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Biquíni, 80 anos: como traje batizado por causa de bomba nuclear se tornou símbolo de brasilidade


Biquíni, 80 anos: como traje batizado por causa de bomba nuclear se tornou símbolo de brasilidade
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Como uma boa história de impacto global, a do biquíni tem ingredientes de várias partes do mundo.
Pensando apenas na sua criação e na sua consolidação inicial podemos citar a França, onde nasceu; as Ilhas Marshall, de onde pegou emprestado o nome; os Estados Unidos, cuja cultura pop o disseminou; o Brasil — país que acabou virando o habitat natural para a peça, principalmente graças às praias e à imagem do Rio de Janeiro e a Alemanha, onde nasceu a mulher pioneira na introdução da peça de vestuário no Brasil.
A sacada foi de um engenheiro mecânico francês de 50 anos que acabava de fazer uma inusitada mudança de carreira — deixava o ramo automobilístico para assumir a empresa de lingeries da mãe.
Trata-se de Louis Réard (1896-1984). Em julho de 1946, ele lançou um item que seria revolucionário para a moda mundial: uma roupa de praia feminina em duas peças, mais parecido com uma calcinha e um sutiã do que com os recatados maiôs que se usavam na época.
“No lançamento, ele foi apresentado como o menor maiô do mundo”, conta a designer de moda e historiadora Simone Ferreira de Albuquerque, professora na Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Embora trajes de banho de duas peças já existissem, Réard reduziu ainda mais a quantidade de tecido, deixando o umbigo à mostra pela primeira vez.
Catorze anos antes do lançamento, o estilista francês Jacques Heim (1899-1967) havia tentado emplacar um maiô de duas peças semelhante, que ele chamou de átomo, em alusão às dimensões diminutas, mas não teve aderência nas clientes, resistentes a exibir as barriguinhas e os umbigos em público.
Autora do livro Marketing de Luxo Contemporâneo e professora de moda na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a consultora Maya Mattiazzo também conta que existem registros semelhantes desde a Antiguidade, com mulheres “usando peças semelhantes a um top e uma calcinha”, só que diferentes dos biquínis modernos.
Mas foi mesmo o modelo de Réard que conseguiu “romper com os padrões morais da época”, explica a jornalista especializada em moda Andreia Meneguete, professora e coordenadora acadêmica do hub de moda da ESPM.
Louis Réard era um engenheiro mecânico francês que deixou o ramo automobilístico para assumir a empresa de lingeries da mãe
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E, se as notícias da época eram sobre testes nucleares que os Estados Unidos faziam no Atol de Bikini, nas Ilhas Marshall — em pleno Oceano Pacífico —, Réard decidiu que a invenção, bombástica que era, assumiria o mesmo nome.
Nenhuma modelo profissional topou trajar a novidade e aparecer seminua em público. Réard contratou então a dançarina Micheline Bernardini, que fazia shows eróticos no Casino de Paris, na França, e tinha de 18 para 19 anos.
Ela entraria para a história após se exibir vestindo o biquíni criado por Réard na piscina pública parisiense Molitor.
Mas essa história não é simples assim nem termina aí.
Micheline Bernardini entrou para a história ao se exibir vestindo o biquíni criado por Réard
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Uma bomba na sociedade
“O biquíni já nasceu carregando um discurso de ruptura”, comenta a professora Meneguete, da ESPM.
“Não era apenas um novo traje de banho. Era uma provocação aos costumes, aos códigos de moralidade e à forma como o corpo feminino era regulado socialmente.”
A nova peça foi logo considerada escandalosa por setores religiosos, autoridades públicas e parte da imprensa.
“Em diversos países europeus, seu uso foi restringido ou proibido em praias públicas, e durante vários anos ele permaneceu associado à ousadia e à transgressão”, explica Nadja Pimentel, educadora e técnica do ateliê do núcleo de moda da Universidade Anhembi Morumbi.
Até o papa se incomodou. Em 1951, a modelo sueca Kerstin Håkansson (1929-2024) venceu o concurso Miss Mundo, em sua primeira edição. Ela foi coroada trajando o minúsculo traje de banho.
O sumo pontífice da época, Pio 12 (1876-1958), condenou: chamou o biquíni de “pecaminoso” e contrário aos padrões cristãos de modéstia.
Há também registros de policiais multando moças que trajavam biquínis em praias italianas até o fim dos anos 1950.
Apesar da resistência, Réard conseguiu causar um estrondo na moda, impulsionado pelo marketing e por um contexto revolucionário favorável no pós-Segunda Guerra.
Se chocou conservadores, o biquíni foi caindo aos poucos nas graças de celebridades.
Nos anos 1950, atrizes como Brigitte Bardot (1935-2025) passaram a ser vistas e fotografadas de biquíni em praias da Riviera Francesa.
A atriz marcou a história do cinema ao aparecer de biquíni no filme E Deus Criou a Mulher, produção de 1956 que sofreu com a censura em diversos países. A atriz suíça Ursula Andress, com seu biquíni branco no filme 007 Contra o Satânico Dr. No, de 1962, é outro ponto importante dessa história
“Na década de 1960, com a revolução sexual, o cinema e a cultura pop, o biquíni deixou de ser visto apenas como escândalo para se tornar símbolo de liberdade”, diz Meneguete.
