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Paula Barbosa, neta de Benedito Ruy Barbosa, lamenta morte do avô: ‘Amo você além dessa vida’


Paula Barbosa, neta de Benedito Ruy Barbosa, lamenta morte do avô
Reprodução/Instagram
Paula Barbosa, neta de Benedito Ruy Barbosa, lamentou a morte do avô nas redes sociais. O autor e dramaturgo morreu nesta terça-feira (7), aos 95 anos, devido a complicações de insuficiência renal crônica.
“Você foi gigante, mas isso todos sabem. E o que só eu sei é o avô incrível que eu tive. Tenho tantas lembranças inesquecíveis. Tantas histórias que vivi ao seu lado que conto pros bisnetos e eles morrem de rir. Pra sempre em nossos corações. Obrigada por tudo. Amo você além dessa vida”, escreveu a atriz.
Paula estrelou novelas do avô, como “Paraíso” e “Meu Pedacinho de Chão”. Seu trabalho mais recente na TV foi em 2022, quando interpretou Zefa, da versão de “Pantanal” adaptada por seu primo, Bruno Luperi, em 2022.
“Meu avô foi a pessoa a quem tive que mostrar mais serviço. Ele era o primeiro a falar: ‘Você escolheu isso. Não pense que, porque sou autor, você está garantida'”, afirmou Paula em entrevista ao gshow na época da exibição da trama.
As novelas e histórias que marcaram a carreira de Benedito Ruy Barbosa

Fonte: G1 Entretenimento

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Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos; veja repercussão


Benedito Ruy Barbosa
TV Globo/acervo
Famosos usaram as redes sociais para lamentar a morte de Benedito Ruy Barbosa. O dramaturgo e escritor, autor de novelas como “Pantanal” e “Terra Nostra”, morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista devido a complicações de insuficiência renal crônica. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
Regiane Alves, atriz
“E hoje perdemos o grande Benedito Ruy Barbosa, autor que retratou o nosso Brasil como ninguém. Obrigada pela Belinha e pelas as amizades que vieram através desse trabalho tão especial que foi Cabocla.”
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Maria Bethânia, cantora
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“Nosso adeus a Benedito Ruy Barbosa! Autor de belas obras, Benedito Ruy Barbosa foi um dos fundadores da teledramaturgia brasileira. E o Brasil de Ruy Barbosa era o Brasil rural, com a sua poesia e estética bucólicas, a graça dos “causos” dos caipiras, mas também com as lutas do campo.”
“A voz de Bethânia embalou as trilhas sonoras de muitas de suas novelas como Pantanal (1990), Renascer (1993), Sinhá Moça (2006), Velho Chico (2016) e o tema de abertura do remake de Pantanal (2022).”
Tony Ramos, em entrevista à GloboNews
“Não fui surpreendido. Já estava, lamentavelmente, esperando essa notícia. Edimara já estava nos prevenindo há cerca de três dias que nosso grande Benedito, nosso Pelé, estava indo embora.”
“A perda do Benedito, sem dúvida, é a perda de um brasileiro espiando sua gente, mas com ótimas intenções. Com maravilhosas intenções. Era um homem muito criativo, dava vasão a sua imaginação, ao seu sonho, àquele menino do interior e ao publicitário que ele foi.”
“A gente conversou muito sobre como olhar o país sem panfletagem, entendo a alma brasileira, as dores brasileiras, e claro, as grandes alegrias dos brasileiros que se reinventa na dor, no seu cotidiano. Isso tudo estava na obra dele.”
Tony Ramos se emociona ao falar de Benedito Ruy Barbosa

Fonte: G1 Entretenimento

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Benedito Ruy Barbosa: dramaturgo conhecido por verdadeiras sagas, tem tramas icônicas como legado


