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Justiça do RJ determina que espectadores que não puderem ir em novas datas de shows do Coldplay sejam reembolsados


Grupo remarcou os oito shows previstos para acontecer no Brasil neste mês de outubro por causa de um problema de saúde de Chris Martin, vocalista da banda Coldplay no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
A Justiça do Rio determinou que a empresa responsável pelos shows da banda inglês Coldplay no Brasil reembolse os valores dos ingressos dos shows dos espectadores que não puderem comparecer às novas datas das apresentações. O grupo remarcou os shows que faria no Brasil.
A decisão é do desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa, da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A decisão é da semana passada.
O parecer do desembargador prevê ainda multa de R$ 30 mil para a empresa Eventim, que promove os shows, caso a decisão seja descumprida.
“Defiro assim a antecipação da tutela para determinar que a Agravada, em 48 horas, faça inserir com todos os pormenores as informações necessárias a permitir que os consumidores sejam esclarecidos integralmente das modalidades de reembolso, que por ora limito ao preço do próprio ingresso, sem o acréscimo pois da taxa do serviço administrativo e de correção monetária, para o que o contraditório se ostenta a princípio essencial”, afirma a decisão.
O grupo Coldplay remarcou os oito shows previstos para acontecer no Brasil neste mês de outubro por causa de um problema de saúde de Chris Martin, vocalista da banda. As apresentações foram transferidas para o mês de marco do ano que vem.
Os shows do Rio, por exemplo, estavam previstos para os dias 11 e 12 de outubro. Com as novas datas, devem ocorrer nos dias 25 e 26 de março do próximo ano.
Veja como fica a turnê do Coldplay no Brasil em 2023:
Rio de Janeiro, Estádio Nilton Santos Engenhão
11 de outubro de 2022 -> 25 de março de 2023 (sábado)
12 de outubro de 2022 -> 26 de março de 2023 (domingo)
São Paulo, Estádio do Morumbi (novo local)
15 de outubro de 2022 -> 10 de março de 2023 (sexta-feira)
16 de outubro de 2022 -> 11 de março de 2023 (sábado)
18 de outubro de 2022 -> 13 de março de 2023 (segunda-feira)
19 de outubro de 2022 -> 14 de março de 2023 (terça-feira)
21 de outubro de 2022 -> 17 de março de 2023 (sexta-feira)
22 de outubro de 2022 -> 18 de março de 2023 (sábado)
Curitiba, Estádio Couto Pereira
21 de março de 2023 (Nova data)

Fonte: G1 Entretenimento

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Noah Urrea anuncia sua saída do Now United


Na mensagem, cantor também apresentou seu substituto dentro da formação. Em setembro, o grupo comunicou despedida da brasileira Any Gabrielly. Noah Urrea anuncia saída do Now United
Reprodução/Instagram
O cantor americano Noah Urrea anunciou a sua saída do grupo Now United. Em uma mensagem em seu perfil no Instagram, publicada nesta terça-feira (18), ele disse que seguirá em carreira solo. Zane Carter vai substituir o representante dos Estados Unidos no grupo.
Mundinho Now United: a receita do pop global
“Os últimos cinco anos que compartilhei com o Now United foram uma experiência surreal. Eu sou infinitamente grato a cada membro do grupo e Simon por fazer tudo isso acontecer. Para os fãs que estiveram comigo o tempo todo, eu não poderia estar mais agradecido e mal posso esperar para que todos vocês se juntem a mim neste próximo capítulo da minha carreira e para ouvirem as músicas que eu tenho trabalhado”, disse na postagem.
Now United em postagem sobre saída de Noah
Reprodução/Instagram
“Seguir em frente nunca é fácil, mas saber que Zane vai representar a bandeira do nosso país me dá muito orgulho e alegria”, completou.
No perfil do Instagram do Now United, foi postado um vídeo de Noah e Zane Carter juntos. “Eu estou tão animado de começar no grupo e ainda mais agradecido. Eu estou cercado e abençoado com as pessoas mais legais e talentosas. Estou muito animado”, disse Zane na mensagem. “Eu vou fazer todo mundo orgulhoso, significa o mundo para mim. Mal posso esperar.”
Noah Urrea e Zane Carter, do Now United
Reprodução/Instagram
Em setembro, o grupo anunciou a despedida da brasileira Any Gabrielly e informou que vai procurar um novo membro do Brasil para substituir a artista.
O Now United se apresenta em São Paulo no dia 19 de novembro, no Allianz Parque. Neste ano, o grupo já se apresentou por seis cidades brasileiras, em março. Esses shows marcaram estreia no palco dos novos membros do grupo: Savannah, da Austrália; Mélanie, da Costa do Marfim; Alex, da Espanha; e Nour, do Líbano.
“Eu me senti parte do Now United, parte da família bem rapidamente”, disse a cantora ao g1, quando foi anunciada no grupo e citou influências como Billie Eilish e ukelele. “Os fãs brasileiros são incríveis e eu amo ver os comentários, eles são tão carinhosos, sempre postando fotos, buscando novidades. Os fã-clubes no Brasil vão além.”
Os 5 passinhos de Kyle Hanagami no Now United
O som do grupo é cheio de fórmulas já testadas. Das mais de 30 músicas, quase todas são pop eletrônicos com batidas marcadas e mensagens positivas (curta a vida, ame todos, vamos nos unir). As raras baladas incluem “Stand Together”, de Matt Rowe, autor de “2 become 1”, das Spice Girls.
Outro exemplo de como o Now United funciona como uma linha de montagem é a criação de coreografias. Na era do TikTok, conceber a dança é fundamental.
O chefe deste departamento é Kyle Hanagami, que já trabalhou com Blackpink, BTS, Britney Spears e Jennifer Lopez. O processo tem um “falso Now United” antes – um time de dublês que testam as danças antes dos ídolos. Entenda as coreografias no vídeo acima.
Now United em São Paulo
Abertura Portões: 16h
Horário do Show: 20h
Classificação Etária: 14 anos ou de 5 a 13 anos acompanhados pelos pais ou representantes legais
Venda geral – 27 de setembro de 2022, às 10h
Ingressos: De R$175 a R$ 600

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta é destaque no Prêmio Multishow 2022; veja os vencedores


Cantora levou a melhor em três categorias, entre elas, artista do ano. A cerimônia aconteceu nesta terça-feira (18). Anitta vence Prêmio Multishow em três categorias
Reprodução / Twitter Anitta
A cantora Anitta foi a grande vencedora da noite do Prêmio Multishow 2022. Ela levou a melhor em três categorias, entre elas em “Artista do Ano”. A cerimônia aconteceu nesta terça-feira (18), com shows de Luísa Sonza, Iza e Ludmilla, além de Gloria Groove, Marcos Mion e Linn da Quebrada na apresentação.
VEJA TUDO SOBRE O PRÊMIO MULTISHOW
Anitta, Gloria Groove e Ludmilla lideravam a lista de indicações. Gloria levou o prêmio de “Voz do Ano” e Ludmilla foi a vencedora na categoria “Hit do Ano”, por “Maldivas”.
Ganharam também Ana Castela, na categoria “Revelação do Ano”, Felipe Ret, em “Álbum do Ano”, por “LUME”, e Papatinho, em “Produtor Musical do Ano”.
Veja, abaixo, a lista completa dos vencedores ao Prêmio Multishow 2022:
Prêmio Multishow 2022 divulga lista de indicados; Anitta e Glória Groove lideram
Valerie Macon / AFP; Rodolfo Magalhães/Divulgação
Música do ano:
Envolver – Anitta (vencedora)
Acorda Pedrinho – Jovem Dionísio
Desenrola Bate Joga de Ladin (Part. DJ Biel do Furduncinho) – L7nnon, Os Hawaianos e DJ Bel da CDD
Fé – IZA
Maldivas – Ludmilla
Malvadão 3 – Xamã, Gustah e Neo Beats
Vampiro – Matuê, WIU e Teto
Vermelho – Gloria Groove
‘Envolver’, de Anitta, se torna a música mais ouvida do planeta no Spotify
Grupo do Ano:
Lagum (vencedor)
Jovem Dionísio
Afrocidade
Bala Desejo
Black Pantera
Gilsons
Grupo Menos é Mais
Raça Negra
Dupla do Ano:
Maiara & Maraisa (vencedoras)
Anavitória
Diego & Victor Hugo
Henrique & Juliano
Jorge & Mateus
Matheus & Kauan
Tasha & Tracie
YOÙN
Álbum do Ano:
LUME – Filipe Ret (vencedor)
Lady Leste – Gloria Groove
Numanice #2 – Ludmilla
Pirata – Jão
Pra Gente Acordar – Gilsons
QVVJFA? – Baco Exu do Blues
Sobre Viver – Criolo
Versions of Me – Anitta
Revelação do Ano:
Ana Castela (vencedora)
Bala Desejo
Jovem Dionísio
Mari Fernandes
Nattanzinho
Rachel Reis
Tasha & Tracie
Urias
Artista do Ano:
Anitta (vencedora)
Gloria Groove
Gusttavo Lima
Jão
João Gomes
L7nnon
Ludmilla
Luísa Sonza
Voz do Ano:
Gloria Groove (vencedora)
Anitta
IZA
Jão
Liniker
Ludmilla
Luísa Sonza
Marisa Monte
Show do Ano:
Alexandre Pires e Seu Jorge (vencedores)
Caetano Veloso
Djonga
Emicida
Jão
Ludmilla
Marisa Monte
Thiaguinho
Hit do Ano:
Maldivas – Ludmilla (vencedora)
Acorda Pedrinho – Jovem Dionísio
Dançarina – Pedro Sampaio e MC Pedrinho
Desenrola Bate Joga de Ladin (Part. DJ Biel do Furduncinho) – L7nnon, Os Hawaianos e DJ
Envolver – Anitta
Idiota – Jão
Malvadão 3 – Xamã, Gustah e Neo BeatsMalvadão 3 – Xamã, Gustah e Neo Beats
Vermelho – Gloria Groove
Clipe TVZ do Ano:
Boys Don’t Cry – Anitta (vencedora)
A Queda – Gloria Groove
Acorda Pedrinho – Jovem Dionísio
Cachorrinhas – Luísa Sonza
Envolver – Anitta
Fé – IZA
Idiota – Jão
Vermelho – Gloria Groove
CATEGORIAS TÉCNICAS
Instrumentista do ano:
Pretinho da Serrinha (vencedor)
Amaro Freitas
Castilhol
Hamilton de Holanda
Jonathan Ferr
Kiko Dinucci
Mateus Asato
Silvanny SivucaSilvanny Sivuca
Capa do Ano:
Fé – Iza (vencedora)
Fúria – Urias
Lady Leste – Gloria Groove
LUME – Filipe Ret
Portas – Marisa Monte
QVVJFA? – Baco Exu do Blues
Urucum – Karol Conka
Versions of Me – Anitta
Produtor Musical do Ano:
Papatinho (vencedor)
Eduardo Pepato
Pablo Bispo
Prateado
Pupillo
Rafinha RSQ
Ruxell no Beat
Vhoor

Fonte: G1 Entretenimento

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Raul Seixas é revivido com edições em LP de três álbuns gravados em 1983


Discos são retratos de fase de transição na carreira do artista, já doente e de mudança para São Paulo, cidade onde morreria em 1989. Imagem promocional da edição em LP do álbum ‘Raul Seixas ao vivo – Único e exclusivo’, de 1984
Divulgação
♪ Raul Seixas (28 de junho de 1945 – 21 de agosto de 1989) vive! A sentença já pode soar clichê, mas, em se tratando do cantor e compositor baiano, ainda faz todo o sentido. Inclusive mercadológico. Cultuado por sucessivas gerações de forma mitológica, Raul Seixas tem tido a obra constantemente exumada para gerar novos produtos fonográficos.
Até o fim deste ano de 2022, nada menos do que três álbuns do artista – ainda uma das mais completas personificações do rock brasileiro – serão relançados em LP através da Polysom, todos contendo um pôster exclusivo como isca para atrair seguidores de Raul que já têm esses três álbuns na coleção.
Curiosamente, todos os três álbuns têm gravações feitas em 1983, embora tenham sido lançados em anos diferentes pela gravadora paulista Eldorado.
O primeiro a ser reeditado em LP é Raul vivo, álbum lançado originalmente em 1993 com mix de gravações de dois shows apresentados por Raul Seixas na cidade de São Paulo (SP). Um foi captado em 26 de fevereiro de 1983, na quadra da Sociedade Esportiva Palmeiras. O outro foi gravado em apresentação feita por Raul em 28 de abril de 1983, na quadra do Sport Club Corinthians Paulista. Na edição em LP, Raul vivo reúne 17 músicas em 14 faixas enquanto a edição em CD trazia 18 músicas.
Imagem promocional da edição em LP do álbum ‘Raul vivo’, lançado em 1993
Divulgação
No embalo, a Polysom também lançará na sequência o álbum original resultante da captação desses dois shows feitos pelo cantor em palcos paulistanos no primeiro semestre de 1983.
Lançado em 1984, Raul Seixas ao vivo – Único e exclusivo é de fato o único registro de show do Maluco beleza editado com o cantor vivo. De acordo com informações da contracapa do disco, as dez músicas alocadas nas nove faixas do LP original foram geradas na gravação do show de 26 de fevereiro de 1983 enquanto o posterior Raul vivo seria a edição ampliada com números das duas apresentações.
Por fim, a Polysom relança também, em LP, o álbum Raul Seixas, gravado entre janeiro e fevereiro de 1983, tendo sido lançado pela Eldorado em abril daquele ano. Gravado com produção musical do pianista e maestro uruguaio Miguel Cidras (1937 – 2008), o álbum Raul Seixas ficou mais conhecido como Carimbador maluco por conta da inclusão em edição posterior da música homônima, composta e gravada por Raul para o especial infantil Plunct plact zoom, exibido pela TV Globo naquele ano de 1983.
Assim como os dois discos ao vivo, o álbum Raul Seixas documenta momento de transição na vida do roqueiro, que, já doente e em luta contra o alcoolismo, se mudava para a cidade de São Paulo (SP) – onde morreria seis anos depois – para tentar dar novo impulso à carreira que tivera período de auge artístico e comercial entre 1973 e 1977.
Imagem promocional da edição em LP do álbum ‘Raul Seixas’, lançado originalmente em 1983
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Luedji Luna fala sobre ser artista independente: ‘É cansativo você ser sua única investidora sempre’


Cantora reflete sobre obrigação de ser ‘blogueira’ e diz que não se importaria de ir para caminho mais pop se houvesse propostas com investimento comparável ao de artistas mais famosos.
Luedji Luna usa um verso de “Um Corpo No Mundo”, música que dá título ao álbum de estreia, para dizer que é “extremamente cansativo você ser a sua própria embarcação”.
“Às vezes você quer ter um motor ali empurrando seu barquinho, você quer ter alguém ali para que reme com você. É cansativo você ser a sua única investidora sempre”.
Os desabafos e os bastidores de artistas que tocam e investem sozinhos nas próprias carreiras são o tema do podcast g1 ouviu abaixo.
Além do podcast, o g1 publica nesta semana uma série de entrevistas com Luedji, Johnny Hooker Luedji e Luna e Karina Buhr sobre a realidade da cena dos artistas independentes na MPB.
Na sequência, Luedji dá como exemplo todos os custos recentes que teve para realizar uma turnê internacional, como visto, passagem, preço do dólar… Tudo isso sem entrar na correria para fazer a carreira virar aqui dentro do Brasil mesmo.
“Estou nos festivais, tenho público, tenho seguidores, mas que não chega a um milhão, meus shows dão sold out, minha carreira é respeitada pela crítica. Isso não é o suficiente para eu ter esse motor?”.
Ela foi indicada ao Grammy Latino com o álbum “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’água” e cantou na premiação em Las Vegas no ano passado. Ela lança em novembro uma edição deluxe do disco, com 10 músicas inéditas e 4 de remixes.
Capa do álbum ‘Bom mesmo é estar debaixo d’água’, de Luedji Luna
Peu Fernandes
“Enquanto eu estou fazendo aqui com mil, tem gente com 100 milhões que consegue mais milhões ainda para se realizar e o artista independente nunca consegue”.
“A gente não pode entrar no mérito das qualidades artísticas, mas também não pode tirar o mérito de que esse artista independente está fazendo algo caro, rico e de qualidade para música brasileira”.
Assim como Johnny Hooker, Luedji reinveste tudo que ganha na própria carreira. Ela que viabiliza os clipes, as turnês e as gravações desde que mudou para São Paulo para correr atrás do sonho de viver da música há pouco mais de 5 anos.
Ela conta que o máximo que já gastou em um clipe foi R$ 35 mil, fazendo esforços e abrindo mão de pontos importantes para o orçamento fechar. Para fazer confortável, precisaria de R$ 100 mil.
‘Era mais fácil quando tinha que ser só cantora’
Reservada, Luedji Luna entendeu que é preciso estar nas redes sociais para chamar atenção para suas músicas e shows
Reprodução/Instagram/Luedji Luna
A cantora baiana que estourou com “Banho de Folhas” em 2017 até pode estar no Instagram “dando close”, como ela mesma diz, mas não se engane. O lugar que Luedji quer estar é no estúdio, produzindo música ou cantando em cima do palco.
Além da falta de investimento externo, Luedji também percebe que o sucesso na internet se tornou, nos últimos anos, um grande balizador do que vira sucesso ou não.
“Além de ser artista, de criar, de gravar, além de fazer show, além de se cansar, ter saúde, você ainda tem que estar ali se expondo 24 horas para você ter engajamento e assim ter seguidor. A internet é a grande régua para determinar quem tem valor aqui não tem, isso é um ponto”.
Luedji Luna se apresenta, ao lado de Liniker, no Rock in Rio neste domingo (11)
Stephanie Rodrigues/g1
“Acho que é inegável o fato de ser mulher e preta isso dentro da estrutura de um país como o Brasil. Então tudo atravessa também essa questão racial”, pontua como outra característica que limita a carreira quando se pensa no quanto o Brasil ainda é um país racista e machista.
Luedji é mais reservada, mas entendeu a regra do jogo e se esforça para se fazer presente nas redes. Mas não nega: “Era muito mais legal quando eu só precisava ser cantora”.
“Posso estar no Instagram fazendo close, mas a minha cachaça é música. Gosto de produzir música, gosto de estar no estúdio, então se a música pede uma poesia, a voz de Nina Simone, por exemplo, eu não sei quanto isso vai me custar, não sei o trabalho que vai dar, mas vou atender, eu vou respeitar a canção, sabe?”
Mudaria o som para mudar de patamar?
Luedji Luna no Mita Festival 2022
Divulgação/Ariel
Mas será que ela mudaria o som para mudar de patamar? A tranquilidade e sinceridade com a qual Luedji responde a essa pergunta é um dos pontos altos da entrevista ao g1.
“Eu quero é dinheiro, sabe? Amo minha vida, meu público. Amo poder ir ao mercado, amo ter minha minha individualidade, ter minha família preservada. Tudo que tenho, eu conquistei, mas podia estar com mais dinheiro”.
Ela sente falta de um grande investidor, que poderia ser uma gravadora ou uma grande empresária ou empresário, para conseguir furar a bolha e emplacar sucessos em nível nacional ou, pelo menos, ter a tranquilidade para fazer os projetos que quer sem que tudo dependa do próprio bolso.
“Se alguém vier e falar ‘quer jogar, quer ser agressiva? Então bora jogar’, minha música pode virar um pop mesmo. É muito menos sobre o estilo musical e mais sobre a postura”.
Esse pensamento pé no chão e realista diz muito sobre a forma de encarar a música como profissão, como trabalho, como única fonte de renda mesmo.
Luedji Luna e Zudizilla com o filho Dayo
Reprodução/Instagram/LuedjiLuna
A cantora vive “com dignidade e com certa estabilidade” da música, nas palavras dela, principalmente com o que ganha nos shows. É assim que cria Dayo, seu primeiro filho com o rapper Zudizilla.
Filha de funcionários públicos, Luedji diz que essa segurança financeira sempre foi um ponto importante em casa.
É por isso que ama viver de música, é o que quer fazer “até o fim como Elza Soares”, mas não é uma aventureira.
“No dia que a música não tiver mais dando uma vida com qualidade, com dignidade, vou procurar outra coisa para fazer e vou botar minha música na internet”.
“A música não é mais importante que a minha humanidade, mas graças a Deus nós estamos muitos alinhadas e em consonância [para seguir ]”.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Adão Negro’ divide anti-herói de Dwayne ‘The Rock’ Johnson entre violência e pieguice; g1 já viu


Novo filme baseado nos quadrinhos da DC mostra que não sabe o que quer ser a não passa de versão mais madura de ‘Shazam’. Carisma do ator de ação se perde em história cheia de clichês. Há tempos o Universo Estendido da DC (DCEU, em inglês) nos cinemas, precisa de alguém para lutar contra o caos e a desorganização na frente e atrás das câmeras. “Adão Negro”, novo filme baseado nos quadrinhos da editora de Batman e companhia, não é o herói que o estúdio precisa – e nem o anti-herói que ela merece.
Estrelada por Dwayne “The Rock” Johnson, a produção que estreia nesta quinta-feira (20) no Brasil (apesar de inúmeras sessões já nesta quarta, dia 19) nunca sabe exatamente o que quer ser.
Dividida entre a violência de seu protagonista e a pieguice de um roteiro cheio de clichês, a história tem alguns bons momentos, mas fica longe de ser a salvação que a empresa tanto precisa. No lugar, se contenta em ser uma versão madura de “Shazam!” (2019).
Assista ao trailer do filme “Adão Negro” exibido na San Diego Comic Con
De zero a herói
A comparação com o antecessor de 2019 é inevitável. Ambos dividem a mesma mitologia nos gibis. Ambos ganham poderes quase divinos ao falarem uma palavra mágica. Ambos soltam raios, voam e têm super força e velocidade.
A diferença é que durante muito tempo tempo Adão Negro era uma versão corrompida do antigo Capitão Marvel (agora Shazam por motivos óbvios). Antagonista lá no início, em 1945, ao longo dos anos ele lutou ao lado dos mocinhos algumas vezes, sem nunca deixar de lado totalmente sua natureza mais brutal.
Esta é a versão do filme, um herói relutante que soa e se comporta muito como o próprio Dwayne Johnson – com talvez um pouco menos de carisma.
Em “Adão Negro”, ele é trazido de volta à vida 5 mil anos após ganhar seus poderes, meio por acidente, e se envolve na luta para libertar seu antigo reino de uma organização mercenária.
Jalon Christian e Dwayne Johnson em cena de ‘Adão Negro’
Divulgação
Essa é a mistura do Rock com o Egito
Johnson está ok como o protagonista. Ele inclusive é uma das melhores partes de um filme até esforçado, mas muito limitado.
O problema é que talvez seu carisma no mundo real seja tão grande que por vezes invade a produção. Em muitos momentos, é difícil separar quem é Adão e quem é o ex-lutador de luta-livre.
Infelizmente, o personagem só aparece em toda a sua glória, raios e músculos depois de longos minutos de introdução com uma narração sofrível somados à contextualização do mundo moderno com toques de aventura arqueológica.
Depois disso, as coisas melhoram um pouco. As cenas de ação são bem-feitas e exploram bem o nível de poder e ameaça do herói – apesar de exagerarem um tanto na câmera lenta.
O filme escorrega mesmo é na irregularidade de um roteiro perdido. Personagens com motivações nunca explicadas, referências a clássicos de Velho Oeste jogadas de qualquer forma, boas canções usadas como trilha sonora sem qualquer ligação com a trama ou o momento.
É tanta coisa lançada sem coesão ou sentido que dá quase para relevar o fato de que todos em um reino milenar próximo ao Egito falam inglês com naturalidade – incluindo aí o belo adormecido há cinco milênios.
Dwayne Johnson e Aldis Hodge em cena de ‘Adão Negro’
Divulgação
Heróis, final e liderança fora de lugar
Como se não fosse bastante, no meio do caminho, por algum motivo entram quatro heróis de escalões inferiores da DC, determinados a capturar o protagonista.
Pierce Brosnan (o eterno James Bond, de “GoldenEye”) dá um pouco de dignidade à equipe e mostra que merece o salário, mas sua presença, assim como a dos demais, nunca faz muito sentido.
No fim das contas, eles poderiam ser retirados totalmente da história e a jornada do protagonista permaneceria 100% inalterada.
Tudo poderia até ser esquecido, não fosse o retrogosto amargo que final piegas deixa no público. Nada contra mostrar a população se levantando e assumindo a própria luta contra um exército de zumbis em si (ok, talvez um pouco), mas nada ali se encaixa no resto do filme.
Com tom extremamente piegas, diálogos lamentáveis e até uma produção tosca e semi-improvisada, ela é certamente resultado de gravações posteriores geradas pela opinião de algum executivo que achou que faltava algo ao roteiro – que já não precisava de ajuda para ser mediano.
Com uma turbulência enorme nos cargos mais elevados, a Warner Bros. busca alguém para direcionar o navio do DCEU, mais ou menos o que Kevin Feige faz na Marvel.
Johnson claramente tem intenções nesse sentido. Ele talvez até consiga, mas isso vai dizer mais sobre o estúdio e a situação desesperada em que o alto escalão se encontra do que sobre o poder do astro de guiar uma nova era para Superman e seus amigos.
Dwayne Johnson em cena de ‘Adão Negro’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Patricia Marx e Wado se unem em álbum para cantar Caetano Veloso, Monsueto e ‘Vozes trans’


Patricia Marx e Wado – retratados na arte de single de 2021 – cantam ‘Minha voz, minha vida’ e ‘Me deixa em paz’ no álbum
Divulgação
♪ Em setembro de 2021, Patricia Marx e Wado lançaram single juntos em que reviviam com bossa a canção Aquele frevo axé (Cezar Mendes e Caetano Veloso, 1998), composição apresentada na voz de Gal Costa como faixa-título de álbum da cantora.
Incluído no mais recente álbum do cantor catarinense, Wado e o Bloco dos Bairros Distantes em: o disco mais feliz do mundo, Vol. 1 (2022), o single Aquele frevo axé deu liga e acabou motivando os cantores a gravarem um álbum conjunto, cuja primeira amostra é Vozes trans, single que revela música inédita composta por Wado em parceria com Vitor Peixoto.
Concebida para soar como canção de resistência em sociedade ainda heteronormativa, patriarcal e machista, a música Vozes trans chega ao mundo digital em single agendado para sexta-feira, 21 de outubro, com capa que expõe arte de Luan Lopez.
O repertório do vindouro álbum – que será lançado pelo selo carioca Lab 344 – foi selecionado a partir de lista enviada por Patricia Marx a Wado com músicas de que ela gostava e tinha vontade de regravar. A partir dessa lista, os artistas foram conversando e afunilando as escolhas das músicas incluídas no disco.
Entre as músicas selecionadas, há Minha voz, minha vida (1982) – outra composição de Caetano Veloso apresentada ao Brasil como faixa-título de disco de Gal Costa – com arranjo evocativo da batida do funk. Outra faixa do álbum é a abordagem do samba Me deixa em paz (Monsueto Menezes e Airton Amorim, 1951) na cadência do samba-rock.
Parcerias de Wado com Adriano Siri (Melhor, de 2007), Glauber Xavier (Com a ponta dos dedos, de 2011) e Fernando Coelho (a inédita Bom parto) também integram a seleção do álbum de Patricia Marx com Wado.
Capa do single ‘Vozes trans’, de Patricia Marx e Wado
Arte de Luan Lopez

Fonte: G1 Entretenimento

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Sertão de Vander Lee é cantado pela filha do artista, Laura Catarina, com Mariene de Castro


Single ‘Do Brasil’ anuncia o álbum ‘Estrela’, previsto para ser lançado em 2023 com músicas do artista mineiro morto em 2016. Mariene de Castro (à esquerda) e Laura Catarina no interior da Bahia, na filmagem do clipe da música ‘Do Brasil’
Antônio Ternura e Fred Becker / Divulgação
♪ “Falar do Brasil sem ouvir o sertão / É como estar cego em pleno clarão”, sintetizou poeticamente Vander Lee (3 de março de 1966 – 5 de agosto de 2016) na letra da música Do Brasil, composta pelo artista mineiro e lançada na voz do autor no álbum ao vivo e DVD Pensei que fosse o céu – Ao vivo (2006).
Passados 16 anos, o canto sensível da composição Do Brasil ecoa nas vozes de Laura Catarina – filha do cantor – e Mariene de Castro em gravação inédita lançada em single que chega ao mundo digital na sexta-feira, 21 de outubro, como primeira amostra do álbum que a mineira Laura planeja lançar no primeiro semestre de 2023 com repertório inteiramente dedicado à obra do pai.
O álbum se chama Estrela, nome de congado composto por Vander Lee e lançado por Maria Bethânia no álbum Encanteria (2019).
O single Do Brasil entra em rotação simultaneamente com o clipe filmado no interior da Bahia por Laura com a baiana Mariene sob direção de Antônio Ternura e Fred Becker.
Detalhe: Mariene de Castro, amiga da família de Vander Lee, foi a convidada do cantor na gravação ao vivo do show Vander Lee 20 anos, feita em julho de 2016, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), para CD e DVD que se tornaram póstumos com a inesperada morte do cantor um mês após o registro audiovisual do show, do qual Laura Catarina também participou como convidada.
Na ocasião, Mariene fez dueto com o cantor na balada Onde Deus possa me ouvir (Vander Lee, 2003). Já Laura cantou Pedra preciosa (Vander Lee, 2014) com o pai.
O single Do Brasil reconecta as cantoras em memória do sertão e da obra de Vander Lee.
Capa do single ‘Do Brasil’, de Laura Catarina com Mariene de Castro
Antônio Ternura e Fred Becker

Fonte: G1 Entretenimento

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Torquato Neto tem texto de 1971 musicado por Gustavo Galo no single ‘O princípio está sempre no fim’


Lançamento em novembro da parceria póstuma marca os 50 anos da morte do poeta e compositor piauiense. Gustavo Galo (ao centro) entre os guitarristas Tomás Bastos e Gustavo Cabelo, com quem lança o single ‘O princípio está sempre no fim’
Mariama Palhares / Divulgação
♪ De agosto de 1971 a março de 1972, o compositor e poeta piauiense Torquato Neto (9 de novembro de 1944 – 10 de novembro de 1972) – parceiro letrista de compositores como Caetano Veloso, Edu Lobo e Gilberto Gil – assinou no já extinto jornal carioca Última hora uma coluna intitulada Geleia geral com notícias e reflexões sobre o universo musical.
É de um texto publicado por Torquarto na coluna em agosto de 1971, Cordiais saudações, que nasceu o single O princípio está sempre no fim, programado pelo cantor e compositor Gustavo Galo para ser lançado em 9 novembro – com capa que expõe arte assinada por Maikon Nery – para marcar os 50 anos da morte do poeta.
Galo musicou trechos do texto e gravou o tema resultante da parceria póstuma em single assinado com os guitarristas Gustavo Cabelo e Tomás Bastos, colegas de Galo na banda paulistana Trupe Chá de Boldo.
O trio arranjou e orquestrou a produção musical da faixa com a legitimidade de já estar em cena desde 2011 com o show Let’s play that – Canções de Torquato Neto, em que cantam poemas de Torquato.
Gravado, mixado e masterizado por Otávio Carvalho no estúdio Submarino Fantástico, na cidade de São Pailo (SP), o single de Gustavo Galo, Gustavo Cabelo e Tomás Bastos O princípio está sempre no fim será lançado pelo selo Pequeno Imprevisto.
Capa do single ‘O princípio está sempre no fim’, de Gustavo Galo, Gustavo Cabelo e Tomás Bastos
Arte de Maikon Nery

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O rei da TV’, série sobre Silvio Santos, estreia nesta quarta-feira


Todos os oito episódios foram lançados na plataforma Star+. ‘Série revela um personagem tão famoso quanto desconhecido’, diz José Rubens Chachá, que interpreta apresentador. Assista ao trailer de ‘O rei da TV’, série sobre Silvio Santos
Estreia nesta quarta-feira (19) a série “O rei da TV”, sobre a vida e carreira de Silvio Santos. José Rubens Chachá e Mariano Mattos Martins interpretam o empresário e apresentador do SBT. Todos os oito episódios foram lançados na plataforma de streaming Star+.
“O rei da TV” conta a história de Silvio Santos, descrito como “jovem de origem humilde, genial e ambicioso que foi atrás de seu sonho” (assista ao trailer acima).
A ideia da série é “apresentar um olhar inédito sobre sua intimidade”, focando nas várias fases da carreira, nos “erros e acertos” do apresentador.
José Rubens Chachá interpreta ‘Silvio Santos’ na série ‘O Rei da TV’
Divulgação/Star+
“A série revela para as pessoas um personagem tão famoso quanto desconhecido, ao mesmo tempo”, resumiu Chachá. “Na minha fase do Silvio Santos, ele está enfrentando um gravíssimo problema, que é a possibilidade de ele perder a voz.”
A ascensão de Silvio Santos, dos 28 aos 45 anos, tem Martins na pele do protagonista. Na outra fase de “O rei da TV”, dois dos principais temas são o problema nas cordas vocais, no fim dos anos 80, e a relação com Gugu Liberato, vivido por Paulo Nigro.
Leandro Ramos, Larissa Nunes, Cássia Damasceno, Bárbara Maia, Elisa Romero, João Campos, Celso Frateschi, Roberta Gualda, Claudio Marcio, Gui Santana, Cacá Carvalho, João Campos, Pascoal da Conceição, André Abujamra e Ary França completam o elenco.
Paulo Nigro é Gugu Liberato na série ‘O Rei da TV’
Divulgação/Star+
Mariano Mattos Martins interpreta ‘Silvio Santos’ na série ‘O Rei da TV’
Divulgação/Star+

Fonte: G1 Entretenimento