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O ‘minicérebro’ cultivado em laboratório que joga videogame


Eles foram produzidos pela primeira vez em 2013 e, desde então, têm sido empregados em pesquisas sobre desenvolvimento cerebral. A expectativa é que isso possa ser usado para testar tratamentos para doenças neurodegenerativas. O diretor científico da Cortical Labs, Brett Kagan (sentado), e o diretor executivo, Hon Weng (em pé), fazendo trabalho de laboratório
Cortical Labs
Pesquisadores desenvolveram células cerebrais em laboratório que aprenderam a jogar o videogame Pong. Eles dizem que seu “minicérebro” é capaz de sentir seu ambiente e a reagir a ele.
Em artigo na revista Neuron, Brett Kagan, da empresa Cortical Labs, afirma ter criado o primeiro cérebro “sensível” cultivado em laboratório.
Outros especialistas descrevem o trabalho como “empolgante”, mas dizem que chamar as células cerebrais de sencientes é ir longe demais.
Senciência, palavra bastante usada em debates sobre ética animal, diz respeito à capacidade de vivenciar algo e desenvolver sentimentos específicos a partir de uma experiência.
Mas Kagan diz: “Não encontramos um termo melhor para descrever”.
“Ele é capaz de receber informações de uma fonte externa, processá-las e responder em tempo real.”
Os minicérebros foram produzidos pela primeira vez em 2013, para estudar a microcefalia, um distúrbio genético em que o órgão nasce muito pequeno, e desde então têm sido usados para pesquisas sobre o desenvolvimento do cérebro.
Mas esta é a primeira vez que eles são conectados com um ambiente externo e reagem a ele, neste caso um videogame. No Pong, o objetivo é mover uma barra na tela para evitar que a bola passe.
A equipe de pesquisa cultivou as células cerebrais humanas a partir de células-tronco e de embriões de camundongos para formar uma coleção de 800 mil.
Pong, o jogo que deu origem à indústria de videogames há 5 décadas, em imagem de arquivo não relacionada à pesquisa com minicérebros
Ina Fassbender/AFP via Getty Images
Esse minicérebro foi conectado ao videogame por meio de eletrodos que indicavam de que lado a bola estava e a que distância da barra usada para rebater.
Em resposta, as células produziram atividade elétrica própria e gastaram menos energia à medida que o jogo prosseguiu.
Mas, quando a bola passou e o jogo recomeçou com a bola em um ponto aleatório, eles gastaram mais energia se recalibrando para uma nova situação imprevisível.
O minicérebro aprendeu a jogar em cinco minutos. Muitas vezes errava a bola, mas sua taxa de sucesso ficou bem acima do acaso.
Embora, por não ter consciência, o minicérebro não saiba que está jogando Pong da mesma maneira que um jogador humano, enfatizam os pesquisadores.
Para que isso serve?
Kagan espera que a tecnologia possa vir a ser usada para testar tratamentos para doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
“Quando as pessoas olham para tecidos [humanos] em um laboratório, estão vendo se há atividade ou não. Mas o objetivo das células cerebrais é processar informações em tempo real”, diz ele. “Avaliar sua verdadeira função pode se útil para muitas outras áreas de pesquisa.”
Em seguida, Kagan planeja testar o impacto que o álcool tem na capacidade do minicérebro de jogar Pong.
Se reagir de maneira semelhante a um cérebro humano, isso demonstraria o quão eficaz pode vir a ser como um substituto.
A descrição de Kagan de seu sistema senciente, no entanto, difere de muitas definições de dicionários, que afirmam que isso significa ter a capacidade de ter sentimentos e sensações.
Dean Burnett, pesquisador da Cardiff Psychology School, no Reino Unido, prefere o termo “sistema de pensamento”.
“Existem informações sendo recebidas e claramente usadas, causando mudanças, então, o estímulo que eles estão recebendo está sendo ‘pensado’ de maneira básica”, diz ele.
É provável que os minicérebros se tornem mais complexos à medida que a pesquisa progrida, mas a equipe de Kagan está trabalhando com bioeticistas para garantir que eles não criem acidentalmente um cérebro consciente, com todas as questões éticas que poderiam surgir a partir disso.
“Temos que enxergar essa nova tecnologia como algo muito parecido com a indústria de computadores quando os primeiros transistores eram protótipos malfeitos, não muito confiáveis, mas, depois de anos de pesquisa, levou a maravilhas tecnológicas em todo o mundo”, diz ele.
Pesquisadores de inteligência artificial já produziram dispositivos que podem vencer grandes mestres no xadrez.
Mas Karl Friston, da University College London, no Reino Unido, que está trabalhando com Kagan, disse: “O minicérebro aprendeu sem ser ensinado e, portanto, é mais adaptável e flexível”.
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63153180

Fonte: G1 Entretenimento

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Bruno Capinan lança edição em LP de ‘Tara rara’, álbum sobre a força do desejo


Capa do álbum ‘Tara rara’, de Bruno Capinan
Daryan Dornelles / Divulgação
♪ Sexto álbum de estúdio de Bruno Capinan, lançado em 13 de maio, Tara rara (2022) ganha edição em LP amanhã, 13 de outubro, exatos cinco meses após a edição digital.
Com repertório composto por onze músicas autorais, o álbum Tara rara foi gravado com produção musical de Vivian Kuczynski, tendo sido formatado de julho de 2021 a fevereiro deste ano de 2022 entre estúdios de Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Toronto (Canadá), cidade onde reside o artista baiano.
Ode ao povo brasileiro, Mafuá, Meu preto, Do mais secreto desejo, Na moral e Bahia Brasil são algumas músicas de repertório que versa sobre lutas do povo negro e a força do desejo – enfocado sobre perspectiva gay – desde antes do samba ser samba até os dias de hoje.
A capa do álbum Tara rara expõe Bruno Capinan em foto de Daryan Dornelles.

Fonte: G1 Entretenimento

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Popload Festival 2022; veja fotos


Festival nesta quarta-feira (12) tem Pixies, Cat Power, Chet Faker, Jack White, Pitty e Fresno. Fresno se apresenta no Popload Festival 2022
Camila Cara/Divulgação
Fresno se apresenta no Popload Festival 2022
Camila Cara/Divulgação
Perotá Chingó se apresenta no Popload Festival 2022
Camila Cara/Divulgação
Perotá Chingó se apresenta no Popload Festival 2022
Camila Cara/Divulgação
Jup do Bairro se apresenta no Popload Festival 2022
Camila Cara/Divulgação
Jup do Bairro se apresenta no Popload Festival 2022
Camila Cara/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Beth Carvalho tem integridade musical e ideológica documentada em filme com imagens raras


O diretor Pedro Bronz põe em foco a grandeza da artista somente com o material selecionado no vasto acervo da própria Beth. Beth Carvalho em imagem do filme ‘Andanças – Os encontros e as memórias de Beth Carvalho’
Divulgação / Festival do Rio
Resenha de documentário musical da 24ª edição do Festival do Rio
Título: Andanças – Os encontros e as memórias de Beth Carvalho
Direção: Pedro Bronz
Roteiro: Pedro Bronz e Leonardo Bruno
Produção: TV Zero
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♪ Um dos maiores nomes da cultura do Brasil, Elizabeth Santos Leal de Carvalho (5 de maio de 1946 – 30 de abril de 2019) se eternizou como exemplo de integridade musical e ideológica. A dignidade com que a artista conduziu a vida e a carreira é posta em foco, com precisão, nas imagens raras que conduzem o roteiro do primeiro documentário sobre a cantora carioca, devota do samba e da negritude.
Filme que superlotou o cinema Odeon na sessão de estreia exibida na 24ª edição do Festival do Rio na noite de ontem, 11 de outubro, com as presenças do diretor Pedro Bronz e da filha de Beth, Luana Carvalho, Andanças – Os encontros e as memórias de Beth Carvalho é recorte das cerca de 800 horas de imagens e sons captados pela própria Beth em Super 8, VHS, Mini DV, fitas cassete e câmeras fotográficas.
Fora dos padrões de alta definição, a qualidade técnica das imagens oscila sem macular a nitidez da ideologia que espoca na tela em fotos e vídeos nunca vistos. Autor do roteiro, assinado com Leonardo Bruno, o diretor Pedro Bronz conseguiu documentar Beth Carvalho sem precisar recorrer a depoimentos e material externo porque o acervo da artista, além de valioso pelo ineditismo das imagens, é indicador do caráter da cantora.
Está tudo lá no filme, desde a paixão pelo time carioca de futebol Botafogo – simbolizada na estampa da roupa que Beth exibe orgulhosa ao andar pela praia, grávida da filha Luana (cujo nascimento é mostrado na sequência com imagens feitas na sala de parto) – até o encontro com o político cubano Fidel Castro (1926 – 2016).
Sempre alinhada à esquerda, Beth Carvalho cantou sambas que viraram hinos políticos, caso de Virada (Noca da Portela e Gilper, 1981). Imagens de caráter explicitamente político – como a cena de Beth cantando justamente o samba Virada em comício da campanha pelas Diretas Já, ao lado de nomes como Leonel Brizola (1922 – 2004) e Lula, geram entusiástica recepção da plateia pela conexão com o momento do Brasil em 2022.
Só que, de certa forma, tudo é político no documentário Andanças. Em reuniões festivas na casa da artista ou nos estúdios de gravação de discos, as falas cotidianas de Beth são sempre coerentes, seja defendendo ganhos mais fartos para os compositores, seja defendendo a prevalência da negritude na música do Brasil.
Beth Carvalho com Zeca Pagodinho no estúdio e a câmera na mão que gerou material para o filme de Pedro Bronz
Divulgação / Festival do Rio
Entre posicionamentos pertinentes, o humor se impõe em alguns momentos. Impossível conter o riso diante da perceptível impaciência de Zeca Pagodinho no estúdio ao gravar o samba Dona Carola (Nelson Cavaquinho, Nourival Bahia e Walto Feitosa, 1963) para o álbum Nome sagrado – Beth Carvalho canta Nelson Cavaquinho (2001).
E como resistir à então pequena Luana Carvalho invadindo o estúdio em que Beth gravava o samba Sorriso de criança (Ivone Lara e Delcio Carvalho, 1979) com Elizeth Cardoso (1920 – 1990), para o álbum Saudades da Guanabara (1989), somente para tirar dúvidas gramaticais sobre a palavra apple (maçã, em inglês) com a mãe?
O áudio de Cartola (1908 – 1980) argumentando que o samba-canção O mundo é um moinho (1976) não era talhado para a voz de Beth – “Você vai queimar (a música)”, dizia o bamba diante da própria Beth – também atiça o riso.
Cartola e Nelson Cavaquinho (1911 – 1986) foram compositores decisivos para legitimar a conversão de Beth ao samba a partir dos anos 1970 e, como tal, ganham generosos espaços no roteiro. Assim como a turma de bambas do Fundo de Quintal, músicos e compositores que Beth conheceu em 1977, na quadra do bloco Cacique de Ramos, e com os quais revolucionou a forma de tocar samba no álbum que lançou no ano seguinte, De pé no chão (1978). Vê-se sambistas como Jorge Aragão em início de carreira enquanto Beth explica a revolução.
Mesmo sendo filme autorizado pela família de Beth, Andanças consegue escapar da linha chapa branca. Fica nítido, por exemplo, o temperamento forte dessa cantora que, ao gravar um disco, interferia nos arranjos e nos toques de instrumentos.
Sob tal prisma, a discussão com o maestro Ivan Paulo (1937 – 2018) no estúdio é especialmente reveladora por mostrar artista exigente, às vezes irredutível nas convicções, mas também muito amorosa, como o filme mostra, momentos depois, em take feito em outro estúdio, na feitura de outro álbum, quando Beth faz homenagem ao mesmo Ivan Paulo, que vai às lágrimas ao ler a dedicatória escrita pela cantora para o encarte do disco.
Sem didatismo (é preciso ter uma noção, mínima que seja, de quem foi Beth Carvalho para fruir plenamente o filme), Andanças – Os encontros e as memórias de Beth Carvalho documenta a grandeza de artista que provou que o show tinha que continuar quando, acometida de fortes dores na coluna, se apresentou até deitada. E que, durante longo período em hospital, pediu a Arlindo Cruz um samba, Anjos de branco, para homenagear as enfermeiras.
Beth Carvalho foi grande! E o documentário de Pedro Bronz emociona e se legitima porque expõe na tela a grandeza musical e ideológica da artista-cidadã Elizabeth Santos Leal de Carvalho.

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta é indicada ao ‘MTV EMA 2022’ na categoria ‘Melhor artista latino’


Presença na lista da MTV se soma às duas nomeações em prêmio francês que corroboram a visibilidade global da cantora carioca. Anitta vem colecionando indicações a prêmios internacionais neste ano de 2022
Reprodução / Twitter Anitta
♪ Em mais uma prova de que Anitta vive o melhor momento da carreira internacional pavimentada desde 2016, a cantora artista está indicada MTV Europe Music Awards de 2022 na categoria Melhor artista latino, concorrendo com Bad Bunny, Becky G, J Balvin, Rosalía e Shakira.
A cerimônia de premiação do MTV EMA 2022 está agendada para 13 de novembro, no PSD Bank Dome, em Düsseldorf (Alemanha). A lista de indicados foi divulgada hoje, 12 de outubro.
A presença de Anitta no MTV EMA 2022 é anunciada um dia após o anúncio de que a cantora também concorre em duas categorias do NRJ Music Awards 2022, premiação francesa programada para 18 de novembro.
No NRJ, Anitta disputa os troféus de Artista Internacional Feminina e Música Internacional, pelo reggaeton Envolver (Anitta, Julio M Gonzales Tavarez, Freddy Montalvoe e José Carlos Cruz, 2021).
As indicações a esse dois prêmios europeus sinalizam que Anitta já tem visibilidade global no universo pop, ainda que sempre associado ao mercado latino de música hispânica. É nesse universo latino que a artista vem colecionando indicações a prêmios internacionais ao longo de 2022.

Fonte: G1 Entretenimento

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Daniel segue ‘Romaria’ com Seu Jorge em single lançado no dia de Nossa Senhora Aparecida


Seu Jorge é o convidado de Daniel (à direita) no segundo single da série ‘Duas vozes’
Vandinho Tellis / Divulgação
♪ Comemorado em 12 de outubro, o dia de Nossa Senhora Aparecida – santa considerada a padroeira do Brasil – foi estrategicamente escolhido por Daniel para o lançamento do segundo single da série colaborativa Duas vozes, gravado com Seu Jorge.
A data se afina com a música escolhida para o dueto, Romaria (1977), obra-prima do cancioneiro do compositor paulista Renato Teixeira, apresentada ao Brasil há 45 anos na voz de Elis Regina (1945 – 1982). Até porque a gravação foi feita na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, situada no município paulista de Aparecida (SP).
Daniel e Seu Jorge cantam Romaria somente com o piano do maestro Rodrigo Costa, a quem também foram confiados o arranjo, a mixagem e a masterização do single distribuído via ONErpm.
Daniel iniciou o projeto Duas vozes com a edição, em 9 de setembro, do single em que revive a canção Adoro amar você (Peninha e Elias Muniz, 1988) em dueto com Vitor Kley.
Capa do single ‘Duas vozes – Romaria’, de Daniel com Seu Jorge
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Jack White faz show no Popload Festival em São Paulo com turnê de álbum ‘punk metal’


Festival nesta quarta-feira (12) também tem Pixies, Cat Power, Chet Faker e mais. Ele falou ao podcast g1 ouviu sobre referências de heavy metal no seu álbum mais pesado até hoje. Jack White
Paige Sara / Divulgação
Jack White toca nesta quarta-feira (12) no Popload Festival, em São Paulo, após lançar seu álbum mais próximo do heavy metal.
O festival também tem Pixies, Cat Power, Chet Faker e mais – veja a programação completa.
“Fear of the dawn”, quarto e mais pesado álbum solo do ex-líder dos White Stripes é cheio de raiva e sentimentos intensos. “Talvez seja o resultado de dois anos preso em casa sem poder fazer shows”, ele disse ao podcast ao g1 ouviu. Escute abaixo:
O guitarrista define o álbum como “punk metal”, “garage rock metal”, ou “heavy metal” mesmo. Ele cita Deep Purple e Black Sabbath como referências. Ele veio junto com o álbum “Entering heaven alive”, um contraponto mais calmo, lançado em dobradinha.
“Fear of the dawn” também é cheio de efeitos, edição eletrônica e muitos elementos além de metal – incluindo um pequeno toque de samba – e Jack White tem muito mais a falar ao podcast g1 ouviu. No campo brasileiro, ele exalta os Mutantes: “É como se Velvet Underground e Beatles fossem de férias ao Brasil”.
O guitarrista comemora a demanda renovada por rock, seja em meios analógicos ou digitais: dos vinis ao TikTok.
Quando chegou a pandemia, o maior guitar hero do século 21 foi para o estúdio em Nashville, no estado americano do Tenessee, e agora sai de lá com o pesado “Fear of the Down”. Sai também com um sucessor pronto: “Entering Heaven Alive”, com canções mais calminhas, previsto para 22 de julho.
O fato de “Fear of the dawn” ser o quarto álbum solo do músico de 46 anos pode dar uma impressão errada de sua alta produtividade. Nos últimos vinte anos, foram três álbuns com o Dead Weather, banda com a Allison Moshart e outros três com os Raconteurs, com Brendan Benson.
Mas foram os seis discos com os White Stripes, duo com a ex mulher, Meg White, que ajudaram a renovar o rock do início do século e os colocaram como o grande guitarrista dessa geração.
Jack White costuma ser um cara de poucas notas e poucas palavras. Ele é famoso e odeia o mundo das celebridades. Durante anos, deu entrevistas mentindo que era irmão da Meg White, só para não ter que falar sobre casamento.
Ele é dono da sua gravadora, a Third Man Records, e até da sua fábrica de vinil. Jack White também fabrica estofados – outro lado da sua personalidade excêntrica, de quem faz o que dá na telha.
‘Você ficou doido?’, ele pergunta para si mesmo
Jack White
David James Swanson
O plano de lançar dois discos em três meses deixaria qualquer executivo de gravadora indignado. “Mas eu tenho meu próprio selo e ninguém pode me impedir. Provavelmente alguém deveria dizer que essa não é uma boa ideia para os negócios”, ele admite.
“‘O que você está fazendo, Jack? Você ficou doido'”, ele imita o suposto executivo que deveria impedi-lo de lançar os dois discos em sequência. “Mas quando a gente tem a liberdade de ter sua gravadora e sua fábrica de discos, a gente pode ter essas ideias malucas”.
Em resumo, Jack White ficou milionário e comprou seu próprio passe. Ele virou um dos maiores defensores dos vinis na indústria fonográfica. Era mais por amor à música do que pelo dinheiro. Mas a aposta no vinil está paga.
No fim do ano passado, Ed Sheeran contou que quase não conseguiu lançar seu novo álbum em vinil porque Adele ia usar quase todas as fábricas disponíveis para fazer o seu disco “30”.
“Estou implorando às gravadoras para voltar a fazer fábricas de vinis, que eles não fazem desde os anos 70 ou 80. O vinil não é uma moda passageira. Tem uma demanda monstruosa. Além de ajudar a si mesmas e aos artistas, as gravadoras não gastariam muito e podem lucrar muito com isso”, defende Jack White.
Não confunda: ‘Fear of the down’ x ‘Fear of the dark’
Até o designer da capa de ‘Fear of the dawn’, de Jack White, parece ter dado um toque ao fundo com referência a ‘Fear of the dark’, do Iron Maiden. Mas o guitarrista diz que conhece pouco do Iron e que nem conhecia a música
Divulgação
O conteúdo de “Fear of the dawn” remete, em parte, à época em que não faltava vinil no mercado: os anos 70 e 80. “Talvez seja heavy metal, ou punk metal, ou ‘garage rock metal’. É alguma coisa definitivamente pesada, intensa e que foi muito boa de fazer.”
“Tenho sorte de ter nascido nos anos 70 e ter irmãos mais velhos que escutavam muito rock e country. Então fui influenciado de Hank Williams a Deep Purple e Ramones”.
Quando ele fala das influências de rock pesado, vem a curiosidade sobre a possível referência ao título de “Fear of the dark” do Iron Maiden” em “Fear of the dawn”. Até as capas têm um fundo semelhante.
“Eu tenho que admitir minha ignorância sobre o Iron Maiden. Ouvi pouco. Dessas bandas de metal, quando era mais novo, gostava de Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath, Rainbow e Richie Blackmore. Não cheguei a coisas como Judas Priest, Iron Maiden e Megadeth. Ele até gostava de Metallica no colégio. Mas eu gosto sempre que ouço algo do Iron Maiden.”
O g1 insiste na pergunta, só para confirmar se não era uma referência ao nome de “Fear of the dark”. “Tenho que ouvir essa (música)”, responde Jack.
Mesmo sem a referência, o trocadilho “fear of the dawn” (medo do amanhecer, em vez de medo do escuro), faz muito sentido no disco. A experiência de sair da quarentena, trancado em casa, e ficar assustado com o exterior iluminado está na faixa-título e em “Eosophobia” (que significa medo da luz).
‘Experimental e perigoso’
Imagem de divulgação de ‘Fear of the dawn’, de Jack White
Divulgação
“Fear of the dawn” não é só metal. Há os toques de sempre de blues e country, algo de psicodélico, rap, jazz, reggae…. O que amarra tudo isso são os efeitos, principalmente de guitarra, com edição eletrônica – uma novidade em seu universo analógico.
Ele diz que não gostava deste tipo de efeito quando era mais novo. “Eu sabia exatamente o que queria tirar das minhas mãos.” Mas depois que envelheceu, começou a curtir mais coisas “experimentais e perigosas”.
“É como mexer com brinquedos, que antes eu não achava que iam dar bons resultados, mas agora acho interessantes e podem me levar para novas direções.”
Jack White parece ser um artista controlador, e a resposta anterior indica o sentimento de liberdade do disco. Ele parece passar por uma fase em que abraça o imprevisível – inclusive ao olhar sua carreira e seu principal sucesso em retrospecto.
“Já lancei coisas que achei que as pessoas iam amar e quando, tocava, não tinha reação nenhuma. Dava pra ouvir os grilos cantando”, ele brinca. “Nunca soube o que ia acontecer.”
“Não tinha ninguém no estúdio quando fizemos ‘Seven Nation Army’ dizendo: “Nossa, eu consigo ver essa música sendo tocada em estádios de futebol’. Ninguém tem uma bola de cristal. Você tem que ir sentindo a resposta das pessoas. A multidão decide.”
Os ‘corpos nus’ dos Mutantes
Jack White comanda show dos Raconteurs no Popload Festival 2019
Fábio Tito/G1
Por falar no imprevisível, no meio do disco novo há uma bateria com mistura de samba e jazz. O batuque está na faixa “Eosophobia (reprise)”. “A gente estava experimentando com a música, aí ficava um pouco reggae, depois um pouco samba, depois um pouco rock. Tivemos tantas ideias que achamos legal mostrar.”
E o que Jack gosta na música brasileira? “Claro que é Os Mutantes. Não passamos um mês nessa casa em que não ouvimos Os Mutantes”, ele elogia.
“Eles fazem uma coisa global. Não entendo português, mas amo o jeito que eles cantam. Parece que o Velvet Underground e os Beatles foram tirar férias no Brasil e gravaram vários discos juntos. É uma banda com um som lindo.”
Jack White canta um trecho da música “Ave Lúcifer”, dos Mutantes. Ele pergunta o que significam as palavras “corpos nus”, e morre de rir da resposta.
Desligado, mas antenado
O cantor Jack White fez um dos shows de encerramento do Lollapalooza 2012, em Chicago, neste domingo (5)
Sitthixay Ditthavong/Invision/AP
O guitarrista vive sem telefone celular, mas não está desligado do mundo. Jack diz que acompanha – e aprova totalmente – a descoberta do rock por fãs novinhos no TikTok.
“Acho ótimo, muito legal que as pessoas se liguem em música de qualquer jeito. Seja indo a uma biblioteca 50 anos atrás, ou com uma mensagem com um pedaço de uma música nesses apps tipo TikTok, YouTube, o que for. Sempre vai ser bom alguém se ligar em arte ou música de um jeito novo.”
Após implorar às gravadoras para investir em vinil, ele termina o papo com outro apelo: “Por favor, deixem os adolescentes se inspirarem a formar bandas, escrever álbuns, fazer músicas e gravar nas suas garagens ou seus quartos as canções que eles fizerem. Do jeito que for, sou sempre a favor”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cat Power diz que foi morar em Miami depois de procurar casa no Rio: ‘Amo a cultura brasileira’


Atração do Popload Festival nesta quarta, em SP, cantora diz que quase se mudou para o Brasil, fala sobre decepções amorosas e musicais e diz que Lana del Rey a procurou por anos no Twitter. Cat Power
Divulgação / Mario Sorrentini
Cat Power tem um histórico de shows imprevisíveis no Brasil. Ela já brigou com o público em 2001, se redimiu em 2007, distribuiu frutas em 2009, apareceu na Virada Cultural de SP em 2010 e no metrô Paraíso em 2014.
Nesta quarta-feira (12) a cantora que virou ícone de uma geração de indies tristonhos com o álbum “Moon Pix” (1998), se apresenta no Popload Festival, em São Paulo. O festival também tem Pixies, Cat Power, Chet Faker e mais – veja a programação completa.
A entrevista dela com o g1 foi tão surpreendente quanto os shows. A artista, que completou 50 anos de idade em 2022, disse que:
Já procurou casas para morar em Santa Teresa, no Centro do Rio. Depois, pensou que não seria seguro vir sem conhecer ninguém, e escolheu um lugar parecido e cheio de brasileiros: Miami, onde mora há 20 anos.
Também no Rio ela começou e nunca terminou uma música sobre a dor de ter perdido o primeiro amor dela. Ela chegou a gravar a música numa fita, mas perdeu.
Lana Del Rey mandou mensagens para Cat Power durante anos, mas ela nunca viu, pois tinha largado o Twitter. Elas se conheceram pessoalmente, gravaram juntas em 2018. Agora, Cat Power gravou “White Mustang’, de Lana Del Rey, para “Covers” (2022), seu 11º álbum.
Além da decepção amorosa, Cat Power também se abre sobre a decepção musical após ser “despejada” do selo Matador em 2018:
“Isso partiu meu coração e meu espírito. Eu não pedi para ser uma mulher forte, mas eu sou. É assim que as mulheres fortes são criadas: quando elas têm o coração partido.”
Leia a entrevista abaixo:
g1 – Na última vez que você cantou no Popload Festival em São Paulo, você fez um show no metrô da cidade também. Você se lembra?
Cat Power – Sim, foi incrível, fiquei tão feliz. Esse foi um dos meus shows preferidos. As pessoas sempre me perguntam qual foi meu show preferido, e um deles foi na Sicília (na Itália), em um convento antigo que os punks ocuparam nos anos 90. Era uma noite de lua cheia, os sinos da igreja tocavam, estava chovendo, e eu soava como o Led Zeppelin sozinha, foi incrível. E o outro foi esse no metrô. Foi maravilhoso.
g1 – Você se lembra de quem foi a ideia? Eu não consegui chegar lá a tempo, mas fiquei sabendo que tinha muito barulho da estação, dos trens, mas foi ótimo.
Cat Power – Não sei, provavelmente minha. Mas uma coisa que quase ninguém sabe sobre mim é que eu amo trens. Qualquer tipo de trem. E esses barulhos não foram um problema, de jeito nenhum.
Cantora americana Cat Power faz show gratuito no Metrô de São Paulo
g1 – Em 2013 você disse (para o jornal ‘O Globo’) que tinha começado a escrever uma música sobre o Rio. Você chegou a terminar a música? Como ela é?
Cat Power – Eu só sei umas partes da letra, porque foi há tanto tempo. Eu gravei, como faço com minhas coisas, em uma fita cassete no meu quarto. Mas eu perdi a bolsa com a fita. Não tenho mais. Posso me lembrar de uma parte da letra, e tenho esse sentimento comigo.
Eu comecei a escrever essa música em um barco. Ela é muito triste, é sobre meu primeiro amor. Ele estava no barco comigo. É muito triste mesmo. Talvez seja por isso que eu a perdi. Mas era um dia lindo e é uma cidade linda.
g1 – O Rio é uma cidade bonita para se sentir triste lá mesmo. Como a bossa nova, que tem muitas canções melancólicas. Parece que atrai. Queria poder ouvir essa música, mas você perdeu a fita mesmo?
Cat Power – Sim, a fita já era. Tem um pouco na cabeça, talvez eu possa voltar a trabalhar nela. É muito pesada para mim, talvez seja por isso que eu nunca foquei nela, porque foi muito doloroso perdê-lo.
Eu escrevi “Bully” para a mesma pessoa, que é muito dolorida também (A música “Bully” está no álbum “Sun”, de 2012, lançado logo após ela terminar um relacionamento de sete anos com o ator Giovanni Ribisi, de “Friends” e “Avatar”. Mas ela não cita o nome dele na entrevista nem dá outra indicação se ele é realmente o personagem das músicas). Mas, enfim, eu vou trabalhar nela. Vou chegar lá, prometo.
Cat Power no Brasil em 2010
Daigo Oliva/G1
g1 – Você vive em Miami há 20 anos. É uma cidade com muitos brasileiros. Você tem algum interesse pela música ou cultura daqui?
Cat Power – Uma grande parte do motivo de eu ter me mudado para Miami é porque eu ia me mudar para o Rio. Eu achei umas casas em Santa Teresa. Foi há muito tempo, e eu pensei: ‘Eu vou me mudar’. Mas também pensei que precisava me proteger, e ter noção da realidade. Eu não conhecia ninguém no Rio. Então não achei que seria inteligente desaparecer assim. Então eu tentei ir para a Cidade do México. E depois eu decidi ir para Miami.
Eu sou do tipo de pessoa que gosta do anonimato. Se eu fosse o Jack White, com o cabelo azul, as pessoas iam saber quem eu sou. Mas as pessoas não me notam, e isso é um grande luxo, porque eu quero interagir com todo mundo na rua. Gosto de ouvir as músicas, falar com os músicos, é de minha natureza ser amigável, viver toda essa experiência. Aprender as palavras, saber como as pessoas vivem. Tipo: “Como vocês fazem a feijoada?”. Sou curiosa sobre tudo.
Por isso eu amo viver em Miami e a cultura brasileira, e não tem só ela. Tem a América do Sul inteira, o Leste Europeu, o Haiti, as Bahamas, a Jamaica. É um ponto central. As pessoas falam de Nova York, que lá você pode ganhar dinheiro lavando pratos, realizar seus sonhos. P* nenhuma. Miami é que é assim, e tem todas as línguas, a beleza, o mar. Eu amo Nova York, mas f*-se Nova York.
Cat Power
Jason Merritt/Getty Images/AFP
g1 – Você disse em fevereiro para a “NME” que você “não se se sentia parte de nenhuma comunidade musical” quando lançou seu disco anterior (“Wanderer”, de 2018). Mas você tem essa conexão clara com a Lana del Rey (as duas cantaram juntas no disco e agora Cat Power gravou uma versão de ‘White Mustang”). E dá para ouvir esse seu jeito de tocar e cantar suave e meio chapado na Billie Eilish, no Frank Ocean, o seu estilo é muito atual. Como é que você ficou “sem comunidade musical”?
Cat Power – Eu fui abandonada pela minha gravadora (Matador, um dos selos indies mais importantes dos EUA). Eu conheci os caras quando tinha 20 anos, achei que eram minha família, e eles me largaram e me falaram que meus discos eram uma m*rda.
Isso partiu meu coração e meu espírito. Eu não pedi para ser uma mulher forte, mas eu sou. É assim que as mulheres fortes são criadas: quando elas têm o coração partido.
Mas quando eles partiram meu espírito, foi uma bênção que meu filho tenha vindo ao mundo, porque você não conseguia me derrubar por conta do meu filho. Quando ele nasceu eu fiquei mais forte do que nunca, e tive que aprender isso.
Então sou grata por eles terem me “largado”, porque pude ver muito rapidamente quem eram meus verdadeiros amigos. E isso também foi doloroso. Por isso eu me senti completamente desconectada. Por um ano eu não podia nem marcar shows. Tinha uma lista negra rolando. E eu não era liberada.
Foi difícil. O Nick Cave e o Warren Ellis (do Bad Seeds) me chamaram para abrir para eles na Costa Oeste, e isso me fez bem, porque os conheço há tanto tempo, e foi como um chamado de família.
E aí eu encontrei a Lana Del Rey, e ela falou: ‘Por que você nunca me responde no Twitter?’. E eu fui voltar no meu Twitter depois que a encontrei e vi que ela tentou conversar comigo lá durante anos. E eu tinha largado o Twitter, porque eu sempre era hackeada.
Mas aí ela me chamou para abrir os shows dela na Europa. Ela é uma estrela, e não poderia ser mais pé no chão, engraçada demais, uma garota ótima, muito mais esperta do que a idade dela. Ela me fez sentir que eu não estava sozinha. Por isso eu a amo tanto.
E, para responder a sua pergunta, eles me lembraram (e eu precisava ser lembrada disso) que eu sou parte da cultura, parte dessa corrente.

g1 – Sua música já foi rotulada como “sadcore”, mas você já disse que há muito mais do que tristeza. A versão de “White Mustang” da Lana Del Rey no seu novo disco parece querer revelar a força e a coragem que existem por trás dos versos tristes. Foi isso?
Cat Power – Obrigada. Sim, a arte ajuda a definir minha vida, e ela faz isso com as pessoas.
Quando eu era nova, eu estava triste, eu precisava de ajuda de verdade. Eu precisei de estabilidade mental durante toda a minha vida, e eu não tinha. Então eu carregava isso no meu coração. Mas com todas as músicas que fazia eu ficava triunfante, não triste. Todas as músicas eram um triunfo.
Agora que eu sou mais velha, eu acho que tem a ver com aceitação. Aceitar as coisas que você não pode mudar. Tem uma frase nos Alcoólicos Anônimos, a oração que a Sinead O’Connor faz (na música “Feel so different”). “Deus, me dê a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar. Coragem para mudar as coisas que eu posso. E sabedoria para ver a diferença”. Eu acho que a coragem é essa. De fazer essas três coisas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lollapalooza Brasil 2023: o line-up e as estreias no Lollapalooza

Fonte: G1 Entretenimento

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Roberta Sá transforma EP em álbum, lança o single ‘Sem avisar’ e deixa disco ao vivo para 2023


Roberta Sá lança o single ‘Sem avisar’ na sexta-feira, 14 de outubro, com samba inédito de Wanderley Monteiro
Pedro Butcher / Divulgação
♪ Roberta Sá alterou os planos fonográficos relativos ao projeto SambaSá. Em vez de lançar em dezembro um EP com quatro sambas gravados em estúdio, como havia anunciado, a cantora optou por gravar mais músicas e encorpar o EP com mais três faixas, situando o disco na fronteira entre EP e álbum.
Gravado com produção musical e arranjos de Alaan Monteiro, sob direção artística de Pedro Seiler e da própria Roberta Sá, esse disco de estúdio continua tendo previsão de lançamento para dezembro.
Já a edição do registro audiovisual do show SambaSá – captado em 24 de setembro em calorosa apresentação no Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro (RJ) – ficou para 2023.
Terceiro aperitivo do encorpado disco de estúdio, o single Sem avisar desembarca nos aplicativos de música na sexta-feira, 14 de outubro, com samba inédito do compositor Wanderley Monteiro.
Wanderley é pai de Alaan Monteiro, cavaquinhista da banda do disco ao lado dos músicos André Manhães (bateria), Bruno Gama (pandeiros, tamborim e repique de anel), Gabriel de Aquino (violão), Jéssica Araújo (tantã e tamborim), Kiko Horta (piano), Marfa (baixo) e Thiaguinho Castro (surdo e ganzá), além de Camila Monteiro, Felipe Abreu e Jussara Lourenço no coro.
Apresentado por Roberta em primeira mão na gravação ao vivo do show SambaSá, Sem avisar é samba de alto quilate poético que, sobretudo no belo refrão, reitera a inspiração de Wanderley Monteiro, compositor revelado nos anos 1990 em gravações de sambistas como Beth Carvalho (1946 – 2019).
Capa do single ‘Sem avisar’, de Roberta Sá
Pedro Butcher com arte de Phillipe Leon
♪ Eis a letra do samba Sem avisar, terceiro single do disco SambaSá :
Sem avisar
(Wanderley Monteiro)
“Chegou sem avisar
Qual sombra no escuro
Balançando o meu peito
E me fez acordar
Notei que era mais puro
Causando em mim enorme efeito
Em silêncio me invadiu
E logo fez morada
Tomou pra si o que era só meu
Cuidou e preencheu
Agora não sou mais apenas eu
Eu só não entendi
Por que tanto esperei
E quase sucumbi
À falta que amarguei
Andei e tropecei
Caí e me ergui, te encontrei
O meu céu clareou, coloriu
A flor que murchou, se abriu
Quando o tal do amor
Me olhou e me acertou
Me atingiu”

Fonte: G1 Entretenimento