‘Terra Nostra’, ‘Sinhá Moça’: as novelas marcantes de Benedito Ruy Barbosa
“Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor”, definiu Benedito Ruy Barbosa em depoimento ao Memória Globo. O autor e dramaturgo morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista devido a complicações de insuficiência renal crônica.
Conhecido por verdadeiras sagas, Benedito construiu histórias que atravessam o universo rural brasileiro, exploram a diversidade cultural – com interesse especial na imigração italiana – e apresentam amores intensos.
Seu legado inclui tramas icônicas como “Meu Pedacinho de Chão” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Gado” (1996) e “Terra Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, determinação para a luta, crença em valores positivos” – como o próprio determina.
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931, e passou a infância na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos.
Benedito Ruy Barbosa
TV Globo/acervo
Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou como auxiliar em uma firma comercial, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um emprego como revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
O gosto pela escrita levou Benedito a criar seu primeiro romance, “Fogo Frio”, que foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, começo de sua trajetória como roteirista.
Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras como Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu pedacinho chão”, novela produzida por uma parceria da Cultura com a Globo e exibida por ambas.
Cinco anos depois, assinou com a Globo, onde deu início a uma sequência de sucesso na faixa das 18h. Nessa época, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979).
Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasileiro.
Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Junior/TV Globo
Com o sucesso, retornou à Globo para escrever “Renascer” (1993), trama ambientada no interior baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio.
Ambas seriam refilmadas décadas depois, escritas por seu neto, Bruno Luperi.
Com “O Rei do Gado” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas como a posse de terra e a reforma agrária.
Já em “Terra Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.
Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Chão”. Na versão cheia de cores da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a censura havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar.
Sua última novela foi “Velho Chico”, em 2016, a qual escreveu com a ajuda de Luperi e da filha, Edmara Barbosa.
Ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino, a trama apresentou um embate de gerações e a disputa por terra e poder no interior do Brasil.
Com a morte do protagonista Domingos Montagner na reta final das gravações, o criador e supervisor da obra teve o desafio de decidir como terminar a história sem o ator e, ao mesmo tempo, homenageá-lo com a conclusão do personagem.
Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos

Fonte: G1 Entretenimento

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Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos em SP; veja FOTOS da carreira


O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como Pantanal e Terra Nostra, morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
Veja FOTOS da carreira do escritor:
Benedito Ruy Barbosa construiu histórias que atravessam o universo rural brasileiro
João Miguel Junior/TV Globo
Benedito Ruy Barbosa tem como legado tramas icônicas como Meu Pedacinho de Chão (1971), Pantanal (1990), O Rei do Gado (1996) e Terra Nostra (1999).
Cícero Rodrigues/Globo
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931
TV Globo/acervo
Estreia de Benedito Ruy Barbosa na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi.
TV Globo/acervo
Benedito Ruy Barbosa
TV Globo/acervo
Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Junior/TV Globo
Benedito Ruy Barbosa
TV Globo/acervo

Fonte: G1 Entretenimento

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Benedito Ruy Barbosa relembra briga com censura na ditadura: ‘Me deixou indignado’


Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos
O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como Pantanal e Terra Nostra, morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
Seu legado inclui tramas icônicas como “Meu Pedacinho de Chão” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Gado” (1996) e “Terra Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, determinação para a luta, crença em valores positivos” – como o próprio determina.
Em “Meu Pedacinho de Chão”, o autor precisou discutir com a censura do regime em uma das cenas pensadas por ele.
Em entrevista ao Memória Globo, Benedito explicou a situação envolvendo um dos personagens da trama.
“Ele era um maestro que tocava violão e cantava umas músicas caipiras em um cenário que era uma venda de beira de estrada. Depois, o caboclo cantava o hino na escola, com a bandeira do Brasil colocada sobre a mesa”, disse.
“O que aconteceu? A censura cortou a cena porque disse que o hino nacional não podia ser cantado em um ambiente daquele. Isso me deixou indignado. Briguei com a censura e consegui liberar as cenas.”
LEIA TAMBÉM: ‘Sinhá Moça’, ‘Rei do Gado’, ‘Terra Nostra’: relembre novelas de Benedito Ruy Barbosa
Trajetória
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931, e passou a infância na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos.
Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou como auxiliar em uma firma comercial, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um emprego como revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
Autor Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Júnior/TV Globo
O gosto pela escrita levou Benedito a criar seu primeiro romance, “Fogo Frio”, que foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, começo de sua trajetória como roteirista.
Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras como Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu pedacinho chão”, novela produzida por uma parceria da Cultura com a Globo e exibida por ambas.
Cinco anos depois, assinou com a Globo, onde deu início a uma sequência de sucesso na faixa das 18h. Nessa época, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979).
Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasileiro.
Com o sucesso, retornou à Globo para escrever “Renascer” (1993), trama ambientada no interior baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio. Ambas seriam refilmadas décadas depois, escritas por seu neto, Bruno Luperi.
Com “O Rei do Gado” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas como a posse de terra e a reforma agrária.
Já em “Terra Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.
Benedito Ruy Barbosa
Reprodução/TV Globo
Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Chão”.
Na versão cheia de cores da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a Censura havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar.
Em 2016, escreveu “Velho Chico”, ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino. A novela trouxe um embate de gerações e a disputa por terra e poder no interior do Brasil.
“Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor”, definiu Benedito Ruy Barbosa em depoimento ao Memória Globo.
Benedito Ruy Barbosa
TV Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Sinhá Moça’, ‘Rei do Gado’, ‘Terra Nostra’: relembre novelas de Benedito Ruy Barbosa


Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos
O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como Pantanal e Terra Nostra, morreu nesta terça-feira (7) na capital paulista. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
Conhecido por verdadeiras sagas, o dramaturgo construiu histórias que atravessam o universo rural brasileiro, exploram a diversidade cultural – com interesse especial na imigração italiana – e apresentam amores intensos.
Seu legado inclui tramas icônicas como “Meu Pedacinho de Chão” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Gado” (1996) e “Terra Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, determinação para a luta, crença em valores positivos” – como o próprio determina.
O g1 separou 10 novelas para você conhecer melhor a obra de Benedito Ruy Barbosa:
Paraíso
Exibida entre 1982 e 1983, a trama girou em torno da paixão entre o peão José Eleutério (Kadu Moliterno), o “Filho do Diabo”, e Maria Rita (Cristina Mullins), a “Santinha”. Eles vivem no interior em meio a lendas locais, boatos de milagres e fortes disputas políticas entre os seus pais.
Santinha e Zé Eleutério vivem um conturbado romance cheio de idas e vindas. Após ela quase se casar com outro devido a uma promessa religiosa , ela abandona o noivo no altar para terminar nos braços de seu verdadeiro amor.
Cabocla
Destaque nos anos 1970, a novela se passa nos anos 1920, destacando a história de Luís Jerônimo (Fábio Jr.), que deixa o Rio de Janeiro para tratar uma pneumonia e acaba conhecendo e se apaixonando pela cabocla Zuca (Gloria Pires).
A história também destaca a forte disputa pelo poder político regional entre os influentes coronéis Boanerges (Cláudio Corrêa e Castro) e Justino (Gilberto Martinho).
Pantanal
Sucesso que ganhou releitura na TV Globo em 2022, a primeira versão foi transmitida na extinta Rede Manchete.
A história retrata o pecuarista José Leôncio (Cláudio Marzo) tentando se reaproximar do filho urbano, Jove (Marcos Winter), que volta ao Pantanal após anos. O rapaz, que é vegano, choca o pai rústico e se apaixona por Juma Marruá (Cristiana Oliveira), jovem arredia que carrega a lenda de se transformar em onça.
Renascer
Outra novela de Benedito Ruy Barbosa que fez sucesso nos anos 1990 e ganhou releitura em 2024.
Nela, o coronel do cacau José Inocêncio (Antônio Fagundes) rejeita o filho caçula, João Pedro (Marcos Palmeira), culpando-o pela morte da mãe no parto. O abismo entre eles cresce quando o pai se apaixona e se casa com Mariana (Adriana Esteves), namorada e antigo amor de João Pedro.
O Rei do Gado
Antonio Fagundes em cena de ‘O Rei do Gado’
Cida Souza/TV Globo
Envolta na histórica rivalidade entre os Mezenga e os Berdinazi, a obra traz um marcante debate social sobre a reforma agrária através dos sem-terra.
O pano de fundo é a paixão entre o pecuarista Bruno Mezenga (Antônio Fagundes) e a boia-fria Luana (Patricia Pillar). Ela perdeu a memória em um acidente e nem imagina que pertence à linhagem da família rival.
Terra Nostra
Ana Paula Arósio em cena de ‘Terra Nostra’
Jorge Baumann/TV Globo
No fim do século XIX, os jovens italianos Matteo (Thiago Lacerda) e Giuliana (Ana Paula Arósio) se apaixonaram a bordo de um navio rumo ao Brasil.
Ao desembarcarem para trabalhar no café, eles se perdem e enfrentam uma jornada cheia de mentiras para se reunirem.
Esperança
Mais uma novela com personagens de origem italiana, “Esperança” retrata os anos 1930, sob o impacto da Grande Depressão.
Na obra, o jovem italiano Toni (Reynaldo Gianecchini) imigra sozinho para o Brasil em busca de uma vida melhor, após o pai rico de sua amada, Maria (Priscila Fantin), proibir o romance. Grávida, ela acaba forçada a casar com outro.
A história do autor que mais retratou o mundo rural nas novelas
Sinhá Moça
Lucélia Santos, Marcos Paulo e Sérgio Viotti em “Sinhá Moça”
Acervo
No clássico da teledramaturgia exibido pela primeira em 1986 e ambientando no período escravocrata do Brasil, Sinhá Moça (Lucélia Santos) retorna ao interior paulista e passa a confrontar o pai escravocrata, o Barão de Araruna (Rubens de Falco).
Defensora da liberdade, ela se apaixona pelo abolicionista Rodolfo (Marcos Paulo), sem saber que ele liberta escravos secretamente à noite.
Velho Chico
Lucy Alves e Domingos Montagner em cena de “Velho Chico”
Globo/Estevam Avellar
Veiculada em 2016 e última novela do autor, a trama foca na disputa por terras e poder entre famílias nos anos 1960.
Maria Tereza (Camila Pitanga) e Santo (Domingos Montagner) vivem um amor proibido que resulta na gravidez dela, mas o filho, Miguel, é criado por outro homem após mentiras.
LEIA TAMBÉM: Benedito Ruy Barbosa relembra briga com censura na ditadura: ‘Me deixou indignado’
Trajetória
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931, e passou a infância na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos.
Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou como auxiliar em uma firma comercial, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um emprego como revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
Autor Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Júnior/TV Globo
O gosto pela escrita levou Benedito a criar seu primeiro romance, “Fogo Frio”, que foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, começo de sua trajetória como roteirista.
Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras como Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu pedacinho chão”, novela produzida por uma parceria da Cultura com a Globo e exibida por ambas.
Cinco anos depois, assinou com a Globo, onde deu início a uma sequência de sucesso na faixa das 18h. Nessa época, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979).
Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasileiro.
Com o sucesso, retornou à Globo para escrever “Renascer” (1993), trama ambientada no interior baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio. Ambas seriam refilmadas décadas depois, escritas por seu neto, Bruno Luperi.
Com “O Rei do Gado” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas como a posse de terra e a reforma agrária.
Já em “Terra Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.
Benedito Ruy Barbosa
Reprodução/TV Globo
Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Chão”.
Na versão cheia de cores da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a Censura havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar.
Em 2016, escreveu “Velho Chico”, ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino. A novela trouxe um embate de gerações e a disputa por terra e poder no interior do Brasil.
“Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor”, definiu Benedito Ruy Barbosa em depoimento ao Memória Globo.
Benedito Ruy Barbosa
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Fonte: G1 Entretenimento

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Morre Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas icônicas; relembre trajetória

Fonte: G1 Entretenimento

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Pabllo Vittar põe na pista três músicas inéditas do sétimo álbum de estúdio, ambientado em atmosfera eletrônica


Pabllo Vittar programa o lançamento do sétimo álbum de estúdio para este segundo semestre de 2026
Reprodução / X Pabllo Vittar
♫ NOTÍCIA
♬ Produzido desde o ano passado e previsto para ser lançado neste segundo semestre, o sétimo álbum de estúdio de Pabllo Vittar está ambientado em atmosfera eletrônica, com o habitual toque de brasilidade da cantora. Já o repertório será dominado por músicas escritas em inglês e espanhol.
A artista tem aproveitado a corrente turnê como DJ por cidades dos Estados Unidos, “Club Vittar”, para apresentar em primeira mão algumas músicas do álbum. Três composições do repertório inédito do álbum – presumivelmente intituladas “Rockstar”, “Friends with” e “Bad good” – já entraram no flexível set de Pabllo em “Club Vittar”.
Embora o foco deste sétimo álbum seja direcionado em parte para o exterior, Vittar segue atenta à carreira no Brasil e já promove a edição de 2026 da já tradicional turnê “Halloween da Pabllo” com seis apresentações agendadas por capitais do país ao longo de outubro, além de uma apresentação em Santiago, no Chile, agendada para 11 de outubro. Será a primeira apresentação internacional do “Halloween da Pabllo”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ece İrtem, atriz de 35 anos de ‘Coração de Mãe’, morreu de ataque cardíaco, aponta relatório preliminar


A atriz turca Ece İrtem
Reprodução/Instagram
Um relatório preliminar apontou que a atriz turca Ece İrtem, de 35 anos, morreu em decorrência de um ataque cardíaco.
Estrela das novelas turcas, İrtem é conhecida no Brasil por interpretar Hande na novela “Coração de Mãe”, exibida na Record TV. Ela também participou de “Yasak Elma”, produção turca de sucesso internacional.
A atriz foi encontrada morta dentro de casa em Istambul no dia 15 de junho.
Familiares e a equipe jurídica da atriz questionavam as autoridades turcas sobre a causa da morte.
Agora no g1
Segundo a imprensa local, Nuriye İrtem, mãe de Ece, indicou que sua filha abusava de álcool e tomava uma alta dosagem de antidepressivos.
Outra dúvida ligada à morte da artista está relacionada a uma mordida de macaco durante uma viagem à Tailândia.
O advogado dela apontou que foram encontrados ferimentos no braço esquerdo da atriz e pediu uma investigação para a hipótese de sepse, uma infecção generalizada que pode ser causada por mordida do animal.
Mesmo com relatório preliminar das autoridades locais, o caso não está concluído. A família da atriz aguarda uma perícia definitiva.
A imprensa local diz que o resultado final não tem previsão para ser divulgado.

Fonte: G1 Entretenimento

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Tim Bernardes e Zé Ibarra desafiam a lei dos algoritmos com apostas a longo prazo na força dos respectivos álbuns


Zé Ibarra mantém há um ano o foco no segundo álbum solo, ‘Afim’, lançado em junho de 2025
Reprodução / Facebook Zé Ibarra
♫ ANÁLISE
♬ Há uma lei em vigor na indústria fonográfica, sobretudo nas gravadoras multinacionais, que determina que artistas têm que estar sempre apresentando conteúdos novos – sejam singles, EPs ou registros ao vivo de shows – com intervalos cada vez menores entre um lançamento e outro. O objetivo é alimentar sempre o algoritmo em torno daquele artista.
Essa lógica ignora que lançamentos fonográficos irrelevantes e/ou redundantes acabam diluindo a força da obra e da discografia desse artista.
Há dois artistas da cena indie brasileira que desafiaram essa regra e, em vez de ficarem inventando moda, apostaram a longo prazo nos álbuns. E colhem os frutos desse investimento focado. Trata-se de Tim Bernardes e de Zé Ibarra. Ambos são cantores, compositores e músicos que vêm se fortalecendo no universo pop, inclusive ampliando os respectivos públicos, sem a necessidade de inventar lançamento a toda hora.
Tim Bernardes lançou o segundo álbum solo em junho de 2022, “Mil coisas invisíveis”, e desde então apresentou somente um single, “Praga / Prudência”, em abril de 2025, investindo no show do álbum em turnê que somente agora se aproxima do fim, quatro anos após a edição de “Mil coisas invisíveis”. E com o detalhe de que a procura por shows de Tim tem sido cada vez mais intensa.
Ou seja, há um público que não se alimenta de algoritmo, que busca artistas com obras mais consistentes. E outro desses artistas é Zé Ibarra, que tem investido no segundo álbum solo, “Afim”, lançado em junho de 2025. Desde que o álbum foi lançado, o artista tem feitos shows cada vez mais concorridos no Brasil e também na Europa.
Zé Ibarra até se rendeu aos álbuns audiovisuais, tendo captado o show “Afim” há um mês em apresentação feita em 11 de junho no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do artista carioca. A questão é que Zé jamais tirou o foco do álbum, mesmo tendo lançado em março um single ao vivo, “Afeto”, com abordagem de música de Mayra Andrade.
Tanto Zé Ibarra quanto Tim Bernardes parecem entender que o ciclo de um álbum é longo e exige dedicação exclusiva para que o trabalho dê frutos. O resultado é que ambos consolidaram os respectivos álbuns como títulos marcantes da discografia brasileira do século XXI.
“Mil coisas invisíveis” e “Afim” são álbuns que não ficaram velhos ou esquecidos dois ou três meses após os respectivos lançamentos, como geralmente acontece, pois tem muita gente que ainda se recusa a ser moldada pelo algoritmo.
Tim Bernardes vem dedicando os últimos quatro anos à promoção do segundo álbum solo, ‘Mil coisas invisíveis’, lançado em 2022
Marco Lafer & Isabela Vdd / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento