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Pai de Amy Winehouse é condenado a pagar R$ 6 milhões em disputa sobre venda de objetos da cantora


A cantora Amy Winehouse
Reprodução/YouTube
O pai da cantora britânica Amy Winehouse foi condenado, nesta quarta-feira (29), a pagar 950 mil libras (cerca de 6,4 milhões de reais) a amigas de sua falecida filha, a quem processou, sem sucesso, por terem leiloado roupas e outros objetos da artista.
Mitch Winehouse perdeu, no início deste ano, um processo no Tribunal Superior do Reino Unido contra duas amigas da artista que leiloaram dezenas de peças de roupa e outros pertences da cantora anos após sua morte.
A falecida cantora, famosa por sua característica voz rouca e por alcançar um sucesso meteórico em escala mundial, morreu em julho de 2011 por intoxicação alcoólica, quando tinha apenas 27 anos.
Naomi Parry, ex-estilista da cantora, e sua amiga Catriona Gourlay negaram ter agido de forma desonesta ao leiloar os objetos, que, segundo afirmaram, haviam sido dados ou emprestados por Amy.
O pai da artista alegou que elas não tinham o direito de vender os itens.
Agora no g1
Os 155 objetos leiloados entre 2021 e 2023 incluíam peças de roupa, sapatilhas de balé, bolsas, brincos e produtos de maquiagem que pertenceram à Amy, assim como um vestido que ela usou em sua última turnê, em 2011.
Durante o julgamento, os advogados do autor da ação alegaram que as amigas de Amy Winehouse teriam se aproveitado do fato de que o pai dela esquecia certas coisas ou não se lembrava bem delas para leiloar os pertences da cantora e ficar com o dinheiro obtido, mais de 1,4 milhão de dólares (aproximadamente 7,1 milhões de reais) provenientes das vendas.
A juíza concluiu que as duas mulheres “não esconderam deliberadamente” nenhum dos objetos do pai de Winehouse, que “sempre soube” da intenção de vendê-los e só entrou com ações legais contra elas para obter dinheiro depois que o leilão havia sido concluído.
“O autor decidiu apresentar uma ação intrinsecamente frágil e formular graves acusações infundadas contra as rés”, declarou a juíza Sarah Clarke nesta quarta-feira (29).
“O fato de ele ter feito isso de forma consciente e deliberada contra duas jovens que permaneceram fielmente ao lado de Amy torna sua conduta irrazoável especialmente grave”, acrescentou a magistrada.
Na sentença proferida em abril, a juíza destacou que Amy Winehouse era conhecida por sua “extraordinária generosidade com seus amigos e também com pessoas que mal conhecia”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Fafá de Belém faz registro audiovisual do show dos 50 anos de carreira no Pará em agosto, mês do 70º aniversário


Fafá de Belém grava o show ‘Fafá 50’ em 17 de agosto no Palácio dos Bares, em Belém (BA)
Patrícia Burlamaqui / Divulgação Circo Voador
♫ NOTÍCIA
♬ Prestes a celebrar 70 anos de vida, em 9 de agosto, Fafá de Belém aproveita o mês do aniversário para fazer o registro audiovisual do show com o qual ainda comemora os 50 anos de carreira, completados em 2025.
Ao publicar a agenda nas redes sociais nesta quarta-feira, 29 de julho, a cantora anunciou a gravação ao vivo do show “Fafá 50”, programada para 17 de agosto no Palácio dos Bares, em Belém (PA), terra natal da artista paraense.
Orquestrado sob direção musical do guitarrista Manoel Cordeiro, o show “Fafá 50” já foi apresentado no Circo Voador, no Rio de Janeiro (RJ), em 5 de junho. Foi uma apresentação considerada catártica por quem a assistiu, inclusive por ter sido a primeira vez que Fafá fez um show completo no Circo Voador.
Na ocasião, o roteiro incluiu músicas como “Emoriô” (João Donato e Gilberto Gil, 1975), “Filho da Bahia” (Walter Queiroz, 1975), “Indauê Tupã” (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1975), “Este Rio é minha rua” (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1976), “Pauapixuna” (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1977), “Foi assim” (Paulo André Barata e Ruy Barata, 1977), “Sob medida” (Chico Buarque, 1979), “Sereia” (Lulu Santos e Nelson Motta, 1983), “Meu disfarce” (Chico Roque e Carlos Colla, 1986), “Coração do Agreste” (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1989), “Nuvem de lágrimas” (Paulo Debétio e Paulinho Rezende, 1989) e “Vermelho” (Chico da Silva, 1996), entre outros sucessos dos 50 anos de carreira de Fafá de Belém.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jared Leto nega acusações de abuso: ‘Nunca agredi sexualmente ninguém’


Jared Leto, do Thirty Seconds to Mars, no palco do Lollapalooza 2024
Luiz Franco/g1
Jared Leto nega as acusações de abuso sexual divulgadas nesta semana, em um documentário da BBC. A informação é do Deadline.
“Nunca agredi sexualmente ninguém em toda a minha vida. Estas alegações são absoluta e categoricamente falsas”, disse o músico e ator, em declaração divulgada ao Deadline.
Entenda o caso
Segundo a BBC, quatro mulheres acusaram Jared Leto, ator vencedor do Oscar e vocalista da banda Thirty Seconds to Mars, de conduta sexual criminosa. As supostas infrações teriam ocorrido quando elas eram adolescentes.
Ao todo, dez mulheres deram depoimentos para o documentário da BBC Jared Leto: Hollywood’s Dark Secret (“Jared Leto: O Segredo Sombrio de Hollywood”, sem lançamento em português), e nove delas compartilharam suas histórias publicamente pela primeira vez. Saiba mais.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sem pôr os pés no chão, Ivan Lins se confirma bamba ao seguir a própria cadência no álbum ‘Sambadouro’


Ivan Lins regrava 11 sambas autorais e apresenta o inédito samba ‘Maravilhado’ no álbum ‘Sambadouro’
Barbara Furtado e Dantas Jr. / Divulgação Selo Sesc
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Sambadouro
Artista: Ivan Lins
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Idealizado para festejar os 80 anos de Ivan Lins, completados em 16 de junho de 2025, o álbum “Sambadouro” foi anunciado como um disco nascido da intenção de aproximar o samba do compositor do universo dos pagodes cariocas. O artista chegou a dizer em entrevista que alimentava o sonho de ver os sambas dele tocados como se Ivan morasse em Madureira, bairro do subúrbio carioca, um dos celeiros do samba da cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Entretanto, os três singles que antecederam o lançamento deste 46º álbum do cantor, compositor e pianista carioca – lançados entre fevereiro e junho com as gravações da música-título “Sambadouro” (Ivan Lins, 1992, com letra de Vitor Martins, 1993), de “Diplomação” (Ivan Lins e Celso Viáfora, 2001) e de “Deixa eu dizer” (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, 1973) – sinalizaram que, se a intenção era mesmo aquela, a tentativa seria infrutífera, ainda que “Diplomação” trouxesse Zeca Pagodinho, bamba portelense dos quintais do subúrbio do Rio de Janeiro (RJ).
Nascido e criado na Tijuca, bairro situado em outra latitude da cidade, Ivan Lins sempre compôs samba, gênero recorrente na obra monumental do artista de atuais 81 anos. Basta lembrar que Ivan ganhou projeção nacional em 1970 com um samba, “Madalena”, parceria com Ronaldo Monteiro de Souza amplificada na voz de Elis Regina (1945 – 1982). Só que o samba do compositor sempre seguiu cadência própria, particular, e foi enquadrado no universo da MPB por questão gerancional e por ter influências de bossa nova, soul e jazz.
Sintomaticamente, o álbum “Sambadouro” – gravado em maio de 2025, no estúdio carioca Cia. dos Técnicos, com produção de Marcus Fernando e arranjos de Rafael dos Anjos – chegou ao mercado fonográfico na última sexta-feira, 24 de julho, com discurso que omite a alardeada intenção do artista de se ambientar nos pagodes cariocas.
Melhor assim, pois o samba de Ivan Lins atravessa o Rio ao longo de “Sambadouro” – em conexões com bambas cariocas como Ferrugem (na já mencionada faixa “Deixa eu dizer”), Diogo Nogueira, Mart’nália e Xande de Pilares, além do supracitado Zeca Pagodinho – sem tirar o artista do lugar de honra em que Ivan se situa no panteão da MPB.
Sob o prisma da realocação, a gravação que mais aproxima o samba de Ivan do pagode é “Saravá” Saravá!” (2004), parceria com Martinho da Vila lançada em álbum dedicado por Simone ao cancioneiro de Ivan Lins (“Baiana da gema”) e ora rebobinada por Ivan com Xande de Pilares, bamba do pagode dos anos 1990.
Ivan Lins regrava grandes e pouco conhecidos sambas como ‘Parei contigo’ e ‘Porta entreaberta’ no álbum ‘Sambadouro’
Barbara Furtado e Dantas Jr. / Divulgação Selo Sesc
Em essência, contudo, Ivan Lins não põe os pés no chão e faz do álbum “Sambadouro” um ótimo compilado de sambas da obra, revividos em gravações inéditas.
Como os álbuns mais recentes do cantor surtiram pouco efeito comercial, por conta das guinadas do mercado musical no século XXI, é provável que sambas como “Nosso samba já é um país” (Ivan Lins e Vitor Martins, 2015) e “Prece ao samba” (Ivan Lins e Nei Lopes, 2006) – pérola em tom menor com letra em que o parceiro Nei Lopes dialoga com a “Oração de São Francisco” – soem até como inéditos para ouvidos menos atentos ao desenvolvimento da discografia de Ivan Lins.
De toda forma, a rigor, de inédito mesmo, há somente um entre os 12 sambas do álbum, “Maravilhado”, parceria com Ronaldo Monteiro de Souza que faz jus ao título, soando como maravilha contemporânea. Com batucada aliciante, o samba “Maravilhado” está alocado no fecho do disco, também lançado pelo Selo Sesc no formato físico de CD, convidando o ouvinte a seguir o bloco de Ivan Lins.
Antes de “Maravilhado”, vem outra faixa sobressalente no álbum, “Sou eu” (2009), cujo sentido da letra original do parceiro de Ivan, Chico Buarque, é deliciosamente subvertido ao ser cantado por Mart’nália, artista assumidamente lésbica. E aqui cabe um parêntesis para lembrar que Simone queria lançar o samba, mas Chico deu a primazia para Diogo Nogueira.
Curiosamente, Diogo Nogueira também figura em “Sambadouro” como convidado de Ivan na regravação do samba “Porta entreaberta” (Ivan Lins e Paulo César Pinheiro, 2004), grande samba que merecia a segunda chance que ganhou em “Sambadouro”. Um pouco mais antigo, “É de Deus” (Ivan Lins e Vitor Martins, 1995) desliza macio no salão de uma gafieira, soprado pelos metais.
Vale ressaltar que todos os sete feats do álbum soam apropriados. Uma das vozes mais potentes do pagode dos anos 1990 e único convidado egresso do universo do pagode de São Paulo (SP), Péricles se afina com o anfitrião do álbum no canto suave de “Não tem perdão” (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, 1973), outra joia rara do cancioneiro de Ivan Lins. “Não tem perdão” é composição apresentada na voz sagaz de Leny Andrade (1943 – 2023), cantora vocacionada para cair no samba do compositor.
Com capa que expõe arte criada com inspiração na única foto da casa de Hilária Batista de Almeida (1854 – 1924), a Tia Ciata, matriarca ativista do samba carioca, o álbum “Sambadouro” também traz o bandolinista carioca Hamilton de Holanda, convidado de Ivan Lins no revival de “Parei contigo” (2004), samba que dialoga com os sambas da obra de Baden Powell (1937 – 2000) com Paulo César Pinheiro, parceiro letrista de Ivan nesse samba lançado por Simone no já mencionado álbum “Baiana da gema” (2004). Tudo se afinou na faixa porque o toque enérgico do bandolim de Hamilton simboliza o violão de Baden.
Enfim, seja evocando Baden, seja referenciando Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), farol do compositor desde que o samba é samba, seja tentando uma aproximação com o universo do pagode carioca sem efetivamente pôr os pés no chão, Ivan Lins se confirma bamba no mosaico de sambas do álbum “Sambadouro”.
Capa do álbum ‘Sambadouro’, de Ivan Lins
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Jared Leto é acusado de crimes sexuais por quatro mulheres; casos teriam ocorrido quando elas eram adolescentes


Jared Leto recebe o Oscar de melhor ator coadjuvante por ‘Clube de compras Dallas’
REUTERS/Lucy Nicholson
Aviso: contém detalhes explícitos de supostos crimes sexuais e má conduta, bem como linguagem forte.
Quatro mulheres acusaram Jared Leto, ator vencedor do Oscar e vocalista da banda Thirty Seconds to Mars, de conduta sexual criminosa. As supostas infrações teriam ocorrido quando elas eram adolescentes.
Uma das mulheres afirma ter sofrido abuso sexual no banheiro de um motel quando tinha 17 anos. Outra relata que o astro de Hollywood a ameaçou de abuso sexual quando ela tinha 19 anos e havia ficado inesperadamente sozinha com ele em um quarto de hotel.
Jared Leto posa com o Oscar que venceu em 2014
Getty Images via BBC
Uma terceira descreve ter mantido relações sexuais com o artista na Califórnia quando tinha 17 anos — o que seria classificado como abuso sexual de menor, devido à idade de consentimento. Segundo ela, Leto minimizou uma conversa sobre o fato de a idade de consentimento ser de 18 anos naquele Estado americano.
A quarta mulher afirma ter sido alvo de aliciamento por parte de Leto, dizendo que ele abusou de seu status de celebridade ao fazer repetidas ligações de teor sexualmente explícito para ela quando ela tinha 16 anos. Em pelo menos uma ocasião, ela afirma que ele sugeriu que tivessem relações sexuais.
Posteriormente, foi enviado a ela um acordo de confidencialidade (NDA) para impedi-la de falar sobre sua relação com Leto — documento ao qual a BBC teve acesso. No entanto, ela se recusou a assiná-lo.
Outras quatro mulheres também relatam ter recebido ligações estranhas e, muitas vezes, de cunho sexual de Leto quando eram mais jovens.
Outra mulher conta que, aos 14 anos, ele instruiu um segurança a levá-la aos bastidores de um festival de música após fazer um comentário obsceno sobre os seios dela durante uma sessão de autógrafos. A mãe da jovem confrontou Leto, mas ele teria repetido o comentário.
Ao todo, dez mulheres deram depoimentos para o documentário da BBC Jared Leto: Hollywood’s Dark Secret (Jared Leto: O Segredo Sombrio de Hollywood, sem lançamento em português), e nove delas compartilharam suas histórias publicamente pela primeira vez.
Todas afirmam ter encontrado Leto entre 2002 e 2016, período em que ele tinha entre 30 e pouco mais de 40 anos. Hoje, ele tem 54 anos.
“Isso aconteceu há 25 anos, e ele saiu impune”, diz uma das supostas vítimas.
A BBC corroborou vários dos relatos por meio de amigos e familiares que foram informados sobre os encontros com Leto na época. Em alguns casos, também teve acesso a fotos e mensagens que sustentam as versões apresentadas pelas mulheres.
Dois homens que trabalharam com a banda de Leto por muitos anos também relataram ao documentário o desconforto da equipe em relação à maneira como ele interagia com garotas adolescentes, às vezes convidando-as para os bastidores, para seu camarim ou para a casa onde estava gravando.
“Acho que todo mundo achava a diferença de idade grande demais”, diz um deles.
Apesar das repetidas tentativas de contato, Jared Leto não respondeu às acusações apresentadas a ele pela BBC.
Além de atuar, Leto é o vocalista da banda Thirty Seconds to Mars
J. Shearer/WireImage via BBC
Leto é um ator de destaque desde a década de 1990 e ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2014 por Clube de Compras Dallas. Ele atuou em filmes como Clube da Luta, Blade Runner 2049 e Esquadrão Suicida e, mais recentemente, participou de Mestres do Universo.
Sua banda de rock, Thirty Seconds to Mars, formada em 1998, também conquistou reconhecimento internacional. O grupo fará uma turnê pela Europa continental e pelo Reino Unido na próxima primavera, com shows na O2 Arena, em Londres, e na Co-op Live, em Manchester.
‘Motel encardido e nojento’
Isabel diz que, durante anos, culpou a si mesma depois que Leto a agrediu sexualmente em 2002
BBC
No documentário da BBC, as quatro mulheres que alegam comportamento criminoso do ator — Isabel, Alex, Clara e Etta — descrevem detalhadamente o que dizem ter acontecido em encontros com a estrela.
Agora com 40 anos, Isabel (nome fictício) diz que só recentemente deixou de se culpar pela agressão sexual que, segundo ela, ocorreu em 2002, quando tinha 17 anos.
“Durante a maior parte da minha vida eu via esse evento como se eu fosse uma garota estúpida, e então essa coisa ruim aconteceu.”
Isabel diz que concordou em se encontrar com Leto em seu hotel depois de mostrar ao ator e seus amigos a loja de Las Vegas onde ela trabalhava.
O endereço que lhe deram acabou sendo um “motel imundo e decadente”, mas ela diz que presumiu que os dois iriam para outro lugar.
Isabel conta que estava sentada na cama, esperando Leto se arrumar, quando ele a chamou para o banheiro para que conversassem enquanto ele tomava banho.
“Acho que não trocamos muitas palavras e ele abriu a cortina do chuveiro e começou a me beijar”, afirma no documentário.
Em seguida, segundo ela, Leto pegou sua mão e a usou para se masturbar. Surpresa, a então adolescente diz que se afastou e afirmou que queria ir embora.
Vestindo apenas uma toalha, Leto saiu do banheiro e pareceu verificar se havia alguém por perto, conta ela, antes de deixá-la sair do quarto.
Foi só mais tarde, segundo Isabel, ao pesquisar sobre o ator na internet, que ela percebeu que ele tinha mais de 30 anos.
As acusações contra Leto persistem há décadas. A BBC identificou mais de 120 relatos distintos publicados na internet sobre seu comportamento em relação a mulheres, alguns deles referentes a episódios antigos.
No ano passado, as acusações ganharam força novamente quando a DJ de Los Angeles Allie Teilz publicou nas redes sociais que havia sido agredida pelo ator quando tinha 17 anos. A publicação levou várias outras mulheres a relatarem experiências semelhantes.
Também no ano passado, nove mulheres acusaram Leto de conduta sexual imprópria em uma reportagem do veículo americano Air Mail. Ele negou todas as acusações.
Isabel tinha 17 anos quando conheceu Leto
BBC
‘A idade é apenas um número’
Na década de 2010, o Thirty Seconds to Mars era atração principal em grandes arenas internacionais. Segundo um ex-integrante da equipe da banda, identificado pelo pseudônimo de Brad, a produção ligava para agências de modelos locais para oferecer ingressos VIP gratuitos a modelos femininas.
“Esse [pedido] partiu diretamente de Jared”, afirma ele.
Brad diz que havia um camarim reservado para as modelos e descreve a tarefa de solicitar apenas mulheres como “um pouco desconfortável”.
A ex-modelo Alex afirma que sua agência foi convidada para o show da banda na O2 Arena, em Londres, em 2013. Segundo ela, uma assistente de Leto a convidou para uma festa pós-show na Shoreditch House, no leste da cidade.
Alex tinha 19 anos na época, mas diz que, para se proteger, “sentiu a necessidade” de fingir ser mais jovem quando conheceu Leto.
Ela afirma ter dito a ele que tinha 17 anos e que Leto, então com 41, respondeu: “Idade é só um número, e de qualquer forma, estamos na Europa.”
Embora a bateria de seu celular estivesse acabando e ela se sentisse bêbada, Alex conta que um dos assistentes de Leto a incentivou a ir, mais tarde, a outra festa em um hotel próximo.
“Entrei no quarto do hotel, estava muito escuro, e então vi que só estava ele”, conta no documentário. “Não deveria haver outras pessoas?”
Ela afirma que perguntou se ele tinha um carregador de celular ou dinheiro para que pudesse voltar para casa, mas Leto respondeu negativamente às duas perguntas.
Sem alternativas, Alex diz que cogitou dormir na cadeira do quarto. Mas, quando perguntou a Leto se poderia fazer isso, ela afirma que o astro respondeu que, se dormisse ali, acordaria “com um pau no rabo”.
Segundo Alex, ele repetiu essa frase várias vezes. Foi então que ela percebeu que não estava segura e saiu do quarto. Ela diz que, mais tarde, enviou uma mensagem a uma amiga contando o que havia acontecido.
“Ele estava ameaçando com agressão sexual, você deveria denunciá-lo”, respondeu a amiga.
Alex diz que Leto a ameaçou de agressão sexual depois de ela ter sido atraída para o quarto de hotel dele
BBC
Por muito tempo, Alex diz que tentou ignorar o que aconteceu, mas hoje acredita que o encontro no hotel foi “todo planejado”. “O assistente sabia o que dizer para me atrair para o quarto de hotel dele”, afirmou à BBC.
Brad, ex-integrante da equipe da banda, relata que garotas jovens subiam ao palco com Leto durante as últimas músicas dos shows e que, em seguida, os membros da equipe eram instruídos a convidá-las para os bastidores.
“E ele [Leto] conversava com elas em seu camarim. Eu não saberia dizer o que acontecia depois disso”, disse Brad à BBC.
Outro homem que trabalhou com a banda, identificado pelo pseudônimo de Simon, afirma que, em determinado período, era comum que cerca de duas garotas por dia visitassem Leto em uma casa onde a banda estava trabalhando.
‘Ingênuo e vulnerável’
Uma mulher, a quem chamaremos de Clara, afirma que teve relações sexuais com Leto pela primeira vez quando tinha 17 anos — e ele, 34 —, na casa dele, na Califórnia.
“Ele me disse: ‘Eu gostaria que você me chamasse de papai’. E a ideia era fingir ser uma garotinha ou ‘minha garotinha'”, conta ela à BBC.
Clara afirma que era “muito ingênua e vulnerável” naquela idade e não tinha noção de quão “normal” esse tipo de comportamento poderia parecer em um relacionamento entre adultos.
“Foi só com o passar do tempo que percebi, cada vez mais, o quão assustador aquilo realmente era”, diz ela.
Segundo Clara, um colaborador de Leto, na casa dos 40 anos, aproximou-se dela em nome do músico e conseguiu seu número de telefone nos bastidores de um show do Thirty Seconds to Mars, em 2006.
Clara — à esquerda, com Leto e um amigo — diz que o ator fez sexo com ela quando ela era menor de idade
BBC
Clara diz que se lembra de ter conversado com Leto sobre a idade de consentimento na Califórnia, porque seu pai trabalhava na polícia na época.
“Ele [Leto] simplesmente deu de ombros, como se isso não fosse uma grande preocupação para ele”, afirma.
Segundo Clara, eles voltaram para a casa de Leto e fizeram sexo enquanto sua amiga esperava em outro cômodo. Essa teria sido a primeira de três ou quatro visitas à casa do ator.
Na Califórnia, um adulto que mantém relações sexuais com uma pessoa abaixo da idade de consentimento pode responder criminalmente pelo ato.
“Não existe um homem equilibrado na casa dos 30 anos que olhe para uma adolescente e pense que ela seria uma ótima parceira”, diz Clara.
‘Não havia nada que eu pudesse fazer’
Outra mulher conta à BBC que um encontro com Leto em um festival de música, quando ela tinha 14 anos, fez com que deixasse de frequentar shows.
Taylor diz que conheceu o astro em 2005, na companhia da mãe, após assistir a uma apresentação do Thirty Seconds to Mars.
Segundo ela, a banda havia se oferecido para encontrar fãs e dar autógrafos. A adolescente estendeu a camiseta que vestia para que Leto a assinasse no braço ou na altura da barriga.
“Em vez disso, ele escolheu assinar minha camiseta sobre os meus seios e me disse: ‘você tem um belo par de peitos'”, conta Taylor no documentário.
Taylor diz que Leto fez um comentário de cunho sexual para ela quando ela tinha 14 anos
BBC
“Ele pediu ao segurança que me levasse aos bastidores, sem nem me perguntar se eu queria ir”, continua ela.
Segundo Taylor, seria “muito óbvio” que ela era adolescente, já que era muito baixa e usava aparelho nos dentes na época.
Ela afirma que sua mãe testemunhou o ocorrido e confrontou Leto. “Ele olhou para ela e disse: ‘ainda são belos seios’. Ele simplesmente não se importou”, conta Taylor.
Segundo ela, o encontro “realmente mudou” sua vida. “Não havia nada que eu pudesse fazer sobre o que aconteceu comigo.”
Aos 14 anos, Taylor diz que era muito baixinha e usava aparelho nos dentes
BBC
Telefonemas de cunho sexual com adolescentes
Etta — nome fictício — é uma das cinco mulheres que relataram à BBC ter recebido de Leto telefonemas estranhos e, muitas vezes, de cunho sexual. Quatro delas eram adolescentes na época.
Etta, então com 16 anos, conheceu Leto em 2014, quando foi com a mãe a uma agência de modelos em Los Angeles.
Segundo ela, o astro demonstrou interesse em sua ambição de se tornar modelo e pediu seu e-mail para convidá-la, junto com a mãe, para sua festa do Oscar.
“Ele me enviou um e-mail e, muito rapidamente, a conversa evoluiu para algo sexual por telefone”, conta no documentário.
Segundo Etta, Leto sabia que ela tinha 16 anos e fazia perguntas como: “Você é virgem? Você tem alguma fantasia sexual específica?”. Além de outras perguntas mais explícitas. “Pelo menos uma vez, ele mencionou a possibilidade de transarmos”, recorda.
Etta diz que se sentia “nervosa”, “ansiosa” e “desconfortável”, mas que, naquela idade, tinha dificuldade em estabelecer limites e dizer não.
Etta diz que Leto pediu seu endereço de e-mail e rapidamente começou a fazer ligações de cunho sexual para ela
BBC
Ela conta que Leto perguntou se poderia passar seu número de telefone a um amigo, sugerindo que ele poderia ajudá-la na carreira de modelo. Etta concordou.
Depois, esse amigo, a quem ela conhecia como “Christian”, passou a ligar com frequência convidando-a para participar de filmes pornôs e dizendo que não importava o fato de ela ser menor de idade, relata Etta.
Segundo ela, tanto “Christian” quanto Leto faziam perguntas explícitas e semelhantes. Etta acrescenta que “não se surpreenderia” se os dois fossem a mesma pessoa.
Outras duas das cinco mulheres que afirmam ter recebido telefonemas parecidos de Leto dizem que também foram contatadas por outros homens na mesma época. Assim como Etta, elas acreditam que esses homens poderiam ser Leto interpretando personagens.
Etta conta que, em 2016, recebeu uma ligação de Leto na qual ele disse que seu advogado queria lhe enviar um acordo de confidencialidade (NDA). Segundo ela, Leto afirmou que o advogado estava preocupado com seus relacionamentos com mulheres.
Ela relata que Leto “riu” da situação, como se fosse algo engraçado.
Etta não assinou o acordo de confidencialidade — documento ao qual a BBC teve acesso, juntamente com as mensagens de texto e as trocas de e-mails relacionadas.
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Fonte: G1 Entretenimento

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BTS desiste do Grammy e decide não participar da premiação em 2027


A boy band de K‑pop BTS se apresenta no palco durante um show de retorno na Praça Gwanghwamun, em 21 de março de 2026, em Seul, na Coreia do Sul.
Kim Min‑Hee/Pool via REUTERS
O BTS anunciou nesta quarta-feira (29) que não irá disputar o Grammy 2027. Neste ano, a premiação criou a categoria “Melhor Performance de Música Pop Asiática”, e o grupo de K-pop se posicionou contra essa divisão.
“Decidimos não inscrever nossa música no Grammy este ano. Esperamos que a música possa ser ouvida e receber amor por si só, sem ser dividida por região ou idioma. Agradecemos aos ARMYs e a todos que estão sempre conosco”, diz o comunicado compartilhado nos perfis dos integrantes do grupo.
BTS desiste do Grammy e decide não participar da premiação em 2027
Reprodução/Instagram
Grammy anuncia novas categorias
O Grammy anunciou em 16 de junho a criação de cinco novas categorias que valerão a partir da 69ª edição, agendada para 7 de fevereiro de 2027.
Entre as novidades apresentadas, a introdução da categoria “Melhor Música Latina” estabeleceu um critério técnico que deixa o mercado fonográfico brasileiro praticamente de fora da disputa principal.
Isso porque, de acordo com o novo regulamento, o prêmio é destinado exclusivamente a compositores de obras inéditas escritas predominantemente em espanhol, exigindo que, no mínimo, 51% da letra esteja nesse idioma.
Novas categorias:
“Melhor Performance de Música Pop Asiática” (voltada a gêneros como K-pop, J-pop e C-pop);
“Melhor Colaboração ou Performance em Dupla/Grupo de R&B”;
“Melhor Performance Vocal Pop Tradicional”;
“Melhor Álbum de Música Folclórica Tradicional”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Morre Glen Hansard, vencedor do Oscar pelo filme ‘Once’, em acidente de moto


Glen Hansard apresenta “Falling Slowly” durante cerimônia do Oscar, em 2008
REUTERS/Gary Hershorn/Arquivo
O músico irlandês Glen Hansard, vencedor do Oscar pelo filme “Once”, morreu em acidente de moto na Irlanda, segundo a emissora de rádio Newstalk. Ele tinha 56 anos.
O artista levou para casa o Oscar de Melhor Canção Original em 2008 com “Falling Slowly”, composta e interpretada ao lado da cantora e pianista tcheca Markéta Irglová. A música se tornou um dos maiores sucessos do cinema independente e ajudou a transformar o longa em um fenômeno mundial.
Nascido em 21 de abril de 1970, em Dublin, Hansard começou a tocar ainda jovem nas ruas da capital irlandesa, depois de abandonar a escola aos 13 anos. A experiência como músico de rua marcou seu estilo e se tornou uma das principais influências de sua carreira.
Em 1990, fundou a banda de rock The Frames, da qual foi vocalista e guitarrista. O grupo se consolidou como um dos principais nomes do rock irlandês contemporâneo.
Anos depois, Hansard iniciou uma parceria artística com Markéta Irglová. Em 2006, os dois lançaram o álbum “The Swell Season”, que deu origem à dupla de folk rock de mesmo nome.
Sucesso com ‘Once’
O reconhecimento internacional veio com o filme “Once”, lançado em 2007. No longa, Hansard interpreta um músico de rua em Dublin que conhece uma imigrante tcheca, vivida por Irglová. Além de protagonizarem a história, os dois também compuseram e interpretaram as músicas da trilha sonora.
A principal delas, “Falling Slowly”, venceu o Oscar de Melhor Canção Original em 2008. Com isso, Hansard se tornou o primeiro irlandês a conquistar a estatueta nessa categoria.
Uma das cenas mais lembradas do filme mostra os personagens tocando a música juntos em uma loja de instrumentos musicais de Dublin, com Hansard na guitarra e Irglová ao piano.
Carreira no cinema e na televisão
Antes de “Once”, Hansard já havia atuado no cinema ao interpretar o guitarrista Outspan Foster em “The Commitments – Loucos pela Fama” (1991).
Ele também participou do filme “Sing Street” (2016), trabalhou como compositor de trilhas sonoras e apresentou, em 2003, o programa musical “Other Voices: Songs from a Room”, da emissora pública irlandesa RTÉ.
Ao longo da carreira, Hansard transitou entre o indie folk, o rock independente e a música tradicional irlandesa, mantendo como marca registrada as composições intimistas e a influência de seus anos como músico de rua. Sua trajetória fez dele um dos artistas irlandeses mais reconhecidos de sua geração.
* Com informações da Agência Reuters

Fonte: G1 Entretenimento

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DJ francês Kavinsky, autor de ‘Nightcall’, morre aos 50 anos


DJ francês Kavinsky
THIBAUD MORITZ / AFP
O DJ Kavinsky, uma das figuras emblemáticas da cena electro francesa, foi encontrado morto em sua casa em Paris, informou nesta quarta-feira (29) à AFP o Ministério Público, que abriu uma investigação para determinar as causas do falecimento.
O artista emblemático do movimento ‘French Touch’, cujo verdadeiro nome era Vincent Belorgey, completaria 51 anos em 31 de julho. Segundo o jornal Le Parisien, que revelou a notícia da morte, o corpo de Kavinsky foi encontrado na noite de terça-feira.
O MP informou a abertura de uma “investigação para determinar as causas da morte”, já que as primeiras equipes de emergência não encontraram “nada suspeito” na residência.
“Com o desaparecimento repentino de Kavinsky, a França perde uma de suas vozes mais singulares. Do filme ‘Drive’ aos Jogos Olímpicos de Paris, o mundo inteiro vibrou com ‘Nightcall'”, escreveu na rede social X a ministra da Cultura, Catherine Pégard.
Pianista autodidata nascido na região de Paris, Kavinsky iniciou a carreira no começo dos anos 2000 como artista de abertura de outros nomes da cena electro francesa, como a dupla Daft Punk.
Sua canção mais conhecida, ‘Nightcall’, foi interpretada pelo grupo Phoenix e pela cantora belga Angèle durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Na gravação original, a brasileira Lovefoxxx interpreta a canção.
A faixa, um hit de synthwave de clima sombrio e andamento desacelerado, fez parte da trilha sonora de “Drive”, o aclamado thriller de Nicolas Winding Refn, protagonizado por Ryan Gosling.
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Jão diz adorar que duvidem dele: ‘Toda pessoa LGBT tem essa força de querer provar o contrário’


‘Toda pessoa LGBT tem essa força de querer provar o contrário para as pessoas’, diz Jão
De volta após um hiato de mais de um ano, Jão lançou neste domingo (26) o disco “Memórias Póstumas”. Nas músicas, ele versa sobre o luto pelo pai, que morreu em junho de 2025, e o amor romântico, com composições intimistas.
Apesar do tom mais pessoal, “Memórias Póstumas” já veio com proporções épicas: teve comercial no intervalo da novela em horário nobre, audição grandiosa no Vale do Anhangabaú, em São Paulo… e até videoclipe gravado no MASP.
Jão fala sobre morte inesperada do pai: ‘Achava que ia receber sinais divinos, mas foi em um dia comum’
No texto em que anunciava o hiato, Jão escreveu que deixou a vida pessoal um pouco de lado “porque estava muito obcecado em se tornar alguém”. Por isso, não seria estranho se ele voltasse mais intimista, menos ambicioso. Mas Jão conta que não é o caso.
“A minha ambição vem 100% do meu pai. Foi injetada em mim pelo meu pai. Ele era a pessoa que eu mais gostava de receber a aprovação das coisas quando ele gostava era porque realmente aquilo valia a pena para mim (…). Eu continuo sempre querendo ter uma próxima chance. E eu acho que essa para mim é a definição do que eu quero pra minha vida. Se eu fracassar ou se eu suceder, o que eu mais quero poder ter mais uma chance de fazer o trabalho que eu faço, porque é uma sorte muito grande”, contou ao g1.
Ter ideias em grandes proporções já virou uma marca do artista: goste ou não, é preciso reconhecer que Jão não pretende fazer nada minimalista. “Eu levo meu trabalho muito a sério”, brinca.
“Obviamente a gente trabalha muito (…), a gente batalha muito pelas coisas, mas eu não consigo negar o quão isso é uma sorte, o quão isso é uma confluência de coisas que você não controla. Você cantar para 50 e poucas mil pessoas olhando para você e cantando com você e realmente entendendo o que você tá dizendo. É uma coisa quase não humana. E eu quero honrar isso acontecendo na minha vida, sabe, eu quero continuar fazendo”.
Jão em sessão de fotos do disco ‘Memórias Póstumas’
Divulgação/Hugo Comte
Relação com as críticas
Assim como outros artistas pop, Jão não é imune a críticas. Assim que o disco foi anunciado, já gerou comparações — até as flores nas fotografias do disco foram comparadas à capa do álbum “Petal”, de Ariana Grande.
Diante disso, ele poderia ignorar ou prestar atenção ao que é dito sobre ele. Jão diz que prefere a segunda opção: “Eu sou muito responsivo à crítica”, explica.
“Eu sou uma pessoa muito aberta à crítica e eu trabalho com pessoas e eu acho que o que me faz continuar é que eu sou muito pé no chão. Então, o que as pessoas me criticam, eu já me critiquei dentro da minha cabeça milhares e milhares de vezes”.
“Eu acho que toda pessoa LGBT tem essa força de querer provar o contrário pras pessoas. Então, uma das forças que mais me movem, eu amo que as pessoas duvidem de mim, eu amo que elas me comparem, eu amo que elas me reneguem, porque é uma força motora muito grande para poder provar o contrário. E eu acho que é uma coisa que eu tenho conseguido fazer”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cauã Reymond define ‘Jogada de Risco’ como ‘o proibidão do futebol’: ‘Envolve sexo, noitada, doping…’


“É o proibidão do futebol”: Cauã Reymond fala sobre cenas de sexo em “Jogada de Risco
As cenas de sexo de “Jogada de Risco” dominaram as conversas nas redes sociais desde a estreia da série, na quinta-feira (23), no Globoplay. A produção aborda os bastidores do futebol e acompanha tramas de personagens envolvendo negociações milionárias, relações de poder, ética, homossexualidade, saúde mental, bets, entre outros temas.
Mas os primeiros minutos do primeiro episódio, envolvendo cenas de nudez e até o uso de uma cintaralha (cinta peniana), foram muito mais comentados do que, por exemplo, a imagem de Maurício, personagem de Cauã Reymond, prestes a ser arremessado do alto de um estádio.
Para Cauã, que além de atuar é responsável pela idealização do projeto, essa resposta não foi inesperada.
“A série foi vendida nesse lugar também. Ela é o proibidão do futebol. E o proibidão envolve sexo, né? Envolve festa, noitada, doping, situações delicadas. Esse era o objetivo desde o começo. A série foi inspirada na realidade, não em fatos reais”, conta o ator em entrevista ao g1.
“Desde o começo, a ideia era retratar o futebol, não no lugar de elogio ou de sonho, mas dentro do que a gente tem curiosidade de saber, que são essas festas, de como são esses rolês, as coisas que a gente ouve falar.”
Cauã Reymond como Maurício em “Jogada de Risco”
Fábio Rocha/Divulgação
Para chegar aos temas, Cauã fez um processo de pesquisa profunda inspirada no roteirista Aaron Sorkin. O ator conversou com agentes, técnicos, dirigentes, assessores de imprensa, jogadores, ex-jogadores e jornalistas.
Questionado se ficou chocado com algum caso que teve conhecimento, ele nega.
“Sou um homem maduro, tenho mais de duas décadas de carreira e de vida. Foi uma confirmação, um: ‘ah então é assim que acontece, é desse jeito que se desdobra’. Teve um ou dois assuntos que eu falei: ‘sério, isso acontece?’.”
Cauã conta que, ao longo da pesquisa, construiu uma relação de muita confiança com suas fontes. E que, em certo momento, pediu para que não fossem revelados os nomes dos personagens da vida real.
“Num certo momento, eu falava assim: ‘eu não quero mais saber o nome do Santo, só me conta o milagre’.”
Cena criada por Cauã encontrou eco na realidade
Bruna Griphao é Daniele em “Jogada de Risco”
Globo/ Estevam Avellar
Uma das cenas mais comentadas do primeiro episódio não foi descoberta de pesquisa, mas criada pelo próprio Cauã. Nela, a garota de programa Daniele, interpretada por Bruna Griphao, contracena com o jogador Luan, papel de Juan Paiva.
“A cena da cintaralha. Isso é uma ideia minha. Quando eu pensei nela, eu queria alguma coisa que impactasse o público e que instigasse”, conta o ator.
Ele ainda afirmou que, embora não tenha ouvido nenhum relato sobre o tema ao longo das pesquisas, descobriu nos bastidores da gravação que a cena se encaixava em seu padrão de produção de contar histórias com base na realidade.
“Uma pessoa que estava ali filmando um dos nossos atores falou que sabia exatamente de um ou dois jogadores que tinham esse hábito. E sem julgamento nenhum. Esse era um objetivo: trazer algo marcante. E que eu descobri no set que não era minha invenção. Era uma coisa até bem mais comum do que eu imaginava.”
Terapia em cena?
Cauã Reymond e Mariana Sena na festa de lançamento de “Jogada de Risco”
Bob Paulino
Uma das tramas de “Jogada de Risco” envolve a relação conturbada entre Maurício (Cauã) e o pai, Valdemar (Marcos Frota). Há alguns anos, o ator revelou, em entrevista, que por morar em cidade diferente do pai, sentia falta da presença física dele. Questionado se a série foi espaço para terapia quando o assunto era relação paterna, Cauã nega.
“Nunca faço terapia [em cena], faço terapia antes. No analista mesmo. E cada vez num valor mais alto.”
“Eu acho que o trabalho artístico serve para você, claro, se aproximar das suas emoções. E a análise, para mim, serve muito num lugar de entender onde eu tenho proximidade ou não com esse personagem. Mas o lugar onde eu acho que acontece uma terapia do personagem, e que é muito importante para mim já há uns bons 15 anos, é com o preparador de elenco.”
O ator diz que, foi fazendo este trabalho de preparação que aprendeu a chegar o mais seguro possível no set.
Como nasceu ‘Jogada de Risco’?
Cena de “Jogada de Risco”
Reprodução/Globo
Lançada em 23 de setembro, “Jogada de Risco” tem Cauã como idealizador e roteirista. Ele assina a criação da obra com Thiago Dottori e Sofia Maria. Bruno Safadi assina a direção do projeto e, Isabela Bellenzani, a produção. A supervisão de texto é de Lucas Paraizo. A série ganhará 2 novos episódios a cada quinta-feira (somando 8 no total) até 13 de agosto.
Cauã teve a ideia da produção há pouco mais de 6 anos ao assistir “Ballers”, com Dwayne Johnson ‘The Rock’ como protagonista. A série acompanha a vida de jogadores da Liga Nacional de Futebol Americano fora do campo.
“Eu acho super distante do nosso universo, mas ali me deu um clique. ‘E como seria falar sobre os bastidores do futebol?’. Eu tô acostumado às pessoas terem muita curiosidade sobre a minha vida, a vida de artistas, de cantores, etc.. E eu também sempre tive muita curiosidade no que acontece nesse universo de transação, nas festas, de lesão, dos bastidores dos atletas”, conta.
A partir do momento em que teve a ideia, Cauã começou a colocar o projeto em prática.
“Eu sou bem objetivo e pragmático nesse sentido, até para entender se isso vai ter futuro ou não. Há muito tempo venho batalhando e desenvolvendo o projeto, então sou um cara que coloca a mão na massa assim. Por isso que eu durmo tão pouco.”
A ausência de horas de sono segue sendo uma questão para a Cauã mesmo após a estreia, com a série sendo conhecida e comentada pelo público.
“Eu acho que alguma parte do meu cérebro tá ligado e não desliga, porque tem uma excitação, tem lugar de alívio, de que o filho nasceu, nasceu com saúde e a gente vem recebendo elogios.”
Fim da atuação?
O ator Cauã Reymond em cena do filme brasileiro “A Viagem de Pedro”
Divulgação
Com “Jogada de Risco”, Cauã fez sua estreia como idealizador e roteirista. No currículo, ele já tinha o posto de produtor desde 2008, quando assinou “Se nada mais der certo”, de José Eduardo Belmont, como produtor associado.
Mas, apesar de ocupar cada vez mais posições nos bastidores, Cauã garante que não pretende pendurar as chuteiras como ator.
“Nunca. Eu tenho hoje um trabalho como empreendedor, como empresário, e agora como produtor de uma forma mais sólida. Mas a atuação é um lugar que eu amo, é um lugar necessário. Não era um sonho de infância, eu era atleta. E me sinto muito grato porque fui escolhido pela profissão.”
“Eu gosto muito do trabalho, de estar no set, de poder encarar um Tony Ramos como parceiro de cena, uma Fernandona, uma Mariana Sena, uma Letícia Colin, um Ricardo Teodoro, que eu sou fã.”
Cauã boleiro?
Cauã Reymond como Jorginho em “Avenida Brasil”
Rede Globo / Alex Carvalho
Apaixonado por jiu-jitsu e surf, Cauã conta que o futebol nunca esteve presente em sua casa ou rotina.
“Eu sempre joguei bola mal. Para fazer o Jorginho lá em ‘Avenida Brasil’, eu fiz muita aula”, revela, o ator, que ainda relembrou os tempos de formação de time na infância.
“Eu era o último a ser escolhido. E muitas vezes não era. Eu era aquele cara que olhavam, tinha um cara passando… Aí quando não tinha ninguém, falavam, Cauã, vai pro gol. E eu ia pro gol.”
“Na escola, eu era o contrário do que é ser popular. Isso realmente contava, tinha um peso para as meninas, né? Mas olha, eu dei sorte, porque depois eu joguei basquete direitinho, então o trauma não foi tão grande assim.”
Cauã Reymond (Maurício) com Mariana Sena (Cris) e em “Jogada de Risco”
Globo/Manoella Mello

Fonte: G1 Entretenimento