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Adidas rompe parceria com Kanye West depois de comentários antissemitas do rapper


No início de outubro, a marca alemã tinha informado que estava reavaliando o relacionamento com o músico. Kanye West discursa em vídeo de campanha à presidência dos EUA
Reprodução/Twitter/kanyewest
A marca Adidas rompeu a parceria com o rapper Kanye West depois das falas antissemitas do artista nesta terça-feira (25).
Em comunicado, a empresa diz que “não tolera antissemitismo e qualquer outro tipo de discurso de ódio. Os comentários e ações recentes de Ye foram inaceitáveis, odiosos e perigosos, e violam os valores da empresa de diversidade e inclusão, respeito mútuo e justiça.”
A marca alemã já tinha informado no início do mês que estava reavaliando a parceria com o músico, depois de ele ter criticado as ações comerciais da empresa.
“Após uma revisão completa, a empresa tomou a decisão de encerrar a parceria com Ye [como Kanye é chamado atualmente] imediatamente, encerrar a produção de produtos da marca Yeezy e interromper todos os pagamentos a Ye e suas empresas. A adidas interromperá o negócio da adidas Yeezy com efeito imediato”, diz ainda a nota.
A empresa informou que o impacto negativo de curto prazo será de 250 milhões de euros (cerca de 1,3 bilhão de reais) no lucro líquido da empresa em 2022, já que este quarto trimestre é considerado alta sazonalidade.
“A Adidas é a única proprietária de todos os direitos de design de produtos existentes, bem como cores anteriores e novas sob a parceria. Mais informações serão fornecidas como parte do próximo anúncio de ganhos do terceiro trimestre da empresa em 9 de novembro de 2022”, completa o comunicado.

Fonte: G1 Entretenimento

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Procurador detalha supostos estupros cometidos por Harvey Weinstein em julgamento em Los Angeles


Ex-poderoso de Hollywood responde por onze acusações de estupro e agressão sexual em Los Angeles. Ele já cumpre pena em Nova York. Harvey Weinstein no tribunal no dia 4 de outubro
Etienne Laurent/via Reuters/Arquivo
Um promotor de Los Angeles disse nesta segunda-feira (24) a um corpo de jurados que eles ouvirão oito mulheres que dizem que Harvey Weinstein as agrediu sexualmente durante seu tempo como um dos produtores mais poderosos de Hollywood.
‘Vitória’ e ‘grande avanço’: veja as reações à condenação de Harvey Weinstein por agressão sexual e estupro
Violência, abuso e canibalismo: As acusações e os bastidores da ruína de galã que encantou Hollywood
Weinstein, que se tornou o principal rosto das acusações do #MeToo há cinco anos, está cumprindo uma sentença de 23 anos de prisão por crimes sexuais em Nova York.
Em Los Angeles, o produtor está sendo julgado por 11 acusações de estupro e agressão sexual. Ele se declarou inocente.
No início das declarações de abertura, o vice-procurador distrital Paul Thompson apresentou detalhes gráficos e citações de mulheres que disseram que Weinstein as convidou para quartos de hotel para supostas reuniões de negócios entre 1991 e 2015.
“Ele estava tentando manter seu pênis na minha boca”, disse Thompson, citando uma delas.
Harvey Weinstein durante sessão no tribunal em Los Angeles no dia 24 de outubro
Mona Edwards/via Reuters
Ele citou outra que disse que Weinstein a despiu e acariciou seu seio enquanto se masturbava.
Weinstein, sentado no tribunal de terno escuro e gravata, ocasionalmente balançava a cabeça enquanto Thompson falava.
Supostos incidentes envolvendo quatro das mulheres são a base das acusações contra Weinstein. As outras quatro mulheres, que tiveram encontros com Weinstein fora de Los Angeles, serão apresentadas pelos promotores para tentar estabelecer um padrão de comportamento.
Harvey Weinstein em audiência sobre casos de abuso sexual em Los Angeles, no dia 29 de julho
Etienne Laurent/Pool via Reuters
Uma das acusadoras de Weinstein é Jennifer Siebel Newsom, documentarista e esposa do governador da Califórnia, Gavin Newsom. Ela vai testemunhar que Weinstein a estuprou em 2005, quando ela estava tentando construir uma carreira como atriz, disse Thompson.
Nenhuma das mulheres falou publicamente na época, disse Thompson, porque temiam que Weinstein “pudesse acabar com suas carreiras”. Ele mostrou ao júri pôsteres de filmes como “Pulp Fiction” e “Shakespeare apaixonado”, entre outras produções de Weinstein.
Weinstein, de 70 anos, foi condenado por má conduta sexual em Nova York em fevereiro de 2020. Alegações contra ele ajudaram a alimentar o movimento #MeToo de mulheres falando sobre assédio e abuso por homens em Hollywood e além.

Fonte: G1 Entretenimento

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WhatsApp instável nesta terça (25) gera memes nas redes sociais

Serviço pertence ao Meta, de Mark Zuckerberg. Instabilidade foi relatada no Brasil e em outras partes do mundo. Com o WhatsApp fora no ar desde a madrugada desta terça-feira (25), internautas brasileiros recorrerem a outras redes sociais para checar a instabilidade do aplicativo e a “reclamar” através de memes, principalmente no Twitter.
“Em pleno 2022, ano da tecnologia, eu reiniciando meu telefone 3x, e pensando que era problema na internet, mas foi o whatsapp que parou”, escreveu uma internauta no Twitter.
“Eu indo no Twitter depois de reiniciar o celular, desligar e ligar a internet várias vezes e tira o wi-fi da tomada, chego aqui e vejo que o WhatsApp caiu mesmo”, escreveu outro.
A Meta, que controla o serviço de troca de mensagens e também é dona do Facebook e Instagram, admitiu que o WhatsApp apresenta instabilidade.
“Estamos cientes de que algumas pessoas estão tendo problemas para enviar mensagens e estamos trabalhando para restaurar o WhatsApp para todos o mais rápido possível”, disse um porta-voz da Meta à TV Globo.
Veja algumas brincadeiras no Twitter:
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Fonte: G1 Entretenimento

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Gatos são apegados, sim! Estudo aponta que felinos entendem quando humanos falam diretamente com eles


Pesquisa foi feita com 16 gatos e utilizou áudios com a voz dos donos dos animais e de pessoas desconhecidas. Gatos reconhecem a voz de seus donos, apresentando um comportamento mais ativo e concentrado quando os escutam falando diretamente com eles.
Reprodução/Springer Nature/Animal Cognition
Um estudo publicado na revista científica “Animal Cognition” descobriu que os gatos têm uma alteração de comportamento ao ouvirem seus donos se dirigindo a eles.
Realizada com a participação de 16 gatos, a pesquisa demonstrou que quando os felinos ouvem a voz de um estranho ou a voz de seu dono dirigida a outra pessoa não há alteração significativa de suas atitudes.
Apesar de diversos estudos já terem demonstrado que o tom de voz humano varia dependendo a quem a pessoa está se dirigindo (crianças, animais etc.), ainda não havia evidências científicas de que os gatos teriam uma resposta comportamental correspondente.
Apesar de a pequena amostra usada no estudo não ser adequada para medir o comportamento base dos gatos em geral, os autores sugerem pesquisas futuras dedicadas a investigar se esse resultado é igual em gatos mais socializados e que estão acostumados a interagir com estranhos.
Realizado na Universidade Paris Nanterre, na França, a investigação em três etapas se baseou na gravação da voz do dono do animal e de um estranho, ambos pronunciando frases em dois diferentes tons, um dirigido aos gatos e outro aos humanos.
Etapas do estudo
A primeira parte da pesquisa envolveu um áudio no qual uma pessoa aleatória iniciava falando e, depois, o dono do gato começava a falar. A segunda se baseou na alteração do tom de voz usado pelo dono do gato (direcionado ao animal ou direcionado a outra pessoa adulta). A terceira etapa foi igual, mas com a voz de um estranho.
Os autores registraram e classificaram a intensidade do comportamento dos gatos reagindo ao áudio, verificando comportamentos como repouso, movimentação da orelha, dilatação da pupila e movimentação da cauda, ​​entre outros.
Na primeira fase, 10 dos 16 gatos mostraram uma diminuição na intensidade do comportamento ao ouvir três clipes de áudio da voz de um estranho chamando-os pelo nome. No entanto, ao ouvir a voz de seu dono, a intensidade do comportamento aumentou significativamente.
Os gatos exibiram comportamentos como virar os ouvidos para os alto-falantes, se movimentar mais pela sala e dilatar a pupila ao ouvir a voz de seus donos. Para os autores, essa alteração repentina indica que os gatos podem discriminar a voz de seu dono da de um estranho.
Na segunda etapa, 10 gatos (8 dos quais eram os mesmos da primeira) apresentaram um comportamento menos ativo ao ouvir o áudio de seu dono em um tom direcionado para adultos, mas aumentaram significativamente mais uma vez seu comportamento ao ouvir o tom direcionado a eles.
Não foi registrada alteração na intensidade do comportamento na terceira etapa do experimento, quando um estranho estava falando em um tom direcionado para o adulto e depois direcionado ao gato.
“Essas descobertas trazem uma nova dimensão às relações gato-humano, com a comunicação do gato potencialmente contando com a experiência da voz do falante. Eles concluem que os relacionamentos individuais são importantes para que gatos e humanos formem laços fortes”, afirmam os autores do estudo.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Maria Maud emplaca o primeiro hit ao regravar ‘Dengo’ com João Gomes um ano após ter lançado o disco inicial


Cantora e compositora carioca é filha da atriz Claudia Abreu e já tem outros cinco singles editados antes de ter posto voz na música ouvida na novela ‘Travessia’. ♪ Pouco mais de um ano após debutar no mercado fonográfico com o single Sempre chega, gravado com Bruno Chelles e lançado em agosto de 2021, Maria Maud já emplaca um hit viral – e em dueto com João Gomes, um dos cantores mais populares do Brasil.
Cantora e compositora carioca que fez o primeiro show em agosto de 2019, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), Maud é a voz que, ao lado de Gomes, embala as cenas românticas do casal Ari (Chay Suede) e Chiara (Jade Picon) na recém-estreada novela Travessia (Globo) com gravação inédita de Dengo.
Música apresentada em maio somente na voz de João Gomes, na cadência animada do piseiro, a composição de Daniel Mendes e Rodrigo de Jesus Martins (Diggo) ganhou registro mais cool em gravação feita com produção musical de Ariel Donato e GB da Banca.
Ao postar vídeo nas redes sociais em que dava voz ao hit de Gomes, Maud – que vem a ser filha da atriz Claudia Abreu com o cineasta José Henrique Fonseca – acabou ganhando a chance de regravar Dengo para a trilha sonora de Travessia.
No embalo da execução da música na novela, Maud lançou a gravação com João Gomes em single posto em rotação na sexta-feira, 21 de outubro.
Antes de Dengo, Maria Maud lançou cinco singles. O já mencionado Sempre chega (2021), Sem chão (2021) – gravado pela cantora com Thales Cavalcanti – Preguiça de você (2021) e Minha vingança (2021) saíram no ano passado. Já o single 584 foi lançado neste ano de 2022.
Capa do single ‘Dengo’, de Maria Maud com João Gomes
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Silva prepara o 11º álbum, de volta à gravadora que o projetou há dez anos


Silva volta à gravadora Som Livre, em movimento inesperado, após dois álbuns editados pelo selo Farol Music
André Rola / Divulgação Som Livre
♪ ANÁLISE – Silva debutou no mercado fonográfico em 2011 com a edição de EP autoral batizado com o nome do cantor, compositor e músico capixaba. Mas foi no ano seguinte que, contratado pelo selo slap (da gravadora Som Livre), Silva começou a ganhar projeção na cena indie brasileira, a partir da edição do álbum Claridão (2012), antes de migrar para o mainstream com discos de pegada e repertório mais pop.
Ainda assim, o retorno do artista para a Som Livre – após ter editado os álbuns Cinco (2020) e De lá até aqui (2021) pelo pequeno selo fonográfico Farol Music – é movimento inesperado que sinaliza que, para cantores que querem continuar transitando pelo mainstream, as grandes gravadoras ainda representam certa sedução.
Mesmo sem o poder decisivo de outrora, as companhias ainda são cartas que permanecem dentro do jogo fonográfico, sobretudo no que se refere à divulgação e ao marketing que podem impulsionar o sucesso de um disco.
Com dez álbuns lançados entre 2011 e 2021, Silva prepara o 11º álbum – de conceito ainda mantido em sigilo – já de contrato assinado com a Som Livre. A previsão é a de que o álbum saia até dezembro. Já o primeiro single deve ser apresentado já em novembro.
Mercados à parte, Silva vive ótimo momento artístico, tendo atingido ponto de maturação pop com o último álbum de músicas inéditas, o já mencionado Cinco.

Fonte: G1 Entretenimento

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Internado, Erasmo Carlos ganha declaração de amor da mulher: ‘Duro ficar sem você vez em quando’


Cantor está no hospital desde a última segunda-feira (17) para monitorar readequação a medicamentos. Fernanda Passos postou homenagem em seu Instagram. Erasmo e Fernanda: declaração de amor
Reprodução/Redes sociais
Internado desde o dia 17 de outubro no Hospital Barra D’or, na Zona Oeste do Rio, o cantor e compositor Erasmo Carlos, de 81 anos, ganhou declaração de amor da mulher, a pedagoga Fernanda Passos, nas redes sociais.
“A vida foi tomando rumos diferentes dos que planejamos, mas imagino que tenham sido os rumos certos. Foi indo, indo, indo e ficamos um pelo outro. Não há outro colo que me console a não ser o seu. Trate de saber o seu lugar. Estou onde você quiser que eu esteja, inclusive dentro de você. É duro ficar sem você vez em quando.Parece que falta um pedaço de mim”, escreveu citando versos da música de Dominguinhos e Nando do Cordel.
Segundo nota divulgada pela assessoria do cantor, Erasmo se internou para fazer alguns exames e monitorar uma readequação de medicamentos.
“Erasmo Carlos se internou para realizar bateria de exames e readequação dos medicamentos de uso contínuo. Por decisão médica para melhor acompanhamento, o artista está realizando esse monitoramento no hospital. Erasmo passa bem e está ansioso para voltar a sua rotina e seus shows”.
Erasmo Carlos comemorou os 70 anos de vida e 50 de carreira em show no Theatro Municipal do Rio, em 2011
Marcos Arcoverde/Estadão Conteúdo/Arquivo
Em agosto do ano passado, Erasmo precisou se internado por causa da Covid. Depois de oito dias no hospital, o cantor teve alta e contou que a vacina foi fundamental para a sua pronta recuperação.
“Gente, eu venci a Covid! Não foi mole, não, foi difícil”, afirmou o cantor após ter alta.
Um dos grandes nomes da Jovem Guarda e maior parceiro musical de Roberto Carlos, Erasmo completou 80 anos em junho de 2021.
O cantor tem mais de 600 músicas em seu nome e revelou, em entrevista ao Jornal Nacional, que continua criando (Veja no vídeo abaixo).
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Fonte: G1 Entretenimento

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Silviano Santiago vence Prêmio Camões 2022


Ensaísta e poeta mineiro leva 100 mil euros ao vencer um dos prêmios mais importantes da literatura de língua portuguesa, dado pelos governos de Portugal e do Brasil. O ensaísta e poeta Silviano Santiago na mesa de abertura da Flip de 2012
Flavio Moraes/G1
O ensaísta e poeta mineiro Silviano Santiago é o vencedor do Prêmio Camões 2022, um dos maiores reconhecimentos da literatura em língua portuguesa.
A 34ª edição do prêmio, organizado pelos governos de Portugal e do Brasil, dá ao vencedor 100 mil euros. O júri responsável pela escolha é formado por representantes do Brasil, de Portugal e de países africanos de língua oficial portuguesa.
Nascido em Formiga (MG) em 1936, o romancista, ensaísta, poeta e um dos maiores críticos literários do Brasil, ele é autor de “O entre-lugar do discurso latino-americano”, “O cosmopolitismo do pobre” e “As raízes e o labirinto da América Latina”.
Antes do Camões, o membro da Academia Mineira de Letras venceu seis vezes o prêmio Jabuti e recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras e o José Donoso, do Chile.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ziraldo, 90 anos: a genialidade da obra do ‘velhinho maluquinho’


Cartunista é autor de clássicos que povoam o imaginário infantil, como ‘O Menino Maluquinho’, ‘Flicts’ e ‘O Joelho Juvenal’. Ziraldo
Divulgação
O Menino Maluquinho, Flicts,O Joelho Juvenal… São inúmeras as criações de Ziraldo que não só povoam o imaginário infantil por gerações como têm um reconhecimento acadêmico de grandeza e qualidade.
Para especialistas, ele já é um clássico e sua obra pertence ao primeiro escalão do cânone cultural brasileiro.
Nascido em Caratinga (MG) há exatos 90 anos, Ziraldo Alves Pinto está recluso. Sua saúde debilitou-se bastante depois de três acidentes vasculares cerebrais sofrido de 2018 para cá.
De acordo com a família, por ordens médicas, ele não pode conceder entrevistas.
O que não impede que amigos e fãs celebrem seu aniversário com alegria e, principalmente, reconhecimento.
Neste mês O Menino Maluquinho se tornou série de animação do serviço de streaming Netflix, há o relançamento, em edições especial, de duas de suas obras — O Bichinho da Maçã e Menina Nina.
E ainda um livro-homenagem, preparado pelo cartunista Edra, com 45 cartuns e 45 depoimentos de pessoas que foram influenciados por Ziraldo: 90 Maluquinhos por Ziraldo – Histórias e Causos.
Em um dos seus mais recentes vídeos, gravado em 2019 para divulgação de uma exposição dedicada a ele, Ziraldo comentou que não estava triste, ao se desculpar pela voz um tanto abatido. Era a idade que havia chegado.
“Vocês podem achar que eu estou um pouco triste, falando devagar, porque não é meu estilo. Acontece que eu de repente fiquei velho. Foi outro dia. Eu acordei de manhã e estava velho”, disse ele, vestindo um de seus indefectíveis coletes. “Mas eu estou alegre, estou feliz da vida.”
Ziraldo virou “o Velhinho Maluquinho”.
Em depoimento por escrito enviado à reportagem, o quadrinista Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica comentou que “falar do Ziraldo é chover no molhado”, já que “todo mundo tem um grande carinho por ele e seus personagens”.
Mauricio cita a obra de ambos para ressaltar que “nossa história se entrelaça junto com as crianças e nossos personagens”.
O cartunista Edra preparou um livro-homenagem para celebrar os 90 anos de Ziraldo
Divulgação
“Ziraldo sempre diz que o mais importante é ler. Mas para que isso aconteça, cada vez mais, é preciso ter autores como ele para arrebatar milhões de crianças leitoras”, comenta ele, desejando “90 anos de sorrisos e muito mais” ao amigo e colega de profissão.
A cartunista Laerte define Ziraldo como “uma referência total, um mestre”.
“Por todos os motivos possíveis. Ele é alguém que fez parte da formação de todos nós, cartunistas e quadrinistas da geração seguinte, vamos dizer”, comenta.
“E sempre foi uma pessoa muito disponível: sempre nos recebeu, sempre nos ajudou, sempre nos apoiou e deu opinião. É uma pessoa que sempre foi muito aberta.”
Ela diz que Ziraldo é alguém “que nunca se atrapalhou com nada, jamais teve qualquer empecilho como autor, como artista gráfico, como pessoa absolutamente genial”. “Ele presta atenção aos detalhes em que é bom prestar atenção. E ensinou a gente a prestar atenção nessas coisas”, afirma.
Renomado autor de best-sellers infantojuvenis, Pedro Bandeira acredita que “o talento, o patriotismo e a coragem de Ziraldo construíram um Brasil bem maior”.
Bandeira diz que acompanha o trabalho do cartunista desde a sua própria infância.
“Até tornar-me seu amigo, acompanho os talentos deste artista desde meus 10 anos, curtindo seus trabalhos como quadrinista, escritor, jornalista, caricaturista, ilustrador e, principalmente, como patriota. E olhe que, quando eu tinha 10 anos, Ziraldo tinha apenas 20 e já era um quadrinista de primeira!”, afirma.
“Logo, quando a ditadura arrasava e dentre seus ataques impunha-nos uma censura que me prejudicava especialmente, porque eu vivia do jornalismo e atuava como ator de teatro, Ziraldo publicou o mais lindo poema gráfico da história do Brasil: Flicts, que veio para dar força aos injustiçados, aos exilados, aos expropriados pelo fascismo brasileiro”, acrescenta Bandeira, sobre o livro que conta a história de uma cor que não era aceita pelas outras.
Segundo o escritor, em Flicts Ziraldo enxugou “nossa lágrima, ao dizer que, em algum lugar, talvez na Lua, ainda haveria esperança para nosso desespero”.
“Quando eu lia o livro para meu filho, parecia ouvir a voz do Ziraldo: ‘Calma, a arte um dia vencerá a injustiça’. Eu entendi, Ziraldo. E há de vencer novamente”, diz.
Bandeira avalia que “Ziraldo é mestre, mas não é imitável”.
‘Nossa história se entrelaça junto com as crianças e nossos personagens’, diz Mauricio de Sousa sobre Ziraldo
Jo Ribes/Divulgação
“Ninguém pode ser Ziraldo. Quando ele ilustra, o livro inteiro cresce, explode e se magnifica. Numa Bienal ou numa feira de livros, Ziraldo é cercado pelas crianças e adultos que o leem como se fosse um Papai Noel distribuindo brinquedos”, analisa.
“E ele aceita ficar por horas autografando para seus leitores, tirando fotos e fazendo caricaturas nos livrinhos.”
“Todos nós, escritores para crianças e jovens, somos fãs do auditório do Ziraldo”, acrescenta.
“Os textos de Ziraldo não têm vilões. Todos seus pequenos heróis, como o Menino Maluquinho, flutuam pelas histórias como se dançassem em seus próprios sonhos. Só Ziraldo sabe como as crianças sonham”, comenta Bandeira.
O escritor comenta que desde a pandemia está “enfurnado” mas que tem saudades de conviver com o amigo.
“Falamos por telefone, trocamos carinhos, mas nada consola minha vontade de ouvir novamente sua voz, ver seu sorriso quando acolhe algum leitorzinho de olhos arregalados de admiração”, diz.
“Nós, que o amamos, jamais poderemos oferecer tanto amor quanto ele já espalhou pelo Brasil.”
Presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil, José Alberto Lovetro, mais conhecido como JAL, define Ziraldo como alguém que “tem o DNA da cultura brasileira”.
“Não só por sua arte no humor gráfico, mas também por criar personagens que invadem a vida das pessoas como se fossem da família de cada um. Agrada crianças de até 100 anos de idade”, comenta.
JAL conta que quando era bastante jovem encantou-se pelo jornal ‘O Pasquim’, semanário alternativo que circulou durante a ditadura militar e que teve Ziraldo no time.
“Quando eu era ainda garoto já era absorvido pelo Pasquim. De ameba fui descobrindo o que era política. E Ziraldo sabe conquistar a inteligência das pessoas”, recorda.
“Fiquei inebriado por aquela linguagem engraçada e ao mesmo tempo cheia de estilo. Virei desenhista.”
Trajetória de sucesso
Ziraldo completa 90 anos hoje
Responsável pela publicação da obra dele na Editora Melhoramentos, a editora Leila Bortolazzi avalia que trabalhar com ele “nunca foi muito complicado”.
“Mas claro que, como todo artista compulsivo, obsessivo em atingir a perfeição, ele costumava fazer várias revisões em textos e ilustrações”, lembra ela.
“Tudo era muito bem cuidado, ia e voltava, sempre era assim.”
Ela recorda que antes de o trabalho ser feito por meio de digitalização, “era sempre um evento” quando, com a pastinha debaixo do braço, o autor ia pessoalmente até a editora para levar seu trabalho e defender as ilustrações.
“Quando chegava um livro novo dele era sempre uma novidade, porque ele sempre foi muito criativo, muito original, muito único. Acho que isso faz a obra dele ser tão perene: a originalidade, a criatividade dele”, comenta.
“Fica até difícil comparar, não tem como falar ‘tem influência disso e daquilo’. Ele é muito original mesmo, seu trabalho e seu traço é único e bem marcante.”
Bortolazzi começou a trabalhar na Melhoramentos em 1981, ou seja, sua trajetória na empresa é praticamente tão longa quanto o sucesso de Ziraldo no mundo dos livros — O Menino Maluquinho, seu maior sucesso, foi lançado em 1980; hoje acumula 18 edições, 135 reimpressões e já vendeu mais de 4,1 milhões de exemplares.
Com mais de 200 livros publicados, Ziraldo tem diversos outros best-sellers. Uma Professora Muito Maluquinha, de 1995, já vendeu mais de 500 mil exemplares. Menina Nina, de 2002, 140 mil. O Bichinho da Maçã, de 1982, mais de 300 mil. O Planeta Lilás, de 1984, 200 mil. O Menino Quadradinho, de 1989, 120 mil. Flicts, de 1984, mais de meio milhão de exemplares.
Ziraldo começou sua carreira em 1954 no jornal Folha da Manhã — hoje Folha de S. Paulo. Ele tinha uma coluna de humor. Depois passou pela revista O Cruzeiro e pelo Jornal do Brasil. Em 1960 lançou o primeiro gibi brasileiro feito por um só autor, a Turma do Pererê — a publicação acabou descontinuada a partir de 1964, por conta da ditadura militar.
Durante o regime autoritário, foi um dos idealizadores e parte integrante da equipe do semanário de contracultura O Pasquim, que fez sucesso e acabou marcando uma geração. Ele acabou sendo preso no dia seguinte a promulgação do Ato Institucional Número 5, em dezembro de 1968.
Figura sempre ligada à esquerda, ele foi membro do Partido Comunista Brasileira. Em 2005 ele se filiou ao recém-criado Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e desenhou o logo da agremiação. Nas últimas eleições, declarou apoio a candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT), como nas duas vezes em que Dilma Rousseff ganhou a eleição e, na última, quando Fernando Haddad ficou em segundo lugar.
Sucesso de crítica
Professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autora do livro Articulação Textual na Literatura Infantil e Juvenil, Leonor Werneck dos Santos considera “impossível falar de literatura infantil brasileira sem falar de Ziraldo”.
“Ele deu grande impulso à literatura infantil no Brasil, trouxe a literatura infantil para um lugar de destaque, inclusive academicamente”, avalia.
Ela acredita que isso se deu por um conjunto de fatores, como a criatividade, a atualidade dos temas, a “linguagem que toca fundo no leitor de todas as idades, “o traço e o projeto gráfico que parecem tão simples mas são cuidadosamente pensados e dialogam com a proposta de cada livro”.
