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Fernanda Torres comenta polêmica com Karla Sofía Gascón no Oscar: ‘Cancelamento na certa’


Fernanda Torres no tapete vermelho do Oscar 2025, em Los Angeles (EUA)
Richard Shotwell/Invision/AP
Fernanda Torres relembrou a polêmica envolvendo a atriz espanhola Karla Sofía Gascón durante a campanha de “Ainda Estou Aqui” ao Oscar de 2025.
Em entrevista ao Conversa com Bial, exibida na última terça-feira (7), a atriz recordou a acusação feita pela protagonista de Emilia Pérez de que haveria uma equipe trabalhando contra ela.
“Seis a oito meses de campanha pelo Oscar, sem ir para casa. Quando a gente chegou na campanha, a gente não era ninguém, era um azarão. Teve de tudo. No dia seguinte ao Globo de Ouro, Los Angeles pegou fogo. Tive que sair fugida”, contou.
Na sequência, a atriz relembrou o episódio envolvendo Karla Sofía Gascón e disse que foi surpreendida pelas acusações enquanto tentava descansar após a maratona de compromissos. (vídeo da entrevista aqui)
“Entrei num quarto de hotel, num lugar lindo para descansar, eu ‘lia infinita’ [o feed infinito das redes]. Entra a atriz de Emilia Pérez dizendo que eu tinha uma equipe trabalhando contra ela. Aí eu tive outro [imita uma pessoa passando mal]. Hoje em dia está assim. Hoje em dia, dar entrevista é um perigo, é cancelamento certo”, afirmou.
A declaração faz referência à polêmica que marcou a reta final da campanha do Oscar, quando Karla Sofía Gascón sugeriu, em entrevista, que pessoas ligadas à equipe de Fernanda Torres estariam promovendo ataques contra ela nas redes sociais.
A fala repercutiu internacionalmente e acabou aumentando a tensão entre as campanhas dos dois filmes. Relembre a cronologia dos fatos abaixo.
Oscar de 2025
Karla Sofía Gascón vive a personagem-título de ‘Emilia Perez’
Divulgação
No Oscar de 2025, “Emilia Pérez” concorreu com o brasileiro “Ainda Estou Aqui”, uma produção original do Globoplay, nas categorias de Melhor Filme e Filme Internacional.
Karla Gascón estava na disputa com Fernanda Torres pela estatueta de Melhor Atriz, e o antagonismo das duas na premiação foi o estopim da controvérsia sobre a artista espanhola.
Veja a linha do tempo do escândalo envolvendo Karla Sofía Gascón; abaixo, entenda detalhes de cada capítulo da história.
‘Emilia Pérez’, ame ou odeie: como rival de ‘Ainda Estou Aqui’ no Oscar foi de queridinho da crítica a filme mais zoado do ano
21 de janeiro: Karla pede ajuda a Fernanda Torres para conter ódio de brasileiros;
24 de janeiro: Fernanda elogia a colega e pede fim da rivalidade nas redes sociais;
28 de janeiro: Jornal publica entrevista em que Karla diz que “pessoas no ambiente de Fernanda Torres” falam mal de seu trabalho e do filme “Emilia Pérez”;
30 de janeiro: Karla pede desculpa pelas acusações e, no mesmo dia, têm posts antigos com mensagens racistas e xenofóbicas expostos em rede sociai;
31 de janeiro: Karla se desculpa novamente e a imprensa especializada diz que caso pode prejudicar “Emilia Pérez” no Oscar.
21 de janeiro: Karla pede ajuda
Karla Sofía Gascón comenta ataques nas redes e pede ajuda a Fernanda Torres
Desde antes do anúncio dos indicados ao Oscar, no dia 23 de janeiro, “Emilia Pérez” e sua protagonista já eram encarados como os grandes rivais de “Ainda estou aqui” e Fernanda Torres na premiação.
Por isso, muitos brasileiros destinaram um número descabido de ódio à produção e à atriz – que viu suas redes sociais invadidas por ataques de fãs de Fernanda. Em entrevista ao g1 no dia 21, durante sua passagem pelo Brasil para promover o filme, Karla pediu ajuda com bom humor:
“Fernanda, por favor, um abraço. Te amo muito. Me ajuda com essa galera.”
24 de janeiro: Fernanda elogia Karla
Fernanda Torres elogia Karla Sofía Gascón, após atriz pedir ajuda para lidar com haters
Em vídeo publicado no Instagram, Fernanda Torres exaltou a colega e relembrou como conheceu Karla em uma festa em Hollywood “com a maior concentração de atores incríveis que já tinha visto”.
Segundo Fernanda, foi a espanhola quem a ajudou na festa e a apresentou aos colegas. “Foi de um carinho, de uma solidariedade”. No post, ela pediu que os brasileiros não levem a disputa entre as duas para a vida fora da premiação:
“‘Não vamos tratar ninguém mal e criar uma coisa que é um contra o outro, pelo amor de Deus. Eu sou para sempre grata a Sofía Gascón. Ela está maravilhosa em ‘Emilia Pérez’.”
28 de janeiro: Karla faz acusações
Durante a passagem pelo Brasil, antes do anúncio dos indicados ao Oscar, Karla Gascón acusou “pessoas que trabalham no ambiente de Fernanda Torres” de falar mal de seu trabalho e de “Emilia Pérez”.
As declarações ganharam repercussão na última terça-feira (28), por causa de uma entrevista publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo”. “O que eu não gosto é que exista uma equipe de redes sociais que trabalha ao redor de todas essas pessoas tentando diminuir o trabalho de outras pessoas, como o meu, ou o do filme, porque isso não leva a lugar nenhum”, afirmou ela.
“Há muitas pessoas que trabalham no ambiente de Fernanda Torres que falam mal de mim e de ‘Emilia Pérez’.”
Usuários de redes sociais passaram a reclamar que as acusações de Karla poderiam infringir as regras de campanha da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood para o Oscar. O regulamento de 2025 estabeleceu que “Membros da Academia, empresas cinematográficas ou indivíduos diretamente associados a um filme elegível” não podem “compartilhar informações enganosas ou falsas sobre um filme, performance ou conquista”.
De acordo com a revista americana “Rolling Stone”, no entanto, uma fonte não identificada afirmou que a Academia não viu as declarações da espanhola como um desrespeito às regras.
30 de janeiro: Karla se desculpa
Fernanda Torres e Karla Sofía Gascón
Fantástico/ Reprodução
Em uma entrevista à revista “Variety” publicada nesta quinta (30), Karla voltou atrás nas acusações, e se retratou. “Sou uma grande fã de Fernanda Torres e foi maravilhoso conhecê-la nos últimos meses. Em meus comentários recentes, eu estava me referindo à toxicidade e ao discurso de ódio violento nas mídias sociais, que infelizmente continuo a vivenciar”, disse.
“Fernanda tem sido uma aliada maravilhosa, e ninguém diretamente ligado a ela foi nada além de solidário e extremamente generoso.”
30 de janeiro: Posts antigos viralizam
No mesmo dia do pedido de desculpas, posts antigos da atriz de “Emilia Pérez” começaram a viralizar no X (antigo Twitter). Resgatadas pela jornalista canadense Sarah Hagi, as publicações de 2020 e 2021 têm teor racista e xenofóbico. Elas falam sobre islamismo, o caso George Floyd e a inclusão no Oscar.
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“Sinto muito, é apenas minha impressão ou há mais muçulmanos na Espanha? Cada vez que vou buscar minha filha na escola, há mais mulheres com os cabelos cobertos e as saias até os calcanhares. No próximo ano, em vez de inglês, teremos que ensinar árabe”, escreveu a atriz em um post de novembro de 2020.
Ao mencionar George Floyd, um homem negro morto por um policial branco com joelhos em seu pescoço, em 2020, Karla escreveu: “Eu realmente acho que muito poucas pessoas se importaram com George Floyd, um bandido viciado em drogas, mas sua morte serviu para demonstrar mais uma vez que há pessoas que ainda consideram os negros como macacos sem direitos e consideram os policiais como assassinos.”
Em 2021, a atriz criticou a premiação do Oscar. “Cada vez mais o Oscar parece uma cerimônia de filmes independentes e de protesto, não sabia se estava assistindo a um festival afro-coreano, a uma manifestação do Black Lives Matter [movimento antirracista] ou ao 8M [movimento feminista].”
31 de janeiro: Karla se desculpa (de novo)
Nesta sexta (31), a atriz divulgou um comunicado, pedindo desculpas pelas mensagens antigas reveladas nos últimos dias. “Quero reconhecer a conversa em torno de minhas postagens anteriores nas redes sociais que causaram dor.”
“Como alguém de uma comunidade marginalizada, conheço muito bem esse sofrimento e lamento profundamente aos que causei dor. Toda a minha vida eu tenho lutado por um mundo melhor. Acredito que a luz sempre triunfará sobre as trevas.”
Karla deletou sua conta no X, enquanto, na imprensa especializada em cinema, ganha força a tese de que o escândalo pode se tornar um obstáculo para “Emilia Pérez” no Oscar.
“Poucas horas atrás, “Emilia Pérez” era um favorito ao Oscar, com 13 indicações e o apoio do maior serviço de streaming do mundo. Agora, é um alerta sobre os perigos de construir uma narrativa calorosa e confusa em torno de uma realidade que é muito mais complicada”, diz a revista “Variety” em um texto publicado nesta quinta.
O artigo faz um contraponto entre o comportamento de Karla Gascón na vida real e a trama de redenção moral exposta no filme. Para a “Variety”, o caso “põe em risco não apenas a própria campanha de Gascón, mas a do filme que leva o nome de sua personagem e, portanto, é inseparável dela”.
Assista ao trailer do filme “Emilia Perez”

Fonte: G1 Entretenimento

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Gustavo Mioto diz não confiar em rankings e avalia avanço do funk: ‘O que me interessa é a frente do palco’


Gustavo Mioto fala sobre carreira internacional e mesmice da música sertaneja
Há cerca de um ano e meio, Gustavo Mioto esteve no g1 Ouviu e falou sobre a “atual mesmice na música sertaneja”. Na época, o cantor afirmou que o gênero musical não estava caminhando em questão de qualidade.
Meses após o comentário do artista, o sertanejo foi perdendo a dominância das primeiras posições do ranking de músicas mais ouvidas no Spotify. Desde o final de 2025, o gênero predominante no Top 10 é o funk.
Na última semana, Gustavo voltou a falar com o g1 e, questionado sobre a possibilidade de essa mudança no ranking ter relação com a tal mesmice do sertanejo, ele não poupou críticas novamente.
“Eu acho que domínio de ranking é domínio de números. E a gente tem várias possibilidades de como esse domínio pode ser conquistado. Né? Vamos lá”, afirma Gustavo.
“Eu não tenho me interessado mais pelos rankings, porque na frente do palco a gente vê o que é domínio. E os artistas que eu vejo dominando a frente do palco, às vezes não estão dominando os rankings.”
“Para mim, o que me interessa é o quanto de gente tem na frente do palco e o quanto eles estão cantando a música inteira, e não só aquele pedaço dos 15 segundos.”
Mioto ainda afirmou que esse domínio nas plataformas é subjetivo e que não confia nos números. Mas acredita, sim, que a mesmice possa ser um fator contribuinte, já que “você ouve 10 projetos sertanejos atuais, e ouve a mesma coisa nos 10.”
“Eu continuo com a mesma opinião. A gente vive uma mesmice, vive ainda andando de ré dentro do sertanejo. Em 1992, 1995, o Zezé era mais moderno do que a gente é hoje.”
“Temos talvez o gênero mais ouvido e popular do Brasil, e estamos deixando isso ser carne de vaca.”
Show de Gustavo Mioto continuou com chuvarada na Festa do Peão de Americana 2026
Thomaz Marostegan
Carreira internacional é fuga do sertanejo?
Na tentativa de mostrar que existem outras maneiras de trazer novidades para o mercado sertanejo, Mioto está investindo em sua carreira internacional.
Em abril, o cantor lançou a música “Last Goodbye”. E, nesta quarta-feira (8), chega com a “Drunk Side”, que será a música tema da Festa do Peão de Barretos de 2026.
“Eu fico ansioso para ver o que novas pessoas fazem. E quando vejo novas pessoas chegando, geralmente são as mesmas coisas. Acho que existem maneiras de fazer e estou muito ansioso para alguém chegar e fazer diferente. Então, antes de esperar, eu preciso tentar pelo menos mostrar como é que eu faria”, afirma o artista após negar que a aposta na música country seja uma fuga do sertanejo.
O álbum completo ainda não tem data exata para ser lançado. A ideia, é que saia ainda em 2026. Mas Mioto já comemora e diz que receptividade do projeto “foi melhor do que o esperado”.
“Pra ser bem sincero, eu esperava muito pouco, porque a gente sabe que é um brasileiro cantando em outra língua, um sertanejo cantando em inglês. São várias variáveis que impedem de isso andar. Então eu achei que foi muito bem”, diz.
“A gente teve várias críticas americanas positivas. Descobri que um dos críticos do country mais respeitados por lá [Robert K. Oermann, da MusicRow Magazine] elogiou a ‘Last Goodbye’. Falou que vê sinceridade, autenticidade. Então, só por ter recebido esse primeiro feedback, já é um grande sucesso.”
“Quando eu comecei, nem no Brasil eu tive o feedback positivo na minha primeira música”, compara o artista, que iniciou a carreira em 2012 e estourou nacionalmente somente quatro anos depois, com a faixa “Impressionando anjos”.
“Drunk Side” em Barretos
Show de Gustavo Mioto na 5ª noite da Festa do Peão de Americana 2026
Thomaz Marostegan
Gustavo Mioto passou o início do ano em Nashville, nos Estados Unidos, trabalhando nas composições e produções deste primeiro álbum country. Foi lá que nasceu “Drunk Side”.
O artista, que já compôs muitas músicas inspiradas em seus relacionamentos, conta que a inspiração para a nova faixa surgiu com base na vida que ele estava levando na cidade americana, conhecida com o berço do country.
“A gente tava aproveitando muito, conseguimos viver muito a cidade, ir nos bares e tal. E aí, quando a gente chegou para compor lá, o Paul Bailey, que é o outro compositor da música, estava falando sobre as vezes que ele já bebeu e o quanto ele queria vir para o Brasil para conhecer as festas brasileiras que ele ainda não conhece e tal.”
“E aí, alguém soltou na roda: ‘aí você vai conhecer o meu pior lado’.”
Neste momento, Mioto teve a ideia de falar sobre o lado perigoso da pessoa ser o “lado bêbado”.
A música não foi criada pensando em ser trilha da Festa do Peão de Barretos, mas quando ele e seu pai, o empresário Marcos Mioto, levaram a ideia para o evento, ela foi apoiada na mesma hora. O cantor gravou o clipe para a faixa na arena do Parque do Peão.
E, ao falar sobre o rodeio, Gustavo afirma que, mesmo após as constantes mudanças nos gêneros musicais da programação, o fato de um artista se apresentar no evento segue sendo um marco na carreira dos artistas e tem a mesma importância do passado.
Para se ter uma ideia, neste ano, o samba e o pagode bateram recorde de participações do gênero no line-up dos últimos 10 anos do evento. Belo, Alexandre Pires e Pixote são alguns dos representantes.
“A essência de Barretos continua a mesma, continua sendo o maior rodeio da América Latina, um dos maiores do mundo.”
“Um reclamar do outro de estar no evento só enfraquece os festivais. Se você não quiser um festival, você tem que entender as limitações que isso pode trazer. Barretos já passou disso. Barretos é mundo e tem total liberdade de fazer isso. Não perde nada, só tem a somar.”
Ao ser questionado sobre o caminho inverso – de festivais de outros gêneros incluírem o sertanejo na programação –, Mioto se mostra a favor.
“Já falei sobre isso e tomei uma paulada na internet. Mas acho que, do mesmo jeito que alguns artistas de outros gêneros amam tocar nos rodeios ou eventos sertanejos, a gente também gostaria de tocar no inverso.”
“Eu, pelo menos, não tenho problema nem preconceito nenhum com isso. Acharia super massa essa mistura. Mas a gente deixa com os realizadores pensarem.”
E será que a fase country pode fazer Mioto ingressar em festivais que ainda não abriram a porta para o sertanejo?
“Sinceramente não sei, porque a gente não tem precedentes. Então vai ser uma coisa nova. Se acontecer, eu vou achar incrível, a minha intenção sempre foi fazer o sertanejo ser maior e sempre o sertanejo mais longe.”
“Se não acontecer, a gente já sabe que não adianta. E que é só a não vontade de ter o sertanejo lá dentro.”
Gustavo Mioto na Festa do Peão de Americana
Thomaz Marostegan/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Covers de Michael Jackson celebram agenda cheia após sucesso do filme: ‘Fiz até despedida de solteiro’


Covers de Michael Jackson celebram agenda cheia após sucesso do filme
“Michael”, filme que conta parte da carreira do Rei do Pop, foi um sucesso absoluto nos cinemas do mundo e se tornou a cinebiografia musical com a maior bilheteria de todos os tempos. E esse sucesso de público impactou quem “vive de Michael”.
Os covers do artista no Brasil também conseguiram lucrar com o sucesso do longa e aumentaram seus faturamentos.
Foi o caso de Gleidson Rodrigues – ou Gleidson Jackson –, que interpreta o cantor há mais de 25 anos. Ele explica ao g1 que só no intervalo entre maio e julho, sua agenda teve um crescimento vertiginoso. Nesse intervalo em 2024, ele fez cerca de 12 apresentações. Em 2025, foram mais de 50.
“O fluxo de contratações aumentou uns 300% quando entrou o filme. A grande dificuldade para a gente é que esse boom faz com que a gente tenha oferta de fazer shows todos os dias, mas isso seria uma irresponsabilidade”, comenta.
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O problema, segundo ele, é a falta de condições físicas e logística para fazer tanto show.
Morador de Fortaleza, no Ceará, ele conta que a maioria dos convites vem da região Norte e Nordeste e viajar o Brasil cantando e dançando precisa de um planejamento, ainda mais para quem trabalha de forma 100% independente. Ele, que também é costureiro, produz a própria roupa.
Gleidson, cover de Michael Jackson
Divulgação
É o próprio Gleidson, inclusive, quem negocia boa parte das suas apresentações. Depois do filme, a variedade dos convites também cresceu. Um dos shows foi feito numa despedida de solteiro.
“Teve uma contratação que não entendi bem a festa e fiquei com vergonha de perguntar ao cliente. O ‘homenageado’ era muito fã do Michael Jackson e tinha a Madonna também. Por sinal, até conheço, uma grande amiga, a Verônica Pires [que faz a Madonna].”
“Tinha outras coisas que não posso entrar em detalhes, mas você entendeu: despedida de solteiro. Já dá para imaginar.”
Sucesso garantido
Rodrigo Teaser é um dos maiores imitadores de Michael Jackson no mundo. Em junho, mês da morte de Michael, ele tem uma temporada de shows marcada em São Paulo, em geral, com três datas.
Por conta do sucesso do filme, ele duplicou o número de apresentações.
“Assim que a produção lançou [as datas], esgotaram todos os shows de junho. É um efeito que tem acontecido no Brasil afora e até fora do Brasil também. Tivemos tantas datas extras aqui que muitos shows lá fora, de contratantes que entraram em contato, eu não pude nem assumir”, explica.
Rodrigo Teaser na pele do rei do pop, Michael Jackson
Divulgação
Os shows de Rodrigo e Gleidson são focados na fase áurea de Michael, que é retratada no filme dirigido por Antoine Fuqua.
Eles explicam que, por conta do sucesso do filme, adaptaram suas apresentações para contemplar as canções que estão no longa.
“Todo mundo queria a era ‘Bad’, porque o Michael estava cantando ‘Bad’ no filme. O repertório teve que ser reinventado”, explica Gleidson.
Os covers explicam também que perceberam um público mais curioso nos shows.
Michael Jackson
Divulgação
Se antes quem frequentava esse tipo de espetáculo eram os fãs engajados de Michael Jackson, agora crianças e pais que não viveram o auge do Rei do Pop gostariam de ter alguma ideia de como era uma apresentação na vida real.
“O Michael é um artista que sempre cativou o público infantil, e agora com o filme percebo um aumento, tem ido muito mais crianças e adolescentes. O público do tributo está se expandindo”, conta Teaser.
“Críticas” ao filme
‘Michael’, cinebiografia do rei do pop, emociona com música, mas não explora o personagem
Com relação à opinião sobre “Michael”, os dois covers têm visões distintas. Ambos concordam que o filme foi bem em apresentar um cantor além das polêmicas, mas discordam sobre a qualidade do longa.
“Eu gosto muito do filme, acho muito bacana como o longa coloca o Michael no lugar de celebração. Mas eu acho que o longa, por seguir uma fórmula que é a que a gente vive hoje, é superficial. Acho que a produção perde uma oportunidade de, de repente, mostrar certos traumas que ele viveu e que justificariam o adulto incompreendido que ele se tornou”, diz Rodrigo Teaser.
“A gente que vive há 25 anos a história dele sabe quando o termômetro diz ‘ih, não foi legal’ e quando vai ser estrondoso. Sabíamos que ia ser um sucesso. Acho que vai concorrer ao Oscar no ano que vem. Não sei se vai dar tempo, mas acredito que vai concorrer em alguma categoria”, comenta Gleidson.
Rodrigo Teaser e Gleidson Rodrigues
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘La Cuarta Estrella’: música que embala Argentina na Copa cita trauma de Maradona e Malvinas


Jogadores comemoram vitória da argentina com música que embala torcida
Reuters e Reprodução/Instagram
A Argentina conquistou uma vitória emocionante por 3 a 2 contra o Egito nesta terça-feira (7), se classificando para as quartas de final da Copa do Mundo 2026.
No vestiário, os jogadores argentinos comemoram com uma canção que vem embalando os torcedores nas arquibancadas.
Trata-se de “La Cuarta Estrella”, música que usa a melodia de um clássico da cumbia local: “No Me Arrepiento de Este Amor”, da cantora Gilda.
O videoclipe oficial do hit argentino da Copa acumula cerca de três milhões de visualizações no YouTube (veja letra completa no final deste texto).
A letra fala da trajetória da seleção sulamericana ao longo das Copas e de como os jogadores farão de tudo para vencer o quarto título para Lionel Messi.
Ao jornal “La Nación”, o influenciador digital e autor da letra, Pablo Quintana, explicou que escolheu a melodia da canção de Gilda pois, por se tratar de um sucesso local, geraria uma identificação instantânea.
“Tentei representar o sentimento popular da Argentina, dos torcedores, das famílias e, principalmente, das crianças, porque elas são o público mais entusiasmado, as que mais cantam.”
A música foi feita antes do Mundial e o compositor diz que conseguiu autorizações com a família de Gilda e sua gravadora, Leader.
Acompanhando a Copa nos EUA, Quintana encontrou por lá Ignacio Ovando, zagueiro que acompanhou a Argentina nos amistosos de preparação para o mundial e confirmou que a música já era destaque no vestiário mesmo antes do início da competição.
“Quando nos encontramos, ele [Ignacio] me disse: ‘Sua música é fantástica, cantávamos todos os dias'”, explicou.
Referências da letra
Pablo Quintana, autor de ‘La Cuarta Estrella’
Reprodução/Instagram
A canção começa falando do amor pela seleção e relembrando o terceiro título da Copa do Mundo conquistado pela Argentina em 2022, no Catar, com Messi como destaque.
Na sequência, a composição volta 32 anos na história para relembrar a Copa de 1994, também disputada nos EUA.
Naquele ano, o camisa 10 Diego Maradona foi suspenso da competição – que terminaria com a Argentina eliminada e o Brasil campeão.
“E 32 anos depois, ‘La Scaloneta’ se vingará. A taça que foi roubada do número dez. Aquela que eles não nos deixaram levantar”
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Por fim, a música fala sobre orgulho de ser argentino e de que o título será para as Ilhas Malvinas (em eterna disputa com os ingleses), para Diego [Maradona] e para a última Copa de Leo [Messi].
“Argentina, quero ver vocês se tornarem bicampeões”, termina a letra, fazendo referência à possibilidade de dois títulos em sequência.
A canção do tri
Em 2022, o hit do terceiro título argentino foi “Muchachos”. Febre que embalou também a festa do título, “Muchachos” tem como compositor Fernando Romero
A letra provoca o Brasil por causa da Copa América de 2021, mas lembra as próprias derrotas no futebol e até na Guerra das Malvinas. O amor a Maradona é tanto que se estende aos pais, Dom Diego e Tota.
A música original é da banda La Mosca Tsé-Tsé. Ela foi lançada em 2003 com o título “Muchachos, esta noche me emborracho”.
Veja a letra completa de “La Cuarta Estrella”:
Sou torcedor da seleção
Eu apoio com todo o coração
Ganhamos a terceira com Lionel
Queremos ser campeões novamente
E 32 anos depois
La Scaloneta se vingará
A taça que foi roubada do número 10
Aquela que eles não nos deixaram levantar
Quero ver a quarta estrela
Para brilhar na camisa
Sou argentino do berço ao túmulo
Para as Ilhas Malvinas
Para Diego
Para o último de Leo
Argentina, quero ver vocês se tornarem bicampeões

Fonte: G1 Entretenimento

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Com a voz de Dominguinhos em uma das nove faixas, o trio de forró Manacá da Serra lança o álbum autoral ‘Déjà vu’


Dominguinhos (1941 – 2013) participa postumamente do segundo álbum do trio mineiro de forró Manacá da Serra
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♫ NOTÍCIA
♬ Referencial no universo musical nordestino, a voz do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano Dominguinhos (1941 – 2013) reverbera de forma discreta em gravação de “Menino Angola”, uma das nove faixas do segundo álbum do trio de forró Manacá da Serra, “Déjà vu”.
O álbum “Déjà vu” chega amanhã, 8 de julho, aos aplicativos de áudio. Na música “Menino Angola”, parceria do sanfoneiro Theo Lustosa – integrante do trio mineiro formado em Belo Horizonte (MG) – com Paulinho Motta, a voz de Dominguinhos é ouvida bem ao fundo, como uma quase imperceptível segunda voz, a partir do terceiro minuto da gravação.
A participação soa essencialmente afetiva e resulta de um registro feito por Dominguinhos há 22 anos. Em 2004, Dominguinhos registrou a música “Menino Angola”, mas a gravação foi arquivada e, depois, dada como perdida – até ser encontrada em 2019, 15 anos após o registro.
O achado permitiu um dueto virtual de Dominguinhos com Zeca Baleiro apresentado há cinco anos em “Serranias” (2021), álbum de Theo Lustosa, músico que integra o trio Manacá da Serra com Barbara Barcellos (voz e triângulo) e Dil Brasil (zabumba).
Além de Dominguinhos, o grupo conta no álbum “Déjà vu” com a participação da Banda de Pau e Corda, presente na gravação da música “Coisa de Maria, coisa de José”, outra parceria de Theo Lustosa e Paulinho Motta.
A dupla de compositores também assina as músicas “Lilith”, “Quando vem” e “Déjà vu desejo” no álbum gravado entre Belo Horizonte (MG) e Sorocaba (SP) com produção musical de Gustavo Marques.
Capa do álbum ‘Déjà vu’, do grupo Manacá da Serra
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Trilhas das novelas de Benedito Ruy Barbosa incluem músicas marcantes que ainda ecoam na memória popular


Zé Ramalho teve a música ‘Admirável gado novo’ amplificada na trilha da novela ‘O rei do gado’ (1996) na gravação original de 1979
Leo Aversa / Divulgação
♫ MEMÓRIA
♬ É difícil dissociar as cenas do núcleo dos sem-terra da novela “O rei do gado” (1996) da música “Admirável gado novo”. A composição de Zé Ramalho sonorizava a trama desse núcleo na gravação original feita pelo artista paraibano em 1979, potencializando a emoção da novela de Benedito Ruy Barbosa (17 de abril de 1931 – 7 de julho de 2026), escritor paulista falecido hoje, aos 95 anos, na cidade de São Paulo (SP).
“Minha música viajou por vários países e ainda hoje é lembrada pelas emocionantes cenas com o núcleo dos sem-terra retratados na novela”, relata Zé Ramalho ao repercutir a morte do novelista em rede social.
De fato, as trilha sonoras das novelas de Benedito Ruy Barbosa – sobretudo as das sagas épicas como “O rei do gado”, exibida há 30 anos – ainda ecoam na memória popular por terem sido marcantes como as tramas do novelista.
Puxando pelo fio da memória, vem à mente a gravação de “Mágoas de caboclo” (J. Cascata e Leonel Azevedo, 1936) pelo cantor Nelson Gonçalves (1919 – 1998), amplificada na abertura da novela “Cabocla” (1979), sucesso da fase em que Benedito ainda escrevia, para a faixa das 18h da Globo, novelas adaptadas de romances brasileiros.
Lançada há 90 anos na voz de Orlando Silva (1915 – 1978), “Mágoas de caboclo” permanece mais associada ao vozeirão grave de Nelson Gonçalves do que a Orlando Silva por conta da novela de 1979. Ainda na trilha de “Cabocla”, a canção “Amora” (1979), ouvida na voz do autor Renato Teixeira, marcou o início da parceria do compositor paulista – fino estilista da canção folk brasileira – com as tramas em que Benedito Ruy Barbosa pôs o Brasil rural na tela da televisão.
Outra canção de Renato Teixeira, “Tocando em frente” tocou na voz de Maria Bethânia na versão original de “Pantanal” (1990), novela que ganhou antológica trilha sonora, com músicas de beleza inebriante como “Estrela natureza” (da dupla Sá & Guarabyra) e com canções igualmente belas criadas pelo compositor e violonista mineiro Marcus Viana.
Ambas da lavra de Viana, a canção “Amor selvagem” e o tema de abertura intitulado “Pantanal” – gravado pelo grupo Sagrado Coração da Terra – contribuíram para a magia da trama pantaneira de 1990, refeita em 2022 com o mesmo tema de abertura, só que então ouvido na voz recorrente de Maria Bethânia.
Aliás e a propósito, uma das gravações mais arrebatadoras da carreira de Bethânia, a de “Mortal loucura” (José Miguel Wisnik com versos do poeta Gregório de Matos, 2005), foi produzida há dez anos por Marcio Arantes para a trilha sonora de “Velho Chico” (2016), última novela inédita da obra imortal de Benedito Ruy Barbosa.
Já a trilha sonora de “Renascer” – tanto a da versão original de 1993, quanto a do remake de 2024 – foi iluminada pela música “Lua soberana”, composição de Ivan Lins, também autor do tema de abertura da versão original da novela, “Confins”.
No geral, as trilhas sonoras das novelas de Benedito Ruy Barbosa muita vezes traduziram a alma arrebatada do escritor, como exemplifica a seleção musical italiana de “Terra nostra” (1999). É por isso que muitas músicas dessas trilhas soam inesquecíveis e ainda reverberam como as novelas desse escritor que radiografou com paixão e precisão as entranhas profundas do Brasil rural.
Maria Bethânia gravou a música ‘Mortal loucura’ para a trilha sonora da novela ‘Velho Chico’ (2016)
Guilherme Nabhan / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Famosos e esposas de jogadores argentinos comemoram resultado


