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Artista mineira Luiza Brina entra na cena portenha com ‘Goza’, single com o argentino Galean


Luiza Brina lança o single ‘Goza’ com o argentino Galean em 20 de outubro
José de Holanda / May Becerra / Montagem divulgação
♪ Revelada como vocalista e instrumentista da banda mineira Graveola, a cantora e compositora Luiza Brina tem cruzado as fronteiras do Brasil através de pontes com o mercado latino-americano.
Um ano após ter regravado a música A los cantores del mundo (1978) com a cantora e compositora chilena Tita Parra, em dueto lançado em 2021, a mineira Brina se conecta com o cantor e compositor argentino Galean, nome ascendente na cena musical portenha.
O encontro de Brina com Galean acontece em Goza, single que chega ao mundo digital na próxima quinta-feira, 20 de outubro, sendo sucedido por clipe filmado no México e programado para 24 de outubro.
Música inédita da lavra de Galean, Goza é caracterizada como candombe gravado com influência do jazz, da canção brasileira e das raízes rioplatenses do artista. A letra bilíngue de Goza alterna versos em espanhol e em português, idiomas nativos de Galean e Brina, respectivamente, sendo que cada artista canta na própria língua.
Embora cante primordialmente em português, Luiza Brina – cabe lembrar – já gravou em espanhol como convidada do grupo Semreceita, com quem cantou Sino en el margen (2021), música então inédita que compusera em parceria com Clara Delgado.
O single Goza chega simultaneamente aos mercados da Argentina e do Brasil através de parceria dos selos 40gradosok e Dobra Discos.
Capa ‘Goza’, de Galean em dueto com Luiza Brina
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Duo Alvorada harmoniza saxofone e guitarra em álbum autoral que ecoa perdas da pandemia


♪ Pai do guitarrista Abner Phelipe, Seu Pedro – como era chamado – foi uma das quase 700 mil pessoas mortas no Brasil em decorrência da pandemia de covid-19.
O duo Alvorada – formado pelo paulistano Abner com o saxofonista capixaba Lucas Sales – ecoa essa perda pessoal de Abner em dois dos oito temas autorais que compõem o repertório de Alvorada, álbum de estreia desse duo de música instrumental formado em 2019 na cidade de São Paulo (SP).
Ao meu pai e Seu Pedro são composições feitas somente por Abner. Já Lucas Sales é o autor de Telégrafo, Prelúdio e Buscar-me-eis. Juntos, os músicos assinam os temas Maracanã e Vitória, além da música-título Alvorada.
Gravado em 21 e 22 de agosto em duas sessões no Estúdio Arsis, na cidade de São Paulo (SP), o álbum Alvorada tem lançamento programado para sexta-feira, 21 de outubro.
Instrumentistas já respeitados no circuito de música instrumental, Abner Phelipe e Lucas Sales tiveram as respectivas trajetórias individuais impulsionadas a partir de 2017.
Capa do álbum ‘Alvorada’, do duo Alvorada, formado pelo guitarrista Lucas Sales com o saxofonista Abner Phelipe
Luíza Strufaldi Cury

Fonte: G1 Entretenimento

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Diretor de ‘Priscilla, a Rainha do Deserto’, diz que fará novo filme no Brasil: ‘Será algo grande’


No Brasil para exibição de seu filme mais famoso no Festival do Rio, Stephan Elliott falou com o g1 sobre representatividade e futuros projetos. O diretor australiano o diretor australiano Stephan Elliott, de “Priscilla, a Rainha do Deserto” (1994), trabalha em um novo filme que será ambientado no Brasil.
“Estou escrevendo algo, que será algo grande. Estou pensando em fazer esse projeto no Rio, especificamente, por 28 anos e chegou a hora de fazê-lo”, afirmou o cineasta em entrevista ao g1, durante passagem pelo país para a exibição de versão remasterizada de seu clássico no Festival do Rio.
O cineasta e roteirista revelou que fez uma promessa há quase 30 anos quando esteve na cidade e que, agora, ele está prestes a torná-la realidade, por mais que não tenha dado maiores detalhes sobre não ter fechado contrato para realizar o projeto. Mas ele garante que todos saberão quando acertar os detalhes da produção.
Stephan Elliott fala de seu curta para “Rio, eu te amo”
Elliott tem uma longa relação com a cidade e já participou de algumas edições anteriores do Festival do Rio. Em uma de suas vindas para a capital fluminense, acabou conhecendo um brasileiro, com quem se casou (e se separou anos depois). O encontro virou tema de um dos episódios do filme “Rio, eu te amo” (2014).
O diretor se impressiona com o fato de que a cidade “não perdeu o tom”, mesmo depois das Olimpíadas. “O que eu absolutamente amo é que, no final das contas, a cidade está evoluindo rápido, mas esse espírito carioca ainda está vivo e bem. Sinto que tem alguma coisa no ar e acho que a cidade deve ter uma época muito interessante pela frente”, declara Elliott.
Cena do filme “Priscilla, a Rainha do Deserto”, de Stephan Elliott
Divulgação
Influências da rainha
Stephan Elliott confessa não ter assistido a “Priscilla, a Rainha do Deserto” desde que fez a restauração do filme, mas que iria assisti-lo novamente durante a sessão especial no Festival do Rio.
“Tem muita gente que ainda não viu o filme por ser de uma ‘época antiga’. E nada é mais divertido do que assistir com uma plateia que nunca o viu antes. Será a primeira vez que assistirei ao filme após um longo tempo”, revela o diretor.
“Foi ótimo converter o som do filme de duas faixas estéreo para 5.1. Ficou realmente bem legal. Mas a pior coisa de deixar as imagens em alta definição foi notar coisas que eu nunca tinha visto antes. A pior delas foi notar que eu aparecia em cena 17 vezes fazendo a direção. Foi um prazer, mas ao mesmo tempo, me assustou bastante”, lamenta o cineasta.
Hugo Weaving, Terence Stamp e Guy Pearce estrelam “Priscilla, a Rainha do Deserto”, de Stephan Elliott
Divulgação
Quando estreou nos cinemas, “Priscilla” não chegou a ser um grande sucesso em alguns países, como na Inglaterra, mas quando foi lançado em DVD se tornou um arrasa-quarteirão.
“O filme vendeu centenas de milhões de cópias. Os ingleses ainda gostam de se manter dentro do armário. Eles não iriam ao cinema para ver ‘Priscilla’. Eles só iriam assistir ao filme em casa, o que fez com que o filme ganhasse vida e continuou a crescer”, observou o cineasta.
Além dos prêmios que ganhou, como o Oscar de Melhor Figurino de 1995, Elliott ressalta a importância e a influência que o filme teve no mundo. Ele dá como exemplo o programa “RuPaul’s Drag Race”, que teria muito de “Priscilla” nele. “A frase que RuPaul usa antes de começar os desafios para as concorrentes ‘Damas, liguem seus motores!’ vem de “Priscilla”, lembra ele.
Terence Stamp (ao centro) vive a transgênero Bernadette em “Priscilla, a Rainha do Deserto”
Divulgação
Para Elliott, em seu filme é o fato uma drag queen pode ser qualquer coisa que quiser. “Você não precisa se vestir como Barbra Streisand. Foi a grande mudança que fizemos, que foi dizer às pessoas que não precisa ser um homem vestido como uma mulher. Poderiam ser garotas vestidas como criaturas do espaço. É esse tipo de envolvimento e influência que me deixa orgulhoso”, afirma o diretor.
Ele também ficar feliz por ter escrito o primeiro personagem transgênero a protagonizar um filme (Bernadette, interpretado por Terence Stamp). Ele não tinha se dado conta na época. “De repente estou percebendo o quão importante isso era e quão grande é. E aí, Terence Stamp me diz: ‘Oh meu Deus, meu telefone está tocando sem parar de novo por causa desse personagem que interpretamos anos atrás. Então é fenomenal ver isso voltando”, diz Elliott.
Festival do Rio 2022: veja os filmes que devem bombar na mostra

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 ouviu #216 – Hits eleitorais: como nasceram o ‘lambadão de Lula’ e o ‘gospelnejo de Bolsonaro’


Podcast conta história de Juliano Maderada e Mateus & Cristiano, que criaram os maiores sucessos musicais desta campanha. O primeiro fez ‘jingles e paredão’ com batidas festivas nordestinas para Lula e o segundo criou ‘gospelnejo’, mistura de hino religioso e sertanejo para Bolsonaro. À esquerda, Juliano Maderada, autor de ‘jingles de paredão’ para Lula. À direita, Mateus e Cristiano, criadores de jingle que mistura gospel e sertanejo para Bolsonaro
Divulgação
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Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda dos filhos de Carlinhos Brown, Saulo Fernandes, Reinaldinho e Tonho Matéria quer atualizar a axé music


Quarteto Filhos da Bahia debuta no mercado fonográfico com single em que regrava sucesso de Pepeu Gomes em 1981. Miguel Freitas (à esquerda), Zaia, João Lucas e Raysson (à direita) formam a banda Filhos da Bahia, em cena desde 2021
Henriqueta Álvarez / Divulgação
♪ Sucesso na voz de Pepeu Gomes em 1981, Eu também quero beijar foi um dos maiores hits da fase tecnopop tropical do artista na primeira metade da década de 1980. Composição de Pepeu em parceria com Moraes Moreira (1947 – 2020) e Fausto Nilo, Eu também quero beijar é o cartão-de-visitas do grupo Filhos da Bahia em single lançado na sexta-feira, 14 de outubro.
A banda entrou em cena em Salvador (BA), em outubro de 2021, ainda como trio, formado por João Lucas, Miguel Freitas e Zaia – filhos de Saulo Fernandes, Carlinhos Brown e Reinaldo Nascimento (o Reinaldinho do Terrasamba), respectivamente. Na sequência da estreia, o trio virou quarteto com a entrada de Raysson, filho de Tonho Matéria, importante compositor associado ao gênero afro-pop-baiano.
A intenção dos Filhos da Bahia é trazer o som da axé music para gerações jovens com a combinação da percussão da música afro-baiana com toques de gêneros recorrentes no mercado como trap e funk, criando o som rotulado pelo grupo como axé beat.
O single Eu também quero beijar marca a entrada dos Filhos da Bahia no mercado fonográfico.
Capa do single ‘Eu também quero beijar’, da banda Filhos da Bahia
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Mariana Volker inclui hit de Pabllo Vittar no disco autoral ‘Impossível dizer que não senti’


Capa do disco ‘Impossível dizer que não senti’, de Mariana Volker
Julia Assis com direção de arte de Paulo Santa Rosa e arte de Mariana Volker
♪ Apresentada por Pabllo Vittar com toques de pagode e tecnobrega no segundo álbum da artista, Não para não (2018), a balada de acento R&B Disk me (Arthur Marques, Diego Timbó, Gorky, Maffalda, Pablo Bispo e Zebu, 2018) ganha registro fonográfico na voz de Mariana Volker. A cantora e compositora carioca incluiu o hit de Vittar no repertório majoritariamente autoral do disco Impossível dizer que não senti.
Gravado com produção musical dividida entre Carolina Mathias (baixo, teclados, synth e vocais), Pedro Sodré (guitarra, teclados, synth e programações) e Rudah Guedes (violão, clarinete, synth, teclados e programações), o disco Impossível dizer que não senti sai na próxima sexta-feira, 21 de outubro, com nove músicas.
Sete músicas – Acorda meu amor, Água e fogo, Alguma coisa que eu não sei o nome, Avenida, Constelação, Hiperespaço e Outras pessoas – são assinadas por Mariana Volker, sozinha ou com parceiros como Paulo Santa Rosa e Valentina Zanini.
Duas são regravações. Além de Disk me, a cantora aborda Que se chama amor (José Fernando, 1993), primeiro grande sucesso do grupo de pagode Só pra Contrariar.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ana Carolina alterna dissonâncias e afinidades com Cássia Eller em show que reacende a velha chama


Artista estreia no Rio de Janeiro a turnê em que, sob direção de Jorge Farjalla, recupera a paixão de estar em cena ao dar voz e a própria personalidade ao repertório da cantora morta em 2001. Ana Carolina no palco da casa Qualistage na estreia carioca do show em que canta Cássia Eller
Barbara Furtado / Dantas Jr. / Divulgação Qualistage
Resenha de show
Título: Ana canta Cássia – Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
Artista: Ana Carolina
Local: Qualistage (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 14 de outubro de 2022
Cotação: ★ ★ ★ ½
♪ Para quem emergiu gélida há quatro anos, na cena abrandada pela quentura artificial do show Fogueira em alto mar (2018), Ana Carolina até que conseguiu reacender a velha chama ao cantar o repertório de Cássia Eller (10 de dezembro de 1962 – 29 de dezembro de 2001) sob a direção de Jorge Farjalla.
Ana está cantando Cássia como Ana, sem procurar imitar Cássia e, por isso mesmo, sem jamais ser assombrada pelo fantasma do cover. Isso fez com quem vícios e virtudes da intérprete se alternassem no show povoado por projeções e por áudios com falas avulsas de Cássia.
Estreado em São Paulo (SP) em 22 de setembro, o show Ana canta Cássia – Estranho seria se eu não me apaixonasse por você aterrissou ontem, 14 de outubro, com o mesmo roteiro da estreia nacional da turnê, no palco da casa Qualistage, no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal de Cássia em que Ana reside desde fins da década de 1990. Cidade onde Ana foi abrigada na casa da “ídola” Cássia ao fazer o primeiro show no Rio, como a artista contou com humor à plateia do Qualistage.
Projetada em 1999, quase uma década após a antecessora ter tido a carreira impulsionada em 1990, Ana Carolina sempre foi conectada a Cássia Eller pela intensidade do registro vocal. Contudo, enquanto a cantora carioca embutia no canto o desespero do blues, a rebeldia do rock e o inconformismo dos artistas fora dos padrões, a intérprete mineira sempre ardeu na passionalidade da canção popular romântica de sentimento exacerbado, tangenciando o universo rotulado como kitsch por elites culturais que abarcam os críticos de música.
Ana Carolina canta músicas de Caetano Veloso, Chico Buarque, Nando Reis, Renato Russo e Rita Lee para celebrar Cássia Eller
Barbara Furtado / Dantas Jr. / Qualistage
Todas essas dissonâncias saltaram aos ouvidos, entre afinidades entre as cantoras, quando Ana deu a voz quente a 25 músicas gravadas pela colega entre 1990 e 2001, ano em que Cássia saiu precocemente de cena, aos 39 anos (o bis foi reservado ao canto dos quatro maiores sucessos da discografia da própria Ana).
Se a canção Relicário (Nando Reis, 2000) teve a delicadeza parcialmente diluída pela elevação de tons que fizeram o canto soar como grito (vício de Ana) e se a balada O segundo sol (Nando Reis, 1999) resultou sem o brilho habitual, mostrando que algo se perdeu na transposição das músicas de uma para a voz de outra, Ana Carolina em contrapartida redimensionou o samba Nós (Tião Carvalho, 1988) – na cadência flamenca herdada do arremate do número anterior, Milagreiro (Djavan, 2001), com percussão incendiária – e caminhou com segurança na pisada nordestina em que encadeou o medley com Aprendiz de feiticeiro (Itamar Assumpção, 1999), Coroné Antonio Bento (João do Vale e Luiz Wanderley, 1970) e Quando a maré encher (Fábio Trummer, Roger Man e Bernardo Chopinho, 2000).
Veja o roteiro do show Ana canta Cássia: ‘Ana Carolina lança música inédita, feita com Bruno Caliman, no show em que canta Cássia Eller’
Do ponto de vista do repertório, o show é o melhor de Ana Carolina, já que, fora do trilho autoral, a cantora escapou da irregularidade do próprio cancioneiro, que foi perdendo viço ao longo dos anos 2000.
O roteiro do show Ana canta Cássia resultou bem alinhavado, aliás, mas com peculiaridades. De cara, Ana Carolina queimou cinco cartuchos, alinhando os maiores sucessos de Cássia – Malandragem (Roberto Frejat e Cazuza, 1994), E.C.T. (Marisa Monte, Nando Reis e Carlinhos Brown, 1994), O segundo sol, All star (Nando Reis, 2000) e Relicário – na sequência inicial do show. Como se quisesse logo ganhar o jogo e a plateia.
Hábil no toque do pandeiro, Ana deitou e rolou no bloco dedicado ao samba, cuja cadência embasou a abordagem de Gatas extraordinárias (Caetano Veloso, 1999). Nesse bloco, Ana foi da levada carioca de Partido alto (Chico Buarque, 1972) à manemolência baiana de Vá morar com o diabo (Riachão, 2000), com direito à citação do refrão de Não deixe o samba morrer (Edson Conceição e Aloísio Silva, 1975).
Ana também soube dar a devida potência aos rocks Todas as mulheres do mundo (Rita Lee, 1993) e Top top (Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, 1971), ambos com a assinatura da primeira-dama brasileira do gênero, Rita Lee, admiradora de Cássia.
Ana Carolina deita de cabeça para baixo na escada do cenário do show em que canta o repertório de Cássia Eller
Barbara Furtado / Dantas Jr. / Qualistage
O único problema estrutural do roteiro residiu no número final. O dueto virtual de Ana e Cássia na balada Por enquanto (Renato Russo, 1985) surtiu pouco efeito, falhou como o gran finale e, pior, acabou sem deixar claro que o show tinha chegado ao fim, ainda que a cantora tenha dado boa noite ao público.
O canto de Eu queria ser Cássia Eller (Péricles Cavalcanti, 1999) no molde acústico com que Ana Carolina brilhou ao interpretar Mercedez benz (Janis Joplin, Michael McClure e Bob Neuwirth, 1971) talvez resultasse em fecho mais adequado pelo toque de ironia.
Afinal, o orgulho com que Ana apresentou inédita balada composta com Bruno Caliman – Coisa minha, coisa tua, (in)justificada no roteiro como “homenagem” a Cássia – sinalizou que Ana Carolina sempre quis ser mesmo Ana Carolina… No que está muito certa, porque, embora Ana até tenha se deitado de cabeça para baixo na escada do cenário em determinado momento do show, o canto de Maluca (Luís Capucho, 1993) deixou claro que a passional cantora jamais poderia trilhar as vias marginais por quais Cássia Eller andou, driblando sucessivas tentativas de domesticação pelos executivos da indústria do disco.
Mal nenhum há no caminho escolhido por Ana. Estranho seria se Ana tentasse cantar Cássia como Cássia. Como Ana cantou Cássia como Ana, a cantora conseguiu reacender a velha chama que já parecia apagada no show Fogueira em alto mar.
Ana Carolina eleva os tons ao dar voz ao repertório de Cássia Eller em show na casa carioca Qualistage
Barbara Furtado / Dantas Jr. / Qualistage

Fonte: G1 Entretenimento

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A emocionante mensagem que viralizou após a morte do ator Robbie Coltrane, o Hagrid de Harry Potter


Uma mensagem em que ele fala sobre o legado da saga de livros e filmes começou a ser compartilhada nas redes sociais por colegas e fãs, após o anúncio da morte. A emocionante mensagem que viralizou após a morte do ator Robbie Coltrane, o Hagrid de Harry Potter
PA Media
Um vídeo com uma mensagem emocionante de Robbie Coltrane sobre o legado dos filmes de Harry Potter se tornou viral após o anúncio da morte do ator, que interpretou o gigante Hagrid na saga.
“O legado dos filmes é que a geração dos meus filhos irá mostrá-los aos filhos deles. Então, poderemos vê-los daqui a 50 anos. Infelizmente, eu não estarei mais aqui. Mas Hagrid estará”, disse Coltrane, em um especial da HBO gravado para comemorar duas décadas desde que a história de escrita por J.K. Rowling chegou aos cinemas.
O ator escocês morreu aos 72 anos na sexta-feira (14/10) em um hospital perto da cidade de Falkirk, na Escócia. A informação foi confirmada pela agente dele, Belinda Wright.
Wright descreveu Coltrane como um “talento único”. Ela também acrescentou que seu papel como Hagrid “trouxe alegria para crianças e adultos em todo o mundo”.
J.K. Rowling iniciou a série de homenagens no Twitter ao classificar Coltrane como um “talento incrível”.
Os colegas de elenco — como o ator Daniel Radcliffe e a atriz Emma Watson — também recorreram às redes para homenageá-lo.
Prêmios Bafta
O papel do gigante Hagrid fez de Coltrane uma estrela internacional.
No entanto, sua reputação no Reino Unido já havia sido selada, principalmente graças ao papel como Fitz, um psicólogo forense no seriado Cracker, um dos vários personagens marcantes que ele criou.
O papel lhe garantiu o prêmio Bafta de melhor ator por três anos consecutivos, entre 1994 e 1996.
Coltrane também apareceu nos filmes de James Bond Goldeneye, de 1995, e O Mundo Não É o Bastante, de 1999.
O ator começou a carreira na comédia stand-up antes de se aventurar no cinema e na televisão, sentindo-se confortável tanto em papéis engraçados como em dramáticos.
Mais tarde, ele se rebelou contra a educação de classe média que recebeu e travou uma batalha contra o vício em álcool.
Amante de jazz
O ator, cujo nome verdadeiro era Anthony Robert McMillan, nasceu perto de Glasgow, na Escócia, em 1950.
Ele era filho da professora e pianista Jean Ross e do médico Ian Baxter McMillan.
Ator Robbie Coltrane
PA Media
Fã de jazz, ele adotou o sobrenome artístico Coltrane em homenagem ao renomado saxofonista John Coltrane.
Depois de saber da morte do colega, o ator Stephen Fry, que trabalhou com Coltrane na série britânica Alfresco, escreveu no Twitter: “Grande profundidade, poder e talento — hilário o suficiente para causar soluços (…) Adeus velho amigo, sentiremos mutíssimo sua falta.”
A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, disse que a morte de Coltrane é uma “notícia muito triste”.
“Ele tinha muita variedade e profundidade como ator, de comédias brilhantes a dramas intensos. Acho que o meu favorito de todos os seus papéis foi Fitz, em Cracker”, disse.
“Robbie Coltrane, lenda do entretenimento escocês, você fará muita falta. Descanse em paz”, completou.
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63271884

Fonte: G1 Entretenimento

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Pianista Laercio de Freitas tem obra documentada em álbum de inéditas e livro com partituras


Pianista Laercio de Freitas é celebrado pelos colegas Amilton Godoy, Cristovão Bastos e Tiago Costa no álbum ‘Laercio de Freitas – Moderno e eterno ‘
Marco Aurélio Olímpio / Divulgação
♪ Pianista, compositor, arranjador e maestro paulista, Laercio de Freitas ganha homenagem dupla que inclui álbum com dez músicas inéditas e livro com partituras do cancioneiro do artista de 81 anos.
Laercio de Freitas – Moderno e eterno é o nome do disco gravado sob direção musical do violonista Edmilson Capelupi com arranjos de Capelupi, Nailor Proveta e do próprio Laercio de Freitas. O lançamento está programado para o próximo sábado, 22 de outubro.
O repertório do álbum instrumental é formado pelos temas Clube de campo, Planalto Paulista, Arismania, Fonte Santa Teresa, Castelo d’água, Rua Capote Valente, Lalá saracoteando, Ferragutiando, Guarapiranga e Vassouras – todos compostos solitariamente por Laercio.
Esse repertório foi gravado no disco Laercio de Freitas – Moderno e eterno com os toques de pianistas convidados como Amilton Godoy, Carlos Roberto, Cristovão Bastos, Hercules Gomes, Silvia Goes e Tiago Costa.
Já o livro de partituras documenta as cifras desse cancioneiro inédito e também das músicas do álbum São Paulo no balanço do choro (1980), título referencial da discografia de Laercio de Freitas.
Capa do álbum ‘Laercio de Freitas – Moderno e eterno’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Metrô verte ‘Mensagem de amor’ de Herbert Vianna para o francês em single que evoca álbum ‘Déjà-vu’


Capa do single ‘Message d’amour’, da banda Metrô
Divulgação
♪ Reativada em 2014, em reunião anunciada oficialmente em maio de 2015, a banda paulistana Metrô está há 20 anos sem lançar álbum de estúdio. O último, Déjà-vu, saiu em 2002 com abordagens de músicas alheias.
É para marcar as duas décadas do álbum Déjà-vu que Virginie Boutaud (voz), Alec Haiat (guitarra), Yann Laouenan (teclados), Zavie Leblanc (baixo) e Dany Roland (bateria) lançaram ontem, 14 de outubro, o single Message d’amour.
Message d’amour é a versão em francês, escrita por Virginie, da canção Mensagem de amor (1984), composta por Herbert Vianna e apresentada pelo trio Paralamas do Sucesso no segundo álbum do grupo carioca, O passo do Lui (1984).
A conexão do single Message d’amour com o disco Déjà-vu é feita pelo fato de Mensagem de amor ser a música que abre – com os versos originais em português – esse terceiro e por ora último álbum de estúdio da banda Metrô.
Além da voz de Virginie, a gravação de Message d’amour traz os músicos Dany Roland (bateria), Lucas Santanna (violão) e Yann Lao (piano e sintetizadores).

Fonte: G1 Entretenimento