas próximas à mulher, como filhos, com o objetivo de causar sofrimento, puni-la ou controlá-la.
Inicialmente, o delegado Eduardo Menezes, responsável pela investigação, pediu as prisões preventivas do pai e da madrasta pelos crimes de homicídio e tortura, mas não descartou a inclusão de outros crimes.
A hipótese de violência vicária ganhou força após a divulgação dos laudos periciais e da decisão judicial que determinou as prisões. Ao fundamentar a medida, o juiz Cledson Nunes citou o histórico de ameaças contra Sabrina Feitosa da Silva, mãe de Gustavo, e destacou que a criança estava sob os cuidados exclusivos do pai e da madrasta no momento da morte.
“Ademais, imputa-se aos representados a prática do crime de vicaricídio majorado”, apontou a decisão.
Ao g1, o delegado Eduardo Menezes informou, nesta terça-feira (11), que a hipótese de vicaricídio está sendo investigada e que os crimes atribuídos ao casal podem mudar ao final do inquérito, conforme os elementos colhidos durante a investigação.
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As defesas de Igor e Kathellen afirmam que as acusações são graves e exigem cautela. Os advogados informaram que não discutirão detalhes do caso fora dos autos e que todos os esclarecimentos serão apresentados à Justiça durante o andamento do processo (veja nota completa abaixo).
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Gustavo morreu em consequência de uma hemorragia interna provocada por lesões graves. Os exames descartaram a versão inicial apresentada pelo pai, de que o menino teria se afogado na piscina da residência. Segundo a perícia, a criança apresentava múltiplas lesões e sinais de violência sexual considerados incompatíveis com afogamento.
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Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi encontrado morto na casa do pai em Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
O que é violência vicária?
O termo é utilizado para descrever situações em que um agressor atinge um filho para provocar sofrimento psicológico permanente à mãe.
Segundo a advogada criminalista Cristiane Mezzaroba, esse tipo de violência ocorre quando a criança deixa de ser vista como indivíduo e passa a ser utilizada como meio de vingança ou punição contra a mulher. A estratégia costuma estar associada a históricos de violência doméstica, controle e ameaças contra a vítima.
“É como se fosse, de uma forma, culpá-la para que carregue pelo resto da vida essa dor e essa culpa de que determinada pessoa morreu por ela”, explicou.
Histórico de ameaças e conflitos
A defesa da mãe de Gustavo afirma que o caso não pode ser analisado de forma isolada e sustenta que existe um histórico de violência doméstica registrado desde 2023. A investigação também apura relatos de ameaças anteriores feitas pelo pai da criança contra a ex-companheira.
Conforme a Polícia Civil, os pais do menino não viviam juntos e travavam disputas judiciais relacionadas à guarda e à pensão. A mãe relatou que já havia procurado autoridades e denunciado ameaças recebidas quando Gustavo ainda era bebê.
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira são investigados pela morte de menino de 3 anos
Reprodução/Redes Sociais
Relembre o caso
A morte de Gustavo provocou grande comoção em Palmas e mobilizou uma força-tarefa da Polícia Civil. O caso veio à tona na segunda-feira (3), após o pai informar que o filho teria morrido por afogamento. A versão, porém, começou a ser questionada logo nas primeiras análises periciais e acabou descartada pelos exames do IML.
Durante as investigações, a mãe apresentou vídeos, fotografias e outros registros que, segundo a polícia, mostram um histórico de agressões. O delegado Eduardo Menezes afirmou que há imagens da criança retornando das visitas ao pai com lesões e também gravações em que o menino aparece “nitidamente dopado”, segundo a avaliação da investigação.
A Polícia Civil informou que Gustavo voltava das visitas com arranhões, hematomas e outros ferimentos desde 2024. A mãe afirmou em depoimento que registrava os machucados e cobrava explicações do ex-companheiro, que atribuía as lesões a quedas e acidentes comuns da infância.
Outro elemento analisado pelos investigadores é um vídeo gravado antes da morte do menino. Nas imagens, Gustavo aparece chorando e se recusando a ir para a casa do pai. Segundo o relato da mãe à polícia, o filho demonstrava medo ao ouvir a voz de Igor e dizia que era agredido por ele.
O diretor do IML classificou o nível de violência encontrado como incomum e ressaltou que os primeiros exames não identificaram qualquer indício de afogamento.
Íntegra da nota da defesa de Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Íntegra da nota da defesa de Kathellen Moreira
A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial.
Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa.
A defesa também esclarece que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial.
Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente.
A defesa confia que, com a análise individualizada dos fatos e dos documentos apresentados, a situação será revista pelo Poder Judiciário, mantendo-se o respeito à investigação, à presunção de inocência e, sobretudo, à proteção integral da criança.
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Fonte: G1 Tocantins

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Democrata lança subtenente Luiz Carlos como candidato ao governo


Veja prazos do calendário eleitoral de 2026
O partido Democrata lançou a candidatura do subtenente Luiz Carlos Ferreira da Silva ao governo do Tocantins. O pedido foi formalizado após envio do registro da chapa à Justiça Eleitoral na segunda-feira (10).
Luiz Carlos é subtenente da reserva da Polícia Militar do Tocantins e vai disputar o cargo pela primeira vez. Como candidato a vice-governador, o partido escolheu Jair Medeiro.
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Luiz Carlos Ferreira da Silva
Divulgação/Democrata
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Calendário eleitoral
Os candidatos devem registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.
Nas eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para:
presidente;
governador;
senador (duas vagas por estado);
deputado federal;
deputado estadual;
Trajetória de Luiz Carlos
Luiz Carlos ingressou na Polícia Militar, por meio de concurso, em 1990. Atualmente, ele é subtenente da reserva. O militar é natural de Araguaína e possui ensino superior completo.
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Fonte: G1 Tocantins

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Laurez Moreira declara R$ 9,6 milhões em bens à Justiça Eleitoral; vice Coronel Silva Neto, R$ 839 mil


Laurez Moreira e Coronel Silva Neto
Divulgação/Instagram Coronel Silva Neto
O candidato a governador do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), informou ter R$ 9.615.406,23 em bens à Justiça Eleitoral. O candidato a vice-governador, Coronel Silva Neto (PSD), declarou R$ 839.757,37. Os valores somados chegam a R$ 10,4 milhões em bens declarados dos integrantes da chapa.
O registro de candidatura de Laurez Moreira foi apresentado nesta segunda-feira (10) ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O pedido passará por análise da Justiça Eleitoral, que tem até 20 dias antes das eleições para julgar e publicar as decisões de elegibilidade dos candidatos.
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Entre os candidatos ao governo do Tocantins que haviam anunciado as chapas nas convenções partidárias, apenas o jornalista Ivaildo Pereira da Cruz não apresentou o registro de candidatura até a manhã desta terça-feira (11). O prazo para enviar o pedido encerra no dia 15 de agosto.
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Declaração de Laurez Moreira
Conforme informado pelo candidato, os bens de Laurez consistem em imóveis rurais, lotes em áreas urbanas, caminhonete, picape, caminhão, consórcios não contemplados, renda de empresa e animais bovinos.
Veja abaixo os maiores valores declarados pelo político:
R$ 5.201.300 em animais bovinos
R$ 2.069.077,26 em imóvel rural em Dueré (soma dos valores referente a terra nua)
R$ 533.333,34 em parte de uma fazenda em Goiás
R$ 451.875,95 em parte do capital junto a uma Cooperativa de Crédito Livre de Admissão de Paraíso do Tocantins
Desde a última eleição ao governo do Tocantins, em 2022, Laurez Moreira teve um aumento de R$ 6,3 milhões em bens declarados, o que representa um crescimento de 196,32%. O político concorreu às eleições de 2022 para vice-governador e declarou R$ 3.244.891,83. Na época, ele fez parte da chapa de Wanderley Barbosa (Republicanos), que foi eleita.
Declaração do Coronel Silva Neto
O candidato a vice-governador declarou R$ 839.757,37 em bens. Entre os itens informados estão valores em poupança, terreno em Alagoas, casa em Palmas e financiamento de uma residência em Alagoas.
Veja abaixo os maiores valores declarados pelo político:
R$ 375.245,83 referentes à casa em Palmas
R$ 250.000 em financiamento de uma casa na Marechal Deodoro, em Alagoas
R$ 90.773,44‬ em poupança no banco
R$ 49.076,25 em um terreno em Arapiraca, em Alagoas
Conforme a declaração, o coronel também declarou R$ 49.076,25 em 50% de um terreno em Arapiraca (AL).
Calendário Eleitoral
A partir do dia 16 de agosto, os candidatos poderão iniciar com as propagandas eleitorais. Os locais de votação poderão ser consultados pelo e-Título em setembro.
A votação para governador, deputado estadual, deputado federal, senador e presidente será realizada no dia 4 de outubro. Caso a disputa para governo e presidência vá para o segundo turno, os eleitores voltam às urnas no dia 25 de outubro.
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Fonte: G1 Tocantins

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Candidata a vice-governadora do TO pelo PSOL erra declaração de bens e informa ter R$ 2,07 bilhões


PSOL-REDE lança candidatura de professor Witer Naves para governador do TO
A candidata a vice-governadora do Tocantins pela Federação PSOL Rede, Lúcia Viana, declarou um patrimônio de mais de R$ 2,07 bilhões. Segundo o partido, o valor decorre de um erro material durante o preenchimento da declaração apresentada à Justiça Eleitoral no registro da candidatura. O valor correto do patrimônio da candidata é de aproximadamente R$ 2,07 milhões.
Lúcia Viana tem 64 anos, é advogada e atuou como servidora pública federal por 34 anos. Aposentada do serviço público, atualmente ela advoga em causas sociais. Filiada ao PSOL desde 2009, concorreu aos cargos de vereadora, prefeita, vice-prefeita, deputada federal e senadora.
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Na declaração da candidata constam dois veículos de passeio e uma picape, três imóveis residenciais, um prédio comercial e uma chácara. Todos os imóveis estão localizados em Palmas.
O bem de maior valor declarado, de R$ 900 milhões, é a chácara que fica na Gleba II Santa Fé, na zona rural de Palmas. O valor corredo do imóvel seria R$ 900 mil.
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Lúcia Viana (PSOL) é candidata a vice-governadora no Tocantins
Divulgação/Federação PSOL-REDE
O partido informou que as assessorias jurídica e contábil da candidatura adotaram as providências necessárias para solicitar a retificação da informação perante a Justiça Eleitoral.
“A divergência ocorreu exclusivamente em razão de equívoco na inserção dos dados, sem qualquer intenção de prestar informação incorreta, omitir patrimônio ou induzir a Justiça Eleitoral e a sociedade ao erro”, diz a nota do partido (veja a íntegra abaixo).
Íntegra da nota da Federação PSOL REDE
A candidata a vice-governadora do Tocantins pela Federação PSOL REDE, Lúcia Viana, vem a público esclarecer que o valor de R$ 2,07 bilhões, divulgado como correspondente à sua renda/patrimônio, decorre de erro material no preenchimento da declaração apresentada à Justiça Eleitoral.
O valor correto é de aproximadamente *R$ 2,07 milhões*, conforme demonstram os documentos comprobatórios e a declaração patrimonial da candidata. A divergência ocorreu exclusivamente em razão de equívoco na inserção dos dados, sem qualquer intenção de prestar informação incorreta, omitir patrimônio ou induzir a Justiça Eleitoral e a sociedade ao erro.
Assim que a inconsistência foi identificada, a assessoria jurídica e contábil da candidatura adotou as providências necessárias para solicitar a imediata retificação da informação perante a Justiça Eleitoral, a fim de que o valor correto conste nos registros oficiais e nos sistemas de divulgação de candidaturas.
Lúcia Viana possui uma trajetória pública marcada pela ética, pela transparência e pelo compromisso com os direitos humanos e com a correta aplicação das normas. Por essa razão, considera indispensável prestar este esclarecimento de forma pública, objetiva e responsável.
Reiteramos que se trata de um *erro formal de digitação*, plenamente verificável e passível de correção, que não modifica a realidade patrimonial da candidata nem compromete a regularidade de seu pedido de registro de candidatura.
A Federação PSOL REDE e a candidata permanecem à disposição da imprensa, da Justiça Eleitoral e da sociedade tocantinense para prestar todos os esclarecimentos necessários, reafirmando o compromisso com a verdade, a transparência e o respeito aos eleitores e eleitoras do Tocantins.
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Fonte: G1 Tocantins

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STJ determina indenização de R$ 200 mil após derrubada ilegal de palmeiras de babaçu no TO


A derrubada de palmeiras sem autorização ocorreu em 2017
Embrapa/Divulgação
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos ambientais após a derrubada ilegal de palmeiras de babaçu em uma propriedade rural de Santa Terezinha do Tocantins, na região do Bico do Papagaio.
A decisão acolheu recurso do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e reformou entendimento do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), que havia afastado a indenização.
O processo judicial começou após a Polícia Militar Ambiental constatar, em 2017, a derrubada de diversas palmeiras de babaçu sem autorização ambiental, em um apropriedade rural. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça de Tocantinópolis, que também pediu a recuperação da área degradada.
O responsável pela propriedade rural não teve o nome informado, e o g1 não conseguiu contato com a defesa.
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Na primeira instância, a Justiça determinou a elaboração e execução de um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), que deve ser aprovado pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). O pedido de indenização por danos morais coletivos, porém, foi negado.
O Tribunal de Justiça do Tocantins manteve a decisão. Com isso, o MPTO recorreu ao STJ.
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Decisão do STJ
Ao analisar o recurso, a ministra Maria Thereza de Assis Moura destacou que o babaçu possui proteção especial na Constituição do Estado do Tocantins e importância ambiental, social e cultural, principalmente para as comunidades tradicionais de quebradeiras de coco.
Segundo a decisão, a derrubada ilegal das palmeiras caracteriza, por si só, dano moral coletivo ambiental. Dessa forma, não é necessário comprovar um prejuízo concreto causado à população para justificar a indenização.
O STJ também ressaltou que a recuperação da área degradada não elimina o dever de indenizar. Isso ocorre porque a reparação do dano ambiental deve ser integral.
Babaçu pode ser usado para fazer produtos variados
Divulgação
Importância das quebradeiras de coco
O trabalho das quebradeiras de coco babaçu, tradicional em comunidades do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará, passou a ser reconhecido oficialmente como manifestação da cultura nacional.
A medida foi sancionada por meio da Lei Federal nº 15.431 e anunciada durante um evento em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, em Brasília.
No Tocantins, a atividade é desenvolvida principalmente por mulheres da região do Bico do Papagaio, no norte do estado. Além de garantir renda para centenas de famílias, o trabalho é considerado um símbolo de preservação ambiental, resistência cultural e transmissão de conhecimentos entre gerações.
As quebradeiras de coco babaçu integram os povos e comunidades tradicionais e desempenham uma atividade de relevância histórica, cultural, social e econômica.
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Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.

Fonte: G1 Tocantins

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Caso Gustavo: veja quais são os próximos passos da investigação


Justiça mantém prisão de pai e madrasta suspeitos de matar criança de 3 anos
A investigação sobre a morte do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, encontrado na casa do pai com sinais de violência, entrou em uma nova etapa após a prisão preventiva do pai, Igor Gustavo Veloso de Sousa, e da companheira dele, Kathellen Moreira, madrasta da criança.
O menino foi encontrado morto no dia 3 de agosto, em Palmas. Conforme a investigação, Gustavo teria sido morto no dia anterior. O laudo pericial, ao qual o g1 teve acesso, apontou que a criança morreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”.
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Os pais do menino viviam uma disputa judicial, e a morte ocorreu enquanto Gustavo passava o fim de semana com o pai. Igor e Kathellen vão responder, inicialmente, por homicídio duplamente qualificado e tortura.
Como o caso envolve homicídio qualificado, o processo será julgado pelo Tribunal do Júri. Para explicar os próximos passos, o g1 ouviu a advogada criminalista Marília Benevides e consultou informações e reuniu oficiais da Polícia Civil
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Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas
Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses
Júri Popular e prazos do processo
Segundo a advogada criminalista Marília Benevides, uma das etapas do processo criminal por homicídio qualificado é a fase de instrução, período em que a Justiça reúne as provas e ouve os envolvidos. Nessa etapa inicial, o Ministério Público (MPE-TO) apresenta a denúncia formal.
Posteriormente, os acusados são notificados para apresentar defesa e o juiz realiza audiências para ouvir testemunhas, os peritos do Instituto Médico Legal (IML) e o próprio casal investigado. Ao final dessa fase, o juiz decide se o casal vá a julgamento pelo júri popular ou não.
“Dado o volume de perícias envolvidas nesse caso, essa fase tende a ser mais demorada que a média, podendo levar mais de um ano até a eventual pronúncia”, explica a especialista.
Em coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Menezes, da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, informou que fará um novo interrogatório com o pai e a madrasta. O objetivo é confrontar os suspeitos com o laudo pericial do IML, que descartou a versão de afogamento e confirmou que a criança sofreu espancamento e tortura.
O g1 entrou em contato com o Ministério Público do Tocantins parapedir informações sobre o processo, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Possibilidade de soltura
A advogada explica que a defesa do casal pode apresentar pedidos de liberdade provisória ou habeas corpus durante as investigações. No entanto, do ponto de vista jurídico, a decisão de manter o pai e a madrasta presos se baseia na gravidade do crime.
“Na prática, as chances de soltura nesta fase costumam ser pequenas em casos como esse, porque a tortura é crime equiparado a hediondo e a gravidade concreta dos fatos — sobretudo se houver indícios de reiteração de agressões ao longo do tempo — tende a sustentar a manutenção da prisão, tanto pela garantia da ordem pública quanto pelo risco de interferência nas provas ainda em produção”, avalia a criminalista.
Pedido de prisão domiciliar
A defesa de Kathellen Moreira pediu à Justiça que a prisão preventiva seja trocada por prisão domiciliar. Os advogados alegam que a investigada é mãe de uma bebê de 5 meses e que a criança está em fase de amamentação.
Segundo Marília Benevides, o Código de Processo Penal (CPP) permite a troca da prisão preventiva pela domiciliar para mulheres com filhos de até 12 anos. No entanto, a própria lei estabelece regras que limitam esse benefício.
“Como a investigação trata a madrasta como garantidora legal da criança vítima, essa exceção tende a ser discutida no caso concreto. Não é uma decisão automática em nenhum dos dois sentidos e vai depender de como o juiz fundamentar a gravidade da conduta imputada a ela”, afirma.
A especialista ressalta que a lei proíbe a prisão domiciliar quando o crime envolve violência ou grave ameaça contra o próprio filho ou dependente: “Como a investigação trata a madrasta como garantidora legal da criança vítima, essa exceção tende a ser discutida no caso concreto […] Vai depender de como o juiz fundamentar a gravidade da conduta imputada a ela”, afirma Marília Benevides.
A Polícia Civil responsabilizou Kathellen por omissão no dever de proteger a criança. Segundo os investigadores, a madrasta cuidava da rotina diária do garoto, estava na casa durante as agressões e não acionou o socorro médico.
Fraude Processual
As investigações da DHPP apontam que o pai do menino procurou a polícia apenas 20 horas depois da morte da criança, alegando que o filho tinha se afogado na piscina.
Durante a perícia na casa do casal, a polícia encontrou sinais de limpeza no local, garrafas de bebidas alcoólicas espalhadas e notou o sumiço dos celulares. Segundo Eduardo Menezes, delegado responsável pelo caso, os aparelhos foram descartados pelo investigado sob a alegação de guardar dados sigilosos de clientes.
“Se ficar comprovado que houve uma tentativa de forjar uma versão para induzir a investigação a erro, isso pode configurar, em tese, o crime autônomo de fraude processual, pode ser usado para elevar a pena-base na dosimetria — já que a conduta posterior ao crime é um dos critérios avaliados pelo juiz — e pode reforçar justamente a qualificadora de que o crime teria sido cometido para assegurar a ocultação ou a impunidade”, explica a advogada Marília Benevides.
A advogada acrescenta que a tentativa de alterar provas reforça a necessidade de manter o pai e a madrasta presos para garantir o andamento das investigações.
Segurança no sistema prisional
Atualmente, Igor Gustavo Veloso de Sousa está preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP). Já Kathellen Moreira está na Unidade Prisional Feminina da capital. Por causa da grande repercussão do crime e do risco de agressões, a presença do casal na cadeia exige medidas especiais de segurança.
A criminalista pondera que não existe uma “cela especial” sem previsão legal, mas a administração penitenciária deve avaliar o risco concreto no ambiente prisional para impedir que os investigados sejam alvos de violência ou retaliação.
“O Estado tem o dever de preservar a integridade física e moral de qualquer pessoa presa, inclusive de quem responde por um crime de grande repercussão. A Lei de Execução Penal (LEP) prevê a separação dos presos e determina que, havendo risco à integridade física, moral ou psicológica do custodiado, sejam adotadas medidas específicas de proteção”, esclarece Marília Benevides.
Entenda o caso
Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi encontrado morto na residência do pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, em Palmas, no dia 3 de agosto. O pai procurou a Polícia Civil no fim da tarde daquela segunda-feira alegando que o garoto havia se afogado na piscina no domingo (2).
O laudo pericial do IML descartou qualquer sinal de afogamento e constatou que o menino morreu vítima de hemorragia interna provocada por violência física extrema e lesões graves na cabeça e no intestino. A polícia acredita que ele tenha morrido ainda na noite de domingo.
Os pais da criança viviam separados e travavam disputas na Justiça por pensão alimentícia e guarda. A mãe de Gustavo, Sabrina Feitosa, apresentou à polícia relatos, fotos e vídeos indicando que o garoto retornava das visitas ao pai com hematomas e marcas de agressão desde 2024.
Em 2023, quando a criança tinha 8 meses, Igor já havia sido denunciado por ameaçar a mãe de morte a tiros, o que gerou medida protetiva e seu afastamento do Tribunal de Ética da OAB-TO.
Sabrina da Silva Feitosa durante enterro do menino Gustavo
Arquivo pessoal/Cirlene Feitosa
O que dizem as defesas
Íntegra da nota da defesa de Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Íntegra da nota da defesa de Kathellen Moreira
A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial.
Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa.
A defesa também esclarece que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial.
Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente.
A defesa confia que, com a análise individualizada dos fatos e dos documentos apresentados, a situação será revista pelo Poder Judiciário, mantendo-se o respeito à investigação, à presunção de inocência e, sobretudo, à proteção integral da criança.
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Fonte: G1 Tocantins

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Jovem homenageia namorado morto em acidente com declaração na web: ‘Amor da minha vida’


Capotamento na TO-222 deixa duas pessoas mortas próximo a Araguaína
A estudante de medicina veterinária Ludmilla Gomes Moura fez uma homenagem, em uma rede social, ao namorado, Paulo Clímaco Netto, de 20 anos, que morreu em um capotamento na TO-222, em Araguaína, na região norte do Tocantins. A publicação foi feita neste domingo (9).
O acidente aconteceu no fim da tarde de sábado (8), na rodovia TO-222. Paulo estava em uma caminhonete com outras duas pessoas. O veículo trafegava no sentido de Babaçulândia para Araguaína quando saiu da pista e capotou diversas vezes. Além de Paulo, Thor Mariano da Silva, de 21 anos, também morreu no acidente. A mulher grávida que estava no veículo, Vitória Pelegrini, ficou ferida. O estado de saúde dela e do bebê énsiderado estável.
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Na publicação, Ludmilla chamou o namorado de “amor da minha vida” e falou sobre a dor causada pela perda repentina.
“Para o amor da minha vida, que agora mora no céu . Meu amor, eu ainda não consigo acreditar que preciso escrever uma despedida para você. Parece que a qualquer momento vou acordar desse pesadelo e encontrar você aqui, como sempre esteve. Mas o dia 08 de agosto de 2026 chegou e levou você de mim… e, junto com você levou uma parte do meu coração”, escreveu Ludmilla.
No texto, a estudante destacou as lembranças que construiu ao lado do namorado e falou sobre o sentimento deixado pela partida repentina.
“A casa pode continuar igual, os dias podem continuar passando e o mundo pode continuar girando, mas para mim existe um vazio que ninguém será capaz de preencher. Porque o lugar que você ocupava no meu coração sempre foi só seu. (…) Você partiu no dia 08 de agosto de 2026, mas o seu amor ficou em mim para sempre”, completou.
Ludmilla Gomes Moura fez publicação desabafando sobre a dor da perda
Reprodução/Instagram de Ludmilla Gomes
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Relembre o acidente
Câmeras de segurança de uma propriedade rural registraram o momento em que o veículo bate contra árvores às margens da pista. Paulo era morador de Araguaína, e estava em fase final de montagem de uma adega na cidade. Thor era empresário e sócio de uma rede de hotéis em Uberaba (MG).
A mãe de Paulo, Ana Paula Clímaco, também gravou um vídeo emocionado nas redes sociais lamentando a perda. “Dizer que é uma mãe que está acabada. Minha vida acabou. Pedir para vocês terem muito cuidado no volante, com velocidade, muito cuidado”, desabafou.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, além das duas vítimas fatais, a passageira Vitória Pelegrini, de 20 anos, que está gestante, ficou gravemente ferida no acidente. Ela era namorada de Thor Mariano e o casal aguardava a chegada do primeiro filho.
Conforme a Polícia Militar, Vitória foi socorrida e levada ao Hospital Regional de Araguaína. De acordo com informações da família, ela sofreu fraturas no braço e no fêmur, devendo passar por procedimento cirúrgico. O estado de saúde da jovem e do bebê é considerado estável sob acompanhamento da equipe médica.
O caso foi registrado na 5ª Central de Atendimento da Polícia Civil de Araguaína, que investiga as causas e circunstâncias do capotamento.
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Fonte: G1 Tocantins