Pio 12 chamou biquíni usado pela modelo sueca Kerstin Håkansson — a primeira Miss Mundo — de “pecaminoso”
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A chegada ao Brasil
Quando chegou ao Brasil, o biquíni encontrou nas praias locais o terreno mais adequado para fincar raízes e logo tornou-se símbolo nacional.
A partir das décadas de 1950 e 1960, atrizes, vedetes dos teatros de revista, modelos e musas das praias cariocas ajudaram a popularizar a peça, explica o historiador Marcos Valer.
Entre elas, estavam atrizes como Carmem Verônica e Angelita Martinez (1931-1980), que causavam furor e disputavam as atenções nas areias de Copacabana ao aparecerem de biquíni.
“Frequentemente fotografadas nas praias de Copacabana, elas deram grande visibilidade ao biquíni e contribuíram para sua popularização entre as brasileiras. A partir daí o traje deixou de ser uma curiosidade isolada para se tornar um elemento cada vez mais presente na cultura de praia do país”, afirma a designer de moda Nadja Pimentel.
Outra que popularizou a peça foi a modelo Marta Rocha (1932-2020), que usou um traje em duas peças durante o certame que a elegeria Miss Brasil em 1954.
Também não podemos não mencionar pioneiras famosas como a atriz Leila Diniz (1945-1972), que desafiou o moralismo ao aparecer grávida na praia de biquíni, e a ex-modelo e empresária Helô Pinheiro, eternizada como a “garota de Ipanema”.
Antes delas, porém, uma mulher já havia sido registrada usando biquíni no Brasil.
Alemã que se estabeleceu no Rio de Janeiro nos anos 1930 fugindo do nazismo, a estilista e pintora Erna Miriam Etz Kaufmann (1914-2010) costumava trajar um maiô em duas peças, maior que os biquínis, confeccionado por ela própria em seus banhos de mar no Arpoador antes mesmo da criação moderna de Réard.
A professora Simone de Albuquerque conta que ela adotou o traje porque sua mãe dizia que grávidas precisavam tomar sol no umbigo.
No livro O Biquíni Made In Brazil, a jornalista Lilian Pacce situa Kaufmann usando a peça concebida na França pela primeira vez no Rio em 1948.
Mas por que o biquíni encontrou terreno tão fértil a ponto de virar símbolo no Brasil?
“Essa associação foi construída por uma combinação de fatores: o clima tropical, o estilo de vida praiano, a projeção internacional da moda de praia brasileira e a ampla difusão dessa imagem pelo turismo, pelo cinema, pela televisão e pela publicidade”, explica Pimentel.
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A professora Meneguete explica que o biquíni também ressaltou a ideia brasileira de corpo menos rígida do que em outras culturas.
Mas a chegada no país também não veio sem polêmicas.
Em 1961, o então presidente Jânio Quadros (1917-1992) também engrossou o cerco moralista à peça na esteira de suas políticas conservadoras. Ele chegou a proibir o biquíni em espaços públicos e vetou seu uso em concursos de beleza.
“A proibição revela um paradoxo da época: enquanto o biquíni se popularizava nas praias e se tornava símbolo de modernidade e liberdade feminina, o Estado ainda tentava controlar a exposição do corpo e impor determinados padrões morais à sociedade”, comenta o historiador Marcos Valer.
A historiadora Maíra Rosin, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), lembra que esse impacto inicial é decorrente também da transformação das praias enquanto espaço público. Até o início do século passado, banhar-se no mar não era visto como lazer, mas como atividade terapêutica.
“Quando se começou a ir a praia [como diversão] as pessoas vão de forma mais contida. Até os trajes masculinos eram mais fechados”, lembra Rosin, que pesquisa o relação de mulheres com o espaço urbano .
“E aí essas duas peças do biquíni, lembrando uma roupa de baixo, uma lingerie, isso causou um furor enorme.”
Até a chegada do biquíni, os maiôs dominavam as praias do Rio de Janeiro (a foto foi tirada em 1946)
Acervo Rafael Cosme
Liberdade ou sexualização do corpo feminino?
Mas se significou um afronta das mulheres contra conservadores, o biquíni também trava, desde o início, uma batalha entre liberdade e sexualização do corpo feminino, segundo especialistas.
Do lado da autonomia, Pimentel ressalta que, para muitas mulheres, “vestir um biquíni representa a liberdade de ocupar espaços públicos, exercer escolhas sobre o próprio corpo e expressar sua identidade sem que isso seja interpretado como um julgamento moral”.
Por outro lado, “essa mesma imagem foi apropriada internacionalmente para construir um estereótipo da mulher brasileira excessivamente sensualizada. Em muitos momentos, o corpo feminino passou a representar uma espécie de cartão-postal do país, reduzindo a diversidade das mulheres brasileiras a uma única narrativa”, completa Meneguete.
Maíra Rosin também vê o item, desde o início, no centro de uma narrativa entre autonomia e controle dos corpos femininos.