Depois de virar o jogo contra o Egito, a seleção da argentina conseguiu a classificação para quartas de final nesta terça-feira (07).
A influenciadora Carolina Calvagni, esposa do zagueiro Nicolás Tagliafico, postou nos stories o clima no estádio em Atlanta, assim como Agus, casada com Lautaro Martínez. A rapper Nicki Nicole publicou uma imagem assistindo ao jogo e comemorando a virada da seleção argentina.
Carolina Calvagni – Esposa do zagueiro Nicolás Tagliafico
Reprodução/redes sociais
Nicki Nicole comemora resultado da Argentina
Reprodução/Instagram
Agus casada com Lautaro Martínez
Reprodução/Redes Sociais

Fonte: G1 Entretenimento

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Leilane Neubarth anuncia saída do jornalismo diário


Leilane Neubarth anuncia saída do jornalismo diário
Reprodução/GloboNews
Leilane Neubarth anunciou a sua saída do jornalismo diário. A jornalista falou ao vivo na GloboNews nesta terça (7).
“Só aqui na GloboNews são quase 17 anos, mais da metade da história desse canal. Tenho um orgulho imenso de fazer parte do time da GloboNews. Mas antes disso, a gente sabe que nós já tínhamos uma trajetória longa juntos na TV Globo. Eu entrei com 19 anos, uma jovem estagiária que virou repórter e depois apresentadora. Foram algumas gerações de brasileiros, né? Muita gente que me viu crescer, que cresceu comigo, me acompanhou em diversas fases”.
Com mais de 47 anos de carreira, a jornalista começou na Globo como estagiária, em 1979. Em sua trajetória, passou pelo “Jornal da Globo”, “Fantástico”, “Bom dia Brasil”, o “Jornal da GloboNews”, entre outros programas. Mais recentemente, apresentava o “Conexão GloboNews”.
Leilane participou de coberturas de eventos como eleições presidenciais, Olimpíadas e outros grandes acontecimentos históricos.

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Príncipe Harry e Elton John perdem processo contra tabloide britânico


O príncipe britânico Harry comparece a tribunal no Reino Unido, em 9 de abril de 2025.
Reuters/Isabel Infantes
O príncipe Harry e o cantor Elton John perderam o processo por violação de privacidade movido contra o proprietário do jornal Daily Mail, segundo a sentença divulgada nesta terça-feira (7) pelo Tribunal Superior de Londres.
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Após um julgamento de 11 semanas no início do ano, o tribunal determinou em seu veredicto que os “demandantes não conseguiram comprovar as acusações apresentadas. Portanto, as ações ficam indeferidas”.
Durante o julgamento, o filho mais novo do rei Charles III, junto com outras celebridades como Elton John e a atriz Elizabeth Hurley, acusaram a Associated Newspapers Limited (ANL), empresa responsável pela publicação do Daily Mail e do Mail on Sunday, de obter informações ilegais.
Os demandantes denunciaram que os tabloides recorreram a detetives particulares para interceptar mensagens de voz, escutar conversas telefônicas ou até mentir na elaboração de artigos publicados entre 1993 e 2018.
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A decisão representa “uma vitória esmagadora para o Daily Mail e seus jornalistas, assim como para a liberdade de imprensa em geral”, celebrou o grupo ANL em um comunicado. “É uma magnífica reabilitação do jornalismo do Daily Mail”, acrescentou.
A sentença coincide com uma viagem de Harry, de 41 anos, ao Reino Unido. Há alguns anos ele vive na Califórnia com sua esposa, Meghan, e seus dois filhos, Archie e Lilibet.
O processo judicial contra o jornal é o último iniciado pelo duque de Sussex – seu título oficial -, que há vários anos trava uma batalha judicial contra a poderosa imprensa sensacionalista britânica.
O príncipe considera os paparazzi responsáveis pela morte de sua mãe, Diana, em Paris, em 1997.
Ao comparecer ao Tribunal Superior em janeiro, Harry acusou a imprensa sensacionalista de ter tornado “absolutamente infernal” a vida de sua esposa Meghan.
Tanto ele quanto os outros seis demandantes pediam uma indenização “substancial” ao proprietário do Daily Mail e do Mail on Sunday.
Por sua vez, a ANL sustentou que seus jornalistas atuaram dentro da legalidade e que se basearam em fontes legítimas para redigir os artigos.
Em sua batalha judicial contra os tabloides, o príncipe obteve em dezembro de 2023 uma sentença favorável que condenou a empresa editora do Daily Mirror. Posteriormente, em janeiro de 2025, chegou a um acordo financeiro, cujo valor não foi divulgado, com o proprietário de The Sun.
Elton John em Londres, em 27 de março de 2023
Henry Nicholls/Reuters

Fonte: G1 Entretenimento

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Além das novelas: Benedito Ruy Barbosa também escreveu primeira biografia de Pelé


Morre o dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos
Famoso pelas clássicas telenovelas como “Pantanal” e “Terra Nostra”, Benedito Ruy Barbosa tinha um talento que ultrapassava a teledramaturgia. Autor, que faleceu nesta terça-feira (7), escreveu a primeira biografia de Pelé.
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➡️Benedito morreu na capital paulista devido a complicações de insuficiência renal crônica. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
“Eu Sou Pelé”, lançado em 1961, narra a vida do Rei do futebol em primeira pessoa. O livro retrata a infância de Edson Arantes do Nascimento, mostrando o período em que ele sonhava em se tornar aviador e trabalhava como engraxate para ajudar a família.
Antes de se dedicar às novelas, Benedito foi repórter esportivo e acompanhou o início da carreira do Rei do Futebol. Em 1961, a convite da editora Francisco Alves, escreveu “Eu sou Pelé”, quando o jogador tinha apenas 20 anos e já era campeão do mundo.
Há seis anos, em entrevista ao ge, Benedito relembrou o convite para escrever a obra.
“O dono da livraria Francisco Alves me chamou para conversar. Cheguei lá, ‘olha, Ruy, precisamos escrever um livro sobre jogador de futebol. Já tivemos Leônidas, Jair da Rosa Pinto… mas queremos um livro sobre Pelé’. Eu falei: ‘Pelé está jogando agora, é um garoto’. ‘Mas já é campeão do mundo, na Europa chamam rei Pelé. Nós temos que fazer’. Eu falei ‘a gente tem que esperar, eu não vou escrever'”, lembrou.
Inicialmente resistente à ideia de escrever uma biografia de um jogador tão jovem, Benedito acabou mudando de opinião após conversar com o próprio Pelé durante viagens de trem pelo país.
No final, os dois escreveram o livro juntos, com os relatos de Pelé e a escrita e organização de Benedito. E, assim, o livro foi publicado como uma autobiografia.
Dessa parceria nasceu a obra que reúne lembranças da infância do craque, desde a vida humilde entre Três Corações (MG) e Bauru (SP) até a chegada ao Santos e o início da carreira que o transformaria em ídolo mundial.
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Lenda da TV
Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Junior/TV Globo
Conhecido por verdadeiras sagas, o dramaturgo construiu histórias que atravessam o universo rural brasileiro, exploram a diversidade cultural, com interesse especial na imigração italiana, e apresentam amores intensos.
Seu legado inclui tramas icônicas como “Meu Pedacinho de Chão” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Gado” (1996) e “Terra Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, determinação para a luta, crença em valores positivos”, como o próprio determina.
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931, e passou a infância na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos
Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou como auxiliar em uma firma comercial, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um emprego como revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
O gosto pela escrita levou Benedito a criar seu primeiro romance, “Fogo Frio”, que foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, começo de sua trajetória como roteirista.
Tony Ramos se emociona ao falar de Benedito Ruy Barbosa
Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras como Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu pedacinho chão”, novela produzida por uma parceria da Cultura com a Globo e exibida por ambas.
Cinco anos depois, assinou com a Globo, onde deu início a uma sequência de sucesso na faixa das 18h. Nessa época, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979).
Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasileiro.
Com o sucesso, retornou à Globo para escrever “Renascer” (1993), trama ambientada no interior baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio. Ambas seriam refilmadas décadas depois, escritas por seu neto, Bruno Luperi.
Com “O Rei do Gado” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas como a posse de terra e a reforma agrária.
Já em “Terra Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.
Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Chão”.
Na versão cheia de cores da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a Censura havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar.
Em 2016, escreveu “Velho Chico”, ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino. A novela trouxe um embate de gerações e a disputa por terra e poder no interior do Brasil.
“Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor”, definiu Benedito Ruy Barbosa em depoimento ao Memória Globo.
Antes de se tornar um dos maiores autores de novelas do país, Benedito Ruy Barbosa foi jornalista esportivo e escreveu Eu Sou Pelé, lançado em 1961.
Montagem/g1

Fonte: G1 Entretenimento