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Trabalhadores mortos em acidente com van na TO-130 são identificados


Acidente envolvendo van com trabalhadores deixa mortos e feridos na TO-130
Os quatro trabalhadores que morreram em um acidente envolvendo uma van na manhã desta segunda-feira (10), na rodovia TO-130, foram identificados. Além das quatro mortes confirmadas, nove pessoas ficaram feridas e foram socorridas por equipes de emergência.
O acidente aconteceu em um trecho da rodovia entre Ponte Alta do Tocantins e Santa Tereza do Tocantins. Segundo a apuração feita pelo g1 e TV Anhanguera, as vítimas são:
João Carlos de Araújo Costa, de 19 anos;
Gabriel Amaral Lopes, de 21 anos;
Gabriel Andrade Gama, de 24 anos;
Francisco da Cruz Barbosa, de 56 anos.
Os nomes dos feridos não foram divulgados, e por isso não é possível verificar o estado de saúde deles.
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As vítimas prestavam serviços para uma empresa de energia elétrica que atua na região. Os corpos foram recolhidos e encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Porto Nacional para exames de necropsia e posterior liberação aos familiares.
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Acidente deixa quatro mortos e nove feridos na TO-130
Reprodução/Tocantins Alerta
Segundo a Prefeitura de Ponte Alta do Tocantins, uma equipe médica do município prestou atendimento no local e encaminhou os feridos para um hospital de pequeno porte da cidade. O nome da empresa de energia para a qual os funcionários trabalhavam não foi divulgado.
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Fonte: G1 Tocantins

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Chuva rápida é registrada em Palmas em pleno mês de agosto; VÍDEO


Chuva surpreende moradores de Palmas em pleno mês de agosto
Pancadas rápidas de chuva foram registradas em algumas quadras de Palmas nesta segunda-feira (10). O fenômeno ocorreu em pleno agosto, mês marcado pela estiagem e pelas altas temperaturas na região. Moradores enviaram os registros à redação da TV Anhanguera. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura máxima na capital chegou a 38 °C nesta segunda-feira.
Segundo o meteorologista José Luiz Cabral, do Núcleo Estadual de Meteorologia e Recursos Hídricos da Universidade Estadual do Tocantins, qualquer entrada de umidade pode provocar chuva nesse período.
“Em comparação com os últimos cinco anos, este período de estiagem está bastante atípico. O mês de agosto, na nossa região, é caracterizado pela ausência de chuva ou por baixos índices pluviométricos. A dinâmica, porém, continua a mesma, devido à atuação do grande cinturão de alta pressão sobre o Brasil Central”, explicou.,
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Conforme José Luiz Cabral, esse “sistema” oscila ao longo do período de estiagem. “Ora ele está mais intenso, ora mais fraco. Quando enfraquece, permite a entrada de umidade. E, quando isso acontece, são registradas chuvas isoladas e rápidas”, esclareceu.
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De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fim de semana foi marcado por altas temperaturas e clima seco no Tocantins. Sol forte, predomínio de ventos quentes e ausência de ar frio são características do período de estiagem, mas, em 2026, estão sendo intensificadas pelo fenômeno El Niño ativo.
🔍O El Niño é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, e impacta diretamente os padrões de chuva e temperatura em todo o mundo. O fenômeno, que é considerado natural, somado ao aquecimento global, deve causar ondas de calor mais fortes em comparação a registros anteriores.
Chuva rápida é registrada em Palmas nesta segunda (10)
Divulgação/Rede Social
☀️ Veja como fica o tempo para a semana em Palmas:
Terça-feira: a umidade pode alternar entre 15% e 60%. A temperatura mínima prevista é de 24, podendo chegar a 38 graus ao longo do dia, com ventos moderados.
Quarta-feira: a temperatura cai e pode alcançar a máxima de 36 graus. O céu terá poucas nuvens e umidade entre 15% e 65%.
Quinta-feira: as temperaturas seguem o mesmo ritmo de quarta, com mínima de 21 graus, podendo chegar a 36.
Sexta-feira: poucas nuvens devem surgir no céu, acompanhadas de ventos fracos e moderados com rajada. A temperatura pode alcançar os 37 graus.
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Fonte: G1 Tocantins

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Justiça prorroga afastamento da prefeita de Praia Norte por mais 90 dias


Prefeita Bruna Gabrielle foi afastada da prefeitura pela Justiça
Reprodução/Justiça Eleitoral
O desembargador Marcio Barcelos Costa, do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), determinou a prorrogação do afastamento cautelar da prefeita de Praia Norte, Bruna Gabrielle Neves Pires de Araújo. A decisão estende a medida por mais 90 dias, mantendo a gestora fora de suas funções, sem prejuízo de sua remuneração.
A prefeita estava afastada desde 12 de maio de 2026, por uma decisão inicial que também previa o prazo de 90 dias. Ela é investigada por suposta fraude em contratos públicos. O pedido de prorrogação foi apresentado pela gestão interina do município de Praia Norte e contou com o apoio do Ministério Público Estadual do Tocantins (MPTO).
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O afastamento da prefeita terminaria nesta segunda-feira (10). No início da manhã, moradores da cidade fizeram uma manifestação em frente à prefeitura contra o retorno de Bruna Gabrielle ao cargo. A prefeita também é alvo de pedidos de impeachment na Câmara de Vereadores.
Em nota, a defesa da prefeita informou que Bruna Araújo recebe com serenidade e respeito a decisão do desembargador plantonista que determinou seu afastamento por mais 90 dias. Segundo a defesa, todas as medidas judiciais serão tomadas para reverter a decisão.
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Indícios de irregularidades em obras de pavimentação
O principal fundamento para a manutenção do afastamento foi a descoberta de novos indícios de irregularidades administrativas durante a gestão interina. Entre os fatos citados na decisão, destaca-se a execução do contrato nº 72/2025, destinado a obras de pavimentação em bloquetes.
De acordo com um laudo técnico preliminar apresentado pelo Município, embora cerca de 70% do valor original do contrato — R$ 780.717,72 de um total de R$ 1.089.315,00 — tenha sido pago, apenas 25% do objeto foi efetivamente executado.
Dos 930 metros de pavimentação contratados, apenas aproximadamente 230 metros foram entregues.
Risco às investigações
A decisão judicial enfatiza que o retorno imediato da prefeita ao comando do Poder Executivo poderia representar um risco concreto à preservação de provas e à continuidade das investigações e auditorias internas.
O desembargador destacou que a restituição dos poderes à investigada, antes da conclusão das diligências, restabeleceria sua posição hierárquica sobre servidores e documentos diretamente ligados aos fatos apurados.
A medida de afastamento fundamenta-se na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), que permite tal restrição temporária quando necessária para garantir a instrução processual.
A defesa da prefeita deverá ser intimada para apresentar contrarrazões no prazo legal, e o processo seguirá para manifestação da Procuradoria-Geral de Justiça.
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Fonte: G1 Tocantins