“O biquíni pode ser ao mesmo tempo libertador e problemático. Dá a ideia de que a mulher pode vestir o que ela quiser, claro. Mas também carrega em si o controle do corpo feminino”, argumenta.
A especialista Andreia Meneguete diz que o Brasil não só adotou o biquíni como o reinventou
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Mas a historiadora ressalta que o discurso contemporâneo permite hoje uma análise mais adequada sobre o papel da peça.
“O biquíni pode ser lido de várias formas, dependendo do contexto social e político. Hoje há muitas campanhas enfatizando que o seu corpo de praia é o seu próprio corpo. Podemos pensar dessa forma e não como o biquíni enquanto símbolo de mulher brasileira gostosa”, explica.
Biquíni se tornou um ícone de brasilidade — tanto no país como no resto do mundo
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O biquíni na moda, década a década
Nesses 80 anos, o biquíni passou por muitas mudanças, e muito por conta do Brasil.
A especialista Meneguete diz que o país não só adotou o biquíni como o reinventou. Sobretudo após os anos 1970, “com modelagens próprias, cortes menores e uma estética que influenciou o mundo”.
Para Mattiazzo, essa primazia mundial se explica pela relação que o brasileiro tem com a praia.
“Em muitos países, é um espaço sazonal. Aqui, faz parte do cotidiano”, define.
O biquíni, neste cenário, reina inconteste.
“E, no mundo da moda, poucas peças conseguiram se manter relevantes por 80 anos”, celebra a professora Mattiazzo.
A partir de um questionamento da BBC News Brasil, a professora definiu as principais fases que marcam a evolução do biquíni ao longo dessas oito décadas.
Da criação até a virada dos anos 1950
A época do “escândalo, principalmente por expor o umbigo feminino”, e “um marco simbólico muito importante, já que o umbigo estava associado ao erótico”.
A criação do biquíni foi “um escândalo, principalmente por expor o umbigo feminino”, diz a professora Maya Mattiazzo
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Anos 1950
Era o biquíni das pin-ups, as estrelas de Hollywood com estética sensual que ajudaram a popularizar o item. “As modelagens eram grandes e cobriam boa parte dos quadris, valorizando uma silhueta bem feminina”, contextualiza.
Anos 1960
Década marcada pela revolução sexual e a liberalização dos costumes.
O biquíni evoluiu para representar melhor a mentalidade daquele tempo. É quando, lembra Mattiazzo, surgiram ideias mais ousadas ainda, como o monoquíni, idealizado pelo estilista austríaco Rudi Gernreich (1922-1985), que eliminava a parte de cima, deixando os seios à mostra. Também são desse período os modelos extremamente cavados conhecidos como “fio-dental”.
Anos 1970
Mattiazzo conta que a década ficou marcada pela “expressão por meio do corpo”, com o Brasil se posicionando como um influenciador efetivo da moda-praia. “As laterais [do biquíni] diminuem, o bronzeado se torna parte da estética da praia e o Rio de Janeiro se consolida como palco dessa narrativa”, diz.
Anos 1980
Nesta década, inventaram o estilo chamado de “asa-delta”. “Com as laterais super altas e modelagem bem cavada, o modelo cria um efeito visual de alongar a silhueta”, explica. “Se espalhou pelo mundo e, algumas décadas depois, é visto nas passarelas internacionais.”
Fim do século 20
Uma nova maneira de culto ao corpo. “Foi um período com estética mais minimalista dominando a moda, se contrapondo aos exageros da década anterior. Os biquínis ficaram mais simples. O corpo começava a ser visto como um projeto pessoal”, esclarece a professora.
Os anos 2000
Começaram com o chamado “biquíni brasileiro” sendo encarado como uma categoria, o suprassumo do segmento, a referência global. E, pontua Mattiazzo, essas modelagens menores, com amarrações laterais e cortes mais cavados se tornaram item de exportação, valorizado em países europeus e nos Estados Unidos.
Anos 2010
Temos a diversidade dos corpos [sendo destacada]”, diz a especialista. “A sociedade debate temas como: inclusão, representatividade, diversidade de corpos e perfis de mulheres. O mercado começa a reconhecer que não existe apenas um corpo para usar biquíni. E entram em pauta assuntos como conforto”, ressalta.
E agora? Para Mattiazzo, vivemos a era da liberdade e da consciência, com múltiplos cenários. “O resort, o esportivo, a valorização do artesanal, a variedade de tecidos… Fica mais difícil apontar uma estética que o defina”, comenta.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rapper Hades66 é atingido por copo de vidro durante show


Rapper Hades66 é atingido por copo de vidro durante show
Reprodução/X
O rapper Hades66 foi atingido por um copo de vidro na terça-feira (21) enquanto se apresentava em uma casa noturna na Espanha. O objeto teria sido lançado por uma pessoa da plateia, fazendo com que o artista porto-riquenho interrompesse a apresentação.
Após o incidente, Hades66 deixou o palco visivelmente irritado. Enquanto seguranças tentavam controlar a situação e identificar o responsável pelo arremesso, uma confusão tomou conta do local. O cantor sofreu cortes leves no nariz.
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Nas redes sociais, o rapper comentou o ocorrido e afirmou que tentou confrontar o suposto agressor. “Eu o desafiei para uma briga, desci do palco, procurei por ele, ele se escondeu e, quando eu estava saindo, tentou arrumar confusão com a minha equipe. Quem não gostar disso vai ter o que merece em qualquer lugar do mundo, goste ou não”, escreveu.
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Em seguida, Hades66 alegou que testemunhas presenciaram toda a situação. “Todos que estavam presentes sabem o que aconteceu e quantas vezes eu disse para ele resolver isso cara a cara, mas como eles trocam socos e depois escondem as mãos, o que aconteceu, aconteceu”, completou.
Rapper Hades66 é atingido por copo de vidro durante show e comentou nos stories o incidente
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta entrega brasilidade no álbum ‘Equilibrium II’ com mix de Carmen Miranda, Djavan, sambas e forrós


Anitta se veste de Carmen Miranda para promover faixa do álbum ‘Equilibrium II’
André Nicolau / Divulgação
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♬ Até que nem tão internacional assim… Diferentemente do que Anitta vinha sinalizando, o álbum “Equilibrium II” chega às 21h de hoje, 23 de julho, com a mesma carga de brasilidade do primeiro volume.
Com 17 músicas, “Equilibrium II” é basicamente cantado em português e a única faixa em espanhol, “Azul”, é uma versão da brasileiríssima canção de Djavan lançada em 1982 na voz de Gal Costa (1945 – 2022).
Outra surpresa é a evocação de Carmen Miranda (9 de fevereiro de 1909 – 5 de agosto de 1955) – ícone tropicalista brasileiro de alcance planetário nos anos 1940 – na faixa “Pra você gostar de mim”, com trecho do primeiro sucesso da Brazilian Bombshell, a marchinha “Taí” (Joubert de Carvalho, 1930). Detalhe: a faixa é caracterizada por Anitta como “Uma bossinha bem triste”.
Cabe lembrar que há seis anos, precisamente em 24 de junho de 2018, Anitta já evocara Carmen Miranda ao aparecer no Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa, ao som da batida funk de remix do choro “Tico-tico no fubá” (Zequinha de Abreu, 1931), sucesso de Carmen, em conexão que fez e faz todo sentido porque ambas as cantoras extrapolaram as fronteiras do Brasil, vistas como símbolos da música do país nas respectivas épocas.
Enfim, ao longo do álbum “Equilibrium II”, Anitta marca território no Brasil entre samba (“Respira”, composto e gravado na mesma vibe bossa nova de “Pinterest”, de acordo com o faixa-a-faixa feito por Anitta), samba à moda de gafieira (“Ponta do pé”), dois forrós (“Não me cutuca” e “Eu não sou santa”) e dois reggaes (“Abre caminho”, gravado pela cantora com Alexandre Carlo, e “Tudo isso”).
Anitta parece ter entendido que “Equilibrium” é disco enraizado nas tradições musicais e espirituais do Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Retorno a Buenos Aires’ é selecionado para a competição principal do Festival de Cinema de Veneza


Cena de “Retorno a Buenos Aires”
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O Brasil volta a disputar o Leão de Ouro, principal prêmio do Festival de Cinema de Veneza, com a coprodução ítalo-brasileira “Retorno a Buenos Aires”, novo longa-metragem do diretor Marco Bechis. O filme integra a competição oficial da edição de 2026 do evento, considerado um dos mais prestigiosos do cinema mundial.
Dirigido por Bechis, que também assina o roteiro ao lado de Vijaya Bechis Boll, o longa é estrelado pelo ator italiano Adriano Giannini e conta ainda com os brasileiros Paula Cohen e Eduardo Hoy no elenco. As argentinas Ana Celentano, Vero Gerez e Olivia Nuss também participam da produção. As filmagens foram realizadas em Porto Alegre e em Turim, no norte da Itália.
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Ambientado em Buenos Aires, em 2008, o filme acompanha Mariano Guerra, que retorna à Argentina após 33 anos vivendo na Itália para depor no julgamento dos ex-militares que o sequestraram, torturaram e escravizaram durante a ditadura.
A última premiação de um filme brasileiro em Veneza aconteceu em 2024, quando “Ainda Estou Aqui” venceu o prêmio de Melhor Roteiro. Na mesma edição, o Leão de Ouro foi conquistado por “The Room Next Door”, de Pedro Almodóvar.
Cena de “Retorno a Buenos Aires”
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Cena de “Retorno a Buenos Aires”
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Cena de “Retorno a Buenos Aires”
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Fonte: G1 Entretenimento

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20 hits em 20 anos: com flauta de Bach, ‘Bum Bum Tam Tam’ foi hit internacional e hino de vacina


‘Bum Bum Tam Tam’: da flautinha de Bach a um dos maiores funks do Brasil
O compositor alemão Johann Sebastian Bach não sabia, mas lá no século XVIII, quando ele compôs a “Partita em Lá Menor”, deu o pontapé inicial para um dos funks mais irresistíveis da história.
Esta matéria faz parte da série “20 hits em 20 anos”, que está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do “20 hits em 20 anos” para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop aqui!
A história do sucesso de 2017 começa com o cantor paulista Leandro Aparecido Ferreira, o MC Fioti. Em um estúdio na Zona Leste de São Paulo, ele pesquisava na internet quando encontrou uma gravação na flauta da “Partita em Lá Menor”, composição de Bach feita por volta de 1726.
Naquele momento, Fioti pensou que o trecho da flauta seria um ótimo sample. E ele não estava errado.
MC Fioti gravou ‘Bum bum tam tam’ usando um celular, pois não tinha um microfone
Fabio Tito / G1
Inspirado, o produtor utilizou os recursos de que dispunha no momento: um celular como microfone e um computador portátil “repleto de vírus”, segundo ele mesmo contou ao g1.
Fioti finalizou a música em apenas um dia e, no dia seguinte, a faixa já estava disponível no YouTube.
O sucesso foi imediato, e basta ouvir a canção para compreender o motivo. Além de utilizar o sample com maestria, “Bum Bum Tam Tam” apresenta uma produção minimalista e elementos do trap, com diversos efeitos vocais que fazem o som ecoar.
“Bum Bum Tam Tam” tornou-se o primeiro videoclipe de um artista brasileiro a alcançar um bilhão de visualizações no YouTube, atingindo um patamar de sucesso global inédito para o funk até então.
Também ganhou versões internacionais, com direito a nomes como Future, J Balvin e até remix de David Guetta.
E o sucesso foi além. Anos mais tarde, a música foi tema de uma questão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e virou hino da vacina do Instituto Butantan contra a Covid-19. A “flauta envolvente” definitivamente entrou para a história.
MC Fioti no clipe de ‘Bum bum tam tam (remix vacina Butantan)”
Divulgação / Kondzilla

Fonte: G1 Entretenimento

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Influenciadora chama BTS de ‘afeminados’, tem dados pessoais vazados e se afasta das redes


Influenciadora publicou comentários homofóbicos ao BTS durante a final da Copa.
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A influenciadora digital Pietra Bertolazzi causou polêmica nas redes sociais, nos últimos dias, após publicar críticas a apresentação do grupo sul-coreano BTS.
A postagem foi feita durante o show do intervalo da final da Copa do Mundo, no último domingo (19), enquanto a banda se apresentava.
Na legenda de um dos vídeos, Bertolazzi escreveu:
“De tudo que eu vi hoje na final da Copa, nada me chocou mais do que saber que um grupo de homens totalmente afeminados, vaidosos e cheios de caras e bocas que me deram verdadeira vergonha alheia (não sei quem são e não quero saber) é uma das maiores referências que essa geração atual tem. Não é possível que a maioria não perceba o quão grave isso é.”
O comentário rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou reações de fãs do BTS, conhecidos como ARMYs, que acusaram a influenciadora de homofobia.
Prints do story da influenciadora Pietra Bertolazzi chamando os integrantes do BTS de ‘afeminados’.
Redes sociais
Pietra Bertolazzi responde a comentário que questionava a aparência dos integrantes do BTS.
Redes sociais
Dados pessoais vazados
Agora no g1
Após a repercussão, começaram a circular relatos de que dados pessoais atribuídos a Pietra Bertolazzi teriam sido compartilhados por usuários da rede social X (antigo Twitter).
Entre as informações divulgadas estariam documentos pessoais, dados familiares, endereço e telefone.
Também surgiram relatos de ações coordenadas contra os perfis da influenciadora, incluindo denúncias em suas redes sociais e outras formas de tentativa de restrição de suas contas.
Usuários chegaram a afirmar que ela teria sido inscrita como mesária nas eleições.
Influenciadora se afasta das redes
Após a repercussão, Bertolazzi publicou novos stories comentando a reação dos fãs do grupo.
Em uma das manifestações, afirmou estar surpresa com o tamanho do fandom e classificou a comunidade de fãs como um “bueiro”, dizendo que a reação teria sido “muito pior do que falar mal do PT”.
A influenciadora, que se apresenta nas redes como criadora de conteúdo sobre “cultura, ideologias, política e fé”, posteriormente restringiu o acesso ao seu perfil no Instagram e avisou que se afastaria das redes por um tempo.
Pietra Bertolazzi, conhecida por conteúdos sobre política, ideologias e fé, anunciou uma pausa nas redes após a repercussão das críticas ao BTS.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Zeca Pagodinho produz single do neto Noah em homenagem ao Dia dos Avós


Zeca Pagodinho é o produtor do segundo single do neto Noah, ‘Amor de vô, programado para ser lançado às 21h desta quinta-feira, 23 de julho
Arthur Rodrigues / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ “Força, neto!”, incentiva Zeca Pagodinho em fala ouvida ao fim do segundo single de Noah, “Amor de vô”, programado para ser lançado às 21h da noite de hoje, quinta-feira, 23 de julho, três dias antes do Dia dos Avós, celebrado em 26 de julho.
Samba de autoria de Dedé Paraiso, Mario Rezende e Paulinho Rezende, “Amor de vô” é um partido alto ao estilo de tantos já gravados por Zeca em 43 anos de carreira. A novidade é que Zeca Pagodinho continua decidido a investir na carreira de cantor de Noah Piquet da Silva Borges, o primeiro dos sete netos do sambista. Tanto que o próprio Zeca fez a produção musical da gravação de “Amor de vô”, samba arranjado por Mauro Diniz.
A propósito, o single tem ficha técnica estelar. Além da produção de Zeca Pagodinho e do arranjo de Mauro Diniz, o fonograma tem os toques de músicos do naipe de músicos como Pretinho da Serrinha (percussão), Carlinhos 7 Cordas (violão de 7 cordas), Jorge Quininho (tantan), Eduardo Neves (flauta) e Marcelo Minios (violão). Sem falar na participação de Rildo Hora com a gaita do maestro e das vozes do Coral Viva Xerém, do Instituto Zeca Pagodinho.
O single “Amor de vô” sai nove meses depois de “Fé e esperança” (2025), single com o qual Zeca apresentou Noah ao mercado fonográfico em outubro do ano passado.
Interessado em música, a ponto de já ter estudado bateria e estreado como percussionista em show feito pelo avô em 2022, Noah volta e meia deu canjas em apresentações de Zeca, mas somente se lançou oficialmente como cantor em 2025. Nascido em 19 de fevereiro de 2010, Noah tem atualmente 16 anos.
Capa do single ‘Amor de vô’, de Noah com participação de Zeca Pagodinho
Guto Costa / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Argentina x resto do mundo: derrota na Copa vira guerra entre argentinos e artistas estrangeiros, de Mia Khalifa a Rosalia


Derrota da Argentina gerou memes, polêmicas com famosos e manifestações de Javier Milei
Montagem/g1
A final da Copa do Mundo 2026 ultrapassou as barreiras do futebol e atingiu o mundo dos famosos, a política e o governo de Javier Milei. A disputa entre Argentina e Espanha, que terminou com a vitória espanhola, gerou memes e comentários de celebridades que provocaram reações de torcedores argentinos, pedidos de boicote a artistas e até manifestações do presidente do país.
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Uma reportagem publicada pelo jornal argentino “Clarín”, nesta quarta-feira (22), afirma que fontes do governo enxergam esse momento como uma “campanha anti-Argentina”. E que as publicações de Milei são respostas para isso.
Entre outras “respostas”, o presidente argentino chegou a publicar uma mensagem dizendo: “O problema com a Argentina é que somos chamativos, não passamos despercebidos, têm inveja da gente e somos bons em quase tudo. Desculpem, mas alguém precisava dizer isso”. (Saiba mais abaixo).
Entenda as repercussões da derrota:
Memes contra a Argentina: antes do jogo e depois da derrota, a internet foi tomada com provocações de torcedores de diversos países que apoiaram a Espanha.
Comentários de famosos: artistas como Rosalía, Mia Khalifa, Lauren Jauregui e Niall Horan precisaram se explicar após publicações que desagradaram torcedores argentinos.
Comportamento de Milei: o presidente compartilhou mensagens em defesa do país. Em uma das publicações, afirmou que o mundo veria “até onde pode chegar um país cheio de argentinos”
Fifa abre investigação contra a Argentina após briga na final da Copa
A internet contra a Argentina
Antes mesmo de a bola rolar, as redes sociais foram tomadas por memes que sugeriam que todos no mundo, além dos argentinos, estariam torcendo para a Espanha.
Claro que, considerando a rivalidade no futebol, já era esperado que os usuários brasileiros e de vizinhos latinos compartilhassem postagens sobre a torcida contra a Argentina. Mas pessoas de outras nacionalidades compartilharam a torcida.
Um dos memes mais compartilhados mostrava um mapa-múndi praticamente todo coberto pela bandeira da Espanha, enquanto a Argentina aparecia isolada com suas próprias cores. (Veja abaixo).
Meme de antes do jogo da Espanha com a Argentina
Reprodução/Instagram
Após a vitória da Espanha, uma conta britâica no TikTok compartilhou uma montagem ao som do “No one mourns the wicked” ou “ninguém chora pelos maus”, do musical Wicked, em referência à derrota dos hermanos.
Já um usuário norte-americano compartilhou um vídeo insinuando que a Fifa estaria protegendo a Argentina na competição.
Conta no TikTok faz montagem de time da Argentina
Reprodução/TikTok
Os comentários dos famosos
Além dos memes, a vitória da Espanha também repercutiu entre artistas e influenciadores internacionais. Em alguns casos, demonstrações de apoio à seleção espanhola acabaram gerando uma onda de críticas de torcedores argentinos.
Um desses episódios envolveu a cantora espanhola Rosalía e a influenciadora libanesa-americana Mia Khalifa. Após a final, Khalifa publicou um vídeo comemorando o título da Espanha ao som de “La Perla”, música de Rosalía. Na legenda, escreveu: “Como soa a vida agora que as ‘pérolas’ foram derrotadas”, em referência à Argentina.
➡️Na canção, “pérola” é usada de forma irônica. Não é um elogio. A letra descreve uma pessoa tóxica e pouco confiável, chamada, entre outras coisas, de “decepção local”, “terrorista emocional” e “maior desastre mundial”.
Rosalía compartilhou o vídeo, o que foi interpretado por muitos argentinos como uma provocação. O compartilhamento desencadeou críticas nas redes sociais e uma campanha para boicotar os quatro shows que a cantora fará em Buenos Aires no início de agosto.
Diante da reação, a artista apagou o conteúdo e pediu desculpas. Em uma publicação nas redes sociais, afirmou que repostou o vídeo apenas porque ele usava sua música e que “nem leu o que estava escrito”. Em seguida, acrescentou que tem “apenas amor pela Argentina”.
Rosalía compartilha vídeo e pede desculpas
Reprodução
E Rosalía não foi a única a ser criticada por causa da torcida contra a seleção argentina. Após publicar um vídeo comemorando um gol da Espanha e falando “chora, chora” para o jogador Lionel Messi, a cantora americana de origem cubana Lauren Jauregui, ex-integrante do Fifth Harmony, também foi alvo de comentários.
Diante das críticas, Lauren afirmou que torceu pela Espanha por causa de suas origens familiares e disse que “é só futebol”.
O cantor irlandês Niall Horan, ex-One Direction, também precisou se explicar depois de curtir uma publicação que dizia “As Malvinas são espanholas”. As Ilhas Malvinas são um território disputado entre Argentina e Reino Unido desde a Guerra das Malvinas, em 1982. Dizer que são “espanholas” é uma dupla provocação.”
A interação foi considerada ofensiva por torcedores argentinos, que passaram a criticá-lo nas redes sociais. Horan afirmou que a curtida foi um engano, disse que não se lembrava de ter visto a publicação e reforçou que tem carinho pela Argentina e pelos fãs do país.
Além deles, artistas como a americana Halsey, a sueca Zara Larsson e a britânica de origem albanesa Dua Lipa passaram a receber críticas nas redes por demonstrarem apoio à seleção espanhola durante a final.
As indiretas de Milei
O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante cerimônia de comemoração dos 172 anos da Bolsa de Buenos Aires, no dia 16 de julho de 2026
Mariana Nedelcu/Reuters
Os comentários, torcidas contra e os memes chegaram ao presidente da Argentina que, segundo o Clarín, fez uma série de postagens em resposta.
Sem citar diretamente artistas, torcedores ou outras nações, Milei publicou mensagens interpretadas como respostas às críticas feitas à seleção e aos argentinos após a final.
Em uma das postagens, Milei compartilhou a frase: “Você tem inimigos? Ótimo. Isso significa que, em algum momento da sua vida, você defendeu alguma coisa”.
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O presidente também republicou uma mensagem do escritor e influenciador de direita Agustín Laje, que atribuiu ao kirchnerismo e ao que chamou de “wokismo” a construção de uma imagem negativa do país no exterior.
Depois, Milei postou uma imagem de um mapa da Argentina pintado com as cores da bandeira nacional e a frase: “Agora o mundo vai ver até onde pode chegar um país cheio de argentinos”.
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Os comentários das publicações se voltaram a pedidos de medidas contra estrangeiros que vivem na Argentina e até alguns pedidos para que sejam expulsos aqueles que estão na Argentina de forma ilegal.
Além das publicações de Milei, o “Clarín” afirma, com base em fontes do governo argentino, que uma das respostas ao que o presidente e seus aliados chamam de comportamento “anti-Argentina” é um projeto apresentado pelo deputado libertário Agustín Romo.
O texto, em tramitação na Assembleia Legislativa de Buenos Aires, propõe cobrar de estrangeiros que não comprovem residência no país pelos serviços de saúde e pelo ensino superior, um debate recorrente na agenda do governo Milei.
Polêmicas na Copa
Após a última partida da Copa, a Fifa abriu uma investigação para apurar a confusão envolvendo jogadores e integrantes da comissão técnica da Argentina na derrota contra a Espanha. O Comitê Disciplinar da entidade nomeou um procurador de disciplina e ética para analisar as imagens e os relatos do incidente ocorrido no gramado do estádio MetLife, quando atletas argentinos se envolveram em confrontos com jogadores espanhóis durante a comemoração do título.
Além disso, torcedores da seleção argentina estiveram envolvidos em casos do racismo. Um deles aconteceu fora dos gramados e no Brasil. Um turista argentino está sendo acusado de imitar um macaco para ofender um homem negro que torcia para Inglaterra durante a semifinal da Copa em um restaurante em Morro de São Paulo, no sul da Bahia.
Uma semana antes, a Fifa iniciou uma investigação para apurar um possível ato de racismo de torcedores argentinos contra o influenciador negro IShowSpeed. Os insultos teriam acontecido no estádio de Miami, quando a Argentina enfrentou Cabo Verde pela segunda fase da Copa do Mundo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jão está de volta! Veja o que sabemos sobre retorno e relembre como foi pausa do cantor


Jão se apresenta no Lollapalooza 2025
Luiz Gabriel Franco/g1
Com um breve comercial no intervalo da novela “Quem Ama Cuida”, o cantor Jão anunciou a retomada da carreira musical nesta quarta-feira (22).
O teaser de poucos segundos não entregou muito do que vem por aí.