“Tudo faz com que a obra ultrapasse a época em que é produzida. Por isso se torna um clássico”, afirma Santos.
Criadora do projeto Grandes Livrinhos, no Instagram (@grandeslivrinhos), a jornalista Giovana Franzolin acredita que são muitas as razões que fazem da obra de Ziraldo tão importante para as crianças — e resistentes ao tempo, conseguindo ter o mesmo peso hoje que tinha quando os sucessos foram criados, décadas atrás.
“Entendo que isso acontece porque os personagens retratam uma infância atemporal, de criança arteira, feliz, com alegrias, dificuldades… não é tão somente a infância dele próprio ou uma infância datada, tem um pouco da infância de todo mundo”, comenta ela.
“Além disso, ele fala com a criança sem didatismo, sem ser moralizante, mesmo abordando temas mais ‘cabeludos’. Ele consegue desenvolver qualquer temática com leveza, sensibilidade e criatividade. Por exemplo, vejo que o Menino Maluquinho, o personagem mais emblemático e mais conhecido, é uma alegoria da infância, a criança sapeca e ‘maluquinha’, que não era nada mais que uma criança feliz.”
Franzolin aponta algumas características do autor como fundamentais para definir sua genialidade. Primeiro, o pioneirismo, pois ele escreveu “para o universo da literatura infantil numa década em que o mercado mal existia”. E também pelo cuidado com os aspectos gráficos. Nesse sentido, ela ressalta que Flicts foi uma obra “disruptiva, ousada para a época”.
“Além disso, pelo conjunto da obra. São dezenas e dezenas de títulos representando uma densidade impressionante para qualquer autor”, aponta a jornalista.
“Mas mais do que tudo, creio que Ziraldo se consolidou por saber como nenhum outro representar a infância, com seus prazeres e agruras. Ele consegue representá-la com seriedade e leveza, ao mesmo tempo em que não foge de temas mais difíceis ou tabus, como morte, separação dos pais, rejeição… Ele toca a alma das crianças e dialoga com elas como nenhum outro, no meu ponto de vista. E ao fazer isso, emociona também os adultos, reacende neles as memórias das próprias infâncias.”
A jornalista comenta que Ziraldo, mesmo com 90 anos, “parece um eterno menino”.
“Escreve com naturalidade, fala da infância sem esforço”, diz.
“Interesso-me em especial pelo texto, me emociona toda vez que leio. Apresenta camadas de interpretação, de subjetividade, que captamos conforme a maturidade e o momento da vida.”
Doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e colaboradora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, a professora de literatura Vânia Maria Resende diz que a “grandeza de Ziraldo está na singularidade da linguagem plástica genial, vibrante, forte, exuberante”. E, não só. Também “na força da poesia e do humor em equilíbrio”, na “dimensão lúdica que flui em sintonia com a naturalidade infantil”.
“Acrescente-se a isso, o diálogo versátil de seus livros com repertório de textos visuais, gráficos, verbais dos mais diferentes autores e fontes, não restritamente infantis, o que abre amplas perspectivas culturais para os leitores”, diz ela, que é autora dos livros Ziraldo e o Livro para Crianças e Jovens no Brasil e O Menino na Literatura Brasileira.
“Além da beleza visual que é fator de sedução estética, importante observar a riqueza simbólica, até mesmo de narrativas aparentemente mais simples, o que significa dizer que sua literatura não se reduz a mero entretenimento. Finalmente, destaco a grandeza do poder de comunicação da obra do artista com leitores de diferentes idades, não apenas os infantis.”
Resende acredita que “a concepção peculiar de livro infantil de Ziraldo” é o seu maior legado. Esse conceito foi favorecido “por traços específicos da sua formação de escritor-desenhista-artista gráfico” e, ao mesmo tempo, compatível “com o pensamento complexo da contemporaneidade”. Para ela, Flicts é o marco desse formato, afirmando-se com “a peculiaridade do estilo verbo-visual, de direcionamento de leitura simultaneísta, com apoio semiótico, diferentemente da pura leitura linguística.”
Para a pesquisadora Monica Rebecca Ferrari Nunes, professora na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e doutora em semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), “Ziraldo trabalha com personagens que têm universalidade”. E isso explica a “força de seus personagens”, de “forma que esses textos que ele constrói são longevos na cultura”.
“Há uma emoção quase que universal que possibilita a permanência através do tempo”, comenta ela.
Nunes ainda ressalta a habilidade do autor na “hibridização da linguagem”.
“Ele faz a mistura de signos em que o verbal vai se misturando ao imagético, e o imagético ao verbal. E constrói uma linguagem de alta complexidade que, ao mesmo tempo, tem um efeito muito rápido na compreensão”, comenta ela.
Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63371610

Fonte: G1 Entretenimento

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Sonic Youth declara apoio a Lula e Haddad e compartilha capa de disco com homenagem

Banda de indie rock dos EUA publicou paródia de capa feita por brasileira e escreveu: ‘Nós apoiamos Lula e Haddad para fazer o Brasil ter dias melhores’. A banda de indie rock dos EUA Sonic Youth publicou nesta segunda-feira (24) uma mensagem em apoio a Lula e Fernando Haddad, candidatos do PT à presidência e ao governo de São Paulo.
Eles compartilharam uma paródia da capa do disco “Goo”, de 1990, que foi muito usada em camisetas da banda. No novo desenho, Lula e Haddad aparecem na capa, com o número 13 e a mensagem: “Sem medo de ser feliz. Quero ver brilhar a nossa estrela. Lula lá e Haddad aqui…”
A banda credita a nova capa à designer brasileira Magô Pool.
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O perfil do grupo também escreveu no post: “Sentimentos de alegria. Eu quero ver nossa estrela brilhar de novo. Nós apoiamos Lula e Fernando Haddad para ajudar o Brasil a ter dias melhores.
O Sonic Youth não está mais em atividade musical, mas seus perfis seguem ativos nas redes sociais. O último show da carreira foi no Brasil, em 2011, logo após o anúncio da separação de Kim Gordon e Thurston Moore, casal que era líder do grupo.
A banda foi uma das mais importantes do rock alternativo dos EUA, entre os anos 1980 e 2000.

Fonte: G1 Entretenimento