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Vanguart apresenta no disco ‘Oceano rubi’ mais sete músicas gravadas com produção de Fabio Pinczowski


A banda Vanguart lança o disco ‘Oceano rubi’, com músicas inéditas como ‘Amorosidade’ e ‘Fogo-fátuo’
Divulgação
♪ Situado na tênue fronteira entre EP e álbum por trazer sete músicas, Oceano rubi é o segundo disco resultante do ciclo de gravações feitas pela banda Vanguart no estúdio 12 Dólares entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021.
Na ocasião, Helio Flanders (voz, violão, trompete, piano e gaita), Reginaldo Lincoln (voz, violão de 12 cordas, baixo, guitarra, bandolim, órgão e percussão) e Fernanda Kostchak (voz e violino) registraram 14 composições com produção musical orquestrada pelo trio mato-grossense com Fabio Pinczowski. Sete foram apresentadas no ano passado no disco Intervenção lunar (2021).
A safra autoral de Oceano rubi inclui, além da já conhecida O que eu vou levar quando eu for (lançada em single em 29 de julho), as músicas A minha saudade já não cabe em mim, Amorosidade, Fogo-fátuo, O amor é assim, O que Deus quiser e a composição-título Oceano rubi.
Capa do disco ‘Oceano rubi’, da banda Vanguart
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Sophie Charlotte e Letícia Colin gravam ‘As rosas não falam’, de Cartola, para abertura da novela ‘Todas as flores’


Trilha sonora da produção Original Globoplay inclui sambas inéditos de compositores como Fred Camacho e Pretinho da Serrinha, feitos para a trama. Sophie Charlotte (à esquerda) e Letícia Colin na gravação do samba-canção ‘As rosas não falam’ para a abertura da novela ‘Todas as flores’
Globo / Estevam Avellar
♪ Uma das obras-primas do compositor carioca Angenor de Oliveira (1908 – 1980), o Cartola, o samba-canção As rosas não falam (1976) ganha as vozes das atrizes Sophie Charlotte e Letícia Colin em gravação feita para a abertura da novela Todas as flores, produção Original Globoplay prevista para estrear em outubro.
Na novela escrita por João Emanuel Carneiro, Sophie e Letícia dão vida, respectivamente, às irmãs Maíra e Vanessa, protagonistas de trama que terá como um dos principais cenários o bairro da Gamboa, situado na zona central da cidade do Rio de Janeiro (RJ), um dos berços do samba, gênero musical recorrente na trilha sonora orquestrada sob o olhar atento de Juliana Monteiro, supervisora de produção musical dos Estúdios Globo.
De acordo com a supervisora, a escolha de As rosas não falam para tema de abertura de Todas as flores se deu em razão da combinação de três elementos.
“Essa gravação traz a tradição, por se tratar de um dos maiores clássicos da música brasileira, uma pegada contemporânea com a inclusão de elementos eletrônicos e, por fim, a dramaticidade”, caracteriza Juliana Monteiro.
Além do registro inédito de As rosas não falam, a trilha sonora da novela Todas as flores inclui gravações de Chico Buarque, Duda Beat, Maria Bethânia, Marina Sena, Paulinho da Viola e Xande de Pilares, entre outros nomes.
Xande, aliás, integra o elenco da novela na pele de Seu Darci, mestre de bateria do Filhos da Gamboa, bloco de carnaval que terá músicas exclusivas, compostas para esse núcleo da trama.
Outro personagem envolvido com música na trama é Oberdan (Douglas Silva), cantor de pagode, casado com Jussara (Mary Sheila), também cantora de samba. O casal também ganha músicas originais e exclusivas, compostas para a novela.
“Nós apresentamos esse núcleo a uma turma de compositores responsáveis por alguns dos maiores sucessos que conhecemos nesse gênero musical. Contamos um pouco da história de cada personagem e eles compuseram músicas especialmente para as cenas, dando forma ao repertório desses personagens e do bloco Filhos da Gamboa”, revela Juliana Monteiro.
O time de compositores arregimentados para a trilha sonora de Todas as flores inclui Fred Camacho, Gilson Bernini, Leandro Fab, Marquinho Osócio, Nico Andrade e Pretinho da Serrinha.
Sophie Charlotte (à esquerda) e Letícia Colin no estúdio na gravação do samba-canção de Cartola, lançado em 1976
Globo / Estevam Avellar

Fonte: G1 Entretenimento

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Cachorros podem farejar estresse no hálito dos donos, revela estudo


Quatro cães identificaram com sucesso amostras de suor ou hálito coletadas de uma pessoa estressada. Os cães eram recompensados durante o teste ​​com guloseimas quando escolhiam o cheiro ‘estressado’
Queen’s University, Belfast
Nossos amigos caninos provaram mais uma vez como estão sintonizados com nossos sentimentos — desta vez, em um teste científico de farejamento.
Cientistas descobriram que os cães podem sentir o cheiro de estresse em nosso hálito e no suor.
Quatro cachorros — animais de estimação que se voluntariaram por meio dos donos — foram treinados para “escolher” um entre três recipientes com odores.
E em mais de 650 dos 700 testes, eles identificaram com sucesso uma amostra de suor ou hálito que havia sido coletada de uma pessoa estressada.
Os pesquisadores, da Queen’s University Belfast, na Irlanda do Norte, esperam que o estudo, publicado na revista científica Plos One, ajude no treinamento de cães terapeutas.
Os cachorros vivenciam seu mundo por meio do olfato. E suas habilidades altamente sensíveis já são usadas para detectar drogas, explosivos e doenças, incluindo certos tipos de câncer, diabetes e até covid-19.
“Tínhamos muitas evidências de que os cães são capazes de captar cheiros de humanos que estão associados a certas condições médicas ou doenças — mas não temos muitas evidências de que eles conseguem sentir diferenças em nosso estado psicológico”, diz a pesquisadora-chefe do estudo, Clara Wilson.
O nariz de um cachorro é um detector químico altamente sensível
Victoria Gill
Os 36 voluntários humanos reportaram seus níveis de estresse antes e depois de completar um problema de matemática difícil.
Cada recipiente continha uma amostra de seu suor ou hálito de antes ou — desde que a pressão arterial e a frequência cardíaca também tivessem aumentado — depois.
E se os cães — Treo, Fingal, Soot e Winnie — ficassem parados ou sentados na frente da amostra “estressada”, eles eram recompensados ​​com sua guloseima favorita.
Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63072329

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Aposentadoria não existe no meu vocabulário’: aos 80 anos, Arlete Salles protagoniza espetáculo em Uberlândia


0 g1 conversou com a atriz e comediante, que neste fim de semana sobe ao palco do Teatro Municipal com a peça “Ninguém Dirá que é Tarde Demais” em três sessões. Arlete Salles participou do painel do Globoplay para falar sobre a série ‘Eu, A Vó e a Boi’ na CCXP
Divulgação/I Hate Flash
De Copélia, no humorístico Toma Lá Dá Cá, à Consuelo Pimenta, na novela Babilônia, ninguém dirá que é tarde demais para Arlete Salles dar vida a mais uma personagem. Dessa vez, para a professora aposentada Luiza, que aos 70 e poucos anos se vê obrigada a encarar os dilemas da idade e da pandemia de Covid-19.
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Inspirada na canção o Último Romance, da banda Los Hermanos, Uberlândia recebe pela primeira vez a comédia “Ninguém Dirá que é Tarde Demais”. A autoria do roteirista Pedro Medina, neto de Arlete, será apresentada em três sessões no Teatro Municipal. Veja abaixo sobre horários e ingressos.
O g1 conversou sobre o espetáculo com a protagonista da peça. Aos 80 anos, sendo 65 deles dedicados à arte, a atriz e comediante Arlete Salles não esconde que ainda sente o nervosismo e a ansiedade em subir no palco. E quando desembarcar em Uberlândia, não será diferente.
“O palco revitaliza, revigora, rejuvenesce. Mas claro que ainda há um nervosismo, uma ansiedade, principalmente no momento que chego na cidade. Eu acho que se isso desaparecer perde a graça”, conta a artista que se divide entre os palcos de teatro e os estúdios de novela”.
Nesta peça, o palco ganha mais significados para a atriz: além de marcar o retorno aos teatros presenciais, Arlete Salles reúne a família no espetáculo: Além do neto, que assina a peça, ela contracena com o filho Alexandre Barbalho. O ator Edwin Luisi completa o elenco. Mas apesar da familiaridade em cena, com a personagem, a relação é diferente.
“Ela é bem distante de mim, embora eu esteja lá, mesmo que interpretando. É no desfecho que ela começa a falar meu idioma, é ali que eu apareço. Lidar com personagens diferentes é bom, exige mais do ator”, considera Arlete.
A comédia narra a história de dois ‘setentões’: Luiza e Felipe, que por conta da pandemia de Covid-19 se tornam vizinhos. Unidos pela implicância com questões ligadas a rotina do período, um encontro rápido transforma a vida dos dois jovens idosos.
Arlete Salles e Edwin Luisi contam um pouco de seus personagens no espetáculo
E na vida real, para a artista, ainda é muito cedo para dizer que é tarde demais para alguma coisa. “Até o momento, a idade não me limita. Continuo fazendo tudo que sempre fiz, exercendo meu ofício. Enquanto eu for feliz no palco eu não penso em aposentadoria”, diz Arlete.
A atriz garante ainda ‘”boas gargalhas em uma comédia leve e dinâmica” neste encontro com o público da região:
“Estávamos ansiosos para voltar a trabalhar. Não só por razões financeiras, mas também por questões existenciais. É no palco, através do nosso trabalho, que a gente se comunica. Espero que a gente possa agradar ao público de Uberlândia”
Serviço
Quando: 30 de setembro, 1º e 2 de outubro
Onde: Teatro Municipal de Uberlândia – Avenida Rondon Pacheco, nº 7070
Horário: 20h
Ingressos: compra on-line ou bilheteria do teatro
Classificação: 14 anos
VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Fonte: G1 Entretenimento

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Google Stadia vai ser encerrado em janeiro de 2023


Empresa vai reembolsar compras de aparelhos e de games feitas pelas lojas digitais do Google. Console, que funcionava como plataforma de games na nuvem, foi lançado no final de 2019. Controles do Google Stadia
Reprodução/YouTube/Google
O Google anunciou nesta quinta-feira (29) que o Stadia, seu console que funcionava como uma plataforma de games na nuvem, vai encerrar suas atividades em 18 de janeiro de 2023.
A empresa afirma que vai reembolsar todas as compras de aparelhos e de games que tenham sido feitas pelas lojas oficiais do Google. Os valores devem ser devolvidos até a metade de janeiro.
“Enquanto a abordagem do Stadia para o streaming de games para consumidores foi construída em uma fundação tecnológica forte, ele não ganhou a tração com usuários que esperávamos”, afirmou o vice-presidente de Stadia do Google, Phil Harrison, em uma publicação no blog da empresa.
“Então, tomamos a difícil decisão de começar a encerrar nosso serviço de transmissão.”

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Cido, volta’: imagem que viralizou na web com cachorro descendo tobogã é dublagem de vídeo estrangeiro


Danilo Reis é ator e produz vídeos para internet com seu cachorro, que foi resgatado durante um temporal em São Paulo. Arquivo teve grande repercussão e acumula mais de 16 milhões de visualizações. Vídeo de cachorro descendo tobogã viraliza na web
A gravação de um cachorro descendo um tobogã atrás de seu tutor, que viralizou na internet, é uma dublagem de um vídeo estrangeiro. A montagem foi criada pelo ator e influenciador digital paulista Danilo Reis, de 29 anos.
“Eu faço um curso de dublagem e comecei a dublar vídeos. Esse vídeo chegou para mim por uma amiga. É um vídeo gringo com uns árabes falando, uma música de fundo. O meu cachorro é muito parecido com o que aparece na imagem. Como ele já é famoso pelos vídeos que eu faço na internet, fiz uma dublagem como se a gente estivesse descendo no tobogã”, disse o ator.
Em conversa com o g1, ele explicou que produziu o vídeo inteiro e o personagem Cláudio é fictício. O cachorro Cido, no entanto, existe na vida real. Danilo Reis é tutor de um pet, que foi resgatado durante uma chuva em São Paulo.
Vídeo de cachorro descendo tobogã viralizou na web
Juan Silva/g1
Ator Danilo Reis e cachorro Cido
Arquivo Pessoal
“Eu produzi o barulho da gente caindo na água aqui na cozinha, com o meu celular. Cláudio é um personagem fictício da minha cabeça, chamo todo mundo da minha família assim. O Cido existe mesmo, eu resgatei tem um ano e meio da rua. Estava chovendo e eu o vi na rua. Eu trouxe para casa e ele se apossou. Ele é muito esperto, estou falando com você e ele está olhando para a minha cara”, contou o influenciador digital.
O vídeo foi um teste de dublagem, que parece ter dado certo. O arquivo já atingiu mais de 16 milhões de visualizações no TikTok.
“Quando eu postei, nos primeiros minutos já deu mais de 100 mil acessos. Agora, já tem mais de 16 milhões de visualizações. Eu não esperava essa repercussão. Eu não esperava nada disso. Mas eu já estou pensando em dublar um filme. O que acha? Acho que pode dar certo”.
Danilo Reis faz vídeos com Cido para internet
Arquivo Pessoal

Fonte: G1 Entretenimento

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Letícia Colin e ‘Nos Tempos do Imperador’ são indicados ao Emmy Internacional


‘O caso Evandro’ também está na disputa como melhor documentário. Os vencedores serão anunciados em uma cerimônia no dia 21 de novembro. Letícia Colin em cena de “Onde Está Meu Coração”
Globo/Fábio Rocha
A atriz Letícia Colin, a novela “Nos Tempos do Imperador” e o documentário “O Caso Evandro” foram indicados para o Emmy Internacional. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29) e os vencedores serão revelados em uma cerimônia em Nova York, nos Estados Unidos, no dia 21 de novembro.
Letícia foi indicada pelo seu papel em “Onde está meu coração”, série original do Globoplay. Ela concorre com Celine Buckens, do Reino Unido, por “Showtrial”, Kim Engelbrecht, da África do Sul, por “Reyka” e Lou de Laâge, da França, por “Le Bal des Folles”.
Assista ao trailer da série ‘Onde está meu coração’
A série mostra como o vício pode destruir a vida de uma pessoa e todos que estão ao redor. Letícia interpreta Amanda, jovem de classe média alta, residente em um hospital, e que namora o arquiteto Miguel (Daniel de Oliveira). Juntos, eles experimentam crack em uma festa, mas as coisas saem do controle.
“Nos tempos do Imperador”, novela das 18h, exibida entre agosto de 2021 e fevereiro de 2022, foi indicada na categoria de melhor telenovela. Estão na disputa também “Two lives”, da Espanha, “YeonMo”, da Coreia do Sul, e “You are my hero”, da China.
Por sua vez, “O caso Evandro” concorre na categoria de melhor documentário. Estão na lista de indicados desta categoria “Enfants De Daech, Les Damnés De La Guerre”, da França, “Myanmar Coup: Digital Resistance”, do Japão, e “The Return: Life After Isis”, do Reino Unido.

Fonte: G1 Entretenimento

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João de Aquino, grande violonista e compositor de ‘Viagem’, morre aos 77 anos


Produtor de álbum antológico de Candeia, artista carioca deixa discografia expressiva e pouco ouvida. João de Aquino (1945 – 2022) deixa parcerias com Paulo César Pinheiro, como ‘Sagarana’
Reprodução / Facebook João de Aquino
♪ OBITUÁRIO – Ao morrer por volta das 23h30 de ontem, aos 77 anos, vítima de parada cardíaca sofrida em decorrência de complicações de pneumonia, João de Aquino Monteiro (23 de julho de 1945 – 28 de setembro de 2022) fica eternizado como um dos grandes violonistas da música brasileira.
João de Aquino foi um músico tão expressivo que conseguiu fazer o próprio nome sendo primo de gênio inigualável do violão, Baden Powell (1937 – 2000). Contudo, João de Aquino foi também compositor, arranjador e produtor musical, tendo dado forma, por exemplo, ao álbum Axé! Gente amiga do samba (1978), obra-prima do bamba Candeia (1935 – 1978).
Para legitimar o compositor, basta dizer que saiu da inspiração de Aquino, ainda na adolescência, a belíssima melodia de Viagem (1972), música letrada por Paulo César Pinheiro, apresentada ao Brasil há 50 anos – em single da cantora Marisa Gata Mansa (1933 – 2003) – e desde então regravada por intérpretes do porte de Cida Moreira, Emilio Santiago (1946 – 2013), Nelson Gonçalves (1919 – 1998) e Selma Reis (1958 – 2015).
Com Paulo César Pinheiro, Aquino também compôs Sagarana (1969), tema que inspirou Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) a seguir a trilha do grande sertão que deu em Matita Perê (1973).
Além de ter tocado com grandes nomes da música brasileira, o violonista construiu a própria discografia, gravando álbuns como Violão viageiro (1974), Terreiro grande (1978), Asfalto (1980), Patuá (1991), Carta marcada (1994) e Sabor (2002).
O último título dessa pouco ouvida obra fonográfica, Elza Soares & João de Aquino (2021), foi lançado em dezembro, com o registro de sessão de estúdio feita pelo violonista com a cantora Elza Soares (1930 – 2022), presumivelmente em 1996, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ).
A total interação entre o violão de Aquino e a voz da cantora era fruto da maestria desse instrumentista criado em ambiente musical e que, aos 10 anos, já era aluno de Jayme Florence (1909 – 1982), o grande violonista conhecido como Meira.
De aluno, João de Aquino logo se tornou um mestre com o toque do violão orixá que reverberou a ascendência africana da música do Brasil, sobretudo no disco Terreiro grande. A viagem do artista foi bela e proveitosa.

Fonte: G1 Entretenimento

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Big Hit Music, agência do BTS, apresenta queixa-crime contra ‘postagens maliciosas’ sobre grupo


Em comunicado, empresa informou que suspeito já foi identificado e que que continuará tomando ‘medidas rigorosas para garantir que esses atos não se repitam’. BTS no Grammy 2022
Amy Sussman / Getty Images via AFP
A Big Hit Music, empresa que agencia o BTS, informou que abriu uma queixa-crime após postagens difamatórias nas redes sociais sobre os membros da banda de K-Pop.
O anúncio foi feito em uma página da empresa voltada para fãs do grupo, nesta quinta-feira (29).
“Recentemente apresentamos queixas criminais adicionais contra postagens com ataques pessoais e difamação usando novas informações fornecidas pelos fãs, e também coletadas através de nosso monitoramento”, informou o comunicado.
A empresa ainda informou que havia se deparado com “múltiplas postagens de difamação” contendo informações falsas sobre o BTS nas plataformas de redes sociais, dentro e fora da Coreia do Sul, dizendo ainda que localizou a pessoa responsável por espalhar e compartilhar “rumores mal-intencionados”.
“Após uma extensa investigação policial, conseguimos identificar o suspeito e o caso foi enviado ao Ministério Público.” No texto, a identidade da pessoa que fez as postagens não foi revelada, tampouco o conteúdo das publicações.
Segundo comunicado, a ação faz parte de um procedimento de responsabilidade legal, no qual a empresa disse ter monitorado e coletado evidências de “postagens maliciosas” por 365 dias antes de formalizar a reclamação para as autoridades.
A empresa ainda enfatizou que vai continuar com as “medidas rigorosas para garantir que esses atos maliciosos não se repitam” e informou também que continuará “trabalhando para garantir que os direitos de nossos artistas sejam completamente protegidos”.
Vídeo: BTS grava clipe de ‘Permission to Dance’ na Assembleia da ONU:
BTS grava clipe de ‘Permission to Dance’ na Assembleia da ONU

Fonte: G1 Entretenimento

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Zé Ramalho se revigora, sem sair do lugar, na grande viagem mística do álbum ‘Ateu psicodélico’


Artista paraibano apresenta inspirada safra de 12 músicas autorais em disco gerado por jorro de imagens e sons que reforçam a identidade messiânica e nordestina do compositor. Capa do álbum ‘Ateu psicodélico’, de Zé Ramalho
Leo Aversa
Resenha de álbum
Título: Ateu psicodélico
Artista: Zé Ramalho
Edição: Avohai Music / Discobertas
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♪ “Esse disco é para as cabeças que viajam sem sair do lugar”, indica Zé Ramalho no breve texto que escreveu para o encarte da edição em CD do álbum autoral Ateu psicodélico.
Disco que apresenta 12 músicas inéditas da lavra solitária do compositor paraibano, gravadas de abril a julho deste ano de 2022 com produção musical do guitarrista Robertinho de Recife, Ateu psicodélico reconecta Zé Ramalho ao movimento musical que agitou a cena underground do Recife (PE) ao longo dos anos 1970, pelo “turbilhão de imagens” – expressão usada pelo próprio Ramalho no já mencionado texto do encarte do CD – que saltam das letras viajantes escritas pelo artista, todas nascidas no isolamento social imposto pela pandemia de covid-19 entre 2020 e 2021.
Foi na cena psicodélica recifense que, em 1973, Marconi Notari gravou a primeira música de Zé Ramalho a sair em disco, Made in PB, rock letrado por Ramalho a partir da melodia de Notari.
Decorridos 49 anos desse registro fonográfico feito para o álbum No sub reino dos metazoários (1973), Zé Ramalho já é um ídolo nacional, tendo constituído ele próprio um movimento solitário na rota migratória que deslocou artistas do nordeste para o eixo Rio-São Paulo no decorrer da década de 1970.
Após o lendário álbum duplo Paêbirú – Caminho da montanha do sol (1975), gravado com o cantor, compositor e poeta pernambucano Lula Côrtes (1949 – 2011), Ramalho foi se desgarrando paulatinamente da turma em busca de estilo próprio, lapidado com mix original de folk, rock e gêneros musicais nordestinos – tudo envolvido em clima apocalíptico potencializado por voz cavernosa que se conservou viçosa, como atesta o canto das 12 músicas do álbum Ateu psicodélico.
Antecedido pelo single As onzes palavras, que apresentou em agosto música de contornos épicos, sinalizando a inspiração da safra autoral de compositor que estava sem apresentar repertório inédito desde o álbum Sinais dos tempos (2012), o disco Ateu psicodélico se confirma vigoroso no conjunto da obra.
“Não vou deixar minha estrela se quebrar”, avisa Ramalho ao seguir a bela toada de Olhar entorpecido com fé na vida, a ponto de encarar a morte sem medo e angústia nos versos de O gosto fino das sensações.
Mesmo que o ateu psicodélico professe a fé na música do nordeste do Brasil, recrutando o sanfoneiro Waldonys para dar o tom forrozeiro do galope Martelo Armagedon, faixa também harmonizada com o ponteio da viola de Robertinho de Recife, o disco cruza as fronteiras do país em viagem lisérgica que, em A estrada de tijolos amarelos, alude explicitamente ao universo do filme O mágico de Oz (Estados Unidos, 1939).
“Eu já cantei com Raul Seixas / Já cantei com Gonzagão / Cantei com o Sepultura / E muito mais vou cantar / Eu vou viajar”, alardeia Ramalho, demolindo muros, no pulso cordelista de Repentista Marvel, música que ostenta a guitarra de Andreas Kisser, peso-pesado do universo roqueiro.
Zé Ramalho alude ao universo do filme ‘O mágico de Oz’ na música ‘A estrada de tijolos amarelos’, uma das 12 faixas do álbum ‘Ateu psicodélico’
Leo Aversa / Divulgação
“… [essas músicas] São as ondas que desceram do inconsciente tão distante e escuro que habita a minha cabeça”, caracteriza Ramalho no texto do encarte do CD. Das ondas que quebram vagarosas em Beira mar, a ressurreição, faixa que roça o arrebatamento ao remeter à música dos primórdios do artista, Beira mar (1979), o disco segue nos movimentos sensoriais e sexuais de Cópula, marcados pelo pulso hipnótico da bateria de Eduardo Constant.
Introduzida por cordas de aura sinfônica, a faixa O diagrama da alma dourada corrobora o fato de Ateu psicodélico ser disco forjado na expansão da consciência mística do artista. O turbilhão de imagens é despejado ao longo das 12 faixas com enxurrada de referências e sons que mixam rock, repente, música oriental e os ecos dos cantadores nordestinos que reverberam entre evocações de forças da natureza como os ventos e os mares.
Tudo isso fica nítido quando se ouve a balada Sextilhas filosóficas ao fim desse álbum tão cheio de vida e sentidos em que o profeta do sertão paraibano vislumbra o desconhecido em O que mundo não sabe explicar com a sabedoria angariada em quase 73 anos de existência iniciada em 3 de outubro de 1949 na interiorana cidade Brejo do cruz (PB).
Ainda que ignore fronteiras na rota que ecoa o rock universal de bandas como Beatles, a viagem de Ateu psicodélico gravita em torno da nação nordestina – e é sintomático que o sanfoneiro cearense Waldonys marque dupla presença no disco, garantindo o pulso frenético de Amanhecer tantra.
E o fato é que, valorizando com a produção musical de Robertinho de Recife o jorro de consciência e inspiração que gerou as 12 músicas inéditas, Zé Ramalho apresenta álbum já antológico que evolui em alto nível da primeira a última faixa, servindo banquete de signos místicos.
Lançado em 9 de setembro, em parceria dos selos Avohai Music (de Ramalho) e Discobertas (do produtor e pesquisador musical Marcelo Fróes), Ateu psicodélico é disco capaz de converter qualquer cristão que tenha fé no poder regenerador da música.
Na grande viagem por temas recorrentes no cancioneiro desse messias de Brejo do Cruz, Zé Ramalho vai longe sem sair do lugar a que pertence desde 1978.
Zé Ramalho lança o álbum ‘Ateu psicodélico’, gravado com produção musical de Robertinho de Recife
Leo Aversa / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento