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Silvan Galvão reúne artistas da Amazônia em EP que inclui texto na voz da atriz Dira Paes


O paraense Silvan Galvão lança o EP ‘Mãe Amazônia” na sexta-feira, 30 de setembro, com músicas autorais
Marcelo da Costa / Divulgação
♪ Atriz paraense de ascendência indígena, Dira Paes – atualmente vista em todo o Brasil na pele de Filó, uma das principais personagens do remake da novela Pantanal (TV Globo, 2022) – tem total legitimidade para interpretar o texto inserido por Silvan Galvão na gravação da música Kwá yãné rendawa.
Composição de Silvan Galvão em parceria com Nilson Chaves e Joãozinho Gomes, Kwá yãné rendawa – Esse é o nosso lugar, em português – é uma das quatro faixas que compõem o EP Mãe Amazônia, programado para ser lançado por Galvão na sexta-feira, 30 de setembro, em edição do selo Alter do Som.
Cantor, compositor, percussionista, banjista paraense, nascido em Santarém (PA) e associado primordialmente ao carimbó, Silvan Galvão orquestrou a produção musical desse disco que reúne artistas oriundos dos sete estados que compõem a Amazônia.
Da lavra solitária de Galvão, a música catapultada ao título do EP, Mãe Amazônia, de pé, aparece também em versão em inglês, Amazon mother, gravada pelo autor com o grupo norte-americano Bòfré. A música inédita Passado e futuro (Silvan Galvão) completa o repertório autoral do EP Mãe Amazônia.
Capa do EP ‘Mãe Amazônia’, de Silvan Galvão
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Sorriso Maroto ‘volta para casa’ com o som retrô do álbum ‘Como antigamente’ após flerte com trap


Grupo carioca de pagode reúne 13 composições no repertório essencialmente autoral do disco. Sorriso Maroto lança o álbum ‘Como antigamente’ com a intenção de voltar à sonoridade do começo do grupo
Washington Possato / Divulgação
♪ Oito meses após ter lançado álbum com Dilsinho, Juntos (2022), posto em rotação em 20 de janeiro, Sorriso Maroto apresenta outro álbum com repertório essencialmente inédito – nem que seja na discografia desse grupo carioca de pagode que está na roda há 25 anos.
O segundo álbum do Sorriso em 2022 se chama Como antigamente porque houve a intenção de recuperar uma sonoridade dos primórdios do grupo após discos recentes com acenos para ritmos do atual momento mercadológico, como o trap, presente na arquitetura do álbum A.M.A. – Antes que o mundo acabe (2021).
O álbum Como antigamente reúne 13 músicas gravadas ao vivo em julho em sessão do Sorriso Maroto no Polo Rio Cine Vídeo, complexo de estúdios situado na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), cidade natal do grupo formado em 1997 pelo percussionista Cris Oliveira (pandeiro e reco-reco) com Bruno Cardoso (voz), Fred Araújo (surdo), Sérgio Jr. (violão) e Vinícius Augusto (teclados).
Para promover o registro audiovisual, o quinteto aposta na música sintomaticamente intitulada Volta pra casa (Bruno Cardoso, Sérgio Jr. e Thiago Silva), composição que estava há anos no baú de inéditas do grupo.
Desse acervo, o Sorriso Maroto também pegou Apenas desejo (Bruno Cardoso, Thiaguinho e Sérgio Jr.), Dias (Bruno Cardoso, Munir Trad e Sérgio Jr.), Mais de você (Bruno Cardoso, Rafa Brito e Sérgio Jr.) e Muros (Bruno Cardoso, Lelê e Thiago Silva) para compor o repertório majoritariamente autoral do álbum Como antigamente.
Entre composições mais recentes, como Seis da manhã (Bruno Cardoso, Thiago Silva e Sérgio Jr.) e Segredos (Thiago Silva e Douglas Lacerda), o grupo grava pela primeira vez os pagodes românticos Não fui homem pra te merecer (Bruno Cardoso, Douglas Lacerda e Thiago Silva) e Eu nunca amei (Bruno Cardoso, Thiago Silva e Sérgio Jr.), lançados em disco pelo grupos Imagina Samba e Tá na Mente, respectivamente.
Música fora da lavra autoral do Sorriso Maroto, Amuleto (Dilsinho, Pedro Felipe e Matias Damásio) é sobra de disco recente de Dilsinho.
O álbum Como antigamente entrou em rotação na noite de quinta-feira, 22 de setembro.
Capa do álbum ‘Como antigamente’, do grupo de pagode Sorriso Maroto
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘A Próxima Vítima’ estreia no Globoplay; relembre novela de crime e mistério de Silvio de Abreu


Novela exibida em 1995 narrava uma série de assassinatos sem motivo ou ligação que fez espectadores se perguntarem quem era o autor. A novela “A Próxima Vítima” estreia nesta segunda-feira (26) no Globoplay. Exibida em 1995, a obra de crime e de mistério de Silvio de Abreu fez os espectadores se perguntarem quem era o autor de uma série de assassinatos.
Para quem tem saudade da história policial ou para quem quer enfrentar o enigma pela primeira vez, o g1 relembra alguns dos principais momentos, além de curiosidades dos bastidores, com dados do Memória Globo – sem spoilers, claro.
Dirigida por Jorge Fernando e com elenco formado por nomes como Susana Vieira, José Wilker, Deborah Secco, André Gonçalves, Claudia Ohana, Marcos Frota, Tony Ramos e Paulo Betti, a novela tinha uma trama cheia de traições, suspense e romance para amarrar o grande mistérios das mortes.
A Próxima Vítima: A lista chinesa
“A pretensão de fazer ‘A Próxima Vítima’ era assustadora porque era uma novela em que cada mês morria uma pessoa. Eu imaginava assim: eu não quero fazer uma novela que é tudo igual todo dia. Eu sempre procuro fazer uma novela que mude, que seja lúdica, que faça com que o público tenha o que ver, sempre uma coisa nova”, afirmou Abreu em depoimento.
“Então, muitas vezes a gente tinha que escrever capítulos falsos. Quando publicava, a gente mudava, mandava cenas falsas e combinava com o Jorginho (Fernando, o diretor) parar gravar uma coisa e depois botar outra no ar. Enfim, era difícil. Funcionou justamente por causa do gênero novo que ela trazia, que era o policial.”
Para despistar o público e a imprensa, foram gravados diferentes versões do final no dia da exibição do episódio.
A Próxima Vítima: Josias é assassinado
“No último dia, nós estávamos gravando as cenas capitais da novela nos estúdios da emissora. Parte do estúdio foi separada, com um cenário grande, e estavam presentes todos os colegas envolvidos na cena”, disse Tony Ramos.
“Ficamos gravando em segredo, enquanto a imprensa se acotovelava lá fora. Ninguém disse nada. Saiu até nos telejornais, imagina a audiência que foi isso. Foi um momento muito interessante, um belo caminho percorrido.”
A Próxima Vítima: Juca sente ciúme de Ana
Curiosidades
A novela chegou a seus capítulos finais cercada por grande suspense. Diante do assédio da mídia para descobrir o assassino e da repercussão da trama com o público, Silvio de Abreu foi obrigado a fazer algumas alterações no desfecho da história policial. Chegou-se a cogitar a exibição ao vivo do último capítulo, para evitar que o final fosse descoberto antes da transmissão. O autor conta que ele e o diretor Jorge Fernando resolveram gravar às 13h três possíveis desfechos – a novela ia ao ar às 20h30. Silvio de Abreu mandou as cenas alternativas para a emissora, com o capítulo já editado. Quando entraram no estúdio, os atores receberam suas falas, e só então ficaram sabendo quem era o assassino;
Silvio de Abreu afirmou que a estratégia de escrever capítulos falsos foi usada durante toda a novela, com o objetivo de evitar que a imprensa publicasse quem iria morrer. O autor revelou que mantinha uma sinopse secreta, desconhecida até mesmo por José Bonifácio de Oliveira, o Boni, então vice-presidente de operações da TV Globo. Segundo Silvio, a identidade do assassino já estava definida desde a sinopse;
A Próxima Vítima: Leontina é assassinada
Claudia Raia contou que, quatro dias antes de terminar a novela, Silvio de Abreu pediu que ela fizesse uma participação especial. O autor exigiu sigilo absoluto e a orientou para que chegasse ao estúdio maquiada, e vestida com sua própria roupa, como quem faz uma visita aos amigos. Tudo já estava combinado com o diretor Jorge Fernando. A aparição da atriz no último dia de novela causou alvoroço no elenco e nos jornalistas, ávidos por descobrir quem era o assassino. Nos fundos de uma casa cenográfica, horas antes de a novela ir ao ar, o diretor gravou a personagem de Claudia fazendo uma breve caminhada e morrendo com um tiro. É a última cena da novela, que deixa no ar um novo mistério;
Em função da venda para o mercado externo, Silvio de Abreu criou outro desfecho para a trama, sem prejudicar o mistério da novela. O autor voltou às imagens já gravadas, reeditou e eliminou algumas cenas, a fim de manter a coerência e o suspense da história;
A versão exibida em Portugal foi diferente da brasileira. Essa mesma versão foi ao ar na reprise da novela na sessão “Vale a Pena ver de Novo” e em outros países. “A Próxima Vítima” foi reapresentada na TV Globo a partir de julho de 2000;
A Próxima Vítima: Bordão de Carina
“A Próxima Vítima” foi uma das primeiras novelas de Deborah Secco, e a sua estreia no horário nobre da TV Globo. O bordão “Socorro!”, dito por sua personagem Carina, surgiu do vocabulário da filha adolescente de Silvio de Abreu;
Silvio de Abreu homenageou o amigo Gilberto Braga ao batizar de Felipe Barreto o cirurgião plástico que opera Isabela (Claudia Ohana), após Marcelo (José Wilker) cortar seu rosto com uma faca. A novela “O Dono do Mundo” (1991), de Gilberto Braga, tinha como protagonista um cirurgião plástico homônimo, interpretado por Antônio Fagundes;
O ator André Gonçalves chegou a ser espancado na rua por causa do personagem homossexual que interpretava na trama;
A Próxima Vítima: Sandrinho e Jefferson
“A Próxima Vítima” foi a primeira novela de Alexandre Borges na TV Globo. Ele já havia atuado nas minisséries “Incidente em Antares” (1994) e “Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados” (1995);
Zé Bolacha foi inspirado em um tio de Silvio de Abreu, chofer de caminhão em Catanduva (SP). O autor declarou que o personagem foi criado especialmente para Lima Duarte e, caso o ator não quisesse ou pudesse fazê-lo, “a novela perderia uma de suas mais intrigantes e simpáticas figuras”;
A personagem Julia (Glória Menezes), que se envolve em uma campanha de apoio a meninos de rua, foi inspirada na artista plástica Yvone Bezerra de Mello, autora de “As Ovelhas Desgarradas e seus Algozes – A Geração Perdida nas Ruas ” e intensamente dedicada à causa na época;
O sucesso da novela e do verdureiro Juca, interpretado por Tony Ramos, foi tão grande que o personagem deu nome a duas barracas de frutas no Mercado Municipal de São Paulo;
“A Próxima Vítima” foi vendida para mais de 20 países, entre os quais Cuba, Estados Unidos, Guatemala, Hungria, Letônia, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Portugal, República Dominicana, República Tcheca, Rússia, Uruguai e Venezuela.

Fonte: G1 Entretenimento

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Roberta Sá se expande na roda coletiva do samba ao gravar show no Rio


Calor da plateia do Circo Voador incrementa registro audiovisual feito pela cantora, grávida de seis meses, com participação de Áurea Martins e com reverências a Beth Carvalho e a Jovelina Pérola Negra. Roberta Sá na gravação do show ‘SambaSá’ no Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro, em 24 e 25 de setembro
Alice Venturi / Divulgação
Resenha de gravação de show
Título: SambaSá
Artista: Roberta Sá
Local: Circo Voador (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 24 de setembro de 2022
Cotação: ★ ★ ★ ★
“E vai girar girar girar no fundo de quintal / Nos becos, calçadas, num canto de bar / A roda é a forma ancestral / É a marca que fica no chão / O samba é a nata, é o topo da evolução”.
♪ Foi com os versos do refrão do samba A roda (Wanderley Monteiro e Deco Romani, 2020) que Roberta Sá, grávida de seis meses da filha Lina, pisou no palco do Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), nos últimos minutos da noite de ontem, 24 de setembro, para fazer o registro audiovisual do show SambaSá.
Os versos de A roda soaram como carta de boas intenções de show calcado no espírito coletivo do samba, gênero musical com o qual a cantora potiguar – de vivência carioca desde a adolescência – se apresentou ao Brasil há 20 anos ao entrar no reality show Fama (TV Globo, 2002).
Decorridas duas décadas, com carreira consolidada a partir de 2005, ano do álbum Braseiro, Roberta Sá continua primordialmente associada ao samba. Mesmo quando a cantora tentou se afastar momentaneamente do gênero no álbum Segunda pele (2012), o samba mandou chamá-la com a inclusão imprevista de O nego e eu (João Cavalcanti, 2012) no repertório do disco.
Apresentado após álbum e show dedicados ao cancioneiro de Gilberto Gil, Giro (2019), o show SambaSá veio ao mundo na forma de roda de samba, em dezembro de 2021. Ao longo do primeiro semestre de 2022, o show adquiriu molde convencional, mas o espírito de coletividade permaneceu e regeu a gravação do álbum ao vivo que será editado pela gravadora Deck, possivelmente já em novembro.
A comunhão se estabeleceu logo no primeiro número, com a adesão já habitualmente calorosa do público do Circo Voador ao repertório – e não podia haver palco e ambiente mais adequados na cidade do Rio de Janeiro (RJ) para abrigar o show SambaSá no momento do registro oficial para a posteridade. Todo show se engrandece com a receptividade da plateia do Circo.
Havia também um sentido de coletividade, de grupo, na banda arregimentada sob direção musical de Alaan Monteiro e formada pelo próprio Alaan (no cavaquinho) com André Manhães (bateria), Bruno Gama (percussão), Gabriel de Aquino (violão), Jéssica Araújo (surdo, tantã, pandeiro, tamborim e efeitos), João Rafael (baixo) e Thiaguinho Castro (pandeiro, congas, caixa, repique de anel, tamborim e efeitos), além de Camila Monteiro no vocal.
É como se todo mundo estivesse numa roda, inclusive a solista, dona de voz suave, que soou mais expansiva na gravação que entrou pela madrugada deste domingo, 25 de setembro, com as devidas repetições de músicas por questões técnicas e o bis político em que a cantora improvisou versos no refrão de Tá escrito (Xande de Pilares, Carlinhos Madureira e Gilson Bernini, 2009) para marcar posição nas eleições do próximo domingo.
Roberta Sá canta dois sambas inéditos na gravação do show ‘SambaSá’
Alice Venturi / Divulgação
Na apresentação do roteiro já previamente divulgado por Roberta Sá em redes sociais, o samba Sem avisar (Wanderley Monteiro, 2022) – inédito em disco, mas já gravado em estúdio pela cantora para o EP também intitulado SambaSá – se insinuou como obra-prima pela beleza da melodia, levada em cadência mais serena, afinada com a letra que versa sobre a chegada do amor.
Nesse roteiro que incluiu outro samba inédito em disco, Antes tarde (Nego Alvaro e Marcos Maia, 2021), a recorrência de músicas já conhecidas facilitou a total empatia entre cantora e público. Só que Roberta Sá sabe pescar pérolas no baú do samba, sem cair na obviedade.
Se ao gravar o álbum Que belo estranho dia para se ter alegria (2007), a cantora resgatou grandes sambas então esquecidos dos repertórios das cantoras Doris Monteiro e Linda Batista (1919 – 1988) – respectivamente, Alô fevereiro (Sidney Miller, 1971) e Interessa? (Carvalhinho, 1951), ambos revividos no show – o registro de SambaSá trouxe à tona um samba animado de cadência ágil, Não tá nem aí (Moisés Santiago, Carlos Caetano e Flavinho Silva, 2003), saboroso fruto do Fundo de Quintal que poderá até soar inédito para quem não for seguidor do grupo.
O show SambaSá simboliza a pisada de Roberta Sá em terreno mais popular, fincado nas tradições dos pagodes cariocas. Só que em nenhum momento houve apelação mercadológica.
No que diz respeito à receptividade do público, a cantora conseguiu irmanar um sucesso inicial do grupo de pagode Só pra Contrariar, Domingo (Alexandre Pires e Fernando Pires, 1993), com hits do repertório de Jovelina Pérola Negra (1944 – 1998), partideira de alta estirpe, saudada com as lembranças de No mesmo manto (Beto Correia e Lúcio Curvello, 1991) e, no bis, Sorriso aberto (Guaracy Sant’anna, o Guará, 1988), samba em que Roberta alterou graciosamente o verso “Samba aqui, samba ali, samba lá” para “Samba aqui, samba ali, samba Sá”.
Dentre as 24 músicas do roteiro (ou 25, se incluído o samba adicional do bis), somente Fala baixinho (Aurélio Goncalves Nunes, Claudemir da Silva e Edinei Moreira da Silva, 2012) – sucesso do Grupo Revelação – pareceu ter surtido menor efeito na plateia.
Única convidada da gravação, Áurea Martins foi reverenciada ao entrar no palco do Circo Voador para dividir com Roberta Sá o canto de Nos braços da batucada (Arlindo Cruz, Junior Dom e Babi, 2005).
Pela simples presença nobre, Áurea driblou o fato de ser (grande) intérprete mais vocacionada para o intimismo do samba-canção entoado no ambiente esfumaçado de uma boate do que para efusivo show de samba que incluiu reverência de Roberta Sá à eterna madrinha do gênero, Beth Carvalho (1946 – 2018), lembrada com dois sambas de tom feminista, Colabora (Serginho Meriti, 2011) e Chega (Rafael dos Santos e Leandro Fregonesi, 2011).
No excelente saldo final, sob direção artística de Pedro Seiler, Roberta Sá protagonizou show memorável, fazendo a roda do SambaSá girar com evocações do melhor samba cantado coletivamente nos becos, bares, calçadas e quintais cariocas.
Áurea Martins é saudada por Roberta Sá na gravação do show ‘SambaSá’, no palco do Circo Voador
Alice Venturi / Divulgação
♪ Eis as 25 músicas do roteiro seguido em 24 e 25 de setembro de 2022 por Roberta Sá na gravação do show SambaSá no Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro (RJ):
1. A roda (Wanderley Monteiro e Deco Romani, 2020)
2. Alguém me avisou (Ivone Lara, 1980)
3. Alô fevereiro (Sidney Miller, 1971)
4. Água da minha sede (Dudu Nobre e Roque Ferreira, 2000)
5. Luz da minha vida (Toninho Geraes e Chico Alves, 2020)
6. Ah, se eu vou (Lula Queiroga, 2001)
7. Interessa? (Carvalhinho, 1951)
8. Sem avisar (Wanderley Monteiro, 2022)
9. Amanhã é sábado (Martinho da Vila, 2015)
10. Samba de um minuto (Rodrigo Maranhão, 2004)
11. Me erra (Adriana Calcanhotto, 2015)
12. Nos braços da batucada (Arlindo Cruz, Junior Dom e Babi, 2005) – com Áurea Martins
13. Maneiras (Silvio da Silva, 1987)
14. Nossos planos (Fred Camacho, Carlos Caetano e Leandro Fab, 2022)
15. Não tá nem aí (Moisés Santiago, Carlos Caetano e Flavinho Silva, 2003)
16. No mesmo manto (Beto Correia e Lúcio Curvello, 1991)
17. Antes tarde (Nego Alvaro e Marcos Maia, 2021)
18. Colabora (Serginho Meriti, 2011)
19. Chega (Rafael dos Santos e Leandro Fregonesi, 2011)
20. Trilha do amor (Xande de Pilares, André Renato e Gilson Bernini, 2012)
21. Fala baixinho (Aurélio Goncalves Nunes, Claudemir da Silva e Edinei Moreira da Silva, 2012)
22. Domingo (Alexandre Pires e Fernando Pires, 1993)
23. Samba de Arerê (Xande de Pilares, Arlindo Cruz e Mauro Júnior, 1999)
24. Sorriso aberto (Guaracy Sant’anna, o Guará, 1988)
Bis:
❀ Repetições de números do show por questões técnicas
25. Tá escrito (Xande de Pilares, Carlinhos Madureira e Gilson Bernini, 2009)
Roberta Sá, grávida de seis meses da filha Lina, grava o show ‘SambaSá’ no Rio de Janeiro para álbum previsto para novembro
Alice Venturi / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Rihanna no Super Bowl 2023: cantora fará o show do intervalo da final do futebol americano


Tradicional show do intervalo é um dos principais eventos de entretenimento dos Estados Unidos Rihanna aparece segurando uma bola de futebol americano para anunciar show no intervalo do Super Bowl
Reprodução/Twitter da cantora
Rihanna fará o show de intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, em 12 de fevereiro de 2023.
O show foi confirmado com uma foto e uma legenda nos perfis oficiais da cantora e da NFL (sigla em inglês para Liga Nacional de Futebol Americano).
O tradicional show do intervalo é um dos principais eventos de entretenimento dos Estados Unidos.
Em 2022, cantaram Dr. Dre, Snoop Dogg, Mary J. Blige, Kendrick Lamar, 50 Cent, além de Eminem. Ao final de uma das músicas, Eminem repetiu o gesto antirracista de Colin Kaepernick.

Fonte: G1 Entretenimento

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Turma do Pagode inclui cantor sertanejo Thiago Brava em álbum originado da ‘Live Mixturadin’


Capa do álbum ‘Live mixturadin’, da Turma do Pagode
Divulgação
♪ Live mixturadin – álbum lançado pela Turma do Pagode na sexta-feira, 23 de setembro – é o registro de show apresentado pelo grupo paulistano na pandemia, em clima festivo, com a participação de cantores e bandas. E, fazendo jus ao conceito do projeto Mixturadin, nem todos os convidados são do pagode, caso do cantor sertanejo Thiago Brava.
E é justamente uma das músicas gravadas pela Turma do Pagode com Brava – Desnamorando, composição inédita em disco, de autoria de Vini Show – a faixa eleita para promover o atual disco ao vivo de Leiz (tantã e voz), Caramelo (banjo e voz), Rubinho (pandeiro e voz), Marcelinho TDP (cavaquinho e voz), Leandro Filé (violão e voz), Fabiano Art (surdo), Neni Art (repique de mão, pandeiro e cuíca) e Thiago (reco-reco).
A Turma do Pagode, cabe lembrar, acaba de fazer o registro audiovisual de show comemorativo dos 20 anos do grupo – que, a rigor, já são 22 – em apresentação na cidade de São Paulo (SP) em 15 de setembro.
Contudo, por ora, o foco reside na promoção de Live mixturadin, álbum ao vivo que, além de Thiago Brava, tem as presenças dos grupos Legado e Pixote.
Turma do Pagode com Thiago Brava na capa do single ‘Desnamorando’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Jairo Severiano (1927 – 2022), o maior pesquisador musical do Brasil, deixa obras referenciais


Ocorrida há um mês, a morte do biógrafo de Braguinha repõe em pauta o legado de escritor que fez história ao longo de 95 anos, inclusive pela generosidade. Jairo Severiano, morto em 27 de agosto, aos 95 anos, posa com os dois volumes do fundamental livro ‘A canção no tempo’
Reprodução / Facebook Jairo Severiano
♪ OBITUÁRIO – Todo jornalista e crítico musical atuante no Brasil tem dívida impagável com Jairo Severiano (20 de janeiro de 1927 – 27 de agosto de 2022), o maior pesquisador e historiador musical deste país tão rico em sons, compositores, instrumentistas, vozes e ritmos.
Ocorrida há quase um mês, mas noticiada somente em 21 de setembro nas redes sociais do também pesquisador musical Rodrigo Faour, discípulo assumido do mestre, a morte de Jairo Severiano, aos 95 anos, tinha que ter sido amplificada na mídia no mesmo volume da saída de cena de Zuza Homem de Mello (1933 – 2020) – com quem, aliás, Jairo escreveu os dois volumes do livro A canção no tempo (1997 / 1998) – 85 anos de músicas brasileiras, lançado originalmente há 25 anos e reposto no mercado em 2016, em edição ampliada.
Trabalhos referenciais na área da musicografia, esses dois volumes são fundamentais para se entender a gênese da música do Brasil, também contada (muito bem) por Jairo em outros livros de caráter enciclopédico como Uma história da música popular brasileira – Das origens à modernidade (2008).
Cearense nascido em Fortaleza (CE), Jairo Severiano fez história no Rio de Janeiro (RJ), cidade para onde migrou em 1950, após ter passado 23 anos entre a a Fortaleza natal (CE) e o Recife (PE). Foi no Rio que o pesquisador morreu de causas não reveladas, tendo vivido os últimos anos sozinho em apartamento na cidade, aos cuidados de enfermeira.
A obra de Jairo Severiano justifica a expressão-já-clichê legado inestimável. Basta citar a edição, em 1982, do livro Discografia Brasileira – 78 RPM – 1902 / 1964 (Funarte) – fruto de incansável pesquisa feita pelo historiador entre 1968 e 1979 com o intuito de inventariar e documentar dados sobre os primórdios da produção fonográfica brasileira – para se ter ideia da importância capital de Jairo Severiano na pesquisa musical do Brasil.
Biógrafo do compositor carioca Carlos Alberto Ferreira Braga (1907 – 2006), devidamente dimensionado no livro Yes, nós temos Braguinha (1987), Jairo Severiano também produziu discos de caráter documental de gênios como Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e Dorival Caymmi (1914 – 2008).
A despeito dessa obra monumental, Jairo Severiano era também reconhecido pela simplicidade e generosidade com todos que o procuravam em busca de referências e dados confiáveis sobre a evolução da música brasileira.
Jairo Severiano fez diferença, fez história e já faz falta.

Fonte: G1 Entretenimento

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Djonga lança em outubro o sexto álbum, ‘O dono do lugar’, com ‘toque orgânico’


Djonga
Coniiin / Divulgação
♪ De 2017 a 2021, o rapper Djonga manteve a tradição de lançar um álbum anual, sempre em 13 de março. Foi nessa data que vieram ao mundo os álbuns Heresia (2017), O menino que queria ser Deus (2018), Ladrão (2019), Histórias da minha área! (2020) e Nu (2021). Em 2022, o artista mineiro quebrou a tradição. Mas Djonga não terminará o ano sem um álbum com músicas inéditas.
Sexto álbum de Djonga, O dono do lugar será lançado em outubro em edição da gravadora aberta pelo artista, A quadrilha, selo fonográfico sediado em Belo Horizonte (MG), cidade onde o cantor e compositor mineiro nasceu há 28 anos, em junho de 1994, com o nome de Gustavo Pereira Marques.
Gravado com produção musical de Thiago Braga, o álbum O dono do meu lugar mixa os versos de Djonga com as batidas do DJ, beatmaker e produtor musical Coyote Beatz no repertório inédito.
“Dos beats que eu produzi, posso dizer que tem música para refletir, para pensar e questionar, sem deixar de lado músicas mais pop, para curtir e para balada. Tudo isso com um toque orgânico, visto que a gente optou por gravar instrumentos para as bases”, adianta o produtor Thiago Braga.

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 ouviu #213 – Champignon: a metade não contada da história do Charlie Brown Jr.


Livro lembra relação de amor e ódio entre Champignon e Chorão, mostra base virtuosa do baixista e revela episódios de brigas entre a banda; ouça podcast. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Pharoah Sanders, o saxofonista lendário do jazz, morre aos 81 anos


Sua gravadora, Luaka Bop, anunciou que ele morreu em paz com sua família e amigos em Los Angeles. Pharoah Sanders
Reprodução Instagram/@pharoahsandersofficial
Pharoah Sanders, uma das figuras mais criativas do jazz que fez música indiana e africana levando seu saxofone a limites inimagináveis, faleceu neste sábado (24), aos 81 anos.
Sua gravadora, Luaka Bop, anunciou que ele morreu em paz com sua família e amigos em Los Angeles.
“Sempre e para sempre, que este lindo ser humano descanse em paz”, escreveu a gravadora, em um comunicado.
Sanders, que levou o movimento do free jazz a novos patamares, praticamente atacava seu saxofone soprando excessivamente a boquilha, mordendo a palheta e até mesmo gritando na campana do instrumento.
Este discípulo de John Coltrane, que tocou solos agressivos no último álbum de Coltrane, “Live in Japan”, era muitas vezes visto como uma espécie de sucessor de seu mestre, que morreu subitamente em 1967.
Ornette Coleman – possivelmente o mais importante pioneiro do free jazz – definiu Sanders como “provavelmente o melhor saxofonista tenor do mundo”.
Mas Sanders, que também tocava saxofone soprano e alto, não conseguiu conquistar a unanimidade do público e nunca desfrutou do sucesso comercial de Coltrane, Coleman, ou outros inovadores históricos do jazz.
Com solos que passaram de estridentes a sedosos e melódicos, Sanders foi descrito como o padrinho do jazz espiritual e até cósmico, embora sempre tenha rejeitado rótulos.
Entre suas obras mais conhecidas está “The Creator Has a Master Plan”, uma faixa de quase 33 minutos de seu álbum “Karma”, na qual Sanders soa como se estivesse exorcizando demônios, antes de retornar a um estado celestial.
Leon Thomas canta um tema de 1969, no auge da contracultura: “O criador tem um plano mestre / Paz e felicidade para todos os homens”.
“Upper Egypt and Lower Egypt”, do influente álbum de 1967 de Sanders, “Tauhid”, baseia-se em riffs de guitarra e um xilofone suave que homenageia a tradição africana, enquanto Sanders explode em um saxofone uivante.
– Saxe, prolongamento de si mesmo – “Eu realmente não vejo mais a trompa. Eu tento me ver”, disse ele na apresentação de “Tauhid”, seu primeiro álbum pelo selo Impulse!, que editou Coltrane.
“Não é que eu esteja tentando gritar com minha trompa, estou apenas tentando colocar todos os meus sentimentos”, explicou ele.
Farrell Sanders – ele mudou a grafia de seu nome de batismo a pedido do compositor de jazz futurista Sun Ra – nasceu e foi criado na segregada Little Rock, no estado do Arkansas, onde tocava clarinete em uma banda da escola e explorava o jazz com artistas em turnê.
Após o Ensino Médio, mudou-se para Oakland, na Califórnia, onde desfrutou pela primeira vez da liberdade de frequentar clubes racialmente mistos e teve um primeiro encontro com Coltrane.
Mais tarde, foi para Nova York. Lá, ficou na miséria, trabalhando como cozinheiro e até vendendo seu sangue para sobreviver.
Conheceu Sun Ra quando cozinhava em um clube em Greenwich Village. Notando seu talento musical, Sun Ra e Coltrane recrutaram Sanders para sua banda.
Com a morte de Coltrane, tornou-se líder da mesma.
“Eu tenho um som escuro. Muitos dos jovens têm um som brilhante, mas eu gosto de um som escuro com mais redondeza, mais profundidade e sentimento”, disse ele, descrevendo seu estilo em uma entrevista de 1996 ao jornal San Francisco Chronicle.
“Quero levar o público a uma jornada espiritual. Quero sacudi-lo, excitá-lo. Então eu os trago de volta com uma sensação de calma”, explicou.
Exploração espiritual
Sanders, que em seus últimos anos usava uma longa barba branca, deu seus primeiros passos na música pop, começando com “Thembi”, de 1971, em homenagem a sua esposa.
Mas sua incursão no mainstream foi breve. Em “Jewels of Thought”, de 1969, Sanders explorou o misticismo da África, abrindo o álbum com uma meditação sufi pela paz.
Décadas depois, em “The Trance of Seven Colors”, Sanders colaborou com Mahmoud Guinia, o mestre marroquino da música espiritual gnawa e do alaúde.
O álbum de 1996 de Sanders, “Message from Home”, mergulhou em influências da África subsaariana, como highlife, a mistura pop de música ocidental e tradicional que se originou em Gana.
Ele também explorou a forma indiana em suas colaborações com Alice Coltrane, a segunda esposa do mestre do jazz, que se tornou iogue.
Sanders admirava músicos indianos como Bismillah Khan, que introduziu o shehnai, um tipo de oboé frequentemente tocado em procissões pelo subcontinente; e Ravi Shankar, que internacionalizou a cítara.
Acostumado a compartilhar energia em bandas de jazz, ele disse que os músicos indianos conseguiam fazer “música pura”.

Fonte: G1 Entretenimento