Além do vídeo curto, o cantor também alterou seu site oficial para o endereço eusemprevolto.com. Ao acessar o link, o usuário vê uma contagem regressiva que vai durar até as 12h desta quinta-feira (23).
Audição agendada
O cantor Jão durante comercial
Reprodução/TV Globo
Nas redes sociais, fãs de Jão apontaram que a contagem regressiva indica que o quinto álbum do artista está a caminho.
Enquanto isso, a produtora responsável por cuidar da carreira do cantor pediu autorização da Prefeitura de São Paulo para realização de um evento no Vale do Anhangabaú.
Com o nome de “Audição – Jão”, a ação está marcada para domingo (26), entre as 14h e as 20h e já recebeu autorização da administração pública.
A pausa na carreira
Jão oficializa pausa na carreira por tempo indeterminado
Em janeiro de 2025, com o fim da “Superturnê”, Jão anunciou uma pausa na carreira em entrevista no “Fantástico”.
A notícia teve bastante repercussão e, no Instagram, a cantora Roberta Miranda chamou a geração de “novinhos” como Jão de “bolha de sabão”. “Apertou, explode”, escreveu.
Ao g1, Jão disse que não se importava com esse tipo de crítica. “Eu acho natural para a época que ela viveu, mas eu sou seguro com o trampo.”
Jão em imagem promocional do filme ‘Superturnê – A primeira e a última noite’
Divulgação
Em abril do mesmo ano, Jão oficializou o hiato após o show no Lollapalooza 2025. Ele mostrou que estava raspando o cabelo, que estava descolorido para o disco “Super”, e escreveu que é hora de desacelerar.
“Não estou cansado ou triste, pelo contrário. Estou com os olhos brilhantes, cheio de vontade de criar algo de valor, mas essa onipresença obrigatória dos artistas no nosso país me dá um pouco de ansiedade”, escreveu no Instagram.
Desde então, o artista se manteve isolado, sem falar com a imprensa ou se comunicar nas suas redes sociais.
Perda do pai
Um mês após anunciar oficialmente a pausa, Jão enfrentou um luto familiar. O empresário Carlos Alberto Balbino, pai do cantor, morreu aos 61 anos.
Carlos Alberto era dono de uma empresa do setor de torres de resfriamento de água industrial, instalada em Araraquara.
O empresário Carlos Alberto Balbino, pai do cantor Jão, morreu em Américo Brasiliense, no interior de São Paulo
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Sururu na Roda vai de Noel Rosa a Dudu Nobre na linha do tempo de álbum feito sob direção musical de Rildo Hora


Silvio Carvalho (à esquerda), Ana Costa e Fabiano Salek integram a formação do grupo carioca Sururu na Roda no álbum ‘Na linha do tempo’
Rogério Von Kruger / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Em cena desde 2000, ano em que se formou na familiaridade de encontros nos jardins da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), o grupo Sururu na Roda já teve várias formações ao longo de 26 anos de atuação. E é como um trio – integrado por Ana Costa (voz e violão), Fabiano Salek (voz e percussão) e Silvio Carvalho (voz e percussão) – que o Sururu arredonda a data e festeja 25 anos de carreira com o álbum “Na linha do tempo”.
Em rotação nos players de áudio a partir de amanhã, sexta-feira, 24 de julho, o álbum foi gravado sob direção musical de Rildo Hora, produtor de importância fundamental nas discografias de Beth Carvalho (1946 – 2019), Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.
Na linha do tempo do repertório formado somente por regravações de sucessos do samba, o grupo carioca vai de Noel Rosa (1910 – 1937) e Vadico (1910 – 1962) – compositores do samba-choro “Conversa de botequim” (1935) – a Dudu Nobre e Roque Ferreira, parceiros em “Água da minha sede”, samba lançado por Zeca Pagodinho em 2000, ano da criação do Sururu na Roda.
A cronologia do repertório do álbum “Na linha do tempo” abarca sambas de Martinho da Vila (“Ex-amor”, de 1981) e Gonzaguinha (1945 – 1991), de quem o grupo rebobina o politizado samba “É” (1988).
Em seleção dominada por sambas lançados na década de 1980, o Sururu também reabre “Testamento de partideiro” (Candeia, 1976), refaz “Mutirão de amor” (Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Sombrinha, 1983), revive “Seja sambista também” (Arlindo Cruz e Sombrinha, 1984), reacende “Fogo de saudade” (Sombrinha e Adilson Victor, 1986), dá “Sorriso aberto” (Guaraci Sant’anna, o Guará, 1988)” e replanta “Pura semente” (Acyr Marques e Arlindo Cruz, 1989).
Obra-prima da parceria de Elton Medeiros (1930 – 2019) com Zé Kétti (1921 – 1999), “Mascarada” (1966) também ganha registro do Sururu no álbum em gravação feita com a adesão de Mart’nália. Já Marcelo Caldi toca piano em “Conversa de botequim”, “É”, “Ex-amor” e “Fogo de saudade”.
Além de ter feito a direção musical do álbum “Na linha do tempo”, Rildo Hora toca realejo em nove das 12 faixas.
Capa do álbum ‘Na linha do tempo’, do grupo Sururu na Roda
Rogério Von Kruger / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento