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Anitta é indicada ao American Music Awards


Cantora concorre na categoria melhor artista latina ao lado de Becky G, Kali Uchis, Karol G e Rosalía. AMA acontece no dia 20 de novembro. Anitta chega ao MTV Video Music Awards no Prudential Center, em Newark, Nova Jersey, em 28 de agosto de 2022
Evan Agostini/Invision/AP
Anitta foi indicada ao American Music Awards na categoria melhor artista latina. Ela concorre ao lado de Becky G, Kali Uchis, Karol G e Rosalía.
O AMA divulgou, nesta quinta-feira (13), a lista de indicados à premiação deste ano, que está marcada para o dia 20 de novembro.
Bad Bunny, cantor de Porto Rico que é um fenômeno mundial, lidera a lista com oito indicações. Com o álbum “Un Verano Sin Ti”, ele emplacou várias músicas no ranking global de mais ouvidas do Spotify e acumula milhões de visualizações em clipes no YouTube.
Beyoncé, Taylor Swift e Drake aparecem na sequência com seis indicações cada. O rapper canadense vem ao Brasil em 2023 como uma das atrações do Lollapalooza, em São Paulo.
Lollapalooza Brasil 2023: line up tem Blink 182, Billie Eilish, Tame Impala e Rosalía
Adele, Harry Styles e The Weeknd completam o ranking com cinco indicações cada. Veja lista completa de indicados ao AMA 2022 aqui.
O ex-One Direction canta no Brasil em dezembro, em dois shows em São Paulo e um no Rio de Janeiro.
AGENDA DE SHOWS: Veja quem toca no Brasil em 2022

Fonte: G1 Entretenimento

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Martinho da Vila e Mart’nália se unem para exaltar o feitiço da Vila Isabel de Noel Rosa


Feita para a trilha sonora da novela ‘Travessia’, a gravação do samba de 1934 é lançada hoje em single produzido e arranjado pelo pianista Luiz Otávio. Martinho da Vila e Mart’nália gravam juntos, pela primeira vez, o samba ‘Feitiço da Vila’, já recorrente na discografia do cantor
Arthur Rangel / Divulgação
♪ Samba recorrente na discografia de Martinho da Vila, Feitiço da Vila (1934) ganha mais um registro fonográfico do artista fluminense. Desta vez, Martinho canta o samba de Vadico (1910 – 1962) e Noel Rosa (1910 – 1937) com Mart’nália, que já havia incluído Feitiço da Vila em show perpetuado em álbum e DVD editados em 2014.
Feita para a trilha sonora da nova novela das 21h da Globo, Travessia, a gravação de pai e filha sai hoje, 13 de outubro, em single posto em rotação pela gravadora Biscoito Fino.
A gravação foi feita com produção musical e arranjo do pianista Luiz Otávio, tendo também os toques dos músicos Hudson (violão de sete cordas), Humberto Mirabelli (violão), João Rafael (baixo acústico) e Menino Brito (percussão), além do próprio Luiz Otávio ao piano.
Martinho e Mart’nália terçam vozes com ternura em canto que gera alguns improvisos no fim, com citações associadas ao boêmio bairro carioca Vila Isabel, caso do bar Petisco da Vila.
É a primeira vez que Martinho da Vila e Mart’nália gravam Feitiço da Vila juntos.
Capa do single ‘Feitiço da Vila’, de Martinho da Vila com Mart’nália
Arthur Rangel

Fonte: G1 Entretenimento

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Lembrança do último show dos Beatles é recuperada 55 anos após ser roubada e vai à leilão


Toalha de mesa com desenhos feitos pelos integrantes da banda foi roubada uma semana após passagem dos artistas por restaurante. Peça será leiloada em 19 de outubro. Imagem de toalha de mesa desenhada por membros do Beatles antes de um show da banda em São Francisco, em 1966. Peça foi recuperada 55 anos depois de ser roubada
Bonhams / AFP
Uma toalha de mesa na qual os quatro integrantes dos Beatles desenharam antes de um show em 1966, na Califórnia, foi devolvida aos donos mais de cinco décadas após ter sido roubada.
Esta peça única foi criada pelos membros da banda, enquanto participavam de uma comemoração em um restaurante antes de um show em Candlestick Park, em San Francisco, sua última atuação com ingressos vendidos.
A refeição ficou a cargo do fornecedor local, Joe Vilardi, e na toalha de mesa deixaram sua marca os ‘Fab Four’, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, além da cantora de ‘folk music’ Joan Baez.
Ao invés de colocá-la para lavar, Vilardi decidiu emoldurar e exibir a peça na vitrine de seu estabelecimento, de onde foi roubada durante uma noite menos de uma semana depois.
Mais de 50 anos de mistério terminaram em 2021, quando o neto de Vilardi, Michael Vilardi, recebeu um telefonema do Texas. “Era uma senhora, perguntando se nossa família tinha uma empresa de catering em San Francisco, e tive a sensação de que saberia algo sobre a toalha”, contou à AFP.
“Seu irmão estava com a toalha de mesa, não sabia o que fazer com ela e a guardou por todos estes anos”, disse. O homem havia recebido a peça como pagamento de uma dívida de alguém que lhe disse que era valiosa, contou Vilardi.
“Tentou vendê-la, mas como era roubada, podia ter tido problemas, então sua irmã o convenceu a devolvê-la”.
Foi assim que a toalha de mesa, que foi bem conservada durante sua longa ausência, voltou às mãos de Vilardi. “Foi um momento muito emocionante porque não sabíamos se a veríamos. Todos crescemos ouvindo a história, mas nenhum de nós tinha visto a toalha de mesa”.
Agora, esta peça única que faz parte da história dos The Beatles, que tem o desenho de Lennon de um pôr-do-sol amarelo e uma série de esboços de retratos feitos por McCartney e Baez, assim como as assinaturas de Starr e Harrison, será vendida em um leilão online.
A casa de leilões Bonhams estima que seu valor possa chegar a US$ 25 mil (cerca de R$ 132 mil) quando a venda for encerrada, em 19 de outubro.
O show no Candlestick Park entrou para a história como a última apresentação comercial da banda, que anunciou sua separação após esta turnê pela América do Norte.
Mais de 50 anos depois, a “Beatlemania” sobrevive e as lembranças do grupo continuam despertando o interesse de fãs de todas as gerações e alcançando preços exorbitantes em leilões.
Em 2015, o primeiro contrato fonográfico assinado pelos Beatles foi vendido em um leilão em Nova York por US$ 75 mil.

Fonte: G1 Entretenimento

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Harvey Weinstein está detido ‘em condições medievais’, denuncia advogado


Representante de ex-produtor de Hollywood afirmou que cela na qual Weinstein aguarda as sessões diárias de julgamento em Los Angeles é ‘insalubre e fétida’. Harvey Weinstein em tribunal de Los Angeles em 4 de outubro de 2022
Etienne Laurent/Pool/AFP
O ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein está detido em uma cela em péssimas condições, enquanto aguarda as sessões diárias de seu julgamento em Los Angeles, denunciou seu advogado nesta terça-feira (11).
O produtor enfrenta um julgamento por múltiplas acusações de agressão sexual a cinco mulheres entre 2004 e 2013. Se condenado, Weinstein – que se declarou inocente de todas as acusações – pode ser condenado a mais 140 anos atrás das grades, além dos que já cumpre por crimes sexuais cometidos em Nova York.
No segundo dia do julgamento de Weinstein em Los Angeles, onde o tribunal tenta reduzir a longa lista de potenciais jurados, seu advogado Mark Werksman disse que as condições da cela do ex-produtor, que usa cadeira de rodas, são “insalubres e fétidas”. “São quase medievais. Estou preocupado com a sua saúde e capacidade de sobreviver a essa provação sem ter um ataque cardíaco ou derrame”, alertou. “Ele tem 70 anos.”
A juíza Lisa Lench disse que conversaria com os ajudantes do xerife, que são responsáveis pela reclusão de Weinstein durante o julgamento. “Não estou minimizando, só não tenho certeza se há muito a ser feito”, explicou.
A seleção do júri deve levar vários dias, antes de um julgamento que pode durar dois meses.
Começa julgamento do ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein na Califórnia

Fonte: G1 Entretenimento

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Polêmica envolvendo Prince, Warhol e fotógrafa de celebridades vai à Suprema Corte dos EUA


Caso, que envolve a Fundação Andy Warhol para Artes Visuais e a fotógrafa Lynn Goldsmith, pode ter consequências de longo prazo para a lei de direitos autorais dos Estados Unidos e para o mundo da arte em geral. Prince em foto de 1985 registra cantor durante show
Associated Press
Os nove juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos assumiram o papel de críticos de arte nesta quarta-feira (12), quando debateram se uma fotógrafa deveria ser compensada por uma foto que tirou de Prince e que Andy Warhol usou em um de seus trabalhos.
Em um tom mais leve do que a maioria dos casos que chegam ao tribunal, os argumentos estiveram repletos de referências à cultura pop, que foram do seriado de sucesso “Mork & Mindy” ao filme de terror “O Iluminado”, de Stanley Kubrick.
O caso, Fundação Andy Warhol para Artes Visuais vs. Goldsmith, pode ter consequências de longo prazo para a lei de direitos autorais dos Estados Unidos e para o mundo da arte em geral.
“Há muito em jogo para a expressão artística neste caso”, disse Román Martínez, advogado da Fundação, criada após a morte de Warhol em 1987.
“Isso tornaria ilegal para artistas, museus, galerias e colecionadores mostrarem, lucrarem, e talvez até possuírem, uma quantidade significativa de obras”, disse Martinez. “Isso também esfriaria a criação de nova arte.”
O caso surge a partir de uma fotografia em preto e branco de Prince, tirada em 1981 pela fotógrafa de celebridades Lynn Goldsmith.
Em 1984, quando o álbum “Purple Rain” estava se tornando um sucesso, Warhol foi convidado pela Vanity Fair para criar uma imagem para acompanhar um artigo sobre o músico na revista.
Warhol usou uma das fotos de Goldsmith para produzir uma imagem serigrafada de Prince com um rosto roxo, no estilo de cores vivas que o artista tornou famoso em seus retratos de Marilyn Monroe.
Goldsmith recebeu o crédito e recebeu US$ 400 pelos direitos de uso único.
Depois que Prince morreu em 2016, a Fundação licenciou outra imagem do músico feita por Warhol a partir da mesma foto para a editora da Vanity Fair, Conde Nast.
A Conde Nast pagou à Fundação uma taxa de licença de US$ 10.250. Goldsmith não recebeu nada e alega que seus direitos autorais sobre a foto original foram infringidos.
” À mercê de imitadores”
A Fundação argumentou no tribunal que o trabalho de Warhol foi “transformador” – uma peça original infundida com um novo significado ou mensagem – e foi permitido sob o que é conhecido como a doutrina do “uso justo” na lei de direitos autorais.
Lisa Blatt, advogada de Goldsmith, discordou: “Warhol conseguiu a foto em 1984 porque Goldsmith foi paga e creditada”.
A Fundação, ela acrescentou, afirma que “Warhol é um gênio criativo que imbuiu a arte de outras pessoas com seu próprio estilo distinto. Mas (Steven) Spielberg fez o mesmo para filmes e Jimi Hendrix para música”, disse Blatt. “E esses gigantes precisavam de licenças.”
Blatt também disse que a Fundação argumenta que “adicionar um novo significado é uma boa razão para copiar de graça”.
“Mas essa prova iria dizimar a arte da fotografia, destruindo o incentivo para criar a arte em primeiro lugar. Os direitos autorais ficariam à mercê de imitadores.”
Vários juízes ficaram desconfortáveis ao serem escalados para o papel de críticos de arte. “Como um tribunal vai determinar o propósito, a mensagem ou o significado de obras de arte como uma fotografia ou uma pintura?”, perguntou o juiz Samuel Alito.
A Suprema Corte ouviu o caso depois que dois tribunais inferiores emitiram decisões divididas, uma a favor da Fundação e outra a favor de Goldsmith.

Fonte: G1 Entretenimento

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Bichos na Escuta #73: conheça Rebeca, a ovelha carioca


Neste episódio, Giuliana Girardi conversa com Evilásio Carneiro, responsável pela ovelha Rebeca. Os dois são figurinhas fáceis em Ipanema, onde costumam passear na praia. Atriz, modelo, ativista pela causa animal e frequentadora da Praia de Ipanema. Esta é a descrição de Rebeca, a ovelha que faz sucesso por onde passa no Rio de Janeiro, usando sempre seu laço cor de rosa no pescoço. Neste episódio de ‘Bichos na Escuta’, Giuliana Girardi conversa com Evilásio Carneiro, tutor de Rebeca. Ele conta como adotou o animal, após sofrer com crises de burnout, e explica sobre os cuidados necessários para ter uma ovelha dentro de casa.
“A ovelha é um dos animais mais dóceis da Terra.”
Rebeca, a ovelha carioca
Reprodução/Instagram
Especialista em comportamento animal, Rita Ericson também participa do episódio. A veterinária explica sobre as permissões para ter uma ovelha como animal de estimação e afirma que a socialização precisa ser feita desde o início da vida dos animais.
Todos os animais de produção – que é como são categorizados a vaca, o cavalo, a ovelha, a cabra e o porco – são animais domésticos, além de serem domesticados.
Os animais que visitam pacientes em hospitais
Caramelo e Matuê — o cãobombeiro e o cãofrentista
As aventuras dos labradores do Caopanheirolabra
Processo de socialização — por Golden Frederico
Lola, a cachorrinha companheira da cantora Simone
Eu, meus pets e as crianças — com Camila Fremder
Quem salva quem? — com João Vicente de Castro
Thaynara OG, a maior defensora da ‘instituição poodle encardido’
Xuxa, a Rainha dos Bichinhos
Bichos na Escuta #63: as cachorrinhas de Luísa Sonza
Popi e Corn, as gatas unidas pelo nome — com Carol Barcellos
‘Sempre fui cachorreiro, agora sou gateiro também’ — com Frejat
Malcom Salsicha, o cão artista
Conheça Maria Rita, a cachorra de Marcela Ceribelli que rouba a cena
Kiki — a lhama de estimação que faz sucesso nas redes sociais
Conheça Ruby Fofa, a cadela que faz entregas com seu tutor
A história de Farofa, o cachorro que pega o ‘busão’ para a escola
A cachorra que viaja o mundo em uma kombi
O gatil que ajuda detentos na ressocialização
Conheça Pretinha, a cadela tricolor que comemora os gols do Fluminense
Ouça história de empresário do mercado pet que já morou nas ruas de São Paulo
PRIMEIROS SOCORROS: o que fazer em caso de acidente com animais
ADESTRAMENTO DE GATOS: aprenda truques e dicas práticas
VOZES DE PET: conheça os dubladores que fazem sucesso nas redes sociais
LUTO: como lidar com a morte de um pet
VIAGEM DE AVIÃO: ouça dicas de como transportá-lo
ALIMENTAÇÃO NATURAL OU RAÇÃO: descubra as vantagens de cada tipo de comida
GATOS OU CACHORROS: entenda vantagens e diferenças de cada pet
CHAMA OS CACHORROS: descubra os bastidores dos pets de Ana Maria Braga
ADOÇÃO NA PANDEMIA: ouça dicas em novo podcast para apaixonados por pets
PETS EM CONDOMÍNIO: quais as regras para boa convivência
Ouça outros episódios de ‘Bichos na Escuta’:
O podcast ‘Bichos Na Escuta’ está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o ‘Bichos na Escuta’ na sua plataforma preferida. Toda quinta-feira tem episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Halloween Ends’ encerra trilogia de terror de forma decepcionante; g1 já viu


Filme transforma personagens principais da série em meros coadjuvantes de trama fraca e desnecessária. Jamie Lee Curtis, que volta a interpretar Laurie Strode, também é uma das produtoras da sequência Quando “Halloween Kills: O terror continua” foi lançado em 2021, muita gente torceu o nariz pela falta de sustos no filme, além da história nada atraente, em especial para os fãs da franquia. O público tinha grandes esperanças de que a prometida terceira e última parte da nova trilogia iria encerrar com tudo nos eixos. Infelizmente, não é o que acontece em “Halloween Ends”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (13).
O (suposto) final da franquia até oferece os elementos que os admiradores do gênero adoram, com muitos assassinatos e algum suspense, que aqui é melhor usado do que no filme anterior. Mas seus realizadores resolveram tomar uma direção que, além de ineficaz, não provoca nada além de uma grande decepção.
Assista ao trailer do filme “Halloween Ends”
Depois dos acontecimentos de “Halloween Kills”, a cidade de Haddonfield tenta voltar a ter paz, ainda mais depois que o serial killer Michael Myers (James Jude Courtney/Nick Castle) não é mais visto há anos. Por isso, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis, de “Entre facas e segredos”) decide continuar com sua vida, cuidando de sua nova casa, escrevendo um livro sobre suas experiências e cuidando de sua neta, Allyson (Andi Matichak).
As coisas mudam quando o caminho de Laurie cruza com o do jovem Corey Cunningham (Rohan Campbell). Traumatizado por uma fatalidade, o rapaz se envolve com Allyson, ao mesmo tempo em que tenta superar suas inseguranças.
Mas nem ele nem Laurie conseguem ter paz porque uma série de acontecimentos faz com que Michael Myers volte a atacar a cidade. Laurie não vê outra alternativa a não ser encarar seu inimigo mais uma vez na noite do Dia das Bruxas e acabar com sua matança de uma vez por todas. Nem que isso custe sua vida.
Cena do filme “Halloween Ends”, de David Gordon Green
Divulgação
Referências ao mestre
Um dos pontos positivos de “Halloween Ends” está na maneira que o diretor David Gordon Green homenageia John Carpenter, o cineasta do primeiro filme e um dos autores do roteiro original (ao lado de Debra Hill). O diretor voltar a apostar mais no suspense do que na sanguinolência, como Carpenter fez em 1978.
Além disso, basta reparar nos easter eggs e em sequências que remetem a outras obras dirigidas por Carpenter, como “O Enigma do Outro Mundo” (1982), “Christine, o Carro Assassino” (1983) e “A Bruma Assassina” (1980), que fizeram a festa dos fãs do terror. Nesses momentos, o longa fica realmente interessante.
Um assassino volta a atacar moradores de uma cidade americana em “Halloween Ends”
Divulgação
Isso sem falar em mais uma ótima colaboração de Carpenter na trilha sonora. O diretor (que também é um dos produtores executivos, assim como Jamie Lee Curtis), cria mais uma versão do famoso tema do filme que continua a causar o mesmo impacto da música original, além de compor boas músicas para as cenas mais tensas.
Green e mais três roteiristas trabalham melhor a questão da influência maléfica de Michael Myers sobre as pessoas da cidade. Ao contrário de “Halloween Kills”, que tratou essa questão de forma mais incoerente e mais histérica, pelo menos dessa vez o diretor tenta mostrar algo mais aprofundado, mesmo que não seja tão bem sucedido como poderia.
Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) volta a encarar Michael Myers em “Halloween Ends”
Divulgação
Barrado no baile
Apesar dessas qualidades (além de mais uma boa atuação de Curtis), “Halloween Ends” comete o erro grosseiro de prometer uma coisa para o público e fazer justamente outra. Afinal, parecia que Michael Myers e Laurie fariam de seu embate uma verdadeira festa para o gênero. Mas não é isso o que acontece.
O problema é que o diretor e seus roteiristas preferiram subverter as regras do terror (mais ou menos como propôs a franquia “Pânico”) e apostar mais em contar a história de Corey durante boa parte do filme, ao invés de priorizar Michael Myers ou em Laurie.
Assim, o espectador é obrigado a ver desde o motivo do trauma do rapaz (numa boa sequência de abertura) até seus desdobramentos e consequências. Mesmo com o esforço do pouco conhecido Rohan Campbell, não é possível criar nenhum interesse ou mesmo compaixão por seu personagem.
Allyson (Andi Matichak) se envolve com Corey (Rohan Campbell) em “Halloween Ends”
Divulgação
Para piorar, nem o romance entre ele e Allyson consegue cativar. Por causa de um roteiro mal escrito, o relacionamento soa forçado — e a química nula entre os atores não ajuda. Em resumo, o público não se importa com esses personagens e, provavelmente, não se incomodaria se eles fossem descartados com 30 minutos de história. Só que ocorre justamente o contrário.
Com isso, tanto Laurie quanto Michael viram coadjuvantes da história que deveriam protagonizar. A sorte deles só melhora no terceiro ato da trama, quando eles finalmente se enfrentam. O embate é realmente bom e traz o que muita gente estava aguardando ver por muito tempo. Pena que é quase no fim do filme, o que deixa pouco tempo para o que realmente interessa.
Michael Myers (James Jude Courtney) volta a atacar em “Halloween Ends”
Divulgação
Definitivamente, “Halloween Ends” jogou fora a grande chance de ser um desfecho a altura da importância que a franquia merecia. Os realizadores preferiram trabalhar com elementos que não despertam o menor interesse para a maioria dos espectadores. E não tem nada pior do que filme de terror que aborrece e faz rir pelos motivos errados, como diálogos mal escritos.
Pelo menos, Michael pode dizer (se ele conseguisse falar, claro) que tem mais algo em comum com outros monstros do cinema como Jason (de “Sexta-feira 13”) e Freddy Krueger (de “A Hora do Pesadelo”): ter um último capítulo muito ruim e indigno de sua relevância no cinema de terror. Uma pena, pois ao final da história fica a certeza de que tanto ele quanto Laurie mereciam uma despedida muito melhor do que foi apresentada. Do jeito que ficou, não vai deixar saudades.

Fonte: G1 Entretenimento

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Air Supply e a invenção das power ballads, as baladas românticas que até hoje você ouve em rádios


Ao g1, Graham Russell explica como dupla vendeu mais de 20 milhões de discos em quase 50 anos de carreira. Eles fazem quatro shows no Brasil a partir desta quinta-feira (13). Juntos, Graham Russell e Russell Hitchcock ajudaram a cunhar o conceito de power ballad no começo dos anos 80, com músicas como “All Out of Love” e “Making Love Out of Nothing at All”. As músicas do Air Supply eram sobre amor, como os títulos deixam claro. Faziam parte de uma playlist perfeita para rádios FM, com um rock levinho, romântico e tremendamente assobiável.
Quando surgimos, a power ballad ainda não tinha sido inventada… Então, de repente as pessoas estavam dizendo ‘oh isso é uma grande balada, é uma power ballad’. De repente, a power ballad nasceu, ninguém saiu por aí tentando inventá-la. Simplesmente aconteceu”, recorda Russell.
Aos 72 anos, o cantor e músico inglês segue na ativa e passa faz quatro shows no Brasil a partir desta quinta-feira (veja agenda completa no fim do texto).
Na entrevista abaixo, ele conta como a dupla foi formada na Austrália cantando covers de Beatles e como fez para vender mais de 20 milhões de discos em quase 50 anos de carreira.
Graham Russell, do Air Supply, em foto dos anos 80, e em imagem recenteA
Divulgação/Site Oficial
g1 – Como outros artistas, sei que os Beatles foram uma grande influência. Você se lembra da primeira vez que ouviu os Beatles e o que sentiu?
Graham Russell – Eu tinha 14 anos. E eu nunca tinha visto uma banda ao vivo antes. E os Beatles foram a primeira que eu vi, tocaram em um cinema da minha cidade [Nottingham, a 200 km de Londres]. Eles eram enormes naquela época e isso mudou minha vida, porque eu já estava escrevendo músicas, mas eu não sabia por que, eu não sabia o que estava fazendo.
Mas quando eu os vi, eu nunca mais voltei atrás. Mudou minha vida e eu só sabia dizer “oh meu Deus”. E desde aquele momento tenho tentado recriar essa experiência, mas não consegui. Acho que vai demorar muito até que isso se repita, porque tudo se encaixou no momento certo em tantos níveis e eu tive muita sorte de ter visto isso na minha infância, em 1964. É como se eu não pudesse descrever, sabe? Mas mudou toda a minha vida.

g1 – Você e Russell costumavam cantar Beatles no início da banda, certo? Como foram esses ensaios cantando Beatles? Quais músicas cantavam?
Graham Russell – Quando nos conhecemos, eu estava tocando uma das minhas músicas e Russell disse “Essa é uma música linda”. E eu disse: “É uma das minhas músicas”. Mas para nos conhecermos melhor, ficamos cantando músicas dos Beatles. E ele dizia: “Qual é a sua música favorita dos Beatles?”. Eu disse que era “If I fell”, do “A Hard Day’s Night”. E ele disse que também era “If I Fell”. “Vamos cantar?” E cantamos na mesma hora.
Nós não tivemos que trabalhar nisso ou dizer “Bem, você canta isso e eu vou cantar aquilo…” Simplesmente aconteceu. Foi orgânico e foi assim que fizemos em todas as músicas, todas as primeiras músicas que gravamos. Quando isso acontecia era uma sensação maravilhosa, sabe?
g1 – Como vê a evolução das baladas românticas, das power ballads dos anos 70 e 80 até hoje? O que mudou e o que continua igual?
Graham Russell – Quando surgimos, a power ballad ainda não tinha sido inventada. Nós aparecemos e existiam outros artistas que cantavam grandes baladas também, mas as nossas por algum motivo realmente se destacaram. Nós tivemos um monte de grandes baladas que foram nossos primeiros singles, como “All Out of Love”, “The One That You Love”.
Então, de repente as pessoas estavam dizendo “oh isso é uma grande balada, é uma power ballad”. Porque tem aquela grande orquestra, uma baita de uma guitarra. Então, de repente, a power ballad nasceu, ninguém saiu por aí tentando inventá-la. Simplesmente aconteceu. Eu sempre disse isto: você tem que começar com uma ótima música, sabe? Você não pode ter uma música medíocre e colocar grandes guitarras e orquestra nela. Só isso não vai funcionar.
g1 – Suas power ballads ainda tocam nas rádios e foram uma influência para artistas mais jovens. Quais novos artistas poderiam ser um herdeiro ou herdeira das baladas? Talvez Ed Sheeran, ou Adele…
Graham Russell – Adele é fantástica. Eu acho que, neste momento, ela é a maior artista do mundo e ela tem uma voz tão bonita, mas as músicas dela não sei se são power ballads. Elas são só um pouco diferentes e eu acho que talvez as músicas dela sejam a versão moderna das power ballads, sabe? Ela não precisa ter grandes guitarras e grandes orquestras, porque a voz faz isso por ela.
Russell Hitchcock e Graham Russell em foto da turnê de 2022 do Air Supply
Mark Weiss/Divulgação
g1 – Como era fazer música no início da banda e como é fazer música agora?
Graham Russell – É totalmente diferente agora. Quando gravávamos lá nos anos 80 costumávamos passar cerca de dois meses fazendo um disco. Mas isso foi antes dos computadores, claro. Agora a maioria das bandas usa computadores e muitos sons digitais, mas devo dizer que não usamos nada disso.
Nós ainda gravamos do jeito antigo. A banda fica no estúdio e tocamos juntos, gravamos juntos. Não fazemos as coisas em partes individuais. Nós tocamos a música talvez seis ou sete vezes até acertar e então começamos a gravar. Uma vez que você grava dessa maneira, tudo soa diferente. Quando todos os instrumentos se juntam e eles estão tocando as partes certas, fica tudo em uma só sintonia.
g1 – É mais orgânico, né?
Graham Russell – Exatamente, é mais orgânico. Sim, essa é maneira que eu deveria ter descrito. [Risos]
g1 – Alguns críticos diziam que o Air Supply faz soft rock. Qual sua opinião sobre este rótulo?
Graham Russell – Olha, somos tão barulhentos quanto o Metallica ou qualquer uma dessas outras bandas. A gente só é diferente por termos grandes vocais, instrumentos de cordas, pianos bem clássicos. Então, é tão intenso quanto qualquer outra banda por aí, mas se as pessoas querem chamar de soft rock, tudo bem. É um bom termo, mas não acho que nos represente em nosso show ao vivo.
Dupla Air Supply posa em capa do álbum que tem o nome da banda, lançado em 1985
Reprodução
g1 – O que os fãs podem esperar dos shows no Brasil?
Graham Russell – Algumas pessoas vão rir, outras vão chorar… é nisso que somos muito bons agora, depois de todos esses anos.
g1 – Falando dos hits… como vocês escolheram gravar ‘Making Love Out Of Nothing At All’?
Graham Russell – Clive Daves [executivo de várias gravadoras desde os anos 60] veio nos mostrar essa música e ele disse: “Jim Steinman [compositor de ‘Total Eclipse of the Heart’] trouxe essa música ‘Making love out of nothing at all’.” E ele perguntou se a gente estaria interessado em cantá-la. Clive tocou a música e, claro, imediatamente nós dissemos: “Uau, ela é fantástica”.
Eu sempre fui um grande fã das pérolas do James, até as dos anos 70 com Meat Loaf. Nós nos encontramos com Jim e dissemos “Sim, adoraria gravá-la”. E a razão pela qual queríamos fazer vai além do fato de que era uma ótima música. Acho que Russell deveria cantar grandes músicas, não apenas minhas músicas o tempo todo. Ele é um grande cantor e tem que cantar músicas diferentes.
Russell Hitchcock e Graham Russell em foto da turnê de 2022 do Air Supply
Mark Weiss/Divulgação
g1 – É verdade que a gravação foi em um take apenas?
Graham Russell – Gravamos com Jim e Russell cantou em só um take, sim. E Jim virou-se para mim e disse que aquilo “fabuloso”. Foi sem correções, sem afinar a voz, apenas um take e é isso. Era assim que costumávamos fazer naqueles tempos, sabe? É uma música incrível, atemporal e estou muito feliz por estarmos ligados a ela para sempre.
g1 – Vamos então falar de uma composição sua… Como ‘All out of love’ foi composta?
Graham Russell – A gente tinha três singles no top cinco só com o primeiro álbum, então todo mundo estava esperando o segundo meio que prendendo a respiração, imaginando quais seriam as músicas. O Clive não tinha ouvido “All out of love”. Estávamos no estúdio em Los Angeles e ele veio, porque acho que ele estava um pouco preocupado se a gente tinha ou não músicas e ele veio para o estúdio.
Tocamos para o Clive e houve silêncio por cerca de 15 segundos, e nós pensamos “Oh, não! Ele não gostou”. Mas então ele se virou para nós e disse: “Esta é provavelmente a melhor música de vocês.” Ele disse que ela iria para o número um e iria ganhar um Grammy.
E ele estava certo. Naquele momento, nós sentimos um grande alívio, porque de fato era uma balada poderosa. Não apenas porque era uma grande plataforma para a voz de Russell, que cantou em só dois takes. Mas é uma ótima música e estou falando isso só porque ela é minha.
13 de outubro – Recife – Classic Hall;
15 de outubro – Rio de Janeiro – Vivo Rio;
16 de outubro – São Paulo – Espaço Unimed;
18 de outubro – Curitiba – Teatro Guaíra.
Air Supply no Brasil
VÍDEOS: QUANDO EU HITEI
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Fonte: G1 Entretenimento

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Pixies e Jack White comandam noite de indies veteranos para 14 mil fãs no Popload Festival, em SP


Eles fizeram shows poderosos e sem enrolação no evento desta quarta-feira (12). Cat Power, Chet Faker, Fresno e Pitty também estiveram entre as atrações do festival nesta quarta-feira. A oitava edição Popload Festival, nesta quarta-feira (12), em São Paulo, foi uma festa de indies veteranos – uma espécie de Lollapalooza para o público “30+”. Pixies e Jack White foram as atrações principais do evento no Centro Esportivo Tietê, com 14,5 mil fãs, segundo a organização.
FOTOS: Popload Festival 2022
O foco nos artistas mais experientes ficou um pouco mais forte por acidente, já que a britânica Years and Years, que seria a atração mais atual, cancelou de última hora. Ela foi substituída pelos (também veteranos) brasileiros da Fresno, com participação da Pitty.
O Centro Esportivo Tietê foi um bom achado para eventos deste porte – região central, de fácil acesso, e com espaço de sobra. As filas grandes para caixas, comida, bebida e banheiro foram o principal ponto negativo – ainda mais se for para cativar esse público um pouco mais velho.
Pixies
Antes do show de encerramento, o público já parecia cansado ou disperso quando os Pixies entraram no palco. Bastaram os primeiros acordes de “Gouge Away” para chamar a plateia guerreira de volta para o festival.
Direto e sem intervalo, nem mesmo para um “boa noite” ou “obrigado” (nada de novo em uma apresentação da banda), com pouco mais de 20 músicas, os Pixies animaram aquilo que poderia ser o fim de uma festa. E é impressionante como eles conseguem fazer isso. Os integrantes não precisavam pedir (nem iam pedir) para a galera fazer uma coisa ou outra, cantar junto, nada disso. Todo mundo estava ligado, seja para fazer as batidas da bateria no ar ou acompanhar os riffs das guitarras ou pular junto da música.
Teve espaço para duas versões de “Wave of Mutilation”, “Caribou”, “Vamos”, Paz Lenchantin, baixista que substituiu Kim Deal, fez uma boa perfomance em “Gigantic”. Em “Hey”, Black Francis quase deu a entender que conversaria com a plateia, mas era só o começo da música. “Mr. Grieves” manteve a temperatura no alto.
A banda apresentou ainda faixas do novo álbum, “Doggerel”, “Vault of heaven” e “There’s a moon”, que foram recebidas de forma um pouco mais fria. Ou talvez seja porque a recepção dos clássicos do grupo tenha sido calorosa demais: a plateia vibrou com “Debaser”, veio abaixo (com os celulares para cima no modo filmadora) com “Here comes your man” e fez coro em “Where is my mind”, a penúltima do set.
O final foi com o cover “Winterlong”, de Neil Young. A música soou como uma despedia desanimada para o momento (seria esta a intenção?). Em vez do “Obrigado”, o grupo escolheu abaixar a cabeça em reverência à plateia. Em silêncio mesmo. Pixies chegaram, tocaram e foram embora.
Jack White
Jack White se apresenta no Popload Festival 2022
Camila Cara/Divulgação
Jack White fez o penúltimo e melhor show do Popload. O guitarrista de 47 anos está em fase vibrante e criativa – tanto que lançou dois álbuns em 2022, o pesado “Fear of the Dawn” e o suave “Entering heaven alive”. O primeiro domina o setlist, que ignora algumas canções mais conhecidas dos White Stripes.
O trabalho mais recente tem dois pontos interessantes: elementos eletrônicos inéditos na carreira dele e arranjos entre o heavy metal e o funk, que fazem Jack White soar como Tom Morello, do Rage Against the Machine. No palco, a eletrônica é esquecida e a vontade de fazer heavy metal com groove sobressai.
Sempre bicolor, ele trocou o vermelho e branco da antiga banda pelo azul e preto, que dominam todos os elementos do palco, inclusive uma jaqueta do Brasil com a qual ele começa o show.
Ele começa o show com a ótima “Taking me back”, de “Fear of the dawn”, emendada com “Dead leaves and the dirty ground”, dos White Stripes. A conexão entre Jack e o baterista Daru Jones é incrível. Às vezes só para ver e admirar, nas músicas menos conhecidas, e em outras para fazer coro, como nos sucessos “Steady as she goes”, dos Raconteurs, e na obrigatória “Seven Nation Army”.
Cat Power
Cat Power se apresenta no Popload Festival 2022
Camila Cara/Divulgação
Cat Power fez um show bonito no lugar errado. Deu vontade de ver em uma casa pequena suas versões intimistas, que superam no repertório suas próprias composições (até porque ela está na turnê do seu terceiro álbum de covers, lançado em janeiro).
A graça é ver a cantora mudar quase tudo em músicas como “Bad Religion”, de Frank Ocean, e “White Mustang”, de Lana del Rey – e, de quebra, alterar até os próprios sucessos, ao estilo Bob Dylan, como a arrebatadora “The Greatest”. Longe de um show fácil de festival.
Ela parece estar sempre no seu mundinho, carinhosa com o público, mas sem ligar para o que se espera dela. Ela parece enxugar as lágrimas no final da releitura (ainda mais) emotiva de Frank Ocean, depois ri sozinha durante “New York, New York”, emendada com a sua “Manhattan” – tudo intenso sem precisar levantar a voz.
No fim, a cantora conhecida por shows imprevisíveis passa pelo palco arrancando os papéis com os setlists dos músicos para dar para os fãs da grade. Um show fofo e até normal para o histórico dela.
Chet Faker
Chet Faker se apresenta no Popload Festival 2022
Camila Cara/Divulgação
A chuva forte que tomou conta no intervalo entre as apresentações da Cat Power e Chet Faker já tinha dado uma trégua quando o músico entrou no palco.
O australiano levou o show sozinho, apenas com o seu teclado e sintetizador, à vontade. De calça e camiseta de tecidos leves, slippers nos pés e um sobretudo longo poderia ser usado como um roupão de colocar em cima dos joelhos, ele parecia curtir a vibe de feriado no meio da semana com um clima agradável.
Isso não significa que o cara não levantou o público – pelo contrário. No início, a dobradinha “So long so lonely” e “1998” chamou a galera para frente do palco. As passagens de faixas eram feitas, na maioria das vezes, com improvisos de batidas eletrônicas— para não deixar a bola cair. “Drop the game”, feita com o DJ Flume, despertou os baladeiros de plantão que conseguiram dançar no meio da plateia.
Com um ou outro “obrigado”, em português mesmo, talvez Chet Faker não esperasse que a turma cantasse (e vibrasse) com a sequencia bonita de “No diggity”, “Gold”, “Talk is cheap” e “Low”, que encerrou a apresentação em clima de fim de tarde de primavera (sem chuva).
Mais cedo, se apresentaram o Fresno com participação de Pitty, a banda argentina Perotá Chingó e a cantora brasileira Jup do Bairro.
Fresno se apresenta no Popload Festival 2022
Camila Cara/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Suprema Corte dos EUA julga disputa de direitos autorais entre o espólio de Andy Warhol e fotógrafa


Artista plástico usou foto de Prince feita por Lynn Goldsmith em obra, mas sem seu consentimento. Justiça debate se obra de Warhol se enquadra em lei de ‘uso justo’, ou ‘fair use’. Petição de mais de 140 páginas submetida à Suprema Corte dos EUA pela Fundação Andy Warhol em um recurso de um julgamento anterior em seu caso contra a fotógrafa Lynn Goldsmith, sobre o uso de imagem de Prince
Reuters/Jim Bourg
A Suprema Corte dos EUA avaliou nesta quarta-feira (12) uma disputa de direitos autorais entre uma fotógrafa e o espólio de Andy Warhol envolvendo uma famosa pintura do astro Prince feita pelo artista, em um caso que pode ajudar a estabelecer os limites do trabalho artístico que se baseia em outros materiais.
Os juízes ouviram os argumentos de apelação da Andy Warhol Foundation de uma decisão de uma corte inferior de que suas pinturas de 1984 – baseadas em uma foto de 1981 de Prince que a fotógrafa Lynn Goldsmith tirou para a revista Newsweek naquele mesmo ano – não estavam protegidas por uma doutrina de direitos autorais chamada de “uso justo” (fair use). Essa doutrina permite o uso sem licença de trabalhos protegidos por direitos autorais em certas circunstâncias.
Os juízes pressionaram durante quase duas horas advogados representando os dois lados buscando respostas claras para questões complexas envolvendo em quais situações a arte pode se aproveitar legalmente de outras obras.
A lei de direitos autorais americana às vezes permite o uso de trabalhos protegidos por direitos autorais sem a permissão do criador. Um fator chave que a corte considera para determinar o uso justo é se há um propósito “transformativo”, como paródia, educação ou crítica.
Alguns juízes expressaram ceticismo sobre a decisão de um tribunal de instância inferior que considerou que a Justiça não deve considerar o significado de um trabalho artístico ao determinar o uso justo, mas também ponderaram se o trabalho de Warhol era transformativo.
“O propósito de todas as leis de direitos autorais é fomentar a criatividade”, disse a juíza progressista Elena Kagan. “Então por que não deveríamos perguntar”, acrescentou Kagan, se um trabalho é realmente criativo e “algo novo e inteiramente diferente?”.
Perguntas e respostas durante os argumentos tocaram em várias criações artísticas, da Monalisa, de Leonardo da Vinci, no século 16, ao filme “Tubarão”, do diretor Steven Spielberg, em 1975, e os programas de TV dos anos 1970 e 1980, “All in the Family” e “The Jeffersons” e até mercadoria esportiva da Universidade de Syracuse.
A disputa sobre onde fica a linha entre inspiração e uso indevido atraiu interesse amplo pelas suas implicações para artistas e à indústria do entretenimento no geral.
Warhol, que morreu em 1987, foi uma figura central do movimento pop art que surgiu nos anos 1950. Ele muitas vezes criou pinturas impressas de serigrafia e outros trabalhos inspirados em fotos de personagens famosos e produtos comerciais – um trabalho que tem um considerável valor artístico e monetário.
Por exemplo, o retrato em serigrafia de Warhol, em 1964, da atriz Marilyn Monroe foi comprado por 195 milhões de dólares em maio, um recorde para o trabalho de um artista norte-americano vendido em leilão.
Warhol fez 14 pinturas em serigrafia e duas ilustrações a lápis inspirados em fotos de Goldsmith. Goldsmith, de 74 anos, disse que ficou sabendo dos trabalhos sem licença de Warhol apenas depois da morte de Prince, em 2016. Ela processou o espólio de Warhol por violações de direitos autorais em 2017, após ele pedir que um tribunal federal de Manhattan decidisse que seus trabalhos não violavam os direitos dela.
Um juiz federal concluiu que os trabalhos de Warhol estavam protegidos pela doutrina de “fair use”, transformando o músico “vulnerável” retratado no trabalho de Goldsmith em uma “figura icônica e extravagante”.
Ao reverter essa decisão ano passado, o Tribunal de Apelações Federal do Segundo Circuito disse que os juízes não deveriam “assumir o papel de críticos de arte e buscar verificar a intenção por trás dos trabalhos ou seus significados”, mas decidir se o novo trabalho tem uma “diferença fundamental e um novo propósito e caráter artísticos” que “se destacam do ‘material bruto’ usado para criá-lo”.
A Suprema Corte não decide sobre uso razoável em arte desde 1994, quando concluiu que a paródia do grupo de rap 2 Live Crew da música “Oh, Pretty Woman”, do cantor Roy Orbison, fez uso justo da música dos anos 1960.
O governo Biden tem apoiado Goldsmith, assim como grupos comerciais da indústria fonográfica, atores e editores. Documentaristas, escritores de fan fiction e espólios de outras grandes figuras do movimento pop art saíram em defesa de Warhol.
A decisão é esperada para o fim de junho do próximo ano.

Fonte: G1 Entretenimento